História MedHeart - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Amizade, Comedia, Comedia Romantica, Drama Médico, Romance
Exibições 11
Palavras 5.413
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hello, passei para mandar beijos e agradecer a geral que favoritou e que comentou um beijo no fundo do Kokoro.
Também passei para dizer que provavelmente vai demorar um pouco o próximo, já que na próxima semana vou estar me preparando para as provas e na outra eu vou ter provas - assim finalmente vou fechar o ano \o/


Ps. o da capa é o Toby

Capítulo 18 - Notícia ruim


Fanfic / Fanfiction MedHeart - Capítulo 18 - Notícia ruim

Antonietta

Já se passavam quase quatro semanas dês do baile da escola e esse tempo todo eu estou me desencontrando com o Alexander. Claro que é tudo o acaso, até porque eu não tenho motivos para querer não me encontrar com ele, a Katherine que está viajando de mais falando que eu estou fugindo dele. Todos esses dias eu só o vi duas vezes e no hospital ainda.

Finalmente voltei para o meu apartamento – e quase apanhei aquele dia por ter vindo para cá e ainda sem avisar para ninguém – o Luke me liberou. Essas semanas eu estou vendo bem mais ele e os meninos, até porque meu Fratello roubou minha melhor amiga de novo. Segunda vez que perco ela para ele e se quando eles terminarem ela for para outro país de novo eu mato os dois.

Por falar em Fratello, o pirralho já era para ter chegado faz duas semanas e depois deu conseguir tirar tempo – daquele lugar mesmo que vocês estão pensando – e decorar todo o apartamento dele, ele me manda uma mensagem falando que vai demorar mais umas três semanas, já que estava demorando um pouco mais do que ele previu para transferir a sede da Saint Francis – Metalúrgica que ele é CEO – para o Brasil. Depois que eu mato, meus pais vão colocar a culpa em mim e ainda vão querer me prender.

Mas hoje, graças ao bom Ala, eu estou livre de hospital, de gravadora, livre de tudo. E para melhorar ontem eu voltei cedo da gravadora – passei lá depois que sai do meu plantão – então eu consegui dormir cedo e estou descansada para passar o dia todo deitada no meu sofá assistindo séries. Existe coisa melhor que isso? Sim, se tiver chocolate e fazendo frio ♥

Abri meus dois sofás os transformando em cama, diminui o ar-condicionado no mínimo possível e me arrumei embaixo da coberta ligando a televisão com uma mão e discando para o Gabriel com a outra.

- Meu sol e estrelas – atendeu no segundo toque

- Lua da minha vida – rimos – Está muito ocupado? – perguntei. É queridos, Gabriel Santiago é o CEO de uma empresa publicitária, enquanto Fernando Arante é um dos mais importantes engenheiros civis do estado e Lucas Morais um dos detetives mais respeitáveis dentro da polícia.

- Para você? Nenhum pouco – riu

- Então vem para a minha casa junto com a Lilly. Aproveita e traz cinco potes de sorvete, dois de chocolate o resto tu pode escolher, umas dez caixas de biz, dividido metade preta metade branca, doces fini a sua escolha e quantos você quiser, alguns danetes e o que mais você quiser ~♥ - pedi

- Só isso? Não quer mais nada não? – ironizou

- Okay, se você não quiser, não precisa vir também – desliguei, eu sabia que ele viria.

Escolhi um Dorama qualquer e joguei ele do meu celular para a TV. Estou com tantas saudades de assistir meus doraminhas, séries mesmo não tendo tempo eu arranjo algum para poder assistir, mas com os doramas está difícil ultimamente. E só um aviso a você que nunca assistiu nenhum dorama: Não assista, isto vicia mais do que drogas, você não pode ficar sem e sempre está em ânsia para assistir mais. Mesmo você morrendo afogada pelas próprias lágrimas e seu coração inteiramente despedaçado você vai sempre querer assistir mais. Você acaba se tornando masoquista sem perceber. Por isso fuja enquanto é tempo.

