História Masmorras - Capítulo 4


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Lílian L. Potter, Luna Lovegood, Minerva Mcgonagall, Neville Longbottom, Personagens Originais, Rose Weasley, Rúbeo Hagrid, Scorpius Malfoy, Tiago S. Potter
Tags Harry Potter, Masmorras, Mistério, Segunda Geração
Exibições 30
Palavras 2.693
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem

Capítulo 4 - Perguntas sem respostas


“E O JOGO COMEÇA! Temos uma parte relativamente calma, os jogadores ainda se acostumam com a primeira partida de Quadribol do ano... Dois minutos de jogo e vemos Grimi lançar o balaço em James! James desvia! Com a distração Kira marca um gol para a Lufa-Lufa! 10 pontos para os amarelos, e a torcida grita por eles! ... MAS ESPERE! Aquele é James Potter perseguindo o pomo? O goleiro MacQueen agarra o balaço e o joga em Hunter que cai no gramado! Isso não seria falta para a lufa-lufa? Com a distração Grifinória marca dois gols, ficando à frente da Lufa-Lufa por 10 pontos. A torcida é a mais animada, onde está a torcida Lufana?”

O jogo contra a lufa-lufa estava lotado. Ambos os alunos torcendo para suas respectivas casas, enquanto os professores – embora muitos tinham alguma preferência – ainda sim permaneciam nulos. Hagrid por outro lado não disfarçava sua empolgação sempre que Grifinória marcava um ponto, levantava uma bandeirinha disfarçadamente sempre que isso acontecia, enquanto o professor de poções ao seu lado o fitava de canto, carrancudo.

O jogo já está terminando e será que ninguém vai agarrar esse pomo? MERLIM! James persegue o pomo de ouro em direção as arquibancadas! Felix o segue, e empurra James com sua vassoura! Terei eu visto uma certa inimizade entre esses jogadores? Esperem um pouco… É isso mesmo! James é muito rápido e está quase pegando o pomo! Felix não parece ter a menor chance contra a vassoura de James! MAS CUIDADO! JAMES ESTÁ VOANDO MUITO BAIXO! Ela vai bater! É isso mesmo! James bate com a vassoura no chão, mas o Grifinório é rápido meus bruxos! O POMO ESTÁ EM SUA MÃO! VITÓRIA PARA A GRIFINÓRIA!”

A festa é geral, o que faz os jogadores da Grifinória e alguns alunos correrem até James, o levantando para cima. “Grifinória ganhou!” Alguns alunos gritavam. 

- Ele? Ele é meu irmão! – Uma garotinha ruiva exclamava para suas amigas que suspiravam olhando James.

- Para quem não gostava de Quadribol você está bem empolgada Lily... – Falou Hugo entre risos, recebendo um olhar mortífero da amiga.

- VAMOS COMEMORAR! – James gritou mais alto que um berrador, fazendo todos os seguirem para os vestiários. 

- Onde vocês vão comemorar? – Perguntou Lily puxando a manga de Albus. – Eu quero ir também!

- Provavelmente no lago, mas lá não é lugar para o primeiro ano. 

- E se eu for?

- Não pode Lily! 

A garota cruzou os braços, emburrada.

- Não pode me obrigar a ficar. – Ela sorriu vitoriosa fazendo Albus dar de ombros.

- Você que sabe, apenas vai passar vergonha lá!

Lily afastou-se, sentindo as palavras de Albus arderem.

- Lily espera... – Ele a segurou, colocando as duas mãos em seu ombro.

– Não é isso.... É que só vai ter meninos lá, e nem eu nem James queremos que eles deem em cima de você. Vamos acabar brigando.

A ruiva girou os olhos, dando um sorriso por fim. 

- Tudo bem.

Albus sorriu e se afastou, entrando no vestiário, fazendo Lily apenas dar um suspiro e girar os calcanhares em direção a Hugo.

...

 

Os jogadores da Grifinória junto com Albus seguiam animados pelas escadas de Hogwarts em direção ao lago. Cantavam algumas músicas e carregavam pequenas garrafas de cerveja amanteigada escondidas nas vestes. Ambos gargalhavam de coisas sem sentido, e ora ou outra, comentavam sobre as meninas desse ano. Até que uma movimentação mais a brusca, junto a quadros que choravam perto em desespero, fizeram todos pararem onde estavam. 

