História MedHeart - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Amizade, Comedia, Comedia Romantica, Drama Médico, Romance
Exibições 15
Palavras 4.822
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Esse é o último capítulo que eu tenho pronto - terminei ele hoje mais cedo - agora só vou postar quando eu tiver pelo menos mais dois caps pronto.
É isso bye :*

Capítulo 19 - Goodbye, Toby...


Katherine

Essa cirurgia está demorando demais. Nela tem Matteo Cappellini e Alexander Mazzeti, deveria ser mais rápida. Ou será que só está demorando porque eu estou ansiosa? Eu estou assim porque vi do jeito que ele chegou. E sinceramente, duvido que mesmo os nossos melhores cirurgiões vão poder salva-lo. Até mesmo o Matt olhou diferente quando viu seu estado e isso estava me corroendo por dentro.

É claro que eu não vou contar isso para a Antonietta, do jeito que ela está agora, ela pira. E se acontecer alguma coisa com o Tobias eu realmente não sei o que pode acontecer com ela.

- E então? Como estão as coisas? – apareceu um homem com o cabelo castanho bem claro e os olhos registrados de um Cappellini: Azul acinzentado.

- Ainda está em cirurgia, o Alec entrou para a cirurgia também – a Mye respondeu e olhou por fim para a cara do menino que eu estava encarando

- Rafa? – eu e ela perguntamos juntas

- Blake, Castro – ele abriu um sorriso e abraçou primeiro a Mye e depois a mim – E aí Winner – sorriu fazendo um toque com o Simon, e então olhou para a sua irmã que estava com a cara de pura preocupação e ficou sério de repente

- Vai ficar tudo bem né? O Alec e o Matt estão juntos nessa cirurgia, então não vai acontecer nada com o Toby, certo? – perguntou a minha irmã vindo me abraçar pela cintura

- Vamos torcer para isso – falei só com o ar abraçando ela, apoiando meu queixo na sua cabeça.

- Aaaah chega, não vai adiantar nada ficarmos aqui, isso só vai deixar todo mundo ainda mais aflito e angustiado. Eu vou ir na lanchonete pegar café e alguma coisa para comer – encarei o Rafael, ele soltou a Nina e foi em direção ao elevador

- Essa impaciência dele não muda nunca, credo – comentei olhando por onde ele tinha ido

- Ele é meio louco, né? – a Tatá me encarou

- Já viu algum Cappellini normal? – ri pelo nariz e respirei fundo angustiada

Narrador

No corredor da sala de cirurgia os dois amigos estavam encostados na parede. O mais velho com a mão pressionando os olhos e o outro com a cabeça encostada na parede. Sabiam que tinham que dar a notícia, mas sabiam que isso não seria fácil.

- Vai lá, Alec – o moreno olhou para o loiro

- Conta você, a sua irmã está lá – virou o mínimo possível para olhar para o amigo

- Exatamente por isso não vou conseguir contar – suspirou

- Eu posso não estar querendo falar com ela e me manter longe, mas eu não quero machuca-la – disse sincero, até porque ele perceberá que machuca-la significava se machucar.

- Vocês ainda não foram dar a notícia? – o anestesista apareceu, os dois amigos trocaram olhares

- Tom?! – olharam sugestivos

- Nem pensem, não vou fazer a Nina chorar. Vocês se viram com isso – disse virando as costas para o lado contrário da porta de saída.

- Alec, vamos ter que contar de qualquer jeito e você sabe disso – deu uma pausa encarando o amigo – Vamos – começou a caminhar para a porta onde todos os esperavam e depois de suspirar o loiro o seguiu.

As portas se abriram e todos olharam para ela encontrando os dois amigos, a expectativa era grande e todos que estavam sentados se levantaram. O moreno respirou fundo e o loiro fechou os olhos por alguns segundos e então negaram com a cabeça. A tristeza foi geral, sem precisar dizer uma palavra todos já haviam entendido e pela forma que os amigos reagiram, os dois investigadores e o engenheiro junto com a sua namorada entenderam que o piro havia acontecido.

As duas irmãs choravam abraçadas uma na outra. A chefe dos cirurgiões respirava fundo tentando segurar o choro enquanto tinha a mão no rosto, tentando não deixar ninguém ver. O detive Moraes foi até ela a abraçando e confortando, fazendo assim ela desabar em lágrimas, com o rosto escondido contra o peito do detetive.

Flash Back On ~

Sete anos atrás

A Cappellini do meio estava no começo do quinto semestre de medicina e um dos seus melhores amigos de dês da terceira série estava no sétimo, os dois no momento estavam no quarto do menino no dormitório do campus, onde ele morava.

