História Mas se você vier... - Capítulo 97


Escrita por: ~

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Categorias Frank Iero, Gerard Way, My Chemical Romance
Personagens Bob Bryar, Frank Iero, Gerard Way, Mikey Way, Personagens Originais, Ray Toro
Tags Bromance, Frank Iero, Frerard, Gay, Gerard Way, Lgbt, Longfic, Long-fic, My Chemical Romance, Yaoi, Yaoi Romance
Exibições 60
Palavras 4.943
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lírica, Poesias, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi trouxas! <3

Eu de novo. OMG!

O capítulo anterior foi o de sexta que eu só pude publicar hoje.
Agora sim, esse aqui é o de hoje.
Eu ia publicar amanhã, mas como não sei se terei internet, estou publicando agora.

Espero que gostem.
Boa leitura! <3

Capítulo 97 - Gerard - Capítulo 97


Fanfic / Fanfiction Mas se você vier... - Capítulo 97 - Gerard - Capítulo 97

-S2-

POV

Gerard

 

Um mês depois.

 

Eu estava bem melhor.

Estava mais calmo.

Eu, Frankie e as crianças estávamos muito mais próximos.

Meu tratamento com o doutor Philipe parecia finalmente surtir algum efeito, já que eu não vivia mais somente a base de remédios, só tomava as vezes.

 

E sobre Frankie... Ele esteve durante todo tempo ao meu lado.

Mas nós não tivemos durante todo aquele tempo a oportunidade de uma aproximação maior.

Ele estava ajudando a mãe mesmo que a distância com as despesas maiores do pai. O câncer dele estava bem agressivo pelo que Frank me disse, e ele teve que passar por uma cirurgia e não voltaria pra casa tão cedo.

 

Isso deixava Frankie triste, abatido, ele se importava com o pai apesar de tudo e eu fiquei do lado dele no meio daquela correria toda, mas é claro que não pudemos falar sobre nós.

 

Parecia que o momento nunca chegava e eu não podia tocar naquilo porque ou eram as questões do pai dele ocupando todo seu tempo, ou eram as crianças quando nos encontrávamos e quase nunca tínhamos um tempo a sós.

 

Além dos problemas dele, tinham os meus.

Eu estava realmente mais tranquilo, mas uma coisa me preocupava. Meu irmão.

 

A esposa dele, Kristin pelo que ele me contou, teve um sangramento maior do que o aceitável e foi parar no hospital semanas atrás.

Ela estava internada desde então e meu irmão estava desesperado com essa instabilidade, certamente com medo de perder o filho e a esposa.

 

Minha mãe estava praticamente morando no hospital, sendo a acompanhante oficial de Kristin já que ela entendia melhor dessas coisas de grávida do que qualquer um na família. A situação de Kristin chegou a um ponto em que ela não podia ao menos receber visitas.

 

Eu e Mickey não podíamos ver ela e a família dela tampouco, já que a família dela era de outro estado e todos que ela tinham ali, eram Michael e nossa família.

 

Frankie também ficou preocupado com Kristin quando eu contei pra ele. Todos nós ficamos assustados, mas resolvemos juntos deixar as crianças fora disso. Os pequenos estavam tão felizes juntos, minha filha estava feliz e eu não queria preocupá-los.

Eles apesar de espertos ainda eram muito pequenos e inocentes.

 

No meio disso tudo sempre teríamos nossos filhos e essa era a melhor parte.

Eu e Frankie fomos ao primeiro recital de piano de Li e Cher e eu chorei, chorei assim como Frankie de emoção, vendo aquelas pequenininhas tocando tão bem.

 

Deixei bem claro que estávamos orgulhosos delas e comprei flores para as duas e entreguei-as assim que saíram do palco e sorriram muito agradecidas.

 

Li ficou bem insegura antes de entrar lá e eu conversei com ela, e logo quando saiu veio correndo me abraçar. Eu fiquei feliz porque ela se saiu muito bem.

 

Miles e Ban também estavam lá assistindo eles, e em outro dia foi o campeonato de futebol. Miles e Ban se saíram muito bem, Miles era a estrela do time e ganhou um troféu enorme. Foi engraçado e lindo ver como Cher animava a torcida dançando e torcendo pelo irmão, ela e mais umas amiguinhas formavam a equipe de animadores mirins e elas até que dançaram muito bem.

