História Maybe I just wanna be yours - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hora de Aventura
Personagens Finn, Jake, Marceline, Princesa Caroço, Princesa Jujuba, Rei Gelado
Tags Bonnibel, Bubbline, Hora De Aventura, Marceline
Exibições 64
Palavras 4.336
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OI HABITANTES DO VALE DOS HOMOSSEXUAIS <3<3<3<3<3<3
COMO VCS ESTÃO?
BEM?
DEMOROU MAS TÁ AQUI
GRAÇAS A DEUS E AMEM
PERDOEM A DEMORA, E FAÇAM UMA BOA LEITURA!!!

BEBAM BASTANTE AGUA

Capítulo 4 - Poderia tocar uma música?


Fanfic / Fanfiction Maybe I just wanna be yours - Capítulo 4 - Poderia tocar uma música?

“Eu realmente preciso do ensino médio completo?” Foi a primeira coisa que conseguiu pensar quando o som perfurante acordou-a.

Bocejou, enquanto se espreguiçava e tirava a roupa que não havia se dado ao trabalho de tirar na outra noite.

Foi para o banheiro, se preparando para a água gelada que viria quando ligasse o chuveiro. E como esperado, isso aconteceu. Um dedo de seu pé já era o suficiente para que seu corpo todo se arrepiasse. Teria que molha-lo no “1! 2! 3!”, e assim o fez. Depois de banhada, ela saiu para se vestir.

Vasculhou seu guarda-roupas procurando por sua regata do Pink Floyd, achando-a no meio de varias outras desdobradas e amassadas, assim como ela.

“Vai assim mesmo.” Vestiu-a mesmo que não estivesse tão apresentável para isso.

Como ainda estava cedo, decidiu que faria café. Foi para a cozinha, e se perguntou se ainda sabia fazer aquilo.

- Okay, eu consigo fazer um café. É só uma porra de um café! - encorajou-se, abrindo o armário e pegando o que precisava.

- Consegui! - exclamou colocando o líquido em sua xícara.

Provou-o com receio. Não havia ficado nada extraordinário, mas também não estava ruim. Pelo menos não para alguém que só cozinha 4 vezes em um mês.

Voltou para seu quarto, onde pôs-se a procurar sua bolsa para ir para a escola.

Saiu de casa sem muita pressa. Era garantido que não se atrasaria naquele dia.

E quando chegou lá se deparou com a mesmíssima cena da manhã passada. Os mesmos alunos, mesmas risadas, mesmos olhares recriminadores, nada de surpreendente além do gato siamês que estava deitado na calçada baixa que havia em frente à entrada.

Foi andando lentamente até lá, onde sentou-se e encostou com cautela sua mão na cabeça do animal. De início ele se espantou, mas foi dando espaço à garota, e em poucos segundos já estava esfregando a cabeça em suas pernas. Colocou-o em seu colo para fazer carinho em sua barriguinha. Ambos estavam gostando da situação. A jovem achava legal ter uma companhia como aquela.

- Gosta de gatos?

Marceline olhou para a pessoa de cabelo rosa abaixada à sua frente.

- Gosto sim. Animais são imensamente melhores que humanos, não acha? - perguntou alisando a cabeça do siamês.

- Depende.. - falou tocando com delicadeza suas orelhas, em seguida seu nariz, até sentar ao lado da colega e iniciar uma sequência de cafunés nele.

Elas riam dos sons estranhos que ele emitia, enquanto esticava suas patas tentando pegar suas mãos.

- Ei, Marceline, não está na hora de entrarmos? - perguntou Bonnibel ainda alisando o animal que agora estava em suas pernas.

- Acho que sim. - respondeu se levantando, e a outra a acompanhou. - Espera, vamos dar um nome à ele.

- É uma fêmea, Marceline.

- Tanto faz, cara. - olhou para a gata nos braços da rosada por alguns segundos, procurando por algum nome que combinasse com ela. - Jorge!

- O quê?! É uma fêmea, Marceline! - repetiu mais alto. - Vai ser.. Uhn.. Duda! É um bom nome, né?

