História Mas se você vier... - Capítulo 112


Escrita por: ~

Postado
Categorias Frank Iero, Gerard Way, My Chemical Romance
Personagens Bob Bryar, Frank Iero, Gerard Way, Mikey Way, Personagens Originais, Ray Toro
Tags Bromance, Frank Iero, Frerard, Gay, Gerard Way, Lgbt, Longfic, Long-fic, My Chemical Romance, Yaoi, Yaoi Romance
Exibições 46
Palavras 4.722
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lírica, Poesias, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi trouxas!

Espero que gostem do capítulo de hoje.

Boa leitura! <3

Capítulo 112 - Gerard - Capítulo 112


Fanfic / Fanfiction Mas se você vier... - Capítulo 112 - Gerard - Capítulo 112

-S2-

POV

Gerard

 

Por sorte, na manhã seguinte acordei primeiro que Frank, como eu queria. Olhei pra ele dormindo abraçado a mim e tive que me conter para não beijá-lo logo, acordá-lo de uma vez, fazer tudo que tinha em mente com ele, mas ainda, eu não poderia.

 

Separei-me dele com cuidado, levantei da cama e fui para o outro quarto, eu tinha um plano em mente.

 

Vi as crianças na cama ainda dormindo quietinhas, eu já ia acordá-las, mas antes tinha que fazer uma ligação.

 

Eu já havia informado ao hotel sobre o aniversário de Frank, eles providenciariam um bolo pra ele, uns aperitivos, sanduíches, doces; seria tipo uma festinha surpresa, logo aquela hora da manhã, pra ser surpresa mesmo.

 

Fiz a ligação e logo eles entregariam as coisas, fui ao banheiro fazer minhas higienes matinais e depois saí do quarto e fiquei no corredor esperando o serviço de quarto.

 

Logo um rapaz chegou, eu cumprimentei-o e pedi a ele que me desse uns minutos, porque como estavam todos dormindo eu tive que ir quieto colocar tudo na mesa de canto do quarto das crianças.

 

Depois de tudo pronto, dei uma gorjeta ao rapaz e o dispensei.

 

Fui até as crianças, e acordei um por um com calma.

 

Miles resmungou porque era um dorminhoco e como eu, não gostava de acordar cedo, mas foi só ver a mesa no quarto deles que ele sorriu e despertou indo logo pra lá já pegando uns doces.

 

As meninas sorriram e fizeram o mesmo.

 

Eu pedi que não fizessem barulho e eles assentiram, falei que seria uma surpresa. Os pequenos adoraram.

 

Enquanto Cher, Li e Miles não resistiram e continuaram atacando uns salgados, Ban me chamou de canto e falou baixo comigo:

_ Ei pai, está fazendo isso pra se desculpar com o tio Frankie não é?

 

_ Mas por que eu precisaria?

 

_ Porque falou que nós não somos família, e ele ficou triste.

 

_ Já conversei sobre isso com ele Ban, e digo novamente o que te falei um tempo atrás, não interfira mais entre nós filha. Nenhum de vocês; se qualquer coisa acontecer, nem pergunte, eu me resolvo com ele.

 

_ Tudo bem, mas que falar aquilo foi burrice, foi! _ ela falou indo logo comer umas coisas também.

 

_ Ei Ban, está me chamando de burro? _ perguntei indignado.

 

_ Não pai, você não é burro.

 

_ Parece que foi isso que disse mocinha.

 

_ Não disse, foi a sua atitude que foi burra, só aquela vez, mas no resto não é burro.

 

_ Ban! _ falei horrorizado com ela e Li fez um “shhh” pra nós.

 

_Vamos levar o bolo pro meu pai tio, acende as velinhas. _ disse Li.

 

_ Tudo bem._  falei já sorrindo. _ passei a acender as velinhas com um fósforo que tinha ali na mesa do bolo e sorrindo logo disse_ Vamos lá!

 

Peguei o bolo redondo e branco, com umas velinhas acesas em cima e muitos doces envolta e abri a porta de ligação entre os quartos. Frankie ainda estava dormindo.