 

Quando Miles ganhou o jogo contra o time de outra escola infantil ele veio direto correndo até mim e Frankie e nos abraçou.

Eu o peguei no colo e nós tiramos tipo, umas mil fotos.

 

Foram dias ótimos, e qualquer um por mais simples que fosse guardava lindas memórias que eu nunca esqueceria, e que traziam paz em meio a todos os problemas que eu e Frank, como os adultos dali, enfrentávamos.

 

Falando em Frank, ele veio a minha casa certa manhã depois que deixamos as crianças na escola.

 

Eu o convidei pra tomar café da manhã comigo, e para podermos conversar com um pouco mais de privacidade.

 

Lá estava ele tomando uma xícara de café calmamente.

 

Olhei-o e me senti de mão atadas, porque eu queria me aproximar, queria tocá-lo, dizer o que eu sentia, porém mais uma vez o momento, o destino ou seja lá o que fosse, não ajudou nem um pouco.

 

Meu telefone vibrou em meu bolso, recebi uma mensagem.

 

Olhei aquilo e não acreditei. Péssima hora mamãe, péssima hora.

Parecia que ela tinha adivinhado que eu estava tentando conversar com Frankie naquele exato momento.

 

_ O que foi Gerd? Algum problema?

 

_ Minha mãe Frankie, Mikey mandou uma mensagem falando que ela saiu do hospital hoje com Kristin, eles estão voltando pra casa, mas Michael disse que ela pediu que a deixasse aqui no caminho. Ela não quer esperar nem mais um minuto pra conversar comigo.

 

_ Isso é bom. Kristin deve estar melhor e você já vai poder conversar com sua mãe, e se acertar com ela.

 

_ Olhando por esse lado, realmente...

 

_ Mas por que essa cara? Vai ficar tudo bem...

 

_ Porque você sabe... Eu queria conversar com você...

 

_ Temos tempo. Podemos conversar amanhã ou quando quiser, não faz mal. Acho melhor eu ir pra casa, pra sua mãe não me ver aqui.

 

_ Não Frank, fique.

 

_ É que sua mãe não gosta muito de mim e eu não quero criar problemas.

 

_ Você está aqui porque eu convidei, se não quiser vê-la tudo bem, fique aqui e eu converso com ela no meu escritório. Depois conversamos.

 

_ Então está bem, se prefere que eu fique pra conversarmos depois que ela for, eu fico aqui e te espero.

 

_ Tudo bem, obrigado Frankie... _ falei e momentos depois alguém bateu na porta de forma agitada, era minha mãe_ Torça por mim...

 

_ É claro... _ disse ele e segurou a minha mão_ Vai dar tudo certo. _ ele falou sorrindo e continuou ali bebendo seu café ao que eu sorri pra ele agradecendo e levantei-me seguindo até a sala para receber minha mãe.

 

Abri a porta e ela voou no meu pescoço me abraçando forte.

 

_ Filho... Que saudade... _ disse ela e eu percebi que chorava fracamente.

 

_ Mamãe, não chore... _ disse já olhando para o rosto dela.

 

_ Ainda está com raiva de mim filho?

 

_ Claro que não mãe, vamos entrar e conversar. _ falei e entrei deixando que ela entrasse logo e eu fechei a porta.

 

Subimos para o meu escritório e começamos a conversar.

 

_ Meu filho, como você está?_ perguntou minha mãe já sentada em sua cadeira segurando minhas mãos sobre a mesa.

 

_ Bem mãe, estamos bem...

 

_ Que bom meu amor, eu quero ter essa conversa com você desde aquele dia que brigou comigo, mas como sabe que só pude sair daquele hospital essa manhã por causa da Kristin, eu vim agora. Fiquei pensando todos esses dias em você filho, fiquei com medo de que pensasse que eu fiz tudo aquilo pra te prejudicar.

 

_ Eu preciso mesmo esclarecer isso mãe, tenho pensado na senhora todos os dias, a senhora mesma sabe, eu não gosto de discutir contigo, jamais.

 

_ Eu sei filho.

 

_ Mas a Lyn me garantiu que a senhora ajudou ela a tirar Ban de mim durante o processo de divórcio. Que testemunhou contra mim pra eu perder minha filha, e eu quase morri porque senti que havia perdido não só a Ban, mas a minha mãe também...

