História Me apaixonei por um leonino! - Capítulo 43


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Tags Comedia, Hentai, Naruto, Romance, Sasusaku, Sexo, Signos
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Palavras 6.388
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Ecchi, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 43 - Rei do drama


    Sakura é engraçada. Quando tá brava, sai descontando em todo mundo e fica assustadora, mas não deixa de ser engraçada. De qualquer forma, não posso deixar esse estresse dela afetar no nosso trabalho, porque ele tem que sair perfeito.

 

Fomos os dois para a cozinha, ela bufou e sentou numa cadeira. Quem olha para Sakura, quietinha, nem imagina que em sua mente pode estar rolando alguma estratégia de assassinato. Ela é doida. 

 

Abri o armário e fiquei feliz ao encontrar uma lata de leite condensado e uma lata de achocolatado. Acho que isso vai virar brigadeiro.

 

- Já vai cozinhar? - Ela questionou.

 

- Adivinhou. - Cantarolei. 

 

Sakura não disse nada, apenas observava enquanto eu fazia um brigadeiro. 

 

Quer coisa melhor pra amansar a rosada? Dando chocolate pra Sakura, automaticamente eu transformo um demônio num anjo! Se bem que o diabo já foi um anjo... Enfim, é bom eu não ficar pensando muito nisso.

 

Anos de convivência com a dona Mikoto e sua ira me treinaram com excelência pra lidar com a Sakura. 

 

Quando terminei o brigadeiro, imediatamente coloquei num prato e pus pra gelar. A decepção no rosto de Sakura era nítida. 

 

- Pensei que fôssemos comer... - Disse ela.

 

- Tá quente. - Respondi, sentando em seguida ao lado dela - Não quer queimar a boca, quer? 

 

Sakura riu sem humor e assentiu. 

 

Tem alguma coisa estranha com ela, só não sei o que. Acho que eu não deveria perguntar, afinal, mulheres são criaturas imprevisíveis e ela pode achar que estou sendo intrometido demais.

 

É aquela história, cada um com os seus problemas. Se ela quisesse compartilhar comigo, então já teria dito.

 

- Sasuke... - A rosada me chamou, parecia insegura - Sasuke, você me acha fácil? 

 

Contorci meu rosto em total confusão. 

 

- Fácil? Ora, por que está me perguntando isso?

 

- Porque eu quero saber. - Deu de ombros - Você me acha fácil? 

 

- Por que eu te acharia fácil? 

 

- Porque nós transamos, mais de uma vez, e sequer temos alguma coisa.

 

- E daí? - Questionei - É a coisa mais comum do mundo. Eu estava com vontade, você estava com vontade, não fizemos mal pra ninguém. - Falei simplesmente - Na boa, você não precisa estar bolada por causa disso. Foi só sexo. 

 

- Foi só sexo... - Ela forçou um sorriso. Será que eu disse o que não devia? - Mas... Eu ter ido pra cama com você, assim, casualmente, faz de mim uma mulher fácil? 

 

Em pleno século XXI isso não deveria ser questionado. 

 

E por que ela veio com esse papo agora? Estaria apaixonada por alguém e acha que a pessoa não ficaria com ela por ser "fácil"? Bem... Sakura e eu não saímos transando e contando isso pra cada ser vivente que conhecemos, mas o que aconteceu na viagem não ficou em total segredo e eu tenho certeza de que todo mundo que estava lá acabou sabendo o que aconteceu. 

 

Cacete, só pode ser o Sasori! Que bosta, hein...

 

- E eu? - Contornei o assunto - O mesmo não faria de mim um homem fácil? 

 

Sakura soltou um riso anasalado. 

 

- Sasuke, você é homem! 

 

- E daí? Vocês não lutam por igualdade? Então... 

 

- É diferente. - Insistiu.

 

- Não, não é diferente. - Rebati - Você não deveria se preocupar com isso... É tão comum, Sakura. 

 

- Tá, mas... Você consideraria ter algo sério com uma mulher que já transou com outro cara sem ter nada com ele?

 

Esse papo tá indo longe demais... Se Sakura está me questionando isso, certamente é porque gosta de alguém. 

 

- Por que não? - Indaguei de maneira retórica - Eu só a julgaria caso ela tivesse colocado chifre em alguém. Mas, transar casualmente estando solteira, não é motivo pra eu não levá-la a sério. Eu faço a mesma coisa, não faço? 

 

Pra mim, piranha é mulher que está num compromisso com alguém e trai. Essas sim não valem nada! Agora, mulher solteira pode ficar com quem quiser, pois o problema é dela. 

 

- Se você diz... - Ela deu de ombros. 

 

- Não seja paranóica. - Ri - Por que tá perguntando isso? Você tá gostando de alguém? 

 

- Talvez... - Disse sugestivamente. Ah, aí tem. 

 

- Se o cara te julgar por causa disso, Sakura, ele não merece você. - Expliquei - Olha, quando a gente transou pela primeira vez era óbvio pra mim que você já não era mais virgem, nem por isso pensei que você fosse uma vadia ou algo do tipo. A vida é sua, você faz o que bem entender... Se não estiver prejudicando ninguém, o problema é todo seu e ninguém pode te julgar. 

