História Mas se você vier... - Capítulo 111


Escrita por: ~

Postado
Categorias Frank Iero, Gerard Way, My Chemical Romance
Personagens Bob Bryar, Frank Iero, Gerard Way, Mikey Way, Personagens Originais, Ray Toro
Tags Bromance, Frank Iero, Frerard, Gay, Gerard Way, Lgbt, Longfic, Long-fic, My Chemical Romance, Yaoi, Yaoi Romance
Exibições 48
Palavras 4.979
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lírica, Poesias, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi trouxas! <3

Hoje eu decidi que vou ser boazinha e já aviso logo, esse é daqueles capítulos para se ler sentada(o).

Boa leitura! <3

Capítulo 111 - Gerard - Capítulo 111


Fanfic / Fanfiction Mas se você vier... - Capítulo 111 - Gerard - Capítulo 111

-S2-

POV

Gerard

 

Eu estava exausto.

Tudo bem, talvez nem tanto, mas estava cansado.

Mais do que fisicamente, mentalmente.

Parecia que tinha um peso na minha cabeça, uma dor que não aliviava e nunca tinha fim.

 

Isso só me causava mais problemas, ainda mais com Frank, até com ele e as crianças eu estava me irritando a toa.

 

Bem, eu tomei uma decisão, não tinha jeito.

O fato é que eu sabia por que eu estava assim, e eu estava daquela maneira pela falta dos meus remédios e mesmo prometendo à Frank que daria um tempo, eu não poderia fazer isso. Muito menos decepcioná-lo, mas eu teria que tomar meus medicamentos, e escondido dele.

 

Era horrível ter que ser um mentiroso, eu me sentia mal, afinal aquele era o nosso recomeço e nós estávamos bem no fim das contas. Mas eu sabia que se eu quisesse continuar com nosso relacionamento eu teria de estar com calma, precisava dos remédios, e sentia falta disso.

 

Não que eu fosse viciado nem nada, mas meu médico me recomendou e tudo bem que as vezes eu tomava umas doses a mais, mas e daí, não fazia mal algum, eu me sentia mil vezes melhor e ele já estava acostumado com aquele Gerard, não com esse que acabo sendo sem meus comprimidos.

 

-S2-

 

Aproveitei que Frank estava no banho, dei uma olhada no quarto ao lado e ouvi que o chuveiro estava ligado, as crianças dormindo e eu sabia o que fazer.

 

Fui até minha mala e peguei um estojo pequeno que eu comprei justamente para aquela mala, eu meio que improvisei um fundo falso e deu certo.

 

Eu trouxe meus remédios por precaução.

 

Doutor Philipe me aconselhara que era sempre bom ter meus remédios por perto para o caso de eu me descontrolar e essas coisas.

 

Ele não precisava saber dos remédios extras que eu arrumava, ninguém precisava, ninguém além de mim e meu fornecedor.

 

Certo, peguei uns comprimidos e tomei com uma garrafinha de água que peguei no frigobar do quarto, só foi o tempo de eu guardar tudo rapidamente, fechar a mala onde guardei o estojo com os remédios, sentei-me na cama e Frank abriu a porta de ligação entre os quartos e entrou.

 

_ Gerd... _ disse ele ao que se aproximava de mim e eu estendi meu braço para que ele se sentasse ao meu lado na cama e quando o fez, envolvi seus ombros com meu braço e ele ficou perto de mim, descansou a cabeça em meu peito e eu respirei um pouco mais aliviado; não sabia se era pelo remédio ou se pelo fato de ele não estar tão irritado comigo como parecia antes.

 

_ Frankie... Eu fui idiota de novo não fui? _ perguntei fazendo carinho nas costas dele e logo ele se afastou um pouco para que pudéssemos nos olhar enquanto ele dizia.

 

_ Não, não foi, idiota não é a palavra. Foi inconsequente ao falar sem pensar e sabe ao que me refiro. _ ele falou sério olhando nos meus olhos e assenti_ Tudo bem o fato de por agora você não querer assumir publicamente o que temos, mas dizer na frente das crianças que não somos uma família, do nosso jeito, o que já cansamos de afirmar em casa que somos, é demais. Falar dessa maneira na frente deles não é certo Gerard. Isso é se contradizer e na cabeça das crianças não fez sentido, se não fez na minha como faria na deles?

