História Me perdoa? - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Alfa Taehyung, Alfa! Jungkook, Hopev, Ômega Hoseok, Para Vhoqe, Seoktae, Taeseok, Vhope
Visualizações 228
Palavras 4.700
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


LEIAM AS NOTAS FINAIS

Capítulo 18 - Bônus 4 - Final Alternativo


Fanfic / Fanfiction Me perdoa? - Capítulo 18 - Bônus 4 - Final Alternativo

– Tudo bem, pode se sentar. – Min YoonGi dizia com um sorriso simples e com a calmaria em seu olhar. – Como esta é a nossa primeira sessão e eu gostaria que soubesse que pode dizer o que bem entender e eu estarei aqui para lhe escutar. Não estou aqui para lhe julgar e nem muito menos para apontar seus erros. Estamos juntos nessa caminhada. – tentou passar o máximo de confianca que podia e o Kim lhe deu um sorriso fechado e um tanto quanto nervoso. Falar sobre aquilo não era fácil e ele sabia. Mas ao mesmo iria tentar, por HoSeok e por si mesmo.

 

– Bem. – tentou começar, mas parou um pouco, não queria chorar na frente daquele estranho, mas estava quase impossível enquanto sentisse aquela dor, por isso deixou uma ou duas lágrimas cairem, mesmo que as limpasse depressa. – Eu o amo, amo muito, amo mais do que a mim mesmo, mas ainda sim eu não entendo porque eu não consigo ser como ele merece, sabe? Eu sou tão inseguro e acabo fazendo cada merda com ele. Ele não merece isso, sabe? Não aquele hyung que tanto me amou e tanto faz por mim. Ele merece mais do que isso e infelizmente eu não consigo dar. – sua garganta estava travando e ardia assim como seus olhos, as palavras estavam dificeis de sair e ele sentia que se engasgaria com a sua pŕopria dor. – Eu não sou puro como ele, não sou puro como Jeon JungKook e Kim SeokJin. Não sou uma pessoa controlada e nem muito menos sei o que é isso. Eu só conheco o abandono e o medo de perder, a raiva o desespero que causa a ideia de que ele vai me deixar sozinho. – soluçava incontido, cada palavra parecia uma agulha lhe perfurando o peito. – Eu o amo, tanto, tanto...

 

YoonGi analisou a situação ao spucos assim como leu bem a ficha do paciênte, este que estava alegando descontrole físico e emocional em relação a falta de confiança em si mesmo e em seu parceiro, este que além de ser marcado era a sua alma gêmea. Completamente blindado e a prova de traições, então, soube de imediato que tudo era fruto da cabeça do menor a sua frente e era exatamente isso que ele precisava tratar. Precisava agir na raiz do ciumes do outro e fazer com que ele deixasse tudo isso de lado. O outro o amava e ele tinha o mesmo sentimento. Parecia fácil, mas era delicado e aos poucos as coisas se ajeitariam. YoonGi estava confiante.

 

– Você sabe que ele te ama. E que tudo isso não passa de insegurança de sua parte. – o Min dizia enquanto oferencia lenços de papel para o seu paciênte que soluçava feito uma criança ao passo que exalava um cheiro de arrependimento e tristeza. – Tem de cabalizar a ideia de que ele só tem olhos para você e que nada e nem ninguém nesse mundo pode tomá-lo de você. Estão ligados TaeHyung-sshi, de corpo e de alma. Não há porque ele amar outra pessoa ou querer outro. Não quando você pode ser tudo o que ele precisa. Mas claro...tem de dar a ele o seu espaço.

 

– É bem isso que eu não consigo, não consigo ver pessoas perto dele e não achar que elas o querem. Porque ele é magnifico, perfeito. O melhor ômega do mundo, o meu ômega. – dizia enquanto levava sua mão para o peito. Estava dolorido ali e ele só queria que aquela dor fosse embora. Mas sabia que fora ele quem a provocara e por isso não podia fazer mais do que tentar reparar seu erro.

 

– Vamos começar aos poucos TaeHyung-sshi, vamos trabalhando nisso e você vai ter que não somente dizer a ele que está arrependido, mas sim provar dia a dia. Não vai ser fácil, você sabe. Mas se realmente estiver disposto a isso, a mudar, se arrepender, eu posso lhe ajudar. Mas tem de ser algo vindo do seu coração e não mais um senso de posse ferido. – ditou sério e o Kim concordou.