 

Dei passagem para as crianças entrarem e falei:

_ Vão, vão! Corram pra cama e abracem ele. _ eu disse e os pequenos foram correndo se jogando na cama, todos lindinhos de pijama foram logo abraçar ele ao que começamos a cantar: 

Parabéns pra você.

Nessa data querida.

Muitas felicidades...

Muitos anos de vida!

 

Ele abriu os olhos e sorriu alegremente enquanto as crianças o abraçavam e é claro, Ban logo puxou a próxima musica:

Com quem será?

Com quem será?

Com quem será que o tio Frankie vai casar?

Vai depender, vai depender, vai depender se o meu pai vai querer!

Ele aceitou, ele aceitou, tiveram quatro filhinhos e depois se separou.

Passou um mês, passou um mês, passou um mês e casaram outra vez! _ ela praticamente gritou e Frankie se sentou rindo ao que os pequenos aplaudiam e eu fiquei parado ali, como uma estátua em frente a cama.

 

_ Gerd, vem cá amor. Quero te abraçar e ver meu bolo. _ ele disse sorrindo e eu sorri indo até ele. Me sentei ao seu lado_ Obrigado...

 

_ Assopra as velhinhas, é pra fazer um pedido. _ falei e ele sorriu.

 

E antes que Frankie fizesse qualquer coisa Miles e Ban logo trataram de assoprar quase todas as velinhas de Frank.

 

_ Miles! Ban! Eram para o Frankie!

 

_ Eu gosto de assoprar velinhas tio. _ disse Miles e Frankie continuou sorrindo.

 

_ Tudo bem Gerd, deixa eles, eu já tenho tudo bem aqui. _ ele disse e nos beijamos.

 

Os quatro assopraram o restante das velas e eu abracei Frankie.

 

_ Obrigado, eu amo vocês. _ Frankie disse e Ban pulou no colo dele sentando ali e o abraçando.

 

_ Nós que te amamos tio Frankie... _ ela falou e eu sorri vendo-os ali tão unidos.

 

Eles eram a minha vida, Frankie e as crianças.

 

_ Vamos comer o bolo! _ disse Miles e eu concordei porque também já estava com a minha barriga roncando de fome.

 

_ Vamos, vamos! _ falei.

 

_ O bolo é muito lindo, não precisava. _ disse Frankie.

 

_ Precisava sim. E Frankie, você não viu nada. Temos doces e salgados no quarto ao lado, além de refrigerante é claro.

 

_ Refrigerante a essa hora da manhã Gerd? _ ele perguntou se levantando e ficando ao lado de Ban segurando a mãozinha dela.

 

_ Sim. Quem quer refrigerante? _ perguntei e os perquenos levantaram as mãos e gritaram “eu!” _ Viu só?

 

_ É que eles não tomam refrigerante geralmente, ainda mais tão cedo.

 

_ A tio, deixa só hoje... _ pediu Ban ao que íamos para o outro quarto.

 

_ Claro que sim querida, hoje eu deixo. Vocês fizeram uma gentileza dessas pra mim, é claro que podem comer e beber tudo. _ disse Frankie e as crianças comemoram.

 

Ele logo olhou a mesa e viu tudo que tinha preparado especialmente pra ele.

 

Frankie passou os braços pelo meu pescoço e me abraçou enquanto as crianças voltavam a atacar os lanches.

 

Ele me beijou de novo e eu me senti nas nuvens.

 

_ Está feliz? _ perguntei quando desfizemos nosso beijo.

 

_ Sim, é claro. Estou muito feliz e você?

 

_ Igual.

 

_ Eu não poderia estar diferente, depois de tantos anos passando essa data longe de você, sentindo a sua falta, nós estamos aqui. Juntos. Isso me faz muito feliz.

 

_ A mim também, nem imagina o quanto...

 

_ Eu imagino... _ disse ele e nos beijamos de novo.

 

_ Ei! _ gritou Ban.

 

_ O que é Ban? _ perguntei, mas foi Miles quem respondeu.

 

_ O bolo! _ ele falou e nós sorrimos.

