História Masmorras - Capítulo 5


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Lílian L. Potter, Luna Lovegood, Minerva Mcgonagall, Neville Longbottom, Personagens Originais, Rose Weasley, Rúbeo Hagrid, Scorpius Malfoy, Tiago S. Potter
Tags Harry Potter, Masmorras, Mistério, Segunda Geração
Exibições 28
Palavras 2.599
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Sonhos de natal


 

- Eu não sei do que está falando Malfoy. Eu apenas sei o que aconteceu com Wills porque Albus me contou.  

Sua voz saiu mais clara do que pensava que conseguiria com a mentira, e após alguns breves segundos de silêncio Scorpius relaxou o rosto, aceitando essa possibilidade - muito mais aceitada do que as outras várias que ele construiu em sua cabeça - concordando brevemente. 

- Desculpe, não quis insinuar nada. - Falou com a voz rouca. - Esqueci que vocês são... Sabe... 

- O que? 

- Como uma família. 

Amy entortou a boca. Lembrou-se dos vários momento em que Gina repetia que ela já era da família, embora muitas vezes, foi o lugar em que mais se sentiu deslocada. 

- Tudo bem, eu percebo que estão todos nervosos com isso.  

- Você não está? - Ele levantou as sobrancelhas, agora mais interessado.  

- Não. Tenho coisas mais importantes pra fazer do que me preocupar com isso... 

A frieza em sua voz fez Scorpius surpreender-se, e o mais intrigante para si mesmo foi que não duvidou sequer uma vez de sua espontaneidade.  

- Tem algo haver com poções? 

- Quem dera. Professor Edghar... 

Ela pegou o pergaminho, fazendo Scorpius levantar as sobrancelhas. 

- Você está encrencada. 

Ele deu um sorriso, fazendo Amy sentir seus olhos o fitarem mais do que deveria. E como o sorriso dele era bonito.  

- O que foi? 

- Nada! - Ela falou depressa. 

Amy desviou o olhar, abaixando a cabeça logo em seguida, guardando o pergaminho nas vestes. 

- Preciso ir... 

Ela olhou a porta aberta, e depois Scorpius que ainda estava parado poucos metros depois da mesma.  

- Boa sorte.  

Ela não respondeu, apenas ergueu levemente a cabeça em direção a ele após passar ao seu lado, voltando a encarar a porta, e logo depois o longo corredor que a esperava até as escadas, e a biblioteca. Suas mãos suavam, e seu único desejo que tudo aquilo acabasse logo. 

Que o natal chegue logo...  

 E ele chegou mais rápido que o imaginado. Os dias passaram voando e a maioria dos alunos se preocupava apenas com passar nas matérias, e com Amy não foi diferente. Além de conseguir pegar algumas poções da enfermaria, as únicas matérias preocupantes para si eram defesa contra as artes das trevas e herbologia. O último a desculpa era a maldita lembrança que não a permitia olhar para Neville Longbotton, e ela fugira sempre que ele perguntava algo sobre sua mãe. Luna nunca desapareceu tanto tempo.  

O aluno encontrado morto se tornou apenas um "boato" já que além dos que viram o corpo mais ninguém sabia, nem ao menos o que tinha acontecido depois após algumas investigações.  

Amy e Scorpius se falaram poucas vezes após as masmorras, e o importante para ela é que não eram mais palavras pejorativas ou arrogantes. Nem que fosse um simples Oi, já era um oi com um meio sorriso. 

Nas férias de natal Harry convidou todos para passarem em sua casa, o que era normal de se acontecer todo o ano. O bom dessas comemorações para Amy era que na maioria das vezes ela passava despercebida – com a quantidade de pessoas na casa – e o ruim, era que sempre tinha que aguentar as brincadeiras de James e Teddy que se divertiam incomodando todos que conseguiam. No quarto de James, ela ainda podia escutar ele e Teddy planejando alguma coisa com Rony no jantar, nas escadas Lily e Hugo conversavam sobre coisas aleatórias e sobre o que fariam em Hogwarts quando voltarem. Na sala estavam Harry, Gina, Rony e Hermione conversando sobre o ministério e preparando a janta, e após passar para os fundos, ela pode ver Rose tentando animar Albus, que não era mais o mesmo desde que Wills morreu.  

- Você não entende Rose, eles não estão fazendo nada para resolver isso.  

