História Máscaras - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, D.O, Kai, Personagens Originais, Sehun, Xiumin
Tags ?2concursoexofanfics?, Baeksoo, Dtehospital, Mistério, Suspense
Exibições 28
Palavras 2.713
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Não sou uma escritora muito boa, mas com o tempo vou melhorar.
Bom meus seres humanos lindos, eu tentei fazer uma fic mais dramática kkkk não sei se deu certo, mas o que vale é a intenção, não é mesmo?
Bom espero de coração que gostem ♡
Boa leitura meu povo!

Capítulo 1 - Eu te amo...


    -Alô ?

    -Precisamos de você aqui. Sehun está muito ocupado na UTI, e entrou um paciente gravemente ferido...

    - Okay okay, entendi, estou à caminho.

 

    Eram três horas da madrugada, e lá estava eu, correndo desesperado pela casa  atrás do uniforme e maleta. Não era meu plantão, mas não é isso que fazemos? Salvar vidas não é a prioridade?. Sehun e eu somos os únicos médicos cirurgiões daquele hospital. Depois que terminei de achar minhas coisas, peguei as chaves do carro, entrei apressado e sai dirigindo. Não tinha movimento, as ruas estavam bem tranquilas, pelo menos pareciam estar, até que alguém bate com tudo na traseira do meu carro, como consequência fui empurrado para frente e bati a testa no volante, foi tudo muito rápido, minha cabeça doía e tudo em volta começou a girar, eu abri a porta desorientado e cai de joelhos no asfalto, passei as mãos me analisando, aparentemente não estava com ferimentos graves, só pequenos cortes,  ainda meio tonto me levantei e fui me aproximando devagar do outro carro. A frente estava totalmente destruída, tinha um indicio de fogo, eu me aproximei mais e avistei um corpo inconsciente com o rosto cheio de sangue no lugar do motorista, ele estava sozinho, abri a porta do carro e chequei seu pulso, seu coração ainda batia. Isso só podia ser algum tipo de milagre, devido a violência da batida, me admira muito ele ainda estar inteiro. O fogo continuava a crescer cada vez mais, precisava tira-lo  de lá, juntei forças e removi o corpo e o arrastei para longe dali; sei que isso é contra os meus principios, que dizem que em hipótese nenhuma pode mexer em um corpo que sofreu um acidente para não danificar ainda mais a saúde do indivíduo, mas não tinha outra opção. Quando coloquei o corpo no chão, sentei no chão e  imediatamente peguei meu celular e liguei para a emergência, uns cinco minutos depois o carro explodiu e os destroços quase voaram na gente,  não consegui pensar em mais nada naquele momento.
Depois de mais dez minutos a ambulância chegou, dela desceram dois enfermeiros,  a Ji Hyun e o Minseok,  eles traziam uma maca.

    - Meu Deus Kyungsoo,  o que aconteceu aqui?- Perguntou Ji Hyun.

    -Não sei ao certo, foi muito rápido,  quando vi o acidente já tinha acontecido-Falei.

    -Você também precisa de cuidados, já viu seu estado? Venha eu vou fazer um curativo- Disse ela.

Nós entramos na ambulância,  fomos em direção ao hospital.  No caminho, Minseok limpava o rosto cheio de sangue do homem deitado, e quando estava completamente limpo pude ver bem o seu rosto, eu já o havia visto antes, nós tomamos café no refeitório do hospital uma vez.

    -Bae...Baek...Baekhyun! - Exclamei lembrando o seu nome.

    -Você o conhece?- Perguntou Minseok.

    - Nos encontramos uma vez,  mas não chegamos a ser amigos, não tenho quase nenhuma  informação sobre ele- Falei.

    -Isso é ruim... o carro explodiu...não traz documentos com ele, vamos ter que esperar acordar- Disse ele.

    -Eu cuido dos papeis de entrada, ele não parece ter ferimentos graves, mas não custa nada fazer alguns exames para conferir.

     Depois de um tempo chegamos, e eu fui direto para a UTI para cuidar do meu paciente, o que precisava de cirurgia, Kai me recebeu correndo.

    - Por que demorou tanto?- Perguntou por conta de eu morar bem perto dali- Não temos muito tempo- Disse.

    -Depois te explico. Me dê o relatório- Falei.

    - Ele chegou aqui à  uma hora, seu estado é crítico e respira com dificuldades, está com duas costelas quebradas e possui ferimentos de faca por todo o corpo, principalmente na região das costas,  está sofrendo hemorragia.

