História Me apaixonei por um cara - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Apenas Um Show
Personagens Eileen, Margaret, Mordecai, Rigby
Tags Apenas Um Show, By Riiuky, Colegial, Marlen, Morby, Pov Personagem, Yaoi
Exibições 316
Palavras 1.778
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


~ Eae! ~ Me desculpem pela demora para postar, estava sem criatividade, sem ânimo e a escola exigiu muito de mim. Maaass, como minhas aulas acabam essa semana vou ter muito tempo livre.
Enfim, esse capítulo é bem parado pois só mostra como o Don está. Mas espero que gostem.
Boa leitura e Sorry pelos erros! c:

Capítulo 25 - XXV


Fanfic / Fanfiction Me apaixonei por um cara - Capítulo 25 - XXV

× Capítulo 25 — Está tudo bem agora x

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          • 11/03/2017 • Sábado •

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• Pov's Mordecai • 

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   Rigby e eu estávamos atrás da casa dele, discutindo sobre o fato de ele poder ou não subir pelo cano pregado na parede e entrar no quarto de Don. 

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   — Você mesmo disse que seu corpo está doendo como se tivesse sido atropelado por um ônibus. Como você quer que eu te deixe subir por esse cano? — Perguntei enquanto gesticulava com as mãos.

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   — Primeiro: Não exagere. Segundo: Eu não sou de vidro. E terceiro: Desde quando eu preciso da sua permissão pra fazer alguma coisa? — Argumentou e eu bufei.

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   — Okay! Mas me deixe pelo menos entrar com você? — Pedi.

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   — Eu preciso conversar com o Don sozinho. — Falou e começou a subir o cano prata.

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   — Se você não der um sinal de vida em cinco minutos, eu entro. — Eu disse enquanto encostava na parede, e logo recebi um "Tá bom" dele.

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   Enquanto eu olhava para o céu nublado, ouvi Rigby abrir a janela e entrar. Suspirei. Era por volta de onze da manhã de sábado e minha cabeça já estava uma bagunça.

   Eu senti um aperto no coração, uma dor tão grande quando abri aquela porta e vi Rigby naquele estado. Triste, chorando e machucado. Nem parecia o garoto que vive fazendo piadas e rindo de tudo. Eu percebi o quanto ele é forte, por aguentar calado as agressões do pai — ou melhor monstro – durante tantos anos, ter visto sua mãe e seu serem agredidos. Mesmo assim ele sempre estava feliz, brincando com tudo, fazendo todos a sua volta sorrirem. Ninguém suspeitaria que ele passasse por coisas tão horríveis.

   Hoje manhã ele estava um pouco melhor, porém muito preocupado com Don, por isso estávamos ali. Rigby disse que David dava aula nos sábados e que a esta hora não estaria em casa.

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   — Hey? — Ouvi a voz de Rigby e virei meu rosto na direção da mesma.

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   Ele estava na janela pela qual tinha entrado e fazia sinal para que eu entrasse pela porta da frente. Segui em meio ao mato que havia em volta da casa até a calçada, fui até a frente da casa e entrei. Rigby estava encostado no corrimão.

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   — E aí? — Perguntei um pouco preocupado.

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   — Don disse que depois do meu pai ter me expulsado de casa, foi até o quarto dele e o bateu por "não ter contado sobre a vergonha da família". — Ele disse com nojo na voz. — Ele tá com alguns roxos nos braços, mas não é nada sério. — Suspirou.

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   — Entendi. — Falei e suspirei também. — O que vocês vão fazer agora?

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   — O Don ligou pra nossa tia por parte de mãe à umas duas horas e explicou o que aconteceu. Ela disse que vai abrir um B.O. contra o nosso pa... Contra o David. E pediu para que a gente não ficasse aqui em casa até ela chegar do Maine. — Explicou enquanto olhava para um ponto fixo no chão.

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   — Nunca contaram isso a ninguém? — Perguntei.

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   — Eu já tentei contar a ela... Mas David disse que se Don ou eu contássemos a alguém, ele nos bateria tanto que ficaríamos sem andar. — Disse ainda olhando o chão.