 

- Você acha mesmo? - Ela sorriu.

 

- Acho. Você não tem que se culpar por uma noite de sexo casual... ou duas. Enfim, a vida é sua, ninguém tem que te julgar por isso. Eu não julgo. 

 

Não quero que a Sakura sofra por alguém. Putz, ela já me disse que sofreu por um ex amor, não quero que ela arrume outro otário babaca pra fazê-la chorar.  Eu sei como é doloroso sofrer por alguém que brinca com os sentimentos alheios como se fossem descartáveis. 

 

Não é por nada, mas eu senti um início de ciúme aqui. Não sei por que, já que Sakura é uma colega de classe com quem transei duas vezes, mas é como se eu não aceitasse perdê-la. 

 

Ótimo... Não quero perdê-la mesmo nunca a tendo tido. Sasuke, você tem que parar de ser possessivo! 

 

- Vocês homens não têm pensamentos iguais? - Ela riu - Tipo... Mulher que transa no primeiro encontro não é pra casar.

 

- Sakura, quem tem algum problema não é a mulher que transa no primeiro encontro, mas sim o cara que já vai pro primeiro encontro pensando em casamento! Que tipo de louco é esse?

 

Sakura não conteve uma gargalhada. É bom diverti-la de vez em quando. 

 

- Obrigada, Sasuke. - Ela esboçou um sorriso meigo... tão fofa... - Você conseguiu me animar. Você tá certo. 

 

Ela é tão linda... Porra, qualquer homem em sã consciência iria desejá-la, e eu estou aqui com ela, sozinho...

 

Me aproximei lentamente de Sakura, ela não reagiu quando levei uma de minhas mãos até sua nuca, e devagar levei meus lábios até os dela. 

 

Amo tê-la em meus braços. É uma sensação que não sei explicar, só sentir.

 

Quando nossas bocas se afastaram, levantei e rapidamente peguei a rosada, colocando-a sentada em cima da mesa. Tornei a beijá-la. Suas mãos foram até minha nuca, suas pernas em volta do meu quadril... Uma de minhas mãos ficou apoiada na mesa, enquanto que a outra ia subindo devagar pela perna de Sakura. 

 

Amo quando estou ficando com alguma garota e ela está de vestido, pois facilita muito o trabalho. 

 

Sakura puxava levemente alguns fios do meu cabelo, vez ou outra arranhava levemente meu couro cabeludo e isso me causa um arrepio bom. 

 

Meus dedos subiam lentamente pela coxa dela, e quando finalmente alcancei a zona de risco, Sakura praticamente me empurrou.

 

- O que foi? - Questionei, me apoiando na pia. Porra, eu já ia tirar a calcinha dela! 

 

- Vamos parar. - Respondeu ofegante e com os lábios levemente inchados - É melhor parar. 

 

- Por quê? 

 

- Porque temos um trabalho pra fazer. - Ela voltou a ficar de pé no chão e ajeitou seu vestido - Não é hora pra ficar de saliências. 

 

- Ah, Sakura, uma rapidinha... - Me aproximei da Haruno e beijei seu pescoço - Eu sei que você quer... - Falei com a voz rouca em seu ouvido - Vamos...

 

- Não, Sasuke! - Disse decidida - Sem sexo. 

 

Merda. Nada de sexo hoje, só a punheta da madrugada... Se bem que "punheta" é uma palavra muito forte, prefiro chamar de "sexo artesanal", pois é feito com as mãos. 

 

Bufei derrotado e me virei pra ir buscar o brigadeiro na geladeira, já que algo tem que compensar a foda frustrada. No entanto, o gênio aqui se virou de uma vez sem perceber a cadeira atrás de si... Bem, bati o saco naquela porcaria e me curvei todinho na hora, resmungando e sentando lentamente no chão. 

 

Que humilhação! 

 

- Cacete, meu ovo! - Falei com dificuldade. 

 

Incrível como o saco mexe com a gente. Acho que eu estou sentindo dor até na minha bexiga, no meu intestino, na minha próstata! Tudo, dói tudo na região próxima! 

 

Céus, que dor! Sinto minha alma saindo do meu corpo. 

 

- Sasuke! - Sakura se abaixou ao meu lado e passou a mão pelas minhas costas, enquanto isso eu estou aqui resmungando em posição fetal.

 

Meus olhos até arderam. Acho que desceu uma lágrima.

 

- Ai, tá doendo...

 

Acho que isso é coisa da Sakura. É praga dela! Não queria transar, ótimo, mas por que descontar no meu ovo? Jogasse praga pra qualquer outra parte do meu corpo, eu não iria me importar. 

 

Depois dessa, acho que fiquei estéril. 

 

- Sasuke, você é muito desatento... Virou de uma vez, não viu a cadeira. 

 

A cadeira estava mais longe, eu sei que estava. Algum espírito maligno aproximou ela de mim quando me virei pra beijar a Sakura. O universo em peso está conspirando contra a minha pessoa! Alguém em algum lugar quer acabar com a minha dignidade. 

 

- Eu acho que vou desmaiar... - Respirei fundo, sentando normalmente. Pude ver na cara da Sakura que ela tá se segurando pra não rir da minha situação.