- Ah, então tá bom. - cedeu, pegando Duda dos braços da outra e fazendo carinho nela, que pulou para o chão e saiu andando pela calçada. - Pra onde ela vai?

- Vamos logo entrar! - Bonnibel a puxou pelo braço para dentro da escola.

“De onde saiu essa intimidade?!” Pensou enquanto era arrastada por uma correnteza de alunos apressados.

As duas entraram na sala, e Marceline sentou na mesma carteira do outro dia, assim como sua colega.

- Não vai sentar lá na frente? - perguntou para ela, sorrindo de lado.

- Não.. - deu de ombros.

* * *

Após duas longas aulas de história, elas saem para o intervalo. 

- Você vem comigo? - Marceline perguntou quando estava indo comprar seu lanche. Daquela vez não havia esquecido o dinheiro.

- Tenho que ir no banheiro. - Bonnibel respondeu. Estava se segurando havia mais de 40 minutos.

- Tá bom. - a morena respondeu seguindo seu caminho.

- Com licença, você sabe onde é o banheiro? - a rosada perguntou para um garoto de cabelos bastante loiros que estava passando.

- O banheiro? É no fim do corredor. - Respondeu. Ela não pôde deixar de notar que sua voz era acompanhada de um sotaque, e que sua fala parecia ter sido executada com um pouco de dificuldade.

- Obrigada. - agradeceu ao garoto alto, magro, e aparentemente oriental.

- De nada! - sorriu, enquanto olhava de um modo bem estranho para o cabelo de Bonnibel.

- O que foi? - ficou curiosa em saber o por quê daquele olhar.

- N-nada! É que o seu cabelo... Eu gostei dele. É...rosa. - respondeu fascinado, fazendo ela sorrir.

- Também gostei da sua camisa. - falou apontando para a peça de roupa com um arco-íris desenhado na frente. Ela não pode deixar de admitir que era excepcionalmente tosco, mas gostava daquilo.

- Aah, obrigada! Também amo ela. - falou passando as mãos em sua vestimenta, fazendo os dois rirem.

- Hey, eu realmente tenho que ir ao banheiro, obrigada!

- De nada!

“Que figura mais esquisita.” Pensou enquanto seguia o caminho indicado. Apesar de estranho, ela gostara bastante do estilo do garoto. Se identificou um pouco, talvez. Aquele arco-íris e a bermuda rosa clara pareciam ter até saído de seu guarda-roupas.

Entrou em um box sujo e pichado do banheiro feminino, e parou para ler as escrituras nas paredes.

“A Carla é uma vadia!”                                             “Quem tá lendo isso é uma puta”

- Que infantil.. - resmungou para si mesma enquanto ia lavar as mãos.

Voltou para onde tinha visto a Marceline pela ultima vez, procurando por ela. Olhou ao redor e não achou a morena, e curiosamente sentiu uma tristeza por não encontra-la.

- Hey! - se assustou quando sentiu duas mãos segurando seus ombros, fazendo-a dar um pulo. - Sou só eu, Bonnie.

- Marceline! Que idiota! - brigou com ela a fazendo rir.

- Não vai merendar? A fila da cantina tá ficando imensa. - perguntou mordendo um sanduíche.

- Eu vou sim. - falou andando em uma direção aleatória. Estava evidente que não sabia nada do mapeamento da escola.

- Hey, Bonnie, está indo para a quadra. - a morena falou rindo.

- E onde é a cantina? - perguntou com os braços cruzados, estava morrendo de raiva.

- É por aqui, vem. - a outra respondeu enquanto ela a seguia.

Bonnibel arregalou os olhos quando viu o tamanho da fila. Ela era uma reta gigante, dobrava aqui e ali, dava uma volta e acabava. Parecia que estavam distribuindo ouro.

- Ah, vamos ter que furar. - Marceline concluiu puxando a rosada para o meio daquele mar de pessoas.

- O quê? Furar fila? Tá louca? - gritou parando a colega.

