História Me apaixonei por um cara - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Apenas Um Show
Personagens Eileen, Margaret, Mordecai, Rigby
Tags Apenas Um Show, By Riiuky, Colegial, Marlen, Morby, Pov Personagem, Yaoi
Exibições 487
Palavras 2.404
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá!
Me desculpem por não ter postado semana passada, tive alguns problemas.

No capitulo de hoje temos referências à Wtf Bangtan?, Júlio Cocielo, BigBang e Supernatural (Se acharem todas ganham balinha ;u;)
Enfim, boa leitura e sorry pelos erros.

Capítulo 21 - XXI


Fanfic / Fanfiction Me apaixonei por um cara - Capítulo 21 - XXI

     × Capítulo 21 — Briga ×
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     • 09/12/2016 • Sexta-Feira
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       • Pov's Rigby •
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   Eu nunca fui a um boliche, então estou um pouco encantado com tudo a minha volta, apesar de não ser grande coisa. Era um salão grande e praticamente vazio, haviam duas pistas de boliche uma de cada lado e o guardador de bolas (ou seja lá qual o nome daquilo) no meio. Fizemos toda aquela parte chata de trocar os sapatos e tals, e depois fomos jogar.
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   — Galera! Quem perder vai pagar uma rodada de bebida pra todo mundo! — Anunciou Margaret pegando uma bola vermelha.
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   — Beleza! — Respondemos em uníssoro.
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   Margaret foi até uma das pistas e arremessou a bola, que atingiu metade dos pinos. Em seguida foi a vez de Eiilen, depois Lisa, Mordecai e por último eu. Todas as sete partidas foram nessa ordem. No final, o resultado foi: Margaret com 156 pontos, eu com 150, Lisa com 123, Eiilen com 115 e Mordecai com 95.
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   — Eu sou horrível! — Ele disse após ver o placar.
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   — É mesmo! — Concordei e ele me olhou com uma expressão de ofendimento. — É a verdade, ué!
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   — Não sejam igual o Rigby! — Margaret disse. — Mas, vamos lembrar que eu sou cem!
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   — Cem? — Lisa perguntou com uma sobrancelha levantada.
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   — 'Sacional! — Ela respondeu.
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   — Você é louca! — Falei. — Okay, agora vamos beber!
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   — Vou começar a te chamar de Cocielinho! — Eiilen disse. 
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   — Só pensa em cachaça! — Comentou Margaret.
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[...]
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   Mano, tudo em Nova York é foda!
   Lisa nos trouxe para uma – como ela mesma disse – simples balada. Lembrava um pouco a que fomos ontem: música alta, a pista de dança cheia de pessoas, uns três bares e alguns casais se pegando nos cantos. Fomos direto para o bar que estava mais vazio, sentamos naquelas banquetas e pedimos cada um uma bebida diferente.
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   — Se alguém der P.T. eu não vou ajudar. — Mordecai, que estava do meu lado, disse após jogar o dinheiro em cima do balcão.