Antes de dar play na minha série, resolvi descer para comprar alguma coisa na padaria na esquina até o Gabe chegar. Levantei, desacomodando o Freud que estava deitado rente a mim e que reclamou, coloquei meus chinelos, peguei dinheiro e saí do meu apartamento apenas com uma blusa azul do meu irmão que eu uso de pijama, mas o que é que tem? Eu estou de folga, não sou obrigada a trocar de roupa.

Depois de comprar carolina, bomba de chocolate, bolo no copo e alguns toddynhos fui caminhando novamente para a minha casa tranquilamente, quando eu vejo um Audi R8 parando na entrada.

Viu? Foi só eu pensar no nome do diabo que ele aparece na minha frente. Droga! Muito estranho isso, esses dias todos ele estava com a Ranger preta dele. O que será que aconteceu? Ah quer saber? Não me importa também.

Voltei a andar – sim quando eu vi o carro eu tinha parado, mas vocês viram como eu não estou fugindo? – ele não tinha me visto. Cumprimentei o Seo Bento, assim como o homem que passou antes de mim, e segui para o elevador, o qual já tinha sido chamado.

Enquanto o elevador não chegava fiquei analisando o Alexander. Ele estava com uma calça jeans cinza escura, um blazer azul marinho, o jaleco estava jogado pelo ombro e o cabelo estava todo bagunçado. Provavelmente estava voltando do plantão de ontem.

O elevador se abriu e ele entrou sendo seguido por mim. Percebi que ele se assustou quando virou e me viu, mas eu dei de ombros fingindo não perceber e entrando sem dizer uma palavra, assim como ele. Quando o elevador iria fechar dois corpos entraram correndo, um se jogou contra mim jogando meu corpo contra a parede.

- Pensei que não iriamos conseguir entrar – uma voz feminina falou

- Éramos só ter esperado o outro – a voz da pessoa que quase me derrubou falou, encarei a dona da voz que me lançou um sorriso – Eu estava com saudades, Niii – a Tatá abraçou minha barriga. Fazia uma semana mais ou menos que eu não a via. Ela estava trabalhando de assistente do Mark lá na gravadora agora, e mesmo assim quando eu aparecia por lá não tinha nem tempo de falar com ela.

- Com tantas saudades que quase me derrubou? – levantei uma sobrancelha

- Não foi culpa minha, a Isadora que não queria esperar o outro elevador e agora eu sei porque – falou baixo a última parte, mas eu consegui ouvir – Oi para você também, Mazzeti – ironizou, já que ele só estava dando atenção a loira

- Oi Little Blake – lhe lançou um sorriso e fechou assim que me encarou.

O encarei de volta mexendo uma sobrancelha, ele sabia que isso queria dizer “E agora? Vai ignorar?” ele respondeu mordendo a parte de baixo de dentro da boca e fazendo um movimento que eu só percebi por estar o encarando e o conhecer muito, isso significava “Observe”. Desviei o olhar e revirei os olhos automaticamente, não fiz por querer.

- Nina, não me diga que você foi para a rua assim – a Tatá me encarou

- Osh, lógico. É a minha folga acha mesmo que eu vou trocar de roupa? – a encarei óbvia

- E o que foi comprar? – começou a tentar mexer na minha sacola

- Nada que seja da sua conta – afastei a sacola para longe dela, mesmo ela sendo apenas um dedo mais baixa que eu. – Saí, Thalia – mandei enquanto tentava deixar minhas porcarias longe dela.

- Qual é, Ni? Deixa eu ver – pediu enquanto tentava incansavelmente pegar.

Fui salva pela porta do elevador se abrindo, pulei para fora dele, correndo para o meu apartamento com a Thalia atrás de mim, entrei e fechei a porta me encostando nela para segurar enquanto a Thalia empurrava para entrar. Passei a chave e respirei aliviada indo para a minha sala onde minha cama estava montada.

Joguei minhas porcarias lá, logo depois meu corpo. Me acomodei e quando eu peguei uma carolina e colocava na boca um corpo se jogou contra o meu.