- Então vai ficar sem comer? Ou passar o resto da vida nisso aqui?

- E-eu..

- Vem logo, deixa de drama! - falou entrando na frente de uma garota que usava um vestido exageradamente apertado e lilás. Era chamativo ao extremo.

- Ei, minha filha! O que você pensa que tá fazendo? O final da fila não é aqui! - ela tinha uma voz bastante grave, e pela forma que falou estava claro que faria um “barraco” em alguns segundos.

- Hey, você não é aquela garota do vídeo? Poxa, eu sou sua fã! - há algumas semanas um video de briga estava circulando na internet. Eram aquelas brigas feias mesmo. E Marceline não pôde deixar de reconhecer na primeira olhada a menina que estava na fila, pois seus cabelos quase dourados eram tão chamativos quanto seu vestido.  - Você acabou com a cara daquela lá, hein?!

- Sim, sou eu sim! Você gostou? Eu sou demais, não sou? - exibia-se enquanto arrumava seus grandes e pomposos cachos.

- Sim, sim. Demais. - concordou fazendo a outra sorrir. Marceline não achava aquilo tudo, mas queria o lugar na fila. E pelo que havia notado, aquela era uma leonina nata.

- Ah, pode ficar aí na minha frente, eu até que gostei de você. - falou afastando um pouco para trás. - Qual seu nome mesmo?

- É Marceline.

-Humm, eu sou a Amanda. Mas e essa aí? - perguntou apontando para Bonnibel, que até o momento apenas observava tamanha arrogância. Ela agia daquela forma certas vezes, mas aquela garota passava dos limites.

- Ah, essa é a Bonnie, ela tá comigo.

- Uhn.. Tá. Bonnie. - cuspiu as palavras.

Amanda, apesar de exibida e extremamente convencida de sua superioridade, era uma pessoa bem extrovertida e animada. Seus berros e risadas eram ouvidas, provavelmente, pela maior parte das pessoas da fila, apesar de estar muito barulhenta. Não era fácil distinguir se fazia aquilo para chamar atenção, ou se era uma característica natural dela.

- E aí, Amanda? Quer se juntar à nós? - Marceline ofereceu depois de a  colega ter comprado o seu lanche, e as três terem saído do lugar.

- Ah, eu não sei não.. Tenho que procurar uma amiga.  Depois falamos, Marceline. Até depois. Tchau pra você também, Bonnie. - falou indo para o refeitório, que estava preenchido pelas pessoas que a morena odiava. Achava a garota que acabara de conhecer legal demais para estar junto deles.

- Então, como foi sua primeira vez furando uma fila? Tá se sentindo diferente? - perguntou enquanto iam para uma área gramada e pouco frequentada da escola. - você não é uma vândala, tá?

- Hum, eu sei. - falou com a boca cheia de comida, fazendo a outra rir. - Talvez tenha valido a pena.

- Tava procurando Finn e Jake, mas eles disseram que estavam fazendo um trabalho em grupo, e não sei o quê. - falou enquanto sentavam embaixo de uma árvore.

- Hum.. Trabalho de quê? - perguntou se levantando e jogando a embalagem do que havia comido em uma lixeira próxima. Sempre achara inadmissível jogar coisas no chão.

- Eu sei lá. Deve ser do merda do Alberto, esse demônio que passa trabalho na primeira semana de aula. - revirou os olhos lembrando da pesquisa que iria fazer. Mas ela não podia reclamar tanto. Poderia ter sido bem pior. Afinal, faria com Bonnibel, que além de ser uma pessoa legal, era extremamente inteligente.

- Ah, eu gosto dele. Acho um cara bacana. - falou encostando sua cabeça no tronco da árvore.

Marceline apenas riu, repetindo o ato da outra, e tornando a usufruir não só da sombra, mas agora do encosto que aquela grande macieira as proporcionava. Não se surpreendera com a resposta da outra.