 

_ Eu jamais faria isso meu filho, jamais. Aquela mentirosa... Eu sei que ela perdeu totalmente a vergonha, Michael deixou escapar que ela te traia com uma garota. Que absurdo!

 

_ Michael não devia ter falado nada.

 

_ Eu insisti e ele disse sem querer. Tentei ligar pra Lindsey, mas ela não atendeu. Sumiu no mapa. E pensar que eu tinha ela como uma filha e ela faz isso comigo, com você que é o mais importante que tenho na vida, você sabe, você e seu irmão são tudo pra mim. Acredita em mim não é filho?

 

_ Claro, se a senhora diz, eu acredito sim.

 

_ Graças a Deus. Eu mal via a hora de me reconciliar com você...

 

_ Desculpe ter falado daquela forma mãe, é que na hora eu fiquei em choque.

 

_ Tudo bem meu amor, eu posso imaginar. Mas depois de tantas mentiras que aquela lá contou como foi acreditar nela quanto a isso filho? _perguntou minha mãe angustiada_ Como foi pensar que eu ficaria do lado dela e não do seu?

 

_ É que ela sabe ser bem convincente quando quer. Lindsey me disse que a senhora ficou do lado dela porque temia que caso eu me separasse dela, ficaria logo com Frank. E como eu sei que a senhora é terminantemente contra...

 

_ Sou contra mesmo, você sabe. Mas jamais eu desceria tão baixo, nunca te prejudicaria assim, sei o quanto a Ban significa pra você. _ falou firme minha mãe_ E agora está explicado... Lindsey colocou o nome daquele lá na história... Você não está... Quer dizer, esse rapaz... Ainda fala com ele?

 

_ Que bom que perguntou mãe, eu falo com ele sim e ele está aqui em casa nesse exato momento. _ falei e ela arregalou os olhos de susto.

 

_ Ele não está...

 

_ No meu quarto? Na minha cama?_ perguntei sorrindo_ Não mãe, não ainda. _ brinquei com ela, somente para provocá-la.

 

_ Gerard! Mais respeito com a sua mãe. Deus o livre!

 

_ Eu só estava brincando com a senhora mamãe.

 

_ Não brinque com uma coisa dessas, é serio demais.

 

_ Mãe, mãe... Não se preocupe.

 

_ Se ele está aqui, me diz, onde ele está?

 

_ Ele está na cozinha, estávamos tomando café da manhã juntos, eu o convidei depois que voltamos da escola quando deixamos as crianças lá. Só precisávamos conversar um pouco, então eu o convidei.

 

_ Ah sim, se é uma amizade saudável eu não digo nada, mas se esse rapaz tentar te induzir as outras coisas...

 

_ Que outras coisas mãe? O que é?

 

_ Você sabe... E eu também, já que desde que você era praticamente um garoto esse rapaz vem tentando te levar para o mau caminho.

 

_ Nunca mãe, nunca! Frankie é a pessoa que mais me ajuda, em tudo, ele está sempre do meu lado e nós nos damos muito bem, obrigado.

 

_ Não brinque com isso Gerard, se afaste dele, sabe quais são as reais intenções desse rapaz...

 

_ Esse rapaz se chama Frank! Por que insiste em tratá-lo como um criminoso mãe? Ele não te fez nada... Pelo contrário, fique sabendo que desde o dia que eu me desesperei e briguei com a senhora foi sempre ele que me pedia pra parar e pensar com calma, ele sempre soube que a senhora não tinha culpa de nada.

 

_ Bem... Se ele fez isso é porque teve bom senso uma vez na vida.

 

_ Ele é bom mãe, é por isso, porque ele é bom e ponto.

 

_ Que seja, mas eu sou bem franca, você me conhece filho. Não gosto dele perto de você, não confio nesse rapaz e tenho medo do que pode acontecer.

 

_ E o que pode acontecer?

 

_ Eu acordar um dia e descobrir que ele conseguiu, finalmente conseguiu te levar para o pior caminho.

 

_ Mãe, que fique claro que eu não vou permitir que faça pouco caso do Frankie, ele é a melhor pessoa que existe e eu não vou permitir que o trate como menos que isso, e como acabamos de nos reconciliar eu te digo, o que gostaria menos ainda é de brigar de novo com a senhora.