 

Segurei a mão de Frankie e fomos até perto das crianças e logo ele cortou seu bolo e ajudei-o a servir aqueles famintos que foram comer na cama. Ligaram a televisão e assistiram desenhos enquanto se fartavam, eu e Frank logo pegamos nossos pratos, copos e fomos até eles.

 

_ Frankie, não vai fazer muita sujeira eles na cama comendo isso?

 

_ Se fizer depois pedimos pra trocar, tenho certeza de que não será problema.

 

_ Tudo bem... _ falei e nós continuamos a comer até que Ban, é claro se levantou e foi buscar mais refrigerante pra ela, só que ela pegou a garrafa aberta de mal jeito e acabou derrubando praticamente todo o resto do refrigerante no chão_ Bandit Lee Way! _ falei com ela já me levantando pra ver o estrago que ela tinha feito_ Que bagunça!

 

_ Desculpe pai, é que escorregou da minha mão...

 

_ Isso sempre acontece, por que não pediu ajuda?!

 

_ Eu não sei...

 

_ Que desperdício Badit, que bagunça horrível! _ falei irritado_ Meu Deus! Você sempre faz isso, sempre bagunça e suja tudo! Como vamos fazer agora?! Como vamos...

 

_ Gerard, Gerard! _ me chamou Frankie que fui notar só então que estava ao meu lado com o rosto apreensivo_ Por que está gritando desse jeito?

 

_ Eu não estou.

 

_ Sim, você está. E está assustando as crianças._ ele falou e só então eu notei o silêncio atípico deles, só se ouvia o som da televisão. Ele foi até Ban e abraçou-a_ Fez Ban chorar...

 

_ Eu...

 

_ É melhor ligar e pedir que alguém venha limpar o chão. Eu vou levar Ban para o banheiro, ela pisou no refrigerante, se molhou toda...

 

_ Tudo bem, vou fazer isso. _ falei mais calmo e os dois foram para o banheiro. Olhei para os pequenos na cama e Miles comia uma coxinha com os olhinhos arregalados olhando pra mim.

 

Logo o clima pesou, tudo ficou sério.

Eu fui pegar o telefone e ligar pra camareira do andar.

 

Ela logo apareceu e fez o serviço.

 

Depois que agradeci e me desculpei, fechei a porta e sentei-me na ponta da cama.

 

Frankie logo passou na minha frente, mas ele foi em silêncio a mala de Ban pegar uma roupa pra ela. Voltou ao banheiro e eu fiquei ali olhando para o nada sem saber o que fazer até que ouvi uma voz atrás de mim:

_ É só pedir desculpas tio. _ disse Li e eu sorri. Me virei pra ela.

 

_ Eu vou. A começar por vocês. _ falei e me aproximei deles que estavam sentados no meio da enorme cama_ Desculpem por estragar tudo, e pelos gritos... Eu não percebi...

 

_ Como não percebeu? _ perguntou Li com o rostinho confuso_ Não ouviu?

 

_ Mais ou menos isso...

 

_ Tudo bem tio, a gente te desculpa. _ disse Cher e eu sorri.

 

_ Será que ainda dá pra recuperarmos essa festa e o nosso dia?

 

_ Claro que dá, ainda não comemos tudo. _ disse Miles se referindo a mesa ainda cheia de delícias e eu ri.

 

Logo depois Ban e Frankie voltaram ao quarto e eu logo me levantei e fui até eles.

 

Segurei as mãozinhas de Ban e me abaixei para falar com ela:

_ Desculpe filha, o papai está sem remédios desde cedo e acabou perdendo um pouco do controle. Você perdoa o papai? _ perguntei a abraçando.

 

_ Perdoo pai. _ ela falou ainda parecendo tristinha_ É que eu fiquei com medo, você ficou gritando muito comigo e eu achei que fosse me bater.

 

_ Não filha, jamais faria isso. _ falei a abraçando de novo_ Você sabe que o papai nunca fez isso com você.

 

_ Eu sei, mas você ficou estranho, nem parecia o mesmo. Acho que tem mesmo que tomar seus remédios... _ ela falou, eu assenti e me levantei_Mas só um pouco...