- aaaaah então a senhora comprou carolina e não iria me dar, Cappellini – acusou a Blake mais nova tirando o doce da minha mão e colocando na boca

- Como Hades você entrou??? – perguntei chocada

- Mazzeti – sorriu travessa.

Bati na minha testa, é claro que o Mazzeti iria abrir pra ela. Ele é um idiota que está ainda mais idiota esses dias. Mesmo não vendo ele todo esse tempo, no hospital ele está fazendo de tudo pra mim pegar ódio por ele novamente. Deixa ele, não vai demorar muito para isso acontecer. Peguei o saco de carolina e me acomodei dando play no drama.

- Sério? Filme desses japoneses? – assim que essas palavras saíram da boca da Thalia meu olhar mortal se virou para ela automaticamente

- Primeiro que esse não é japonês é coreano; segundo que eu estou na minha casa, na minha folga e eu assisto a porra que eu quiser e terceiro cala a boca que eu vou assistir – me virei para a TV onde a opening estava terminando.

Sabe o que eu percebi? A amiga da Tatá veio com ela, certo? Mas cadê a menina? Que não pisou o pé no meu apartamento? E o que a Thalia está fazendo na minha casa? Não era para ela estar trabalhando? E como ela sabe que eu não estou trabalhando? Aaah disfarça, hoje a gravadora não abriu, estão fazendo uma revisão nos equipamentos.

(***)

Mais ou menos vinte minutos do segundo episódio de The Heirs e nós duas já estávamos em prantos.

- Tadinha da Cha Eun Sang, se a Katherine fizesse isso comigo eu matava ela – a Tatá falou enquanto fungava

- Pelo menos ela está com o Kim Tan agora – funguei enquanto assistíamos

- Mas e quando ela voltar para a Coréia? Aquela vadia da irmã dela, que ódio. Pior é essa menina perseguindo o Kim Tan. Querida ele não quer se casar com você – brigou com a TV – Nina, cadê o chocolate?

- Você acabou com tudo – bati em sua cabeça

- Meu Deus, Antonietta Cappellini chorando?????? – um moreno de Dreads com várias sacolas nas mãos e uma morena baixa com mais algumas sacolas apareceu na porta da sala

- Cala a boca Gabriel – funguei

- Assim que fala com quem trouxe tudo o que você pediu e ainda mais? – fez bico e eu apertei pause

- Senta aqui, meu sol e estrelas – empurrei a Thalia do meu lado e bati a onde ela estava sentada

- Olha do jeito que você me trata, Cappellini – brigou a morena idêntica a minha melhor amiga

- Shiu, ele trouxe chocolate – briguei e ela se ajeitou

- Senta aqui, Gabriel seu fofo – sorriu fofa para ele batendo no mesmo lugar que eu batia e fazendo a Lilly rir

- Eu estou me sentindo usado aqui – falou indignado mais se sentou ao meu lado

- Isso você já conhece bem, né? – pisquei para ele

- Tá achando que eu sou o que querida? – falou com voz de vadia

- A minha vadia – pisquei para ele mordendo o lábio

- Sim, sou sua – se jogou em cima de mim e começamos a rir

- Thalia, vai buscar as colheres – mandei e ela me olhou chocada, por dois segundos até receber um olhar meu – E você senta, Lilly – mandei também, e eles deixaram todas as sacolas no meio da “cama” que eu havia montado

- Por que está tão frio aqui? – perguntou a Lilly se cobrindo com a coberta

- Porque essa louca colocou o ar-condicionado no mínimo – o Gabi respondeu apontando para o ar – Ela tem mania de fazer isso desde que nos conhecemos – choramingou sofrido

- Sim, ela quer que a gente congele – reclamou a Thalia aparecendo com as colheres

- Ah para, é só um arzinho um pouco mais gelado – mostrei a língua para os dois

- Aaah claro um pouco mais gelado. Mais um pouco e aqui parece o polo norte – tacou a colher em mim enquanto se sentava no lugar dela

- Pelo menos vocês nunca tiveram que aguentar temperaturas negativas, com a janela aberta e proibidos de ligar o aquecedor – uma voz que eu não ouço pessoalmente a muito tempo falou. Virei para o dono da voz levantando correndo, e quase caindo, para poder o abraçar.