 

– Eu o amo de verdade hyung. E não faria mal a ele, não mais do que eu já fiz. Um mal que estava fazendo enquanto pensava que estava apenas protegendo o que era meu. E infelizmente eu esqueci que ninguém é de ninguém e eu mais do que ninguém não poderia impor isso na vida dele. – TaeHyung se encolhia ainda mais na cadeira. – Eu não quero ser um monstro hyung. Eu quero que ele me ame assim como eu o amo. Quero uma relação bonita pra nós dois. Quero um lar, filhotes. Quero envelhecer ao lado e poder vê-lo sorrir sempre que eu digo um “Eu te amo”. Porque é isso que eu sinto.

 

– Vamos trabalhar nisso então. Não vai ser da noite pro dia, como eu lhe disse, mas tente. Tente sim e faça com que ele veja isso. Não seja apenas mais um daqueles que sabe dizer mil palavras doces, mas não sabe agir de acordo com nenhuma delas. Seja o alfa da vida dele e não o ser que o faz sentir que a vida não vale a pena. – YoonGi foi sincero e TaeHyung capturava cada palavra, colocando aos poucos cada uma delas dentro de si. Faria isso, faria por HoSeok e sentia que seria um longo caminho, mas que ele trilharia em prol do homem que mais amava nesse mundo. Seu amado hyung.

 

– Por onde eu posso começar hyung? – perguntou.

 

– Pode se arrepender de verdade e tentar concertar o que quebrou, os pedaços de tudo estão ai, espalhados pela sua casa e por sua mente. Junte-os! Edifique cada um deles e faça do seu lar algo sólido. Não precisa mais chorar, mas se precisar chore, mas chore sabendo que um dia vai ter de parar e levantar. O mundo está girando e girando e não adianta ficar sentado lamentando o que não pode mais ter de volta. Ande, corra, lute. O seu momento, o único momento. É agora!

 

Naquele dia Kim Taehyung quis ser outra pessoa.

 

 

[…]

 

 

 

HoSeok chorava baixinho enquanto sentia as mãos quentes e grandes do outro ômega lhe acolherem. Namjoon estava preocupado e não queria deixar sue amigo naquele momento tão duro para si e por isso mesmo que pediu dispensa do trabalho por uns dias, alegando que seu cio tinha chegado, mesmo que este houvesse acontecido a poucos dias. Mas como ele se abastecia de supressores nem ao menos precisou se afastar do trabalho, já que fazia mais de setenta por cento deste em casa. E tendo aceitado a sua dispensa, ele estava ali, acolhendo seu melhor amigo.

 

Amigo este que estava sentindo uma dor imensa. Talvez pior do que aquela que sentiu no dia em que precisou passar separado do Kim, em seu cio. O seu peito estava sendo esmagado por uma coisa invisivél, mas que causava mais dor do que qualquer arma física. Ele estava sentindo o peso da saudade, a vontade de ter de novo o seu menino em seus braços e sentia a necessidade de amá-lo e perdoá-lo. Por mais que ele tivesse passado por tudo o que tinha passado, ainda sim acreditava que o Kim poderia mudar um pouco. Que voltaria a ser seu TaeTae.

 

Que poderiam ser felizes e se “verdadeiramente” o outro sentisse que estava sendo errado, ai sim e somente assim, eles poderiam estar de verdade em uma relação duradoura e mais calorosa do que estavam tendo até então. Eles precisavam se renovar ainda mais aqueles laços que eles sabiam que eram eternos. HoSeok o queria, queria tanto que chegava a doer a falta que o outro estava lhe fazendo. Estava pensando nele e nos seus medos, na forma como ele parecia uma criança carente e no jeito em que era um homem completo quando faziam amor. Estava tão doloroso ali.

 

– Eu queria ver ele. – disse baixinho enquanto sentia um carinho doce em seus fios de cabelos rosados. – Eu quero muito matar essa dor que há dentro de mim. – suspirou de forma pesada, fazendo com que NamJoon sentisse a dor do seu hyung.

 

– Já fazem cinco meses não é? – NamJoon disse. – É muito tempo para quem é marcado e ainda mais, para quem tem aus alma gêmea longe. Mas hyung...você precisa viver um pouco. Não era você quem saiu daquele lugar por estar passando por tudo aquilo? – o outro fez que sim. NamJoon estava certo, mas aquela marca não o deixava esquecer do outro.