   — Só o Rigby, porque ele é teu mozão/crush/senpai/ficante sei lá. — Disse Margaret e as garotas riram.
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   — Eu nunca dei P.T., só pra vocês saberem! — Falei e dei um gole na minha vodka. 
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   — Ta. Vou fingir que acredito! — Disse Eillen com o copo na altura da boca.
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   Ficamos nisso por uns dez minutos até que começou a tocar uma música que Margaret vivia cantando por ai, e digamos que ela não reagiu de uma maneira... Normal.
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   — Uau, Fantastic Baby! — Gritou junto a música. — Vem gente! — Nisso ela puxou Eillen e Lisa para a pista.
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   Virei para Mordecai com uma expressão confusa, ele riu e falou:
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   — Coreanos, cara... Coreanos fazem isso com as pessoas. 
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   — Prefiro meus Rock metal mesmo! — Disse eu depois de dar uma curta risada.
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   Ficamos um curto tempo em silêncio, a música e as pessoas a nossa volta eram o único som ali. Fiquei um pouco vidrado nos olhos totalmente pretos de Mordecai, eles são muito lindos. Eu sempre achei olhos escuros bonitos, por isso não gosto muito dos meus que são castanhos extremamente claros. Sai desse "transe" e virei meu rosto para frente de novo, bati dois dedos no balcão e pedi outro copo de vodka.
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   — Quantos copos são necessários pra você ficar bêbado? — Perguntou Mordecai rindo um pouco.
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   — Ah, sei lá. Uns trinta. — Falei depois do meu copo chegar. — Mas não precisa me deixar bêbado pra fazer seja lá o que a sua cabecinha estava pensando. — Ele me deu uma fraca cotovelada.
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   — Imbecil! Você só pensa em putaria! — Falou ele, rindo.
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   — Só quando eu bebo. — Disse levando o copo até a boca e dando dois goles da bebida. — É como se ligasse um tipo de botão em mim.
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   Ele riu. Eu gostava quando Mordecai ria de alguma coisa que eu falava. Sei lá... Era bom ouvir o som da risada dele.
   Ultimamente eu andei pensando muito sobre a minha sexualidade, e eu acho que sou bi. Porque eu tenho atração por mulheres, e percebi que também sinto isso por homens. Mas, sendo homens ou mulheres é só atração, do tipo "Caralho, olha aquela bunda!". Com Mordecai é diferente, eu sinto algo a mais que atração, algo que eu não sei explicar.
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   — Olá rapazes! — Disse Margaret ao lado de Mordecai. — Vamos dançar? 
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   — 'Nop! — Falei.
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   — Mordecai? — Ela insistiu.
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   — Okay! — Ele disse e levantou, indo para a pista com uma Margaret saltitante.
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   Olhei para a lado, vendo Eillen se sentar na banqueta e pedir um copo de tequila. 
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   — Uau, você bebe! — Ironizei e ri, logo tomei o resto da minha vodka.
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   — Uau, como se você fosse sóbrio! — Ela disse.
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   Nos entre-olhamos e rimos. Eillen era uma ótima amiga, que eu considerava uma irmã. 
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   — Me diz, como vai Mordecai e você? — Perguntou levando o copo recém-chegado até a boca.
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   — Por que Margaret e você amam saber sobre nós dois? — Perguntei, curioso.
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   — Ah, sei lá! A gente acha fofo, bonitinho, essas coisas. — Falou ela.
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   — Vocês são estranhas! — Falei. — E respondendo a sua pergunta: estamos muito bem.
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   — Já estão namorando? Tipo, oficialmente? — Perguntou.
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   — UH... Não! — Respondi e ela deu de ombros.
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   — Tudo bem... mas quando oficializarem nos avisem. — Disse sorrindo e eu ri, dizendo um "Pode deixar".
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   Bati novamente dois dedos no balcão e pedi outro copo de vodka. Assim que a bebida chegou levei até a boca e dei dois goles, a ardência nem me incomodava mais.
   As vezes eu penso:   "Porra... Eu não devia beber..."    e realmente devia parar. Eu comecei a beber com quatorze anos, foi só um copo de cerveja barata e hoje bebo diversas coisas de uma só vez. Eu gosto de ficar chapado, assim eu esqueço de tudo... Do meu pai, da minha mãe... De tudo.
   "Rigby, você tá na porra de uma festa em Nova York e tá ai, num bar pensando na vida"   Em toda festa eu faço isso, se não estou pegando alguma garota (isso também serve para eu esquecer da merda da minha vida), ou bebendo, estou pensando num bar.
   Rigby Thompson, 16 anos, bêbado constante e pensativo as vezes.
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   — Hey? Terra chamado Rigby! — Uma mão pequena balançava na minha frente. Olhei para o lado e vi Eillen com uma sobrancelha arqueada. — Tá bem?
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   — Claro! — Respondi. — Só pensando um pouco.
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   — A famosa hora pra refletir sobre a vida? — Perguntou ela, divertida.
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   — É. — Respondi com uma curta risada. — Vou ali e já volto. — Ela assentiu e eu levantei.
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   Caminhei em meio as diversas pessoas suadas e fedendo a bebida, olhando para os lados a procura de um banheiro e encontrando um nos fundos. Fui até o mesmo e entrei, adentrando uma das cabines.
   Não pude deixar de lembrar da noite de ontem, afinal, foi surpreendente. Vi um lado de Mordecai que eu desconhecia, e admito que gostei bastante.  Sem que eu percebesse já estava sorrindo igual um idiota enquanto encarava o azulejo cinza daquela cabine minúscula, e digamos que meu "amiguinho" deu uma leve animadinha.
   Balancei a cabeça para os lados rapidamente e sai da cabine, lavei as mãos e voltei para a balada. Fui novamente até o bar, parando alguns passos antes. Eillen continuava sentada, mas ao seu lado havia um cara moreno com uns dois metros de altura (Não exagera, Rigby!). E digamos que ele estava perto demais dela. Me aproximei um pouco mais.
