História Mas se você vier... - Capítulo 95


Escrita por: ~

Postado
Categorias Frank Iero, Gerard Way, My Chemical Romance
Personagens Bob Bryar, Frank Iero, Gerard Way, Mikey Way, Personagens Originais, Ray Toro
Tags Bromance, Frank Iero, Frerard, Gay, Gerard Way, Lgbt, Longfic, Long-fic, My Chemical Romance, Yaoi, Yaoi Romance
Exibições 70
Palavras 3.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lírica, Poesias, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi trouxas! <3

Feliz dia das crianças pra todo mundo! <3
Espero que gostem desse capítulo.

Boa leitura! <3

Capítulo 95 - Gerard - Capítulo 95


Fanfic / Fanfiction Mas se você vier... - Capítulo 95 - Gerard - Capítulo 95

-S2-

POV

Gerard

 

Dias depois.

 

Mais de uma semana se passou e eu não tinha notícias de minha filha.

 

A casa estava extremamente vazia, e ficava assim na maior parte do tempo porque Frank só vinha me visitar quando colocava os pequenos pra escola e as vezes os trazia para me ver, isso quando eu não estava tão mal.

 

Eu realmente estava tentando evitar os remédios a pedido dele e estava conseguindo com muito custo, muito mesmo.

 

Eu entrava no quarto de Ban, via os brinquedos dela, via as roupinhas com aquele cheiro de bebê que minha pequenina tinha e eu chorava sentado na caminha dela. Chorava até não aguentar mais, porque eu estava até tentando ser forte, mas a cada hora, a cada dia que se passava eu tinha mais medo de não vê-la mais.

 

De Lindsey tê-la tirado pra sempre de mim, e eu não podia fazer nada, nem chamar a polícia, nem nada, porque tinha medo dela fazer alguma coisa e sumir de vez com minha Ban, assim como ameaçou. E com isso eu não poderia brincar.

Era sério demais e eu estava quase, desistindo de tudo, quase.

Mas por sorte eu tinha ele ali, pra impedir que eu fizesse isso.

 

Era manhã e Frank estava em minha casa.

Nós estávamos fazendo as ligações inúteis de sempre até que eu desabafei.

 

_ Frankie, o que está acontecendo? Onde ela está? Estou ficando muito preocupado...

 

_ Eu também... _ disse ele_ Mas não podemos desistir. Vamos encontrá-la. Eu sei que vamos.

 

_ Como? _ perguntei desolado olhando pra ele, e antes que Frankie respondesse, meu celular tocou. Olhei na tela  e o número era desconhecido. 

 

_ Alô... _ digo ao atender.

 

_ Alô Gerard, aqui é a Frances.

 

_ Frances?! Você está com a Lindsey não é? Sabe onde está minha filha?_ perguntei já desesperado.

 

_ Calma, calma, eu sei dela e vou te dizer tudo.

 

_ Ela está bem Frances?

 

_ Sim. Escute-me, eu converso melhor com você pessoalmente, você precisar vir buscar a Ban. Foi um sacrifício convencer Lyn a me deixar devolver Ban pra você, eu levei dias pra conseguir isso então vem logo antes que ela mude de ideia.

 

_ Eu vou, eu vou... _ falei atordoado, me sentei com Frankie me olhando chocado como eu estava e parecendo se dar conta do que acontecia _ Mas espera aí... Onde vocês estão?

 

_ Nós ainda estamos na cidade, perdemos o voo e o outro foi cancelado. Você sabe qual o hotel que Lyn fica sempre, o próximo ao aeroporto?

 

_ Sim, eu sei. _ falei emocionado. Eu veria minha filha, mais do que isso, ela estava bem e logo estaria de volta em casa. Quase perdi a fala ao que uma lágrima rolou por meu rosto, mas era alivio, uma lágrima de alívio_ Estou indo aí, agora mesmo. E... obrigado. _ falei já me levantando e tateando os bolsos buscando as chaves do carro e pegando-as logo em seguida.

 

_ Não me agradeça, eu estou em dívida com você, estou tão envergonhada por tudo...

 

_ Se eu recuperar minha filha, se está me ajudando mesmo com isso e pensa que tinha uma dívida comigo, esqueça, não tem mais. Já estou indo aí.

 

_ Estarei te esperando, é só dizer meu nome na recepção do hotel que eles liberarão sua entrada; Eles não costumam fazer isso, mas eu falo que é caso de vida ou morte.

 

_ E é mesmo. Não demoro.

 

_ Está bem. Tchau.

