História MedHeart - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Amizade, Comedia, Comedia Romantica, Drama Médico, Romance
Exibições 14
Palavras 5.104
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Yo Minna o/
Bem eu só passei para agradecer os coments e os Fav. vocês estão no fundo do meu kokoro ♥♥♥

Capítulo 17 - Eu cansei


Fanfic / Fanfiction MedHeart - Capítulo 17 - Eu cansei

Katherine

Eu só tenho uma coisa a dizer sobre e para a vadia da Cappellini: Eu vou matar essa prostituta. Como ela ousa sumir assim? Está todo mundo que nem loucos a procurando. Se eu a achar e ela não me dar um motivo bom o suficiente eu vou mata-la.

- Achou ela? – o Matt perguntou, ele estava preocupado com a irmã e não era para menos. Neguei com a cabeça suspirando. – Eu vou para a minha casa, você vai para a sua e liga para a Mye. Lucas...?

- Eu vou ver se ela foi para o Ibira – respondeu e saiu discando no celular novamente. Todo mundo já ligou um trilhão de vezes para ela.

- Alec...? – me virei para o ser que estava a segundos ao meu lado e me interrompi quando não o achei ali. Para onde aquela praga foi? – Toby vai para o hospital – pedi e ele concordou também saindo – Nando pode passar lá na produtora? – ele concordou e foi em direção a porta junto com a sua namorada – Biel, procure por aqui mais um pouco – pedi e ele bateu continência – Simon, liga para o Mark – pedi antes de puxar a Thalia para ela vir comigo

- Espera, vou te dar uma carona, Kath – o Simon falou e eu o esperei, a amiga da Tatá vinha com a gente com uma cara nada boa, mas não pior que a minha. Pode apostar, e se ela falar um “A” chuto ela do carro do Simon no meio da pista.

- Thalia, repete o que aconteceu – pedi virando o meu corpo de lado para poder a encarar do banco de trás

- Ela estava sentada junto comigo, com o Lucas e com a Sam quando a Isa e o Alec chegaram. Então a Isa começou a conversar com o Luke e ele deu um selinho na Nina. E mesmo eu não gostando tenho que admitir que os dois são muito shippaveis. Na hora que viu aquilo, a outra metade de NaLec saiu da mesa disparado e depois a Nina saiu para ir dançar com um tal de Will, mas depois esse tal de Will, e tenho que falar puta homem gostoso e gato, hein? – ri pelo nariz do comentário da Tatá – apareceu perguntando sobre vocês e o Lucas perguntou sobre a Nina e ele falou que não sabia que também estava a procurando, então depois eu saí para procurar ela junto com o Lucas e a Sam e quando eu comecei a perceber que ela não estava em canto nenhum eu avisei vocês – contou a história.

Virei meu corpo para frente e tentei mais uma vez ligar para ela. Caiu direto na caixa de mensagem, estava desligado para piorar meu desespero. Disquei os números da Mye, ela atendeu no quarto toque.

- Alô? – perguntou com voz de sono

- Mye, fala que a Nina está contigo – praticamente supliquei

- Não, ela não está. Por que? – ela parecia que finalmente tinha despertado

- Nada, não se preocupe e volte a dormir – desliguei em seguida

- Ela não está, né? – o Simon deu um sorriso nervoso – Liga para o Kauê – lembrou

Não sei se vocês o conhecem, então vou apresenta-lo: Kauê Junior, também conhecido como KJ, é um dj amigo do Matt e da Nina, toca nas melhores festas da noite paulistana, se eu não me engano, era ele como DJ na festa do Matt. Muitas vezes ele trabalha na produtora da Nina, e quando ela quer sumir, apenas se divertir ou esquecer tudo, ela sai com ele e ninguém sabe para onde eles vão.

Disquei o número do KJ, ele atendeu no segundo toque, saí um barulho infernal do seu lado.

- Kauê, você está com a Nina? – perguntei

- O que? Quem é? – ele gritou para que sua voz pudesse ser escutada

- Sou eu Katherine. A Cappellini está contigo? – perguntei mais alto

- Não – respondeu agora um pouco mais silêncio o local.

- Okay obrigado – desliguei e respirei fundo, já estávamos chegando no meu prédio até que meu celular tocou, atendi correndo. – Alô?