- Raaaaafaaaa – o apertei, que saudade eu estava desse moleque, acho que o suficiente para o aguentar por duas horas.

- Ciao mia Principessa – me rodou – Stavo morendo di nostalgia anche – me apertou e depois me colocou no chão

- Por que não me avisou que iria chegar? – perguntei percebendo só agora a mochila dele igual aquelas de esporte

- Não posso fazer surpresa para minha sorella? – sorriu travesso rodeando minha cintura, em segundos eu fui da porta de entrada da sala, para ser jogada na “cama” ao lado das sacolas. E quando eu disse jogada, eu fui literalmente jogada ali

- Perdeu o amor a vida, Ottaviano? – lhe lancei um olhar mortal

- Só para não perder o costume – piscou travesso, na verdade eu nem deveria falar “piscou travesso” pois travesso é basicamente a expressão facial que fica estampada em seu rosto, junto com diversão e maliciosidade (existe essa palavra? Se não, agora sim). Alguém limpou a garganta, e provavelmente foi a Thalia. – Ciao – o Rafa acenou lembrando que tinha mais gente ali

- E aí, Rafa? – o Gabriel fez um toque com o Rafa

- Fala aí, Biel? – retribuiu o toque – Ciao, Principessas – ele sorriu para as meninas beijando a mão de cada uma

- Meninas esse é meu irmão mais novo, Ottaviano Cappellini, ou Rafa. E pirralho essa é a Lilly noiva do Gabe e a Thalia Blake – falei o sobrenome da Tatá lentamente para ele entender

- Blake??? Blake!!! Blake??? – ele me olhava confuso – Esse não é o sobrenome da biskath? – olhou de mim para a Thalia – pensando bem: caaaaaaara, ela é idêntica a Biskath, não sabia que ela era gêmea.

- Ela é a irmã mais nova da Kath – expliquei mexendo nas sacolas que meus amigos haviam trazido, ele tirou o tênis e a camisa xadrez se sentando ao meu lado fechando assim um circulo

- Então a Biskath tem uma irmã – disse mais para si mesmo do que pra gente, ele ainda analisava a Tatá.

Peguei um pote de sorvete de chocolate – que graças ao ar não estava derretido – e uma caixa de bis, fui abrindo um por um dos bis, quebrando no meio jogando dentro do pote de sorvete, enquanto meu irmão com a minha colher ia misturando tudo – enquanto também enfiava um pouco na boca – e jogava dentro um saco grande de M&M. Todo mundo observava o que fazíamos.

Faz mais ou menos um ano que eu não via meu irmão mais novo, e mais ou menos uns dez anos que não morávamos juntos ou perto um do outro, mas mesmo assim não mudou nada a nossa relação. Nem parecia que ficamos tanto tempo longe.

- Você ainda não falou porque resolveu voltar para o Brasil – o lembrei, pegando da sua mão a minha colher. O nosso sorvete especial já estava pronto

- Eu cansei de Londres, não queria ir para o EUA, então depois de algumas burocracias decidi mudar para cá – deu de ombros pegando a colher da minha boca e pegava sorvete

- Por que não foi para a Itália? – levantei uma sobrancelha e meu corpo também, já que iria buscar outra colher. Porque já não basta Matteo sempre comendo coisas doces junto comigo na mesma colher, agora também tinha o Rafael.

- Porque se eu fosse para a Itália, mama e papa iriam querer que eu ficasse com eles, e iria quebrar meus esquemas – eu podia estar de costas entrando na cozinha, mas aposto meu rim que ele estava com um sorriso malicioso estampado na cara.

(***)

Mesmo quando o Gabe e a Lilly chegando eu iria forçar eles a assistirem meu drama, maaaaas quem chegou foi ninguém mais ninguém menos que meu querido fratello mais novo. E quem disse que ele me deixou voltar a assistir? Ele não parou de falar e ainda por cima ficou fazendo manha quando eu mandei ele calar a boca. Apresento a vocês o homem/garoto/moleque mais mimado da face da terra: Ottaviano Rafael Cappellini.