 

_ Tchau. _ falei e desliguei já saindo porta a fora com Frank ao meu lado e ele sorriu assim como eu.

 

_ É isso mesmo que eu estou pensando? _ perguntou-me ele_ Vamos buscar Ban?

 

_ Sim Frankie, ela está na cidade, e eu nem pensei nisso.

 

_ O importante é que daqui a pouco nossa pequena estará de volta.

 

_ Sim, é o que eu mais queria agora, ver minha filha. _ falei em frente o meu carro e ele me abraçou forte. Eu estava quase chorando com vontade ali, faltava pouco, mas o abraço dele me confortou.

 

_ Já vamos vê-la Gerd, eu disse que ficaria tudo bem e falta pouco pra isso. _ ele falou e desfizemos nosso abraço para nos olharmos_ Mas aonde pensa que vai indo pra esse carro? Nós vamos ao meu, eu te levo onde quiser, mas não vai dirigir assim, tão nervoso.

 

_ Tem razão, é melhor mesmo. _ falei e ele estendeu a mão e eu deixei as chaves do meu carro com ele_ Tudo bem...

 

_ Eu te levo, vamos.

 

Então nós fomos até o carro dele, e ele é claro dirigiu.

 

Expliquei-o onde Lindsey e estava e durante todo trajeto ele ficou me acalmando e eu contado os minutos, os segundos pra ver ela, a minha Ban.

 

Pra trazer Ban de volta pra casa.

 

-S2-

 

Depois de um tempo que pareceu interminável chegamos em frente ao hotel e Frank estacionou lá em uma vaga.

 

Eu estava muito nervoso, com medo dela não estar mais ali, com medo de saber como ela estava, enfim eu estava trêmulo de tanto medo misturado aquela emoção absurda.

 

Olhei pra ele.

 

_ Gerd, eu vou ficar aqui no carro esperando vocês. Eu não quero causar confusão alguma e você sabe o que pode acontecer se eu aparecer com você lá dentro.

 

_ Eu sei... Tudo bem Frankie, obrigado. _ falei e abri a porta do carro para sair, então ele segurou minha mão e eu me virei para fitá-lo.

 

_ Vai dar tudo certo. _ disse ele sorrindo fraco_ Vai lá buscar a nossa Ban. _ só foi ele falar aquilo e eu sorri cheio de coragem, entrelacei nossos dedos por um mísero instante, mas senti aquele momento único.

 

_ Torça por mim. _ falei.

 

Afastamos-nos e eu mais calmo saí do carro podendo o ver sorrir me incentivando a seguir em frente.

 

E quando eu coloquei o pé naquele enorme hotel, fui correndo até a sofisticada recepção e falei que queria ver Frances Cobain, como ela dissera pra eu fazer e a recepcionista calmamente me indicou que seguisse até o elevador e fosse ao oitavo andar, porque Frances me esperava no quarto 805.

 

Então eu fui correndo desesperado e por sorte o elevador estava vazio e não fez paradas até o oitavo andar.

 

Eu já estava enlouquecendo dentro daquele elevador quando ele se abriu e eu sai no corredor e logo no final dele eu vi Frances parada de cabeça baixa e braços cruzados.

 

Ela estava mesmo me esperando.

Fui correndo até ela.

 

_ Frances, onde está minha filha? Onde está Ban? _ perguntei assim que a alcancei e ela me olhou aflita.

 

_ Ela está aí dentro do quarto com a Lyn.

 

_ Então vá lá buscar ela pra mim, não quero ver a Lindsey, não agora. Só quero minha filha.

 

_ Eu vou buscá-la não se preocupe, e Lyn também não quer vê-lo agora.

 

_ Que bom. _ falei e suspirei aliviado.

                                                                                                

_ Antes de buscar a Ban eu só preciso trocar algumas palavras com você. _ ela falou e se afastou um tanto da porta fechada daquele quarto e fomos pra outro ponto do corredor_ É importante...

 

_ O que é tão importante assim que quer me dizer logo agora? Frances, o que importa é que minha filha está bem, só isso. E eu quero vê-la.

 

_ É sobre isso também que eu quero falar. É que a Ban não está muito bem...

 

_ O que?! Como assim? No telefone você disse que ela estava bem. O que ela tem?

 

_ Calma. Eu sei que eu disse, Ban está saudável se é o que te preocupa, eu sei que ela está. Mas é que eu não quero que se assuste quando vê-la.

 

_ Por quê? Qual o problema?

