História Match - Capítulo 3


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Clarisse La Rue, Dionísio, Jason Grace, Percy Jackson, Piper Mclean, Reyna Avila Ramírez-Arellano
Tags Jason, Orange, Percy Jackson, Piper Mclean, Pipeyna, Reyna, Romance, Tinder
Visualizações 174
Palavras 4.006
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Eu sei que devia ter atualizado essa caralha a muito tempo, but tive problemas com minha ex e fiquei full focada no lolzinho.
Todavia, estou aqui novamente.
E sim, esse é o último capítulo de Match.
Não tenho muita coisa a dizer, apenas agradeço pelos favoritos e comentários. Obrigada, de verdade, por me deixarem tão feliz com eles. E àqueles que me deram apoio pelo que aconteceu no mês retrasado, muito obrigada mesmo. Espero que o senpai note vocês.
Espero que gostem do capítulo.
Boa leitura, nos vemos lá embaixo.

Capítulo 3 - Antes do amanhecer.


Fanfic / Fanfiction Match - Capítulo 3 - Antes do amanhecer.

Match

Capítulo 3: Antes do amanhecer

Suas testas estavam coladas, enquanto se observavam. Os olhos levemente esverdeados de Piper brilhavam, e um rubor tomava conta de suas bochechas. Elas realmente tinham se beijado e isso não era apenas um sonho.

Soltou um suspiro, sentindo o concreto raspar uma pequena faixa de pele exposta e moveu as mãos em direção ao quadril de Reyna, repousando-as ali. A mais velha não parecia expressar nenhuma reação, mantendo sua respiração calma; mas podia sentir o coração dela batendo forte, e se prestasse atenção, ou talvez se aproximasse mais, pudesse ouvir as batidas descompassadas.

― Você fica bonita quando está com vergonha. ― A Arellano disse, dando um sorriso de canto. ― Eu deveria te deixar mais vezes assim.

― Parece que a senhorita terá o privilégio de me ver sem graça. ― Sorriu também. ― Vou te levar para comer algo e depois te deixo em casa.

Reyna selou seus lábios nos da menor, calando-a, e permaneceu assim por algum tempo. A boca da garota parecia ter sido moldada para si, encaixando-se perfeitamente na sua.

― Pode ser. ― Murmurou, após se separar da McLean. ― Estou perdendo uma aula incrível de cálculos para sair com você.

― Merda. Eu esqueci que tinha faculdade hoje. ― Desesperou-se, pegando o celular. ― Ah, é só literatura.

― Então, acho que podemos continuar andando. ― Falou, entrelaçando seus dedos aos dela. Sua mão estava um pouco escorregadia por conta do nervosismo, e sentiu certa vergonha. ― Vai me levar onde?

― Surpresa. ― Piper ronronou em resposta, começando a puxar a Arellano. Suas risadas logo preencheram o silêncio entre elas. ― Já está cansada, Rey?

― Ainda tenho energia para muita coisa, Pips.

A McLean sentiu um breve choque de tesão entre as pernas, após ouvir a frase da morena. Era tão carregada de malícia, que teve de tomar cuidado para não tropeçar em si mesma. Tentou focar nas luzes dos carros, mas tudo que vinha a sua mente, era uma visão nem um pouco inocente de Reyna.

― Você faz faculdade de que, Reyna? ― Inqueriu, tentando mudar de assunto, antes que tivesse um ataque cardíaco.

― História. Meu primeiro e único amor. ― Respondeu, dando um sorriso de canto. ― Você faz biomedicina, não é? Parece interessante.

― Você não dizia isso quando estávamos no colegial. Qualquer coisa da área de biológicas te fazia querer se jogar de uma ponte! ― Gargalhou, encarando a expressão chocada da morena. ― Ah, professora Deméter, não acredito que me fará dissecar esse sapo.

― Essa é uma péssima imitação da minha voz, McLean! ― Rosnou, tentando parecer brava. ― Eu não queria abrir um cadáver.

