História Me Beije Como Se Fosse Uma Mentira - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanbaek, Exo, Hunhan, Kaisoo, Yaoi
Visualizações 33
Palavras 4.982
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Please, ignorem os erros, eu vou revisar melhor assim que entrar pelo PC
Boa leitura ❤

Capítulo 3 - É Algo Necessário


Gritos ecoavam pela mansão da família Park. Num dos quartos, o pequeno Chanyeol de apenas 12 anos chorava encolhido no canto de seu banheiro, tampando os ouvidos com as mãos, numa tentativa falha de não escutar nada.

Toda aquela confusão havia se tornado rotina na casa dos Park.

Tudo começara há pouco mais de um mês, quando num dia, ao chegar na mansão junto de seu pai, Chanyeol se deparou com sua mãe sentada no sofá chorando. Ela olhava fixamente para um papel em suas mãos, mas era provável que não enxergasse nada por conta das lágrimas incessantes.

Ao ver que seu marido tinha chegado, sua expressão mudou de triste para extremamente raivosa. A mãe de Chanyeol se levantou e socou o papel que estava em sua mão com força no peito de seu companheiro, que quando viu do que se tratava, pediu para que Chanyeol fosse para seu quarto.

O menino de orelhas grandes, subiu as escadas correndo e logo em seguida os gritos começaram no andar de baixo. Chanyeol não entendia o motivo daquilo, nunca havia visto seus pais brigar, eles sempre foram um casal perfeito. Ele então colocou os fones, abafando um pouco os ruídos vindos do hall, torcendo para que aquilo acabasse logo.

Não acabou. Aquilo continuou durante todo o mês seguinte, e piorava cada vez mais. Ele tinha medo do que iria acontecer, pois sua família e vida perfeitas estavam sendo destruídas aos poucos.

Chanyeol percebeu que depois de um tempo toda a atmosfera da casa mudou, sua mãe estava deprimida o tempo todo e se irritava por qualquer coisa, muito diferente da pessoa alegre e tranquila que era antes. Ela passava a maior parte do tempo no quarto, muitas vezes bebendo até cair ou até começar a brigar com o marido.

Seu pai também havia mudado, ele sempre fora um homem sério, mas sempre cuidou bem do filho esteve ao seu lado, ele, que era uma pessoa preocupada com a família, se fechou em seu escritório e passou a ignorar as coisas ao seu redor, tratando a todos com frieza.

Chanyeol estava sozinho. Ele sentia a falta de seus pais, principalmente de sua mãe, que sempre fora tão carinhosa consigo. Mas agora, era sempre ignorado quando tentava conversar com ela, e por causa disso, Chanyeol estava ficando triste também.

As coisas só pioraram ainda mais. Naquele dia, sua mãe estava bêbada, ela gritava descontroladamente com seu marido. Chanyeol chorava desesperado no banheiro, torcendo para que ela fosse dormir logo.

Não foi o que aconteceu. Após uns minutos de silêncio, quando ele já estava se acalmando, a porta de seu banheiro fora aberta com brutalidade. Sua mãe lhe puxou para o quarto e começou a jogar suas roupas numa mala e algumas em cima dele para que ele vestisse, ela chorava e Chanyeol não entendia nada.

— Mãe? — ele chamou receoso. — Aonde vamos?

— Para longe daqui, meu filho. — ela disse, claramente embriagada. — Seu pai não é quem você pensa, ele é um mentiroso, traídor e agora…

— O Pai te fez alguma coisa?

— Ele quer me matar. — ela disse com o olhar assustado. — Precisamos sair daqui logo.

Park JungHae apareceu na porta do quarto, extremamente irritado. Puxou a mãe de Chanyeol de perto do filho e fechou a porta ao saírem do quarto. Chanyeol apenas ouvia a discussão atônito.

— Não meta nosso filho nessa sua loucura. — JungHae gritou. — Se você quiser sair dessa casa então saia. Mas o Chanyeol fica.

— Aaaaaah — a mãe de Chanyeol deu um grito que assustou o garoto.