    -Kai preciso que você cuide de um paciente que acabou de dar entrada, diga a Ji Hyun que quero falar com ele quando acordar- Falei enquanto buscava as ferramentas para começar a cirurgia.

    - Estou indo.

...

    Depois dessa noite longa, voltei para meu segundo lar, meu consultório,  lá tinha de tudo, menos uma cama, que era o que mais precisava nesse momento, tive que me contentar com a poltrona mesmo, sentei nela confortavelmente e acabei adormecendo. Acordei umas onze horas da manhã, terminei a cirurgia às nove horas, mas parecia que só havia piscado, meu sono não durou muito, alguém bateu na porta e entrou.

    -Desculpe senhor, o paciente que você quer ver acordou, ele está no quarto 201 no segundo andar- Disse minha secretária.

    - Obrigada- Disse.

    Me levantei e sai pelos corredores até chegar em frente ao quarto 201, a porta estava encostada, eu abri devagar e entrei, me aproximando da sua cama.

    -A enfermeira disse que você queria me  ver- Disse Baekhyun.

    -Ah sim, você está bem? -Perguntei, era obvio a resposta.

    - Na medida do possível... você não veio só por isso não é?- Disse ele colocando as mãos no rosto.

    - É verdade,  bem... quero saber por que você bateu no meu carro- falei direto.

    -Não foi por querer...- Falou com a voz tremula- Eu... me desculpa...

    - O que aconteceu? -Quando fiz essa pergunta ele começou a chorar, tentava esconder o rosto para limpar as lágrimas.

    -Uma coisa horrível!  Vai chamar a polícia?-disse  olhando no fundo dos meus  olhos. Ele parecia tão frágil.

    - Eu não vou envolver a polícia,  você só tem que me contar o que fez você sair três horas da madrugada e bater no meu carro.

    - Minha namorada,  ela... m-me traiu de um jeito horrível, na minha própria casa,  não quero entrar em mais  detalhes,  por favor, eu sai sem rumo, eu não vi você,  não tinha ninguém lá e de repente...- Foi interrompido pelo choro que vinha mais forte.

    - Calma...- Falei me sentando ao seu lado colocando uma das mãos em seu ombro, isso estava de algum jeito me comovendo, ele de repente se encostou em mim e colocou a cabeça deitada em meu peito, eu deixei, não tinha coragem de afasta-lo.

    - Eu vou pagar o conserto- disse ele um pouco mais tranquilo.

    -Não se incomode com isso agora, apenas descanse.

    - Você... se lembra de mim?- disse receoso.

    -Sim. Eu me lembro.

    -Sabe, fiquei muito feliz em ter conversado com você aquele dia, realmente precisava me distrair.

    - Eu fiquei tagarelando sem parar sobre minha vida, mas você pelo contrário, não me contou muito sobre a sua.

    -Você não precisa saber quem sou, só o que vê já basta para me conhecer.

    - Maneira interessante de pensar, mas me parece um pouco egoísta.

    - Por que acha isso? -Perguntou.

    -Privar outra pessoa, de criar laços com você, não me parece certo.

    - E você queria criar laços comigo? - Perguntou com certa malícia no olhar, como aquela pessoa que estava conversando minutos atrás mudou tão drasticamente? E agora está me provocando?

    - Bom, não quis dizer que essa pessoa sou eu.

    - Você é direto-riu- mas jura que não está nem um pouquinho "interessado"?

    -Interessado...- disse engolindo em seco-O que quer dizer com isso?

    - Não se faça de bobo, você entendeu.

    - Não.  Eu não entendi.

    - Agora você entende?- Disse se aproximando de mim, de repente ele me dá um beijo. Primeiramente fiquei paralisado, depois que minha esposa morreu,  eu nunca mais tinha beijado ninguém,  até aquele momento, e em hipótese alguma pensei que o primeiro beijo depois disso fosse com outro homem.  Eu o afastei.

    - O que pensa que está fazendo?- falei espantado.

    - Te beijando. Não me diga que você não quer, porque seus olhos me dizem ao contrário.