 

– E eu sei que ele não me merece, não ainda. Não enquanto não mudar e se arrepender. Mas a grande questão é que eu ainda sim, o amo. Ainda sim o quero e por mais que eu seja um pouco idiota por dizer isso, mas eu ainda sinto a falta dele. E queria demais poder abraçá-lo de novo. Eu amo o TaeHyung e ele me ama. Mesmo que no momento ele seja o monstro de quem eu quero fugir. – choramingou um pouco e tentou recuperar o ar que estava perdendo. – Eu só queria que ele mudasse de verdade. Eu não quero viver uma tortura. Não quero uma vida miserável e que seja repleta de medo e dor. Eu quero ser amado e amar de verdade, sem ter a sensação de que sou um prisioneiro.

 

– Eu também queria, hyung. Se fosse para lhe fazer bem e lhe deixar contente, eu também queria. – continou com seus carinhos e logo sentiu o peso do amigo por cima do seu corpo.

 

– Obrigado Nam, eu amo você. – HoSeok disse enquanto levava os lábios aos do ômega sem qualquer malicia ou segundas intenções. Era apenas um selar, algo que faziam desde sempre e que para os dois não significava mais do que um gesto de carinho.

 

– Eu também te amo hyung e gostaria muito de um dia poder te ver feliz ao lado dele, já que é ele quem você ama de verdade. Mas quem sabe um dia ele não muda? Ele não enxerga o que fez e vocês voltam a serem felizes? – HoSeok fez que sim e logo ambos se acomodaram na cama, apertando o corpo um do outro tentando passar calor e ocultar um pouco a dor que estavam sentindo. E assim depois de um tempo acabaram dormindo embalados pelo cheiro bom que tinham.

 

 

 

SeokJin ouvia tudo, já que estava chegando quando os dois estavam conversando, mas não teve coragem de interromper ou de se mostrar. Abriu um pouco da porta, mais ainda, e fitou os dois que dormiam. Eram os grandes amores da sua vida ali. NamJoon seu namorado e futuro marido, que esperava um filhotinho seu e HoSeok, seu irmão e que fora o primeiro bem mais precioso que tivera, já que seu filho que vinha a caminho tomaria – de uma forma boa – esse lugar. O alfa não queria ver nenhum dos dois assim, já que sabia que seu Nam sofria junto a HoSeok.

 

Por isso estava decidido que procuraria TaeHyung. Sempre tinha contato com ele e sabia que o mesmo estava fazendo tratamento e que estava se esforçando. Fazendo de tudo para que pudesse alcancar uma verdadeira mudança. Uma mudança firme e concreta e não da boca pra fora. Ele mesmo já visitara a casa que era dos dois e estava estava linda. Taehyung havia concertado tudo e comprado tantas coisas para seu irmão. Eram caras e ele não ganhava muito. Mas sabia que o alfa fazia de coração e que aquilo era apenas mais um das muitas provas que ele estava dando de que estava arrependido.

 

– Gostaria de te ajudar um pouco mais. – disse ao ver que sua ligação fora atendida. – Eu sei que estão sofrendo, os dois, juntos. E sei que você sabe que esta é a ultima chance que tem. Ou é isso ou nunca mais vai tê-lo de novo. Então é agora ou nunca TaeHyung. Você precisa muito, mas muito mesmo fazer a coisa certa. – dizia enquanto ouvia o choramingo do outro alfa.

 

– Eu o amo hyung e não houve um dia sequer que eu não tenha pensado nele. Eu preciso dele e estou disposto a tudo para mudar e trazê-lo de volta pra mim.

 

– Ótimo, era exatamente isso que eu queria ouvir.

 

[…]

 

 

 

HoSeok não sabia se ria ou se chorava. Se, se sentia bobo ou se sentia um tanto quando idiota. Mas aquilo não importava no momento, não quando ele estava entrando em casa de novo depois de seis longos meses e encontrando a mesma da maneira em que estava. Todos os moveis estava, novos, assim como a mesma estava bem limpa. Andou um pouco pela sala e viu novos porta-retratos, quadros seus – pintados por TaeHyung – novas cortinas e uma mesa nova na sala de jantar. Mais alguns eletrodomesticos novos, assim como um cheiro diferente na sala. Havia uma pequena mesa repleta de doces, seus doces favoritos e seus sucos prediletos. Ele riu sozinho e aspirou o cheiro bom do chocolate e dos vários bolinhos de baunilha. E o que mais lhe chamou atenção não fora somente isso, mas sim o fato dela estar toda decorada de balões vermelhos, brancos e rosas e com uma faixa enorme escrita Me Perdoa?

