História Meant to be - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias The Vampire Diaries
Tags The Vampire Diares, Tvd
Visualizações 10
Palavras 1.846
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Queria deixar bem claro minha insatisfação por não achar nenhuma fanfic de Bonnie/Matt na internet. E também que eu não gostei do último volume de "Caçadores".
Espero que gostem <3

Capítulo 1 - 0.1


   A colina onde ficava a casa, era alta ingrime e imponente, aquele lugar parecia ter vida própria. Logo acima dela, conseguia, mesmo lá embaixo, bem no pé, ver uma casa, e esta era, com certeza, assustadora. Tanto que nem um pássaro ousava voar acima dela, sempre que chegavam perto, ou mudava o rumo do vôo, ou simplesmente caiam. Mas, lá estava McCullough, subindo a colina, como se, não estivesse sentindo as entranhas derreterem como algo congelado em uma brasa, como se não estivesse morrendo de medo, como se estivesse totalmente familiarizada com o clima sombrio que a casa e a colina emanavam. Subia a colina com certa dificuldade, agarrando-se ao que podia para não cair; não que fosse forte ou coisa do tipo, mas imaginava que uma queda rolante seria fatal. Um grito sufocado escapou de sua garganta e ecoou por toda colina quando um pássaro foi violentamente de encontro a cão, ele crocitou qualquer coisa que McCullough não entendeu e depois parou. E então outro pássaro negro foi de encontro ao chão, e depois outro, e outro. Quando percebeu, estava debaixo de uma chuva de corvos. Correu. Correu tanto que seu pulmão pareceu querer saltar de seu interior.    Já no topo da colina McCullough pareceu estar à beira de um ataque, olhou para baixo e nada viu além da passagem monótona. Os corvos caídos não mais estavam lá, isto é; caídos. "Devo estar enlouquecendo", pensou com certo pavor, o coração à 150bpm e a respiração falha e desesperada.

    Girou os calcanhares, apoiando-se nos joelhos, e se surpreendeu mais uma vez. Um portão, que McCullough pôde jurar que não estava ali (considerando a altura dele, dava sim para ver lá debaixo), estendia-se dois metros e meio para cima, trepadeiras enfeitavam-no, dando um ar podre e assombroso à a casa. E o portão aparentemente se abriu sozinho. Hesitante, entrou. Do lado de dentro, uma fileira de azulejos espalhava-se pelo chão no que devia ter sido uma piscina majestosa, plantas secas enfeitavam, e no centro do que devia ter sido um jardim magnífico, centrava uma árvore (talvez uma macieira). McCullough se exasperou. 

       Se sobresaltou quando as sombras presentes no velho jardim tomaram formas familiares. Uma das sombras se movimentava graciosamente, a outra possuía asas e ajudava a sobra que se movimentava graciosamente. E ainda havia uma outra, era alta e forte, e mesmo sem conseguir ver o rosto McCullough sabia que era lindo. Esta sombra protegia uma outra sombra de uma grande figura distorcida. A sombra alta e forte foi atingida por um golpe e foi dissipada. Aquilo causou uma dor imensa em McCullough.

    A sombra que estava a ser protegida ficou vulnerável e a forma distorcida se aproximou dela, e atacou.   

    — AAAAAAH! — Bonnie acordou gritando, tão alto que seu pai chegou ao quarto com uma faca. Sua mãe e irmã chegaram logo atrás dele, também armadas.

       — Céus, garota, nossa. — Mary, a irmã, foi a primeira a falar, bufando. — Não dava para gritar um pouco mais baixo?    

   Os olhos de Bonnie estavam arregalados, olhos lamacentos a observavam, Alisa analisava de forma meticulosa a filha, como se pudesse ver além de seus pensamentos (aquilo era, em partes, verdade). 

       — Esses pesadelos estão ficando cada vez mais frequentes. — Colin observou. — Pela milionésima vez, precisamos organizar uma cerimônia de proteção, urgente.  

     — Não. — A voz de Bonnie não passava de um sussurro. — Eu... Não preciso de cerimônia alguma, são só alguns pesadelos.   