- Só porque você não sabe não significa que não estejam... – Comentou a ruiva com cuidado. 

- Eu sei que eles estão escondendo muitas coisas... Mas isso não é justo! 

Ambos pararam ao ver Amy na porta, tentando arrumar alguma justificativa para está-los observando. 

- Desculpem, não quis interromper. 

- Não interrompeu... 

Rose fechou a boca entre aberta com as palavras de Albus, porque na verdade queria ficar sozinha com ele, nem que fosse para discutir. 

- Parece mais animada hoje. – Comentou Albus, fazendo Amy o olhar derrepente, se perguntando se o comentário era mesmo pra ela. 

- Eu? Ahm, não, nada a ver. 

- Hum, é algum menino que conheceu? – Provocou Rose. 

- Claro que não! 

- Que menino? – Albus fechou a cara, a fitando descaradamente. 

- Não tem menino nenhum... – Falou irritada, não deixando a imagem de Scorpius Malfoy surgir em sua cabeça.  

- Sobre o que estão falando? – Lily se aproximava com Hugo. 

- Sobre o garoto que a Amy gosta... 

Amy lançou um olhar mortífero para Rose, enquanto Lily colocava as duas mãos a boca e dava pulos animada. 

- Quem é... Quem é?! 

- Ninguém! Eu não gosto de ninguém! – Sua voz saiu em desespero. 

- Se você me contar eu conto de quem eu gosto... 

Albus quase caiu de onde estava, enquanto Hugo olhava com uma cara de nojo.  

- Como assim de quem você gosta? – Albus se aproximou quase entre berros. – Você é muito nova para pensar nessas coisas! 

Lily deu de ombros, piscando para Amy fazendo Albus grunhir irritado. 

- VENHAM COMER! – Berrava Hermione de dentro da mansão. 

Logo todos já estavam sentados e apenas o barulho dos talheres eram ouvidos. Lily comia com vontade enquanto gargalhava com as piadas de James à mesa, Hugo apenas o olhava torto considerando um local inapropriado para isso, enquanto Albus estava sério, comendo de vagar. 

- Amy querida, a comida estão ruim? 

Felizmente para Amy ninguém prestou atenção na pergunta de Gina, e se não fosse pela ruiva ninguém notaria que ela não havia tocado na comida. Mas ainda sim não sabia o que sentir em relação a isso... Gostava de ter alguém que se preocupasse com ela, mas odiava que a controlassem. 

-Não, é que não estou com muita fome. - Comentou baixo, fazendo Gina a olhar de forma curiosa. 

-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! O QUE É ISSO? Tira! Tira! 

Os gritos podiam ser ouvidos por toda a rua, onde agora Rony Wesley estava desesperado em cima da cadeira apontando para a aranha que caíra de seu ombro. Os mais novos morriam de rir, inclusive Teddy que era o responsável por flutuá-la até Rony.  

Amy reconheceu aqueles olhos negros cintilantes, correndo até Tess, enquanto Rony ainda xingava nomes de todos os tipos. 

-Como vocês tem isso aqui? -  Perguntou eufórico. 

-Ela é da Amy, Rony... - Comentou Hermione, tentando segurar o riso pelo marido. 

Amy colocou a mão no chão, onde só se podia ver a aranha subindo em sua palma de livre vontade, e logo se escondendo entre sua manga. 

-Merlim! - Suspirou Rony aliviado, descendo da cadeira e sentando-se disfarçadamente. 

Mas não adiantou, todos caíram na gargalhada, enquanto Rony tentava das desculpas de que apenas se assustou pois não vira direito que bicho era.  

-Quem fez isso? 

A voz que nunca falava em reuniões de família se fez presente, fazendo as risadas irem se dissipando aos poucos. 

-Quem pegou ela do meu quarto? - Era quase impossível decifrar o que havia em sua voz. 

-Foi só uma brincadeira. - Teddy gargalhou ainda mais, assim como James, lembrando da expressão de Rony. 

-Nunca mais toque nela! - Sua voz saiu arrastada e raivosa, fazendo Gina arregalar os olhos. - Você não tem esse direito! 

-Agora ela enlouqueceu de verdade... - Sussurrou James.  

