História Me nego a te esquecer - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


IMPORTANTEEEEEE
Olá amores, então, eu ainda não estou com o meu notebook, mas espero que até semana que vem tudo esteja resolvido (espero), então eu escrevi esse capítulo tentando encaixar algo, já que o próximo seria a Luna já chegando na cidade. Enfim, espero que gostem e nos vemos lá em baixo.
Boa leitura.

Capítulo 3 - As lembranças


O avião acabava de passar por uma turbulência, lembrando os motivos para Luna odiar aquele transporte, voar não era algo agradável, apesar dela saber que era muito mais seguro do que o próprio trânsito.

Fechou os olhos e imaginou como estaria Matteo, certamente confuso demais para alguém suportar. Ninguém merecia estar passando por isso, sem se lembrar de nada, apenas e uma garota que nem fazia diferença. Luna não sabia o que a esperava quando chegasse ao seu destino.

O que falaria? O que eles a pediriam? 

Não sabia se conseguiria encarar o moreno e agir como a antiga amiga, tão pouco, machuca-lo de alguma forma. Luna não queria estar em sua situação.
De repente, a Valente desistiu de prever o futuro e se

concentrou nas lembranças que poderiam fazer parte dos momentos lembrados por Matteo.

Um ano antes.

- Não entendo porque eles resolveram se aproximar de nós logo agora. - Simón reclamou lembrando das vezes que Matteo e Gastón apenas lhe lançavam um olhar superior e seguiam longe o suficiente para não precisar os cumprimentar. No entanto, há duas semanas, eles a aproximaram, sentaram no refeitório com Nina, Luna e Simón, e  simplesmente agiam como se fossem amigos a muito tempo. - Eles tão querendo alguma coisa.

- Não entendo também... - Nina resmungou soltando um longo suspiro. Luna apenas assentiu sem querer prolongar aquela conversa. Odiava falar de Matteo, já bastava pensar nele 24 horas por dia e isso estava a torturando, já que Nina sentia o mesmo pelo moreno. - Mas acho que eles só querem amizades verdadeiras, como o Matteo me disse uma vez.

Luna engoliu em seco e a olhou sem conseguir esconder o desgosto, algo inútil é inapropriado. 

- Eu preciso ir no banheiro. - Se levantou sem conseguir ouvir mais a conversa, simplesmente não queria mais ouvir Nina falar de Matteo. 

Às vezes, mesmo sem querer, Luna odiava a própria amiga e isso a machucava. Amava Nina demais para deixar que esse sentimento a dominasse sem qualquer permissão, a melhor amiga sempre estaria em primeiro lugar.

- Luna? - Matteo tinha um olhar preocupado, fazendo Luna apenas assentir sem se dar conta que seus olhos estavam cheios de lágrimas. O moreno negou e segurou a menina entre seus braços, a trazendo para mais perto. - O que aconteceu, bonequinha?

Bonequinha... incrível como Matteo era criativo nos apelidos que dava a Luna, sempre um diferente. 

A garota deixou esses pensamentos de lado e se concentrou na sensação maravilha de ter o corpo do Balsano colado ao seu, o rosto da menina estava no peito dele enquanto as mãos pequenas dela, segurança a sua camisa.

- Eu só tô um pouco confusa... - Disse finalmente, se dando conta do papel ridículo que fazia, afinal, eles eram "amigos" a muito pouco tempo. 

- Quem é o cara? Eu vou acabar com ele... - Luna não ouviu mais as diversas possibilidades de torturas que o possível "homem" que havia a magoado sofreria nas mãos de Matteo. No entanto, ela não poderia falar a verdade e nem o culpar por algo 

- Não foi garoto nenhum... é que eu choro por qualquer coisa. - Matteo riu, meses após observar Luna de longe, ele a conhecida muito bem e sabia que ela vivia chorando, pelos motivos mais absurdos possíveis. 

- Eu sei... - Luna o encarou sentindo seu coração acelerar como se estivesse prestes a fugir do peito. Matteo sempre lhe causava essas sensações. 

- Fico feliz que não tenha nenhum garoto... - Matteo sussurrou abrindo um pequeno sorriso. Luna franziu o cenho sem saber o que ele quis falar. - É que... 

Matteo engoliu em seco procurando as palavras certas para confessar o que sentia pela nova amiga, o que vinha o perturbando por longos seis meses, até conseguir se dar conta de que estava apaixonado e resolveu se aproximar da menina. Mas agora não sabia como se declarar.

- Você é muito nova... - O moreno fez uma voz grossa e teatral, o que fez a menina gargalhar e logo sentir lábios na ponta do seu nariz. Matteo havia o beijado causando um arrepio repentino em Luna.

