História Me After You - Capítulo 42


Escrita por: ~

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Categorias Candice Accola, Chris Wood, Ian Somerhalder, Joseph Morgan, Nina Dobrev, Paul Wesley
Tags Drama, Nian, Romance
Visualizações 138
Palavras 1.865
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aconselho vocês a lerem esse capítulo ouvindo "My Heart is Open" do Maroon 5, principalmente na parte da declaração que a Nina irá fazer. Aproveitem o capítulo!

Capítulo 42 - Chapter Forty-Two


POV IAN SOMERHALDER:

 

 

A ideia de ter voltado a trabalhar não foi 100% pelo fato de que gosto da minha profissão. Quer dizer, eu amo o que faço. Realmente amo mas, nessa situação, decidi voltar porque precisava me recompor. Precisava de um pouco de espaco. Precisava respirar. Depois de tudo o que tem acontecido nos últimos cinco anos e ultimamente, eu realmente precisava me dedicar à outra coisa. E por quê não o trabalho, certo? Afinal de contas, dinheiro também não cai do céu!

Saí cedo, Júlia ficou com Ana e minha mãe em casa. Acho que não vou conseguir me acostumar rapidamente com essa nova rotina, de só ver a minha filha no período quase noite. Somos feito chiclete e sapato, mas parece que agora o chiclete teve que sair para o sapato poder andar. Entendeu? É uma coisa meio louca que acabei de inventar! Se houve muito esse tipo de coisa no consultório, principalmente com adolescentes. Eles geralmente não se abrem, então precisamos entrar nos seus próprios mundos: o que significa muita, muita metáfora e maluquices. É compreensível, nem todos conseguimos expressar nossos sentimentos com palavras reais. Aprendi isso na faculdade.

Até que não tinha sido estranho ou ruim o meu primeiro dia numa clínica que consegui emprego perto da empresa onde Paul trabalha. Achei que iria ser um bicho de sete cabeças, mas não. Era bobagem minha. No fim do turno, foi como se eu nunca tivesse parado de trabalhar, como se estar ali me pertencesse.

Enquanto dirgia voltando para casa, tive uma sensação estranha. Parecia que borboletas faziam a festa dentro do meu estômago, e a última vez que senti isso foi quando estava com ela. Junto dela. Universo, qual o seu plano?

17h30 marcava o meu relógio. Sim, meia hora no trânsito. Nova York e seu tráfego à essa hora não ajudam muito, principalmente se você tem pressa de chegar em casa como eu. Foi um dia cansativo? Talvez, mas nada melhor do que estar com quem ama no final do dia. Digo em relação à minha filha, claro. E outra pessoa, quem sabe.

— Ana? Júlia? Mãe? - enquanto tirava meu casaco e pendurava-o, fui surpreendido ao ver a pessoa que me deixa com borboletas no estômago. Ela aparentava estar cochilando ao lado de Ana, que estava deitada com as pernas sobre as da mesma. - Nina...- levei minha mão ao peito.

— Ian, que bom que chegou, eu precisava te perguntar uma coisa. - pulei de susto ao ver Júlia aparecendo e interrompendo esse "momento".

— O que aconteceu? Por quê a Nina está aqui? - falei baixo para que não acordasse nenhuma das duas.

 Sua mãe queria provavelmente ferrar com a minha vida, então saiu. - a olhei confuso. - Desculpe. - ela suspirou. - Eu a chamei porque sua filha teve febre e ficou toda vermelha.

— Você deu amendoim à Ana?

— Sim, chocolates de amendoim depois do almoço. Eu não fazia ideia de que a garota tinha alergia, você nunca falou nada e...- interrompi.

— Tudo bem, não se culpe por isso, ok? - assentiu. - Precisamos conversar! - a levei para o final do corredor. - Júlia, o Paul me contou sobre a mensagem que mandou para a Nina. Por quê fez aquilo?