 

_ Você conhece a Ban, desde que ela chegou aqui não parou de chorar, nem um dia sequer. Ela não quer tomar banho, não quer comer, não quer fazer nada e está deixando a Lindsey louca. Eu que fico insistindo pra ela se cuidar, dou comidinha pra ela, quase tenho que obrigá-la a comer um pouquinho todo dia. Eu estava morrendo de preocupação porque ela só queria ficar na cama dia e noite chorando e pedindo por você e por tio Frankie.

 

Aquilo acabou comigo. A que ponto Lindsey chegou. Ela está fazendo mal pra mim filha, como eu poderia perdoar aquilo?

 

_ Eu não sei como vou olhar na cara da Lindsey depois disso. Ainda não sei como ela foi capaz, eu não sei...

 

_ E nem eu. Sabe, pra esclarecer tudo aqui eu não sabia que ela tirou a Ban de você. Porque ela me disse que queria levar Ban pra morar conosco na Inglaterra, enquanto eu e ela cuidávamos da mãe dela, você sabe... Eu achei estranho porque pelo que ela fala você e Ban são muito apegados, mas como ela disse que você aceitou tudo muito bem, que era temporário, eu acreditei é claro. Mas eu não imaginava o que ela estava tramando, até Ban chegar aqui naquele estado e me contar que Lindsey a tirou de você tão cruelmente. Eu sinto muito e eu peço desculpas, pela Lindsey e por tudo. Você sabe...

 

_ Não me peça, eu não tenho raiva de você menina. Ela só fez você de boba, assim como fez comigo.

 

_ Mas eu tenho culpa também Gerard, por melhor que fossem as minhas intenções com ela, o que eu fiz foi errado. E eu sou de maior, vacinada. O problema é que ela me contou um monte de mentiras.

 

_ Eu posso imaginar quantas mentiras te contou pra você ficar com ela. Durante todo esse tempo...

 

_ Certamente, eu acreditava cegamente nela até esses dias. Foi ao ver o que ela fez com você que eu fui perceber as mentiras que ela andou me contando, sem contar as outras que eu nem sei quantas que ela me contou durante anos. Eu juro que eu pensava que ela era infeliz no casamento. Mas nos últimos tempos eu fui ver que não era isso, por mais problemas que ela tivesse com você e por mais longe que estivesse durante todas as nossas últimas viagens, ela só queria estar em casa. O tempo todo, por mais que ela não ligasse, ela queria falar com você, ela falava de vocês pra mim, sempre...

 

_ Frances, eu não quero saber dela. Sei que quer esclarecer tudo mas eu não...

 

_ Mas eu vou falar. Não sei se vamos nos ver de novo Gerard, vai demorar muito tempo, talvez nunca mais então eu quero falar, sei que quer ver Ban, mas já vai fazer isso. Não se preocupe. _ ela disse e eu assenti ainda sem vontade de saber sobre os sentimentos de Lindsey _ Como eu estava dizendo... _ sério se aquela menina demorasse mais eu invadiria aquele quarto e levaria Ban comigo_ Ela ficava o tempo todo querendo voltar... Eu dizia, volte pra casa Lyn, se é o que te faz feliz, volte pra casa, mas aí ela dizia que estava tudo bem, vinha com aquelas histórias de que queria ficar só comigo, mas o fato é que isso nunca acontecia. Ela chorava por você Gerard, todo dia... Do jeito louco e totalmente problemático dela, Lindsey te amou e apesar da raiva de ser deixada de lado ela ainda o ama, eu sei disso, por mais que me doa dizer eu tenho que dizer.

 

_ Nossa, imagina se não amasse o que ela não faria comigo.

 

_ Gerard, não estou inventando coisas, é só o que eu sei...

 

_ Frances... _ suspirei meio surpreendido com aquilo tudo que ela disse e a atitude dela_ É muito impressionante você estar falando tudo isso pra mim, eu nem sei o que pensar. Vejo que você gosta muito da Lyn e mesmo depois de tudo que ela fez conosco você ainda me conta isso e me ajuda. Mas se fez isso pensando que eu ia pensar e ficar com a Lyn, já digo que não é o que vai acontecer. Quando eu disse a Lindsey que jamais voltaria com ela não estava brincando. Eu não vou mais voltar pra ela.

 

_ E nem eu. _ ela falou decidida e eu me surpreendi_ Eu... Só estava ao lado dela porque tive medo de deixá-la sozinha com a Ban. Ela vai sozinha pra Inglaterra, eu não vou mais. Vou falar isso pra ela ainda hoje, não sei como fiquei tanto tempo com a Lindsey me enganando tanto.