Ele voltou a abraçar a pequena garota, mostrando que era o início de uma amizade muito mais forte do que ambos pensaram e menos do que queriam. 

 

Nina limpou as lágrimas que ainda desciam mostrando toda a dor que sentia naquele momento. Não podia acreditar que seu namorado não lembrava dela, mas chamava por Luna, sua melhor amiga. Era inacreditável, um total absurdo que a deixava confusa e magoada. Porém não queria se sentir assim, parecia egoísmo demais, já que os pais do garoto comemoravam ele se lembrar de algo apesar do quanto tudo isso era bizarro.

- Ele não abre a boca... Acho melhor deixa-lo sozinho um pouco. - Nina revirou os olhos ao ouvir o melhor amigo de Matteo. Estava cansada do loiro insistir em mante-la longe do Balsano. - Por favor Nina, entenda que ele não se lembra da gente e está se sentindo mal com todos ao seu redor.

- Eu tenho que fazer ele me reconhecer. Eu sou a namorada dele... - Ela praticamente gritou fazendo Gastón revirar os olhos. Ele entendia o sofrimento da garota, contudo, a implicância que sempre teve com ela o impedia de confessar isso. Nina e Gastón se odiavam mais do que o normal em um grupo de amigos. 

- Ele não sabe disso e você não deveria contar. - A voz do Perida saiu baixa e receosa, o que fez Nina o encarar curiosa e certa de que Gastón tinha feito algo muito sério. - O Matteo acha que a Luna é namorada dele.

- O que? - Os olhos da morena se inundaram. Gastón sentiu um gosto amargo em sua boca, podia não ser fã da namorada do amigo, mas não queria ve-la sofrer daquela maneira. Na tentativa de não magoar mais a menina, Gastón escondeu o fato de Matteo se lembrar do beijo que havia dado em Luna e confundido a situação, algo que o loiro não foi capaz de desmentir, gerando uma clara confirmação.

- Falei que ele tinha uma namorada e como o Matteo se lembra da Luna, confundiu tudo e eu não fui capaz de contar a verdade. Me desculpe... - Nina abriu a boca sem saber o que falar, não sabia que o loiro a odiava tanto a ponto de fazer isso. 

Gastón respirou fundo assumindo uma culpa que não era sua, afinal, ele nunca havia confirmado e nem negado nada. No entanto, não esperava que a mão leve de Nina atingisse o seu rosto com certa brutalidade.

- Tá ficando maluca? - Ele perguntou perplexo e com a mão no local onde havia recebido um tapa. Olhou Nina que chorava sem conseguir se controlar. - Me desculpa ok? Eu não faço a mínima ideia do porquê de ele se lembrar da Luna, mas não é minha culpa.

- Porque falou isso? - Gastón deu de ombros e bufou alto.

- Eu não tive coragem de contar, Nina. O Matteo tá passando por um momento difícil e os próprios pais dele pediram para não contrariar nada. Ele não pode se magoar mais.

- Mas... mas era só contar a verdade. - Nina engoliu em seco e andou em passos largos até o corredor que dava acesso aos quartos. Antes que abrisse a porta, sentiu Gastón a puxando com força.

- É a vontade dos pais dele, se o Matteo piorar vai estar em suas mãos. Não seja tão egoísta. - A morena arregalou os olhos e assentiu se afastando rapidamente. Ninguém poderia entender a dor que sentia naquele momento, ninguém ao menos se importava com isso. - Sei que você tá sofrendo Nina, mas nós precisamos pensar na saúde do Matteo.

- Me solta Gastón... - A menina pediu se afastando rapidamente. Respirou fundo e encarou o loiro com certo ódio. Ela não conseguia esconder o quanto Gastón mexia com a sua sanidade, o quanto não podia nem o olhar sem sentir aquela raiva avassaladora. - Eu sei o que você fez... não cansa de manipular o Matteo? 

- Nina... você não pode ser normal. - Gastón disse se sentindo ofendido, contudo, a morena apontou o dedo indicador para ele e cerrou os olhos.

- Eu cansei de ver você falar mal de mim e fazer ele me deixar de lado. - O loiro arregalou os olhos e negou com a cabeça, descrente das acusações da garota. - E agora simplesmente joga ele pra Luna. Mas não vai dar certo, ela é minha amiga... ela sim é alguém que não trairia quem confia nela.

Ao terminar, saiu de perto de Gastón. Deixando ele sem saber o que pensar ou como reagir a essa situação. As acusações era sem sentidos já que ele nunca quis a fazer mal, não totalmente. Entretanto, Gastón sempre aconselhou o amigo a termina com a namorada e correr atrás de quem ele realmente gostava. 

