História Me After You - Capítulo 41


Escrita por: ~

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Categorias Candice Accola, Chris Wood, Ian Somerhalder, Joseph Morgan, Nina Dobrev, Paul Wesley
Tags Drama, Nian, Romance
Visualizações 137
Palavras 2.654
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Estava em semana de provas (terminam amanhã, na verdade) e por isso não atualizei mais. Lembram que eu disse que talvez iria demorar? Pois é! Foi apenas alguns dias, estou perdoada? <3

Capítulo 41 - Chapter Forty-One


POV NINA DOBREV:

 

 

Não consegui dormir muito bem. Não sei se foi pela ansiedade, já que hoje é a minha primeira audiência, ou se foi pela mensagem que ele me enviou ontem à noite. Droga. Ele não deveria ter feito isso, não um dia antes do acontecimento mais importante que dará início à minha carreira. Eu preciso me concentrar no caso, apenas nisso. Por um momento, tenho que esquecer da existência de Ian Somerhalder por mais que seja praticamente impossível.

A audiência será hoje à tarde, mas terei uma reunião pela empresa agora de manhã com David e a família. E droga: Candice ainda está dormindo. O jeito vai ser pegar um táxi e ir, afinal de contas não posso depender 100% dos outros. Como ele mesmo falou: eu sou uma mulher independente. Ele? Ai Nikolina, você realmente não toma jeito né! Já que havia acordado cedo, me preparei rapidamente e peguei tudo o que tinha para levar.

— Candice? - fui até o quarto dela para me "despedir" com um bom dia, sei que iria reclamar se eu saísse sem falar nada.

— Hum...- respondeu sonolenta.

— Já estou de saída viu?

— É cedo ainda...

— Eu sei, mas tenho uma reunião agora de manhã antes de ir ao tribunal. Não precisa me esperar para o almoço, vou comer fora. Ah, e também não sei se tenho hora para chegar, qualquer coisa eu envio uma mensagem.

 — Ok, boa sorte...

— Obrigada! - dei um beijo na sua cabeça. - Cuidado para não dormir demais! - fechei a porta e desci. Antes de sair, contatei meu irmão mais velho.

WHATSAPP PAUL:

Pawel, preciso conversar com você. É importante, talvez urgente. Sei que não nos falamos mais depois do ocorrido no bar, por isso quero te ver novamente. Me encontre no restaurante que fica perto da minha empresa, se chama Monet's. Por favor, vá se puder, ok?
Beijos,
Nina.

Agora sim, estou pronta para ir. Peguei o primeiro táxi que apareceu e segui à caminho do centro. Não posso me atrasar de nenhuma maneira.

— Moço, pode ir mais rápido? Tenho uma reunião importantíssima!

— Senhorita, estou fazendo o melhor que posso! - sorriu fraco.

"Anda carro, anda carro, anda carro." Repetia mentalmente essas palavras até que, após uma pequena demora por causa do trânsito, cheguei.

— Obrigada! - paguei a corrida e saí praticamente correndo.

— Senhorita Dobreva? David está esperando-a em sua sala. - Lane anunciou.

— Estou atrasada?

— Felizmente, não! - riu do meu desespero e pegou elevador junto comigo para me acompanhar. Em questão de segundos, já estávamos na sala do chefe.

— Bom dia! - David cumprimentou. - Nikolina, estes são Sr. e Sra. Thompson, pais da garota que foi assassinada pela babá!

— Oh sim, muito prazer! - estendi a mão e cumprimentei ambos. - Sinto muito pela perda de vocês, farei o possível para colocar atrás das grades o culpado por tudo isso.

— Agradecemos, senhorita Dobreva! - a mãe da falecida garota falou.

— Por favor, me chame de Nina! - sorri e ela assentiu.

— Então, Nikolina, o que concluiu sobre o caso?

— Pelo que analisei do material que a Lane enviou, o depoimento dado pela babá na delegacia me parece um tanto forte. A conclusão que cheguei sobre isso foi que ela matou a filha de vocês por vingança.

— Vingança? - David perguntou curioso.

— Sim! Ao que parece, ela e o Sr. Thompson tiveram um caso!

— Noah...- a esposa se virou incrédula.

— Cammy, eu posso explicar! - tentou tocar o ombro da esposa mas ela desvencilhou.

— Nina, continue por favor...- ignorou.