 

_ Frank, calma. Eu não fui inconsequente, pensei muito bem antes de fazer tudo isso, antes de trazê-los para cá e no que eu iria falar caso alguém perguntasse sobre nós. _ falei e ele olhou pra baixo suspirando cansado.

 

_ Então você acha que fez certo em falar aquilo na frente deles?

 

_ Sim Frank, eu acho. _ falei olhando nos olhos dele que pareceu não acreditar em mim, eu sabia só pelo seu olhar. Ele assentiu e voltou a olhar pra baixo_ Eu sei que pode parecer confuso, mas é só pra protegê-los...

 

_ Não está protegendo eles e nem a ninguém. _ Frank falou e voltou a me olhar_ E eu não quero que nossos filhos comecem a achar que nós temos algo a esconder, porque nós não temos.

 

Ele falou desviando o olhar e apoiou as mãos na cama, um silêncio se seguiu e eu decidi que era a hora de falar, de uma vez:

_ Frank, olha pra mim. _ falei e ele o fez erguendo o rosto em minha direção_ Acho melhor esclarecermos uma coisa o quanto antes.

 

_ O que é? _ ele me perguntou.

 

_ Eu sei que disse antes que não é pra ser segredo, sobre nós, e me desculpe sobre isso, eu pensei bem e não tenho dúvidas, agora tem que ser um segredo ou no mínimo algo do gênero.

 

_ O que? Por quê? _ perguntou ele confuso_ Eu sei que quer ir devagar, não assumir nada de cara e tudo mais e eu respeito isso, mas eu acho que fazer disso um segredo só vai complicar ainda mais as coisas e sem necessidade.

 

_ Frank, eu sei que não entende isso, mas pra mim existe essa necessidade. Eu não quero fazer as coisas dessa maneira, eu preciso manter vocês seguros, todos nós. Se descobrirem...

 

_ E daí se descobrirem? _ perguntou ele parecendo indignado.

 

_ E daí que eu não quero que saibam. _ falei firme colocando um ponto final naquilo, como se ele não tivesse condições de contestar e ele não tinha, sabia que não. Não tinha outras formas de fazermos aquilo senão do meu jeito e como se lesse meus pensamentos ele falou.

 

_ Eu não tenho opção não é? _ ele perguntou sem olhar pra mim_ Nós não temos...

 

_ Se quiser ficar do meu lado tem que ser dessa maneira. Eu não quero que seja do outro jeito, se um dia as coisas mudarem e eu também que assim seja, mas por agora ou é desse jeito ou de nenhum. _ falei e ele se levantou da cama e passou a andar calmamente pelo quarto ainda não me olhando_ Desculpe te falar desse jeito, aqui, e perto do seu aniversário...

 

_ Não se desculpe, é claro que seria assim. Eu que pensei um monte de bobagens...

 

_ O que você pensou?

 

_ Nada... Na verdade tudo. Eu pensei que seria diferente...

 

_ Vai ser. _ falei e ele me olhou e veio até mim. Estiquei a minha mão e ele pegou. O trouxe para meu colo e ele ficou ali.

 

_ Eu vou ficar com você, é claro que eu vou. _ ele falou e me abraçou ali onde estava e eu pude sentir meu coração batendo depressa de novo_ É tudo que eu queria e eu não vou despediçar essa chance que nós temos. _ ele disse quase sorrindo ainda que com os olhos marejados e fez carinho nos meus cabelos_ Eu sei que agora está pensando assim, que ainda tem medo, mas eu vou ter mais paciência do que nunca. Não quero te perder nunca mais e tenho certeza de que com o tempo tudo vai mudar pra melhor e vamos poder sair por aí falando pra todo mundo que estamos juntos e sem nenhum problema por isso.

 

_ É o que eu quero Frank, que fiquemos juntos de um jeito ou de outro e eu te prometi que iria me esforçar e eu vou. _ falei e ele assentiu ainda me abraçando_ Desculpe por hoje...