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   A cada fato que ele contava sobre o pai, eu ficava ainda mais horrorizado. Como ele conseguiu viver tantos anos com um monstro?

   Passei as mãos pelos cabelos. Eu nunca havia passado por uma situação como essa, não sei o que fazer.

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   — Sua tia vai demorar quanto tempo? — Perguntei.

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   — Ela vai chegar manhã de manhã. — Ele respondeu.

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   — Okay. Pega as suas coisas e as do Don, e vão lá pra casa. Eu não vou deixar vocês nem dez metros perto do seu pai. — Falei.

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   — Sério? — Perguntou e levantou o olhar. Assenti com a cabeça. — Obrigado, Mord! — Ele sorriu.

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   Em questão de segundos Rigby subiu a escada, provavelmente indo contar a Don. O sorriso que ele mostrou me deixou alegre por algum motivo. Como eles iriam arrumar suas coisas para levar para a minha casa, e como isso iria demorar, me sentei em um degrau da escada de madeira e fiquei esperando enquanto olhava os entalhes da porta principal.

   Acho que passaram dez minutos ou mais, sei lá. Eu estava quase dormindo na escada quando ouvi alguém descer pela mesma, logo Don se sentou ao meu lado com seu típico sorriso envergonhando. Por namorar com Rigby eu passei a conviver um pouco com Don, ele era bem legal, mas era muito tímido e na dele. Em questão de aparência, era uma versão do Rigby: cabelos castanhos um pouco mais encaracolados, pele morena e uma coisa que nunca vi antes (não pessoalmente) os olhos dele eram de cores diferentes, castanho e azul. 

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   — Oi Mordecai! — Cumprimentou encolhendo as pernas.

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   — E aí, cara! — Cumprimentei. Eu não sabia como conversar com uma pessoa que foi espancada pelo pai. — Como você tá?

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   — Meus braços doem um pouco. Mas não é tão ruim quanto parece. — Ele disse. — Rigby disse que você cuidou dele hoje.

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   — Foi. — Afirmei, ele apoiou os cotovelos nos joelhos.

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   — Obrigado, de verdade! — Disse com sinceridade. — Eu ouvi quando meu pai bateu nele... Foi horrível! — Era evidente a tristeza dele ao dizer aquilo.

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   — Imagino que tenha sido. Mas isso não vai acontecer nunca mais, ta bom? — Falei, ele me olhou e concordou com a cabeça.

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   Passos foram ouvidos descendo os degraus e logo Rigby estava atrás de nós.

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   — Podemos ir? — Perguntou.

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[...]

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   — Sua casa é enorme! — Don disse admirado assim que entrou.

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   — Todo mundo acha isso. — Falei enquanto fechava a porta. — Don você fica no quarto de hóspedes lá em cima, e Rigby pode ficar no meu quarto.

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   — Pode deixar que a gente não vai fazer nada indecente, tá maninho? — Rigby disse e o dei uma cotovelada, seguida por um olhar de repreensão. Ele deu de ombros.

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   — Obrigado por me fazer imaginar uma cena horrível. — Ironizou, Rigby riu.

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   Don subiu a escada e logo não se via mais ele. Rigby foi até a sala e se jogou no sofá, deixando a mochila que trouxe no chão. Sentei na poltrona e coloquei os pés na mesinha de centro.

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   — Para de falar essas coisas pro menino! — Falei.

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   — Ah, ele já se acostumou! — Rigby disse e virou o rosto na minha direção. — E ele também não se importa com o que eu faço da minha vida.

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   Dei de ombros. Rigby levantou e foi até a cozinha, logo voltando com um pacote de biscoitos na mão. As vezes acho que Rigby tem um buraco no estômago, porquê ele só vive comendo.

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   — Acho que minha tia vai levar Don e eu para o Maine. — Falou enquanto abria o pacote.

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   — Como? — Perguntei surpreso. Ninguém vai tirar esse garoto de mim, não!

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   — Não é muito provável. Só um talvez. — Falou naturalmente e colocou um biscoito de chocolate na boca.