Alguns barulhos de coisas sendo destruídas e mais gritos de sua mãe puderam ser ouvidos, em seguida a porta da frente foi batida com força e um silêncio se instaurou na casa.

Chanyeol permanecia sem reação, lágrimas saiam de seus olhos enquanto ele olhava para um ponto fixo como se estivesse num transe, entretanto, o som de um carro sendo ligado o fez despertar.

O garoto correu para a janela de seu quarto, temendo o pior. Ao olhar por ela, pode ver sua mãe dirigindo para fora da propriedade. Ela o estava abandonando.

As lágrimas se tornaram muito mais intensas em seu olhos e com o desespero, Chanyeol começou a hiperventilar. Se jogou na cama sentindo seu peito apertar com a falta de ar, onde ficou se contorcendo até acabar desmaiando.

No dia seguinte, seu pai lhe acordou. Estava com o rosto inexpressivo e sua voz saiu séria quando deu a notícia que mudou sua vida.

Sua mãe estava morta. Ela havia sofrido um acidente de carro na noite anterior e morreu na hora.

…………..

Chanyeol acordou com o barulho do despertador, que por algum sinal, era muito alto e irritante. Tateou a cama a procura do celular e o desligou o alarme, olhando as horas logo em seguida.

Kyungsoo se remexeu ao seu lado, logo despertando também. Ele havia dormido na casa de Chanyeol naquela noite, onde ficaram conversando até a hora em que Kyungsoo acabou pegando no sono.

Ele encarou o garoto alto ao seu lado com seus grandes olhos, com uma expressão de confusão.

— Chan...por que você está chorando? — perguntou se aproximando do maior.

— O que? Eu não estou... — Chanyeol parou ao notar que lágrimas escorriam de seus olhos.

Sem entender o motivo daquilo, ele as enxugou rapidamente.

— Por acaso teve um pesadelo?

— Eu... eu não sei. — disse um tanto quanto confuso enquanto tentava se lembrar do sonho que tivera. — Eu não me lembro.

Se sentou na cama enquanto coçava a cabeça numa tentativa fútil de se lembrar, entretanto, sentiu algo debaixo de si que lhe chamou a atenção.

— O que é isso? — Kyungsoo se sentara também e observava o papel que seu amigo tinha agora em mãos. — Ah... — disse simplesmente ao perceber do que se tratava.

Chanyeol olhava para um recorte de revista um pouco amarelado pelo tempo. Um recorte de uma reportagem sobre um acidente de carro de quatro anos atrás. O acindente em que sua mãe morrera.

Na noite anterior ele dormira olhando para o papelque agora estava em suas mãos; concluiu então que seu sonho deve ter sido sobre o acidente, por isso acordara com lágrimas nos olhos. Não estava triste, muito pelo contrário, estava animado em saber que seu objetivo de vida estava mais perto de se realizar.

Chanyeol se lavantou da cama, Kyungsoo o observava, queria fazer o mesmo, mas estava com uma certa preguiça de sair de cima daquele colchão macio.

— Já decidiu o que vai fazer? — o mais baixo perguntou enquanto Chanyeol lavava o rosto na pia do banheiro. — Digo... sobre aquele menino?

— O Byun? — Kyungsoo acentiu. — Preciso observar ele um pouco mais e entender um pouco da sua personalidade antes de me aproximar. Não sei por quanto tempo terei que ficar ao seu lado até alcançar o que quero, então não posso cometer erros.

— Mas...

— Sim, eu sei, ele está me ignorando por alguma razão. — Chanyeol voltou entrou no closet e pegou seu uniforme, começando a se trocar — Mas isso é o de menos, Kyung, eu vou fazer com que ele não resista a mim. — Chanyeol fez uma pose sexy e passou a mão no corpo, arrancando risos de ambos.

— Então você irá seduzi-lo? — Kyungsoo perguntou finalmente se levantando.

— É o único jeito de me aproximar da mãe dele, de entrar na sua casa e de conseguir as informações de que preciso para derrubar meu pai. — Chanyeol apertou a gravata em seu pescoço e olhou sério para Kyungsoo. — Quando se tem um objetivo como o meu, você não deve esitar em usar as pessoas.