Naquela situação, Gastón tinha certeza que Matteo, inconscientemente, arrumou um jeito de se dar uma segunda chance... de ficar com Luna.

 

Matteo encarava o teto branco do hospital agradecendo mentalmente por estar sozinho por alguns minutos. Sentia-se confuso e até irritado com tamanha atenção que recebia, não aguentava mais ouvir alguns o falando sobre sua vida e outros perguntando se ele não se lembrava de nada. Uma pergunta ridícula dada às circunstâncias.

Matteo não ficava sozinho e nem conseguia pensar sobre  a sua situação. Ele só pedia, queria e precisava de um tempo daqueles desconhecidos que insistiam em tentar ser algo a mais que isso. Apesar de se sentir egoísta por não conseguir se lembrar e nem valorizar o esforço deles, Matteo só queria respostas de um pessoa.

Fechando os olhos, o Balsano pensou nos seus pais, aquele que dizia ser seu melhor amigo e a morena que parecia ter uma intimidade extremamente grande com ele, tinha a impressão que ela iria o beijar e só não o fez porque ele chamou pelo nome da única pessoa que se lembrava razoavelmente. 

Talvez fosse coisa da sua cabeça, porém sabia que Nina era uma amiga e isso o deixava confuso. Extremamente comfuso.

Balançou a cabeça e tentou se lembrar de algo a mais, algo que respondesse as suas perguntas, no entanto, as mesma memórias apareceram em sua mente.

Meses antes

- Luna... - Matteo viu a morena correr pelo campo de futebol do Blake, ela gritava algo sobre ele não conseguir a pegar e incrivelmente o moreno não estava conseguindo. A garota era extremamente rápida . - Espera amor...

A Valente parou brutalmente, assim que ouviu como Matteo a chamava. Engoliu em seco percebendo o quanto é tola em pensar que aquilo significasse algo além de uma maneira dele demonstrar seu carinho e amizade.
"Nada no sentindo amoroso, sua ridícula." Uma voz a lembrava. No entanto, antes que despertasse dos seus devaneios e voltasse a correr, sentiu mãos fortes segurarem a sua cintura e a puxar para o chão. Luna caiu em cima do corpo de Matteo que gargalhou altamente, tentando desviar o olhar do boca da menina.

- Porque tá com essa cara, princesa? - Sorriu vendo Luna deitar no gramado ao seu lado, antes mesmo de ouvir uma resposta, sentiu as pequenas mãos em seu cabelo. - Adoro seu cafuné.

- E eu adoro fazer em você. Seus cabelos são tão macios. - Confessou ouvindo a risada gostosa do Balsano. Seu corpo se arrepiou completamente ao sentir ele se virar e ficar por cima de Luna, apoiando os cotovelos no gramado. - Para Mauricinho. Vão pensar errado.

- Errado... infelizmente. - Luna arqueou uma sobrancelha e sorriu fingindo ter entendido o flerte do garoto, porém, levou aquilo como uma brincadeira bem dolorosa considerando a sua paixão platônica por ele. - Então Luninha, o que você tem com o Simón?

- Nada... já dissemos isso. Por isso ele se irrita com você. - Matteo deu de ombros se lembrando das discussões com o guitarrista. Depois de algum tempo, eles até poderiam se considerar amigos, contudo, o ciúmes de Matteo era motivo de muitas brigas, algo que Simón já havia percebido. 

- Eu sei que não tem nada, mas queria saber se você não queria que tivesse algo. - Luna erregalou os olhos e negou com a cabeça, rindo logo em seguida. 

- Ele é meu amigo... e eu gosto de outra pessoa. - Matteo mordeu os lábios e encarou os de Luna, sentindo a saliva molhar ainda mais a sua boca, certamente, logo estaria babando. Encostou suas testas lentamente e fez seu nariz tocar o dela, os mexendo e rindo baixo. 

Para quem via, eles não eram apenas amigos.

 

Matteo abriu os olhos novamente, sentindo-se um mero telespectador da sua própria vida. Ele via as imagens, mas não se lembrava do que havia sentido ou o que fizeram depois. 

Aquela teria sido uma declaração? 

Se concentrou no novo nome que havia aparecido... Simón, ele seria seu rival? Amigo?

Respirou fundo e voltou a encarar o teto, torcendo para que Luna não demorasse e pudesse lhe dar respostas. 

Sentia que a morena não era dona apenas dos seus pensamentos, como também do seu coração.
 


Notas Finais


Bem pessoal, por hoje é só... logo, logo o esperado reencontro Lutteo haha...
Até logo.


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