História Me nego a te esquecer - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá amores..
Alguém vivo por aqui? Ownnn eu apareci <3 quase três meses depois! Eu sei... desculpem pela gigantesca, imensa demora
Enfim, conversamos lá em baixo.
Boa leitura!

Capítulo 14 - Complô contra Nina Simonetti


- Eu acho que... - Nina tentou falar com coerência, porém, seus olhos arregalados deixavam claro ela tinha tudo, menos isso. Naquele momento sentiu seu coração bater mais forte, não exatamente pelo beijo com Gastón e sim por sentir que aquilo era errado. Usa-lo era errado e no fundo ela sabia que era isso que estava fazendo ou estava prestes a fazer.

- Desculpa... - O loiro observou com atenção Nina que ainda recuperava o ar. Ela fechou os olhos balançando a cabeça negativamente, parecia estar em uma guerra interna, contudo, logo lentamente seus olhos foram se abrindo e sorriu de uma forma doce o suficiente para aquecer o coração de Gastón. 

Ainda a olhando, se lembrou do beijo. Talvez nunca tenha pensando em gostar tanto de Nina, de sentir o que estava sentindo por ela, no entanto, foi inevitável a comparação com Ámbar, a garota por quem realmente foi apaixonado de forma desesperada. E naquele beijo, Gastón não soube dizer se o que sentia por Nina era tão forte quanto ele havia imaginado, mas era intenso o suficiente para faze-lo esquecer dessa incerteza.

- A gente sempre se odiou e eu não me lembro de ter algum dia cogitado essa hipótese, mas sabe, Gastón, quer dizer, eu não sei o que sente realmente por mim, mas eu vou ser sincera. Ainda amo o Matteo, mas quero esquecer ele. Por mim. - Ela respirou fundo enquanto tentava focar em tudo, menos nos olhos de Gastón. 

Eles transmitiam uma verdade que Nina simplesmente desconhecia. Não entendia como o loiro poderia ser tão compreensivo e altruísta, logo com alguém que não parecia ser digna disso, porém Nina não se importava, não deveria se importar.

Apesar dos bons pais que Ricardo e Ana sempre foram, a competividade trouxe o amor de Nina pelo poder, com o tempo, o desejo de estar na frente de todos acabou sendo visto como algo bonito pela menina, não importando as consequências dos seus atos, logo, escondendo brilhantemente, ela se sentia no direito de poder de ter o que quisesse, sem se importar com o que ou quem tivesse que usar e destruir.

- Então me dá uma chance pra te fazer esquecer. - Ele sorriu de lado tentando parecer o menos ansioso possível, contudo, cada suspiro de Nina visivelmente pensando na resposta, Gastón sentia seu coração bater mais forte. 

Claro que naquele momento também pensou no que Matteo falaria quando se lembrasse e descobrisse que ele havia ficado com sua namorada, ou ex, tudo ainda era confuso demais para todos. Porém Gastón tinha certeza que Balsano ficaria feliz, até porque estará com Luna. 

Se lembrou que durante aquela viagem, ele só ouvia Matteo reclamar da presença de Nina, dizendo que iria dar um jeito. Isso só queria dizer que ele queria terminar, algo que Gastón tinha certeza que havia feito uma noite antes do acidente. Também dizia que teria que concertar as coisas com Luna, no entanto, nunca o disse com as palavras exatas e nem Gastón fez questão de perguntar, já que sabia perfeitamente o que era falado.

- Eu acho que..  - Seus pensamentos foram atrapalhados quando ouviu a doce voz de Nina chamando a sua atenção. Ele ainda esperava uma respostas que não vinha, até que viu ela ficar na ponta dos pés e sentiu seus lábios novamente juntos aos dela. 
Sendo observados de perto...

As lágrimas queria descer, mas ela sabia não ter o direito. Lágrimas de sofrimento não, mas de raiva talvez fossem aceitável. Claro, Ámbar sabia que Nina estava o usando, ela podia garantir apenas de ver o olhar da morena, transbordava rancor e falsidade. Mas não era só isso, aquela história ainda vivia nela e Ámbar não conseguia mais se esconder disso, do que ainda sentia pelo ex namorado.

- E aí loira, tudo bem? - Madeline se aproximou vendo quando Ámbar passou apressada, se sentando em um canto do salão. Lógico que sabia não ser a pessoa certa para a consolar, talvez uma amiga que realmente não era, contudo, não podia deixa-la naquele estado sem tentar algo. - Bem, sei que não sou a que precisa, mas acho que...

- A Nina e o Gastón, eles... - Ámbar não precisou dizer mais nada para que Madeline entendesse o que estava acontecendo, seus olhos cheios de lágrimas mostravam o quanto ela se sentia afetada com aquela situação e talvez Madeline também, até porque Gastón é seu amigo e ela nunca foi realmente capaz de confiar em Nina, principalmente depois de tudo o que Matteo havia a contado.

Era incrível a capacidade da garota de conseguir manipular todo mundo, apesar dos sinais estarem na cara de Luna e Matteo eles nunca perceberam o quanto Nina armou para os dois e continuará o fazendo.