- Cadê os dois idosos? – perguntou enquanto tinha os braços em volta de mim em algo que ele chamou de “abraço”. Isso não era um abraço voluntário nem aqui nem em marte, ele apenas passou os braços pelos meus por trás para me segurar.

- Sabe, nosso querido Fratello trabalha, assim como nós, então provavelmente deve estar trabalhando – respirei fundo e falei com os dentes trincados e em uma falsa calma

- Ah para, Matteo trabalhando?? Nem tá chovendo canivete para isso – riu descrente. Puts o Matt não tá tendo credibilidade nem com o pirralho – e você só me deu o paradeiro de um, mas e o Mazzeti? – jogou o corpo para frente para encarar meu rosto desconfiado

- Sou obrigada agora a saber onde o Mazzeti tá? – ri sem humor lhe olhando atravessado

- Sério? Já brigaram? Vocês tem que resolver essa tensão sexual de vocês logo – falou cansado e recebeu uma cotovelada na costela – Ai, não estava com saudades dessa agressividade – me apertou ainda mais

- Rafael, já pode ir embora, não estou mais com saudade de ti. Pode voltar para Londres. Já ficou de mais – resmunguei e em resposta ele me apertou mais.

- O Mazzeti está na casa dele junto com a Isadora – a Tatá falou de mau humor olhando para a tela o celular

- Quem é Isadora? – perguntou o meu irmão

- Não é aquela loira eu foi no baile a escola com ele? – o Biel perguntou, ele estava meio deitado abraçado com a Lilly que estava deitada, a Tatá era a única que estava sozinha.

- Sim, ela é a minha amiga que quer acabar com o meu OTP – resmungou a Tatá

- Eu apoio meu melhor amigo – pronunciou o Gabe

- Meu OTP também é LuNa – a Lilly se pronunciou também e eu olhava para eles como se eles fossem loucos

- Como vocês podem shippar LuNa se existe NaLec no mundo? Qual o problema de vocês? – perguntou a Tatá perplexa

- Um fez ela sofrer demais e sem motivo e o outro só sabe sofrer por ela e com ela – disse o Gabe como se fosse óbvio

- Qual o problema de vocês??? Vocês não têm que shippar porra nenhuma, é minha vida e eu escolho o que fazer com ela. Não sou obrigada a ficar com nenhum dos dois e vocês não têm que ficar discutindo minha vida amorosa – me estressei

- Então quer dizer que a múmia fora da catacumba está na casa dele com uma menina? – eu não gosto desse tom de voz do pirralho e ele quebrou totalmente o clima que eu estava para brigar com o Gabe e a Tatá. Encarei o e ele estava sorrindo perversamente, aquele sorriso de quem iria aprontar. – Vamos, princess – levantou e me puxou me fazendo levantar

- Vamos para onde, guri doido? – perguntei completamente confusa

- Dar um Oi para o meu Fratello – ele me lançou um sorriso travesso, eu sabia que esse fratello não estava ligado a irmão e sim “cunhado”. Ele me arrastou pelo pulso para fora do meu apartamento e entrou sem bater no da frente – Whow, apartamento do Mazzeti limpo??? Realmente estamos na véspera do apocalipse, credo

O pior de tudo é que eu concordava com o pirralho. O Alexander não gostava que ninguém mexesse nas suas coisas, por isso não tinha empregada e ele é preguiçoso de mais para arrumar alguma coisa, assim a casa dele – o quarto quando morava com os pais – sempre foi uma zona, mas dessa vez estava tudo limpo e arrumado, até as almofadas estavam no lugar. O que está acontecendo com o Mazzeti?

Enquanto eu observava a sala meu irmão soltou meu pulso e foi tentar achar o Mazzeti pelo andar de baixo, mas não achou. Pegou meu pulso novamente e começou a me puxar escada a cima.

- Me solta Rafael, eu não quero ir – pedi enquanto tentava puxar meu braço do seu e ele me arrastava

- Vem, vamos lá logo – nem me olhou, já tínhamos subido uns dez degraus.