 

_ Está tudo bem. _ ele falou e eu me senti agradecido por ele ser tão compreensivo comigo. Ficamos abraçados por mais um tempo até que eu olhei por acaso a hora no relógio de parede a frente de nós.

 

_ Frankie... _ falei olhando para o relógio e ele fez o mesmo, mas pareceu não entender ao que eu me referia quando olhou pra mim com o rosto confuso_ Já passou da meia noite. Feliz aniversário Frankie... _ disse enchendo o rosto dele de beijos e ele sorriu.

 

_ Obrigado... _ ele falou rindo ao que eu o jogava na cama e o beijava nos lábios com vontade.

 

Fiquei olhando ele por muito tempo talvez, assim que descolamos nossos lábios e eu tirei seus cabelos de seu rosto, jogando-os para trás. Ele sorria sem parar olhando nos meus olhos e eu estava ainda meio que em cima dele.

 

_ Eu vou deixar as felicitações oficiais para amanhã, mas quero que saiba desde já que eu estou muito feliz por você completar mais um ano de vida e melhor ainda, aqui comigo.

 

_ Eu gosto quando me olha assim. _ ele somente disse aquilo e eu sorri estranhando.

 

_ Assim como?

 

_ Como o antigo Gerard.

 

_ É o olhar de sempre... _ tentei desconversar porque aquele tipo de intimidade emocional, além da física me lembrava o nosso relacionamento de antes e isso foi torturante, isso me cegava, eu precisava me manter nos trilhos e não enlouquecer ainda mais perto dele.

 

_ Não, não é. Pensei que nunca mais fosse ver isso, eu adoro... _ ele falou já me trazendo para perto dele de novo e me beijando e meu Deus... Como eu poderia resistir aquilo?

 

Beijei-o diversas vezes até quase não podermos mais respirar.

 

Eu já ia tirando a blusa dele quando ele disse:

_ Gerd, não podemos agora amor...

 

_ Por quê? _ perguntei ainda sem entender e louco para seguirmos em frente com aquilo porque eu estava adorando.

 

_ Porque estamos parede com parede com as crianças, está tudo muito quieto, e é praticamente o mesmo quarto...

 

_ Mas...

 

_ Você estava tão cansado agora há pouco e de repente está aí todo agitado. _ ele disse se sentando na cama e eu voltei a deitá-lo onde estava antes.

 

_ É que você me deixa assim...

 

_ Eu também queria amor, mas está muito tarde e amanhã temos que acordar cedo, também tem as crianças... _ ele falou e eu continuei onde estava, em cima dele beijando seu pescoço_ É sério Gerd... _ ele disse e eu me afastei para ele voltar a se sentar, ajeitando as roupas.

 

_ O que é agora? Ainda está irritado comigo pelo que eu disse? _ eu perguntei já irritado e me sentei ao lado dele com um péssimo humor, porque convenhamos, sexo era uma coisa na qual nunca me negavam, nunca.

 

_ Não amor, não estou irritado. _ ele falou parecendo preocupado comigo.

 

_ Está dando desculpas...

 

_ Não estou. É a questão das crianças mesmo, não quero que ouçam nada...

 

_ Eles estão dormindo. _ falei olhando pra ele porque não havia problema nenhum naquilo, fato.

 

_ Mesmo assim, já notei que aqui não tem isolamento acústico. _ ele falou e eu revirei meus olhos porque não era possível que ele estava pensando numa bobagem daquelas.

 

_ Isso é um absurdo! _ falei me levantando e ele arregalou os olhos parecendo assustado_ Ninguém vai ouvir nada Frank, mas se você não quer, tudo bem, não vou ficar implorando. Pode sair daqui.

 

_ O que? O que te deu? _ele perguntou com o rosto angustiado e eu não conseguia enxergar o porque, era eu quem deveria estar assim, não ele, porque ele estava errado em tentar nos separar_ Você não pode estar raciocinando direito Gerard. Você não me trata assim...

 

_ Tudo bem Frank, tudo bem. Como sempre eu estou errado e você certo. Feliz? _ perguntei indo me deitar e ele ficou parado me olhando sem entender.