- Achei ela – ouvi a voz do Alec e suspirei aliviada, é claro que ele tinha saído para procura-la antes de qualquer um falar algo

- Onde?

- No apartamento dela

- Estou indo para aí – eu já estava com raiva. Como ninguém pensou em procura-la lá? Ah é mesmo, porque ela está proibida de entrar lá

- Não, ela está dormindo. Avisa para o resto, já avisei para o Matt e ele está indo para a tua casa

- Por que? – agora eu estava confusa

- Não me pergunte – deu de ombros. O que diabos o Cappellini mais velho vai fazer em casa? – Vou ir tomar um banho agora.

- Antes disso, Alec, o que você fez? – falei séria, é claro que ele fez algo, até porque é muito mais claro que a Nina tinha ido atrás dele. Ele soltou um riso sem humor pelo nariz.

- Nada – aposto que estava sorrindo sádico, eu o conheço muito bem – Tchau, Kath

- Tchau e vê se come algo antes de se jogar na cama – mandei

- Pode deixar, mãe – deu uma risada e desligou

- E então? – o Simon perguntou preocupado

- O Alec a achou, ela está dormindo na casa dela – joguei minha cabeça para trás encostando no banco e suspirando em seguida.

- Eu juro que vou matar essa menina – suspirou aliviado e com raiva e finalmente estacionou o carro no estacionamento do meu prédio.

- Não hoje, agora me ajuda a ligar para geral – pedi pegando minhas coisas e descendo do carro – Menos o Matt, ele já sabe – avisei

- Okay comandante.

Subimos o elevador e assim que desci do mesmo fui para o meu quarto. Troquei de roupa, colocando um short e uma blusa qualquer e me joguei na minha cama com o celular na mão. A porta do meu quarto se abriu e o Simon se jogou na minha cama ao meu lado com o celular também na mão.

- Avisei o Nando, o Biel e o Toby

- Vou ligar para o Lucas agora – disquei o número do Morais  e ele atendeu no primeiro toque

- Achou?

- Sim, ela está dormindo na casa dela

- Eu estou indo para lá

- Lucas deixa ela dormir

- Kath, você não entende. Ela não pode ficar sozinha, muito menos no apartamento dela. Tem alguém tentando mata-la – ele realmente estava preocupado

- Luke, está tudo bem. O Matt vai para lá ficar com ela, ou levar ela para a casa dele, eu não sei – o acalmei.

- Okay, qualquer coisa me liga, por favor – pediu

- Pode deixar e se cuida – desligamos

Mandei uma mensagem para o Matteo assim que desliguei:

“Matt, passa na casa da Nina e fica lá com ela, ou leve ela para a tua casa. O Lucas falou que ela não pode ficar sozinha por causa do caso que ele está investigando”

Deixei meu celular cair na barriga assim que desliguei e fechando os olhos e respirando fundo. Eu não estava bem, não era nada físico, estava mais para mental, tudo isso por causa do Cappellini mais velho.

Alguns minutos antes

Eu estava dançando com o Toby, quer dizer “dançando” com o Toby – já que aquilo sinceramente não pode ser chamada de dança – quando apareceu o Matteo me estendendo a mão.

- Posso? – perguntou para o Tobias que sorriu, muito suspeito para o meu gosto, e colocando a minha mão sobre a do Matt

- Claro, Mister Cappellini – riu e saiu piscando para mim e agora eu realmente estava dançando.

Olhava para todos os lugares menos para seu rosto, foi quando ele tocou no meu rosto fazendo eu o encarar. Seu olhar estava em meus olhos.

- Por que está fugindo de mim a noite inteira? – perguntou

- Quem está fugindo? – ri desviando o olhar

- E de novo – deu um sorriso vitorioso

- Só porque meu olhar foi para o outro lado, não quer dizer que eu estou fugindo – o encarei com uma sobrancelha levantada e ele estava com um sorriso divertido no rosto

- Você nunca foi boa enrolando – falou óbvio

- Diferente de você – sim joguei na cara mesmo, porque comigo é assim.

- Já te enrolei alguma vez? – agra seu cenho estava franzido, minha vez de rir

- A pergunta certa seria, que vez que não?

