História Me apaixonei, e agora? - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Megan Fox, Personagem Originais, Romance
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Palavras 1.239
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Não vai me dar as boas vindas veterana?


Christina e Victoria entram em sala a minha frente, mas braços fortes me barram antes de colocar meus pés para dentro. Ergo a cabeça, observando seu porte atlético, seus cabelos loiros bagunçados, que dão um ar superior e altamente sexy, seus olhos verdes esmeraldas, são uma extravagância e seu sorriso de canto, é cativante.

Mas o que ele precisa saber no momento, é que não quero me relacionar com ninguém... Então todas as suas qualidades, não me interessam.

        -Por que tão rápido. Srta. Walker?- seu sorriso debochado, me irrita, mais seus olhos verdes, tristemente me deixam calma.

        -Saia da frente, Miguel.

Dou de ombros. Tento passar, impulsionando meu corpo para frente, mas não surte resultado.

        -Por que tanta pressa, se...  –seus belos olhos, por alguns instantes param de vasculhar a fundo de minha alma, e correm para o relógio de couro em seu pulso. -Estamos alguns minutos adiantados?

Sorrio, abaixo a cabeça e balanço-a negativamente.  

Não posso ser rude. Afinal trata-se do meu professor, e mesmo eu não querendo o devo respeito.

 Agrh! Eu odeio me encontrar em situações assim!

        -Ok. – respiro fundo, recuperando a compostura. –Quais os assuntos que quer tratar comigo?

Sorrindo de lado, ele volta ao sorriso triunfante e me encara.

        -Esquece... – sorri soltando um riso nasal, retirando o braço da minha frente e dando alguns passos para o lado. – Pode entrar.

Mordo o lábio inferior, passando por ele, sentindo seu perfume rústico e seus olhos queimando as minhas costas.

Sinto-me aliviada, ao conseguir passar pelo batedouro, do Sr. Hale. As teens – lideres obviamente gostam de suas cantadas de quintas e seus flertes irritantes.   Mas eu não sou como elas. Odeio homens safados e galinhas. São desses tipos que devemos manter distancia.

 E assim será feito.

        -Walker... – me viro em sua direção, sua voz rouca, me arranca brutalmente de meus pensamentos. Mas me arrependo no súbito momento que giro os calcanhares para olhá-lo. – Fica sexy com os cabelos presos.

Os burburinhos começam e, minhas bochechas atingem os cinqüentas vermelho mais escuro.  Fecho os olhos, respiro fundo e volto a andar em direção a minha mesa, me sento e abaixo a cabeça. Mas Christina me cutuca as costas, fazendo-me virar um pouco a cabeça para encará-la.

        -O que foi I-S-S-O? – a vibração em sua voz é palpável. Só que temos um impasse, eu não estou nem um pouco confortável com a situação que, Miguel havia criado entre nós.

Reviro os olhos, mas decido responder sua pergunta, afinal, não teria outra escapatória.

        -O quê mais aquele escroto poderia querer? – rio nasal, balanço a cabeça negativamente e acrescento: - Encher o saco, ou... Se achar o último homem do universo. Essas coisas que caras, como ele fazem.

        -Deixa de ser chata, garota... – seu sorriso travesso domina seus lábios. Então obviamente algo maldoso, sonda sua cabeça – Ele é gato e, acabou de dar em cima de você na frente de todos aqui dentro. O que mais é preciso? Se acontecesse comigo, ou com 99% das garotas daqui. Ele provavelmente, não precisaria se rastejar tanto.

        -Ah! Mas eu não duvido de você, e nem dessas 99%. Não mesmo! Vocês gostam de caras atirados, mais eu não. Miguel Hale, não me interessa. E a minha regra continuará prevalecendo com qualquer homem, independente do quão bonito e atraente eles sejam.

Abrindo as mãos em rendição, seus olhos perfuram os meus, como uma navalha.

        -Ok. Já entendi senhorita certinha.

Viro-me para frente, voltando a prestar atenção na aula. Minha atenção é arrancada quando aqueles olhos verdes não paravam de me encarar.

É tão perturbador, que me esqueço do constrangimento, mas como uma boba não abandono seu olhar, o sustento. As horas param e demora a passar, mas assim que Miguel sai de sala, me sinto aliviada.