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Um barulho vindo do andar de baixo acordou Baekhyun segundos antes de seu despertador tocar.

Assustado com o que poderia ser, desligou rapidamente o alarme de seu celular, saltou da cama e pegou a primeira coisa que encontrou que poderia usar como arma, no caso, um livro de história.

Mesmo morrendo de medo, o menino de cabelos vermelhos seguiu silenciosamente pelo corredor. Aquela casa já era assustadora o suficiente. Percebeu que o barulho vinha da cozinha e seguiu para lá, entretanto algo o fez parar.

Um cheiro delicioso de comida saía do comodo e isso só podia significar uma coisa.

— Mãe? — Baekhyun chamou enquanto entrava na cazinha.

— Oh, Baekkie! — A figura familiar virou em sua direção e abriu um largo sorriso.

O adolescente foi de encontro à sua mãe e lhe deu um abraço, faziam algumas semanas desde que se viram pela última vez e ambos estavam morrendo de saudades um do outro.

— Pensei que você só voltaria sábado. — Baekhyun disse ainda sorrindo enquanto se dirigia a um dos bancos perto do balcão.

— Terminei meu trabalho mais cedo. — Sua mãe disse animada, terminando de preparar o café da manhã. — Então voltei para casa, estava com saudades.

— Eu também, mãe.

— Então, alguma novidade? — Baekhee serviu o café da manhã e se sentou de frente para seu filho. — Quero saber de tudo que aconteceu nos últimos dias.

Baekhyun tinha uma relação muito aberta com sua mãe, eles eram como melhores amigos, contavam praticamente tudo um para o outro. Ambos odiavam conversar por telefone ou mensagem, usando-os apenas para assuntos importantes, por isso, toda vez que se encontravam poderiam ficar horas com ambos contando suas aventuras e fofocas.

— Para falar a verdade, eu não fiz nada nas férias. — Baekhyun começou. — O Lu e o Lay ficaram fazendo hora extra e nem pudemos sair juntos.

— Aigoo! Então você não saiu para se divertir nenhuma vez? — sua mãe parecia desapontada.

— Apenas sábado passado.

— E aconteceu alguma coisa interessante? — ela lhe fitava esperançosa.

A imagem de Chanyeol veio à mente de Baekhyun na mesma hora e ele não pode conter um pequeno sorriso.

— Eu conheci um garoto no shopping.

— Qual o nome dele? Ele é bonito? Tem quantos anos? Pegou? — Sua o bombardeava com perguntas como uma garotinha conversando com a melhor amiga.

— Calma, mãe. — Baekhyun riu. — Primeiro, não eu não fiquei com ele, apenas conversamos, decidi que vou focar nos estudos agora. — Sua mãe o olhou com um olhar desconfiado. Baekhyun ignorou isso e apenas prosseguiu. — E sim, ele é bonito, lindo, maravilhoso e não sei mais o que.

Baekhyun começou a se lembrar dos poucos momentos que tivera com Chanyeol, ficando alheio á conversa que estava tendo com sua mãe.

— Baek! — Sua mãe o chamou, tirando-o de seus pensamentos. — Pare de suspirar como uma garotinha apaixonada e me conte mais sobre ele. Qual o nome dele?

— Park Chanyeol, ele tem... — Baekhyun parou ao notar que sua mãe ficara séria de repente. — Mãe, o que foi?

— Não é nada. — Ela sacudiu a cabeça para os lados e pareceu voltar ao normal. — Continue.

Baekhyun iria voltar a falar sobre Chanyeol quando seu celular começou a tocar no andar de cima.

— Já volto.

O adolescente saiu do comodo e correu até seu quarto, chegando ao mesmo tempo em que seu telefone parara de tocar.

Pegou o aparelho e se assustou com o que vira no display.

7 chamdas e 42 mensagens do Luhan.

Olhou então para as horas e levou outro susto.