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   — Não jogue uma bomba dessas em mim e depois diga que é só um talvez! — Disse meio irritado. 

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   — Calma! — Ele riu. — Mas ela é de boa. É provável que nos deixe morar aqui. E eu não quero morar com ela.

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   — Por que? — Perguntei.

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   — A vida da tia Becca é tipo um filme pornô. Se é que você me entende — Falou a última frase com um sorriso malicioso e logo entendi o motivo. — Tipo, eu vou estar no meu quarto e na sala vai estar rolando uma suruba.

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   — Eita porra! — Falei.

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   — É! — Disse ele e voltou a devorar aqueles biscoitos.

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[...]

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   O dia passou com nós três fazendo coisas de adolescentes fracassados que não tem amigos ou vida social: assistir filmes e séries e se entupir de comidas recheadas de açúcar e óleo. Na verdade eu sempre faço isso, mas vamos relevar. Rigby disse que não queria falar sobre o que aconteceu nessa madrugada, pois seria melhor para ele e Don se não tocassémos no assunto, então respeitei isso.

   Eram por volta de 12h da noite. Estavamos assistindo a quarta temporada de Once Upon A Time, confesso que tinha um pé atrás com essa série, mas ela é bem legal. No chão haviam latas e garrafas de refrigerante, embalagens de salgadinhos e doces, e vários papéis de balas, sem contar uma caixa de pizza vazia e outra pela metade em cima da mesinha de centro. Me pergunto como conseguimos comer tudo aquilo.

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   — Eu vou dormir. — Don anunciou enquanto levantava da poltrona. — Boa noite pra vocês!

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   — Até amanhã... Quer dizer hoje. Você entendeu! — Falei e ele riu.

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   — Tchau! — Rigby disse sonolento.

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   — A gente parece uma família de seriado, e eu sou o filho de vocês! — Don comentou enquanto subia a escada. Eu ri.

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   Ouvi ele terminar de subir a escada e o bater de uma porta. Peguei o controle da TV e pausei o episódio, desligando e deixando a sala no escuro sendo iluminada apenas pela luz da rua que entrava pela janela da sala. Olhei para Rigby que estava deitado no meu colo virado para a TV, caindo no sono, passei a mão por seus cabelos e os acariciei. Ele sorriu sem mostrar os dentes e virou para me olhar.

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   — A gente também deveria ir dormir! — Eu disse.

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   — Não 'tô afim de levantar. Vou dormir aqui! — Falou.

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   — Rig! — Insisti.

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   — Então me leva! 

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   O que você viu nesse garoto?   Me pergunto isso todos os dias.

   Sorri com os lábios colados. As manhas de Rig eram adoráveis. Coloquei meus braços por baixo dele e levantei com ele no colo, caminhando rumo ao meu quarto.

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   — Gosto assim! — Disse e deu um beijo na minha bochecha, depois se ajeitou nos meus braços.

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   Chegamos no meu quarto, abri a porta com meu pé e consegui fecha-la com o mesmo. Não me dei ao trabalho de acender a luz, então fui com Rigby até a minha cama e o deixei em cima dela.

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   — Pronto, princesa! — Falei. Ele sorriu e virou de lado na cama.

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   Apesar de ser de solteiro ela era bem grande, e por incrível que pareça cabiam nos dois ali. Me deitei ao lado de Rigby que já estava dormindo (Digamos que ele dorme extremamente rápido) e acariciei seus cabelos.

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   — Boa noite, Rig! — Sussurrei.


Notas Finais


Acho que nunca mencionei na fic que o Rigby é moreno, e que o Don tem heterocromia :/
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Esses dias eu achei no YouTube um cara que faz vídeos de Asmr que me lembrou muito o Rigby (pelo menos a minha visão dele) tirando algumas partes. Acho legal que vocês dêem uma olhada (porque a descrição do Rigby na fic não é muito específica), o nome do canal é: anoASMR.
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Enfim, hugs and bye! 💕

• Música 1: Boombayah - BlackPink •
• Música 2: Good Boy - GD x Taeyang •


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