― Lembro que o seu amigo, Jason, desmaiou nessa aula e eu estava na enfermaria, após cair do muro. ― Deu de ombros, ainda rindo; as lembranças preenchiam sua mente naquele instante, a transportando para o segundo ano do ensino médio. ― Boa época.

― Estudamos juntas, então? ― Murmurou, mordendo o lábio inferior. ― Piper McLean... Você era tesoureira do grêmio estudantil.

― E rainha da primavera por três anos seguidos, perdendo para Annabeth Chase no segundo ano!

― A namorada da Clarisse? ― Reyna indagou, passando a mão no cabelo; alguns fios negros grudavam em seus lábios, e isso a irritava. ― Achei que ela acabaria com aquele garoto que caiu no aquário.

― Percy? Acho que não. Ela teve um puta crush por ele, mas Clarisse era quente demais para passar despercebida. ― Deu risada, puxando a Arellano para o final da ponte. ― Se é que você me entende.

As duas atravessaram uma das ruas largas, e seguiram por uma rua menos movimentada em direção ao rio. Carros estavam estacionados na extensão da mesma, até onde iniciava uma espécie de ponte de madeira, que dava para o River Café. Seu nome escrito em marrom parecia brilha sob a luz noturna.

― Acho que é a primeira vez que me trazem aqui. ― A Arellano sussurrou, ainda segurando a mão da menor. ― Por que-

― Eles fazem uma ponte de chocolate para sobremesa, você vai adorar.

Parecendo uma criança numa manhã de natal, Reyna seguiu Piper para dentro do lugar. A McLean soltou sua mão por algum tempo, indo em direção a uma mulher com o uniforme do lugar, e após alguns sorrisos e conversas, virou-se para a Arellano. Por alguns segundos, sentiu vontade de jogar a mulher no rio. Apenas por estar perto de Piper, sorrindo para ela.

Arqueou a sobrancelha em direção a menor, mordendo o lábio com uma força desnecessária, e logo forçou um sorriso ao vê-la se aproximar.

― Vocês podem ficar na mesa que fica próxima a janela, desfrutando do nosso cardápio com uma incrível visão. ― A funcionária disse, encaminhando as duas. ― Vou deixar-

― Já sabemos o que vamos pedir. ― Piper murmurou, ainda sorrindo para a mulher. Alguém, por acaso, podia soca-la para fê-la parar? Era essa a vontade de Reyna. ― Waffle Eggs Benedict e para a sobremesa, minha ponte de chocolate favorita.

― Vocês têm algum tipo de vinho? ―  Reyna indagou, apertando com força a borda da mesa. ― Se sim, traga duas taças do mais forte.

― Logo trarei seus vinhos.

Estava sentada de frente para a McLean, sua perna roçando na dela em alguns momentos. E a garota continuava encarando para onde a mulher tinha ido, como se estivesse interessada.

― Já veio muito aqui, Pips? ― Inqueriu, tamborilando os dedos pela madeira. ― Parece conhecer bem o lugar.

― Meu pai me trazia aqui algumas vezes. ― Sorriu, inclinando a cabeça para o lado. ― Sempre comemos a mesma coisa.

Voltou a arquear a sobrancelha, encarando os orbes castanho-esverdeando de Piper McLean. Brilhavam numa intensidade, que não sabia dizer se o motivo era ela ou a mulher.

― Você pediu praticamente um café da manhã, achei interessante.

Ofereceu um sorriso em direção a Reyna, sem saber o que responder. Era algo que ela gostava, e esperava que a mais velha também gostasse. Sua ex-colega aproximou-se da mesa com as taças de vinho, e colocou uma para cada, despedindo-se com um breve aceno.

― Não achei que bebesse, Rey.

― Talvez você devesse saber mais coisas sobre mim, Pips. Basta perguntar.