 

No momento em que ele saiu de casa apressado e sem que ninguém soubesse para visitar TaeHyung ele não imaginou que fosse encontrar tudo aquilo, não pensou que fosse presenciar de novo uma cena daquelas. E ainda mais, que fosse ver todo o seu lar completamente mudado e parecendo o que ele sempre quis que fosse, uma casa de verdade. Não esperou encontrar seu alfa somente de toalha no meio do corredor e com aquele cheiro que ele tanto sentiu falta. E não era somente isso que ele havia percebido no outro. Mas sim sua aura estava mudada bem como tudo nele. E por isso mesmo que ele não evitou correr em direção ao mais novo e se jogar em seus braços.

 

– Eu te amo, eu te amo hyung, me perdoa. Me perdoa, por favor. – o Kim dizia, sem nem ao menos se imrpotar de ainda estar um pouco molhado e por estar abraçando o outro de forma desesperada e afoita. Tudo o que ele sentia e tudo o que lhe preenchia a mente era o fato de que HoSeok estava ali de volta em seus braços. Isso depois de seis meses sem nem ao menos sentir seu cheiro. Seis meses que não se tornaram nada quando ele pode ter o outro em seus braços, quando ele pode esquecer a dor e sentir seu amado.

 

– Eu senti tanta sua falta Tae. Porque você naõ pode mudar? Porque precisou de seis meses para perceber que estava sendo um idiota e que estava nos destruindo aos poucos? – dizia afobado enquanto deixava beijos e mais beijos sobre a pele macia de seu menino, este que estava um pouco geladinho pelo banho, mas ainda sim era bom sentir o cheiro dele e o gosto da pele.

 

– Me perdoe hyung, eu juro que eu mudei, eu juro que nunca mais vou fazer nada disso. Tudo o que eu quero e ter você de voltar. Sermos família e termos uma família juntos. Por favor... – dizia ao passo que se afastava minimamente do mais velho, apenas para poder olhar no fundo dos seus olhos, para poder ver o ser mais lindo do mundo, o ser de quem sentiu tanta falta e que sentia como se seu mundo estivesse se despedaçando dia a dia. Amava o Jung e nunca mais faria com que ele chorasse. Aquele tempo fora corrossivo para ele, quebrando aos poucos a sua alma em pedaços e transofrmando o que era um céu em um inferno. Ele sabia, sabia que o outro era tudo de que precisava e mais do que isso. Ele estava mudado de verdade.

 

– Tudo bem. Tudo bem. É a ultima chance que eu estou te dando. A ultima. E se vocẽ me mostrar que será uma pessoa assim de novo eu nunca mais vou dizer sim quando você disser Me Perdoa? – confirmado a sua entrada em seu paraíso particular o Kim tomou o Jung nos braços e o beijou. Um beijo cheio de saudades, um beijo completamente deles, tão necessitado e ao mesmo tempo tão doce. Era o que faltava para que seus corações fossem de novo felizes. TaeHyung precisava apenas ser perdoado.

– Era uma surpresa para você hyung, mas fora você quem me fez uma surpresa. E eu juro que nem sabia se você viria. Eu estava com medo. – TaeHyung o apertava sentindo o cheiro bom do seu hyung enquanto tinha os olhos fechados, não sabia se nada daquilo era real.

 

– Eu achei tudo lindo e sim você me surpreendeu. A casa, os móveis...

 

– Seus perfumes, roupas, nossa cama. Tudo está novo. Tudo. Mas não somente isso hyung. Eu juro que eu mudei, eu juro que me tornoei o alfa correto. O ser que nunca mais vai te fazer chorar, só de felicidade.

 

– Espero que sim. – sorriu encarando o rosto corado e feliz de seu menino, que agora, lhe olhava nos olhos. – É o que eu mais quero. – confessou.

 

– E é o que eu vou lhe mostrar hyung. – e assim ele o fez. Naquele dia TaeHyung não somente provou que a casa estava renovada e limpa, mas sim que sua alfa e sua insegurança estavam limpas. Tornando aquele ambiente melhor do que um dia pode ter sido. HoSeok estava contente, ainda mais por ver tudo ser mostrado e não somente dito. Depois daquele dia TaeHyung não lhe prometeu mais nada, apenas provou que tudo era real.