 

_ Está bem filho, está bem. Não falo mais nisso, por hoje. Mas sabe... O que eu queria pra você é que se casasse de novo.

 

_ Talvez um dia...

 

_ Isso filho! Esquece o passado e pense no seu futuro e no de Bandit, imagine como seria bom dar uma mãe decente pra ela. Nesse bairro eu conheço umas moças muito boas e também tem as da igreja, eu posso te apresentá-las filho.

 

_ Cruzes mãe! Cruzes! Não brinca com um negócio desses, eu não quero casar tão cedo e a senhora me vem com essa história.

 

_ É que você é tão jovem e bonito filho.

 

_ É claro que a senhora pensa isso, é minha mãe. _ falei sorrindo pra ela.

 

_ Eu quero o melhor pra você.

 

_ Eu sei... Mas me conte como está agora. Como tem passado?

 

_ Eu estou bem filho, o problema é a Kristin. Ela é como minha filha agora que se casou com Michael e toma todo meu tempo cuidar dela. A coitada não consegue fazer nada sozinha e ainda nem está na metade da gravidez.

 

_ Sei mãe... Posso imaginar como tem sido difícil pra senhora.

 

_ Tem mesmo, e eu me sinto responsável pela garota já que você sabe, ela só tem a nossa família aqui e está esperando um dos nossos. Sabe meu filho, eu acho que ela não consegue colocar esse menino pra fora não.

 

_ É um menino?

 

_ Sim, é um menino. Ela descobriu ontem, disse que vai se chamar Thomas, Thomas James Way. _ disse ela sorrindo orgulhosa_ Nós ficamos felizes e tudo mais, mas eu não paro de pensar que essa criança corre o sério risco de não nascer.

 

_ Mas ela já voltou pra casa mãe... Ela não está melhor?

 

_ Aparentemente sim...

 

_ Então, acho que a senhora está só preocupada demais.

 

_ Meu filho, eu sou uma mulher vivida. Tive dois filhos, já acompanhei a gravidez de muita gente, de amigas, parentes, vizinhas, já vi muita coisa, até gravidez de risco, mas igual essa aí eu nunca vi. Essa menina é muito fraquinha, cheia de problemas, e se esta difícil de segurar o bebê, imagine mantê-lo vivo até chegar a hora do parto. O que me preocupa também é que Michael sempre quis ter um filho e logo agora que pode tê-lo tudo está tão difícil, temos o risco de perder nosso Thomas, e até a Kristin e seu irmão ficaria arrasado com isso.

 

_ Vai dar tudo certo mãe, hoje em dia temos mais tecnologia na medicina do que antes. Temos que pensar positivo e acreditar que vai ficar tudo bem.

 

_ Espero que sim... _ minha mãe falou e alguém bateu na porta.

 

_ Entre... _ falei e Angie entrou_ O que foi Angie?

 

_ É que a senhora Way... Digo, a senhora Lindsey está lá embaixo. Ela está procurando pelo senhor.

 

E só foi Angie falar aquilo que eu mal tive tempo de responder, minha mãe simplesmente levantou-se da cadeira e saiu correndo em disparada de meu escritório. Empurrando Angie e tudo mais pelo caminho.

 

_ Mãe! _ gritei já de pé passando a correr depressa atrás dela que já estava fora dali descendo as escadas quase tropeçando nos próprios pés tamanha a sua velocidade e até eu estava com dificuldades pra alcançá-la.

 

Eu estava surpreso com minha mãe, e temendo o que ela fosse fazer.

 

Saí de casa logo após ela e vi que minha mãe corria em direção a Lindsey que estava parada me esperando na calçada

 

Tentei alcançar minha mãe, mas cheguei perto dela tarde demais.

 

_ Sua safada! _ gritou minha mãe ao dar um tapa tão forte no rosto de Lindsey que ela quase se desequilibrou e por pouco não caiu no chão.

 

Segurei minha mãe a afastando de Lindsey antes que ela a agredisse de novo.

 

_ Mãe! O que deu na senhora?! Para! _ gritei a colocando um tanto longe de Lindsey que estava segurando a bochecha e chorando sem parar, mas sem emitir nenhum som.