    — Acho bom que sejam mesmo. — Avisou Mary com os olhos cintilantes. — Porque se da próxima vez que eu for chegar cansada do trabalho e for acordada por você e seus "só alguns pesadelos", eu juro pelos céus, e  ancestrais que eu vou te afogar na banheira. Pode acreditar que sim. — Sorriu adoravelmente: — Boa noite, família.  

     Mary despareceu pelos corredores da casa. Colin aproximou os lábios da testa da filha, e foi tranquilizador para Bonnie ter aquele gesto simples e familiar. A última a sair do quarto foi a sua mãe.  

     — Espero que saiba o que está fazendo, Bonnie. — E saiu, deixando Bonnie sozinha,  em silêncio.  

     Naquela noite Bonnie McCullough não conseguiu dormir. Tinha os pensamentos à mil, e estava preocupada. Vinha tendo o mesmo pesadelo havia alguns meses já, a colina, a casa, a chuva de pássaros e as sombras familiares, e a mesma dor.  

       Virou o corpo para o lado, e observou a janela. A luz da lua parecia dançar em seu quarto, e uma brisa relaxante passou por ela, enchendo-a de tranquilidade. "Obrigada", ela agradeceu fechando os olhos, não para dormir, mas para pensar um pouco nas coisas. Helena já devia estar em casa, mas não avisou ninguém. "Talvez ela esteja muito cansada da viagem à França, considerando que uma viagem é cansativa". Meredith sempre arrumava um espaço na agenda (que vivia cheia) para se encontrar e conversar com Bonnie. Caroline havia se distanciado de todos. E Matt... Nos últimos tempos sempre arrumava uma desculpa para não se encontrar com Bonnie, treinava o dia todo e tinha as noites livres mas alegava "estar exausto", e ela acreditava que sim, por isso deixava para lá. E Bonnie até chegou em pensar em si mesma. Em seu tempo livre e sem os amigos, ela parava com Mary e esta ensinava quiromancia para ela. E tinha também o fato de ninguém tê-la visto de cabelos cacheados, isto é; nenhum dos seus amigos, pois eles nunca tinha tempo pra ela.    

   Depois de um tempo pensando na vida o sono chegou enfim para Bonnie e ela dormiu (sem sonhos), olhos amarelos brilhantes à observavam da copa das árvores do lado de fora da janela. Aqueles não ficaram por muito tempo ali observando-a, e depois de um tempo desapareceu entre as copas, quando o sol já se fazia presente. [...]   

    — Bonnie! O que fez com o seu cabelo?   — Essa foi a primeira coisa que Elena percebeu. 

   — Eu sei! Me faz parecer mais alta. — Elena sorriu. — Ah — Bonnie pegou na mão deElena —, venho aprender a ler as mãos. Mary que me ensinou, quer ver? 

   Todos ali presentes riram da cara de Bonnie e bufou. 

   — Riam enquanto podem. — Ela disse, e começou com a leitura: — Essa é a linha da vida, ou seria a do coração? — Mais risos. — Que seja. Consigo ver... Três homens em sua vida. Um deles é alto, ou já foi, e o outro... — As linhas da palma da mão de Elena mudaram, mas só Bonnie percebeu, porque era ela que fazia a leitura. Ela viu algo horrível acontecendo com o outro homem. Ela entrou em um transe. 

   — Que foi, Bonnie? — Elenaperguntou ansiosa. 

   Bonnie saiu do transe, sua boca aberta em um "O" perfeito e disse: — Não quero mais ler sua mão. — Quase arremessando a mão de Elena. 

   Elena se irritou. — Vamos, saiam daqui. — Para ela, todos aqueles truques psíquicos eram só aquilo, truques. 

   — Uau! Santo carro! —Caroline estava dizendo, admirada. 

   — Santo Porsche. — corrigiu Meredith, e o motorista do carro em questão saiu dele. Usava uma calça jeans surrada uma jaqueta de couro e óculos escuros. Provavelmente um estrangeiro. Bonnie teve calafrios. 

   — Ah, não, Elena. — Caroline disse. 

   — O que?

   — O olhar predador. 

   — Que olhar? 