 

_ Vai lá filha, continua comendo com seus amigos, ainda tem muitas coisas que sei que gosta. _ falei e ela sorriu_ Estamos acertados?

 

_ Sim! _ ela falou sorrindo abraçando as minhas pernas e logo foi para a cama comer com os demais.

 

Olhei para Frankie e nós nem precisamos dizer, fomos juntos para o quarto ao lado e encostamos a porta.

 

Aproveitamos que as crianças estavam focadas na comida e nos desenhos para ter uma conversa a sós.

 

Já sozinhos no outro quarto ele começou:

_ O que aconteceu com você?

 

_ Me perdoe Frankie, eu não pensei que começaria o dia assim. Fazendo bobagem.

 

_ Está perdoado, sem problema, mas me diz o que houve... Você estava muito estranho, e de repente.

 

_ São os meus remédios Frankie, eu tenho que tomar as doses certas senão perco o controle a todo momento.

 

_ É muito sério não é? _ ele perguntou_ O que você tem... _ ele disse eu só assenti concordando.

 

_ É sim... Eu estou melhor, não quero falar sobre isso.

 

_ Tudo bem, mas e os remédios? Tem mesmo que tomar?

 

_ Sim, eu tenho. Todo dia.

 

_ Quantas vezes ao dia?

 

_ Porque precisa saber disso?

 

_ Eu só estou preocupado com você. _ ele falou e se aproximou de mim envolvendo os braços pelo meu corpo_ Você não é assim, eu sei porque te conheço melhor que ninguém. Eu quero saber o que tem, quero saber do seu tratamento, te ajudar...

 

_ Eu não quero que saiba, muito menos no seu aniversário.

 

_ Mas Gerd...

 

_ É assunto entre mim e o meu médico. Por favor, não insista. _ falei e ele assentiu ainda com o rosto triste, então eu beijei-o_ Não quero você pensando nessas coisas, ainda mais hoje. Eu te prometi que iria me tratar, e estou fazendo isso, só que preciso dos remédios...

 

_ Gerd, eu sei que pedi que desse um tempo, mas se é tão imprescindível assim, tome os seus remédios. Eu não sou médico afinal pra te impedir disso...

 

_ Sério Frank?Vou tomar uns agora mesmo... _ falei sorrindo e fui até minha mala.

 

_ Você trouxe não é?

 

_ Sim. _ falei abrindo a mala e pegando meu estojo com os remédios.

 

_ Sempre está com você não é?

 

_ Sim...

 

_ Eu sabia... _ ele disse decepcionado e eu me levantei segurando a caixa do que precisava e só então entendi o que ele estava fazendo.

 

_ Isso por acaso foi um teste? Por acaso está de brincadeira comigo? _ perguntei sério e indignado.

 

_ Foi, eu queria saber se você trouxe essas porcarias pra cá, mesmo me garantindo que não o fez.

 

Nesse momento eu fui até ele e segurei-o pelos braços com força para dizer na cara dele o que ele precisava urgentemente ouvir:

_ Escuta aqui, essas porcarias. _ falei amostrando a caixa que trazia comigo_ São meu médico que passou e eu preciso tomar, não é algo que eu escolhi simplesmente, eu tenho que fazer! E não vou mais me deter só porque você pede, eu vou cuidar da minha sanidade porque se eu não fizer isso, você não vai me suportar como não está fazendo agora!

 

_ Escuta aqui você. _ ele disse e se afastou de mim_ Eu não vou permitir que grite comigo, tampouco que grite daquela maneira com as crianças...

 

_ Bandit é a minha filha, não sua.

 

_ É minha filha sim, ela é. Dentro de mim é assim que eu sinto. E se você precisa tanto dos seus remédios eu não vou mais me opor, só não nos trate dessa maneira. Não quero saber de gritos na frente deles, se tiver alguma coisa pra me dizer, diz logo, mas não desconte sua raiva nos outros. _ ele falou firme e eu o abracei quase chorando_ Gerd... _ ele disse com um tom diferente, preocupado.