 

_ Que atitude é essa? Quer que eu saia? Não era você que insistiu que eu viesse pra cá? Bem, eu vim e pretendia ficar...

 

_ Então fique... _ falei olhando pra ele com mais calma e logo me deitei na cama_ Fique aqui comigo Frankie... Eu não peço mais nada. _ pedi e ele olhou pra mim e veio se deitar ao meu lado.

 

_Não quero brigar Gerd, porque fica assim com raiva por nada? Às vezes... _ ele perguntou já ao meu lado me abraçando e eu fiquei deitado colado nele.

 

_ Eu não fico com raiva, só nervoso...

 

_ Não tem porque, eu não estou te negando nada. Assim que pudermos, fazemos amor, você sabe que eu nunca te negaria isso. Eu te amo... _ ele falou beijando a minha cabeça e eu assenti já bem mais calmo e com meus olhos fechados ao que abraçava ele cheio de sono.

 

_ Obrigado Frankie... _ falei.

 

_ De nada Gerd, boa noite.

 

_ Boa noite. _ e foi a última coisa que eu falei até que adormeci.

 

-S2-

“Eu estava na minha antiga casa de Los Angeles, em meu escritório bebendo um pouco para afogar as mágoas até que ouvi uns barulhos até que bem altos vindo de outros cômodos.

 

Eu não conseguia identificar nada e que se dane, eu só queria morrer naquele momento, desistir de tudo...

 

Eu era um fracassado, um desastre, tinha acabado de voltar da reabilitação e já estava bebendo ali de novo. Que estúpido!

 

Pensando em minhas tragédias, perdido, afogado nelas até que Lindsey bateu na porta que estava trancada e gritou:

_ Gerard! Pelo amor de Deus, abra essa porta! O que está fazendo aí?!

 

_ Não Lindsey, eu não estou tentando me matar, não é pra tanto! _ gritei em resposta.

 

_ É o Iero, ele está batendo na porta da nossa casa feito louco! Disse que sabe que está aí e que só vai embora quando o atender. _ e só foi eu ouvir o nome Iero que me levantei depressa de onde estava, sequei minhas lágrimas e quando vi já estava de pé abrindo a porta do escritório.

 

Lindsey estava parada ali impedindo a minha passagem. Ela segurava Ban no colo, minha filha tão pequenina dormia tranquila ali.   

 

_ Some da minha frente Lindsey! _ falei espantando ela dali. Lindsey deu um passo pro lado, mas segurou meu braço. Ela estava chorando.

 

_ Faz ele ir embora da nossa casa Gee, manda ele ir embora daqui! Ele vai acordar a nossa filha...

 

_ Vai pro quarto da Ban e não sai de lá, vá cuidar de nossa filha. Eu tenho assuntos pra tratar agora e não me atrapalhe! _ falei já indo até a porta_ Não se meta! _ praticamente gritei e ela foi chorando para onde eu mandei, acudindo nossa filha que também passou a chorar.

 

Fui correndo até a porta que estava sendo esmurrada e eu sabia que era ele. Abri-a e vi, era Frank mesmo. Ele estava transtornado, parecia ter chorado muito, mas não estava chorando ali.

 

_ Eu preciso falar com você. _ ele falou sério e olhou para dentro da minha casa_ Mas tem que ser a sós.

 

_ Entre... _ falei dando passagem pra ele_ Vamos ao meu escritório. _ conclui e ele assentiu me seguindo até lá.

 

Quando entramos em meu antigo escritório, que estava bagunçado e cheirando a bebiba o que eu pouco me importava, logo tranquei a porta e assim que nos vimos a sós ali, ele começou:

 

_ Como voce pôde? _ ele perguntou ainda contido e eu continuei de costas pra ele_ Eu perguntei como você pôde?! Como pôde fazer isso comigo?_ ele perguntava já aos berros e talvez chorando e eu me virei para constatar que sim, ele chorava fracamente apesar de tão alterado. Eu sabia porque ele chorava, pior que eu sabia, e por ser minha culpa, eu me senti o pior ser humano do mundo. Respirei fundo.