 

E ele se sentiu feliz ao poder passar junto deles vários e vaŕios momento. Vários cios, vários dias tristes quando o Kim fora demitido, mas logo arrumou outro emprego e juntos puderam ver o nascimento dos gêmeos de NamJoon e SeokJin, que tiveram a surpresa de serem dois e não somente um como pensavam. E o melhor ainda fora saber que depois de um ano era HoSeok quem estava esperando o primeiro filho deles. E TaeHyung não podia se sentir melhor e mais renovado, não podia se sentir mais feliz. Ele havia ouvido um sim para o seu pedido de perdão.

 

 

[…]

 

 

 

HoSeok estava suspirando e gemendo, enquanto sentia as mãos quentes de seu saeng tocarem a sua pele gélida. TaeHyung trabalhou rápido e logo se livrou daquele tecido e posteriormente da calça e a boxer que o outro usava. Deixando assim, um HoSeok completamente desprovido de roupas. Olhar para HoSeok daquela maneira era como ter a mais primordiosa tela em branco. Nem que dispusesse de todas as mais belas cores do mundo, não seria suficientes para colori-lo como seria necessário. Aqueles dois pararam seus atos e se olharam nos olhos. TaeHyung soube naquele momento que tinha sim, um lugar para onde voltar e HoSeok teve mais uma vez a certeza de que estava mais do que preso e rendido a aquele homem.

 

TaeHyung tinha suas roupas retiradas uma a uma, enquanto o mais velho passeava com seus lábios no corpo alheio. O Kim tinha os olhos fechados e gemia baixinho. Já que o outro além de ir beijando o local que se via livre de roupas, ainda roçava sua ereção na do outro, que mesmo coberta pelas roupas ainda era sensível. Os dois estavam de pé no meio da sala, por enquanto, pois TaeHyung tinha em mente que queria ter seu hyung naquele sofá que tanto gostava. HoSeok estava delirando nos gemidos do mais novo, ainda mais quando o mesmo, estando completamente nú o puxou mais para si, colando ainda mais os corpos e roçando as ereções, enquanto espalmava as nádegas alheias e beijava aquela boca que tando gostava. Os cheiros estavam se misturando, ômega e alfa estavam sendo um do outro mais uma vez. Da forma correta e da forma que se amavam.

 

- Fica de quatro pra mim hyung. - o mais novo pediu com uma voz um tanto rouca, enquanto mordiscava o lóbulo da orelha do mais velho, que não entendia bem porque o seu saeng tinha tanta pressa assim em fodê-lo ainda mais sem qualquer preparação, contanto ele estava disposto a fazer do jeito que o outro queria, sem se importar com qualquer coisa.

 

- Claro, do jeito que você quiser. - dito isso o Jung subiu no sofá, se apoiando no encosto do mesmo e se empinando bem para o Jung, fechando os olhos e respirando, se preparando...Contando ele estava esperando uma dor que não veio. Em seu lugar veio uma sensação deliciosa, pois o mais novo passara a lamber e chupar a entrada do mais velho. HoSeok gemeu manhoso, mergulhado em prazer, ainda mais porque o outro intercalou aquele ato com uma massagem em seu falo. TaeHyung estava amando os sons que saiam da boca do seu hyung.

 

Ele colocava o osculo molhado dentro da entrada ou simplesmente a rodeava, isso quando não dava leves chupões ali. Sua saliva escorria e ele sentia sua mão ser levemente molhada de pre gozo, já que o outro estava tão exitado quanto ele. Que mesmo não houvesse se tocado. O som alheio era seu maior estimulo. A atenção no membro alheio era intensa e acompanhavam as investidas que sua linguá fazia. O mais velho apertava o estofado na tentativa de dissipar o tesão que lhe era proporcionado.