    -Baekhyun...- Tentei dizer mas ele se aproximou novamente, dessa vez a sua voz calma me convenceu, e deixei que me beijasse mais uma vez. Eu peguei na sua nuca e em seus cabelos, eles eram macios como um lençol de ceda, ele ponhou as mãos, uma em meu ombro, e a outra na minha cintura. O beijo foi suave e lento, como se não tivessemos pressa para termina-lo. Depois não dissemos nenhuma palavra, apenas deitamos, ele acabou dormindo novamente. Aproveitei para deixa-lo sozinho um pouco, não era uma boa hora e nem local para começar a fazer um interrogatorio, e muito menos ficar de amassos. Voltei para meu consultório e fui falar com a minha secretaria, seu nome era  Feng zhaou, ela é chinesa.

    - Poderia abrir a pasta de registros  para mim, por favor?- Falei.

    - Claro, só um instante... Prontinho- disse ela depois de alguns minutos digitando.

    - Mais uma vez obrigado, você poderia me deixar a sós por um momento?- Falei meio sem jeito.

    - Okay, qualquer coisa me chame- Disse indo para outro lugar.
  

    Me sentei na mesa dela e começei a olhar, queria mais informações para os documentos de entrada do Baekhyun.

    -Que estranho... aqui não diz nada sobre... será que ele nunca se consultou aqui?- Falei baixo- E se tentasse procurar por acompanhante?- Digitei varias vezes, mas não encontrei nenhum registro sobre ele- Talvez ele só tivesse visitando  alguém...

      ...

    -Kyungsoo! - Chamou Kai.

    -O que aconteceu?- Falei preocupado.

    - O Baekhyun sumiu!

    -Era só o que faltava, eu vou ver as câmeras- Falei, era incrível, como todos os problemas desse hospital, sou só eu  que chamam para   resolver tudo  sozinho.

     Sai em direção a uma salinha nos fundos do terceiro andar, cheguei lá e estava vazia, me sentei e coloquei os vídeos de segurança para rodar, pude observar uma cena muito estranha, Baekhyung não saiu do hospital,  ele saiu de seu quarto e foi para a UTI, pena que só tem câmeras nos corredores, o que ele foi fazer lá? As imagens foram passando, mas ele não saia de lá, decidi então ir ao seu encontro. Chegando lá Sehun veio em minha direção.

    -Soo, seu paciente não está nada bem, ele regrediu- Disse preocupado.

    - Vou vê-lo imediatamente- Disse seguindo até seu quarto.

    - O que aconteceu?-Perguntei chegando perto da cama onde se encontrava.

    - Ele estava estável até duas horas atrás, não entendo o que houve, começou a piorar cada vez mais- Disse uma enfermeira.
    - Deixe me examina-lo- Falei enquanto aproximava meu estetoscópio do seu peito, mas levo um susto quando o mesmo segura em meu pulso.

    -Ele, ele, não confie, por favor- Disse o homem desesperado.

    - Ele quem?- Perguntei confuso.

     - Foi ele, ele fez...isso...comi...- Disse parando de repente, seus batimentos cardíacos haviam parado.

    - Sobre o que ele estava falando? -Disse ela.

    - Não sei, mas eu vou descobrir- Falei decido.

     Pedi para que ela o encaminhasse para o IML, e continuei a minha busca por Baekhyun. Perguntei a todos ali presentes se tinha visto um homem com as suas características,  mas ninguém viu nada, ele simplesmente desapareceu como um fantasma. Frustrado, voltei para meu consultório e tive uma grande surpresa.

    - Baekhyun?  O que faz aqui?

    -Desculpa eu não consegui ficar longe, e também  eu quero ir embora.

    - Você não pode ir embora daqui, ainda está fragilizado.

    - por favor! Eu estou bem agora, me tira daqui.

    -Tudo bem... Vista isso- Falei abrindo meu armário, pegando uma muda de roupas que eu guardo de reserva, jogando para ele.

    - Obrigado- Disse sorrindo.

    Nós dois fomos até o estacionamente, como perdemos nossos carros,  liguei para um taxi.

Já dentro do táxi.

    - Para onde iremos?- Perguntei a Baekhyun.

    - Não posso voltar para casa...
    - Você pode ficar na minha se quiser- Sugeri.

    -Não posso aceitar. Isso seria abusar de mais da sua boa vontade.

    -Eu insisto.

    - Tudo bem.

    Depois desse dia Baekhyun começou a morar comigo por três meses, ele estava carente, era o que eu pensava, tinha acabado de terminar um relacionamento de anos, ele estava abalado, nós tinhamos uma boa relação, ele era tão doce e amável,  mas as coisas começaram a passar dos limites, ele começou a ficar loucamente obcecado por mim, não me permitia ligar, ou mandar mensagens para outras pessoas, chegou ao ponto dele quebrar meu celular, toda vez que ia para o hospital era uma guerra, ele não queria que eu me aproximasse de outras pessoas. Um dia ele ultrapassou as Bareiras do limite, foi muito mais além do que qualquer outra pessoa já foi.