— Ok! - assenti. - Então, como disse, ela e o seu marido tiveram um caso. De acordo com o que li, depois de um tempo, ele se recusou a ter relações e a mesma se irritou com isso. Achou que estava sendo descartada facilmente e a partir daí, começou a ameaçá-lo. No início, o Sr. Thompson não deu muita importância para elas, até que chegou num ponto onde a babá quis pagar na mesma moeda e fazê-lo sofrer. Fazê-lo sentir, o que, segundo ela, você a fez.

— Inacreditável! Noah, você é inacreditável. Graças à seu caso amoroso com uma disfuncional, nossa filha está morta. - a mulher começou a gritar.

— Ei, se acalme. - me aproximei dela. - Farei o possível para ajudá-la, ok? - assentiu. - Por quê não sai, respira um pouco e toma um café bem forte? Hoje o dia será longo para todos nós.

— Boa ideia, Nina. Não aguento mais olhar para a cara desse infeliz aqui. - se retirou.

— Cammy! Cammy!

— Noah, é melhor ficar aqui. Deixe-a sozinha um pouco, não acha que já causou dor demais para ela? - ele suspirou pesado e se sentou num sofá que tinha na sala. Meu celular vibrou com uma mensagem, era o Paul. Ele estava me esperando no Monet's. - David, se não se importa, vou encontrar um amigo num restaurante aqui em frente.

— Claro, Nikolina, pode ir.

— Obrigada, não demoro. Licença! - me retirei da sala e desci pelo elevador. Ao sair, avistei seu carro estacionado na perto da calçada do estabelecimento.

— Neens...- ele falou ao me ver entrando.

— Pawel! Senti sua falta. - o abracei.

— Eu também, Dobreva. Eu também. - sorriu. - Está linda hein?

— Deixa de ser bobo! - pisquei e me sentei.

— Pedi um cappuccino para nós, já deve estar vindo.

— Parece ótimo!

— Então, sobre o quê quer conversar?

— Sabe dizer se o Chris deu meu número ao Ian?

— Não sei, provavelmente. Sabe como ele é! - riu. - Por quê? Aconteceu alguma coisa?

— Não. Quer dizer, sim.

— O que foi? - ele pegou na minha mão. - Ainda continuo sendo o seu irmão mais velho, viu? Isso não vai mudar só porque você agora amadureceu e se tornou adulta.

— É que, bom, o Ian me mandou uma mensagem ontem sabe? - assentiu para que eu pudesse prosseguir. - Só que no mesmo dia, à tarde, a Júlia também fez isso.

— A Júlia? Namorada do Ian?

— Sim! Paul, ela ameaçou fazer algo comigo caso eu não me afaste dele.

— Ela realmente fez isso? - peguei o celular e mostrei a mensagem. - Nina, pelo amor Deus...

— Eu amo o Ian e vou fazer de tudo para reconquistá-lo, custe o que custar.

— Até arriscar a sua vida?

— Se for preciso, sim!

— Neens...

— Sem essa de "Neens", não vai rolar. Eu não vou dar para trás novamente, não quando sei que ainda tenho chances.

— Tudo bem! - fez sinal de rendição. - Ele ao menos sabe dessa mensagem? Você contou?

— O quê? Não, claro que não!

— Nina, você precisa. - falou enquanto tirava o celular do bolso.

— Paul, não! - tentei impedir para que não iniciasse a discagem mas o restaurante estava cheio e eu não queria causar tumulto. - Pawel...- ignorou meu chamado.

— Sem essa de "Pawel", não vai rolar. - revirei os olhos.

— Idiota!

— Fala aí, bro. Como vai? - colocou no viva-voz e baixou um pouco o volume.

— Oi, Wesley. Tudo tranquilo, e contigo?

— Tudo na paz. Estaria melhor se algo não tivesse acontecido, precisamos conversar.

— Algo grave?

— É que...- fiquei tentando puxar o aparelho da mão dele. - Nina, fica quieta e me deixa falar com ele.

— Está com a Nina?

— Sim, estou, e ela é o assunto.

— Paul, cara, eu realmente não posso fazer isso!

— Ian, apenas me escuta ok?

— Só porque sei que você iria insistir até eu ceder.

— Cara, sua namorada mandou uma mensagem ameaçando a Nina. - dei um pisão no pé dele por debaixo da mesa e o mesmo fez cara feia pra mim.

— Wait, what?

— Exactly!

— Como? Quando?

— Ontem.

— E o que dizia?

— Basicamente falou para que a Nina desse fim à essa amizade que você quer iniciar ou iniciou com ela, que se afastasse de você porque sabe que ambos ainda se amam e que se te contasse algo, transformaria a vida dela num inferno.