 

_ Perdão, perdão... _ pedi com mais calma e contive meu choro antes que as lágrimas rolassem. Eu mal conseguia controlar meus próprios impulsos e sentimentos, que droga!_ É que eu tenho mesmo que me medicar senão faço e falo besteiras, e não quero mais fazer isso com vocês.

 

_ Tudo bem amor, tudo bem eu entendo. _ ele falou e segurou meu rosto logo beijando a minha bochecha.

 

_ Você me perdoa mesmo?

 

_ Claro que sim... _ ele falou me abraçando.

 

_ Vamos aproveitar o seu dia. Tudo bem?

 

_ Tudo bem. É claro que não vamos nos deixar abater por isso, passou. Tome seus remédios, descase e depois façamos o que quiser.

 

_ Eu não preciso descansar, só tomar uns comprimidos, um banho e fico bem.

 

_ Como quiser... _ ele falou sorrindo e olhando pra mim, mas ainda com aquela preocupação velada.

 

_ Eu tenho um monte de programas pra você hoje, aqui no hotel tem vários. _ falei sorrindo_ O que acha de uma massagem?

 

_ Eu adoraria, mas não quero ficar longe das crianças, nem de você. Prefiro ir a praia, explorar o local...

 

_ Então assim será. _ falei e beijei ele_ Tudo que quiser!

 

_ Pois bem, então vamos! _ ele falou logo segurando a minha mão_ Vamos arrumar as crianças e ir.

 

_ Frankie... _ falei parando na metade do caminho para o outro quarto e ele se virou pra mim_ Vai arrumando eles que eu tenho que tomar os remédios lembra?

 

_ Sim claro. _ ele disse e foi até a porta entre os quartos_ Posso te pedir só uma coisinha?

 

_ Pode Frankie. _ falei e ele sorriu.

 

_ Não toma muitos. _ ele disse e eu fui até ele e beijei sua testa ao que o abracei.

 

_ Eu não vou, prometo. _ falei e nós sorrimos. Assim ele foi para o outro quarto e eu fiquei ali.

 

Fui tomar meus remédios, só tomei dois, pra cumprir o que prometi a ele e não que fosse fazer milagre, mas já serviria.

 

Logo peguei nossas roupas de praia e toalhas e fui para o outro quarto.

 

Ele estava arrumando as crianças como combinado.

 

Nós todos nos trocamos, colocamos short, camiseta, as meninas maio e biquíni e lá fomos nós. Com nossa mochila cheia de lanches, água, o protetor solar e os brinquedos e boias as crianças levavam nas mãos.

 

E eu esperava não fazer mais nenhuma besteira. A que eu fiz naquele dia estava de bom tamanho.

 

-S2-

 

Fomos a praia e logo que chegamos lá, estava tudo muito vazio, ainda bem, por isso escolhi aquele lugar.

 

Seria todo para nós... Era o que eu pensava e queria certamente.

 

Nos sentamos em cima de nossa toalha que forramos na areia e eu ajudei Frankie a passar protetor solar nas crianças, depois passei nele e ele em mim.

 

_ Você precisa de bastante por suas tatuagens. _ falei passando ainda mais nele que sorriu pra mim.

 

_ E você precisa de bastante porque é muito branquinho. _ ele falou passando no meu rosto e eu fiquei ali sorrindo.

 

Nos beijamos e ele sorriu mais.

 

_ Pai! _ gritou Ban.

 

_ O que foi filha?

 

_ Vamos pra água! Logo! _ ela pediu com as boias no braços, o maio rosa e os óculos de mergulho no rosto, ela estava engraçada e linda, eu sorri.

 

_ Ai filha, não quero ir não, deixa o papai aqui com o tio Frankie...

 

_ Qual é pai, vamos... _ pediu ela.

 

_ Gerd, não podemos deixar os quatro irem pra água sozinhos amor. Você pretendia isso?

 

_ O que tem?

 

_ Eles são muito pequenos Gerd. _ ele me explicou_ Não quer ir no mar? É tão bonito...