- Você é a única pessoa para qual eu não sei mentir – falou sério

- Acabou de contar uma – sorri cínica

- Não é e você sabe disso. Apenas tem medo – me olhou vitorioso

- Medo? – dei uma risada sem humor – quem aqui afasta as pessoas por medo mesmo, Cappellini? – o olhei séria

E ele ficou quieto pensando por um tempo. Desviei meu olhar para as outras pessoas que também dançavam ou se pegavam. Deixei minha mente e me corpo descansarem ali. Gostava da sensação do toque dele em mim, mesmo que fosse por cima da roupa. Gostava de saber que ele estava comigo, mesmo que estivesse acompanhado com outra ele preferiu estar aqui comigo do que com ela. Eu posso até me iludir sobre isso, como eu tenho quase certeza que estou, mas isso me conforta, me deixa bem.

- Então vamos fazer assim – me tirou dos meus pensamentos, voltando minha atenção a ti – Você sabe que eu não sou muito bom nesse negócio de relacionamentos e sentimentos. Então vamos com calma, vamos tentar fazer isso certo dessa vez e com calma. As pessoas não precisam saber, para não se meterem. Quando estivermos realmente certos disso e eu saber lidar com isso, aí então revelaremos. Pode ser? – olhou no fundo dos meus olhos

- Eu... – fui interrompida pela Thalia me puxando nos separando

- Kath, Matt, a Nina sumiu. Não consigo a achar em lugar nenhum – falou desesperada

Agora

Viram como esse homem fode meu psicológico? Eu não sei o que fazer. Não acredito que ele vai largar todos os rolos dele, mas também não acredito que ele já falou isso para alguém. Constantine Matteo Cappellini VI o homem que mais me deixa confusa nesse mundo.

Dei um pulo quando senti meu celular vibrar em cima da minha barriga e me tirar dos pensamentos. Vi a foto do Toby e o atendi.

- Alô?

- Kath, você precisa vir para cá – pediu

- Para cá onde? E o que houve? – me sentei na cama

- Para o hospital. Tem um paciente no pronto-socorro precisando de uma cirurgia urgente. Ligaram para a casa da Nina e o Alec atendeu e ele está vindo para cá fazer.

- Ele não pode, ele já vai completar 48 horas sem dormir e quase doze sem comer.

- Exatamente por isso eu estou te ligando. Não posso fazer essa, não é a minha área.

- Okay eu estou indo – desliguei pulando da cama e indo para o meu closet colocar uma calça e uma sapatilha enquanto tirava a única blusa que eu estava e jogava em algum canto, passando pelas minhas blusas e pegando uma, colocando de qualquer jeito enquanto saia. – S. estou indo lá no hospital fazer uma cirurgia urgente. Daqui a pouco eu estou aqui – dei um beijo em sua bochecha saindo do meu quarto e descendo as escadas correndo.

Cheguei no hospital e o Toby me esperava lá na frente.

- O que ele tem? – já fui perguntando

- Pelos os exames que eu já mandei fazer parece que uma das Válvulas cardíacas parou de funcionar. – explicou enquanto me seguia para o vestiário.

- Vou me trocar. Se o Alec chegar manda ele embora. Ele tem que dormir – pedi e ele concordou saindo. Me troquei rapidamente e liguei para um dos outros médicos que estavam aqui. – Alô? Paulo?

- Doutora Blake, estamos na sala de cirurgia quatro – avisou sem eu nem precisar explicar.

- Já estou indo, e da próxima vez chame a mim, não o Alec ou a Nina – briguei e desliguei indo para a sala em questão.

(***)

A cirurgia foi fácil e simples. Duas válvulas mitral haviam parado de funcionar e eu tive que as substituir por artificiais. Me sentei no banco no lado de fora da área de cirurgias ainda com a roupa de cirurgia, apenas com a máscara caída em meu pescoço.

- Vai ficar aqui? – uma voz me tirou dos meus pensamentos, olhei para o lado encarando o Kevin, um dos médicos e dono da voz. Ele é um especialista otorrino, não um cirurgião.

- Acho que não, não estou muito preparada agora – respondi pegando o copo de café da sua mão

- Cabeça não está prepara? – sorriu se sentando ao meu lado

- Exato – ri pelo nariz tomando um gole do café, que por acaso estava muito amargo

- Passa na Mye, quem sabe ela não resolve – riu, ele citou a Mye pois ela é uma cirurgiã neurológica. Igual os dois Cappellini e o Mazzeti, só que esses três não são só especializados em neurologia e sim em quase tudo.