Estava extremamente atrasado para a escola. Tinha ficado tão entretido com a chegada de sua mãe que esquecera completamente que ainda era terça. Como aumentaria suas notas se nem conseguia chegar no horario?

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Huang Zitao estava sentado em frente da porta da entrada de serviço da mansão da família Wu. Respirava fundo, se preparando mentalmente para mais um dia de aula naquela escola terrivel, onde como sempre, teria que fingir ser algo que não era.

Não se passou muito tempo e logo um carro preto parou na sua frente e uma das portas traseiras fora aberta para que ele entrasse.

— Bom dia! — disse o garoto loiro que estava no banco de trás.

— Bom dia, Kris. — respodeu um pouco sem vontade e foi entrando no carro.

— Está tudo bem? — perguntou Kris, notando o semblante triste do amigo.

— Você sabe que não. — Tao respondeu um pouco irritado.

— Você só precisa aguentar mais alguns meses.

— Eu não aguento mais. — Disse com os olhos cheios de lágrimas. — Eu não sou esse tipo de pessoa, não consigo fazer mal aos outros, ainda mais com quem nunca fez nada comigo.

— Tao... Você sabe que eu só fiz isso para te proteger.

— Eu sei, mas é tão difícil. — O chines mais novo deu um soco no assento do carro. — Essa coisa de fingir ser rico, fazer bullying com os outros... eu não quero mais isso.

— Tao... — Kris começou, sendo interrompido logo em seguida.

— Ontem o meu colega de mesa sofreu bullying. — Tao fechou os olhos e respirou fundo antes de abri-los novamente. — Foi tão doloroso para mim ter que ver ele daquele jeito, tão triste e abatido. Eu até pensei em falar alguma coisa para anima-lo, mas achei que não seria certo ajuda-lo sendo que eu faço o mesmo que fizeram com ele com outros alunos.

O chines mais novo começou a chorar.

— Tao, eu conheço o Suho desde que eramos crianças, eu sei que ele não é um babaca como aparenta, confie em mim, isso vai mudar, você só tem que aguentar um pouco mais.

Kris então abraçou o amigo, fazendo com que ele se acalmasse um pouco, não era a primeira e nem seria a última vez que ele ficaria assim por causa da escola. Mas não importa que acontecer, pois Kris sempre estaria ao seu lado para lhe proteger, como fazia desde que Tao fora morar na sua casa.

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Dentro do ônibus todos olhavam para um único ponto, alguns olhavam a cena com pena, outros seguravam o riso e alguns pouco riam sem se importar em serem discretos. Luhan era a única pessoa que parecia irritado com a situação.

Ele ajudava Lay a pegar seus pertences caídos pelo chão do veículo rapidamente, seu rosto ficando vermelho de raiva e vergonha, mesmo que ele não fosse o personagem principal de toda aquela situação.

Após terminarem de recolher as coisas do chão, os dois chineses saíram do ônibus, Lay segurava o riso e Luhan parecia estar a ponto de matar alguém.

— Tem ideia da vergonha que acabou de nos fazer passar? — Luhan gritou assim que o ônibus começou a se distanciar.

— Calma Luhan, eu só caí.

— DENTRO DE UM ÔNIBUS LOTADO - Luhan se exaltou. — Tem idéia do quão constrangedor isso foi? Você sabe que eu odeio esse tipo de situação.

— Mas, Lu, quem caiu foi eu, quem deveria ter ficado com vergonha era eu, não você. — Lay disse calmo. — Mas por algum motivo, eu estou bem com tudo isso e você é que está vermelho como um pimentão.

— É que por estar com você eu acabei virando o centro das atenções também. — Luhan parecia um pouco mais calmo. — Todos aqueles olhares e pessoas rindo de nós…

Lay entendeu na hora o que estava acontecendo, e tudo aquilo era por causa do bullying que faziam com ele.

Luhan nunca fora tímido ou do tipo que ficava naquele estado por causa de situações como aquela, isso havia começado a pouco tempo, um pouco depois de ele começar a sofrer nas mãos de Suho. Ele podia até fingir que aquilo não o afetava tanto, mas Lá o conhecia a tempo suficiente para saber que aquilo estava mexendo com o pscicologico de Luhan.

