História Meant To Be - Capítulo 15


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 9
Palavras 2.662
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem!!

Capítulo 15 - Capítulo 15


Fanfic / Fanfiction Meant To Be - Capítulo 15 - Capítulo 15

Ethan

Hoje o dia foi longo, tive que ir junto com meu pai para empresa, ele queria me mostrar algumas coisas, que eu provavelmente vou aprender mais a fundo quando tiver que assumir a empresa. Ainda tive que assistir uma das reuniões de orçamentos e agora minha cabeça está latejando insistentemente, detesto números. Quando finalmente estávamos livres para ir para casa meu pai resolveu soltar a bomba.

- Quero que você venha alguns fins de semana aqui na empresa para já ir se acostumando com tudo e também já ir aprendendo o que vai ter que fazer.

- Você não acha que é meio cedo pra mim já começar a aprender?

- De maneira alguma, na verdade Ethan eu vou ter que mudar um pouco nosso trato.

- Como assim mudar? Não, não, não o combinado foi que eu tenho quatro anos para tentar me estabilizar sozinho na minha vida e se eu conseguir posso escolher se fico na empresa ou não.

- Eu sei disso filho, mas os tempos estão difíceis e eu preciso que você entre na empresa o quanto antes, então depois que você se formar esse ano, você irá começar a trabalhar na empresa comigo.

- Não pai isso não é justo, não tínhamos um acordo...

- E agora esse acordo mudou Ethan, você vai fazer o que eu mando porque você vive na minha casa e vive do meu dinheiro, então a não ser que você queira morar na rua, sem uma casa e deserdado, é melhor você fazer o que eu mando, estamos entendidos?

- Mas pai...

- ESTAMOS ENTENDIDOS ETHAN!?

- Sim senhor.

- Ótimo, agora vamos para casa.

- Na verdade eu pensei se eu não poderia passar na casa da Carly, ou você vai me proibir de namorar também?

- Eu peço para Isaac te deixar lá.

Depois de nossa breve discussão, que rendeu alguns olhares curiosos das secretárias, meu pai me deixou na casa da Carly e seguiu para nossa casa em seguida.

Como ninguém atendeu a porta quando eu toquei a campainha pela primeira vez, eu a toquei novamente e quando estava prestes a tocar a terceira vez a porta se abriu, mas quem estava atrás dela era um zangado senhor Young.

- Eu não sou surdo sabia, eu ouvi da primeira vez.

- Me desculpe senhor Young, eu pensei que não tivessem escutado, como ninguém veio abrir...

- Eu não vim abrir porque sabia que era você, vi o carro indo embora.

- A-ah, a Carly está em casa?

- Não ela saiu com a mãe.

- E ela vai demorar para voltar?

- Eu não sei garoto, agora se me dá licença tenho mais o que fazer – Ele estava prestes a fechar a porta na minha cara, mas me adiantei e entrei antes que o fizesse.

- O senhor se importa se eu a esperar aqui?

- Sim, eu me importo – Ele me encara sério, mas um segundo depois bufa rendido – Mas vai fazer alguma diferença? – Ele diz e volta para a cozinha, onde provavelmente está preparando o jantar.

- Obrigado senhor Young – Grito a suas costas.

Os minutos parecem se arrastar cada vez mais lentamente, parece que faz uma eternidade que estou sentado aqui no sofá assistindo tv, mas na verdade só se passaram 15 minutos, sei disso por causa do jogo de futebol, eram os Dallas Cowboys vs os New York Giants.

- E aí garoto como é que está o jogo?

- Os Giants estão ganhando, não espera, não estão mais.

- Droga.

- Eles ainda podem se recuperar.

- Você é fã de futebol garoto?

- Eu assisto as vezes.

E isso foi tudo que conseguimos conversar, o silencio se instalou na casa, salvo pela tv e por alguns palavrões que o senhor Young soltava durante a partida.

E por um milagre de Deus, 30 minutos depois Carly finalmente voltou para casa junto com sua mãe, que não disfarçaram o espanto ao nos ver sentados na mesma sala assistindo à um jogo “pacificamente”.

