História Me + You ~ J-Hope BTS - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Visualizações 71
Palavras 1.683
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - 22 Final - Parte 1


''Essa é minha última carta, e na verdade é a mais importante. Por que? Acho que nunca me despedi de alguém através de uma carta, eu nem esperava uma despedida. Essa carta será linda com seus próprios olhos, pode parecer egoísmo da minha parte, mas estou odiando este momento. Eu gostava de ler para você e fingir, mesmo que só para mim, que você se lembrava de tudo. 

Estou feliz, apesar de você não lembrar nem o endereço da minha casa, estou feliz. Você se recuperou e agora voltou aos trilhos novamente. E espero que um dia nos reencontremos e eu possa mostrar através de atitudes tudo que escrevi nessas cartas, foram quatorze cartas escritas, mas apenas duas lidas por mim para você. Quando quiser ler todas as outras peça a sua mãe que as entregue.

Neste momento a sensação que tenho é do meu coração sendo colocado num pote de vidro e sendo jogado no oceano, eu nunca o terei de volta. Estou parecendo um psicopata? Você me chamava de maluquinho pelas metáforas que fazia, e talvez eu seja mesmo. 

A primeira carta foi sobre as coisas que gosto em você, a segunda um pedido de perdão, e essa é a minha carta de agradecimento.

Você me ajudou a enganar meu pai para eu ser seu orgulho, você confiou em mim quando assumi a empresa da família, você me fez dormir e me fez comprar móveis mais estilosos e confortáveis. Você desarrumou minhas roupas só pelo prazer de arrumá-las novamente, você me aguentou comendo seu cereal e aguentou minhas piadas sem graça. Meus amigos faziam piadas sobre mim e você brigava com eles dizendo que eu era o cara certo para você, que você amava meu jeito. 

Você jogou o jogo da Nayeon só para podermos dar um jeito mais tarde e levou um tiro para me proteger. Você me amou incondicionalmente quando eu era apenas o cara perdido tentando fazer a vida dar certo. Eu te amo tanto, eu te amo mais que qualquer aprovação do meu pai e te amo mais que a mim mesmo. Eu te agradeço por continuar ao meu lado apesar dos pesares e serei eternamente grato aos seus pais por te colocarem no mundo.

Me dói abrir mão da sua presença, é como uma faca entrando no meu peito diversas vezes. Eu queria ser capaz de superar isso rápido, mas não sou e isso irá me perseguir por um bom tempo. Não se sinta responsável, eu que fiz isso comigo, com nós dois. E você sempre estará em minha mente e coração. Eu + Você. Eu eternamente irei te amar. 

Uma última vez digo: obrigado e desculpas. 

Adeus, Jung Hoseok''

NARRADOR

Três meses é tempo suficiente para superar uma dor eterna? Bom, Lee Sun-Hee e Jung Hoseok precisaram apenas de três dias para se apaixonarem. Uma história encantadora que poderia acabar em tragédia na verdade acaba com a felicidade de ambos. Uma nova Sun perambula pelas ruas de Seoul procurando um novo emprego com novas memórias e novos objetivos. Um velho e renovado Hoseok comanda a empresa da família, que agora está no topo das empresas asiáticas com maior lucro internacionalmente. ''Tudo sempre dá certo'' já dizia nossa amiga Amber McGough Wright.

A vida sempre une aqueles que são destinados um ao outro. Com lágrimas escorrendo incessantemente, a mão posta a boca e uma dor fincada no peito, Sun anda pelas ruas sem um destino certo. A única coisa certa é o amor que ela sente pelas cartas que carrega na bolsa e a despedida de Hoseok descrita tão emocionalmente naquele pedaço de papel ainda marcado pelas lágrimas do garoto.

Aquela rua não é estranha e a sensação de estar alí fica cada vez melhor, cada vez mais...comum. Uma confusão em sua mente a faz lembrar da única coisa que fez aquela sensação ganhar um sentido: ''Esse é o meu caminho favorito, acho que deve ser por que ele mora nessa direção.'' A lembrança de uma frase dita a sua amiga Mina.

A descida da rua era longa e curvada, como uma montanha russa de um parque de diversões. A ausência de calçadas fazia a garota olhar para trás mais de duas vezes por minuto, ela morria de medo de ser atropelada, assim como começou a ter medo de tudo depois de seu acidente três meses atras. No final da rua, Sun avista uma casa linda, com um grande portão preto cobrindo o local por dentro, seu encanto leva quinze minutos para ser quebrado. 

O sorriso mais lindo que já havia visto. Existe mesmo amor a primeira vista? Como é o nome dele? Ele namora? Sun se questionou por um bom tempo, até o garoto entrar na casa novamente. Seu coração congelou e então sentiu uma terrível vontade de chorar. Por que ele foi embora? Mas ele apenas voltou para dentro da casa.

Por que esse é o meu caminho favorito?