Fito a porta por alguns segundos, quando um garoto de cabelos pretos e olhos castanhos escuros passam por ela. Seu ar arrogante domina o ambiente, e quando nossos olhos se encontram um frio inebriante percorrem minha espinha.

Victoria, Christina e todas as outras garotas o olham com admiração, enquanto eu apenas o olho com indiferença.

        -U-uau! Agora sim essa escola está começando a progredir. – Christina sorrir, mordendo o lábio inferior, enquanto ainda o encara.

        -Não tenho muito que dizer. Beleza não define muita coisa. E... e ele não parece amigável.

Dando de ombros, Christina revira os olhos e olha para Victória.

        -Ninguém se importa com isso Helena, ele é lindo, e... é isso que conta.

Reviro os olhos e resolvo deixá-las falarem entre si.

        -Ele parece ser um pouco fechado, mas quem liga. Todos nós éramos assim no primeiro dia. – sempre otimista.

Não poderia esperar outra coisa da Victória a não ser contornar a situação com palavras fofinhas.

        -Como sabe que ele é novo por aqui?- pergunta Christina, com seu ar arrogante.

Reviro os olhos, não conseguindo ficar quieta.

        -Porque é obvio? Nós nunca o vimos por aqui, e estudamos nesse colégio a... mais de oito anos.

        -Não banque a engraçadinha, Helena.

Sorrio fraco.

        -Acalmem-se garotas. Ele é calouro, vi quando chegou acompanhado dos pais indo conversar com o diretor.

        -Calouro e gato... Interessante.

Volto a virar-me para frente, mas fico inerte quando ele começa a se aproximar e a ficar cada vez mais próximo de mim.

Coração acelerado. Mãos soando. Frio na barriga.

Esses são os sintomas que eu nunca deveria sentir, mas que um calouro despertou em mim.

Sou puxada bruscamente pelos ombros por Christina, quando ele se senta a mesa a minha frente.

        -Sortuda!- sussurra baixinho.

        -Não é sorte. Está mais pra azar. – digo, concertando minha postura na cadeira.

Quando o diretor entra para um aviso.

        -Alunos! – o grito desnecessário, faz com que eu me encolha em minha cadeira. – Lamento avisar, mas vocês não terão o intervalo. – o falatório consome a turma, e todos começam a se levantar. – Sentem-se! – o restante de pé não reagem, apenas param a frente de suas carteiras. – Eu mandei sentar, alunos! – todos que estavam de pé se sentaram em seus respectivos lugares, rapidamente. – Agora, eu exijo que vocês se acalmem, e que fiquem calados. Não quero ouvir mais reclamações! – o silencio resplandece e ele prossegue: - E como já devem ter percebido, temos um calouro aqui presente. E eu gostaria de apresentá-lo formalmente a vocês, alunos. Não a um bando de animais.

        -Cuidado com as palavras, careca!- gritam do outro lado da sala, fazendo metade da turma rir.

        -O que disse!? – grita repressor.

Tento amenizar as coisas e me interfiro.

        -Desculpe interrompê-lo senhor, diretor. Mas talvez a maioria esteja interessada no que o senhor tem a dizer.

Ele recobra a compostura, ajeitando o paletó.

        -Bem... Como estava dizendo. Temos aqui Joseph Mark. – seus olhos caídos, buscam o do garoto a minha frente, que o encara com petulância. – Levante-se e apresente-se meu caro.

A contragosto ele se levanta, anda até a frente e para ao lado do diretor.

        -Me chamo, Joseph, tenho 18 anos, e me mudei pra cá há alguns dias. Não pretendo ficar por muito tempo, então não percam seus tempos, tentando ser meus amigos, não faço questão da amizade de nenhum de vocês. Fiquem fora do meu caminho, e nos entenderemos bem. – sem a permissão do diretor, por si mesmo ele dá a apresentação por encerrada e volta a se sentar a minha frente.

Prendo a respiração e ele ergue a cabeça para trás, dando um sorriso sádico de lado.

Pisco os olhos, mas não falo e não expresso nada.

        -Não vai me dar as boas vindas veterana?

 

 

 



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