- Rafael, me solta é sério – pedi séria, tentando tirar meu braço de seu aperto. Mas ele nem ligou.

Então travei o pé no degrau, joguei meu corpo para trás e com a força do meu corpo sendo contra o da sua mão, com a outra eu consegui me soltar. Mas vocês sabem como é a gravidade, não é?

Eu estava forçando meu corpo na direção contrária do meu irmão que estava subindo as escadas. A única coisa que me segurava era ele que tinha a força maior do que a que eu estava fazendo, mas eu consegui me soltar e agora não tinha mais nada me segurando. Então o que acabou acontecendo? Isso mesmo, lá estava eu caída no chão de bunda, mas não isso nem doía, o que realmente doía era o meu tornozelo.

- Nina?!?! – meu irmão me olhou assustado e correu até mim – Por que você se soltou? Era só ter ido comigo – passou a mão pelos cabelos se abaixando ao meu lado – onde dói?

- Eu estou bem, Rafa, mas não custava você me escutar e me soltar? Eu não queria subir, não queria nem ter vindo – fiz bico

- Okay, vamos embora, depois eu falo com o Alec – se levantou e me deu a mão para que eu me levantasse

- Que bagunça é essa aqui? – apareceu o dono do apartamento no parapeito da escada. Ele estava apenas de short de moletom e os cabelos molhados. Quando nos viu o Rafa abriu um sorriso, acho que ele ainda não tinha me visto – Pirralho Cappellini, finalmente chegou.

- E aí idoso? O que aconteceu aqui para esse apartamento estar arrumado? – perguntou o Rafa o encarando

- A Isa arrumou de surpresa para mim – revirou os olhos e finalmente olhou para mim e sua cara ficou confusa, o Rafa acompanhou seu olhar e pareceu se lembrar que tinha falado que iriamos embora, acho que foi meu sorriso falso que o fez lembrar.

- Beleza, depois conversamos. Eu vou voltar com a Principessa, ela não queria vir e eu a obriguei a isso – confessou coçando a nuca e me estendeu a mão novamente. Respirei fundo segundando a respiração e peguei sua mão, soltando de vagar o ar quando coloquei meu pé direito no chão

- Ela caiu? – perguntou ao meu irmão.

- Não, eu estava no chão porque eu gosto da companhia dele e amo ficar jogada nele – revirei os olhos e ele me ignorou esperando uma resposta do pirralho

- Sim, ela se soltou de mim e caiu da escada – explicou

- Vamos, Rafa – puxei sua mão em direção a porta respirando fundo toda vez que meu pé direito tocava o chão.

Em instantes eu não estava mais indo em direção a porta, agora eu estava sendo sentada no sofá. O Mazzeti havia me colocado lá, eu nem tinha percebi que ele havia descido as escadas. Ele pegou meu pé na mão e eu iria protestar mas sabia que não resultaria em nada, então apenas bufei. Ele rodou o meu pé o que me fez fechar os olhos e morder o lábio com força, eu sabia que tinha lesionado, e sabia que se eu ficasse pisando sem imobilizar seria pior, até porque eu sou médica, pelo menos o básico eu sou obrigada a saber.

- Sério que você iria continuar andando com o pé desse jeito? – falou comigo diretamente pela primeira vez e eu revirei os olhos suspirando e a porta fora aberta mostrando uma loira com sacolas do Starbucks passando por ela me fazendo engolir o que eu iria dizer.

Ela nos encarou, depois encarou o Rafa e depois voltou a nos encarar, tudo isso com a testa franzida.

- Não se preocupe comigo, Mazzeti. Rafa, venha aqui – chamei meu irmão que até sabia o que tinha que fazer, ele se abaixou na minha frente e eu subi nas suas costas não me importando que minha calcinha estava toda de fora por eu estar apenas com uma blusa do Matt

- Eu vou levar ela no HMC – ele é o único que abrevia assim o nome do hospital – depois nos falamos – falou com o Alec

- Seu irmão está lá, fala para ele o que ela iria fazer. Ela está merecendo um sermão – olhou diretamente para mim e recebeu um dedo do meio em resposta.