- Eu sei que ela não gosta dele... - Ámbar sussurrou com a voz fraca, se indireitando na cadeira. - Isso não acontece de uma hora para a outra, o Gastón tá tão encantado a ponto de não ver isso? 

- No fundo ele sempre esteve, ele e o próprio Matteo. Os dois tinham sentimentos diferentes por ela, não paixão, mas sempre foram enganados facilmente, inclusive durante o ódio mortal do Gastón. Assim como a Luna também e o..  Simón. - Madeline tentou explicar enquanto observava o moreno no balcão, ele a olhou no mesmo instante e ao percebe o olhar insinuativo da garota, tossiu e balançou a cabeça na tentativa de se desconcetrar dela. 

- Eca... - A morena revirou os olhos ao ouvir o comentário de Ámbar antes de a encarar abrindo um sorriso irônico.

- Você ainda não esqueceu o Gastón né? - A loira arregalou os olhos. Embora estivesse totalmente visível, ela não esperava por uma pergunta tão direta. - Não precisa responder, esse silêncio já é a prova. Você não tem porque se sentir mal por isso, Ámbar, tudo bem que fez escolhas erradas, mas não é uma pessoa má... tem todo o direito de recomeçar se realmente gosta dele. Eu poderia até dizer o mesmo para a Nina talvez, mas por favor, aquela cretina não muda e ainda tá, talvez, fazendo a sua pior escolha. As vezes o castigo vem de onde mais doi. 

- Não sei se isso me interessa agora, Mady, quer dizer, não importa. O Gastón um dia vai ver onde se meteu e eu espero não estar mais tão ligada a ele pra sofrer ao vê-lo abrir os olhos. - Madeline mordeu o lábio inferior batendo palmas para si mesma. Ámbar a encarou curiosa e desanimada fazendo a morena rir.

- Ou a gente pode abrir os olhos dele... - Naquele momento recebeu total atenção da loira que viu na expressão alegre da outra um motivo pelo qual valia a pena tentar. Madeline parecia saber perfeitamente o que fazer. - Vamos acabar com os planos da Nina. Acabar com tudo isso e reconstruir os pedaços que ela destruiu ou vai tentar destruir.
E apenas com um sorriso, Ámbar aceitou sem hesitar ou perguntar qualquer coisa. Precisava defender aquilo pelo qual ela ainda tentaria lutar.
 

Luna fechou os olhos apenas sentindo o carinho de Matteo em seu cabelos. A respiração estava levemente ofegante e sua mente não a torturava mais com lembranças que serviam apenas para mostrar o quanto foi burra e cega, agora ela entendia muito, mas ainda não completamente. 

Olhou para cima vendo o namorado de olhos fechados enquanto ainda mantinha seus dedos nos cabelos. Luna sabia que tudo só seria resolvido quando ele se lembrasse do que realmente aconteceu.

E se Matteo nunca recuperasse a memória?

Luna teria que estar prepada para conviver com aquela dúvida para sempre, até porque não estava mais no nível "fui enganada por ele" agora entendia que "foi enganada por ELA".

- Como nos conhecemos? - A pergunta fez Luna suspirar sabendo que Matteo mantinha os olhos fechados. - Eu queria me lembrar das datas. Na verdade, de tudo. 

- Eu posso te lembrar Matteo, posso te fazer recordar cada momento que passamos juntos, mas acho que temos tempo de sobra pra viver outros tão intensos quanto esses. - O moreno a olhou, porém Luna já não o encarava mais. Soltando um suspiro frustado ela se sentou na cama e se virou para olha-lo. - Era uma manhã que começou quente, fazia pouco mais de uma semana que o colégio havia iniciado. Durante a metade da manhã, um temporal atingiu a cidade e alguns alunos foram para o corredor em uma queda de luz. Naquela confusão, nos esbarramos e você me segurou e ficou me olhando por alguns longos segundos. E foi assim que nos vimos pela primeira vez, mas só isso, nem nos falamos, depois você ficou amigo dos meus amigos... Agora estamos aqui.

- Nossa... - Matteo encarou o teto pensando. - Nós somos realmente uma casal estranho. Estudamos no mesmo colégio, mas só fomos nos conhecer em uma situação assim?

- Eu acho que seria inevitável nos conhecermos, mas foi naquele momento onde um raio caiu perto e tudo o que pensei era em te abraçar por mais que não te conhecesse, não era só o meu medo, era aquela sensação de proteção que você transmitia apenas por me olhar. - Matteo sorriu ouvindo um longo suspiro escapar da boca de Luna. - É como eu me sinto agora, como acho que sempre vou me sentir. Você é a minha tranquilidade Matteo, meu sorriso, minha felicidade, mas também pode ser a minha loucura, minhas lágrimas e minha tristeza. Amar alguém é assim, nunca saber o que a espera no caminho. A vida é um mistério e te amar é o maior deles. 