 

- Nossa... - Ela segurou na minha mão - Você tá gelado, Sasuke. Se acalma.

 

É impossível relaxar quando eu sinto que estou parindo pelas minhas bolas! 

 

- Eu tô tentando me acalmar. - Falei entre dentes - Ai... Minhas vistas estão escurecendo. 

 

- Pelo amor de Deus, Sasuke, para de drama! - Como ela pode brigar com uma pessoa na situação que eu estou? - Doeu na hora, mas eu tenho certeza de que a dor já tá passando. 

 

Tá passando, muito lentamente. 

 

Deu até fraqueza... Acho que estou ficando tonto... É capaz até de o local da batida necrosar, aí eu vou ter que viver só com um testículo, o que vai ficar esteticamente horrível. 

 

- Ai, acho que eu vou me mijar aqui...

 

- Faz isso que eu termino de te castrar! - Vociferou. 

 

Que maldade!

 

- Não diz isso... - Falei com dificuldade - Isso dói muito... 

 

Sakura passou a mão pelos meus  cabelos. Ela não tem um pingo de paciência, mas está claramente preocupada. 

 

- Respira fundo, relaxa... Vai passar. 

 

- Faz um carinho, acho que assim passa. 

 

- Sasuke! - A coisa do mal me deu um tapa no ombro.

 

- Termina de me matar logo! - Berrei. Ela é forte.

 

- Levanta, para de choramingar. 

 

- Me ajuda... 

 

Sakura bufou, então se levantou e me ajudou a ficar de pé. Acho que meu pobre saco deve estar roxo, tadinho. 

 

Sentei na cadeira que foi a responsável pelo incidente, então Sakura foi pegar o brigadeiro na geladeira. Bem, pelo menos alguma coisa boa hoje. 

 

Após colocar o prato com brigadeiro na mesa e pegar duas colheres, a Haruno pegou um pano branco e colocou gelo dentro. 

 

- Pega. - Ela me entregou o pano com gelo. Rude e delicada ao mesmo tempo. 

 

- Pra que isso?  - Uni as sobrancelhas. 

 

- Pra que, Sasuke? - Ironizou impaciente.

 

Esse gelo vai derreter e eu vou ficar molhado, o que não vai ser nada legal. 

 

- Eu não vou colocar isso aí. 

 

- Vai sim, porque eu me dei ao trabalho de pegar o pano e colocar o gelo pra você! - Porque quis, eu não mandei - Você prefere que eu coloque essa porcaria entre as suas pernas? Garanto que não vai ser com delicadeza. 

 

Cruela, personificação da maldade!

 

- Me dá esse negócio. 

 

Isso é um exercício de humilhação. 

 

Peguei o pano com gelo, abri o zíper da minha bermuda e coloquei o negócio gelado... naquele lugar, por fora da cueca. Claro que devo ter feito a careta mais horrorosa desse mundo, já que o gelo é gelado - sério? - e a batida foi numa área um tanto quanto sensível. 

 

- Tá melhorando? - Ela questionou, logo sentou ao meu lado e pegou uma das colheres para si.

 

- Tá desconfortável. - Admiti - Mas a dor mesmo tá passando.

 

Ela pegou um pouco de brigadeiro com a colher e levou até a minha boca.

 

- Chocolate libera o hormônio do prazer, sabia? - Riu a rosada.

 

- Eu queria liberar o hormônio do prazer de outra forma. - Murmurei de boca cheia. 

 

- Idiota! - Sakura riu, então pegou mais um pouco de brigadeiro com a colher e comeu - Hoje não. 

 

- Nem tem mais clima mesmo...

 

- Ah, Sasuke, pare de ser tão rabugento! - Reclamou. 

 

- Eu tô com gelo em cima do meu saco, e tá latejando! Tenho motivos de sobra pra ficar rabugento! 

 

- Come mais brigadeiro, daqui a pouco você esquece essa dor. 

 

Não sou chocólatra como essa louca. 

 

- Esquecer, é? - Bufei. 

 

Como eu posso ser tão burro? A cadeira estava atrás de mim, por que simplesmente não vi e desviei? Agora eu tô aqui, morrendo... 

 

Ficamos em silêncio por um tempo. O único barulho presente era o da colher de Sakura batendo no prato de vidro pra pegar brigadeiro. 

 

Ela só se concentra no brigadeiro, enquanto isso eu tô aqui concentrado no gelo em cima do meu saco! Acho que tá ficando dormente, mas é melhor do que a dor.

 

Hoje definitivamente não é meu dia.

 

- Sasuke... - A rosada disse com a voz mais calma, tocou em meu braço e o acariciou levemente - Ainda tá doendo muito? 

 

- Não muito. Mas acho que fiquei estéril. 

 

Ela riu. 

 

- Não seja bobo, seu bobo... Vai passar. 

 

Nunca senti tanta vontade de arrancar meu saco fora. 

 

O pior é que se um dos meus testículos necrosar, pode passar pro outro, aí vou ter que ficar sem as duas bolas, darei adeus a minha produção de testosterona, nunca mais saberei o que é libido e vou viver o resto da minha vida sem sexo! 

 

Que merda vai ser minha vida. 