— Eu...- segurou minhas mãos. - Tínhamos brigado e eu estava chateada, Ian. Você não é mais o mesmo desde que ela voltou, e não adianta negar porque é a verdade. Eu sei que desejaria estar ao lado dela e não do meu. Também sei que a ama verdadeiramente e isso está estampado em sua testa. Você diz que quer seguir em frente, se abrir para outros amores mas não consegue. Talvez se ela não tivesse voltado, até que as coisas poderiam estar melhores entre nós.

— Sabe que nada disso justifica a atitude que teve, certo?

— Sim, mas só estava com medo de te perder, Ian, e aparentemente é o que está acontecendo. Ou se já não aconteceu. - riu fraca. - Olha, eu não sou e nunca serei amada da mesma forma que você a ama. Tentei e não deu certo. Nunca serei especial tanto quanto ela. Eu nunca poderei ser essa pessoa. E quer saber, acho que a sua amiga tem razão: até quando vai fingir que está feliz? - olhou, triste, por cima do ombro. - Parece que alguém já vai indo embora. - me virei e Nina caminhava em direção à porta. - Vá, faça o que seu coração manda. Me desculpe se aparentei ser uma pessoa insegura e obsessiva, mas Nina é uma concorrente fortíssima e não tenho mais chances nesse jogo. Acho que o melhor para nós seja terminarmos.

— Júlia...

— Eu sei que você tentou, Ian, porém infelizmente não podemos escolher quem vamos amar. Ah se pudéssemos...- a abracei.

— Ei, você vai encontrar alguém melhor do que eu que a ame verdadeiramente e que a faça feliz. Tenha a certeza de que sim. - ela sorriu. - Obrigada por ter estado ao meu lado por esses meses, mesmo com todos os altos e baixos.

— Seja feliz, Ian. Não desperdice mais tempo! - beijou minha bochecha. - Vou arrumar minhas malas. - assenti e fui atrás da Nina. Ela ainda não havia ido embora, estava sentada na entrada susurrando coisas que eu não conseguia ouvir.

— Dia difícil? - falou ao ouvir meus passos firmes.

— Um pouco! - ri fraco. - Posso? - fiz menção para sentar ao seu lado.

— A casa é sua, fique à vontade. - brincou.

— Obrigado por...você sabe. Pela Ana!

— Imagina, eu amo a pequena e sei que estava ocupado. - sorriu e eu retribuí.

— Soube da mensagem, Paul me contou.

— Eu sei, aquele fofoqueiro estava comigo quando ligou para você. - bufou.

— Fofoqueiro? Eu deveria saber, Nina. Deveria ter me contado! Se tivesse acontecido algo com você, jamais iria me perdoar!

— Mas não aconteceu. - suspirou. - Não quero ser o motivo para o término de vocês.

— Fique tranquila, Nina. - Júlia apareceu com as malas e nos viramos. - Apenas o libertei de um relacionamento onde ele não estava feliz completamente.

— Vocês terminaram? - ela se levantou, confusa.

— Sim! - respondi.

— Ai meu Deus, a culpa é toda minha. Eu não deveria ter voltado, eu não deveria ter te procurado, Ian. Vocês ainda iriam estar juntos se não fosse por mim e...- Júlia a interrompeu.

— Pare, Nina. - se aproximou e tocou o braço levemente. - A culpa não foi sua e nem dele. A culpa foi minha por insistir numa relação onde o amor verdadeiro que ele sente por você, é mais forte do que eu. Me desculpe por aquela mensagem de ameaça, eu estava cega de ciúmes e com medo de perdê-lo. Me desculpe pela forma como te tratei quando chegou aqui, vi que realmente se importa com a garota e ela da mesma forma. - Nina segurava seu choro. - Enfim, me desculpe Nina. Eu não o mereço mas você sim. - a abraçou.

— Oh, Júlia...- retribuiu.

— Preciso ir, chamei uma amiga e ela já está me esperando pelo visto. - riu fraca. - Não a deixe escapar outra vez, Ian. - olhou para mim confiante. - E nem você, Nina. - assenti. - Sejam felizes, por favor. - se despediu e foi embora.

— Nina? - suspirou pesadamente. - Nina, está tudo bem?

— Eu te amo! - me encarou e deixou que as lágrimas tomassem conta do seu rosto. - Eu realmente te amo. E tentei muito não dizer isso. Tentei muito esconder, ignorar e não dizer.