    - O QUE VOCÊ FEZ BAEKHYUN? - Gritei horrorizado.
    - Nada de mais- Disse ele calmo.

    -NADA DE MAIS? VOCÊ A MATOU!-Disse ainda mais horrorizado por tamanha frieza. Ele havia esfaquiado Ji Hyun,  ela estava preocupada comigo por não dar mais notícias,  então decidiu vir até aqui me ver, esse foi seu pior erro. Que tipo de monstro eu havia trazido para minha vida?

    - Você me desobedeceu, eu disse que não era para ver ninguém.

    - Precisava mata-la? - Disse. Ele se aproximou de mim, eu tentei correr.

    -Se eu fosse você não faria isso.- falou puxando uma arma do cos da calça.

    - Baekhyun... por favor...

    -Não vou te machucar meu amor, é só vim comigo.

    Eu fiz o que ele mandou. Nós fomos até uma casa um pouco afastada da cidade, entramos, e ele me levou até um quartinho, e nas paredes haviam varia fotos minhas, e mais ao fundo havia um quadro negro cheio de escritas, planos traçados e ligações,  parecidos com aqueles que vemos em filmes policiais, estava apavorado.

    - Chegamos! Não é lindo, fiz tudo isso para você-Disse sorrindo.

    - O que pretende com tudo isso?

    -Você não gostou da minha surpresa- Falou desapontado.

   Fiquei em silêncio.

    -EU FIQUEI MESES PLANEJANDO COMO CONSEGUIR ME APROXIMAR, TIVE ATÉ QUE MATAR AQUELE CARA PRA SOFRER UM  ACIDENTE, EU PODERIA TER MORRIDO SEM PODER TE TOCAR, SUMI COM A CACHORRA DA MINHA EX PARA PODER OCUPAR ESSA CASA TODA SÓ PARA A GENTE, VOCÊ É UM INGRATO-Gritou apontando a arma para mim.
    
    -Você tá me assustando-Disse colocando as mãos para o alto.

    - Amor... Desculpa, não quis causar isso, é só que eu te quero só para mim...- Falou com uma voz doce.

    - Eu te desculpo, não percebi o quanto você fez por mim, eu é que tenho que te pesir perdão- Falei entrando no seu jogo.

    -Sabia que iria entender- Sorriu vitorioso. Quando estava chegando perto de mim eu aproveitei o seu momento de descuido e segurei na arma.

    - Larga! Você sabe  que não pode comigo, eu sou seu amor, seu idiota, por que não enxerga isso?

    - Eu nunca vou ser o seu amor!-nós entramos em luta corporal para ver quem tomaria pose da arma,  caimos no chão rolando pelo piso  frio em uma luta incansável, até que escutamos um barulho de tiro, a arma havia disparado.

    - Você acertou mesmo o meu coração... Ahh- disse enquanto caia sobre o meu corpo. Sentei e o coloquei deitado em meu colo.

    - Você vai ficar bem... - Menti, a bala passou literalmente raspando no coração, não tinha mais o que ser feito,  o ferimento era muito profundo.

    - Você sempre diz... isso- Falou engasgando com seu próprio sangue.-Eu te am...- Deu seu último suspiro e faleceu em meus braços.

...

    -Kyungsoo! Fala comigo! O que você fez?- Disse Baekhyun chorando- Porque? Porque você fez isso?

    -Temos que chamar as autoridades- Disse Sehun- Você era muito apegado a esse garoto... sinto muito.

...

  
  Kyungsoo era paciente aqui do hospital psiquiatra a anos, e sofria de esquizofrenia,  mas estava sendo tratado, eu como Medico, não devia me apegar aos pacientes, mas alguma coisa naquele garoto era bom. Foi uma grande perda, nunca vou esquecer o jeito que o garoto faleceu, ele se matou, ele enfiou um pedaço de espelho no seu próprio coração,  eu não sei porque, ele estava indo tão bem com o tratamento, era simplesmente, uma pessoa adorável.

   

   

   
   


Notas Finais


Obrigado meus anjos por lerem até aqui,mais uma vez espero que tenham gostado.
Beijocas de unicórnios ♡♡♡♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...