 

_ Não.

 

_ Poxa Gerd...

 

_ Eu não curto muito isso... Mas vai lá com eles, está muito quente não é?

 

_ Está sim. Tudo bem eu vou, mas se mudar de ideia...

 

_ Certo... _ falei sorrindo_ Eu fico e compro uns picolés pra vocês.

 

_ Está bem. _ ele falou e beijou-me de novo ao se levantar.

 

Os quatro comemoraram e lá foram eles.

 

Frank ficou na beira da água com os quatro e ajudou-os a se molharem e até a nadar um pouco.

 

Ele era perfeito...

 

Pensei naquilo e não resisti em pegar meu celular e tirar umas mil fotos deles.

 

Logo eu olhei em volta e notei que mais gente chegava a praia, e mais, e mais. Espera, aquele lugar deveria ser deserto, era só pra gente, mas que inferno!

 

Fiquei mal humorado na hora.

 

Ao menos entre aquele bando de gente tinha um ambulante passando e eu pude comprar água fresca pra bebermos, refrigerante e os picolés pra eles.

 

Fiquei sentado ali e logo providenciei um guarda sol e tudo mais porque eu estava tostando no sol.

 

Comprei umas cadeiras e aluguei uma mesa, pedi para um rapaz que estava passando montar, o que eu não sabia fazer, paguei ele e me sentei ali, e só foi olhar em meu celular que me arrependi na hora.

 

Uma ligação, o infeliz de novo.

Atendi.

 

_ Alô Gerard...

 

_ O que é Liam? _ perguntei sem paciência, mas me esforçando para não surtar com ele porque eu não queria que Frankie voltasse e me visse com aquela cara_ Por que ligou?

 

_ Porque eu quero saber, quero confirmar se você vem mesmo na segunda...

 

_ Eu não já disse que vou?! _ perguntei irritado_ Eu já disse, então pronto. Eu vou.

 

_ Tudo bem...

 

_ Isso é tudo?

 

_ Não. _ ele falou e eu revirei os olhos de tédio_ Eu quero saber se você tem algo contra mim.

 

_ Por que eu teria?

 

_ Porque toda vez que eu te ligo você está com raiva e quase me bate a distância.

 

_ É quase isso, mas eu não estou com raiva sempre, eu só fico assim porque você me liga toda hora sendo que eu já pedi pra não fazê-lo.

 

_ Desculpe é que...

 

_ É que nada. Eu já falei o que eu tinha pra falar e não me atrapalhe mais, eu estou em uma praia e não quero falar de negócios agora.

 

_ Está com alguém? Eu estou atrapalhando?

 

_ Sim está atrapalhando e sim, eu estou com alguém.

 

_ Com sua esposa?

 

_ Você já deve estar cansado de saber assim como o país inteiro que eu estou divorciado, mas estou com alguém agora então se me der licença...

 

_ Então tá. Até segunda.

 

_ Até lá. _ falei e desliguei logo antes que ele continuasse o seu blá blá blá.

 

Logo que olhei em volta vi Frank entrando em nossa barraca improvisava. Ele e as crianças estava molhados e os pequenos logo se sentaram na areia para brincar enquanto Frank se sentou na cadeira ao meu lado.

 

_ Nossa, você fez quase uma casa pra gente aqui na areia... _ ele disse olhando em volta e sorrindo. Eu dei o picolé dele e os das crianças_ Obrigado. – ele agradeceu e me beijou.

 

_ Frankie aqui não... _ falei desconfortável olhando em volta.

 

_ Por que não? Você estava me beijando agora há pouco...

 

_ Mas agora há pouco não tinha ninguém aqui além de nós pra ver, agora tem.

 

_ Tudo bem... _ ele falou cabisbaixo e logo olhou pra mim_ Com quem estava falando? Não parecia muito animado...

 

_ Adivinha? Com o Liam...

 

_ De novo? O que ele queria dessa vez?

 

_ Confirmar se eu iria mesmo na segunda. Vê se pode...

 

_ Tomara que ele não ligue mais.

 

_ Foi o que eu pedi. Veremos. _ falei e Frankie assentiu.