- Marceline? Marceline! – Bonnibel chamava, depois de ter passado 3 minutos falando sozinha, e só aí perceber que a amiga estava dormindo. E parecia ser um sono profundo, considerando os tapas que levava em seu rosto sem mover nem mesmo um músculo. - Meu Deus, se acorde! Já temos que voltar para sala, se levante!

- O quê..? O que estava falando, Hambo? - levantou de forma brusca, chamando atenção de alguns alunos que voltavam para suas classes.

- Quem é Hambo, Marceline?! Vamos, o sino já tocou. - tentava manter-se séria, mas sua vontade de rir estava quase a convencendo a fazer isso.

Quando chegaram no corredor e se entreolharam, o inevitável aconteceu. Elas acabaram caindo na gargalhada pelo ocorrido.

- Você é uma idiota. - Marceline falou rindo e empurrando Bonnibel, fazendo elas rirem ainda mais.

- Você que é! - respondeu abrindo a porta da sala. Por sorte ela ainda estava uma bagunça, então ninguém reparou na chegada um pouco atrasada das duas.

Elas se sentaram em seus cantos, observando seus colegas fazerem o mesmo.

- Agora vai ter biologia, Marceline! Não é ótimo?! - a rosada perguntou, apenas para ver a reação previsível, mecanizada e tediosa da amiga ao ouvir algo do tipo.

- Sim, é ótimo, sim, Bonnie. - revirou os olhos, e mesmo se não tivesse o feito, qualquer um perceberia o sarcasmo em sua resposta.

- Bom dia, alunos! - uma mulher bem energética entrou na sala, assustando algumas pessoas.

- Bom dia! - poucos responderam, e entre esses Bonnibel obviamente estava incluída.

A professora parecia saber como lidar com jovens. Falava de uma tão dinâmica que fez até Marceline, que só conseguia dar completamente sua atenção para artes, se concentrar em sua aula. Era um acontecimento relativamente raro.

- Tá gostando da aula, em, Marceline? - Bonnibel falou sorrindo  quando a professora deu uma pausa.

- Vai pra merda, Bonnie. - ela respondeu segurando a risada. Era difícil admitir, mas tinha adorado a professora. Totalmente diferente dos outros.

* * *

A aula já havia terminado, e agora as duas estavam na frente da escola, onde tinham se encontrado pela manhã.

- Ela deve estar por aqui. - Bonnibel falou olhando atrás de um arbusto. - Não pode ter ido embora, assim, do nada.

Elas estavam há quase 10 minutos procurando Duda, o ser que haviam conhecido mais cedo. Marceline acabou convencendo a amiga a ajuda-la a achar a gata.

- Tá ali! Olha, perto do loirinho do arco-íris! - a morena apontou para o garoto loiro que estava conversando com algumas pessoas enquanto alisava a cabeça de Duda.

- Ei, eu conheço ele! - Bonnibel lembrou-se que tinha falado com ele naquele dia, e que havia elogiado seu cabelo. - Foi hoje, quando estava indo para o banheiro.

- Então vai lá pedir nossa gata de volta! - Marceline estava um pouco irritada, e sentia que não era só pelo garoto estar com Duda. Mas resolveu ignorar isso, talvez estivesse apenas estressada.

- Ei, ela não é nossa gata, qualquer pessoa pode pegar nela. - Bonnibel defendeu o conhecido. Sabia que não podiam ir lá e tirar ela de suas mãos.

- Ah, Bonnie, vai lá, por favor! - a amiga pediu cruzando os braços.

- Então vem comigo, não quero passar vergonha sozinha. - falou sendo seguida pela outra.

- É-é.. Com licença? - a rosada tocou no ombro do garoto, fazendo ele olhar para ela e soltar um sorriso.

- Olha, a garota do cabelo rosa! Precisa de alguma coisa? - perguntou com Duda nos braços.

- É.. bom, é que essa gata.. Minha amiga queria levar ela pra dar comida.. - falou com uma vontade imensa de sair dali. Marceline arregalou os olhos e deu um leve puxão na ponta dos cabelos dela.

- Ah, a gata? Tudo bem, pega ela aqui! - entregou a siamesa para Bonnie, que fez carinho na cabeça dela. - Qual o seu nome?

