História Me apaixonei pelas estrelas enquanto admirava o teu sorriso. - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Personagens Originais, Sehun, Suho
Tags Exo, Kai Hetero, Lee Taemin, Romance, Taeoh, Yaoi Por Causa De Chansoo
Exibições 41
Palavras 3.435
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpem se tiver erros, e Boa leitura :3

Capítulo 10 - Capítulo X (Finalmente, vejamos as estrelas)


Fanfic / Fanfiction Me apaixonei pelas estrelas enquanto admirava o teu sorriso. - Capítulo 10 - Capítulo X (Finalmente, vejamos as estrelas)

Do NamSoo POV On.

 

Eu estava nervosa, não vou negar. E não tinha um motivo muito convincente para que eu me sentisse daquele jeito. Eu já estava em Londres, e no quarto de Kai, na sacada o esperando.

BaekHyun fizera tudo muito bem feito, deixando até a chave do quarto de Kai para mim na portaria, com meu nome de acesso e tudo o mais. Como ele era detalhista!

Vi quando a van do EXO-K chegou, e aquilo só me fez ficar mais nervosa do que já estava. E eu nem poderia esconder isso, o que me restava era a esperança de que JongIn não percebesse, o que eu não duvidava, levando em conta o fato dele ser lerdinho às vezes...

Não demorou muito e eu ouvi o som da porta sendo destrancada, e um frio na barriga me subiu.

Mas que droga! Quem vê pensa que vou transar com o cara ou sei lá!

Eu só estava ali para lhe mostrar as estrelas, até por quem nem a noite ali eu passaria. Baek também me reservara um quarto naquele mesmo andar, mais precisamente, há dois quartos de distância do de Kai. 

Me virei para vê-lo, e pude presenciar o pulo que ele deu no lugar, de susto ao me ver ali parada em sua sacada. Realmente esperava que ele não tivesse um pensamento negativo comigo ali, afinal, era para ser uma surpresa boa.

-Woah! Você me assustou! – Sua mão fora de encontro ao peito, e eu não pude reprimir um riso baixo.

Mas logo ele abriu aquele sorriso maravilhoso, dizendo:

-O que faz aqui, Nam-ah? – Veio até mim, beijando minha bochecha um tanto quanto demoradamente.

-Vim te fazer uma surpresa! – Disse com a voz animada até demais.

-Qual surpresa...? – Seu sorriso era fofo, e seu rosto confuso.

-Você não tem ideia? Veja, estamos em Londres, e está de noite...

Seu rosto pareceu se iluminar de repente e seu sorriso ficou ainda mais largo e brilhante.

 -Você vai me mostrar as estrelas? – Ele parecia uma criança feliz.

Sorri concordando com a cabeça.

-Agora? – Perguntou.

-Se você quiser pode ser daqui a pouco, para você descansar e tudo o mais...

-Não preciso de descanso. – abanou a mão no ar- Mas de um banho sim, já volto, okay?

Disse JongIn indo em direção à sua mala no canto do quarto assim que assenti, pegando algumas roupas e entrando numa porta que julguei- obviamente- ser o banheiro.

Então fui para a sacada esperá-lo, apesar de ele estar em outro cômodo, quis dar-lhe privacidade.

Eu não pretendia mostrar-lhe as estrelas daquela sacada.

Quando havia entrado naquele hotel, perguntei ao recepcionista se o prédio tinha cobertura, e ele afirmara que sim, e que era muito bonita. Talvez não fosse, ele trabalhava lá, tinha que vender seu ‘produto’ no final das contas.

Entre tantos pensamentos, me peguei pensando em como eu estava apaixonada por Kai. Não era de meu feitio viajar para outro país apenas para fazer um cara sorrir. Por que sim, esse era meu objetivo. Eu sabia que ele abriria aquele sorriso lindo assim que colocasse seus olhos- devidamente- nas milhares de estrelas daquele céu tão lindo e brilhante.

E eu esperava por isso, como uma criança que espera seu presente de aniversário.

Dentre tantos devaneios, pode-se dizer que realmente me assustei quando senti duas mãos em meus ombros, me dando um impacto de leve, me fazendo dar um pulo no lugar de susto. E logo em seguida, sua gargalhada preencheu meus ouvidos.

-Vamos? – Perguntei me virando para ele.

JongIn me fizera perder o fôlego mais uma vez.