 

_ Não quer ir mesmo na água? Está tão boa...

 

_ Não, eu não gosto de água salgada, você sabe. É muito nojento e irrita a minha pele.

 

_ Eu sei amor. Podemos ir pra piscina do hotel depois do almoço, o que acha? Seria melhor pra você?

 

_ Seria sim, eu vou adorar. _ falei e ele sorriu lindamente, eu senti vontade de beijá-lo, mas não o fiz. O local estava cheio demais e todos veriam.

 

_ Pai! _ me chamou Ban.

 

_ Sim...

 

_ O tio está me ensinando a nadar. É difícil, mas eu acho que estou aprendendo. Não é tio Frankie?

 

_ É sim querida... _ ele falou sorrindo pra ela.

 

_ Isso é ótimo filha. Também quero ajudar, depois do almoço tudo bem pra vocês nós irmos na piscina?

 

_ Tudo! _ disse Cherry que a propósito estava muito linda naquela boia de patinhos.

 

_ Vamos comer uns doces pai! _ disse Miles_ Aqueles que você trouxe.

 

_ Claro filho, mas não muito porque daqui uma hora mais ou menos nós vamos até o hotel almoçar. _ ele falou entregando o embrulho com os doces para os pequenos que pegaram animados_ Mas antes lavem essas mãozinhas, estão sujas de areia... _ ele disse e abriu uma garrafinha de água limpa que trouxemos para ajudar os pequenos com aquilo.

 

Logo eles comeram tudo que podiam ali e eu e Frankie trocamos algumas palavras enquanto isso. Até que Ban falou:

_ Tio Frankie, eu quero a minha boneca.

 

_ É pai, eu tambem quero ela pra brincar aqui. _ disse Cher.

 

_ Eu vou buscar. _ falou ele prontamente e eu não acreditei naquilo. Segurei o pulso dele na mesma hora.

 

_ Não Frank, é só dizer não. Você não precisa subir isso tudo de volta ao hotel, ir até o quarto só pra buscar aquela boneca esquisita.

 

_ Não é esquisita! _ reclamou Ban.

 

_ Bandit! _ repriendi-a e mesmo resmungando ela se sentou de novo e ficou ali emburrada_ Não liga Frankie, fica aqui.

 

_ Deixa que eu vou lá e pego, esqueci-me mesmo da boneca, sei o quanto as meninas gostam. Aí posso aproveitar e trazer outras coisas...

 

_ O que por exemplo?

 

_ A minha boneca Betina. _ disse Cher.

 

_ E meu urso o Sebastião. _ disse Miles brincando de fazer castelinhos de areia com Li.

 

_ É brincadeira não é? _ perguntei desacreditado_ Você vai mesmo?

 

_ Eu vou amor, eu cuido disso.

 

_ Já que querem tanto, deixa que eu vou. Quero que você descanse.

 

_ Não Gerd, eu vou. Você não quer ir. _ ele falou e sorriu ao se aproximar de mim já de pé_ Pode deixar que eu aproveito e peço ao restaurante pra preparar uma mesa bem bonita pra nossa família, lá na área da piscina o que acha? _ perguntou ele me abraçando, eu adorei a ideia.

 

_ Eu acho ótimo, pode pedir o que quiser, está tudo pago.

 

_ Então tá, eu vou lá e já volto Gerd... _ ele disse e beijou a minha cabeça, eu afastei-o antes que prosseguisse com aqueles carinhos, já estava demais. Não que eu não gostasse, pelo contrário, mas ali não. 

 

_ Aqui não... _ falei desconfortável.

 

_ Tudo bem... _ ele falou se afastando de mim_ Não demoro, e não tire os olhos das crianças nem por um minuto sequer.

 

_ Pode deixar. _ falei e ele se foi. 

 

Logo eu fiquei olhando as crianças brincarem por um tempo considerável, bebi um copo de água e Li se sentou na cadeira que antes Frankie ocupava, isso depois de brincar bastante na construção de seu grande castelo de areia.

 

_ Quer me dizer alguma coisa Li?