 

Soltei minha mãe quando ela se “acalmou” um pouco, mas ainda assim fiquei na frente dela e ela ergueu o dedo pra continuar gritando com Lyn:

_ Como você pôde fazer tudo aquilo com meu filho?! E depois com minha neta?

 

_ Desculpe Dona...

 

_ Pra você agora é senhora Way! Senhora Way! Não somos mais amigas, tampouco íntimas! Você é uma estranha pra mim!

 

_ Eu não queria fazer mal... _ disse Lyn de cabeça baixa soluçando.

 

_ Mas fez!_ gritou minha mãe_ Você traiu o meu filho! Armou um monte pra cima dele e ainda me colocou contra ele!

 

_ Eu sinto muito por tudo que fiz...

 

_ Você fez mal pra todos que eram da sua família! Eu fui a primeira pessoa a te acolher aqui quando chegou, sempre te apoiei e você não deu valor a isso, a família boa que teve...

 

_ Eu sinto tanto por isso, eu os amo...

 

_ Mentirosa! Voce não ama ninguém!

 

_ Mãe, já chega!_ falei tentando afastá-la de Lyn pela milésima vez ali.

 

_ Eu falo o quanto quiser, essa aí tem que me ouvir! _ gritou minha mãe e olhou pra Lindsey de novo_ E você fique sabendo sua sem vergonha, que eu te considerava uma filha, acho que já sabe porque eu sempre te disse isso. Sempre cuidei pra que se sentisse em casa nesse país e na nossa família. Mas agora você é uma ninguém pra mim e eu espero não te ver mais. _ disse minha mãe mais controlada e eu a soltei. Lindsey chorou ainda mais ao ouvir aquelas palavras_ Você pode ter quanto dinheiro quiser menina, mas nunca mais vai ter a sua família, então você perdeu tudo. E eu não quero te ver nunca mais. E saiba que se eu souber que você fez algum mal para a minha família, eu mesmo acabo com você e você sabe do que eu sou capaz. Você bem sabe...

 

_ Eu sei disso tudo, só me perdoe, por favor... _ disse Lyn chorando e afastando os cabelos do rosto.

 

_ Acho que deve pedir perdão para outras pessoas Lindsey, não pra mim. Se não os respeitou, muito menos eu.

 

_ Mãe. _ falei sério olhado pra ela e ela me encarou_ Vá pra casa agora. Já chega.

 

_ Filho...

 

_ Já chega. É melhor a senhora ir. Eu tenho que trocar umas palavras com Lindsey.

 

_ Está bem, não precisa me expulsar. Eu vou, mas se essa aí te fizer algum mal, eu volto na mesma hora pra terminar o que comecei hoje. Porque me agradaria muito dar a ela a bela surra que nunca levou.

 

_ Mãe! Não é a senhora mesmo que só vive falando que não se resolve nada com violência? Pois então...

 

_ Mas algumas pessoas... _ falou voltando a olhar de cima pra Lindsey_ Precisam de uns tapas pra aprender a ter decência já que não aprederam da maneira tradicional.

 

_ É melhor a senhora ir, quer que eu chame um táxi?

 

_ Não, eu vou a pé mesmo. Estou cansada, mas ainda tenho muita força, andar uns quarteirões vai me fazer bem.

 

_ Tem certeza?

 

_ Sim filho, vou andando, ainda é cedo, não tem perigo. _ ela disse me abraçando_ Fique com Deus, e..._ olhou pra Lindsey pra dizer_  Cuidado com essa víbora.

 

_ Tchau mãe.

 

_ Tchau querido.

 

_ Só me deixa falar, por um minuto... _ pediu Lindsey a minha mãe que se virou pra trás e a encarou.

 

_ Não, eu não deixo. Não quero ouvir a sua voz, nunca mais fale comigo. _ falou a minha mãe e segurou a sua bolsa com firmeza se virando e seguindo pela calçada por seu caminho.

 

Lindsey chorou como nunca.

 

_ O que está fazendo aqui Lindsey? _perguntei me aproximando dela.

 

_ Eu vim ver a Ban e falar com você...

 

_ Eu não quero falar com você. _ disse e olhei pra trás ao ouvir um barulho de passos andando rapidamente até mim.

 

Era Frankie...

 

_ Gerd, você está bem?

 

_ Sim estou, não se preocupe.

 

_ É que eu ouvi uma confusão e fiquei com medo de que alguém o tivesse machucado.