Amy sentiu seus músculos ficarem rígidos, sentindo um formigamento na ponta dos dedos, e uma vontade absurda de acabar com tudo aquilo. Sua respiração ficou pesada, e antes que pudesse fazer qualquer coisa ela correu para o outro lado, em direção a parte de fora.  

A neve atingiu sua pele descoberta, e uma sensação de vômito pairou sobre seu estomago. Ela engoliu a própria saliva tentando aliviar o vazio de seu estômago que não a deixava comer desde ontem, não evitando o jato de água que saíra de sua boca. Ela apoiou-se na árvore, colocando apenas água para fora, voltando a caminhar para mais a frente. Esquentou Tess em sua manga que pareceu se acomodar, enquanto respirava fundo sentindo o frio sobre a pele.  

Uma singela brisa atingiu sua nuca, e apenas ela, fazendo Amy virar de costas, quase imaginando que alguém estava pronto para dá-la um susto.  

Não havia ninguém. 

A mesma brisa atingiu seu braço, mas antes que pudesse recuá-lo, ela subiu por seu pescoço, parando eu seu ouvido.  

"É você..." 

Seu corpo virou-se, ela estava sozinha. 

"É você quem ele quer..." 

Seus joelhos se flexionaram para cima, fazendo Amy começar a correr na direção aposta ao vento, tentando ignorar o vazio que sentira ao ouvir aquela voz. Parou em frente a porta, onde Gina acabara de sair pela mesma, a procurando. 

-Você está ai... - Gina se aproxima e a joga um casaco. Amy o veste. - Está bem? 

Amy concorda com a cabeça, olhando para o chão. 

-Ei! Não se preocupe, eu já conversei com eles... 

-Gina...- Amy a interrompeu, ainda não olhando em seus olhos. - Luna me abandonou? 

 Gina sentira o coração apertar com aquela pergunta que nem ela própria sabia responder.  

-Não diga algo assim, é claro que ela não te abandonou. 

A ruiva se aproximou de Amy, mas antes que pudesse tocá-la como uma forma de conforto, a mesma se ergueu com um olhar confrontante. 

-Mentira! - Falou ríspida. - Eu não sou idiota! Pare de tentar mentir pra mim! Pelo menos uma vez fale a verdade que você e Harry ficam sussurrando pelos cantos. Você acha que eu não vejo? Que eu não percebo? Eu quero saber agora se ela não me quer mais!  

Gina ergueu os olhos surpresa por aquela reação, sentindo mais pena do que qualquer outra coisa daquela menina em sua frente. 

-Desculpe Amy, eu só estava tentando proteger você se tudo isso. - Falou -cabisbaixa. - Eu não posso te responder essa pergunta porque não sei onde ela está.  

-Não sabem? 

-Não... Harry mandou alguns bruxos atrás dela, mas ninguém sabe onde ela está.  

Amy ficou em silêncio, respirando fundo. 

-Desculpe por falar assim com a senhora. 

-Não tem problema... - Ela segurou na mão de Amy, dando um leve sorriso. - Só me prometa uma coisa? 

-O que? 

-Não perca a fé, não desista. 

Amy concordou com a cabeça, recebendo um pequeno fleche do toque protetor de Gina. O primeiro bom que a fez sorrir... 

" - Feche os olhos Harry..." 

"Beijo" 

... 

Todos já estavam dormindo quando a poção do sono se tornou sua única companheira da noite. Não negava para si que já estava quase viciada, mas não tinha outra escolha a não ser tomá-la. Foi a saída para todos os pesadelos que possuía. Não sentia mais dor a noite quando estava sobre seu efeito, porém qualquer ruído podia despertá-la.  

Bebeu os goles suficientes para dormir e deitou-se na cama, lembrando de tudo o que havia acontecido hoje. A raiva ainda não havia passado pelo o que aconteceu com Tess, porém as palavras de Gina pesavam em sua cabeça. A quem ela estava engando? Nunca seria parte daquela família. - Pensava. 

Fechou os olhos e pela primeira vez, durante todos os meses tomando a poção do sono, Amy sonhou. 

Caminhava pela casa, ouvia cada movimento dentro da mesma enquanto todos os cômodos pareciam janelas em sua frente. Subiu as escadas, que rangiam a cada passo, e parou em frente a porta de um quarto. Abriu a porta e entrou no mesmo, vendo James Potter dormindo esticado na cama de bruços, enquanto Teddy estava virado para o teto, parecendo estar tirando um leve cochilo.  

