História Masochist - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Palavras 1.352
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Alô alô~~

Como prometido, em exatas uma semana!
É uma pena que a maso tenha chegado ao fim! Essa história é muito importante para mim, e deu muuuita treta também isudhjaskdjaiudajs, mas eu amo essa história, e inclusive, eu amo vocês!

Eu tô triste por ter terminado, de verdade, aigoo, mas, acho que antes um fim - planejado, do que uma história interminável que para todo o sempre fique sem sentido. Eu amo vocês, e eu só tenho a agradecer o fato de vocês terem acompanhado a mim, e a maso até o fim!

Este é o último, mas, o não menos importante!

Boa Leitura, e até lá em baixo!

Capítulo 19 - Epilogue, Masochist Lover


Fanfic / Fanfiction Masochist - Capítulo 19 - Epilogue, Masochist Lover

O fim não poderia ter sido mais trágico.

Passaram-se dias, semanas, até alguns meses, e ainda sim, eu não havia conseguido me conformar. Era informação demais para processar; era a minha culpa, coisa a qual eu não poderia lidar. Não tinha, muito menos, iria, cair a ficha de que Hoseok era louco. Que todos os seus atos e atitudes haviam sido carniceiras e de mal caráter.

Ele não era daquele jeito.

Ele não deveria estar preso.

Era o argumento que eu mantinha em mente, até vê-lo com o cano do revólver apontado para a cabeça do Park – meu Park, que gritava, implorava por piedade, agarrado ao corpo de Jeon, pedindo por ajuda, minha ajuda. Era inacreditável, irreal, fantasioso e até mesmo, estúpido da minha parte não ter percebido ou suspeitado de suas ações tão gentis. Contudo, o que um desesperado, carente de afeto como eu estava, poderia ter feito?

Eu me arrependia de ter chamado a polícia. Eu me arrependia de ter me precipitado, de ter deixado os policiais terem prendido o suspeito errado. A minha pessoa aquela altura, deveria ser um mero cadáver. Em momento algum, eu mereci estar vivo, ter sido amado, tanto por Jimin ou pelo Jung.

E a maneira como tudo havia saído do controle parecia piada para o meu bem-estar. Estava prestes a perder tudo, de novo. Mais uma besteira da minha parte, tentar consertar o que já estava quebrado. Como ninguém, eu poderia perdoar o alaranjado – pelo fato de Jimin já ter o feito; porém, a cena de sua violência contra o baixinho estaria para sempre cravada, estampada em meu psicológico, se tornando inesquecível.

E, ainda que chorasse, gritasse, aquilo não iria sumir. Eu poderia perdoar, mas meu coração estaria para sempre decepcionado com o meu antigo Hope.

– Vamos? – questionou o Park, com índices de melhora do câncer, já voltando com os fios de cabelo negros.

Eu respirei fundo. Ainda nervoso, tamborilei os dedos sobre a palma destra, ansioso. Mesmo que houvesse prometido a mim que não o faria, ali estava eu, sendo acompanhado pelos policiais para dentro da penitenciária. Jimin me esperaria até que o chamasse, então, deixá-lo a sós naquele lugar horrível, por dois minutos que fossem, parecia desumano. Ele era a pessoa mais forte que já havia conhecido, e por esse motivo, gostaria de impedir que houvessem mais desgraças em sua vida.

– Vocês têm 5 minutos. – disse a policial de coque, posicionando-se ao nosso lado.

Não demorou muito para que Jimin entrelaçasse seus dedinhos sobre os meus, angustiado como aquilo poderia ser resolvido, se é que houvesse alguma solução. Minha barriga estava gélida, enquanto minhas pernas pareciam tremer de baixo da calça jeans. A expressão do Park era aflita, mas ainda, mantinha a seriedade, ditando os arfares sem muita dificuldade. E então, meus olhos encontraram-se com os seus.

Taehy! – chamou-me Hoseok, animado para que lhe soltassem as algemas. – Achei que não viria me ver! – o policial que o acompanhava o liberou, para que o Jung atendesse o telefone do outro lado da cabine minúscula.

Suas maçãs do rosto estavam coradas, com uma excitação pendendo sob os lábios, até que seus orbes tornaram-se opacos ao enxergar o Park ao meu lado, que acenara, engolindo em seco ao ver aquele quem estivera prestes a matá-lo. E era isso o que eu mais amava em si – o fato de conseguir perdoar, e ter pedido para visitar Hoseok na prisão.

– Ah, ele também veio? – sua mão afrouxou-se sobre o telefone, colocando-o sobre o gancho, apenas me fitando através do vidro. – Venha sozinho da próxima, Taetae. – O Jung sorria como um maníaco. Suas feições não eram mais gentis, tranquilas ou confortáveis. Seus cabelos já perdiam os tons de laranja, possuindo a cor ainda nas pontas, com olheiras rondando o rosto, um pouco de suor mistado com sujeira. – Você sabe que eu não gosto dele. – pousou as mãos sobre a bancada, mirando os olhos do moreno ao meu lado, que logo baixou o olhar, nervoso. – Você quem deveria estar morto, Jiminnie. – suspirou, desacreditado de ter errado o tiro da bala. – Mas não se preocupe. Eu ainda vou te pegar.