- Nina, não adianta você ficar assim. Foi você que terminou com ele – Tobias passava a mão no cabelo da garota que chorava em seu colo

- Eu sei – soluçou – Mas Toby eu não consigo perdoar ele. Ele mentiu para mim – soluçou abraçando um ursinho, o seu favorito, que tinha carregado até o dormitório de seu amigo, depois que lembrou quem tinha a dado jogou o urso longe puxando o travesseiro do amigo e abraçando

- Me conta o que aconteceu de novo – pediu o menino fazendo cafuné no cabelo da amiga

- Foi assim: lembra que algumas semanas atrás o demônio falou que iria viajar com o pai dele, lá para onde eu não lembro onde é?

- Sei muito bem onde fica esse lugar, nossa – falou irônico e fez a menina fazer bico

- Posso continuar? – pediu, lágrimas ainda não tinha parado de descer

- Pode – sorriu o amigo limpando as lágrimas dela

- Então a Kiara...

- Iiiih a Kiara está envolvida? Então pode apostar que é mentira – a interrompeu

- Por que ela mentiria sobre o irmão dela?

- Quando ela e a Carina não estão mentindo? Ainda mais para você sobre o Alec?

- Mas ela não tinha motivo para isso. Ela só queria jogar na minha cara mesmo – fungou e mordeu o lábio por um instante para segurar o choro – aí a Kiara me mandou uma mensagem que dizia o de sempre: que eu era desnecessária, uma vadia que só estava sugando o irmão dela, que ele não queria nada comigo, que só estava me usando, que isso não passava de uma aposta com os outros amigos dele e principalmente com o Lorenzo de quem iria me comer primeiro e blábláblá. Mas como você sabe eu não liguei para isso porque, afinal, não se pode confiar em nada mesmo que sai da boca daquela infeliz.
“Mas aí depois ela mandou outra mensagem que falava: você acha mesmo que ele está viajando com o papai? O papai está aqui comigo e com a mamãe, ele está viajando com outra pessoa ou devo falar com outra mulher?”
“Aí ela mandou anexado uma foto do zio Bert com a zia Anne e depois me mandou outra mensagem que dizia: Se você acha que eu estou mentindo, fotos podem provar o contrário, não? E tinha anexado fotos do Mazzeti de mão dada com outra mulher em um aeroporto. Depois ele dançando colado com ela, com mãos na bunda e na perna dela. Depois os dois SE BEIJANDO e por último uma self da mulher com ele do lado deitado sem roupa apenas com o cobertor tampando da cintura para baixo e adivinha quem era a mulher? Carolina Wilson” – terminou de contar a história revoltada

- Eu não posso acreditar que o Mazzeti fez isso mesmo – dizia Tobias incrédulo

- E ele ainda tem a cara de pau de vim com a cara mais lavada do mundo me ver como se tudo estivesse bem – respirou fundo a menina pegando uma colher de sorvete

- Você falou com ele sobre isso? – perguntou o amigo

- Toby se eu ver ele eu mato ele. Ele é um idiota – ela agora ainda soltava algumas lágrimas, mas não estava chorando igual antes de contar a história, ela estava irritada agora

- Hey vai ficar tudo bem, Okay? – segurou o rosto da menina entre as duas mãos fazendo-a o encarar e olhando no fundo dos seus olhos. Ela concordou com a cabeça e as lágrimas voltaram a rolar

- Mas Toby, dói muito – voltou a chorar e o amigo abraçou ela

- Estou aqui com você, não se preocupe. Não esqueça que tudo muda e mesmo o maior amor do mundo um dia vai embora – afagou os cabelos, ainda castanho claro, no meio do abraço

- Mas você vai ficar comigo para sempre, certo? – fungou – Você foi a única pessoa que ficou quando eu mais preciso – apertou o abraço

- Como eu poderia deixar minha baixinha encrenqueira? Até mesmo quando estávamos em escolas diferentes sempre estávamos juntos, certo? – concordou com a cabeça ainda no abraço – Então não a nada nesse mundo que possa me separar de ti – ele a apertou mais contra os braços suspirando – E não ligue para o Mazzeti, você merece coisa melhor que ele e ele vai perceber o quanto perdeu. Agora vamos comer brigadeiro? – separou o abraço limpando o rosto da amiga e abrindo um sorriso reluzente para ela.

Flash back Off ~

Todos estavam sentados na sala da Cappellini – o lugar mais perto do hospital e que estava arrumado graças a Katherine que arrumou quando chegaram – o clima estava tenso e ninguém falava nada. Eles tinham que cuidar das coisas, tinham que contar para a família, mas naquele momento ninguém queria fazer nada.

- Quem vai contar para a tia Rosa? – perguntou a última pessoa que eles pensaram que falaria algo, a que era a mais apegada com ele, Antonietta Cappellini. Todos se entreolharam, alguém tinha que contar para a mãe do Tobias.

- Eu conto para a tia Rosa – o Simon se pronunciou

- Eu vou com você – disse o Detetive Christian e o artista formou a palavra obrigado com os lábios

- Eu vou ver o que aconteceu com aquele carro – o Lucas falou se levantando do lado da Valentina deixando um beijo na cabeça dela, ele queria ver o que havia causado a morte do seu amigo.