 

O Jung naturalmente não era escandaloso e naquele momento,mesmo que estivesse entregue, não era de seu feitio ser assim. Mas deixava escapar gemidos e palavras desconexas, assim como o nome do mais novo bem nítido. TaeHyung estava sentindo que aquilo estava bom e decidiu fazer outra coisa que tinha vontade, sem nem deixar que o outro pensasse muito ele deu uma mordida mediana na nádega esquerda do Jung, depois deixando um selar ali. HoSeok estava perdido, não entendeu o porque do outro ter parado, mas também não iria perguntar, apenas agir. Quando ia saindo daquela posição, fora surpreendido com um Kim colado a si. Roçando seu membro teso em sua entrada, apenas em um ato de provocação, já que o mesmo não tinha intenção de penetrá-lo, não ainda. O mais novo deu leves mordidas no ombro alheio enquanto o outro se concentrava em sentir todos aqueles estímulos em si. Delicadamente ele se afastou do outro.

 

- Deita pra mim hyung. - pediu baixinho e ofegante, já suava um pouco. Estava mergulhado no tesão e no prazer que era ter um HoSeok tão entregue assim. O mais velho fez como pedido e logo teve o mais novo em cima de si. HoSeok pensou que seria agora que seria penetrado, mas não. TaeHyung fez que ia beijar sua boca, mas desviou seu caminho e sem aviso prévio abocanhou o membro teso do seu hyung. Que gemeu alto ao se sentir ser sugado daquela maneira.

 

HoSeok estava soado, tinha os fios negros grudados em sua testa, assim como seu tórax subia e descia no ritmo desenfreado de sua respiração, seus olhinhos estavam fechados e sua boca entreaberta, enquanto sua mãos se fixavam nos fios do mais novo, que por sua vez, chupava a glande alheia com uma vontade imensa. Ele estava intercalando aquele ato com uma massagem nos testículos alheios, quando não era isso, ele apertava a parte interna das coxas do mais velho, enquanto sugava com vontade sua extensão. O Kim gemia, não tão contido quanto tinha vontade, mas gemia da maneira que seu corpo mandava. Ele estava afundado naquele prazer gostoso que o Kim lhe proporcionada. Era gostoso demais, para o mais novo, ficar fitando seu hyung de baixo enquanto fazia o pênis sumir por inteiro dentro de sua boca. Ele gemia também, causando um ressonar gostoso para o outro. O pênis alheio era delicioso.

 

– O bebê! – HoSeok afastou imediamente TaeHyung quando ouviu o choro baixinho do seu filhote pela babá eletrônica. Riram um do outro e depois decidiram que contiariuam aquilo em outro dia. Se vestiram e foram cuidar do seu pequeno flhote, ele era mais importante do que uma boa foda e nem se longe se irritavam por terem sido interrompidos. E foi muito gostoso para os dois o momento que veio depois, já que o Jung se sentara na cama para dar a mamadeira ao seu bebe, enquanto TaeHyung os olhava orgulhoso. Eram a sua família.

 

[…]

 

 

- Ele é um idiota, um ridículo, um mimado escroto, um filho de uma boa mãe, um arrogante do caralho, uma grande merda que a descarga não consegue levar. - Jimin completou enquanto entornava mais um gole, direto do gargalho da garrafa, de cerveja. - Tudo isso e muitas mais, não consigo lembrar, mas ele é essa merda toda. - sorriu pequeno enquanto o moreno ao seu lado ria. - Não está com raiva não Jeon? Ele fez muita besteira, disse tudo aquilo com o hyung e depois do nada, dá uma de donzela arrependida e quer voltar? Isso não doi em você? - o Park se virou para o outro, estavam em um bar no centro.


 

- E doloroso pra mim sabe? Mas o que eu posso fazer. Esta é a verdade. Mas de nada adianta estar com o hyung sendo que ele não conseguia esquecer o Kim. - suspirou e tomou a garrafa do amigo, tomou um gole. - Eu o queria por completo e não aquela casca que ele estava sendo. Ele não estava feliz, acredito que o outro também não. - Jimin suspirou e balançou a cabeça concordando. - Se ele se arrepender ou não, problema dele. Só que eu não vou mais estar lá por ele. Não vou mais voltar atrás quando disse que era um adeus. Estou cansado desses amores de plástico. - E deixa de drama que você nem gostava tanto assim dele. - sorriu divertido enquanto o outro fazia um bico, que logo foi mordido pelo moreno mais novo que ainda lhe deixou um selar.

- Eu sei, mas doi. Eu estava me apaixonando, mas essas coisas passam. - disse contido e logo passou a acariciar a bochecha do outro que lhe fitava com um ar de compreensão. - Podemos ir pra sua casa? Faz tempo que não ficamos juntos. Você não sente saudades do seu hyung aqui? - o Park riu, era adorável para o outro, que fez que sim e o puxou para um beijo. Daqueles bem leves e sem um ar necessitado, sentindo ao fundo o gosto da cerveja que o outro estava tomando. Não se importavam onde estavam e nem muito menos se Park Jimin era alfa assim como ele.