- Ethan, está tudo bem? – Carly pergunta já preocupada vindo até mim.

- Sim, eu vim até aqui te ver mas você não estava, então eu resolvi ficar e esperar.

- Deixa eu entender, você ficou aqui trancado em uma casa, junto com meu pai e os dois ainda estão vivos? É isso mesmo?

- Sim é isso mesmo Carly – Respondeu o senhor Young já se irritando – Agora por favor, conversem logo o que têm que conversar, já está tarde e eu quero descansar e ficar junto da minha família e fazermos nosso jantar em família.

- John!! – ralha minha mãe e meu pai sobe para o quarto resmungando – Não se preocupe Ethan pode ficar o tempo que quiser.

- Obrigado Sra. Young.

- Me chame de Elise, por favor.

- Carly você viu seu irmão? – Elise grita da cozinha.

- Acho que foi na casa do Michael – Carly grita de volta, enquanto se aproxima ajudando a mãe com o jantar.

- Ethan, pode me esperar na sala, eu já vou aí – Eu assinto e me sento novamente no sofá.

Eu não sei explicar mas adoro esses momentos de família, são momentos comuns mas de algum modo especiais, eles nos lembram que não estamos sozinhos, que temos uma família para cuidar da gente. Eu queria muito ter momentos assim, queria muito ter uma família assim.

- Oi – Carly se aproxima limpando a mão em um pano de prato – O que é tão importante que fez você esperar quase uma hora sozinho com meu pai?

- Lembra que hoje eu te disse que iria com meu pai até a empresa? – Pergunto e ela assente – Então, acontece que no fim da tarde quando já estávamos de saída ele me contou que quer que eu entre na empresa já depois de me formar, ele já quer que eu trabalhe com ele.

- Mas vocês não tinham um trato?

- Sim tínhamos, mas ele não liga pra isso, não sei se algum dia realmente levou isso a sério, acho que ele só fez esse trato para que eu calasse a boca e não o atormentasse mais.

- Mas você pode se recusar não pode? Se não for o que você quer...

- É claro que não é o que eu quero, mas se eu não quero ser despejado e deserdado eu tenho que fazer o que ele manda.

- Mas ele não pode fazer isso...

- Sim ele pode e vai, se eu não concordar, e sinceramente eu não tenho outra opção, eu não tenho dinheiro, não tenho uma formação suficiente para conseguir um bom emprego, eu não tenho saída.

- Claro que tem, olha você... pode vir morar comigo, é... e depois nós vamos para faculdade...

- E como vamos pagar a sua e a minha faculdade? Por que eu não vou pegar o dinheiro de seus pais, não é justo.

- Nós vamos dar um jeito Ethan, eu sei que vamos.

- Olha Carly – digo me aproximando e segurando suas mãos – Eu agradeço muito o que você está disposta a fazer, mas eu não posso te pedir uma coisa dessas – E antes que ela revide eu continuo – Eu vou dar um jeito nisso, eu prometo. E talvez trabalhar na empresa nem seja tão ruim assim.

- Mas não é o seu sonho Ethan.

- Nem sempre os sonhos se realizam. É como Maggie me diz, não existe um limão tão azedo que não dê para fazer algo parecido com uma limonada.

- Eu te amo Ethan, você sabe disso né?

Eu sorrio e a beijo mesmo sabendo que seu pai pode nos pegar e me colocar pra fora, porque eu a amo também, mais que tudo no mundo e não me importo se vou trabalhar na empresa de meu pai ou como repositor de supermercado, a única coisa que importa é se vou estar ou não ao lado dela.

- Eu também te amo Carly, mais do que os peixes amam o mar e as estrelas amam o céu.

- Mais do que a primavera ama as cores e a língua os sabores – Ela termina encostando nossos narizes.

- Meninos o jantar está pronto, Carly pode chamar o seu pai por favor?

- Claro mãe!! Eu já volto.