Edghar estava parado de costas, enquanto Minerva junto com Hagrid, o professor Lionel de poções e Papoula Pomfrey analisavam o corpo estendido no chão. Mais atrás, podiam ver um garoto de cabelos brancos que tentava se explicar para Edghar. 

James e os garotos se aproximavam.

- Eu o encontrei nesse estado! Eu não mexi nele!

Albus deu um passo à frente, reconhecendo a aparência gorducha do garoto caído no chão. Sua boca estava aberta como em um susto, seus olhos brancos e arregalados como se apenas o globo ocular existisse, enquanto sua pele estava cinza e aparentava estar muito gelada. 

- Wills... – Albus sussurrou, parando em frente ao corpo do amigo, enquanto os professores tentavam afastar os outros alunos.

- Todos se afastem! – Hagrid se colocou na frente.

Os olhos de James estavam apavorados e presos no corpo de Wills, enquanto os outros alunos faziam perguntas que ninguém ali sabia responder. Quem havia feito aquilo? Quando isso aconteceu? Como isso podia ter acontecido em Hogwarts? E por que? 

Minerva logo se colocou na frente dos alunos.

- Escutem! Quero que todos voltem para seus dormitórios em silêncio, e que ninguém aqui comente o que aconteceu. 

Os alunos se olharam, e antes que pudessem reclamar o professor Edgar se manifestou.

- Se não fizerem isso agora vou fazê-los esquecer de tudo em menos de dez segundos. – Falou de forma severa fazendo os alunos se afastarem. 

Albus que ainda mantinha uma expressão triste e raivosa na frente do corpo de Wills foi puxado por James. 

- Então senhor Malfoy... – Minerva virou-se para Scorpious. – Comece do início...
 

Os irmãos se afastaram, e bastou apenas dobrar o corredor para James pressionar o corpo de Albus na parede. 

- Pare com isso Albus! Não fique assim!

- Ele era meu amigo, droga! 

James respirou fundo, levando a mão ao ombro do irmão mais novo.

- Vou mandar uma coruja ao papai.

Albus concordou com a cabeça vendo James se afastar depressa, onde apenas um sentimento profundo de raiva pelo o que havia acontecido ficou em seu coração.

 

Seus olhos negros se abriram devagar, seu corpo estava mais cansado que o costume, mas lembrava-se de pelo menos ter dormido como nunca antes, embora não se recordasse do que sonhou. As falas no dormitório feminino eram evidentes, por todos os lados as meninas cochichavam sobre o que havia acontecido.

- E o que eles vão fazer a respeito? - Uma menina loira de cabelos curtos comentava com uma amiga mais alta. 

- Espero que encontrem quem fez isso. 

- Não dúvido que seja alguém da Grifinória. 

Amy colocou suas vestes e se aproximou, fazendo as meninas a olharem.

- O que aconteceu?

- Você não sabe? - A loira perguntou animada por falar com alguém que não sabia da "fofoca". Amy balançou a cabeça negativamente. - Um aluno da nossa casa, do terceiro ano foi encontrado morto. 

Amy arregalou os olhos, e pela primeira vez sua expressão não era nula.

- Mas, como ele morreu? Quem fez isso? - As perguntas sairam rápido de sua boca, o que a fez respirar fundo.

- Ninguém sabe, os professores não falam nada. 

- Pode ter sido um acidente... - Comentou outra menina.

- Jane, ele foi encontrado sem a pupila dos olhos e quase cinza... Isso com certeza é obra de algum feitiço.

Amy se afastou de vagar, sem ser notada, enquanto elas continuaram a discutir inúmeras possibilidades para o que tinha acontecido. 

Já no salão principal apesar das mesas lotadas o silêncio permanecia naqueles que sabiam o que havia acontecido. A mesa da Sonserina era a mais quieta, e de vez em quando ouviam-se cochichos em direção a mesa da Grifinória.

- Parem de olhar pra lá, não foram eles que fizeram isso. - Falou Albus já incomodado com tudo aquilo. Amy que estava ao seu lado apenas o fitou de canto, enquanto Scorpius mais afastado parou de comer. - Pode até ser alguém daqui...

- Está querendo dizer alguma coisa Potter?

Albus balançou a cabeça negativamente.

- Mas pareceu.

- Bom se a carapuça serviu...

O estrondo da mesa vez o salão ficar em silêncio, inclusive os professores, que olhavam para para Malfoy tentando entender o que havia acontecido. O loiro mantinha suas mãos firmes apoiadas na mesa, e seu olhar sombrio atingir Albus como uma faca.