 

_ Não, comigo está tudo bem, como pode ver é só a Lindsey. _ falei e Frank assentiu.

 

_ Eu vou indo pra casa. Pra vocês conversarem.

 

_ Você fica Frank, ela que vai embora. Já sabe que não é bem vinda aqui.

 

_ Por favor, o que eu tenho pra falar só vai te tomar uns minutos. Escute-me... _ pediu ela com os olhos inchados e o rosto molhado pelas lágrimas.

 

_ Eu não...

 

_ Escute-a Gerard. _ pediu Frankie tocando meu braço e eu voltei meu rosto para vê-lo_ Ela parece alterada. Leve ela pra dentro, dê um copo de água e escute o que ela tem a dizer, ela é a mãe da Ban você sabe disso. _ disse Frankie olhando apreensivo para Lindsey.

 

_ Mas eu não quero...

 

_ Mas é o certo. _ disse ele e me confortou_ Tudo bem, conversamos mais amanhã ou outro dia, mas por agora está decidido, eu vou pra casa e você vai conversar com ela. De acordo?

 

_ De acordo. _ falei assentindo.

 

_ Fique calmo e até logo Gerd.

 

_ Até logo Frankie... _ falei e ele olhou pra mim e logo para Lindsey com pena mais uma vez então ele se virou e foi embora.

 

-S2-

 

_Seja breve. _ falei já sentado em meu sofá e com Lindsey segurando seu copo de água totalmente trêmula e bebendo-o.

 

_ Eu vou ser. _ disse ela e entregou o copo a Angie que a olhou com pena e voltou a cozinha nos deixando a sós. Lindsey logo secou suas lágrimas e tentou se recompor. Seu rosto estava um tanto ferido e extremamente vermelho no local em que minha mãe a agredira_ Quem diria que o Iero me ajudaria a essa altura...

 

_ Graças a ele que está sentada aí agora.

 

_ Eu sei...

 

_ Então sabe que ele tem um senso de bondade que você nunca vai ter.

 

_ Eu sei...

 

_ Então diz logo o que veio dizer.

 

_ Eu sinto falta de vocês, e da nossa casa...

 

_ É pra isso que veio? Pra dizer que sente falta depois de tudo que me fez? Como pôde Lindsey? _perguntei olhando-a sério_ Como pôde tirar a Ban de mim daquela maneira? Tão cruelmente...
 

_ Eu estava louca Gee...

 

_ Não me chame assim, nunca mais. Você perdeu o direito depois de fazer o que fez.

 

_ Eu sinto tanto... _ falou ela voltando a chorar e eu quase senti pena, quase, mas eu ainda estava muito ressentido pelo que fez com a minha filha.

 

_ Ela é a minha vida Lindsey, é tudo pra mim. Como pode fazer aquilo dizendo que me amava?

 

_ Eu te amo.

 

_ Não seja mentirosa.

 

_ Sei que não vai acreditar, mas eu te amo e é por isso que eu deixei que Ban voltasse e é por isso que vou deixá-los em paz a entregando de papel passado, como quer. _ disse ela e olhou nos meus olhos_ Os papéis que o advogado te mandou estão do seu agrado?

 

_ Estão. A guarda total da Ban é o que havíamos combinado antes, mas como eu vou saber que não está armando mais nada?

 

_ Eu não tenho por que.

 

_ Tem sim, você quer me ver infeliz.

 

_ Eu não quero...

 

_ Então por que fez tudo aquilo?

 

_ Porque eu estava com raiva, com ódio!_ gritou ela voltando a chorar_ Eu estava perdendo tudo e o Iero ganhando, ganhado você...

 

_ Já chega, vá embora daqui.

 

_ Deixe-me falar.

 

_ Eu não estou com paciência para os seus dramas Lindsey, quero você bem longe de mim. Você sabe, eu posso perdoar tudo, menos que se meta entre minha filha e eu, e você fez justo isso.

 

_ Eu nunca mais vou me meter entre você e a Ban. Se não vai me perdoar, tudo bem, vai doer muito em mim, mas eu sei que mereço. Mereço o tapa da sua mãe, a piedade do Iero, da Angie, o seu desprezo, mereço tudo de ruim... _ falou ela chorando_ Eu não vou te prejudicar mais... Eu estou sozinha agora. Totalmente sozinha.