No instante que o Rafa dá um passo em direção a porta passa desesperada por ela a Thalia, no mesmo momento que o celular do Alec toca.

- Nina, aconteceu uma coisa muito ruim – disse apavorada

- O que foi? – já a olhei totalmente séria

- O Toby, ele teve um acidente de carro – falou preocupada

- O que? – não consegui acreditar

- A Mye acabou de ligar no seu celular e me contar. O Matt está cuidando dele, mas acho melhor você...

- eu estou indo para lá agora – pulei das costas do Rafa e a dor me inundou, respirei fundo e a ignorei indo praticamente correndo para o meu apartamento, mas depois de cinco passos o chão não estava sobre os meus pés novamente

- Eu vou te levar lá – meu irmão falou óbvio comigo no colo, ele me levou até o meu apartamento e subiu as escadas para o meu quarto comigo.

Encontrei o Gabe e a Lilly assim que entramos na minha sala e eles falaram que iriam para o hospital, concordei. No meu quarto meu irmão pegou um short qualquer e um top e jogou para mim, aproveitando para ir no banheiro enquanto eu me trocava. Coloquei a blusa do Matt por cima do top mesmo e fomos para o elevador.

E quem encontramos no elevador? Um beijo do Rafa e da Kath para quem falou Thalia, um do Matt e da Mye para quem falou Isadora, um do Lucas, Gabriel, Fernando, Rafael e Matteo para quem falou Alexander e um beijo meu para quem falou todas as alternativas anteriores.

- Qual a necessidade de ir todo mundo? Não é como se mais alguém pudesse ajudar, quem está cuidando dele é o Matt o melhor cirurgião em atividade do mundo. Se ele não puder fazer, mais ninguém pode – o Rafa disse óbvio, suspirei colocando o meu rosto na curva do seu pescoço e o apertando um pouco mais forte.

Eu sabia que aquilo era verdade. Depois do meu papa, do tio Bert e da tia Annie (mulher do tio Mazzeti) – os maiores cirurgiões que eu conheço e que eu soube da existência – está o Matt e o Alec, se eles não puderem salvar mais ninguém nesse mundo pode. Eu estou abaixo dos dois e isso eu tenho o dever de reconhecer.

- Estamos indo porque vamos dar apoio. E você está indo por que? – ouvi a voz da Tatá e ela estava irritada

- Estou indo para cuidar da minha irmã – a voz do Rafa não estava muito amigável, provavelmente por ele estar estressado. Não gosto quando o Rafa fica assim.

- Rafael e Thalia, parem os dois e eu não vou mandar de novo – a voz do Alexander era séria e transmitia ordem, sabia sem o olhar que ele mandava um olhar atravessado aos dois.

- Alec, você tá com o audi, não é? – perguntou o Rafa assim que começou a andar comigo. Provavelmente ele viu o carro do Alec lá fora

- É, eu emprestei a Ranger para o Toby, já que ele deixou o carro dele na oficina – o olhei e pude ver o quanto ele estava se culpando por isso.

- Você vai com a Nina então e dá um jeito no pé dela. Eu pego um táxi e encontro vocês lá – encarei o Rafael e ele estava sério, e como eu disse: Odeio quando ele fica sério, não parece meu pirralho.

(***)

Hoje não está sendo o dia que eu planejei. Quando eu acordei hoje liguei para o Gabe planejando passar o dia todo embaixo das cobertas junto com ele e a Lilly assistindo dramas e comendo besteira, provavelmente a noite viria a Kath, o Nando, a Mel e o Luke para casa e ficaríamos bebendo até tarde e todos dormiriam jogados pela minha casa.

E o que acabou acontecendo? Meu irmão chegou de viagem de surpresa, torci o tornozelo de um modo que nem posso colocar o pé no chão que dirá força-lo e um dos meus melhores amigos sofreu um acidente e pelo que parece foi de carro. Eu quero voltar para hoje de manhã e me obrigar a não sair de baixo das minhas cobertas e me fingir de morta.