 

_ Eu fiz o que achei que fosse o melhor para todos nós. Não estava dando pra suportar nossos problemas interferindo na nossa música.

 

_ Por que não conversou comigo? A minha opinião não conta por acaso? E a de nossos amigos? Você não tinha o direito de ter feito isso...

 

_ Eu tinha todo o direito. Comecei a banda e tinha o direito de terminá-la quando eu bem entendesse. E eu informei a todos sobre a minha decisão.

 

_ E o que eles falaram?

 

_ Nada, eu não quero saber. Como eu disse, eu informei, não pedi a opinião de nenhum deles.

 

_ Gerard, mas e eu? Você não me falou nada... Como acha que eu reagi quando todos sabiam do término da minha banda, menos eu? Eu me senti um idiota! É isso que eu sou!

 

_ Não, o idiota aqui sou eu! _ falei me aproximando dele já gritando assim como este fazia_ Você tem me tratado da pior maneira possível nos últimos tempos, não tem nem olhado na minha cara direito e agora vem assim se fazendo de coitado querendo me colocar como vilão da história? Quer saber?! Faça como bem quiser, que digam o que quiserem de mim por aí, já não é problema meu mesmo! _ eu esbravejei segurando-o pelos braços com força e ele se desvencilhou de mim bruscamente.

 

_ Eu não estou me fazendo de coitado e eu sabia Gerard, eu sabia que tudo isso era por mim... _ ele falou e eu segurei-o de novo. Ele se soltou e se afastou um pouco de mim e prosseguiu falando mais baixo_ Você é um bêbado... É horrível dizer, mas você é um bêbado, um viciado maluco. Eu não sei como o meu Gerd se transformou nisso. Achei que você estivesse feliz. Meu Deus, o que eu fiz pra merecer isso? _ ele perguntou olhando perdido para os meus olhos enquanto suas lágrimas rolavam sem parar e eu estava quase desabando, faltava pouco.

 

_ Meu Gerd? _ perguntei indignado me afastando dele que se aproximara_ Meu Gerd?! _ perguntei dessa vez aos berros_ Já tem anos que não me chama assim, e eu não sou mais seu, na verdade eu nunca fui nada seu! A única coisa que eu consegui com aquilo que tivemos foi infelicidade. Graças aquilo eu estou infeliz até hoje!

 

_ O que você chama de aquilo eu chamava de amor! Mas você destruiu tudo, você me deixou, você nem tentou como me prometeu que faria! Você prometeu!  _ ele gritou chorando_ Eu era um garoto inocente, bobo, apaixonado e você tirou tudo de mim! E agora que eu aprendi a viver sem você, anos depois você aparece me cobrando coisas. Gerard, você não fez nada por nós. Nada!

 

_Não se faça de bobo! Eu fiz sim, você que não quis. Você só me tratava mal e eu decaí de vez depois... Esquece... _ falei incomodado só de pensar naquilo. Ele não me queria mais e ainda ia jogar aquilo na minha cara, claro.

 

_ O que?! Que mentira, você não fez nada! _ ele gritou se aproximando de mim com raiva e eu quase acreditei que ele me bateria_ Você foi um covarde que mesmo sabendo que eu te amava se casou do dia pra noite com uma das minhas melhores amigas e não me deu nenhuma satisfação, como se nosso relacionamento não existisse! Como se eu fosse um qualquer que dormia com você de vez em quando, mas eu te amava! Eu te amava muito e você destruiu tudo!

 

_ Você nunca vai me perdoar pelo que eu fiz não é? _ perguntei_ Frank, nós estamos casados, eu sou pai agora e sua esposa está grávida, de novo, não é o que gosta de frizar? Então pois bem, é isso! Não tem mais nada pra nós e por mim tudo bem, o que eu tinha pra dizer você já sabe!