 

_ O que aconteceu?

 

_ A Charlie morreu. _ ela falou e olhou pra mim_ Eu... eu perdi minha mãe semana passada...

 

_ Eu sinto muito.

 

_ Eu também, só foi o tempo de eu chegar lá e no mesmo dia eu perdi ela, nós tivemos poucas horas juntas. E eu nunca mais vou vê-la.

 

_ É muito triste isso, eu sinto de verdade. A Charlie apesar de tudo era uma boa pessoa. E te amava...

 

_ Eu sei. _ disse ela ainda aos prantos_ Apesar de ter sido tão negligente comigo a vida toda, ter se drogado, se embebedado desde que eu era pequena e se prostituído bem na nossa casa, levando homens pra lá o tempo todo, ela nunca deixou que tocassem em mim. Que me fizessem mal por mais que tentassem. E ela sempre colocou comida na mesa. A coitada não tinha muita alternativa, já que era sozinha com uma criança... E o médico dela me disse que minha mãe tinha sérios problemas mentais de longa data. Eu me senti culpada por deixá-la sozinha por tantos anos, ela deveria ter se tratado, sido internada, sei lá...

 

_ Lindsey, você de tão longe sempre pensou nela, ligava, mandava uma boa quantia em dinheiro todo o mês e comprou uma casa melhor pra ela morar. Não se culpe tanto, ela sabia que você se importava, e agora já passou...

 

_ Sim, vou sentir falta dela e da sua mãe também. Uma das partes mais difíceis nesse processo foi saber que eu a perderia pra sempre. Dona nunca perdoaria alguém que fizesse mal a você. E eu fiz, mesmo sem ter a intenção. Bem que eu mereci esse tapa. E ela poderia até me dar aquela surra que falou que eu não tiraria a razão dela, faria o mesmo se alguém machucasse a minha filha.

 

_ Sei que sim.

 

_ E além de vocês eu perdi toda a sua família. É como Dona disse, ela era como uma mãe pra mim nesse país, foi isso que ela disse quando cheguei e isso que sempre foi pra mim e eu retribuí magoando todo mundo.

 

_ Já passou.

 

_ Não, ainda está acontecendo. E acho que sabe, eu não estou mais com a Frances, ela me deixou e eu não sei mais nada dela desde o dia em que buscou a Ban. Era de se esperar, depois de descobrir tudo que eu fiz.

 

_ Pois é, você poderia ter sido honesta com ela, comigo, mas acabou ferindo a todos e agora está sozinha.

 

_ Nem amigos eu tenho já que as aqui do bairro eu não tenho nem coragem de falar com elas e a Ann, bem você sabe... E é culpa minha mesmo, eu não merecia nenhum de vocês, espero que um dia eu mereça.

 

 _ Você pode melhorar Lindsey, basta querer. Eu não sou santo, mas é o que eu faço, eu tento melhorar sempre, mesmo fracassando.

 

_ Você é um bom homem Gerard, e me fez feliz apesar de tudo. E eu nunca vou esquecer como você e sua família cuidaram de mim. Graças a você agora eu sei o que é uma família, eu nunca tive uma antes de você e nunca cuidaram de mim como você cuidou.

 

_ Era o mínimo que eu poderia te oferecer, você sabe que eu queria muito mais, só que não pude.

 

_ Eu sei, mas me dou por satisfeita ao lembrar de como você me tratava, nos bons momentos. Eu te conheci e não sabia nada sobre você, mas foi só entrar de vez na sua vida e ter um pouco de carinho que eu te amei, foi por isso que eu me apaixonei por você, porque cuidou de mim.

 

_ Eu sinto que não tenha tido um lar como eu e que não tenha tido o amor que sonhou comigo.

 

_ Eu também, e o que mais me magoa é que eu nunca vou chegar aos pés das pessoas que ama, eu me espelhava muito na Dona, uma mulher tão direita como minha mãe nunca foi, e eu tentei inutilmente ser.

 

_ Você tentou, e vai continuar tentando. Repense as suas atitudes e faça escolhas melhores da próxima vez.

 

_ Eu vou. _ ela falou se levantando e abrindo a bolsa procurando algo ali e vindo até mim_ E eu já vou embora.

 

_ Não vai ficar e esperar pra ver a Ban?