A voz de Reyna lhe causava arrepios, e num bom sentido. Sentia cada poro de seu corpo implorar para que ela a beijasse novamente, e fosse além de beijos com a garota. Era enlouquecedor estar ali, tão próximas. Sentiu o pé da Arellano na sua panturrilha, subindo e descendo numa carícia maliciosa, e corou.

― B-Bom... ― Iniciou, amaldiçoando-se por gaguejar. ― O que fazia num aplicativo de relacionamentos?

― Curiosidade. Sempre quis saber como funcionavam essas coisas. ― Sorriu, subindo um pouco mais o pé. ― E você? Procurando um namorado ou namorada?

― Perdi uma aposta com a Annabeth. ― Deu risada, bebericando o vinho. Não era tão ruim quanto imaginava. ― Você foi a primeira com quem eu sai de lá.

― Me sinto honrada, McLean. ― Sussurrou, arqueando a sobrancelha de forma sugestiva. Levou a taça até os lábios, bebendo devagar o líquido avermelhado. ― Pretende fazer o que quando terminar a faculdade?

― Ainda não sei, para ser sincera. Eu gostaria de viajar ao mundo, sabe? ― Murmurou sonhadora. ― E você?

― Não sei, talvez te levar comigo para conhecer o mundo.

Piper quis afundar na cadeira após ouvir aquilo. Nunca se sentira tão constrangida, quanto agora. Sua senpai realmente havia a notado, e de uma forma muito explícita. Reyna, mesmo tendo as bochechas brevemente rosadas, parecia não hesitar. Um calor percorreu seu pescoço. Tomou uma dose de coragem, e segurou a mão da mais velha em cima da mesa; estava quente e macia.

― Você pode me levar para onde quiser, Reyna.

Um sorriso se ensaiou nos lábios da Arellano, que apenas bebeu um longo gole de seu vinho.

O contato visual das duas fora interrompido pela mesma mulher de antes, que chegara em silêncio para entregar o pedido. Outro sorriso, e outra vontade de espanca-la, partindo obviamente de Reyna, e o silêncio voltou a reinar naquela mesa.

Piper comia devagar, tentando não parecer uma selvagem faminta, e Reyna mordiscava aleatoriamente, bebericando o café que era cortesia do lugar. Seus orbes escuros estavam semicerrados, os cílios espessos roçando a cada mordida em suas bochechas rosadas.

A McLean deu um sorriso quando a sobremesa chegou. Era uma ponte feita de chocolate, um exemplo perfeito de Brooklyn Bridge, com um pedaço pequeno de Cheescake de baunilha. Ergueu o olhar em direção a Reyna, que parecia mais uma criança na Disney.

― Eu amo doces. ― Foi a única coisa que ela disse, antes de atacar a ponte.

Piper tinha acertado de primeira em relação aos gostos da morena, ela realmente estava com uma fodida sorte.

 

Após mais duas taças de vinho para cada, Piper e Reyna seguiram para fora do River Café. A mais nova sentia-se ainda corada, e sortuda, por estar ali com a sua crush de anos atrás, mas ao mesmo tempo, tinha medo que aquilo tudo fosse apenas uma brincadeira da Arellano.

― Vou te levar para casa agora. ― Reyna falou, fitando-a de soslaio; os ônix pareciam ainda mais bonitos. ― Mora muito longe?

― Três quadras do River, não será uma longa caminhada, prometo.

Já passava das onze da noite. Poucas pessoas estavam nas ruas, e um outro cachorro latia ao longe. Era um silêncio confortante.

A Avilla balançou os ombros, dando um suspiro. Fitou o céu por alguns segundos, antes de segurar o pulso de Piper, puxando-a para mais perto. Seus lábios chocaram-se contra os da menor, dando início a um beijo lento e com gosto de vinho. Sua mochila escorregou de seu ombro, caindo no chão.

Piper deslizou os dedos pelo ombro dela, apertando-o com leveza, e sorriu entre beijos. Parecia extasiada por estar ali.