- Para ela me deixar mais louca ainda? E eu ter que passar na psiquiatria depois? Não muito obrigado, mas estou ótima – ele riu do meu tom de voz

- Meu deus, olha essa cara – outra voz apareceu me encarando chocada, era a Michele uma pediatra, ela também não é cirurgiã e é namorada do Kevin

- Shiu, Chely. Que eu fico linda de qualquer jeito – fingi jogar o cabelo, já que a touca ainda o tampava, e empinei o nariz

- Acho que você ainda não olhou no espelho – disse óbvia – pensei que estaria de folga essa noite – se sentou do meu outro lado

- E estou, só vim aqui fazer essa cirurgia de emergência – dei de ombros e voltei a beber meu café

- Que milagre é esse que te chamaram? E não o Doutor Mazzeti, o Doutor Cappellini ou a Doutora Cappellini? – frâncio o cenho chocada

- Chamaram dois desses três, mas como eles viraram a noite e passaram o dia todo nesse hospital eu vim no lugar deles. E já que era a minha área também – dei de ombros.

- Mas você entra daqui a quatro horas, não é? – o Kevin levantou uma sobrancelha

- Sim, e é por isso que eu preciso ir para casa dormir por quatro horas – levantei – Mais tarde eu falo com vocês, e não fique pelos cantos se pegando. Temos pacientes aqui – sorri

- Olha quem fala, quem não tem um pingo de moral sobre se pegar nos cantos – a Chely negou com a cabeça me fazendo rir. Acenei e fui para o vestiário tirar a roupa de cirurgia e colocar a minha outra para voltar para casa.

Já estava no meu carro quando percebi que sem querer eu estava indo em direção ao apartamento da Nina/Alec. Mesmo depois que percebi continuei seguindo este caminho, sim eu queria dar uma olhada em como estava as duas crianças.

O relógio marcava três e quarenta da manhã e eu estacionava no prédio da minha melhor amiga. Apertei o alarme do meu carro enquanto olhava ao redor os outros carros. Este é o terceiro estacionamento que originalmente fica em desuso, mas por ordem da polícia o primeiro está interditado, assim como deveria estar o apartamento da vítima.

Peguei o elevador e esperei alguns instantes até parar no último andar e ao invés de ir direto para o apartamento da Cappellini que eu sabia que estava dormindo e não iria acordar tão cedo, eu fui para o apartamento do que eu tinha certeza que ainda não estava dormindo e tinha que ter certeza que ele comeu alguma coisa e que não iria ficar virado a noite toda pensando em problemas. Apertei a sua campainha e alguns instantes depois ele atendeu ainda com o terno, agora sem o paletó, mas o colete e a gravata, assim como a calça e o sapato ainda permaneciam ali, a única coisa que não se encaixava era seu cabelo que estava todo desgrenhado.

- Ainda não tomou banhou? – entrei sem ele falar nada e já fui o empurrando escada a cima em direção ao seu quarto

- Oi para você também, Kit Kat – suspirou

- O que foi? – parei de o empurrar e ele me encarou

- Nada – respondeu depois de respirar fundo e me lançou um sorriso falso

- Alec, vai tomar um banho e eu vou preparar alguma coisa para a gente comer e depois você me conta o que está acontecendo. – o informei da programação e virei minhas costas descendo as escadas enquanto tinha seu olhar me seguindo e não precisava nem me virar para saber.

Ouvi ele suspirando fundo novamente, mas dessa vez era de frustação, pois não podia fazer nada quanto ao que eu havia mandado ele fazer. Fui para a sua cozinha que como sempre só estava ali de enfeite.

Peguei os ingredientes para fazer uma das suas comidas favoritas e fui colocar a água no fogo em seguida. Enquanto esperava a água ferver fui dar uma olhada no meu celular, e havia mensagens do Matt.

“Okay eu estou indo para lá”

“Já cheguei na casa da Nina e ela está desmaiada aqui”

“Terminou a cirurgia? Como foi?”

“Eu espero que você tenha pensado na minha proposta...”

Depois de ler essas mensagens, enfim fui responde-lo.