 

_ O que eu sei?! _ ele perguntou gritando_ Que você me deixou, agora pra terminar de acabar comigo termina a nossa banda. É só isso que eu sei e Gerard, eu não vou voltar com você nunca mais. Nunca mais! _ ele gritou a última frase com os braços cruzados e me olhando fixamente. E de novo eu quis morrer_ Nada do que você faça vai mudar esse ser humano destruidor que você é e o que mais me dói é que está terminando com o nosso sonho, com algo incrível que construímos juntos, tudo por minha culpa, porque você não me suporta.

 

_ Não suporto mesmo. Eu não quero mais ficar no mesmo ambiente que você, quanto mais em um palco na frente de milhares de pessoas. Eu não aguentaria, não agora e se você é bom em fingimentos parabéns, eu não sou.

 

_ Gerard, se o problema sou eu, eu saio da banda, mas não termine com o sonho de todas aquelas pessoas por um capricho, não por mim.

 

_ O que espera que eu faça?

 

_ Você vai colocar no site da banda, e vai se redimir agora mesmo com tudo mundo. Vai retirar o que disse.

 

_ Eu não vou fazer isso.

 

_ Faça Gerard... _ pediu ele olhando pra mim ainda soluçando e me doeu mais do que tudo dar a seguinte resposta.

 

_ Eu não vou fazer isso. Eu não vou voltar atrás agora, sou homem o suficiente pra arcar com as consequências dos meus atos e aqui estou, podem todos me culpar por isso.

 

_ Mas é claro... _ ele disse parecendo decepcionado_ Você é homem o suficiente pra tudo menos pra ser meu... _ ele completou secando algumas lágrimas e eu me odiei por ser o causador de tanto mal a ele.

 

_ Vai embora da minha casa... _ falei quase chorando sem aguentar mais olhar pra ele.

 

_ O que?! Vai ser assim? Vai me mandar embora desse jeito?

 

_ O que você esperava?! _ perguntei chorando, nessa hora eu desabei_ Eu não quero mais te ver! Por sua culpa eu sou um doente! Por sua culpa eu sou infeliz, não entende?! Nada mais me faz feliz, eu não consigo ter o mínimo de alegria com minha esposa e minha filha...

 

_ Por minha culpa? _ ele perguntou chorando de novo e quando eu ia cair no chão, tonto de bêbado, cansado, exausto, ele se aproximou e me segurou. Mas como eu era mais pesado ele ficou me abraçando e nós acabamos nos abaixando juntos, ele ainda me mantendo junto a si. Ficamos chorando feito loucos, desabando, colocando pra fora anos de sofrimentos que escondíamos dentro de nós mesmos.

 

_ Graças a você eu sou isso...

 

_ E graças a você eu sou isso. _ ele disse ajoelhado, trêmulo assim como eu que estava sentado de qualquer jeito no chão, agarrado a Frank_ Gerard, por que fez todas aquelas coisas? Como pôde?_ ele perguntou fazendo um carinho desesperado nos meus cabelos ao que eu continuei ali junto dele, de olhos fechados_ Eu te amava tanto...

 

_ Mas não me quer mais, você nunca mais me quis... _ falei e antes que ele protestasse ou tentasse justificar o óbvio eu continuei_ Você não liga mais... _eu disse e olhei nos olhos dele que segurou meu rosto. Eu me aproximei dele e ele se esquivou impedindo que eu o beijasse. Se levantou depressa e eu com dificuldade me levantei dali.

 

_ Se isso é um tipo de estratégia pra fazer eu voltar com você como seu amante talvez, pode esquecer. Eu nunca aceitaria uma baixesa dessas e você sabe muito bem. Já disse e repito: Nunca mais vou voltar pra você Gerard Way! _ ele gritou_ Não porque eu não me importe, não porque eu não queira, mas porque a única coisa que você fez toda a vida desde que nos conhecemos, foi me usar. Você me usou de todas as formas que podia e depois me jogou fora, mas agora eu sei que se me quer de volta não é sincero, nunca foi. É só pra me usar, pra realizar suas fantasias comigo porque tudo mundo sabe que mesmo casado, mesmo não assumindo, você é gay!

 

_ Cale a boca! _falei já me aproximando dele e segurei-o pelos braços chocando suas costas a parede.

 

_ Não calo! O que é? Vai me bater?! Me bate! _ ele gritou_ Aposto que é homem até pra isso, menos pra assumir diante de todos quem você é.