A janela do quarto se abriu, e da fresta começaram a surgir pequenas aranhas que caminhavam em fileiras. Amy olhou em direção a Teddy – e quase como uma ordem – as aranhas subiram na cama, a preenchendo quase que por inteira. Teddy se coçava quando elas caminhavam por seu corpo, e não demorou até seus olhos se abrirem. Ele gritou, fazendo as aranhas entrarem por sua boca e por cada parte de seu corpo vulnerável.  

Era 02:43 quando Teddy foi acordado por James, que dizia que o amigo gritava e se debatia na cama. Ronny que estava embrulhando os presentes de natal entrou no quarto, para saber o porque dos gritos. Teddy não soube explicar aquele pesadelo, e de vez em quando ainda sentia como se as aranhas entrassem em seu corpo.  

Amy agora acordada ficou em silêncio, pensando em seus sentimentos sombrios e porque havia sonhado que estava fazendo aquilo. Por fim, após mais alguns goles de poções - ultrapassando um pouco a dose – ela dormiu novamente pensando em como estava com saudades de casa.  

No quase de Teddy, se observasse bem, podia-se ver uma trilha de aranhas saindo pela janela.  

... 

-OH MERLIM! EU GANHEI! GANHEI! 

Albus já podia escutar os gritos de Lily no primeiro andar, abrindo seus vários presentes. Vestiu sua roupa quente vermelha e calçou os chinelos peludos, saindo do quarto, e já vendo James carregando sua nova Nimbus. Passou pela porta entreaberta do quarto de Lily, onde uma garota de cabelos negros estava deitada virada para parede. 

-Não vai descer? 

Amy demorou para mover-se, apenas respirando de forma pesada. 

-Não.  

Albus desencostou a porta, entrando no quarto e a encostando atrás de si. 

-Ainda está chateada por ontem? 

-Não é isso. - Respirou fundo. - Porque eu iria descer Albus? Minha mãe não está lá para me felicitar. 

-Mas nós estamos... - Ele engoliu seco, sentando-se na cama. - Eu estou... 

Amy virou-se, olhando em seus olhos. 

-Não quero estragar a felicidade deles com meu humor, então prefiro ficar aqui na cama. 

Albus levantou-se, e enquanto Amy esperava apenas ouvir a porta batendo para ficar sozinha, seu corpo foi lançado para o chão com Albus puxando o colchão da cama.  

Amy chutou sua perna fazendo-o cair ao seu lado, enquanto os dois ficaram entre gargalhadas, até o folego vencer. 

-Amy você... 

A porta se abriu, onde Rose surgia com um sorriso e um grande embrulho na mão. Albus levantou-se rapidamente, enquanto Rose apenas lançou um olhar ciumento para ele que coçou a cabeça entre risos.  

-É pra você!  

Rose o entregou o embrulho, fazendo ele agradecer sem jeito. 

-Vamos lá pra baixo? É obrigatório abrir na frente de todos! 

Albus fitou Amy, que agora arrumava o colchão em seu devido lugar, pousando os olhos em um pequeno objeto na cômoda ao lado. 

-Você também vai abrir na frente de todos Amy? 

Amy largou o colchão, fitando Albus que apontava para o embrulho ao lado. Ela o segurou com curiosidade. 

-Foi você? 

-Não... - Falou sério. 

-Depois eu desço. 

Albus concordou com a cabeça e saiu sendo puxado por Rose, que comentava que o mesmo iria adorar cada presente comprado especialmente pra ele. 

A porta foi fechada após eles saírem, deixando Amy a sós com seu embrulho curioso. Ela sentou-se na cama desfeita e o abriu com facilidade, deixando o embrulho branco cair no chão amassado, revelando um espelho do tamanho de suas duas palmas das mãos com um leve cromado de ouro em sua volta.  

Ela sorriu olhando para seu próprio reflexo, o deixando sobre a cama, e lendo a carta que viera junto com ele. 

"Apenas pense em mim que eu aparecerei. Sempre que quiser." 

Amy respirou fundo, fechou os olhos e os abriu, vendo a imagem de Bartolomeu Crouch Jr quase como um morto-vivo, surgir em sua frente. 


Notas Finais


Não enlouqueçam shuashua No próximo tudo vai ser esclarecido :D


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