— Ela não fez isso...

— Ah, mas ela fez sim! Você não sabia?

— Claro que eu não sabia, Paul, não fazia nem ideia. - falou preocupado. - E a Nina? Como reagiu?

— Ainda pergunta? É claro que ela não vai se afastar e muito menos desistir de você. - dei outro pisão. - Nina, para de pisar no meu pé porque estou falando apenas a verdade.

— Por isso ontem disse que sentia minha falta...

— Ela disse? - arqueou a sobrancelha pra mim divertido.

— Sim! - suspirou pesado. - Obrigado por ter me contado, vou resolver esse assunto.

— Não te atrapalhei né? Soube que voltou a trabalhar. 

— Imagina! Estou esperando uma paciente no momento, ela ainda não chegou.

— Enfim, não desista da Nina também. Ela te ama e eu sei que você sente o mesmo.

— Nunca desisti, apenas parei de tentar. Boa tarde, Paul! - desligou.

— Viu o que você fez, seu bocó?

— Você ouviu o que ele falou, sua bobona? - dei a língua. - Ele não desistiu, apenas ficou sem forças. É a sua hora, Nina. Agora você quem tem que correr atrás da mesma maneira como ele fez no passado. Tem que insistir e tem que provar que vocês dois juntos é a melhor coisa para ambos.

— É difícil...

— E você acha que foi fácil para ele? Pois é, Nina, o mundo girou, mas continuo torcendo por vocês. - sorriu.

— Thank you, big brother. - o garçom veio até nós trazendo o pedido.

— Só quero sua felicidade, Nina. Nada mais!

— Eu sei que sim! - sorri e tomamos nosso cappuccino que por sinal, estava ótimo.

Passei o tempo "livre" conversando com Paul, há dias que nem sequer trocamos uma palavra. O atualizei sobre tudo e ele o tempo todo dizia que estava feliz e orgulhoso por mim. Eu realmente tenho o melhor irmão mais velho do mundo.

Quando chegou o momento de irmos ao tribunal, David já me esperava lá fora com Cammy e Noah. Iríamos em seu carro.

— Nikolina! - falou de uma forma como se estivesse assentindo algo.

— Estão prontos?

— Vamos logo fazer justiça! - Cammy respondeu entrando no carro. David, eu e Noah fizemos o mesmo. No caminho ao tribunal, a mulher puxou conversa comigo como uma forma de distração. - Você namora, Nina?

— Namorei!

— Não namora mais? - neguei. - O que houve?

— Cammy...- Noah repreendeu mas ela fingiu não ouvir.

— Ah, nossa diferença de idade não ajudou muito. - falei sem graça. - Eu estava prestes a entrar na faculdade e ele já tinha sua vida, sabe? Então me mudei para a Califórnia por quase cinco anos e cursei direito, o fato de ter ido embora foi um motivo para que eu ele...

— Entendi! - colocou a mão sobre minha perna. - Se algum dia tiver a oportunidade de estar com ele novamente, não o traia. Seja honesta e sincera sempre, ok? - assenti e sorri gentilmente.

Depois de nossa conversa, o resto do caminho foi todo em silêncio. Era um pouco constrangedor, no entanto compreensível.

Quando chegamos ao tribunal, tomei minha posição. David sentou com os pais da garota na plateia. Assim que a babá entrou, o juiz deu início ao julgamento. Começamos pela distribuição de provas, o promotor abordou ambos os lados: acusação e defesa. Ocorreu tudo tranquilo, houve alguns momentos de transtorno pela parte da babá mas logo se acalmava. Ela já havia dado seu depoimento ao delegado, mas sem presença de advogados. No momento em que o promotor insistiu até as últimas, com o advogado tentando dar a volta por cima e achar uma maneira dela sair ilesa (impossível) ela acabou confessando oficialmente na frente de todos. O juiz a decretou culpada e sua sentença foi de 10 anos. Ficamos mais ou menos umas 4H dentro daquele tribunal, ouvir testemunhas, ouvir ambos advogados e ouvir o promotor nos abordando quase sempre, acabou tomando todo esse tempo. Felizmente, no fim, a justiça foi feita.

— Bom, ao que parece não tenho mais nada para fazer aqui! - suspirei aliviada.

— Obrigada, Nina. Muito obrigada! - Cammy me abraçou chorando.

— Não foi nada, só fiz o meu trabalho. - fiz um carinho em suas costas gentilmente. - Você é forte, eu sei que sim. Continue sendo. A dor não vai embora totalmente, mas ela vai se diminuindo aos poucos. Você só precisa segurar firme em si mesmo, ok? - ela assentiu ainda com lágrimas nos olhos.