O Mazzeti acabou de estacionar o carro e eu fui abrir a porta enquanto ele vinha correndo para o meu lado.

- Não precisa – falei sem o olhar quando ele apareceu na minha frente e tentei me firmar no chão. Ouvi ele bufando e eu estava em seu colo, fechei a cara o ignorando enquanto ele também me ignorava e me levava para dentro.

- Doutor Mazzeti? Doutora Cappellini? O que houve? – perguntou um dos médicos que eu não lembrava o nome. Desculpa gente, mas existem muitos médicos nesse hospital, acha mesmo que eu vou conseguir lembrar todos os nomes?

- Ela torceu o pé, só vou engessar o pé dela – falou o Mazzeti, devo lembrar que ele está só de short de moletom, sem camisa e de chinelo? – acho que não né?

Alexander

Levei a chatolina para uma das salas de curativos e engessei seu pé. Por todos esses dias eu venho ignorado e tentando ficar o mais longe possível dela, e pelo que eu percebi ela também. Não voltamos igual a época da faculdade, pois naquela época eu não tentava evita-la eu tentava machuca-la, mesmo sabendo que doía mais em mim.

E como eu falei para o Matt e a Kath eu resolvi tentar levar a sério uma menina e a escolhida foi a Isadora, to ficando mais regularmente com ela esses dias e ela vive aparecendo em casa e até mesmo limpou a minha casa – o que me irritou muito quando eu vi – apesar disso ela não entrou no lugar mais sagrado da minha casa, onde absolutamente ninguém entrou: O meu quarto.

Mas depois eu falo desse meu “relacionamento” com a Isadora, vamos focar agora no Toby que está mal, pelo jeito que a Kath me contou pelo telefone. E sim, eu me sinto responsável por isso. Ele estava com o meu carro e eu não fazia vistoria nele a meses e por causa disso agora ele está na sala de emergência.

Ajudei – mesmo que a contragosto dela – a Nina ir até a sala de espera, onde já se encontravam: Katherine, Mye, Gabriel e a noiva dele, Simon e um enfermeiro que parecia que não estava em serviço.

- O que aconteceu com o seu pé? – a Katherine perguntou assustada assim que viu o gesso, coloquei a Cappellini sentada

- Caí e o que aconteceu com o Toby? – perguntou a de cabelos coloridos e eu virei minhas costas antes que a Kath pudesse responder, ouvi eles me chamando, mas ignorei e fui para o vestiário.

Vesti minha roupa de cirurgia o mais rápido possível e voltei passando por eles ao entrar na pré-sala de cirurgia. Lavei minhas mãos coloquei as luvas e entrei na sala.

Pude ver a agitação que estava lá e de acordo com o visor as coisas não estavam muito boas.

- Dreno – o Matt pediu, mas todos estavam muito ocupados e ele precisava rápido, peguei o mesmo e entreguei a ele. Que fez sinal com a cabeça. – Pinça e gaze – entreguei para ele a pinça com a gaze enquanto segurava o dreno. Mas outra veia que nem estava perto da onde ele estava mexendo estourou.

- Pressão arterial caindo – o Tom, o anestesista, avisou

- Alec – o Matt me olhou e eu concordei indo conter o sangue que já se espalhava – coloquem mais uma bolsa de sangue – pediu

- Matt, não está coagulando – o informei e fui ver exatamente que veia que tinha pegado – Puts – soltei vendo que era a esplênica. Estávamos com o abdômen dele aberto e a veia que eu menos gosto se rompe sem mais nem menos. Fui tentar estancar o sangramento novamente mas o barulho de sem pulso apitou.

- Deixa comigo, tenta fazer o pulso voltar – o Matt pediu, dei espaço para ele indo para o desfibrilador

- Um... dois... três... – dei o choque e nenhuma resposta – aumenta – mandei – um... dois... três... – nada – de novo – pedi, e fiz mais umas duas vezes. Respirei fundo e olhei para o Matt negando com a cabeça, ele largou o que estava fazendo colocando o braço por cima dos olhos e abaixando a cabeça, com o que parece de um misto de frustação e tristeza.

- Horário da morte: 18:46



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