Um sentimento de raiva começou a subir pelo seu corpo ao pensar que seria obrigado a ajudar a pessoa que estava deixando seu amigo tão mal. Mas ele devia ser forte e continuar, afinal, era sua bolsa que estava em jogo.

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Sehun olhava estático para o quadro de avisos onde estavam os papéis para inscrição nos clubes da escola enquanto um turbilhão de pensamentos invadiam sua mente, todos relacionados à tragédia que ocorrera nas férias.

Seus sentimentos haviam mudado e ele estava com raiva, não conseguia lidar com aquilo. Resolvera então, jogar a culpa em apenas uma pessoa e até pensou num plano perfeito de vingança, mas para isso, ele teria que entrar no time de futebol da escola.

Entretanto, uma parte de sua mente dizia que aquilo era errado, que aquele garoto chinês não tinha nada a ver com os seus problemas familiares.

Sehun ainda olhava para o papel da inscrição, segurava a caneta pronto para escrever seu nome, mas ainda relutava, ele não era uma pessoa ruim.

Mas… será que seu irmão iria querer isso?

Suas lembranças se voltaram para os acontecimentos do primeiro semestre, para a raiva que seu irmão mais velho sentia do garoto chinês, para as crises que ele tinha, até chegar no seu limite.

Com uma lágrima escorrendo por seu rosto Sehun assinou a folha. Não sabia se aquela lágrima era de raiva ou tristeza mas sabia que precisava seguir com o seu plano. Pelo seu irmão.

— Você vai entrar no clube de futebol? — Kai apareceu de repente atrás de Sehun, o assustando.

— S-sim. — Sehun secou a lágrima de seu olho rapidamente e se virou para o amigo com um sorriso.

— Pensei que não se interessasse por esse tipo de coisa. — Kai tombou a cabeça pro lado, intrigado, seu amigo nunca gostou de esportes.

— Acho que comecei a me interessar por causa do meu irmão. — Sehun mentiu. Óbvio que ainda não gostava, mas era um sacrifício que ele não ligaria de fazer.

— Então ele finalmente conseguiu te convencer? — O moreno perguntou animado. — Ele deve estar muito feliz em saber disso.

Sehun apenas acenou com a cabeça e puxou Kai em direção à sala de aula, mudando o assunto rapidamente.

Kai era seu melhor e único amigo, e mesmo sendo próximos demais, Sehun não conseguia se abrir com ele, tentando sempre aparentar estar bem, mesmo com todos os problemas em sua casa. Ele sabia que guardar tudo aquilo faria mal a ele, mas não ligava para isso, afinal, sempre lidou com seus problemas sozinho e não seria agora que precisaria de alguém.

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Ao final das aulas, Luhan e Lay arrumavam seus materiais lentamente enquanto viam os outros alunos correndo para fora da sala, entre eles, Suho e Kris, que milagrosamente não haviam enchido tanto o saco de Luhan naquele dia. Luhan até suspirou aliviado ao ver eles irem embora sem nem ao menos fazerem uma piadinha.

— Finalmente acabou. — Disse Luhan colocando a mochila nas costas. Vamos?

— Desculpa, Lu. — disse Lay visivelmente contrariado. — Eu tenho que ir na biblioteca ver alguns livros para usar como referência para ensinar aquele garoto. Você pode ir na frente, senão vai se atrasar para o trabalho.

— Que merda. Eu não acredito que você realmente vai ter que ensinar aquele embuste. — Luhan bufou irritado enquanto saiam da sala.

— Eu também não, Lu. — Lay suspirou.

Após andarem alguns metros, Lay seguiu o corredor para a biblioteca e Luhan continuou andando em direção à saída.

O pátio da frente da escola estava lotado de alunos saindo ou esperando alguem os buscarem em suas limusines e carros chiques. Alguns grupinhos de alunos conversavam animadamente perto do portão, outros estavam solitário mexendo no celular. Num dos grupinhos, próximo ao muro, Luhan pode ver um cabelo verde se destacando.