— Nina...

— Shh, me deixe terminar. - assenti. - Nate, Nate gosta de mim sabe? Eu sei que você sabe. - dizia um pouco atrapalhada. - Ele gosta e muito, é um bom rapaz apesar de tudo mas nunca poderíamos ter dado certo, mesmo se eu quisesse, porque quem amo é você! - apontou com a mão para mim. - Eu estou tão apaixonada por você! - era como se estivesse tirando um peso de suas costas. - Você, mesmo depois de todos esse anos, continua em mim. Parece uma doença. É como se eu tivesse sido infectada por Ian Somerhalder! - ria nervosa. - E eu simplesmente não consigo...- sua voz ficou fraca e trêmula. - Eu não consigo pensar mais em nada ou em ninguém. Eu não consigo dormir. - literalmente parecia que iria quebrar inteira. - Não consigo respirar. - me olhava com os olhos encharcados e meu peito doeu ao ver aquilo. - Eu amo você, Ian. Eu amo você o tempo inteiro, a cada minuto de cada hora. Eu amo você. Eu...- a abracei.

— Eu também amo você, meu anjo. - afaguei seu rosto contra o meu peito. - Eu sempre te amei e sempre vou te amar. - beijei seus cabelos. - Parece que o universo tinha um propósito para nossos destinos. - ri fracamente pelo nariz e ela levantou seu rosto, ainda com lágrimas e me olhou docemente. - Sabe, quando você foi embora, uma parte de mim queria que nunca mais tivesse voltado, uma parte de mim queria ter te esquecido no exato momento em que decidiu colocar os pés dentro daquele avião. Uma parte de mim queria ter jogado fora toda nossa pequena história que tínhamos construído ali. Por muito tempo achei que tudo tinha sido um erro, uma ilusão. Que eu apenas fiquei por querer protegê-la, e você por precisar de um alguém. Mas não foi. Eu me apaixonei por você, Nina. Eu acabei te amando e ao que parece, você também começou a sentir o mesmo em relação à mim. - ela me olhou de uma forma como se concordasse. - Claro que eu quis, por muitas vezes, que tivesse me correspondido naquela época. Por muitas vezes achei que poderíamos ter sido felizes ainda no passado, mas tudo tem um início, meio e fim. Talvez nossa história não tivesse de ser assim. Talvez precisássemos sofrer, ambos, e enxergar a grandiosidade do que sentimos. Talvez tenha sido necessário todo esse tempo separados para nos juntarmos novamente.

— Nada acontece por acaso. - ela sorriu.

— Nada! - passei o dedo carinhosamente sobre seu rosto.

— Pai? - Ana apareceu na porta coçando os olhos, ainda sonolenta.

— Acho melhor eu ir embora, sua filha acordou e eu estou cansada. O dia foi longo para mim. - pegou sua bolsa.

— Vai ficar tudo bem daqui por diante? Quero dizer, ficaremos bem?

— Veremos o que o universo tem preparado para nós. - sorriu. - Diga a Ana que eu mandei um beijo.

— Pode deixar! - sorri. - Vá com aquele rapaz ali da frente que é taxista e tome cuidado. Quando chegar em casa, avise ok? - assentiu. - Descanse tranquila! - beijei sua testa.

— Tchau, smolderhalder. - acenou e foi correndo em direção ao táxi.

— Por quê a Nina já foi?

— Porquê ela está cansada, meu amor. Saiu do trabalho para vim cuidar de você! - a coloquei no braço. - Como se sente?

— Melhor graças à ela. - se encostou em mim. - Vocês voltaram, pai?

— Estamos bem, é só o que você precisa saber no momento.

— Vocês vão voltar, eu sinto aqui. - colocou a mão no local onde fica o coração. - E você também!

— Sim, princesa, exatamente dessa forma. 


Notas Finais


Eu tinha escrito este capítulo com uma briga meio que "feia" entre os 3, mas não gosto muito de climas assim então decidi encerrar pacificamente as coisas entre Ian e Júlia. Ele como sempre, um homem maravilhoso né?


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