- É Bonnibel, e essa é a Marceline. Ela não é tão chata como parece, só queria a gata de volta. - respondeu rindo e puxando Marceline para frente, que acabou rindo também. - E o seu, qual é?

- Hum.. É um nome meio estranho. - falou um pouco tímido. - É Bon-Hwa. 

- Uhn.. Okay, Bon-Hwa. - tentou pronunciar da melhor forma que podia. - Acho que já estamos indo.

Se despediram, e as duas garotas seguiram o mesmo caminho do outro dia, mas dessa vez com uma pequena e fofa acompanhante.

- Vai levar ela pra casa? - Bonnibel perguntou observando a gata se mexer nos braços da amiga.

- Hoje eu vou, mas amanhã trago ela de volta. - respondeu apertando Duda em um abraço. Esta ronronava contra seu rosto, presenteando Marceline com carinho, e a rosada com uma das cenas mais adoráveis que já tinha visto.

- Até mais tarde, Bonnie! - a morena se despediu quando a outra chegou na esquina de onde morava. - Já sabe aonde é minha casa, né?

- Sei, sei sim. Até mais tarde, Marcy! - Ela respondeu olhando tímida para Duda, e em seguida para Marceline, que sorria pelo novo apelido.

* * *

- Vem, Dudinha! Come sua ração. - a morena já estava em casa, e tinha passado no mercado para comprar comida para sua nova amiguinha.

A felina comia o que lhe fora servido com voracidade. Difícil era saber se fazia isso pelo sabor do alimento, ou simplesmente por muita fome. A segunda com certeza era a opção correta. Provavelmente a sua barriga, antes daquela simples refeição, estava preenchida apenas por um acúmulo de vazio que se formara após dias sem comer nada além dos restos miseráveis de comida que cobriam, jogados, o chão ao lado de uma lanchonete qualquer.

Tudo o que Marceline podia fazer era observa-la tão satisfeita com o que comia quanto a jovem estava por estar fazendo algo importante.

Se jogou no sofá, torcendo para que não dormisse. Pois se fizesse isso, não ouviria Bonnie lhe chamar quando chegasse. Já eram 14:00, e pelo pouco que conhecia de sua amiga, deduziu que ela não custaria muito para estar lá.

Duda pulou no sofá, deitando na barriga da morena, enquanto ela alisava sua cabeça.

- MARCELINE! - tomou um susto com o grito, fazendo-a levantar em um pulo, e quase deixar a gata cair no chão. Isso teria acontecido, se ela não estivesse pendurada por suas unhas na roupa da garota. - Marcy!

- Eu já tô indo! - respondeu à mesma altura, procurando as chaves de sua casa.

- Bonnie, pra quê tanto papel? É só um trabalho. - perguntou, revirando os olhos, quando a rosada entrou carregando 3 livros de quimica e uma pasta com anotações dentro.

- São livros, Marceline. Nunca gostei de fazer meus trabalhos pela internet, não acho confiável. - respondeu, sorrindo ao ver Duda sentada no sofá.

- Meu Deus. Vem, vamos para o meu quarto. - disse, sendo seguida por Bonnie.

* * *

- Termina isso logo, Marcy! - a rosada reclamou, depois de já ter acabado de fazer seu cartaz havia mais de 15 minutos, enquanto Marceline, preguiçosa, ainda estava longe disso.

- Ah, Bonnie, é muita coisa pra escrever! E além disso, tem que pesquisar nos livros, porque pela internet não é confiável - tentou imitar a voz de sua amiga, rindo e mexendo suas mãos freneticamente, deixando a outra irritada. - Relaxa, cara. Falta pouco.

- E... Pronto! - exclamou levantando o cartaz que carregava uma letra escrita com descuido e negligência.

- Ah, que bom! Sua letra está.. linda. - olhou para amiga segurando o riso. Mas ela havia notado a ironia na frase, fazendo com que Bonnibel não conseguisse mais resistir. - Não, é sério. Seu cartaz está ótimo.