 

_ Quero sim, na verdade quero perguntar.

 

_ O que?

 

_ Você gosta mesmo do meu pai não é tio?

 

_ Sim, gosto muito. Por que a pergunta?

 

_ Porque ontem disse que não somos família, depois ouvi que discutiu a noite com o meu pai, depois hoje de novo e agora o afasta toda vez que ele quer te dar carinho...

 

_ Li, calma. _ falei antes que ela continuasse com aquilo. Como assim ela sabia de tudo aquilo? _ Isso que acontece entre nós são coisas de adulto e eu falei hoje com a Ban de novo o que vou dizer a você agora, o que já fora dito mas vou repetir, não interfiram mais entre mim e o Frank.

 

_ Nós estamos sem fazer isso tio.

 

_ É, nos últimos tempos vocês tem melhorado bastante quanto a isso.

 

_ Mas eu perguntei isso agora porque eu fiquei preocupada com o meu pai, sabe... Eu que cuido dele.

 

_ Eu sei espertinha. _ falei sorrindo pra ela_ E acho muito bonito que se preocupe assim com ele, mas não duvide, eu gosto muito dele e nós estamos muito bem apesar dos pormenores.

 

_ Eu só fiquei assim na dúvida porque meu pai ficou triste ontem, e ele sempre fica quando se afasta dele... _ ela falou e se aproximou de mim pra perguntar baixo_  Tio, você não quer que as outras pessoas saibam não é?

 

_ Lily, eu não vou falar sobre isso com você.

 

_ Por que? _ ela me perguntou.

 

_ Tio! _ me chamou Miles e eu olhei-o _ Compra um balão pra mim?!

 

_ Só um momento Miles, já vou comprar. _ falei e voltei a olhar atendo pra Li.

 

_ Como eu dizia, porque você é pequena ainda querida, e esses são assuntos de adultos. Eu sei que você é muito inteligente e entende tudo melhor do que os outros, mas eu te peço Li, fique no seu mundo, não interfira. Eu vou cuidar do seu pai.

 

_ Vai mesmo? _ ela perguntou sorrindo e eu logo respondi.

 

_ Claro que sim, eu vou. _ falei e ela pareceu confiar em mim ao se levantar e logo vir me abraçar_ Tudo bem?

 

_ Tudo bem! _ disse ela sorrindo.

 

_ Que cena mais bonita. _ disse Frank ao se aproximar e se sentar ao meu lado e nós olhamos pra ele sorrindo_ Onde está o Miles?

 

Olhei em volta, e realmente, onde estava o Miles?

 

-S2-


Notas Finais


Terminei o capítulo em uma hora meio nada ver, eu sei.

Vocês aí que ficaram com a ligeira impressão de que a Ban era a mais levada ever, se preparem porque vocês ainda não viram os pequenos Iero(e até a própria Ban) mostrando todo seu potencial em causar.

O G está muito doido?
Está.
Tá dando nervoso?
Também está.
Mas pensem que tudo isso é por um motivo maior.
Vamos deixar pra conversar mais nos comentários.

*Obs: Consegui me adiantar com a fic!
Decidi que vamos ter daqui pra frente não só três capítulos na semana, mas quatro.
Eu acho que se eu me obrigar a escrever mais, vamos seguir com a fic mais rápido, portanto quero que me digam o dia da semana que vocês querem que eu publique também, além de segunda, quarta e sexta. Se vocês querem mais um capítulo no meio de semana, ou no final de semana, por mim tanto faz então me digam qual fica melhor pra vocês lerem.
Estou escrevendo igual uma doida pra terminar essa fase sofredora logo, então vamos lá!

<3 Links da fic:

<3 Link com a trilha sonora da fic: https://open.spotify.com/user/msvvfiction/playlist/6B1qnfvEZEN8zPLRJVPrX0

<3 Link com o trailer da fic: https://boyslikeboysohyeah.tumblr.com/post/148658330591/msvvtrailer

Obrigada por tudo meus amores.
Contem-me as opiniões!
Até o próximo capítulo.
Beijos <3


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