Kai estava com os cabelos ainda úmidos, provavelmente havia os secado apenas com a toalha, e nem fizera questão de pentear as mexas que despontavam para várias direções diferentes, deixando-o com o rosto anguloso ainda mais bonito e simples. Ele usava uma calça moletom preta simples, e uma blusa de moletom grossa cinza, mas que com aquele frio, ainda não era o suficiente para ir à cobertura.

-Vamos onde? 

-Para a cobertura, lá é melhor que aqui. – Falei.

-Ah, sim. Vamos!

Sua mão quente envolveu a minha num ato inocente, e provavelmente impensado de Kai, mas que mesmo depois de perceber o que de fato fizera, continuara com seus dedos longos envoltos nos meus.

Ele já ia abrindo a porta, quando eu o puxei, dizendo:

-Você vai subir lá assim?

-Ué, vou. – Balançou os ombros, simples.

-Seus cabelos ainda estão úmidos, você pode ficar doente. E essa blusa é muito fina para ficar lá em cima. –Falei como se tudo fosse muito óbvio.

Ele sorriu terno, soltando minha mão, e indo em direção a uma de suas malas, pegando de lá um gorro preto com pompom cinza na ponta, e dois casacos bem grossos. Mas esse menino, ou é 8 ou 80.

Deixou-os em cima da cama, colocando o gorro sobre os cabelos, o arrumando. Em seguida, pegando um dos casacos e o colocando por cima da blusa de lã que usava. E vindo em minha direção com o outro em mãos.

-Então, se eu não posso ficar doente, você também não pode. Vire-se. – Disse ele com a voz neutra.

Apenas fiz o que pediu, e abriu a porta, para irmos ao terraço do prédio.

Enquanto estávamos no elevador, ele se virou para mim do nada, dizendo:

-A propósito, como conseguiu driblar o recepcionista para entrar em meu quarto?

-Não precisei. BaekHyun o fez por mim.

-Aah... – Sorriu, virando seu rosto para frente novamente.

Assim que chegamos á cobertura, pudemos sentir o vento gelado batendo contra nossos rostos e mãos, que foram imediatamente para dentro dos bolsos das blusas que usávamos.

-Woah... Aqui é bonito.

Realmente, o recepcionista não havia me dito nada além da verdade. A cobertura era bem espaçosa, e tinha postes em vários pontos espalhados pela área, bem o estilo londrino. Além de terem vasos de plantas iluminados parcamente nas beiradas do parapeito.

Era realmente bonito. E como se não bastasse, tinham alguns bancos de praça, mas esses eram poucos. Escolhemos um e nos encaminhamos até o mesmo.

Aquela noite estava realmente fria, e eu não esperava por isso, acredito que se Kai não tivesse me emprestado seu casaco, eu já estaria tremendo de frio.

Não que eu não estivesse naquele momento, mas a diferença seria gritante. Minhas mãos se contorciam dentro dos bolsos da blusa, e sentia meu nariz ficando gelado a cada rajada de vento que nos atingia.

Kai não parecia diferente.

-Acho que devíamos ter ficado na sacada do seu quarto mesmo. – Comentei.

-Eu gostei daqui, apesar de sentir que a qualquer momento virarei um picolé.

Ri com seu comentário sincero e despreocupado. Ele saltou do banco num átimo e disse, ainda de pé:

-Tive uma ideia, já volto, e espere aqui, sim?

Concordei, e ele saiu apressado.

Se ele me deixasse ali, eu no mínimo lhe deixaria com um olho roxo no dia seguinte, pensei. Rindo logo em seguida, tinha quase zero por cento de chance disso de fato acontecer. Se fosse meu irmão, bem, isso seria bem provável...

Senti um tecido pousar em meus ombros, mais precisamente uma manta. E me virei, vendo JongIn se sentar ao meu lado novamente. Sorri, ele havia trazido uma coberta.

-Pronto, agora ficaremos quentinhos. – sorriu.

Eu tirei a manta de meus ombros, e joguei por cima de nossas pernas, e ambos a levamos para cima dos braços. Eu sentia seu quadril colado ao meu sobre o banco, por causa da coberta, tínhamos que ficar perto um do outro, e isso era- possivelmente- a melhor parte.

-Obrigado. – Lhe sorri.

Ele apenas me olhou, e encaminhou seus olhos para o céu no momento seguinte.

-Então... Essas são as tão famosas estrelas de Londres.

-Sim. Eu amava ficar as observando enquanto o tempo passava.

-O que você pensava enquanto as observava?- Sua voz era baixa. Só tinha nós dois ali, e era muito mais gostoso assim, pensei.