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   — Ah, qual é, gata? Dá uma passadinha na minha casa, prometo que vai ser rápido e que você vai gostar! — Ele disse com um sorriso malicioso no rosto. O desconforto de Eillen era visível e ela olhava fixamente para frente.
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   — Não. — Falou ela, firme.
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   — E por que não? — Ele falou sem mudar a expressão ou tom de voz.
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   — Porque eu não quero! — Falou ela.
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   — Ah, quer sim! Vem! — Ele disse perdendo a paciência e pegando no braço dela.
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   Nessa hora meu sangue ferveu. 1) ela já havia dito que não. 2) ela tem namorada. 3) ela não queria. E o filho de uma puta ainda insiste? Colega, você não vai tratar a minha melhor amiga como um pedaço de carne.
  O "Léo Stronda" (pois é, parecia pra caralho) saiu arrastando Eillen para a saída que dava para um beco, a mesma batia no braço dele, o que era inútil. Fiquei ali parado por alguns segundos, acho que a raiva me fez travar. Mas fui até ele e dei duas batidas, consideravelmente fortes em seu ombro. Ele virou para mim com uma cara de "Que foi? Eu sou do guetto".
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   — Solta ela. — Mandei. Ele ergueu uma sobrancelha.
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   — Quem é você pra me dizer o que fazer, anãozinho? — Debochou.
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   — Não te interessa. Agora larga ela. — Repeti.
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   Ele estava em frente a porta de saída e num movimento brusco jogou Eillen para o lado de fora, ela caiu no chão e gemeu de dor. Mano que filho da puta!
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   — Ah, vai se fuder! — Falei. Ele riu com desdém.
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   — Eu vou fazer com ela o que eu quiser, e ninguém vai me impedir. — Ele disse.
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   — Claro! — Ironizei. — Pode me chamar de Ninguém.
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   Sem pensar muito avancei pra cima dele e dei um soco em seu estômago. Ele foi para trás e tossiu, mas logo veio até mim e me deu um soco na cara, que infelizmente não consegui desviar. Segurei-o pelo colarinho da camiseta e dei alguns socos em seu rosto. Quando parei, vi seu nariz sangrando, assim como a boca e seu olho direito estava fechado. O empurrei para o muro e bati suas costas com força.
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   — Se você sequer pensar em tratar uma mulher desse jeito de novo, se lembre disso. — Falei ameaçador e dei mais três socos em seu estômago. — Some daqui!
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   O lixo em formato humano saiu correndo e em poucos segundos o perdi de vista. Virei meu rosto para ver como Eillen estava, ainda no chão, fui até ela e agachei em sua frente. Eillen não estava chorando nem nada do tipo, só parada e encarando o chão.
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   — Ei, tudo bem? Ele machucou você? — Perguntei, ela levantou a cabeça e me encarou.
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   — Estou bem. Obrigada, Rigby! — Falou. Acho que ela só estava um pouco em choque.
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   — Gente... O que aconteceu? — Ouvi uma voz preocupada.
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   Olhei para o lado e vi Margaret, Lisa e Mordecai na porta de saída com expressões confusas. Marg foi até Eillen enquanto perguntava o que tinha acontecido, eu levantei e me afastei um pouco das duas, indo na direção de Lisa e Mordecai.
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   — A sua boca tá sangrando. — Disse Lisa. 
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   — Cara, o que aconteceu? — Perguntou Mordecai.
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   — Eu explico depois. — Falei e suspirei pesadamente. — Hey! Eu vou voltar para o hotel! Falou! — Anunciei e sai andando na direção da rua.
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   Ouvi Mordecai dizer a todas que iria comigo e logo ele estava ao meu lado. Contei o que houve com Eillen enquanto caminhavamos pelas calçadas, e ele – assim como eu – ficou puto com a babaquice do cara. 
   Em alguns minutos nós chegamos no hotel, já que a balada não era tão longe do mesmo. Quando entrei no quarto me joguei de cara na cama e fiquei ouvindo os passos e barulhos de Mordecai.
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   – Hey? Senta ai. — Ele disse. — Vai logo, Rigby! — Falou após minha negação.
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   — Tá! — Resmunguei e sentei na beirada da cama. O encarei e vi uma caixa branca em suas mãos. — Por que um hotel deixa um kit de primeiros socorros nos quartos?
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   — Porque eles sabem que uma hora ou outra alguém vai se meter numa briga. Como no seu caso. — Ele disse enquanto puxava uma cadeira e colocava na minha frente, logo se sentando nela.
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    Fiquei o olhando enquanto ele abria o kit, pegava um pedaço de algodão e molhava com antisséptico, depois o levando até o canto da minha boca.
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   — Ai! — Exclamei ao sentir a ardência.
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   — Deixa de ser fresco! — Brincou ele.
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   Depois de limpar o sangue do meu lábio inferior, Mordecai pegou minha mão direita que estava cheia de arranhões e com sangue.
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   — Você socou a cara dele ou a parede? — Perguntou enquanto passava o algodão na minha mão.
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   — Só sei que deixei a cara dele sangrando. — Falei e ele riu baixo.
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   — Ainda bem que você chegou a tempo e Eillen está bem. — Disse. — Margaret teria arrancado as bolas dele.
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   — Ele até que merecia. — Disse eu. — Ah, quer saber? Foda-se! Já quebrei a cara daquele babaca mesmo.
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   — E eu já acabei! — Mordecai disse. 
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   Ele guardou o antisséptico no kit e levou de volta para o banheiro. Quando voltou se jogou em sua cama.
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   — Eu vou pra Nárnia. Até amanhã! — Disse. Eu ri.
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   — Até!


Notas Finais


Altas tretas!
Comentem, vou responder todos (não sei quando mas vou), ah, eu leio todos tá? Só não respondo rápido por falta de tempo 💔
Hugs and Bye!

• Música 1: Blood, Sweat and Tears - BTS •
• Música 2: Joystick - ? •


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