 

- É, tem que passar. - Respirei fundo.

 

Ela levou uma colher de brigadeiro até a minha boca. 

 

- Não pensa na dor

 

Fácil falar. Ah, fácil demais. Difícil é ser eu.

 

- Está doendo, como não pensar? 

 

- Você é o verdadeiro rei do drama! - Ela riu - Vou mandar o seu currículo pra alguma emissora, aí pelo menos você ganha dinheiro com dramatização. 

 

Rei do drama? Ora, claro que não! Quanto exagero! 

 

- Vamos voltar a fazer o trabalho. - Deixei o pano com gelo sobre a mesa, uma vez que começou a  derreter e molhar minha roupa.

 

Eu me levantei nesse momento e, não sei como, bati meu cotovelo na maldita cadeira. Sério, foi muito rápido. Aí nesse momento vem aquele choque escroto, mas em mim parece um negócio tipo cadeira elétrica. Bizarro.

 

- Sasuke! - Sakura exclamou preocupada. 

 

- Ai. - Massageei meu cotovelo - Joga essa cadeira fora. Tem alguma macumba aí. 

 

- Seja mais cuidadoso. - Ela passou a mão levemente pelo meu cotovelo - Essa batida foi menos pior, né? 

 

Como ela ousa zombar de mim?

 

- Vamos fazer o trabalho antes que eu morra aqui. 

 

Foi praga, tenho certeza! 

 

Sakura e eu focamos fortemente no trabalho. Nada de distrações! 

 

Terminamos pra lá de onze da noite, e por sorte meu irmão estava pela rua quando liguei pra ele. Esse vadio não para em casa.  

 

Sakura colocou todo o trabalho num pen drive, amanhã Itachi vai formatar tudo e eu vou imprimir. 

 

Fomos os dois até a porta, já que estou esperando meu irmão. Encarei a rosada de relance enquanto ela fitava a rua, parecia pensativa. 

 

Ela me recusou hoje... Senti que não foi por causa do trabalho, ela realmente não queria transar. E ainda teve aquele papo estranho antes, como se estivesse gostando de verdade de alguém. 

 

Por que tô com ciumes? O que é isso? Não é simplesmente cu doce, tem algo além. 

 

- O que você tem? - Indaguei, passando a mão pelo rosto dela. 

 

Sakura me olhou e riu.

 

- Nadinha.

 

- Tem alguma coisa sim, eu sei.

 

- Impressão sua.

 

Me aproximei para tentar beijá-la, mas a criatura virou o rosto. Ela recusou um beijo meu! 

 

- Sakura... - Sussurrei. 

 

- É melhor não, Sasuke.

 

Por que ela está me negando do nada? 

 

- Eu fui um erro? - Questionei. 

 

- Você não foi um erro. Eu só... só não quero. Não agora. 

 

Tem outro cara na jogada!

 

- Tudo bem. - Dei de ombros.

 

Não, não tá nada bem!

 

Por que eu tô com ódio? Até vontade de chorar me deu. 

 

Claro, por fora eu estou indiferente, por dentro tem alguma coisa queimando.

 

Ela nunca ignorou um beijo meu, nunca.

 

Eu quero que o Sasori morra. É pedir demais? 

 

- Não precisa ficar bolado com isso. - Disse ela. Minha cara tá demonstrando tanta coisa assim?

 

- Não tô bolado... Tipo, a gente estava se pegando lá dentro, mas... - Falei como quem não quer nada - Não tô bolado. 

 

Ora, começamos a nos beijar, estava gostoso, e tinha tudo pra terminar lindamente. Mas ela ficou estranha de repente. 

 

- Não é você, sou eu.

 

Ah, a típica desculpa feminina. Trágico! 

 

- Tudo bem. - Falei indiferente - Mesmo. 

 

Argh, eu quero a morte! Por que ela tá me tratando assim? 

 

- Não quero que você fique com raiva de mim, Sasuke. 

 

- Eu não estou. - Respondi - Mesmo. Fica de boa.

 

Eu estou com raiva do Sasori. 

 

- Que bom. - Ela riu.

 

Inferno! Por que eu tenho que ter ciúme do que sequer é meu? 

 

Itachi chegou e eu tive que me limitar a uma despedida com beijo na bochecha. 

 

Eu fui humilhado! 

 

Entrei no carro, bati a porta com força e fiquei emburrado na hora. 

 

- Quebra, é seu! - Itachi brigou.

 

- Não enche, cara! - Resmunguei. 

 

- O que aconteceu? - Ele deu partida no carro.

 

- Nada... - Resmunguei, escorando em seguida a cabeça no vidro. 

 

- Mano, tu não vai acreditar!

 

Ah, lá vem ele... Eu disse que não aconteceu nada, mas ele tem obrigação de perceber que na realidade aconteceu alguma coisa e eu não estou nada bem. Mas esse egoísta não respeita o momento alheio. 

 

- O que foi? - Indaguei com desânimo. 

 

- O encontro com o esquema de hoje foi pior do que o último! - Bufou.

 

- Pior do que com a vegetariana?