― Gosto de te beijar. ― Reyna confessou, ainda de olhos fechados.

― Gosto de ser beijada por você.

A Arellano deu um sorriso, envolvendo os ombros da menor com o braço, e continuou a andar. Seu coração batia fortemente contra suas costelas, parecendo querer rompê-las e sair saltitando pelas ruas de Nova Iorque. Era... Confuso estar assim. Mas, gostava dessa confusão que sentia.

Piper abraçava a cintura de Reyna, puxando-a para mais perto, sentindo o cheiro que sua blusa roxa emanava. Algo parecido com morango.

― Parece um lugar calmo para morar. ― Observou; era péssima com assuntos.

― Depende, meus vizinhos são um pouco escrotos. ― A McLean deu um sorriso. ― Música alta todos os sábados pela manhã, que é minha folga.

― Você estará de folga amanhã? ― Sussurrou, puxando-a para mais perto. ― Tem algum compromisso?

― Dormir é considerado um compromisso? ― Deu uma gargalhada; Reyna gostava de ouvi-la rindo. ― Bom, minha casa é aqui. Quer entrar?

― Seus pais-

― Moro sozinha, Reyna. Meus pais moram do outro lado do país.

Assentiu, processando o que tinha acabado de ouvir. Piper tinha a convidado para entrar, sendo que morava sozinha. Isso devia significar algo... um pouco malicioso? Onde estava Jason com a resposta na ponta da língua?

― Acho que entrar é uma boa ideia, Piper.

Cruzaram o pequeno caminho de concreto, e a McLean abriu a porta, acendendo as luzes da sala de estar. Deixou sua mochila cair ali, e fitou a mais nova por alguns segundos, 4 para ser exata, e então a empurrou contra a porta, fechando-a com o movimento de seus corpos. Beijou-a com intensidade, apertando a cintura dela com a mão direita, enquanto deslizava a esquerda para a nuca de Piper, enroscando os dedos nos fios escuros da garota.

Piper soltou um gemido baixo contra os lábios da mais velha, segurando o rosto dela com força. Queria-a mais do que tudo naquele momento.

Reyna abriu o zíper do casaco da garota com rapidez, deslizando o tecido pelos braços, até ele se tornar um amontoado no chão. As duas começaram a tirar os sapatos, enquanto encaminhavam-se em direção ao sofá. A McLean sentou em seu colo, apertando seu quadril com as pernas.

Ela deslizou os dedos pela pele pálida da Arellano, sentindo a maciez, até chegar a barra da camiseta que a mulher usava, e a puxou para cima. O cabelo escuro estava bagunçado, deixando-a com uma aparência mais excitante do que o normal. Corou. Iria transar com sua senpai, e não era um sonho erótico.

Reyna deu um sorriso trêmulo, enrolando a barra da blusa da mais nova. Por Deus, estava constrangida diante daquilo.

― Eu-

Piper a calou, beijando-a com desejo. Sentiu um arrepio percorrer seu corpo e alojar-se entre suas pernas. As duas mãos da McLean estavam em seu rosto, segurando-o a fim de aprofundar ainda mais o beijo. Tentou deixar seu medo de lado, e moveu as mãos para dentro da blusa dela, até alcançar o fecho do sutiã. Abriu-o.

Sentiu sua pele ficar arrepiada com o toque de Reyna. Fechou os olhos em deleite, sentindo os dedos frios da garota percorrerem a linha de sua coluna, até repousarem em suas nádegas.

― Podemos ir para meu quarto. ― Sussurrou. ― É mais confortável.

Assentiu, levantando com a menor em seu colo. Ela era mais leve do que imaginava.

A McLean a guiou em direção ao quarto. Reyna a deitou na cama, e as duas se arrastaram devagar sobre os cobertores, até a morena estar deitada nos travesseiros. Seus lábios voltaram a se unir num beijo lento e luxurioso, enquanto a coxa da mais nova pressionava a intimidade da Arellano.