[...]

Eu havia levado flores.

Meu peito batia de forma descompassada, minhas pernas tremiam e a vontade de chorar queimava sobre meu nariz. Mordi a língua, insano, com o buquê de margaridas nas mãos. Atravessando a rua sem esperar os semáforos abrirem para transeuntes, passei correndo pelos carros, onde os motoristas me xingaram por não ter a decência de me portar como um pedestre de verdade.

Mas com certeza, eles também fariam a mesma coisa que eu, caso estivessem em meu lugar.

Ao sair do trabalho correndo, lembro de ter cortado o dedo com a faca ao fazer um dos pedidos dos clientes, quando recebi a ligação de seu estado de piora. Eu só me mantinha naquele maldito emprego por ter de pagar suas despesas médicas. Eu só tinha à ele, e ele, só tinha a mim. A minha vontade de estar ao seu lado, segurando sua mão, implorando para que vivesse, clamando por sua melhora, infelizmente, não pagava a conta do hospital.

– Por favor, visitante responsável por Park Jimin. – enervei-me com a senhora que que lixava as unhas perante minha urgência. – Ala C, quarto 101. – meu ritmo cardíaco pululava, e sem pensar muitas vezes, colei o adesivo sobre o peito, subindo pelas escadas do prédio até que pudesse encontrá-lo.

Rapidamente, cheguei ao ambiente, com passadas largas e corridas longas.

Eu jurava que, quando o visse, me sentiria aliviado, contudo, minha ansiedade somente aumentou. Lá estava ele, o meu amor, deitado sobre uma maca, vestido novamente a trajes de hospital. As sondas ligadas ao seu corpo maltratavam sua pele, assim como os pequenos eletrodos que usavam sobre seu peito para que pudessem acordá-lo. Gritei do fundo dos meus pulmões para que os médicos ao seu redor, salvassem sua vida, mas todos apenas me pediram licença, empurrando-me para a fora do quarto.

“Nós faremos o nosso melhor”.

[...]

Só de vê-lo acordado, uma paz subiu-me o corpo.

De olhos marejados, havia virado a noite em claro, esperando que abrisse os olhos e retomasse a consciência. Os médicos haviam dito que um sangramento ocorrera, e pela falta de sangue, Jimin desmaiou. Me era sôfrego ver o meu baixinho tão magro, tão dependente, cheio de marcas roxas sobre o corpo, por causa da Leucemia. Salivei para poder falar consigo, até que pudesse segurar sua mão.

– Jimminie? – chamei, com lágrimas sobre os olhos ao fita-lo naquele estado. Seus fios voltaram a cair, e ele já quase não possuía pelos no corpo. – Eu trouxe margaridas. – funguei, levando o dorso da destra aos olhos, limpando as lágrimas.

– Eu sou alérgico a elas. – seu rosto se fechou, com a voz mais fina do que o normal.

– Ah, é mesmo. – ri, desconsertado, até que me aproximei de si para selar-lhe os lábios. – Que bom que está melhor. – afastou-se.

– Mas quem é você afinal de contas? – perguntou, fazendo-me piscar algumas vezes, assimilando seus dizeres.

Tentei rir e assimilar sua brincadeira, contudo, ele não estava bem o suficiente para fazer aquele tipo de piada. Meu pulso aumentou rapidamente, onde busquei o olhar do médico.

– O uso desequilibrado de anti-depressivos, soníferos e tranquilizantes, junto à todo estresse psicológico do paciente... Infelizmente podem acarretar a amnésia ou perda de memória. – tossiu, abaixando a cabeça. – Eu sinto muito, mas, ele não vai se lembrar de você.

Minha respiração morreu ali, trazendo estaticidade ao meu corpo e mente. Sem pensar, respirar ou enxergar, pela quantidade de lágrimas acumuladas sobre meus olhos, um nó se formou em minha garganta. Seria a melhor saída para Jimin esquecer tudo o que havia acontecido, e também, me esquecer.

Entretanto, para mim, era pior do que a morte.

Observei seu ser, meneando a cabeça, indiferente pelo meu choro ou sentimentos, assim como um dia, eu havia feito consigo. Eu merecia, cada machucado, cada dor e cada sofrimento, mas o deslembrar, seria injusto para comigo. Meu peito comprimiu, onde o chão pareceu balançar demais para meus pés.

Essa era a maior consequência de ter pecado. Por que para todo o sempre, eu seria destinado a ter um amor assim.

Masoquista.

 


Notas Finais


Nhaaaaaaaaaaaawhn, e aí?

O que acharam? Me conteeeeeeeeeeeeeeeeem, de verdade! Eu tô curiosa, é o nosso último encontro, mas só é o último aqui, hein? Podem me procurar sempre, por aqui, no twitter também @Oh_Melete, caso queiram alguma ajuda, ou tirar dúvidas sobre a história. Adoraria ajudar nas suas também, sintam-se a vontade!

Gostaria de vê-los novamente hein!

Xoxo, Jinro!


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