 

- Pior! - Enfatizou - Com a vegetariana eu podia até pensar em enrolar meu pau com alface, embora eu acredite que quem não gosta de picanha também não gosta de sexo, porque os dois dão quase o mesmo prazer. - Mereço... - Mas com essa de hoje eu me senti um pedófilo! 

 

- Porra, saiu com uma menina novinha? - Indaguei espantado. Ele tá procurando jeito é de ser preso. 

 

- Vinte anos, mentalidade de dez. - Resmungou - Eu senti que estava saindo com uma criança, só falava besteira, ficava idolatrando uns ídolos dela que se juntar o pau de todos não dá o tamanho do meu... Puta merda, ela era muito chata. Por que a mulherada não percebe que não tem nada mais chato pra um homem do que ouvir ela ficar falando de outros homens? Seja ídolo, ex, irmão, primo, amigo, ou o cacete que for! - Ele tá puto da vida mesmo! - Eu quis mandar a menina se foder, sabe? Assim, na moral mesmo. 

 

- Eu mandaria. - Dei de ombros - No primeiro encontro ela fica falando de gente que nem sabe da existência dela... No mínimo iria querer transar em cima de algum pôster. 

 

- Ela queria que eu tirasse a virgindade dela. 

 

- Era virgem? - Arregalei os olhos. 

 

- É virgem. - Corrigiu - Chata daquele jeito, quem é que vai querer transar com ela? Vai passar o resto da vida fantasiando um casamento com algum ídolo, no mínimo. Você vê o nível de maturidade quando a criatura chama um cara que mora lá na puta que pariu, que nem sabe que ela existe, de "meu marido". Ah, vai se foder. 

 

- Ela é dessas? - Comecei a rir.

 

- É. - Murmurou - Pior que ela é bonitinha, mas parou de desenvolver o cérebro ainda na infância. Eu tenho dó, sabia? Porque é muita vergonha alheia. 

 

- Itachi, você só tem encontro frustrado. Cara, investe na Izumi. 

 

- Ah, complicado. - Suspirou - Às vezes eu tô totalmente interessado, mas ao mesmo tempo acho que não tem como dar certo. E ela, bem, é frustrante quando você manda vinte mensagens e é respondido com um mísero emoji. 

 

- O problema não é ela te responder com um emoji, o problema é você enviar vinte mensagens! Ninguém merece. 

 

- Vai cagar de cu pra cima, vai! - Brigou. 

 

Chegamos em casa e Itachi foi direto para o seu quarto. Já está bem tarde, meus pais estão dormindo, e eu estou verde de fome.

 

Fui até a cozinha e fiquei feliz ao ver que tem pão, então abri o congelador e vi que tem carne de hambúrguer, e também tem queijo na geladeira. Ótimo! 

 

Peguei a carne e quando me virei pra ir até o fogão para fritá-la, eis que bato meu dedinho do pé na cadeira.

 

Puta que pariu! Por que eu ando tão desatento?

 

Tive que me esforçar muito pra evitar uma reação audível. Mordi os lábios para não gritar, respirei fundo e senti os olhos lacrimejando. 

 

Meu dedinho! Será que quebrou? Que dor miserável! 

 

Me escorei na mesa até me recuperar do acontecido. O dedo tá latejando, a dor foi indescritível, mas ainda tô inteiro... eu acho. 

 

Minha alma foi até o céu e voltou num milésimo de segundo. 

 

Peguei uma frigideira pequena, pus o óleo pra esquentar e em seguida botei a carne de hambúrguer pra fritar. 

 

Ah, começou a subir aquele cheirinho bom, que faz surgir água na boca na hora! Que delícia, cara.

 

Peguei o pão, cortei no meio, coloquei o queijo e deixei sobre um prato em cima da mesa. Já está no jeito de botar o hambúrguer. Depois é só cortar uma rodela de tomate que fica ainda mais lindo.

 

Quando fui virar a carne pra fritar do outro lado, não sei como, mas foi óleo pra tudo quanto é lado. Não respingou, definitivamente derramou! 

 

Pra variar, um pouco do óleo caiu certinho no meu pé e eu acabei gritando na hora. Merda! 

 

Ainda assim, minha dor maior foi saber que vou ter que limpar o chão e o fogão. 

 

- Sasuke? 

 

Meu sangue gelou, até escutei uma música de suspense no fundo. Me virei lentamente e vi minha mãe parada na porta da cozinha. 

 

- Mãe? - Sorri amarelo. 

 

- O que é isso? - Brigou ao se aproximar de mim e ver a bagunça feita - Sasuke, olha o que você fez! Sujou o chão e o fogão com óleo! 

 

- Caiu óleo quente no meu pé também. - Falei com os olhos já marejados. Sabe quando você chora mesmo sem querer? Então... óleo quente dói pra porra! 

 

- Vai pro seu quarto agora! - Vociferou - Sai daqui, Sasuke! Limpa esse óleo do pé e vai pro seu quarto. 

 

Droga, que merda!  Nada deu certo hoje, que frustração! Eu quero chorar em posição fetal!

 

Saí com raiva e fui para o banheiro, lavei meu pé com água fria e passei sabonete. Misericórdia, que dor! Acho que vai precisar amputar, tá doendo demais. 

 

Voltei para o meu quarto e deitei  na minha cama. Ouvi meu estômago roncar e senti um nó na garganta. 