— Obrigado, senhorita Dobreva! - Noah agradeceu.

— Ainda dá tempo de consertar as coisas. - me aproximei e falei baixinho perto dele.

— Excelente trabalho, Nikolina! Excelentíssimo trabalho!

— Muito obrigada senhor, fiz o que tinha de ser feito.

— Suponho que esteja cansada, certo? - riu. - Pode ir está dispensada!

— Um pouco, sim! - ri pelo nariz.

— Aceita carona? Presumo que não tenha seu próprio carro.

— Ainda, senhor. Ainda! E sim, acho que vou aceitar. - sorri gentilmente, nos despedimos do casal e saímos do tribunal.

— Nikolina, por favor, nunca nos deixe! - ele falou ao entrar e eu fiz o mesmo.

— Está de brincadeira? A sua empresa é uma das melhores do país! Eu que imploro: por favor, nunca me demita! - respondi divertida.

— Jamais! - deu partida. - Então, onde fica a sua casa?

— É um pou...- meu celular tocou. - Só um instante.

Alô?

— Nina? É Júlia...

— Olha Júlia, eu estou cansada. Acabei de sair de uma audiência, me poupe das suas ameaç...- me interrompeu.

— Não Nina, me ouve. Não desliga. É a Ana!

— Ana? O que tem ela? - ouvi um suspiro pesado do outro lado da linha. - Júlia, o que tem a Ana?

— Ela está toda vermelha aqui, com a maior febre e eu não sei o que fazer.

— O que você deu à ela?

— Ah, não sei...

— Não sabe? - aumentei o tom de voz. - Você passa o dia com a garota e não presta atenção no que ela come, Júlia? - bufei.

— Nina, eu...

— Ligou para o Ian, pelo menos?

— Não, ainda são 15H, ele está trabalhando na clínica. Você sabe né?

— Sei! - ela sussurrou um "sabia." - E a Edna? Onde está?

— Deve ter saído, acho.

— Acha? - respondi ironicamente.

— Pode vir para cá e me ajudar, por favor.

— Tá, eu vou!

— Obri...- a interrompi.

— Me poupe da sua falsa gratidão, faço isso pela garota. - desliguei.

— Problemas? - David perguntou.

— Mudança de planos, me leve para esse lugar. - digitei o endereço no celular e mostrei à ele. -Vá o mais rápido que puder.

— Entendido! - aumentou a velocidade e praticamente voamos.

Pelo visto, David conhecia Nova York melhor do que eu. Fomos por umas ruas, entramos em outras e acabamos chegando ao condomínio do Ian.

— Entregue, Nikolina!

— Obrigado e desculpe pelo incômodo. - falei ao sair.

— Imagina! - sorriu e deu partida, Júlia me esperava lá fora.

— Graças à Deus...

— Cadê a Ana?

— No sofá, deitada. - entrei às pressas e encontrei a garota deitada.

— Ana? Sou eu, a Nina! - me aproximei.

— Nina...- falou tentando abrir os olhos, mas estava tão quente que nem conseguia.

— Vou cuidar de você, viu? - ela sorriu fraquinha. - Pode me dizer o que comeu hoje à tarde?

— Eu almocei e a Júlia me deu uns chocolates de amendoim.

— Ok! - beijei sua testa e me levantei para falar com a "madrasta" dela. - Júlia, a menina provavelmente tem alergia à amendoim. Pra quê diabos você foi dar?

— Eu não sabia, Nina! - falou séria.

— Deveria ter perguntado ao Ian antes dele sair já que seria a primeira vez que ficaria sozinha com a filha dele.

— Não quis que pensasse que eu sou incapaz.

— Jura? O que acha que ele vai pensar agora? - respondi incrédula e me virei. Peguei um copo de água, tirei um antialérgico da minha bolsa (sim, sempre levo pois tenho alergia à camarão) e fui até Ana. - Tome princesa, ficará bem. - se levantou devagar e colocou o comprimido na boca. - Descanse, viu?

— Obrigada, Nina. Não vá embora, por favor...- voltou a deitar.

— Não se preocupe, não vou à lugar algum. - sorri e sentei perto de suas pernas acariciando-as. 


Notas Finais


Gente, só não detalhei a audiência porque ficaria muuuuito grande, ok? PS: no próximo capítulo vai ter A DECLARAÇÃO DA NINA! Conseguem imaginar para quem?


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