Os fios castanhos de Piper estavam espalhados sobre o tecido branco do travesseiro, um dos cotovelos de Reyna apoiado ao lado da cabeça, enquanto as duas se fitavam. Agora os orbes dela pareciam mais escuros, sem o tom esverdeado.

Abraçou a cintura da Avilla com as pernas, empurrando-a para o lado, e ficou por cima, encarando-a. As bochechas estavam mais rubras do que o normal, e havia algo além de tesão e desejo nas obsidianas; hesitação.

― Está tudo bem? ― Piper sussurrou, deslizando as pontas dos dedos pela curva do pescoço da garota. ― Estou-

― Nunca fiz isso. ― Fechou os olhos, sentindo o calor em suas bochechas aumentar. ― S-sinto-

― Não diga que sinta muito. ― Sua voz estava carregada de humor, e ela afundou o rosto nos fios negros. ― Nunca fui além de beijos também. E provavelmente estou fazendo tudo errado com você.

― Podemos ir com calma. ― Murmurou, esfregando o nariz contra o pescoço de Piper; ela cheirava a doces. ― Se der errado, tentamos de novo.

― Essa é uma proposta para um próximo encontro, senhorita Arellano? ― Ronronou, deslizando os lábios pela clavícula da garota. ― Parece tentador demais.

Segurou a face da McLean com ambas as mãos, e ergueu o rosto de encontro ao dela, roçando seus lábios devagar. Vinho, chocolate, ambos a deixavam tentadora para ser beijada. Não que antes precisasse disso, mas agora isso tinha se multiplicado por mil.

Sentou na cama, com ela a poucos centímetros de seus lábios, e sorriu com malícia, levando os dedos para o cabelo da garota, enrolando uma das mechas. Ajoelhou-se, empurrando-a contra a cama, e pressionou seu corpo contra o dela, beijando-a devagar. Deslizou a mão para debaixo da blusa da garota, acariciando a pele morena de Piper, e ergueu o tecido acima de sua cabeça, tirando-o.

― Você é bonita demais, McLean. ― Sussurrou, encostando o queixo no colo dos seios da menor. ― Tão bonita.

Distribuiu beijos lentos e cálidos, enquanto abaixava as alças do sutiã da garota, até removê-lo por completo. Pela primeira vez, sentia-se tentada a tocar sexualmente alguém. E sentia isso de uma maneira forte.

Instintivamente tocou o seio dela, acariciando o mamilo entumecido entre os dedos. Viu a arfar, e mordeu o lábio inferior, sentando em sua coxa ainda coberta pela calça jeans.

― Você está me deixando...

― Com tesão? ― Completou, engolindo a saliva devagar. ― Não é a única, Pips.

Ficou de pé na cama, desabotoando seu jeans e o jogou em algum lugar no chão, mas aquilo não era importante naquele momento. Piper, ainda deitada, tratou de abaixar a calça até metade das coxas, e Reyna terminou o trabalho, fazendo mais um amontoado jeans no chão.

Colocou-se entre as pernas da McLean, com os cotovelos apoiados ao lado do seu corpo, e beijou devagar entre os seios macios, sentindo mais profundamente o cheiro de algo parecido com alcaçuz emanando de sua pele. Moveu a língua pelo bico entumecido da garota, e chupou-o devagar. Não sabia se era assim que fazia, ou se devia fazer isso, mas queria confiar nos seus instintos. E como resposta, Piper arfou mais uma vez.

A mais nova mordeu o lábio inferior, fitando Reyna, e respirou fundo, sentindo uma onda de calor dominar seu corpo. Queria ir além daquilo com a Arellano, antes que enlouquecesse.

― Isso é... torturante.

Reyna não respondeu, apenas ofereceu um sorriso, deslizando a mão para dentro da calcinha da garota. Seus dedos tocaram sua intimidade úmida, e por alguns segundos, prendeu a respiração. Sentia-a tão molhada, que seus dedos escorregaram com facilidade por sua pele. A McLean gemeu, colocando o antebraço sobre os olhos.