 

Me chamam de dramático, mas eu tenho todos os motivos do mundo pra estar puto com tudo! Ai, que ódio. 

 

Minha mãe vai me matar hoje ainda, tenho certeza. Eu sujei a cozinha dela, é óbvio que ela vai querer arrancar meu couro de forma lenta e dolorosa. Na minha lápide quero que escrevam "Aqui jaz o mais belo", porque vivi pouco, mas vivi bonito. Claro, preciso apagar o histórico do meu computador antes de mamãe me executar, ou vou ser postumamente chamado de punheteiro. 

 

Ouvi os passos da minha mãe vindo para o meu quarto e já comecei a rezar para ter uma morte rápida. Ela não vai me perdoar, porque eu sujei a cozinha dela, e sujar algum cômodo da casa que dona Mikoto limpou é crime! 

 

Mamãe abriu a porta do quarto e entrou com uma maletinha. Instrumentos de tortura, será? Não... É a maleta de remédios e curativos.

 

Sentou-se perto de mim na cama e me olhou seriamente.

 

- Me dá seu pé que machucou. - Mandou. 

 

Fiz o que ela mandou, então mamãe segurou meu pé e analisou o local avermelhado por causa da queimadura.

 

- Acho que vai criar uma bolha enorme. - Falei. 

 

- Você acha? Eu tenho certeza. - Ela abriu a maleta e tirou uma pomada - Você tem que tomar mais cuidado, filho. Foi só um pouco de óleo quente, mas você poderia ter derrubado mais coisa quente em cima de você. 

 

Ela sabe ser um doce.

 

Mamãe passou com cuidado um pouco de pomada no meu pé. 

 

- Foi sem querer... eu estava puto! - Resmunguei. 

 

- Estava o que? - Me encarou seriamente, arqueando uma sobrancelha. 

 

- Com raiva... - Sorri amarelo. 

 

- Sasuke, Sasuke... - Disse em tom de aviso - Vem com esses palavrões pra perto de mim que você apanha. Já é quase homem feito, mas eu ainda sou sua mãe. 

 

- Desculpa. - Falei cabisbaixo. 

 

Não acho necessário fazer um alvoroço por causa de um palavrão, mas eu não vou retrucar. Ela é minha mãe, eu sou o filho dela, então até calado eu estou errado. 

 

- Por que você está com raiva, filho? - Indagou mais calma.

 

- Mãe, e se... hipoteticamente... eu não tivesse nada com uma pessoa, mesmo que rolasse alguma coisa de vez em quando, e aí, hipoteticamente, eu começasse a sentir ciúme e uma aflição do caramba por achar que essa pessoa pudesse estar apaixonada... por outra pessoa... - Falei sugestivamente - O que a senhora acha que isso significa? Hipoteticamente falando, é claro. 

 

- Hipoteticamente? - Ela riu.

 

- Sim, claro. Eu trabalho com hipóteses. 

 

- Hipóteses? - Riu novamente. 

 

- É, mãe, foi o que eu acabei de falar. - Bufei. 

 

- Nossa, como você é grosso, estúpido! - Brigou. Gente, o que eu fiz? - Não nega ser filho do seu pai mesmo. Tá ficando igual a ele. 

 

Porra, o pai tá dormindo no quarto, alheio a toda essa conversa, e a mamãe aí difamando ele. 

 

- Desculpa, mãe... São só hipóteses. - Tornei a dizer. 

 

- Sei... - Ela riu.

 

Mamãe é que nem a Sakura mesmo, vai de fofa a neurótica num piscar de olhos. 

 

- Então... O que a senhora acha que isso significa? 

 

- Bem, suponhamos que você hipoteticamente tenha tido uma experiência ruim com alguém que te fez mal, então isso hipoteticamente iria endurecer um pouco o seu coração para as coisas ao seu redor, e com certeza fecharia você para novas experiências por medo. Então, hipoteticamente você conhece alguém e começa a sentir coisas que o medo não lhe deixa definir, até que você acaba se dando conta de que criou uma barreira em sua volta para afastar as pessoas de si, mas não consegue. - Disse ela - Hipoteticamente falando, Sasuke, você gosta de alguém. 

 

Abaixei o olhar. 

 

Aconteceu tudo que eu não gostaria que acontecesse! Eu tinha dito, tinha prometido pra mim mesmo que não voltaria a amar de novo, mas, depois de hoje... notei que as  coisas fugiram muito do meu controle. 

 

- Mãe, foi do nada. - Falei aflito - Eu me preocupava com ela, me preocupo ainda... Gosto de cuidar dela. - Sorri - Ela é bonita, perfeita, qualquer homem se sentiria atraído por ela, e eu pensei que fosse isso... - Admiti - A gente já ficou algumas vezes, sem compromisso, e eu gostava disso. Mas hoje ela veio com um papo estranho, como se estivesse apaixonada por alguém... ela estava estranha, e isso doeu. 

 

- Doeu?

 

- Sim, doeu. - Assenti - E foi aí que eu percebi que me importo de verdade... fiquei com ciúme, e fiquei com raiva por ela estar gostando de outro cara. 