"Merda."

Ao ver que Xiumin estava alí, o chinês apertou o passo e tentou passar o mais distante possível do garoto e sair sem ser visto, entretanto, sentiu alguém o puxar e o jogar na parede antes que pudesse chegar à saída.

— Você realmente pensou que eu iria deixar você sair assim? — Suho falou sorrindo com Kris e Tao ao seu lado — Não acho que brincamos o suficiente hoje, não é?

Luhan não tinha reação, apesar de ser mais baixo que si, Suho era mais forte e além disso, eles estavam em trio, nunca que ele conseguiria escapar.

— Ele te fez uma pergunta, não ouviu? — Kris falou rude. — Responda-o!

— Não se preocupe, Kris. — Disse Suho calmamente. — O que vamos fazez com você hoje nem se compara com o que estou planejando. — ele segurou o rosto de Luhan com força o fazendo olhar para si. — Em breve teremos um bolsista a menos nes...

De repente, uma bola de futebol atingem Suho na cabeça com muita força, o deixando um pouco zonzo, e fazendo com que ele soltasse Luhan e quase caisse. Kris e Tao olhavam preocupados para o amigo quando um baixinho de cabelos verdes apareceu e puxou Luhan, que estava meio atordoado com o que estava acontecendo, dalí rapidamente. Os dois seguiram correndo pelo meio dos alunos enquanto Suho gritava atrás de si com uma das mãos massageando a cabeça.

Os dois correm de mãos dadas durante alguns minutos, em pouco tempo toda aquela tensão de minutos atrás se foi e agora eles riam da situação. Pararam ofegantes quando se viram longe o suficiente, ainda rindo de tudo aquilo.

— Você está bem? — perguntou Xiumin ao recuperar um pouco do folêgo.

Luhan assentiu com a cabeça e então começou a rir novamente.

— Eu não acredito que você chutou uma bola na cabeça do Suho. — Aquilo havia impressionado tanto Luhan, que por um momento ele se esqueceu que estava evitando Xiumin.

— Talvez eu tenha exagerado um pouquinho.

— Ele mereceu.

— Espero que isso não me traga problemas. — ele disse abaixando o olhar. — Eu só fiz isso porque você é meu amigo e eu...

— Xiumin, eu... — o garoto de cabelos verdes o fitou esperando que ele continuasse — Eu... tenho que ir, estou atrasado para o trabalho. — Luhan falou rapidamente, mas Xiumin percebeu que não era aquilo que ele iria falar inicialmente. — Obrigado por me ajudar.

Luhan saiu apressado e novamente deixou Xiumin sozinho e sem respostas. Ele estava triste, e naquele momento tudo que ele queria era poder voltar no tempo e apagar o que tinha acontecido no último dia de aula. Quem sabe assim teria seu amigo de volta?

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Suho não sabia se ficava com raiva ou ria da audácia daquele garoto. Ele realmente não sabia com estava mexendo. Se Suho quisesse, poderia acabar com a vida dele naquele colégio, dele e do namoradinho bolsista dele.

— Nome? — Perguntou Jummyeon aos seus dois amigos enquanto se encontava na parede de braços cruzados.

— Kim Minseok. — disse Kris. — Ele está no terceiro ano, assim como nós, na turma 3.

— Nunca ouvi falar. — disse sem emoção. — Alguma coisa a mais?

— Como não? — perguntou Kris. — Ele é o capitão do time de futebol. — disse como se fosse óbvio. — Não é atoa que usou uma bola pra te atacar.

Suho pensou por um momento, planejando o que poderia fazer contra o boyzinho do Luhan, tira-lo do time seria fácil demais e poderia prejudicar a escola nos campeonatos. O que fazer ent...

— Jummyeon. — uma voz o chamou, lhe tirando de seus pensamentos.

Seu olhar se move até a figura na sua frente, o outro amiguinho do Luhan, Yixing.

— O que você quer? — Suho falou entediado.

— Precisamos falar sobre aquele assunto.