 

_ E nem eu sei como fiquei tanto tempo com ela também, te entendo. Foi um tempo perdido.

 

_ Mas saiba que não te contei essas coisas pra voltar com ela. Sim, eu ainda me preocupo demais com a Lyn, mas não esperava mesmo que vocês fossem voltar.

 

_ É meio impossível depois do que ela fez com a minha Ban. Graças a você eu ainda vou poder vê-la.

 

_ Bem, mais ou menos. A Lyn disse que pretendia voltar, mas só depois de meses talvez mais de um ano, quando se organizasse por lá e a mãe melhorasse. Mas eu não aceitaria viver com ela nessas condições, passar por cima da felicidade dos outros nunca foi meu forte. E só pra saber o quanto eu me arrependo de ter me metido entre vocês eu menti pra Lyn.

 

_ Do que está falando?

 

_ Eu menti dizendo que perdemos o voo. E o outro não foi cancelado, eu nem comprei mais passagens. E ela acreditou em mim porque eu sempre comprei as passagens dela e cuidei de tudo, mas a companhia aérea nunca falhou assim... De qualquer maneira, eu menti por uma boa causa.

 

_ Nem sei como te agradecer.

 

_ Não me agradeça, só perdoe ela para o bem de todos e cuide de Ban, você e Frank.

 

_ Eu vou, nós vamos com certeza, obrigado.

 

Ela sorriu fracamente e prosseguiu:

_ A Lindsey disse pra eu te falar que ela vai passar a guarda da Ban pra você, oficialmente em breve. Sabe que a Lyn não tem paciência com crianças, se você não tem, ela tem menos ainda.

 

_ É, eu sei...

 

_ Vou busca-lá agora. Deve estar morrendo de saudade. _ disse ela e eu sorri nervoso. Ela sorriu de volta e foi pelo corredor e eu sem conseguir me segurar ali, a segui.

 

Fui até a porta do quarto e vi Frances abri-lo, entrar ali e ir buscar Ban em um ponto do quarto que eu não pude ver de onde estava. Eu vi Lindsey, meu estômago se embrulhou, eu senti uma coisa ruim. Motivos não faltavam afinal.

 

Ela estava de costas, com os braços cruzados e parecia tensa.

Ela notou que eu estava ali olhando pra ela, mas não se virou pra me ver.

Percebi que ela quase cedeu e virou pra me olhar, mas não o fez.

Eu sabia que era martirizante pra ela e que queria me ver, mas por algum motivo não o fez.

Ela abaixou a cabeça e eu notei que estava chorando.

Droga... Eu não queria que acabasse assim...

 

Por que ela teve que fazer tudo aquilo?

Eu nunca entenderia o que se passava dentro dela para tomar aquelas atitudes malucas.

Eu nunca entenderia.

 

Afastei-me um tanto e ouvi passos.

 

Momentos depois eu abri o maior sorriso que consegui.

 

Minha filha vinha de mãos dadas com Frances.

 

Ela já estava chorando e eu chorei instantaneamente. Ajoelhei-me em frente ela e abracei-a com força assim que veio até mim.

 

_ Filha... _ falei segurando ela junto a mim. Parecia que meu ar acabara de voltar, parecia que meus pulmões se encherão de ar de repente e minha vida estava completa de novo. Meu coração batia descompassado. Eu nunca mais iria perdê-la.

 

_ Papai... _ falou ela chorando e eu consegui sorrir no meio das minhas lágrimas, só de ouvir a voz dela_ Senti muita saudade.

 

_ Eu também senti Ban... _ falei, me afastei um tanto e segurei o rostinho dela só para vê-la melhor.

 

_ Eu sabia que viria me buscar papai. Eu sabia! _ disse ela sorrindo e eu fiz o mesmo.

 

_ É claro que eu viria minha filha. Eu nunca vou deixar você, não faz ideia do quanto papai te ama. _ disse e beijei a testinha dela.

 

_ E eu te amo mais! _ disse ela sendo a Ban alegre de novo me enchendo de beijos na cara, essa era a minha Ban, não aquela menininha pequenina que chegou naquele corredor calada e abatida ao lado de Frances_ Vamos embora papai! Me leve pra casa antes que ela me leve embora de novo. _ disse Ban se referindo a mãe e me abraçando. Eu me levantei com ela no meu colo.

 

_ Não vamos mais nos separar filha. Eu prometo... _ falei já passando a andar com ela ali grudadinha a mim_ Obrigado Frances. Adeus. _ falei e ela sorriu pra nós se preparando pra voltar ao quarto.