 

- Filho... - Minha mãe suspirou pesadamente - Eu não preciso dizer nada, não é? Acho que você já sabe. 

 

Eu jamais tive maiores dificuldades para ficar com a Sakura. Todas as vezes que já nos beijamos, ou transamos, fluiu tudo tão naturalmente. Eu já pensava nela como uma amiga, pensava nela com carinho, e é claro que me sentia atraído por sua beleza. Mas hoje, depois que ela me rejeitou, senti um aperto enorme no coração. Doeu. Doeu muito. 

 

Não creio que precisei ser rejeitado pra abrir meus olhos e perceber que estou apaixonado pelo capeta cor de rosa. 

 

- Mãe, o que eu faço? - Indaguei aflito. 

 

- Se abre com ela.

 

- Pra ser rejeitado de novo? - Retruquei - Não, obrigado. Prefiro ficar na minha, pelo menos assim eu não me machuco.

 

- Acho que você vai se machucar muito mais se deixar isso guardado. 

 

- Mãe, ela vai me rejeitar. Vai dizer que gosta de outro cara! 

 

Ela recusou um beijo meu hoje, é claro que só pode estar gostando de outro!

 

- Tenta, Sasuke, não seja inseguro. - Aconselhou - Mostra pra ela que você gosta dela. 

 

- E se não funcionar? 

 

- Amor, você é um rapaz tão bonito, inteligente, educado... Um dia, quando for a hora, você vai achar alguém que te mereça. Você ainda é muito novo, Sasuke. 

 

- A senhora tem razão. - Suspirei. 

 

- Olha, Sasuke, eu já fui adolescente e já passei por isso também. Mas, olha, a pior coisa que existe é você se arrepender de algo que não fez. E digo mais, algumas loucuras realmente valem a pena, mas pra isso você tem que se arriscar. 

 

- Ela não vai saber que eu gosto dela se eu não contar, né? - Dei de ombros, completamente desanimado. 

 

- Quer outro conselho? Mulher adora ser surpreendida. 

 

Adora surpreender também, porque é cada uma... 

 

- Acho que eu tive uma idéia. - Sorri de canto. 

 

- Bem, depois você pensa nas suas idéias. - Ela pegou sua maletinha e se levantou - Você precisa dormir, porque já é tarde e amanhã tem aula. Seu hambúrguer tá no microondas, coloquei uma rodela de tomate porque sei que você gosta, então vai comer pra não dormir com fome. 

 

Ah, nem acredito que ela terminou meu hambúrguer! 

 

- Ah, mãe, obrigado! - Me levantei e abracei minha progenitora. 

 

- O que sujar é pra lavar. - Ordenou - E vê se não molha a pia do banheiro, também não esquece de fechar o tubo de pasta. Eu vou fiscalizar amanhã cedo, viu? 

 

Ah, essa é a dona Mikoto... 

 

- Sim, senhora! - Assenti e então corri pra cozinha, pois meu estômago está implorando por comida. 

 

Acho que a mamãe está certa mesmo. Eu tenho que encontrar alguém que me mereça, mas não saberei se a Sakura é essa pessoa se não tentar. 

 

Engraçado como a vida nos prega peças. Precisei que Sakura se apaixonasse por outro, precisei de uma rejeição daquelas pra me tocar de que realmente gosto dela. Acho que minha insegurança estava me cegando, afinal, eu tenho medo de me envolver novamente, mas algumas coisas são extremamente mais fortes e fogem do nosso controle. Mesmo com medo, eu quero me envolver com ela. 

 

Acho que preciso surpreendê-la... de alguma forma. 

 

[...]

 

Conhecendo o jeito leonino de Sasuke, cheguei à conclusão de que só saberei se ele vale a pena ou não caso eu dificulte as coisas pra ele. É uma característica dos nativos de fogo, só gostamos de conquistar coisas difíceis. 

 

Sasuke vai se sentir rejeitado, sei disso. A partir daí só tem dois caminhos que ele poderá seguir. O primeiro é me largar de vez após a rejeição e ir procurar outra distração; O segundo é vir atrás de mim. Se ele vier, então sei que vale a pena; Se não vier, então bola pra frente. 

 

- Sakura! - Ino chegou em minha casa e já foi entrando. 

 

Levantei da minha cama e me encontrei na cozinha com a loira que estava acompanhada de Sai. 

 

- Ah, oi. - Cumprimentei o rapaz - O que você quer, Ino?

 

- Ah, oi pra você também. - Ironizou - Então, amiga, Sai e eu vamos ver um filme. O que acha de assistir com a gente?

 

Nem fodendo que eu vou ficar segurando vela. 

 

- Tô com dor de cabeça. - Menti - Fica pra outro dia.

 

- Você tá com cara de bad! - Ino resmungou. 

 

- Minha cabeça tá doendo, eu tenho motivos pra ficar feliz? - Retruquei. 

 

- Não é esse tipo de bad, mas tudo bem. - Bufou a Yamanaka - Ai, cacete... - Ela olhou pela janela - Vai chover. 

 

- Ah, estava mesmo na hora de dar uma chuva! - Falei.

 

- Concordo. - Sai assentiu - Eu adoro o barulho da chuva... parece frango fritando. 