Matteo não podia evitar o sorriso, a vontade desperada de a beijar, de abraça-lá. No entanto se manteve parado apenas ouvindo a respiração descompassada dela em seu peitoral, até que se assustou ao sentir as lágrimas molharem a sua camisa.

- Ei, Luna. Tudo bem? - Ele perguntou se sentando na cama e puxando o corpo levemente de Luna até sentar ao seu lado. Ela o fez sem resistência antes de encarar o namorado. 

Suas lágrimas insistiam em descer, Luna não conseguia ter controle sobre isso, sobre os seus sentimentos e suas ações. Ela não conseguia parar de pensar no quanto foi infantil e burra ao acredita em Nina e ficar contra Matteo, como poderia ter simplesmente deixado ele ir sem lutar por aquele relacionamento, como pôde não ter acreditado no que o moreno sentia.

Naquele momento Luna Valente sabia perfeitamente o porque Matteo se lembrava apenas dela. Sua mente queria, mas seu coração se recusava a esquece-la, porque, talvez, ele a amasse. Pensar nisso deixava Luna eufórica, era uma prova de amor tão linda e emocionante que Luna não podia evitar se sentir tão maravilhosamente feliz.

- Eu tô bem, só estava pensando... - Valente suspirou sentindo os dedos do namorado em seu rosto, logo as lágrimas foram sendo limpadas pelo garoto que ainda mantinha uma expressão preocupada. Claro que já tinha percebido o quanto ela deveria ser emotiva e sensível, entendia que tinha que ter cuidado com as palavras para não a magoar de qualquer forma, no entanto, não tinha feito isso, tampouco achava algum motivo para Luna estar transbordando lágrimas.

- Então para de pensar, porque... - Ele apontou para o rosto da namorada antes de trazer seu corpo ainda mais para perto, a abraçando com força. Luna riu baixo tentando fazer o que Matteo pediu, porém era difícil quando se pensa naquilo que deveria esquecer. - Luna, não entendo...

- É que eu sou muito burra... - A morena choramingou apertando mais o corpo de Matteo. - Eu queria saber o resto, mas não consigo entender, na verdade, acho que entendo, mas tem coisas que não fazem sentido e eu só queria saber. Só queria voltar no tempo e conseguir desfazer cada coisa que fiz por ser trouxa demais, Matteo... Eu não queria que as coisas acontecessem e...

- E? - Ele perguntou ao ver que Luna simplesmente parou de falar, no entanto, ela não pensou em responder, na verdade se deu conta do que estava falando e que Matteo não deveria saber, ou talvez sim, talvez devesse falar toda a verdade e torcer para que ele entendesse. Precisava que Matteo se lembrasse de tudo, agora, mais que nunca. - Luna? 

- Não... eu só estava pensando em tudo antes da gente começar, eu não queria admitir que gostava de você e...

- Não importa, amor. - Matteo a parou causando um suspiro aliviado em Luna. Por mais que desejasse as lembranças do namorado, não podia fazer nada que pudesse o prejudicar. - O tempo não volta e nada que você pensa vai fazer se sentir melhor por algo que nem deveria se sentir culpada. Cada história tem o seu tempo, a nossa aconteceu quando deveria acontecer.

Luna sorriu sentindo as palavras a afetarem, trazendo a paz que Luna tanto deseja, quando precisava.

- Você tem razão... eu vou parar de pensar isso. - Ela limpou as lágrimas e se sentou novamente, olhando com atenção o namorado. Matteo assentiu antes tocar a cintura dela apertando de leve. Luna mantém seu olhar preso no dele, enquanto sentia as mãos e Matteo subirem lentamente pelo corpo. Em um movimento rápido, ele voltou a segurar a cintura dela puxando-a para o seu colo. - Eu senti a sua falta, Matteo.

- Mas eu sempre estive aqui... - Luna balançou a cabeça negativamente, antes de abrir aquele mesmo sorriso doce que logo brigou entre a malícia e insinuação. Ele podia dizer que conhecia aquele olhar, apenas não se lembrava completamente. 

- Mas nunca foi verdadeiramente meu, como agora. - Ela não deixou ele responder, apenas segurou o rosto do moreno antes de o beijar.


Notas Finais


Luna decidida, Lutteo juntinhos (isso lembra algo?)
Lutteo, sim ahhhhhh surto momentâneo aqui. Meu casal u.u <3
Gastina juntos ohhhhhh e a Nina, hem povo? O que esperar dela?
Madeline e Ámbar dispostas a acabarem com os planos delas.. uhh um complô
Bem pessoal, eu acabei tendo que reescrever a história após ler e não gostar do resultado final. Os destinos mudam e eu resolvi mudar o daqui. Eu sou assim... louca e indecisa. Péssima hora pra decidir fazer isso, mais eu não vou conseguir dormir de noite se não o fazer.
Primeiramente eu pensei em voltar e postar apenas quando ela já estivesse concluída, mas definitivamente eu já enrolei séculos, desculpa por isso, não é justo com vocês, então semana que vem, na Quarta-feira se tudo der certo (orandooo), eu volto com o próximo capítulo!!!! Sim, vai chover!
Até breve pessoal!


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