 

_ Não... É melhor não. Eu não conseguiria vê-la, ela ia chorar e eu não conseguiria ouvir de novo que ela me odeia. _ Lindsey disse triste e entregou-me algo_ Dê isso a ela. Converse com ela, por favor. Diga que eu a amo e cuide dela pra mim.

 

_ Claro. _ falei segurando o batom de Lindsey em minha mão_ Ban vai adorar.

 

_ Eu sei, é pra ela se lembrar de algo bom em mim. Dos momentos bons que passamos. É novo e depois eu compro outro pra mim, é o de sempre. A dê quando achar apropriado, não precisa ser agora. Eu confio em você.

 

_ Eu conversarei com ela no momento certo, não se preocupe. _ falei me levantando e ela foi até a porta comigo_ Aonde vai agora?

 

_ Eu estou voltando pra Inglaterra, pra casa que era de minha mãe. Preciso reconstruir minha vida, voltar ao começo e tentar ser alguém melhor.

 

_ Faça isso.

 

_ Qualquer dia eu volto e espero ver você e Ban felizes.

 

_ Nós seremos. E boa sorte com sua nova vida.

 

_ Obrigado Gerard. E... _ disse ela olhando pra mim antes de sair_ Não é como se eu fosse sumir, te esquecer, ou desistir de tudo, é só um recomeço. _ assenti e ela prosseguiu_ Adeus.

 

_ Adeus Lindsey.

 

-S2-


Notas Finais


Capítulo tenso meu povo. Tenso mesmo.

Vamos por partes:
- Frerard ainda não rolou, um mês depois da confusão toda. :-( OMG!
- Pai do Frank cada vez pior. E Frank cuidando dele mesmo depois de tudo. <3
- Kristin doente e o Tom, nosso bebê Way, correndo muito risco. :-(
- Dona fazendo as pazes com o filhote. <3
- Dona sendo contra Frerard~como sempre. </3
- Dona surtando pra cima da Lindsey! Gente, só uma coisa, quando ela deu um tapa na cara da Lyn, ela não foi homofóbica ali, mesmo Dona se escandalizando por Lyn ter ficado com uma garota, o que deixou-a com mais raiva foi o fato de Lyn ter prejudicado tanto o filho dela. Não foi certo, mas como a própria Lindsey disse, ela faria o mesmo com quem machucasse a Ban. Lyn sabe que merece estar sozinha.
- Por falar em estar sozinha, RIP Charlie. :-(
- A mãe da Lyn morreu mesmo gente. É uma personagem muito especial apesar de ter participado tão pouco.
- Charlie teve uma vida muito infeliz e como viram a Lindsey se tornou essa pessoa sem juízo muito por conta do passado dela.
- Imaginem, a Ban e os pequenos Iero vivendo num ambiente que a Lyn viveu.

Eles são maravilhosos e são cercados de amor, mas a Lindsey não teve isso, não teve paz em casa.
Imagine você ser filha única de uma doente mental que por acaso se prostitui porque não tem outra opção, e essa criança, ainda tão pequena dividir uma casa velha com essa mãe problemática e ouvir todos os dias a mãe fazendo "aquilo" no quarto ao lado para ganhar uns trocados e alimentar a garotinha. Sem contar nas agressões que a Charlie sofreu, e a Lyn viveu no meio disso tudo.
Não é pra terem pena dela, eu sei que dá, mas eu só quero mostrar uma realidade diferente.
Diferente de todo amor em família que nós vivemos aqui, e mostrar algo que também existe e infelizmente por conta disso, existem pessoas tão infelizes e confusas como a Lindsey, não que ela seja má, ela não é mesmo.

E sobre a doença mental e os transtornos, qualquer hora eu coloco aqui especificamente o que cada personagem tem, a Charlie, o Jack, o Simons, o G e a Lindsey. Sim, a fic é trabalhada na psiquiatria rsrs.

<3 Links da fic:

<3 Link com a trilha sonora da fic: https://open.spotify.com/user/msvvfiction/playlist/6B1qnfvEZEN8zPLRJVPrX0

<3 Link com o trailer da fic: https://boyslikeboysohyeah.tumblr.com/post/148658330591/msvvtrailer

Obrigada por tudo meus amores.
Contem-me as opiniões!
Até quarta no próximo capítulo.
Beijos <3


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