“Sim, terminei. Estou cuidando do Alec agora”

Mandei simplesmente. É claro que eu ignorei a última mensagem, ainda não estou preparada para isso.

Coloquei o macarrão na água e fui fazer o molho branco com quatro queijos. Ele só tem esses mantimentos aqui, pois é uma de suas comidas favoritas e porque obrigamos ele a manter pelo menos o básico no armário.

Depois de alguns minutos terminei e fui fazer um suco enquanto ele ainda não chegava. E como sempre, ele só tinha suco de saquinho. Peguei um de abacaxi com hortelã e na hora que eu estava colocando o açúcar ele apareceu na cozinha com os cabelos húmidos, calça moletom cinza e camiseta gola V azul marinho, ele coçava os olhos parecendo uma criança e se sentou no banco de frente para o balcão.

Coloquei o prato em sua frente e um copo de suco. Peguei um pouco para mim e me sentei na sua frente.

- Grazie, mama – abriu um sorriso fofo

- Okay, agora coma – pedi e ele concordou começando a comer.

(***)

Terminamos de comer no meio de conversas e brincadeiras, e como vocês conhecem do Alexander, das mais idiotas possíveis. É claro que ele ficou responsável por lavar a louça, até porque não sou obrigada.

Eu estava suavemente assistindo Bob Esponja enquanto o dono da residência estava lavando a louça, quando a porta foi aberta revelando se dela o irmão da dona do apartamento da frente e melhor amigo do dono desse apartamento. Olhei pra ele confusa.

- O que tu tá fazendo aqui, Matteo? É para você ficar com a sua irmã – o lembrei

- Eu estou com a minha irmã, não se preocupe – balançou a chave da porta da frente dela no ar – e além da minha irmã eu tinha que ver como um certo rotto in estava – deu de ombros adentrando a sala

- Chi è rotto in qui, prostituta angolo? – o Alec apareceu saindo da sua cozinha/sala de jantar e se jogando no sofá onde eu estava colocando sua cabeça em meu colo

- Dá para vocês conversarem em português ou é difícil? – sorri falsamente

- Pensei que você já entendesse, Kath – o Matt sorriu se jogando no outro sofá

- Pensou errado – mentira, eu entendo a maioria das coisas, principalmente xingamentos que é o que a Cappellini mais nova não tira da boca – agora pode ir contando o que está acontecendo Mazzeti – segurei sua cabeça para que ele me olhasse. O banho e o macarrão podiam ter melhorado o humor dele, mas eu sei que algo aconteceu.

- E não adianta falar que não é nada que nós sabemos que é alguma coisa – o Matt se sentou com as pernas cruzadas como índio.

- O que poderia ter acontecido? – rio sem humor algum

- O que houve com a Antonietta? – perguntei passando a mão pelo seu cabelo

- Eu cansei – suspirou

- Dá para falar claramente? – o Matt pediu

- Eu cansei da sua irmã. Cansei de me importar com ela mais do que eu me importo com a minha própria vida. Sou o único que sofre com isso e ela nem liga para nada, ela está muito bem com os “amigos” dela e eu não consigo fazer porra nenhuma sem pensar nela. Não quero mais isso. Vou tentar com alguém que eu vejo que realmente se importa comigo – ele olhava para o teto enquanto falava e eu passava as mãos no seu cabelo. Isso doía muito em mim. O menino mais brincalhão e que sempre tem um sorriso, mesmo que irônico ou desafiador, no rosto está assim, sofrendo e vulnerável.

- Essa pessoa seria a Maria Eduarda? – o Matt perguntou, ele estava observando o Alec sério

- Sim. Diferente de vocês sabem quem, ela é amorosa, terna, gentil e nunca vimos ela entrando em nenhuma confusão

- Você conviveu com ela por apenas dois anos e não foi nem de se encontrar todos os dias – o Matt o lembrou

- Mas com a Kath a gente conheceu ela em dois dias e na escola ainda e já sabíamos como era a personalidade dela – o Alec sorriu me olhando e eu bati em sua testa fazendo-o aumentar ainda mais o sorriso

- Então isso quer dizer que você vai desistir da Cappellini? – perguntei e ele fechou o sorriso desviando o olhar para o teto

- Sim, a partir de hoje ela não vai ser mais nada para mim, apenas a irmã mais nova do meu melhor amigo e uma colega de trabalho – não senti muita confiança no que ele falou, apenas senti tristeza e meu coração doeu. Tadinho do meu loiro.