― Algum problema, Pips? ― Sussurrou; sua língua percorreu devagar a pele morena, até parar na curva do pescoço dela. ― E-Estou te deixando com vontade de mim?

― Faça. ― Sua voz soou rouca, e os pelos da nuca da mais velha eriçaram. ― Por favor, Reyna.

Moveu o dedo médio em torno do clitóris da garota, o mais devagar possível. Ela ainda podia dizer não, e as duas ficariam conversando o resto da noite. Respirou fundo, vendo-a abrir a boca, soltando um gemido mesclado com uma palavra.

Roçou os lábios entre os seios de Piper, distribuindo beijos lentos e demorados. Movimentou os dedos mais uma vez, friccionando seu clitóris com um pouco mais de força. Sentia-se inapta a conseguir fazer a menor chegar lá.

A McLean gemeu, levando a mão livre para o cabelo de Reyna, empurrando a cabeça dela para baixo. Mordeu seu lábio inferior, erguendo um pouco o quadril em direção a mão da outra, e tentou acalmar sua respiração. Todo seu corpo parecia clamar por Reyna Arellano.

Puxou a calcinha azul de Piper, até os tornozelos, e deixou-a se livrar do tecido. Tocou a panturrilha dela com as pontas dos dedos, percorrendo sua pele devagar; estava quente, como se a própria estivesse quase em chamas. Sentia seu ego lá em cima por ser a causa dessas reações, a primeira e única causa. Tocou a parte interna da coxa, movendo-se em direção a virilha e sorriu, encarando a face da mais nova.

― Posso? ― Inqueriu, deslizando os dedos pela entrada de sua intimidade. ― Eu paro-

― Por favor, continue.

Penetrou-a devagar, escorregando um dedo para dentro. Curvou-se em direção aos seios da garota, deslizando a língua em torno de um dos mamilos; chupou-o devagar, ao mesmo tempo em que fazia um primeiro movimento com o dedo.

Piper gemeu baixo, apertando ainda mais o antebraço contra os olhos. Sentia-se envergonhada e excitada demais para conseguir encarar ela. Os movimentos que Reyna fazia tornaram-se mais rápidos, inebriantes. Queria tocá-la também. Fazê-la sua antes do amanhecer.

― Eu vou tentar algo. ― A voz carregada de desejo da Arellano se fez presente. ― Relaxe.

Os beijos desceram devagar pelo abdômen, seguido de um chupão lento contra sua pele morena. E em seguida, os lábios cálidos da mais velha tocaram sua virilha. Arrepios de expectativa percorreram cada poro da McLean, que ergueu a cabeça a fim de fita-la. O que foi um erro.

A boca dela moveu-se em direção a intimidade, e em seguida, a língua de Reyna encostou em seu clitóris, fazendo movimentos lentos para cima e para baixo. As obsidianas a encaravam com luxúria, um olhar que poderia causar pernas de gelatina em qualquer um.

Reyna fechou os olhos por alguns segundos, estocando mais rápido, sua boca pressionando-se contra a intimidade molhada; ela parecia gostar de fazer isso, movendo os lábios e a língua de um jeito quase perfeito. Mas ainda assim, ela cometia alguns erros.

Com a mão livre, a Arellano apertou a cintura da menor. A intimidade da garota apertava seu dedo com força, dificultando o movimento mais rápido ou a inserção de mais um dedo. Senti-la ali estava excitando-a cada vez mais.

Sentou, recebendo um gemido de protesto de Piper, e voltou a masturba-la. Movendo os dedos; friccionando-os contra a carne, cada vez mais rápido, tentando mesclar com os movimentos que fazia dentro da garota.

A McLean ergueu o tronco, gemendo alto, e em seguida voltou a deitar, apertando com força o cobertor embaixo de seus corpos. Seu ápice fez ondas de prazer percorrerem seu corpo e alojar-se num maior efeito entre suas pernas. Era inebriante.