Enrolou os dois e juntou-os ao seu organizado material de estudo. Tinha um zelo admirável por suas coisas.

- Ei, Marcy, eu vou para um lugar... hum... especial, hoje. Você queria ir comigo? Talvez goste. - perguntou, bastante tímida. E para seu azar, suas bochechas avermelhadas denunciavam isso.

- E qual é o lugar, Bonnie? - se espreguiçou.

- Ah, você vai ver. - falou se levantando.

- E como eu vou para um lugar sem nem saber o que é?!

- Você vai ou não? - insistiu cruzando os braços

- Ah, tá bom. Então vou tomar banho. - foi para o banheiro, ainda estava com a roupa da escola.

* * *

- Bonnie, pode sair do quarto pra eu me vestir? - entrou no cômodo que estava com sua amiga há alguns minutos.

- Marceline! Por quê não me mandou sair antes? Sua louca! - falou tampando os olhos. Não era comum alguém simplesmente aparecer de toalha na sua frente.

- Ué, eu avisei agora. E qual o problema? Você não tem as mesmas coisas que eu? - riu, fingindo que iria tirar o único pedaço de pano que impedia que Bonnibel a visse nua, e fazendo com que esta, que já não estava com as mãos nos olhos, gritar “Marceline!” mais uma vez. - Vai logo, ou eu vou tirar de verdade.

A rosada foi até o sofá vermelho da sala, passando, assim, a observar o local. Não era tão bagunçado quanto esperava. Mas desde que chegara lá estava sentindo falta de alguma coisa, e não sabia o que era, até olhar um porta retrato bem pequeno, como se estivesse pedindo para não ser visto, de uma linda mulher negra de cabelos curtos e castanhos, ao lado de um homem alto, estranhamente pálido, e que segurava uma criança inacreditavelmente parecida com ele. Seus cabelos eram tão pretos que chegavam a parecerem azuis, assim como os do homem; e sua pele não ficava por fora: Apresentava a mesma palidez daquele que parecia ser seu pai. Deduziu que a pequena fosse Marceline – as características da criança não negavam isso – e que aquela era sua família. Talvez era disso que estivesse sentindo falta. Pelo que lembrava, a amiga nunca falara nada sobre seu pai, ou sua mãe. Aquilo lhe parecia estranho, mas resolvera não tocar no assunto, tinha medo do que pudesse estar por trás daquela sua curiosidade.

- Bonnie? Tô pronta. - a rosada saiu de seus pensamentos quando ouviu a voz da morena lhe chamando.

- Então vamos!

Foram andando até o ponto de ônibus, enquanto Bonnibel discutia com Marceline por ela ter deixado Duda sozinha em casa.

* * *

- Chegamos! - a rosada puxou a amiga para o que aparentava ser uma casa grande e bem decorada.

- Bonnie, que lugar é esse? - a morena, apesar de continuar se perguntando o por quê de estar ali, gostara bastante de lá. Flores rodeavam o portão da entrada, e as paredes eram pintadas com desenhos e cores bem vivas.

- Boa tarde, Alicia! - ignorou a pergunta da amiga, cumprimentando uma mulher relativamente nova que estava sentada na calçada.

- Boa tarde! - respondeu desviando os olhos do livro que estava lendo, e olhando com curiosidade para Marceline. - Quem é essa moça?

- Essa é a Marceline, minha amiga da escola.

- Ah, sim. Seja bem vinda, Marceline. Podem entrar.

Obedeceram a mulher, entrando na casa que a rosada já estava acostumada a ver todas as terças, quintas, e sextas-feiras, e de e vez em quando nos sábados. Ao contrário da outra, que continuava sem entender as crianças correndo para lá e para cá, os desenhos colados nas paredes, e os brinquedos espalhados pelo chão.

- Boa tarde meus docinhos! - Bonnibel exclamou sorrindo quando entraram em  uma sala tão fofa que chegava a dar tontura.