 

_ Adeus... _ disse somente e Ban acenou pra ela.

 

As duas se despediram com acenos e logo Frances sumiu de nossa visão fechando a porta do quarto e não demorou a entramos no elevador.

 

Como a recepção já estava avisada da saída de Ban eu não tive problemas pra sair com ela.

 

Já na calçada rumo ao carro de Frank ela disse:

_ Vamos papai, quero ver o tio Frankie e meus irmãos hoje mesmo. _ disse ela sorrindo.

 

_ Você vai vê-los filha. E por falar nisso, eu não vim te buscar sozinho... _ falei e ela sorriu mais.

 

_ Quem veio papai? O tio Frankie não é? _ perguntou mais animada ainda.

 

_ Será? _ fiz suspense pra ela que continuou sorrindo convencida.

 

_ Aposto que sim!

 

_ Já vai saber. _ falei e me aproximei do carro dele. Abri a porta e entrei com Ban e ela logo se jogou no colo de Frank o abraçando com força e voltando a chorar, fazendo que eu e Frank chorássemos também.

 

_ Ban querida, quase não aguentei de saudade meu amor. _ falou Frankie fechando os olhos e fazendo carinho nos cabelos dela. As nossas lágrimas rolavam sem parar.

 

_ Tio... _ disse ela e depois de um tempo se afastou dele e o olhou sorrindo com o rostinho molhado pelo choro recente_ Eu também senti saudades, de todos vocês tio... Muito.

 

_ As crianças querem muito te ver. Muito mesmo... Hoje eu vou preparar algo para comemoramos a sua volta. O que acha?

 

_ Eu quero! _ disse ela e abraçou de novo. Frankie estendeu o braço pra mim e eu me juntei a eles naquele abraço.

 

Era o que eu precisava naquele momento. Só precisávamos chegar em casa, reunirmos as crianças e passar um tempo todos juntos.

 

Precisávamos matar a saudade.

 

_ Vou fazer o que quiser hoje! É só escolher e eu cozinho pra você. _ disse Frankie para Ban.

 

_ Eu quero bolo de chocolate! _ ela disse e ele sorriu.

 

_ Pois então terá seu bolo. _ disse ele depois do nosso abraço desfeito, ele colocou Ban no meu colo e eu a mantive ali num abraço_ Vamos pra casa. O que acha de buscarmos juntos mais tarde Cher, Li e Miles da escola? Podemos fazer uma surpresa pra eles. _ disse Frank sorrindo e secou as lágrimas se recompondo e logo ligou o carro pronto pra nos tirar dali.

 

_ Sim tio! Eu quero vê-los logo! Vamos fazer a surpresa! _ disse ela e olhou pra mim_ Vamos ficar todos juntos agora não é pai?

 

_ Sim Ban, vamos ficar juntos. Daqui pra frente, seremos todos nós juntos.

 

Falei e ela relaxou, me abraçou e eu olhei pra Frankie e sorri agradecido.

 

Ele cuidou de mim o tempo todo e disse que ficaríamos bem.

 

E ali estávamos nós.

Rumo a uma nova vida.

 

-S2-


Notas Finais


É! Até que enfim um capítulo feliz em MSVV! <3
E daqui pra frente vai dar uma boa melhorada.
Vai sim. Quem sente o cheiro de Frerard na área?

Fiquei feliz que esse capítulo caiu no dia das crianças. E nesse momento todo lindo de reencontros.
Eu comemoro as crianças sempre, elas são pecinhas importantes nesse motor que move a fic, sem elas a história não teria tantos momentos lindos e ainda teremos muito mais. :-)

Só umas coisinhas: Sim, a Frances foi a salvadora da pátria.
E sim, a Lindsey vai ficar sem G e sem Frances.
Parabéns Lyn, você se ferrou. :-)

Sobre a Ban com a Lyn: a Ban ficou mesmo muito abatida, e ela estava infernizando a Lindsey, mas não do jeito tradicional, e sim ficando cada vez pior com o risco sério de adoecer, e nenhuma mãe suporta ver o filho definhar assim.

Me falem o que estão achando.
Amo vocês!

<3 Links da fic:

<3 Link com a trilha sonora da fic: https://open.spotify.com/user/msvvfiction/playlist/6B1qnfvEZEN8zPLRJVPrX0

<3 Link com o trailer da fic: https://boyslikeboysohyeah.tumblr.com/post/148658330591/msvvtrailer

Obrigada por tudinho.
Contem-me as opiniões!
Até sexta no próximo capítulo.
Beijos <3


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