 

_ Eu não sou isso!_ gritei na cara dele e se fosse qualquer outra pessoa no mundo eu teria esmurrado na hora, mas ele não. Ele não_ Eu sou diferente de você e se quer saber, eu não te quero mais! Não te quero há muito tempo, você nunca valeu a pena de verdade. Não suporto a sua presença e quero você longe de mim! Agora mais do que nunca. _ falei como se fosse verdade e eu quase não o fiz ao ver ele parado ali com as lágrimas rolando, os olhos presos nos meus embaçados e então meu único reflexo foi afrouxar o meu aperto em seus braços até que soltei-o_ Eu não te quero perto de mim, eu não suporto mais, some da minha frente, some da minha vida. _ falei chorando ao que ele se distanciava chorando igualmente_ Arruma outra coisa pra fazer, eu não quero mais nenhuma banda contigo, nem nada. Eu não quero há muito tempo... E para de tentar porque você nunca mais vai ouvir de mim um eu te amo. Nunca mais... Eu não sinto isso por você, não ficou óbvio?

 

Silêncio.

 

Segundos muito longos ou talvez minutos muito curtos, eu não sei até que ainda com ambos chorando fracamente eu ouvi ele dizer.

 

_ Agora sou eu quem não quer mais. Eu não suporto mais... _ ele falou e então eu virei para vê-lo e me arrependi na hora porque eu nunca vou esquecer aquele olhar_ Se você queria me ver assim, destruído, humilhado, você conseguiu. Demorou anos pra eu desmoronar, mas era só isso que você estava esperando, eu sei. _ ele dizia e eu só pensava: Não Frankie, não é nada disso, não me deixe..._ Parabéns, você conseguiu. Gerard, não me procure mais, nunca mais. Eu não quero mais olhar na sua cara, não quero saber de você. Não é o que quer? Que eu suma? Então eu vou fazer isso e talvez você tenha razão, só assim vou parar de me machucar. Já é demais, já chega.

 

_ Frankie... _ chamei-o arrependido, cansado demais e senti minhas pernas falharem, pela tontura quase caí no chão. Me apoiei na parede e fiquei olhando ele continuar.

 

_ Cala a boca, não me chama assim. Você é um bêbado patético, eu tenho pena de você. E não, eu não sou como você, não estou falando isso pra te machucar, por mais que me doa dizer, você é. E pensar que um dia eu acreditei totalmente em você, eu confiei e te amei como ninguém mais vai amar, mas já que pra você foi um jogo, foi uma infelicidade como você bem disse. Adeus. Só te peço uma coisa, nunca mais se aproxime de mim porque eu sei que se o fizer, eu vou sofrer. _ ele falou e só uma lágrima se viu descendo por seu rosto_ E a pior parte é que depois de tudo que fez, eu não consigo te odiar, e você sabe porque... _ ele falou e foi embora. Abriu a porta e saiu depressa, e eu teria ido atrás dele senão tivesse caído no chão chorando feito um idiota, totalmente sem forças.

 

Sim Frank... Sim, eu sei, é porque você me ama. _ foi o que eu pensei jogado no chão chorando e a cena dele indo embora levando a minha vida junto, aquelas palavras grudadas na minha mente, a rejeição que sofri, todas na verdade; Tudo se repetia na minha cabeça, mais e mais e assim eu fiquei.

 

No chão, me embebedando até não aguentar mais e dormir ali mesmo, fiquei desacordado e só pensava nele. Na minha cabeça eu gritava:

_ Frank! Frankie não vá! Não me deixa! Frank!”

 

_ Gerard! Gerard, acorda! _ Frank gritava e eu abri meus olhos. Acordei_ O que houve?

 

_ Tive um sonho ruim... _ falei chorando, eu estava chorando sem parar ainda tentando me situar e por sorte eu não estava lá, eu estava em uma cama confortável nos braços de Frankie.

 

_ Calma meu amor, eu estou aqui... _ ele disse me abraçando e eu assenti_ Quer que eu pegue um copo de água? Alguma coisa?