- Boa tade titia Bon! - um garotinho ruivo que usava um chapeuzinho de crochê branco abraçou a rosada pelas pernas, logo em seguida sendo levantado em seus braços, e recebendo um abraço apertado e caloroso.

- Tá apetando, tia! - falou rindo e colocando suas mãozinhas no rosto de Bonnibel. - Você abaça muito foooolte.

- Desculpa, meu amorzinho. - deu um beijo em sua bochecha, o colocando no chão. -  Gente, eu quero mostrar uma pessoa a vocês! Essa aqui é a tia Marcy!

Bonnibel puxou a amiga para frente, e as aproximadamente 20 crianças que estavam lá foram correndo abraçar a morena, que estava se segurando para não chorar. É de se imaginar que não recebia um abraço daqueles todo dia.

- O-oi! - falou fazendo carinho no cabelo de um garoto que a olhava sorrindo.

- Bonnie, pode me falar agora que lugar é esse? - cochichou, tentando esconder a lágrima, que, de teimosa que era, fugiu de seu olho.

- É um lar adotivo. Eu trabalho aqui como voluntária desde novembro, que foi quando me mudei. - falou enquanto o ruivo olhava um pouco bravo para Marceline.

- Ah.. Bonnie, isso é.. Lindo. Assim, é realmente muito fofo. - se surpreendeu ainda mais com a garota na qual, de inicio, julgara como arrogante.

- Sim, eles são fofos. - riu da reação da amiga.

- Eu te chamei aqui hoje porque queria que você conhecesse eles, mas também queria pedir um favor... bom, é que eu te vi cantando na aula uma vez, e.. Eu achei sua voz muito bonita. Então gostaria que você cantasse algo para esses pequenos hoje.. - pediu meio sem jeito.

- Você me ouviu cantar? Quando foi isso?! Cara, que vergonha. - ela não lembrava de ter cantado na frente da garota rosa nenhuma vez. - Mas.. Tudo bem, eu canto.

- AH! Que ótimo! – gritou abraçando-a e indo em direção à porta. - E-eu vou pegar um violão. É.. Você sabe tocar violão?

- Sim, sei sim. - falou sentando em uma cadeira pequena e provavelmente feita para crianças que estava encostada na parede. - Eu fico olhando eles.

- Tudo bem. - sorriu, e saiu.

Sentada, a garota observava os pequenos com carinho. Era a primeira vez que os via, mas era também, a primeira vez em anos, que presenciava algo tão bonito. Eles brincavam, desenhavam, se divertiam, e faziam tudo que alguém daquele tamanho poderia querer. Foi inevitável que mais outra lágrima escorresse. Ainda não entendia a cara de bravo que o ruivinho a olhava. Desde que a vira falando com Bonnie estava daquele jeito. Era um fofo.

- Voltei! - a rosada entrou novamente na sala, mas dessa vez com o violão que havia dito que pegaria.

- Titia Bon, eu desenhi isso pra você.  - uma menininha morena com lindos cabelos crespos mostrou um papel para sua “titia”.

- Que coisa mais linda, Sofia! Eu vou colar na parede, tá, meu amor? - falou observando o desenho com brilho nos olhos, enquanto o colocava na parede rosa claro junto aos vários outros que ali estavam. Marceline se levantou para olhá-los também. Notou que a maioria havia Bonnibel desenhada, ou pelo menos o que intencionalmente era ela. Mas o traço tremido e borrado não fazia com que os desenhos ficassem esquisitos. Na verdade, estavam lindos. A cabeleira rosa da garota estava quase sempre presente e bem destacada.

- “Desenhi” - Bonnie disse baixo para Marceline ouvir, fazendo elas rirem.

- É pra eu tocar agora? - A morena perguntou pegando o violão.

- Quando quiser. - respondeu sentando no chão, e sendo acompanhada pela amiga. - Já sabe o que vai ser?

- Hum.. Eu acho que conheço uma boa aqui.

 


Notas Finais


gente
e isso é só
tomara que tenham gostado, e aquela imagem lá de cima é a Bonnie em um futuro distante.
Bebam muita água, e fiquem [email protected]


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