- Mas Alec – ele virou sua atenção para mim – Não acho que você deva tentar com essa Maria Eduarda – ele me olhou confuso – Se você quer tentar com outra pessoa, que está pessoa não seja uma amiga da Valentina – o encarei séria, eu sei o quanto ela vai sofrer se ver ele com outra e se for com uma amiga dela vai ser ainda pior – Não que eu goste da Nina sendo amiguinha daquela outra menina, mas se a Valentina realmente a considera amiga não é certo você ficar com ela. Como você se sentiria se ela ficasse com o Tomas ou o Olavo? – esses dois últimos são os amigos mais próximos do Cappellini e do Mazzeti que não seja eles mesmo. – É basicamente a mesma coisa que você querer ficar comigo – ergui uma sobrancelha

- Mas para isso eu teria que ser moreno, ter olhos cinzas e não te ver como uma idosa chata – sorriu brincalhão e recebeu um tapa no ombro. Se já está fazendo brincadeirinha é porque está bem.

- Concordo com a Kath, Alec – o Matt se pronunciou – não é certo pegar a amiga da ex, mesmo você já tendo feito isso – estreitei os olhos para o Mazzeti

- Não me julgue eu estava com muita raiva naquela época – levantei uma sobrancelha – mais do que estou hoje – respondeu minha indagação silenciosa e abriu um pequeno sorriso – Okay, vocês têm razão. Não vou investir na Mae. Vou arranjar outra – disse por fim abrindo um sorriso para mim que o retribui. Olhei na direção do Matt e trocamos olhares preocupados.

Tudo ficou quieto e voltamos a assistir o desenho na televisão. Alguns minutos depois e percebi que a respiração do Alec estava pesada. O Matt o levou para o quarto dele e eu fiquei na sala sentada no sofá e olhando para a televisão sem realmente a ver. Na verdade meus pensamentos estavam no Alexander e na Antonietta, eu ainda prevejo que isso vai dar muita merda.

O Matt se sentou ao meu lado também encarando a frente e deu um longo suspiro.

- Eu não tenho um bom pressentimento sobre esses dois – me puxou para que eu ficasse quase deitada com a cabeça em seu peito enquanto ele me abraçava

- Eu também não. Eu estou preocupada com como a Nina vai reagir a esse afastamento do Alec – suspirei – Sabe o que ele não contou? O que aconteceu para a Nina vir embora sem falar com ninguém – ergui minha cabeça para o encarar

- Pelo resumo que a Tatá passou, provavelmente a Nina encontrou ele beijando outra de raiva por ver o Lucas dando um selinho nela – deduziu olhando para frente – Duvido que ele realmente vai deixar de lado ela – abriu um meio sorriso

- Eu também duvido – ri pelo nariz – Só espero que ele realmente não vá atrás da amiga da Nina, não sei como ela reagiria a isso.

- E eu espero que a Antonietta não se afaste muito, ou que não fique pegando plantão igual doida, igual com quando terminou com aquele desgraçado – trincou os dentes lembrando do Eduardo

- Por falar nele, sabia que eu e o Alec o encontramos no noivado da Mye com o Oliver? – lembrei

- Ele estava lá? – franziu o cenho

- Sim, ele discutiu com a gente, o Alec bateu nele e depois fomos até onde você estava, foi quando você foi aquele idiota – sorri cínica

- Desculpa por aquilo – me deu um selinho

- Eu não lembro de ter falado nada sobre aceitar a sua proposta – levantei uma sobrancelha

- E você vai falar não? – falou mais perto do meu rosto

- Como pode ter certeza que eu vou dizer sim? – sussurrei a centímetros de seus lábios

- Por que eu te conheço – sorriu e me beijou. Mas não foi um dos seus beijos normais, foi um beijo doce e gentil, mas como sempre tinha a pitada de malícia – e então? – perguntou quando separou o beijo e colou sua testa na minha

- Não tem como eu dar outra resposta fora a que você já sabe – sorri de lado e ele abriu ainda mais o sorriso dele colando mais uma vez nossos lábios e dessa vez foi a minha vez de separar – Só vou avisar que a Nina vai saber

- Isso você nem precisa avisar. É óbvio que você contaria para ela mesmo eu falando que não, ou ela descobriria de algum jeito. Assim como o Alec – riu. Okay era mais do que óbvio isso.