- Se tem algum problema comigo Potter, podemos resolver agora.

Albus levantou-se, fazendo alguns alunos da Sonserina fazerem o mesmo. Scorpius caminhou pelo centro, levando a mão até as vestes, procurando sua varinha.

- Malfoy!

O loiro parou onde estava, olhando para o chão e com a mão imóvel. O professor Edghar se aproximou, com o olhar atento ao movimento de Scorpius.

- Sente-se agora. 

- Você foi o único que o encontrou. Como pode não saber nada sobre isso? - Albus falou entre os dentes cerrados, fazendo James levantar-se na mesa da Grifinória e se aproximar do irmão. O silêncio era total.

- Eu não sei de nada Potter, e mesmo se soubesse você é a última pessoa para quem eu contaria. 

O punho de Albus se fechou de raiva, enquanto Scorpius o lançou um olhar cabisbaixo e girou os calcanhares, ficando de costas e seguindo para sua cadeira.

A mão de Albus ergueu a varinha em uma fração de segundos, um talento tão rápido e natural que quase não se podia ver a olho nu. Mas não para ele... O professor Edghar - tutor da Sonserina - era um dos bruxos mais habilidosos de nosso tempo. 

- Expelliarmus! 

A varinha de Albus foi jogada longe, no mesmo instante em que ele foi agarrado por James. Lily que observava tudo junto com Hugo levou as duas mãos à boca. 

- Já chega! - Minerva manifestou-se. - Não permitirei escândalos dessa natureza. Leve-o para a minha sala Edghar, preciso ter uma conversa com Albus. 

- E ninguém aqui viu nada. 

Edghar falou alto, estendendo sua varinha sutilmente, fazendo todos voltarem a comer - tirando James, Albus e Scorpius - normalmente e a conversarem como se nada tivesse acontecido. 

Edghar segurou a gola de Albus, o levando para fora junto com James, enquanto Scorpius levantou o rosto com a mesma expressão fria. Seus olhos azuis voltaram-se para a mesa, onde uma garota de olhos negros o olhava de forma curiosa. Malfoy a encarou, fazendo a garota abaixar a cabeça e espremer a mão nas vestes. 

- Mas como...

Antes que pudesse completar, as corujas invadiram o salão pela janela, fazendo a atenção de todos desviarem para as cartas e objetos que eram entregues nas mãos de cada um. 

Amy apoiou o rosto em uma das mãos, sendo surpreendida por uma carta que caíra em sua frente. Ela ficou imóvel, era o mesmo formato... Sabia de quem era... Sabia o que queria com ela... Mas não, ela não queria nada com ele. Segurou com força a carta e a amaçou, guardando nas vestes, e percebendo por um momento o olhar de Scorpius queimando sua nuca. Ela levantou-se, deixando o prato limpo e saindo em direção a porta.

- Lovegood... 

- lovegood...

Demorou até ela entender que aquele chamado a pertencia. 

- Desculpe, estava distraída. - Parou antes de sair do salão principal, olhando para o professor Edghar e se perguntando de onde ele havia aparecido.

- Faltou minha aula hoje. 

Foi então que ela lembrou-se da poção... Devia diminuir a dose na próxima vez. 

- Ah sim, me desculpe.

- Só isso? - O professor a olhou com desdém.

- O que?

- Qual seria o motivo?

Amy ficou em silêncio, tentando formular alguma desculpa em sua mente, que estava apenas na carta que carregava na mão esquerda.

- Eu... Não tenho... Desculpe professor... Eu só... Dormi demais...

Edghar respirou fundo, tirando um pergaminho e a entregando.

- Quero esse pergaminho sobre o meu conteúdo da aula que você perdeu. Vai encontrar nos livros que ganhou esse ano.

Ela o segurou, tocando levemente a mão áspera de Edghar sentindo-a arder como fogo. 

- Algum problema?

Amy balançou a cabeça negativamente, guardando o pergaminho e voltando em direção a saída.

- E Lovegood... - Amy parou, mas se virar para encará-lo - A maioria de meus alunos nunca perderia uma aula de defesa contra as artes das trevas. É bom conhecer alguém que não a aprecia.

E ela voltou a caminhar, achando aquelas palavras mais estranhas que os próprios pensamentos que estava tendo naquele momento.

- AMY!!

Por Merlim, ela não iria ter sossego hoje. 

- AMY PRECISO FALAR COM VOCÊ!