 

Taurino é uma desgraça mesmo, puta merda! 

 

- Nossa, que bosta de observação. - Murmurou a loira, porque ela não pode deixar de criticar alguma coisa. 

 

- Foi só um comentário. - O rapaz deu de ombros. 

 

- Enfim, Sai, vai na frente e faz a pipoca. - Ino mandou - Eu quero falar um negócio com a Sakura. É rápido. 

 

Sai assentiu e se retirou. 

 

- Você está ciente de que aquele guloso provavelmente vai devorar metade do que tem na sua geladeira? - Indaguei, então sentei numa cadeira. 

 

- Se ele souber fazer fotossíntese, que fique à vontade, pois na minha geladeira só tem água e luz. - Respondeu simplesmente, ainda de pé ao lado da pia - Só vou fazer feira no início da semana que vem, então boa sorte pro Sai. 

 

- Que tortura contra o seu tourinho... - Debochei. 

 

- O assunto aqui não é o meu tourinho, mas sim o seu leãozinho. - Enfatizou. 

 

- Que tá bem longe de ser meu, diga-se de passagem... - Murmurei. 

 

- Vocês estavam juntos mais cedo, agora você tá aí nessa bad. Sakura, o que houve?

 

Suspirei pesadamente. Acho que preciso desabafar isso com alguém, e ninguém melhor do que a minha melhor amiga. Claro, ela vai esfregar algumas coisas na minha cara, mas é o preço que eu pago por ser amiga de uma virginiana. 

 

- Eu meio que dei um fora no Sasuke. - Admiti - Acho que eu estava facilitando demais as coisas pra ele, entende? Deixa ele remoer um pouco as coisas... deixa ele sofrer um bocadinho.

 

- Sakura, você sabe que o Sasuke é orgulhoso e que muito provavelmente vai agir como se nada tivesse acontecido, não sabe? 

 

- Se isso acontecer, então significa que o Sasuke não vale a pena. - Suspirei - Vou agir normalmente com ele, sem ressentimentos, e ver como ele vai agir também. Se o orgulho dele persistir por muito tempo, então eu esqueço o Sasuke. 

 

- Não acha melhor você se abrir com ele e dizer o que sente? 

 

- Por enquanto não. - Respondi - Só quando eu sentir que o terreno é seguro.

 

- Pra uma pessoa impulsiva, você tá de parabéns. - Comentou impressionada - Acho que seu coraçãozinho ariano aprendeu a amar. 

 

Mostrei o dedo do meio. Ora, arianos também têm sentimentos, nós somos capazes de amar. Não sentimos só raiva, ódio ou ranço, também sentimos amor. 

 

Já senti vontade de jogar gasolina no Sasuke e colocar fogo? Sim, já, mas eu o amo. Se você nunca sentiu vontade de matar o crush, então há uma grande probabilidade de ele não ser o homem da sua vida. 

 

- Ino, você é virginiana, então não venha falar sobre aprender a amar. - Briguei - Tenho certeza de que você nunca aprendeu. 

 

- Que calúnia! Eu amo sim, só não demonstro muito... - Demonstra nada, coração gelado! - Você só tem ruindade nesse coração. Quantas vezes já pensou em matar o Sasuke? 

 

- Não interessa... - Murmurei - E a questão não é essa. 

 

Quantas vezes já pensei em matar o Sasuke? Bem... Quando ele me chama de Satanáries; Quando ele começa a fazer piadinhas idiotas achando que é engraçado só pra me provocar; Teve a vez que ele esbarrou em mim e não pediu desculpas porque disse que era eu quem não olhava por onde estava indo; Também quando ele insultou minha futura tatuagem, dizendo que parecia chifre; Quando ele disse pra eu dormir no aprisco com os meus "fiéis seguidores"; No dia que vi a Karin sentar no colo dele dentro do ônibus; Quando eu fiquei bêbada na casa do Naruto e ele amanheceu dentro do meu quarto; Quando vi que ele estudaria na mesma sala de aula que eu; Também teve o dia em que eu pedi minhas fotos e ele me enviou fotos de uma cobra; Naquela festa em que descobri que ele era Sasuke Uchiha, o tal amigo de Naruto que eu supostamente iria gostar... Bem, creio que tiveram outras ocasiões, mas agora não estou lembrando. 

 

Só que, sinceramente, o que me dá mais vontade de matar o Sasuke é quando eu vejo aquele sorriso lindo emoldurando o rosto dele e sinto vontade de tê-lo pra mim. É saber que consegui amá-lo mesmo ele sendo o leonino orgulhoso e insuportável que é. 

 

- Sakura, o que eu acho é que vocês são dois orgulhosos que precisam criar vergonha na cara! Apenas. 

 

- Ino, vai chupar prego pra ver se vira parafuso, vai... 

 

- Eu vou curtir o meu tourinho, tá? - Resmungou - Você ainda vai me dar razão! 

 

A dona da razão virou as costas e saiu, me deixando novamente sozinha. 

 

Sei que Ino tem sua parcela de razão, mas eu prefiro fazer as coisas do meu jeito. Ela que se resolva com o Sai do jeito dela, e eu me resolvo com Sasuke da maneira que achar melhor. 

 

 

 

 

 



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