— Não tenho nada a tratar c... — ele começou a se distanciar com seus amigos, mas parou ao ter uma idéia brilhante. — Kris, Tao, vocês podem ir na frente.

Os dois ficaram sem entender nada, mas se despediram de seu líder e seguiram para a saída.

— Precisamos combinar o que fazer sobre as aulas que eu terei que te dar. — Lay estava sério. — Pode ser após as aulas? Ou você tem algum compromisso? Eu trabalho apenas no final da tarde, então pra mim não tem problema se for depois da escola.

— Aulas não é? — Suho disse ironico — E se não for só isso que eu preciso?

— Do que está falando? — Lay começou a ficar apreensivo.

— Você poderia ser meu subordinado, assim como aqueles dois. — Suho tinha um sorriso malicioso no rosto.

— E por que eu faria isso? — O chinês o olhava com nojo.

— Para protejer seu querido amigo Luhan. — Lay estreitou os olhos. — Você devia perguntar a ele sobre o ocorrido de hoje, porque se ele me conhece, sabe que não vou deixar aquilo barato. — Jummyeon se aproximou do mais alto. — A não ser que você se junte a nós.

— Vai se foder, Kim Jummyeon. — Lay praticamente grita no meio do pátio. — As aulas serão depois das aulas, você querendo ou não.

— Tudo bem, tudo bem. — Suho fala rindo em deboche com as maõs para cima como se se rendesse. — Mas lhe digo uma coisa... — seu olhar ficou sério. — Eu ainda vou te trazer para o meu lado, mesmo que seja a força.

Suho então saiu de perto de Lay, indo para a saída, deixando o chinês um pouco assustado com aquilo. Ele realmente seria capaz de prejudicar tanto alguém?

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Assim que o sinal indicando o fim das aulas bate, Baekhyun se levanta e começa a quardar seu material. Enquanto isso, Chen e os outros alunos, que já haviam arrumado suas coisa antecipadamente, seguem para a saída. Baekhyun não tem pressa, sempre arruma suas coisas devagar e nunca entendeu a afobação dos alunos em sair tão rapido dalí.

Terminava de quardar um dos livros na mochila, quando sentiu alguém se aproximando de si.

— Baekhyun. — Ouviu a voz que já estava ficando familar e se arrepiou na hora, não esperava que ainda tivesse alguem alí e menos ainda que esse alguém fosse o Chanyeol.

Sem dizer nada, Baekhyun apenas colocou o resto dos livros na mochila e pôs a mesma nas costas, mesmo que o peso lhe incomodasse, e saiu da sala apressado, sem nem parar para colocar os livros que não precisava em seu armário.

Claro que Chanyeol foi atrás.

Baekhyun apertou o passo ao perceber que o garoto alto o seguia, não queria falar com ele, não ainda.

— Por que você está me ignorando? — Chanyeol falou um pouco atrás de si.

— Eu só não quero conversar agora. — Baekhyun respondeu e tentou apertar o passo. Não queria ter que ser grosso com ele já que isso poderia estragar suas chances com o mesmo no futuro, mas Baek já estava ficando sem opções.

Ele seguiu para o pátio da frente indo rumo à saída, Chanyeol ainda vinha atrás de si tentando conversar e ter que o ignorar estava deixando Baekhyun mal. Uma cena então lhe chama a atenção e o faz parar.

Num dos cantos do pátio, Lay estava conversando com Suho, a pessoa que o chinês mais detestava.

— Finalmente parou! — Chanyeol apareceu na sua frente, fazendo Baekhyun se assustar. — Vai conversar comigo agora?

Baekhyun respirou fundo antes de responder.

— Olha, Chanyeol, eu já disse que não quero conversar agora.

— Mas não é só agora. — Chanyeol fez um biquinho triste — Desde ontem eu venho tentando falar com você e você me ignora. Pensei que tivéssemos nos dado bem antes.

Baekhyun fechou os olhos por um momento antes de falar, sabia que se arrependeria daquilo depois.

— Sim, nós nos demos bem antes, mas... — Ele parou por um momento, criando coragem de continuar. — Eu não quero ser seu amigo, Chanyeol.