   — Não se faça de idiota. Não se cansa de ter tudo? Você já tem um jogador de futebol, quarterback. — Meredith percebeu o jeito que Elena disfarçou o olhar quando Matt foi citado. — O que vai fazer com dois, que você não pode fazer com um?

   — Eu sei. — Meredith disse e as garotas, exceto Caroline, explodiram em risadinhas. [...]

   Bonnie estava conversando com Meredith e Elena, na porta da classe de filosofia, enquanto não dava a hora de Bonnie ir para a classe de inglês. 

   — Não acredito que quer terminar com o Matt! — Ela estava dizendo. 

   — Ei, fala mais baixo, acho que  não ouviram lá do campo. 

   — Tudo bem, desculpa. 

   — Espera um pouco. — Meredith interrompeu solenemente. — Não conheceu ninguém na França, não é? 

   —Claro que não, é que... Eu não quero mais. Demorei um tempo para perceber que eu não gosto dele com ele gosta de mim. 

   — Certo. — Foi tudo o que Bonnie conseguiu dizer, logo o sinal tocou e ela se despediu, correndo de suas amigas. 

  E então, mais uma vez no dia (mesmo que dessa vez para valer), ela correu. Enquanto corria, os novatos olhavam para ela sem entender, e os que já estavam habituados com os atrasos de Bonnie, apenas abriam caminho e acenavam a cabeça. Já ela, correspondia do jeito que dava. 

   — Parada, McCullough! — Jeremy, estava dizendo, mas ela não o fez. 

   Subiu as escadas o mais rápido que conseguiu, e quando chegou ao topo, trombou com um garoto. "Ai!", ela disse quando foi de encontro ao chão. O garoto, se desculpando, a ajudou a levantar. Ela arfou. Ele era lindo! Aqueles olhos azuis, não tão claros quanto o de Matt e os cabelos cor de areia, mais escuros que o de Matt, com toda a certeza, e tão alto e musculoso quanto.

   — Desculpa, eu tô meio perdido. — ele começou a dizer. — Sou novo na escola. 

   — Ah, sim, claro. — Ela ajeitou as roupas. — Qual aula?

   —Biologia. 

   — Ih... Atrasado. Vem comigo, minha classe fica perto. 

   — Valeu. — Ele se curvou e pegou alguns livros caídos no chão. — Toma.

   —Obrigada. — Ela corou. — Vamos?

   Ela não esperou por resposta, só saiu correndo, de novo,esperando despistar o jeito que o garoto a olhava. Viraram a esquerda do corredor e pararam de frente à uma classe. 

   — Biologia. — Ela indicou.    

   — Obrigado. — Disse ele, e estendeu a mão: — Zander. 

   — Bonnie. — Ela pegou na mão dele. O aperto era forte, mas suave. — Te vejo por aí...

   — Não, hey, espera. Não vai dar seu número? Para, no caso, se eu me perder? De novo. 

   — Ah, claro. — Ela retribui o sorriso sem graça de Zander com um brilhante. — Anota aí. — Ele pegou uma caneta e anotou. 

   —Obrigado de novo, Bonnie. 

   — De nada. Tenho que ir. 

   Ela continuou seu trajeto até a aula de inglês, oscorredores já vazios e silenciosos. Chegou. A aula já rolava, quando ela abriu a porta. O professor balançou a cabeça para ela "Não', o gesto dizia, " direitoria". Ela saiu dali bufando. Tinha perdido a primeira aula do ano letivo, e tudo por causa de Zander. 

   Ela ficou em alerta quando ouviu soluços, e seguiu na direção do som. 

   — Ei, garota. — Uma garota estava chorando, ao pé das escadas. Bonnie tocou os ombros dela. — Ei, tudo bem?

   Os soluços pararam. — Tudo ótimo. — Aquela voz não era a de uma garota, e nem o rosto horrendo. Tinha ventanas na boca e olhos obcecados. 

   E por causa daquilo, pela terceira vez no dia Bonnie correu, sabendo de alguma forma que não seria a última. 



 


 




 



Notas Finais


Espero que tenham gostado, e, por favor me desculpem por qualquer erro na história, é que ela ainda não foi revisada. Se gostou, não custa nada favoritar, né?


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