-Tanta coisa... – Suspirei – Eu sentia falta de casa, principalmente do Soo, já que meus pais vieram algumas vezes me visitar, mas Soonnie era sempre tão atarefado que não tinha tempo.

-Ele é realmente especial para você, não é?

-Sim, eu o amo. – Falei simplista. E ele sorriu.

Diferente de Kai que observava as estrelas atentamente enquanto trocávamos palavras; eu o analisava com afinco.

-Nossa, aqui é realmente lindo... – Ele dizia encantado.

-Realmente... Lindo. – E não era bem às estrelas que eu me referia naquele momento.

Então seu rosto se virou para mim, e eu nem me dei ao trabalho de disfarçar. Eu o faria se ele não tivesse se virado tão rápido.

-Obrigado. – Sua voz ainda era baixa, e aveludada por conta da intensidade pouco aplicada nas cordas vocais. – Eu realmente amei a surpresa.

-Não foi bem uma surpresa, você já sabia que uma hora ou outra eu lhe mostraria elas. –Balancei os ombros, simplista, desviando meu olhar de seu rosto, e os levando para as estrelas acima de nós. Mas ainda sentia seus olhos sobre mim, e sua intensidade.

-Sim, mas estas estrelas não seriam tão lindas se não fosse você a me mostra-las.

Arrepiei toda, e não foi pelo frio não.

-Você sabe, eu não as mostraria a mais ninguém. – Falei.

E era verdade.

Sua cabeça tombou em meu ombro e se ajeitou ali confortavelmente, seu ombro também se aconchegando mais em mim. Suspirou parecendo mais relaxado.

-Aah... Estou cansado.

-Quer descer? Você precisa descansar.

Fiz menção de levantar, mas uma de suas mãos foi em direção ao meu antebraço, me impedindo de fazer qualquer movimento.

-Não... Aqui está bom... Assim. – Sua mão foi de encontro à minha por de baixo da coberta, apertando-a – Assim...

Apenas deixei estar. Ele parecia sonolento, e naquele momento eu não pesei o que aqueles gestos significavam; sua mão na minha, ele praticamente deitado em cima de mim. Eu não fazia ideia, por que parecia estar tão entorpecida naquele momento quanto ele, e não pensava no que estava acontecendo ou no que eu faria.

Minha sorte era que Kai estava segurando minha mão direita- apesar de estar escorado no lado esquerdo de meu corpo- o que me possibilitou de fazer o que queria sem deixar sua mão. Com cuidado- por que pensei que ele estaria dormindo- passai meu braço esquerdo com cima de sua cabeça, levando-o às costas de JongIn, e com a falta de apoio, seu tronco caiu em direção ao meu colo, se arrumando ali como um gatinho de encontro à coberta. Eu ainda não entendia como ele conseguia continuar confortável com sua mão esquerda segurando a minha, mas ele parecia estar.

Ajeitei a coberta mais para cima, para que suas costas não ficassem de encontro à brisa gelada, e senti sua mão apertando a minha. Direcionei meu olhar para seu rosto, e ele tinha um sorriso sutil adornando seus lábios.

-Desse jeito eu vou acabar dormindo de verdade, Nam-ah... – Sua voz era manhosa. Sorri.

-Achei que você já estivesse. – sussurrei.

-Mas você parece desconfortável assim. – Agora, seus olhos estavam abertos, me olhando de baixo, com seu rosto já virado para cima.

-Não estou, só descanse. – Falei, subindo minha mão por suas costas e descendo ela, acariciando aquela área para que ele dormisse.

-Eu falo enquanto durmo. – Falou rindo de leve.

-Então durma logo, quero saber seus segredos.

Ele riu mais alto dessa vez, me fazendo sorrir.

Agora ele já estava completamente acordado. Suas costas estavam contra o banco, e sua nuca apoiada em meu colo, seus pés varavam pela lateral do banco. Mas o que importava ali era que seu olhar não se desconectava do meu de jeito nenhum.

JongIn soltou minha mão, e levou tanto ela quanto a outra para sua boca, as esquentando, e levando ao meu rosto em seguida. Assustei com seu ato, mas logo deixei que ele o concluísse.

Kai sorriu terno e disse:

-Você está corada de tanto frio.

Levei minhas mãos às minhas bochechas assim que o ouvi dizer aquilo. Eu odiava corar, meu rosto ficava horrível.

-Eu gostaria de... Fazer uma coisa agora. – Ele disse, num fio de voz.

-Faça, ué. – balancei os ombros.