― Rey...

Fitou-a, vendo a levar um dos dedos a boca e chupá-lo devagar; seus olhares presos num magnetismo voluptuoso. Respirou fundo, sentando, e em seguida ficou de joelhos, colando seus lábios aos dela.

― Pips...

― É minha vez de te fazer gozar, senhorita Arellano.

(. . .)

Sentiu falta do seu despertador ao abrir os olhos, assim como de suas cortinas escuras. Piscou algumas vezes, tentando focar sua visão, e sentou na cama, resmungando pelo breve desconforto que sentiu; estava dolorida, como se tivesse corrido durante 2 horas no parque.

Um corpo moveu-se ao seu lado, e ela prendeu a respiração. Sua mente vagueou para noite anterior, e um sorriso ensaiou-se em seus lábios. Virou-se para encarar Piper, e encostou seu corpo no dela, a abraçando.

― Bom dia. ― A McLean sussurrou sonolenta, tateando em seu criado-mudo. ― Que horas são?

― Hoje é sábado, se acalma. ― Murmurou em resposta, deslizando a mão pelo abdômen da garota, em direção a sua intimidade. ― Você pode ficar o dia todo comigo.

― Que proposta indevida, senhorita Arellano.

Reyna sorriu, vendo-a abrir as pernas, e tocou sua intimidade, começando a masturba-la devagar. Sentia-se, naquele momento, uma coelha louca por sexo. Piper deslizou a mão por sua coxa também, movendo os dedos contra seu clitóris. Respirou fundo, fechando os olhos, enquanto aconchegava-se nos travesseiros da morena.

A Arellano a penetrou por alguns segundos, estocando poucas vezes, e em seguida voltou sua atenção para o clitóris, friccionando-o mais rápido. Viu isso como o impulso para aumentar a velocidade também.

Piper fechou os olhos, gemendo baixo. Sentia-se já pronta para outra rodada de sexo que durasse horas.

― Mais rápido. ― Reyna disse baixo, encostando o queixo em seu ombro. ― Estou quase.

Obedeceu-a, deslizando os dedos mais rápidos contra a intimidade da garota. Ela gemeu, fechando um pouco as pernas, e aumentou a velocidade. Chegou ao seu ápice poucos segundos depois da mais velha.

― Gosto disso. ― Falou com calma, tentando não a assustar. ― De verdade.

A Arellano deu um sorriso, mordendo o lábio inferior, e pegou o celular, desbloqueando a tela.

― Eu também, Pips.

Viu Reyna entrar no tinder, e algo pareceu murchar dentro de si. Era como se a noite não tivesse valido de nada, e seus olhos começaram a arder.

― E-Estou indo tomar-

Franziu a testa ao ver a garota excluir a conta, e em seguida, desinstalar o aplicativo. Talvez ganhasse rugas com essa expressão, mas não conseguia expressar mais nada além de dúvida.

― Por que desinstalou? ― Inqueriu, fitando os ônix da Arellano.

― Eu não preciso mais de tinder, encontrei meu match perfeito. ― Respondeu, aproximando os lábios dos de Piper. ― Você.

As lágrimas pareceram se dissipar, assim como seu aplicativo do tinder poucos segundos depois. Nunca acreditou que isso poderia encontrar alguém num aplicativo, mas mesmo que não previsse o futuro, Reyna tinha falado a frase certa e que se atribuía a ambas.

Elas tinham encontrado o match perfeito, e nada mais poderia mudar isso. Exceto, talvez, se alguém do seu histórico de likes resolver dar like de volta.

 


Notas Finais


Oi de novo -q
Espero que tenha gostado.
O final do capítulo deixa algo em aberto, para quem sabe eu resolver escrever mais algum dia. Nunca se sabe, não?

Obrigada por acompanharem até aqui.
Leiam minhas outras fanfics.
Comentem.


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