 

Haviam se conhecido a um bom tempo e nem se importavam com aquela questão de serem dois alfas. Naquele momento ele precisava apenas de um colo quente e uma cama macia. Estava com seu coração tão maltratado quanto o do outro. Que era seu amigo de longa data, primeira paixão e ficante nas horas vagas. Eles tinham muitos assuntos juntos. Amizade essa que quase ninguém sabia. Aliás, ninguém. Já que comecou em um dia de bebedeira em uma festa. E desde esse dia passaram a se ver por ai, não era frequente e por isso não tinham motivos para dizer a todo mundo que eram amigos ou que sogfriam por amores não correspondidos, já que Jimin tinha uma queda por seu melhor amigo Kim TaeHyung. Um alfa como ele e consequentemente o homem que tirou o ômega do seu outro amigo.


 

- Claro. Porque não? - o mais novo disse ao se afastar. - Depois você pode fazer para mim aquela lasanha? Eu ainda tenho alguns ingredientes. Fica comigo hoje, amanhã. É domingo, manda seu trabalho a merda. Deixa que seja só nós dois e nada mais. - o Park concordou e puxou o outro para um novo selar, pegou as chaves do seu carro e deixou algumas notas ali.

- Já está na hora de nos assumirmos não é? Estou cansado de amores quebrados e sei que você me tem por inteiro. - disse sorrindo e o outro concordou. - Seja completamente meu essa noite, que eu serei sempre seu pelo restos dos meus dias. – Jimin riu e concordou. Não tinha porque não e JungKook sabia que precisavam um do outro. Sabiam também que aquela questão de serem dois alfas iria dar muito no que falar, mas no final das contas não daria em nada. Eram mais velhos, tinham sua casa e idependencia. Fariam o que bem entendiam, vivendo mais do que intensamente.

 

 


Notas Finais


Me Perdoa surgiu de um belo pedido, para que eu descrevesse como seria a dor de um alfa. Contudo, as coisas desandaram na minha cabeça e eu me perguntei, porque ele estava sofrendo? Porque ele teve de passar por isso? O que o seu ômega fez ou o que ele fez para merecer? E dai surgiu a ideia de colocar todo um enredo por trás, de colocar um ômega sofrendo de verdade por um alfa e este o fazendo sofrer a ponto dele precisar abandoná-lo para poder ser feliz. Mesmo que isso machucasse os dois em igual proporção.

Só que com o tempo e com os retorno que eu tive, vi que as pessoas não estavam entendendo que o personagem que Kim TaeHyung representava era de um vilão. E sentiam pena de uma pessoa que fazia somente o mal ao seu ômega e não sabia se controlar. Então a história cresceu mais um pouco. E chegou ao ponto onde chegou. e o que eu mais queria era provar que muitas e muitas pessoas passam por isso. mas tudo é romantizado ou tão escondido que ninguém vê. Ninguém presta socorro ou dá um apalavra amiga.

Aqui temos o doce e meigo k-idol que todos amam e querem idolatrar, mas ele aqui é apenas uma figura. Uma representação do mundo real. E bem esse final era para ser o primeiro final, isso quando a minha ideia base era apenas três capítulos. Mas hoje virou apenas um bônus de um final bem alternativo, onde as pessoas se arrependem e mudam. Mas na realidade isso acontece? Sim, mas não é frequente não. Por isso a necessidade da conscientização.

Vamos dizer não a romantização de relações abusivas, sejam elas onde e como forem. Não é bonito, não é fofo, é doloroso. E eu sei disso porque a carta que o Jung mandou para o Taehyung era somente o que eu (Karol) sentia em relação ao primeiro relacionamento que tive. Eu passei, eu sei que não é bonito, por mais perfeito que ele parecesse pra mim. Por isso é importante entender que todos erramos e que a vida é bem assim.

Não digo para desistir de amar. Existem pessoas maravilhosas por ai e elas estão apenas esperando serem achadas. Mas deixo a ideia de que devemos amar a nós mesmos antes de amar outra pessoa. E assim e somente assim seremos felizes.



MUITO OBRIGADA POR LEREM.


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