-Mas você precisa permitir que eu o faça. – agora ele estava sentado, porém suas costas ainda estavam ao lado de meu corpo, ele apenas havia erguido o tronco da posição anterior.

O que ele queria dizer com aquilo? Bom, ele não faria nada que eu não gostasse de qualquer forma, então apenas assenti.

E podem ter certeza que foi uma surpresa e tanto quando ele encaminhou devagar sua mão até meu rosto e tirou as minhas dali, colocando-a em minha nuca em seguida.

Prendi meu fôlego assim que JongIn aproximara seu rosto do meu. À medida que ele fechava seus olhos, eu fazia o mesmo. Estava nervosa e seu hálito quente batendo de encontro aos meus lábios secos só serviu para piorar a situação.

Kai roçou seus lábios nos meus e disse:

-Posso te beijar...? – Sua voz estava tão baixa, que apesar de naturalmente não ser tão rouca e grave, naquele momento ela se tornara.

O que era sexy demais para a minha sanidade.

Sua pergunta me deixara um tanto atordoada, eu não fazia ideia de que JongIn era do tipo que provocava... Eu amo esse tipo. Como é possível Kim JongIn ser cortez e sexy, provocante porém com um ‘quê’ gentil ao mesmo tempo? Eu estava a ponto de enlouquecer a cada vez que eu aprofundava meu conhecimento sobre ele.

Roçou novamente seus lábios ali, dessa vez com mais força, aquilo já era como um beijo! Mas eu queria mais, bem mais...

-Você ainda pergunta? – Falei levando minha mão à sua cabeça, tirando o gorro que ele usava, para embrenhar de forma gostosa meus dedos ali.

Dei um leve puxão em seus cabelos, o incentivando a prosseguir com o ato que eu tanto almejara nas últimas semanas. Ele sorriu de lado, e finalmente- finalmente!- colou nossas bocas, e de imediato começara uma fricção nem um pouco incomoda entre uma e outra.

Sua língua não tardou em dar as caras, passando sorrateiramente sobre meus lábios e os abrindo com facilidade.

Suspirei quando sua língua entrara de fato em minha boca, esbarrando na minha. E isso pareceu apenas o incentivar a querer mais, a buscar por mais.

Quando separamos nossas bocas, assim que abri os olhos, tive os seus me analisando. E eu o fazia da mesma forma.

Sua respiração estava alterada assim como a minha; sua boca agora tinha um tom avermelhado mais escuro; seus cabelos- que por obra minha- estavam mais bagunçados. Tudo cooperava para que ele ficasse o mais irresistível possível, sempre era assim, ao menos aos meus olhos, que faziam questão de lhe analisar meticulosamente toda vez que lhe era dado tempo e oportunidade.

Quando saí de meus devaneios, percebi que seus olhos estavam ainda centrados em minha boca entreaberta que arfava após o beijo. Mordi o lábio diante daquela visão, fora inevitável. Ele, como numa reação explosiva, me tomou mais uma vez em sua boca, dessa vez a dança entre nossas línguas era calma, porém realmente intensa.

Eu colocava tudo ali; paixão, admiração- por que sim, eu o admirava muito-, e desejo.

Sua boca se separou da minha novamente, com um barulho característico, e eu diria que até um tanto erótico. Mas não podíamos continuar. Já era tarde, e estava ficando cada vez mais frio. Kai parecia partilhar da mesma linha de raciocínio, quando disse ainda próximo de meus lábios.

-Acho melhor entrarmos...

-Uhum.

Se levantou, pegando o edredom em nosso colo, e o colocando sobre meus ombros, ficando de frente para mim e sorrindo aberto.

-Vamos? – concordei o seguindo assim que seus dedos envolveram os meus e me puxaram delicadamente.

***

O pouquíssimo tempo em que ficamos no elevador, para descer até nosso andar, fora realmente constrangedor, principalmente para mim, que tinha a mão de Kai envolta na minha como se não quisesse que eu saísse dali- até parece que eu sairia correndo depois daquilo.

Ele se virou para mim e disse com um sorriso nervoso e mordendo os lábios.

-Você vai ir embora só quando nós formos, não é?

-Depende, quando vocês vão?

-Depois de amanhã. O manager deixou a gente ter o dia de folga amanhã, então eu queria que... Você saísse comigo, o que acha? – Por isso ele estava nervoso! 

E agora eu estava ainda mais.

O que era tudo aquilo, afinal? Ele estava gostando de mim? Apaixonado? Ou só queria curtir?