- Eu só vou te avisar uma coisa: Não quero um relacionamento desse para sempre. Você tem que se decidir logo se vai querer mesmo um relacionamento sério comigo ou não. A partir de agora nada de dormir com outras garotas, nem gracinha. Eu largo tudo e você larga tudo. Vamos fazer isso direito, mesmo que só apenas nós sabemos – o olhei séria.

- Concordo, nada mais de rolos. E relaxa isso só vai ser um teste drive, vamos colocar assim – sorriu maroto e me roubou um selinho – e de hoje em diante eu sou inteiramente e completamente seu e eu duvido que algo nesse universo faça mudar o que você é para mim ou o que eu sinto por você. Katherine Ive Blake, você faz a minha mente perder os sentidos, eu sou completamente louco por ti e prometo que sempre vou ser e nunca mais vou fazer você chorar – confesso que não estava esperando por isso e que meu coração deu um triplo carpado em meu peito. Desculpe Alec, desculpe Nina, mas nesse momento eu não estou mais me importando ou preocupada com vocês, na verdade se o mundo explodisse agora eu não me importaria.

Matteo

Acordei no sofá do Alec coberto por um cobertor. A Katherine não estava mais aqui, provavelmente já tinha ido para o hospital e duvido que ela tenha dormido para isso. Ficamos juntos até tarde e eu nem lembro a hora que dormi.

Olhei o horário na tela do meu celular que marcava 10:39, levantei do sofá e depois de ir ao banheiro fui destrancar o apartamento da minha sorelle, até porque se ela acordar e não conseguir sair é perigoso que ela coloque esse edifício a baixo.

Chegando lá estava tudo como deixei e o silêncio reinava. Me joguei no sofá pensando na minha conversa com a Blake mais velha ontem. Percebi que eu estava sorrindo como um bobo quando meu celular vibrou lembrando do meu encontro com o Lucas daqui a quinze minutos.

Tomei um banho rápido e mandei uma mensagem para a Tatá poder vir para cá e aproveitar para trazer o café da manhã. Acho melhor não deixar a Valentina sozinha, até porque se alguma coisa acontecer com ela além dos meus pais me matarem eu ainda não vou me perdoar.

Peguei as minhas chaves e meu celular e fui até o estacionamento. Cheguei ao café que combinamos em dez minutos e pedi um expresso enquanto esperava um dos amigos da minha sorelle.

Não demorou muito e ele chegou e pela cara não dormiu nada essa noite. Se sentou na minha frente depois de me cumprimentar.

- A Nina está bem? – perguntou

- Sim, a Tatá e o Simon estão com ela – o acalmei – E então, o que está acontecendo, Lucas?

- Primeiro: Cappellini, você não tem ideia de ninguém que queira prejudicar a sua família, certo?

- Não – respondi óbvio e confuso ao mesmo tempo

- Isso que eu imaginei. Descobrimos quem explodiu o carro da Nina, mas quando chegamos nele, ele já estava morto. E temos certeza que não é ele o mandante, ele só foi o autor. Alguém pagou para matar ou assustar a Nina e eu desconfio que alguém do prédio está cumplice disso tudo, por isso mandei ela não ficar lá. – explicou e eu fui assimilando as coisas – Como eu sei que ela não consegue fazer o que as pessoas mandam, já infiltrei algumas pessoas como funcionárias do prédio e de alguns locais na vizinhança e preciso de você para colocar alguns dentro do hospital

- Só me manda as fichas deles para eu pelo menos saber quem é, mas eles já podem estar segunda lá.

- Imaginei que você falaria isso – abriu a mochila dele e tirou de lá alguns papéis – esses não são os nomes reais deles, e queime isso depois de ver. Espero que não se incomode, mas já fizemos os crachás deles

- Tudo bem – dei de ombros olhando as fichas – Valeu de verdade por estar fazendo isso pela Valentina.

- Não se preocupe, além de ser meu trabalho, ela é a Antonietta. E eu posso te garantir que eu vou achar quem mandou fazer algo que poderia tê-la matado – disse por fim trincando os dentes e olhando para algo além de mim.



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