Chanyeol arregalou os olhos, não esperava que Baekhyun fosse falar algo como aquilo.

— O- o que?

— Me desculpe. — Ele abaixou a cabeça. — Mas é só por agora tudo bem? Eu realmente tenho alguns problemas para resolver agora, não só meus como dos meus amigos também. — Olhou rápido para Lay que terminava sua conversa com Suho, Chanyeol seguiu seu olhar. — Me desculpe.

Baekhyun então saiu de perto dele, não olhando para ver como ele ficou com tudo que acabara de dizer.

O garoto de cabelos vermelhos correu até onde seu amigo estava assim que Suho saiu de perto, queria saber o que tinha acontecido e pela cara dele não era coisa boa.

Lay contou para ele tudo que tinha acabado de acontecer, sobre as aulas e sobre a ameaça de Suho contra Luhan para fazer Lay se juntar a ele. Baekhyun ficou sem reação, sabia que Suho era uma pessoa horrível, mas aquilo já estava passando dos limites.

— Eu vou te ajudar a sair dessa. — Baekhyun disse enquanto puxava Lay para um abraço.

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Kyungsoo caminhava vagarosamente pela saída, queria adiar o maxímo sua chegada em casa, estava apreensivo com o que poderia acontecer e sabia que não importasse o que fosse não seria coisa boa.

Assim que chegou ao pátio viu Chanyeol se afastando de Baekhyun, ele parecia determinado em se aproximar do tal menino de cabelos vermelhos.

— Então, o que conversou o Baekhyun? — dise Kyungsoo se aproximando de Chanyeol, tentando conversar sobre qualquer coisa aleatória para distraír sua mente dos problemas.

— Ele acabou de dizer que não quer ser meu amigo — Chanyeol riu sem graça.

— Como assim?

— Parece que ele tem coisas mais importantes para pensar no momento, mas não se preocupe, eu não vou desistir de me aproximar dele. — Chanyeol deu um sorriso de lado. — Eu já até sei como posso fazer isso.

— Chan... — Kyungsoo disse baixo, fazendo Chanyeol se preocupar. — Eu não quero ter que voltar para casa. Eu... to com medo. — Kyungsoo estava com os olhos marejados.

— Por que? Aconteceu alguma coisa? — Chanyeol perguntou preocupado.

— Eu não poderia ter dormido na sua casa ontem.

— Mas você disse que podia.

— Eu sei, é que eu não queria voltar para lá, não estava me sentindo bem naquele lugar. — Kyungsoo tentava com todas as forças não começar a chorar, não alí, no pátio da escola.

— Kyung. Você percisa ser forte. Você sabe que por mim você pode ir lá para casa quando quiser, mas você não pode fazer isso sem o consentimento de algum responsável. — Chanyeol tentou ser sério com seu amigo, mas ser ser duro.

— Eu sei, Chan, mas...

— Você consegue. — Chanyeol o cortou — Você sabe que não está sozinho. Se as coisas ficarem ruins demais eu arrumo um jeito de te tirar de lá. — Chanyeol sorriu. — Você sabe que sempre estarei aqui para você.

— Obrigado, Chan. — Kyungsoo disse ainda de cabeça baixa.

— Agora se anima, Kyung.

Durante todo o caminho de volta, Kyunsoo ficara tentando se acalmar, ele conversava com Chanyeol pelo Kakkao e este o falava coisas legais que distraiam sua mente das coisas ruins que o rodeavam. Ele estava se sentindo bem melhor ao chegar no território de sua casa, entretando algo lhe chamou a atenção e ao se aproximar da construção ele pode ver claramente o que era.

Um carro preto estava parado na frente da porta de entrada e isso só podia significar uma coisa

Seus pais haviam voltado.


Notas Finais


Finalmente o capítulo três u.u
Eu sei q disse que ia atualizar toda semana, mas minha vida é muito bosta pra eu animar de escrever sempre, mesmo assim vou tentar não demorar mto pra postar o próximo.

XOXO


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