 

_ Não precisa, obrigado. Só fica aqui comigo... _ falei me controlando aos poucos até que minutos depois eu parei de me tremer, de chorar e me contive.

 

_ Não vou embora... _ ele falou e eu o olhei para sorrir fraco_ Com o que sonhou Gerd? Eu estava desesperado tentando te acordar, você estava gritando por mim e eu acordei.

 

_ Desculpe, no seu aniversário e eu te dando dor de cabeça...

 

_ Não tem problema com isso, a questão é você. Eu estou preocupado, o que houve?

 

_ Eu sonhei com aquele dia, com o dia em que eu terminei a banda e você me deixou...

 

_ Isso já passou Gerd e eu disse, não vou te deixar mais. Estamos juntos agora. _ ele falou e beijou o topo da minha cabeça, me acalmando como sabia_ Eu também já sonhei com isso várias vezes, eu sei como é horrível, foi uma coisa horrível o que fizemos um ao outro, mas foi há muito tempo e já passou.

 

_ Ainda bem... ainda bem que superamos tudo... _ falei sorrindo o abraçando forte.

 

_ Sim, claro... _ ele falou e me ajeitou na cama ainda no abraço dele_ Vamos, agora que está mais calmo, volte a dormir. Teremos um longo dia pela frente não é?

 

_ Teremos mesmo.

 

_ E sem lembranças ruins, nós estamos recomeçando e a cada dia fazemos cada vez mais lembranças boas, nós dois e nossos filhos.

 

_ Tem razão Frankie... Não vai me deixar mesmo não é?

 

_ Eu não vou a menos que você queira, é o que eu disse.

 

_ Então vamos ficar juntos por muito tempo... _ falei sorrindo com meus olhos fechados já caindo de sono.

 

_ Vamos sim... Eu te amo, boa noite Gerd.

 

_ Boa noite Frankie...

 

-S2-


Notas Finais


É trouxas, esse capítulo teve muita informação, muita mesmo e muita facada também.

Vocês sabem que eu sou uma autora que gosta de dar uns sustinhos com essas surpresas pra vocês. Essa cena aí do término da banda eu decidi colocar num momento nada a ver e vai continuar a assim. Vou trazer mais cenas do passado deles como lembranças ou sonhos e vocês vão levar uns sustos as vezes.

E que cena dramática não é mesmo? Dá até pra ganhar um Oscar de tando drama. Mas apesar de tudo, eu adorei escrever a cena, amei mesmo.
E vocês ainda não viram nada.

É sério gente, isso foi uma amostra desse passado conturbado deles, que não, eles não superaram em nada e por melhor que sejam as intenções de ambos agora, esse passado vai continuar assombrando o presente até eles sentarem e conversarem sobre tudo, TUDO mesmo.

Agora vocês devem estar entendendo melhor porque eles demoraram tanto tempo pra ficar juntos na fic. Acontece que eles fizeram muito mal um ao outro no passado, foi uma coisa assustadora porque eles se amavam muito e só faziam se machucar. Agora estou tentando pegar esse amor, limpar ele e fazê-los seguir em frente, mas como já viram não vai ser fácil.

E outra coisa: O G.
Saibam que eu não estou transformando ele em outro personagem nessa fase, ele está fazendo bobagens, vai fazer mais ainda, mas ele é um personagem muito complexo e o passado dele vai mostrar isso muito bem pra vocês. Ele sozinho já era difícil e agora ele com o Frank vai ser mais complicado ainda. Ele vai liberar um lado dele que vocês não viram muito até agora. E tudo isso porque o G não sabe lidar com o que ele sente pelo Frank, nunca soube. Mas nunca é tarde para aprender. Veremos.

<3 Links da fic:

<3 Link com a trilha sonora da fic: https://open.spotify.com/user/msvvfiction/playlist/6B1qnfvEZEN8zPLRJVPrX0

<3 Link com o trailer da fic: https://boyslikeboysohyeah.tumblr.com/post/148658330591/msvvtrailer

Obrigada por tudo meus amores.
Contem-me as opiniões!
Até segunda no próximo capítulo.
Beijos <3


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