- Vou estar te esperando.

...

- Então Ethan – o pai de Carly começa – Nos conte um pouco mais sobre sua família, você já nos conhece, mas não sabemos nada sobre você – Bem, eu tenho a impressão que isso não é verdade, mas não vou discutir.

- Bem, basicamente sou só eu, meu pai e Maggie.

- Maggie? É sua madrasta?

- Não, é a governanta da casa.

- É ela que sempre atende a porta pai – lembra-o Carly.

- Ah sim, me lembrei, ela me parece uma pessoa muito boa.

- Sim ela é.

- E o que mais? Nada de irmãos? Irmãs? – Ele pergunta e sinto uma leve ênfase no irmãs.

- É bem, na verdade eu tenho uma irmã, mas ela não mora comigo.

- E por que não?

- John pare com isso, não precisa responder Ethan – Interrompe-o Elise.

- Não, está tudo bem, ela teve alguns problemas e foi morar com um tio na Itália. Não nos vemos já faz um tempo.

- Hum – é tudo que ele responde – E a sua mãe? – Ele pergunta de supetão e deixo meu garfo cair no prato fazendo um silencio reinar na mesa.

- John já chega! – Ralha Elise o encarando como um silencioso aviso.

 - Foi só uma pergunta...

- Ela morreu – o interrompo e volto a olhar para minha comida.

- Eu sinto muito, me desculpe perguntar, mas o que aconteceu? – Eu o encarei e vi nos olhos dele que ele já sabia a resposta mas queria que eu dissesse, por que?

- Foi um acidente.

- Um acidente? Foi isso que seu pai lhe disse?

- Pai!! – Agora era Carly que se pronunciara o repreendendo.

- Sim, foi um acidente de carro, um carro na contramão bateu contra o deles.

- Ah!! Um carro na contramão, essa é mesmo uma boa história – Ele já estava praticamente gritando, eu não notei mas eu também já estava.

 

- Não é uma história é o que aconteceu.

- Bem, seu paizinho também lhe contou que estava bêbado e gritando com sua mãe enquanto dirigia acima da velocidade?

- JOHN!!

- ELE FOI O CULPADO, ELE A MATOU!!

- NÃO FOI CULPA DELE!! – Gritei me levantando da mesa, me arrependendo de fazê-lo quando minha vista começa a escurecer, só então me fazendo notar que não estava conseguindo respirar direito.

-  SEU PAI SEMPRE FOI UM INCONSEQUENTE, NUNCA DEU VALOR AO QUE TEVE E POR ISSO PERDEU-A, FOI ELE!! ELE TENTA ESCONDER, MAS EU SEI O QUE ACONTECEU!!

- JOHN PELO AMOR DE DEUS PARE COM ISSO!! – Elise já se levantara também assim como Carly e agora encarava o marido com algo parecido com desespero.

Eu queria responde-lo, queria dizer que meu pai não teve culpa, que foi um acidente, que ele estava errado, mas eu não conseguia, o ar já não entrava mais em meus pulmões. E acho que minha respiração ofegante já estava bem visível pois Carly correu até mim e segurou em meus braços.

- Ethan!?! Você está bem? Ethan!!

- E-eu... nã-o-o.. consigo... r-respirar!!

- Você está com sua bombinha? Ela está com você?!?

Eu não conseguia responder meu corpo estava amolecendo e sentia que iria desabar a qualquer momento, tudo que consegui fazer foi negar com a cabeça. Carly me ajudou a me sentar de novo na cadeira, o que agradeci mentalmente.

- Eu vou ligar para emergência! – Avisou Elise.

- Espera mãe, liga pro Isaac, o motorista do Ethan, ele pode trazer a bombinha! – Ela terminou olhando pra mim que assenti em resposta.

Ela pegou o celular do meu bolso e entregou para mãe que logo discou para Isaac, eu não conseguia ouvir o que ela dizia, tudo parecia meio distante, acho que era a falta de oxigênio, tudo que eu consegui ouvir foi a voz de Carly, me acalmando.