Bom, ele nem de longe fazia o tipo de cara que só quer farrear ou ficar um tempo com uma mulher e depois larga-la, mas eu não podia confiar nas aparências- da última vez que o fiz; levei um belo par de chifres.

Decidi que pensaria nisso com mais calma antes de ir dormir, por que agora eu precisava dar uma resposta a JongIn, que estava maltratando os próprios lábios em nervosismo. Aquilo era sexy, devo ressaltar.

-Claro, onde vamos?

Ele pareceu soltar um suspiro de alívio, e sorrir mais calmo agora.

Que fofo!

-Um amigo meu, TaeMin, já veio passar uns tempos aqui, e disse que tem um restaurante muito bom no Centro da cidade.

-Qual? – Perguntei. Talvez eu conhecesse.

-Não lhe direi, lógico. – Falou como se aquilo fosse óbvio.

Revirei os olhos, mas sorri logo em seguida.

Eu nem havia reparado, mas já havíamos saído do elevador e estávamos de frente para a porta do quarto de JongIn.

-Então... Boa noite. – Falei.

Eu não sabia se lhe dava um beijo, ou só um selinho, ou um beijo no rosto. Ai meu Deus! Como isso é difícil!

-Boa noite, Nam-ah.

Kai se inclinou e deixou um selinho demorado em meus lábios. Me pareceu que ele queria aprofundar aquilo, e bom, não era o único.

Mas antes que eu fizesse algo, nos afastamos, e ele sorriu.

De novo!

Então me virei de costas e segui em direção ao meu quarto, era tão longe! (sinta a ironia).

Entrei no mesmo sem olhar para trás por que senti que se virasse, eu lhe agarraria ali mesmo.

A primeira coisa que fiz; foi me jogar na cama de casal enorme que tinha no quarto, e só depois reparei que ainda estava com o casaco que Kai me emprestara. Mas não é como se ele fosse notar.

Fui até minha pequena mala, tirei de lá alguns artigos de higiene, e quando me encaminhava até o banheiro a bendita porta fora batida. Eram toques leves na porta, mas que mesmo eu estando cansada e querendo dormir, tive de ir atender. Deveria ser BaekHyun, já que eu nem lembrara de avisar Soo de que iria para Londres.

Mas quando a abri dei de cara com JongIn olhando para baixo.

-JongIn?

O que ele queria? Mas ué...

-Vim lhe dar um beijo descente de boa noite. – Disse e sorriu de lado.

E me pegando completamente desprevenida quando me puxou pela cintura e colou nossas bocas num beijo profundo- até demais.

Suas mãos puxavam minha cintura quase que querendo fundir meu tronco ao seu, e as minhas faziam questão de bagunçar ainda mais seus cabelos, e puxar os fios curtos de sua nuca de forma suave.

Quando- pela terceira vez no dia- separamos nossas bocas em busca de ar. A visão que tive de seu rosto fora uma das melhores até então.

Seu olhar tinha um brilho felino, que eu julguei ser desejo. E aquilo me arrepiou a espinha de um jeito, que meu Deus!

Arfávamos audivelmente por conta do beijo intenso de segundos atrás. E eu não podia estar gostando mais daquilo tudo, até o jeito que seu peito subia e descia era sexy... Ou eu estou realmente apaixonada demais.

Mas a questão ali era; não era só paixão. Ah, quem dera fosse!

O desejo que eu nutria por ele era quase tão palpável quanto os sentimentos, afinal, quem não desejaria Kim JongIn? Uma louca, talvez.

Isso por que ela não o havia visto como eu via agora...

Nossas mãos- mesmo que visivelmente relutantes- soltaram-se um do outro, e seus lábios me deram um selinho rápido, sussurrando em seguida:

-Boa noite, passo aqui às 19h amanhã.

E saiu da frente de minha porta, com aquele sorrisinho malicioso no canto da boca.

Fechei a porta, ainda em transe. 

O que havia acabado de acontecer?!

Era tudo real mesmo? Por eu estava penando para acreditar. Digo, ele me beijara, okay. Mas depois fizera isso de novo, e de novo. E devemos deixar em evidência que Kai ainda me chamara para jantar! 

Puta que pariu.

Ele gostava de mim, meu Deus, vou ter um treco.

Esses eram os pensamentos mais coerentes que eu podia ter naquele momento.

E não posso negar que fui dormir com um enorme sorriso no rosto aquela noite.


Notas Finais


É isso.
Gostei muito de escrever sobre esse beijo!
E vcs? O que acharam?


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