~

Mais um dia a procura de trabalho e mais uma vez Sun se encontra encarando a mesma casa, da mesma rua, do mesmo caminho percorrido do dia anterior. Decidida a garota toca a campainha e ninguém atende, ela repete o processo pelo menos cinco vezes e tem a mesma resposta. Talvez não há ninguém em casa, afinal, nove horas da manhã é um horário para estar trabalhando.

Fones altos tocando repetidamente a canção Apology do grupo iKON, Sun também não entendia essa fixação pelo seu antigo eu, mas gostava da música. Um som ensurdecedor ecoa na vizinhança, ela se vira na direção da casa e assustada encontra o garoto do dia anterior. Ele usava a blusa do desenho dela, o primeiro desenho que ela olhou no seu arsenal da faculdade. Mas por quê?

- Sun? - O garoto pergunta mais surpreso do que a própria Sun.

- Oi. Você me conhece? - Sun aumenta a distância entre os dois ainda mais. 

É mais que normal uma pessoa nas condições de Sun se assustar facilmente. Ela não se lembra de nada, e constantemente tem flash de lembranças, que muitas vezes resultam numa tremenda dor de cabeça e muita confusão. Assim como no estrondo do portão, Sun se assustou com Hoseok falando seu nome.

Hoseok da uma olhada em toda a garota, é a garota que ele ama em sua frente, depois de muito tempo, ele precisava daquele momento. Mas não do jeito que estava. Sun estava agarrada a mais uma das cartas que Hoseok escrevera para ela, e o garoto tinha quase certeza que eram suas palavras alí no verso do papel.

- Prazer, eu sou Jung Hoseok. - O garoto estende a mão, enquanto Sun, mais assustada ainda o encara, apertando ainda mais o papel que segurava.

- Desculpa. Eu perdi a memória e ainda estou conhecendo meus amigos. - Sun ajeita o cabelo atrás da orelha e mantem o olhar baixo. - Mas eu acho que nós somos mais que isso, certo?

Hoseok queria falar tudo, queria dizer que sim e obrigar a mente enrolada de Sun acreditar que eles ainda tinham algo, mas isso não é algo que ele faria. Isso é desumano. Então ele prefere dizer que são apenas amigos especiais.

- O que você faz aqui? - Agora Sun se sente confortável o suficiente para se aproximar de Hoseok.

- Eu saio todos os dias para procurar emprego e sempre acabo me distraindo lendo suas cartas, quando percebo já estou aqui parada. - Pela primeira vez em meses, Sun consegue sorrir ao conhecer novamente alguém, e é incrível como ela fala com Hoseok do mesmo jeito de sempre.

- Você morava aqui comigo. - Hoseok fala tímido num tom sereno, e Sun abre um enorme sorriso ao ver a expressão do garoto.

- Isso explica porque eu fico lembrando de uma conversa com a Mina. - Sun repete para si bem baixinho.

Hoseok a convida para entrar e ela aceita. Apesar de Sun estar mais acoada e medrosa, ela está atrás de lembranças a todo momento. Quando entra no portão, Sun tem uma sensação ruim e seu olhar desce diretamente para onde caiu quando levou o tiro, perto do portão automático maior. Hoseok respeita o momento dela, mesmo porque entende que os momentos podem voltar aos poucos.

SUN 

Essa casa realmente faz eu me sentir bem, e o sofá é muito confortável. Acho que é o melhor sofá que eu já sentei na vida, Hoseok senta na mesinha a frente e se prepara para minhas perguntas. Antes mesmo de entrarmos nessa maravilhosa cara - estou apaixonada por esse lugar - já havia avisado que queria fazer algumas perguntas e ele aceitou.

Abro minha bolsa e pego as cartas, eu sei as perguntar de cor, mas minha cabeça ainda está meio fraca para lembrar certas coisas, então prefiro ter algo de apoio. 

Enquanto procuro a carta da primeira pergunta percebo o olhar pesado de Hoseok em mim, eu não me importo muito já que fomos namorados e ele escreveu tanto coisas lindas para mim. Sento ao seu lado na mesinha de centro e ele se surpreende. Eu me sinto a vontade com essa pessoa, e ele parece gostar de mim, mesmo não lembrando do nosso tempo juntos, eu sinto que somos muito próximos. Ele fez isso crescer em mim através das cartas.

- Na carta cinco, você diz que eu gosto de música e que faço tudo ouvindo música. Você sabe dizer qual é minha música favorita? 

- Apology do iKON. Você gostava de ouvir antes de dormir e na hora de acordar também, é uma música triste, mas você falava que tinha uma batida bonita. - Eu acho que me apaixonei pelo sorriso dele.

- E é verdade que eu não posso tomar refrigerante? 

- Em partes sim. - Hoseok ri novamente, me obrigando a rir junto. - Sua mãe não deixava, mas depois que você veio morar aqui eu comecei a comprar pelo menos uma vez por semana só pra você não ficar com vontade.

- Posso te fazer uma pergunta? - Hoseok assente positivamente. - Eu tenho um pouco de dinheiro aqui. Você quer sair comigo? Eu pago



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