- Vai ficar tudo bem amor, só tente respirar, vai ficar tudo bem, eu estou aqui – Ele dizia segurando minha cabeça próxima da sua.

Tudo estava girando e já não conseguia focar mais a visão e estava novamente cheia de pontinhos pretos.

- Ele está piorando, está ficando meio roxo.

- Já chega eu vou chamar uma ambulância – Anuncia o pai de Carly, mas ao mesmo tempo ouvimos uma freada vinda da rua e a campainha foi tocada insistentemente.

Elise correu para atender a porta, e Isaac entrou correndo vindo até mim, já com a minha bombinha nas mãos.

- Ethan, está tudo bem, eu cheguei – Ele dizia enquanto tentava fazer meu corpo mole ficar sentado, segurando minha nunca ele me ajudou – Abra boca, agora inspire – Ele pressionou a bombinha e pude inspirar a medicação que já começou a me ajudar - Isso muito bom, mais uma vez – Ele repetiu o gesto mais duas vezes até que eu finalmente conseguisse respirar melhor.

Minha cabeça estava pesada e uma onda de cansaço me atingiu estrondosamente, deitei minha cabeça no ombro de Isaac e depois disso tudo apagou.

Carly

- Shhh, está tudo bem agora – Isaac afaga os cabelos de Ethan, ele agora respirava melhor, mas seus lábios ainda estavam um pouco arroxeados e sua pele continuava muito pálida.

- Não é melhor leva-lo para um hospital? – Pergunto, ele realmente ainda parece muito mal, e isso está me matando.

- Não é mais necessário, confie em mim, não é a primeira vez que isso acontece. Mas o que aconteceu aqui na verdade? Esses ataques mais graves não costumam acontecer por nada – Isaac inquiri desconfiado.

- Foi minha culpa – Meu pai se pronuncia – Eu sinto muitíssimo, eu perdi a cabeça, toquei em um assunto delicado e acabamos discutindo...

- Nós sentimos muito – É minha mãe quem se desculpa agora.

Isaac só assente com a cabeça e pega Ethan nos braços, ele está inconsciente mas continua respirando, graças a Deus. Minha mãe os acompanha até o carro e a escuto se desculpar novamente.

- Se tiver algo que possamos fazer, se precisar de alguma coisa é só falar e mais uma vez me desculpa pelo meu marido.

- Foi sobre o acidente, não foi? Que vocês estavam conversando? – Isaac pergunta.

- Sim, eu sei que foi muito indelicado perguntar por uma coisa dessas ainda mais para uma criança, meu marido as vezes não conhece limites e se eu soubesse que isso poderia acontecer, eu teria o tirado da cozinha ou feito alguma coisa...

- Eu sei Sra. Young e agradeço por cuidar dele.

Eles se despediram e ele foi embora, eu queria já ligar para o Ethan mas sabia que ele não poderia atender, nem ao menos está acordado. Então só me deitei na cama e me permiti chorar, não sei ao certo porque estava chorando, acho que foi pelo susto, afinal Ethan está bem agora. Ignorei as vezes que meu pai veio bater a minha porta e só abri quando minha mãe me pediu e só a deixei entrar quando ela prometeu que ele não entraria.

- Como você está meu amor?

- Bem, eu acho – Ela afagou meus cabelos e beijou o topo de minha cabeça.

- Por que o papai disse aquilo? Por que disse que o acidente foi culpa do pai do Ethan? Como ele sabe disso?

- Ah, querida isso é bem mais complicado do que parece, mas já está tarde, por que não descansa e amanhã falamos disso, certo?

Eu não queria mas acabei concordando porque minha cabeça começou a latejar e parecia que ia explodir. Minha mãe me ajudou a deitar e ficou deitada ao meu lado me fazendo carinho, alguns minutos depois peguei no sono.

 

If you love me, don't let go
If you love me, don't let go
Hold, hold on, hold on to me
'Cause I'm a little unsteady
A little unsteady

Unsteady – X-Ambassadors 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!!


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