Ela virou em direção a Lily, que mantinha os mesmos olhos verdes e uma beleza deslumbrante. Por um segundo sentiu inveja ao vê-la, e no outro, apenas sentiu expectativas ao vê-la vindo falar com ela. Quem sabe não havia cansado de suas novas amigas chatas? 

- Onde estava indo?

- Para a biblioteca, preciso cumprir uma tarefa. - Ela estendeu o pergaminho fazendo Lily entender,

- Eu percebi que você não apareceu, mas não era isso que eu queria te perguntar...

Não seria ruim se você quisesse saber o que aconteceu... - Pensou

- Então...?

- Ah, Minerva me perguntou querendo saber por que Lorcan e Lysander não vieram esse ano, pensei em perguntar pra você. 

Pra ela era uma novidade também, e das mais estranhas.

- Eu nem sabia que eles não haviam aparecido.

Sua voz soou triste, fazendo Lily lembrar-se das cartas que Luna nunca mandava.

- Ah desculpe... Pensei que ela já havia te mandado algo.

Amy apenas balançou a cabeça negativamente, sentindo seu rosto arder. 

- Eu não sei... Ahn, preciso fazer esse trabalho...

- Tudo bem, nos vemos depois. 

Ela concordou com a cabeça, sumindo pelos corredores rapidamente. 
Seus pés finalmente pisaram nas masmorras, mais precisamente no esconderijo que "pertencia" a Scorpius. Apoiou-se na mesma janela, sentindo o frio bater em sua face. 

“- O que aconteceu com seu rosto? – Wills aparecia em frente a seu corpo após trombar com ela no corredor. – Amy?”

Gritos

Ela levou as suas mãos ao rosto, tentando cobrir as suas próprias lembranças com sua negação. Tudo pareceu um sonho, ou lembranças que ela própria colocava em sua cabeça.

Segurou a carta que havia recebido, pensando em jogá-la fora pela janela, mas antes que percebesse, a ponta já estava sendo despreza, e seus olhos percorriam as letras embaralhadas que aos poucos iam se encaixando - apenas para seus olhos.

"Olá Amy, como vai? Desculpe por demorar a escrever, estar deste lado não é muito confortável. Sei que não quer saber de nada que envolva seu passado, mas já que abriu essa carta isso significa que as coisas estão começando a mudar e você está começando a ficar assustada. Já pegou algumas poções do sono? Esconda-as bem, mas não se engane com elas. A falsa sensação de normalidade que se quer ter é uma das mais perigodas vendas que colocamos em nossos olhos. Não se engane achando que é igual a eles. Você nunca foi e nunca vai ser uma simples bruxa. Seu destino vai interferir em tudo se não conseguir controlar o que há dentro de você, minha querida, me deixe ajudá-la. Sabe onde me encontrar.
E lembre-se, nunca se esqueça de quem você é e de onde pertence."

Amy fechou os olhos, sentindo uma raiva dentro de si e em poucos segundos rasgando a carta em vários pedaços. Ela encolheu as pernas e abraçou os próprios joelhos, sentindo o rosto arder e as pequenas lágrimas cairem de seus olhos e manchando seu rosto. Suas pernas começaram a tremer, assim como suas mãos que correspondiam a sua ensiedade. 

Harry Potter estava aqui, com os Auroros. 

Ela não sabia como, mas conseguia sentir a presença deles, ambos conversavam com Minerva não muito longe dali... Falando sobre a morte brutal de um aluno. 

Não fui eu, não fui eu, não fui eu, não fui eu...

Não, não, não, não, não...

Sua consciência gritava, enquanto um barulho na porta a trouxe de volta à realidade.

- Como você sabia? 

A voz de Scorpius Malfoy cortou o silêncio do lugar, enquanto o mesmo se aproximava mais agressivo que o normal. Amy o encarou não entendendo.

- Quando o Professor Edghar conjurou o feitiço no salão principal, apenas os que tinham envolvimento e sabiam sobre a morte de Wills não foram afetados. - Ele respirou fundo, rangendo os dentes com a impaciência. - Então vou perguntar mais uma vez... Como você sabia?

Amy saiu do apoio da janela, ficando de frente aos olhos intimidadores de Malfoy o fazendo se aproximar rapidamente. Amy sentiu seu corpo mais próximo do que deveria, mas não recuou. Apenas olhou para cima e encarou aqueles olhos raivosos que a pediam uma explicação. 


Notas Finais


As coisas vão começar a esquentar a partir de agora. :D


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