- Eu vou com você – o Rafael também se levantou do degrau da escada onde estava sentado.

- Vai fazer o que lá, Cappellini? – perguntou o detetive

- Esqueceu que eu sou formado em Engenharia Metalúrgica e Mecânica? – o mais novo levantou uma sobrancelha

- Okay, vamos – se deu por vencido o mais velho e os dois se foram

- Eu vou cuidar do velório – falou o mais velho dos Cappellini respirando fundo com a cabeça para trás

- Vai fazer o velório onde? Em uma funerária? – perguntou o Gabriel

- Seria o melhor lugar – comentou o Diretor ainda olhando para cima

- Eu e o Gabe iremos ajudar a cuidar do velório contigo – falou o Fernando e o Matteo concordou com a cabeça sem desviar os olhos do teto

- Eu vou avisar os mais próximos e tentar que isso não saia nos jornais. Não queremos que vire uma comoção – falou a Katherine e a Antonietta olhou para ela concordando com a cabeça. Ela também não queria que o pai dele ficasse sabendo ou aparecesse no velório dele. Ele era a pessoa que o Toby mais odiava e consequentemente que a Valentina mais odiava.

Tobias vinha de uma rica família tradicional, sendo o seu pai um machista preconceituoso. Quando pequeno viu sua mãe sendo agredida um milhão de vezes sem poder fazer nada, a viu aguentar tudo por causa dele. Quando cresceu entendeu que aquilo era muito errado e sempre brigava com o seu pai para proteger a sua mãe, mas acabava espancado.

Quando descobriu sua sexualidade teve que esconder do seu pai por um longo tempo e quando ele descobriu, o menino apanhou tanto, mais tanto que teve que ir desacordado para o hospital e isto ainda sem o pai ver, pois não queria que o menino fosse atendido.

Chegando no hospital Michelangelo Cavaggio fora atendido por Antonella Mazzeti, a qual ficará abismada com a situação e logo contatou as autoridades, que não fizeram nada para resolver, alegando que era assunto de pai e filho, assunto de família.

Quando viu seu filho quase sendo morto por apenas amar de um jeito que os conservadores não acham certo, Dona Rosália decidiu então se divorciar do marido, mas este não queria de jeito nenhum assinar os papéis. Então a senhora teve que ameaçar sua reputação e de sua empresa para por fim conseguir se ver livre do carrasco.

Assim que Tobias melhorou – tendo tratamento todo bancado pelos diretores da época (Cappellini e Mazzeti) – soube que seus pais haviam se separado e que sua mãe com muito custo conseguiu alugar uma casa simples de dois cômodos, já que seu pai se negara a dar-lhe qualquer tipo de ajuda e proibiu-a de levar qualquer coisa da antiga casa, até mesmo as roupas.

Então assim ele prometeu que ajudaria as outras pessoas e faria seu nome ser um dos mais respeitados do país e ganharia dinheiro suficiente para deixar sua mãe viver como uma rainha e isso realmente chegou a acontecer. Tobias Sumpter é o nome de um dos maiores oftalmologistas do país, ou melhor era.

- Eu vou contigo, tenho alguns contatos que podem ajudar – disse a Lilian

- Eu vou com vocês, não vai ser tão fácil assim conseguir que não publiquem nada do famoso doutor Sumpter – disse a Melanie

- Mel, não deixe o seu pai saber – pediu o namorado e ela assentiu, já que sabia que seu pai era amigo do pai do Tobias

- Eu vou ir falar com o Oliver – disse a Mye, então todos saíram, sobrando apenas a Thalia, a Isadora, o Alexander e a dona da casa.

- Tatá e Isa, podem ir no mercado comprar algumas coisas para eu poder fazer? – pediu o vice-diretor

- Pode falar, Alec – concordou a Thalia, ele foi até a gaveta do rack, pegando uma caneta e um papel e escrevendo algumas coisas. Entregou o papel com o cartão de débito e as duas saíram, não antes da Isadora dar uma longa encarada nos dois que estavam ficando no apartamento.

A dona do apartamento respirou fundo e se levantou passando pelo amigo do irmão que estava em pé perto da escada e indo subir.

Mas o menino segurou seu braço a parando e sem dar tempo dela contestar puxou ela para junto de seu corpo e a abraçou apertado a aconchegando em seus braços, onde ela começou a chorar desesperadamente.

No pátio da polícia

O engenheiro e o detetive olhavam o carro agora todo desforme e chamuscado. Tinha dado perda total na Ranger e eles observavam o pouco que sobrou. Mas uma coisa estava incomodando o detetive, que deixou o mais novo analisando e em um canto discou os números do diretor do hospital.

- Matt, como era os ferimentos do Toby? – perguntou assim que foi atendido no terceiro toque

- Traumatismo craniano, escoramentos pela face, torso e pernas e grave ferimento abdominal, seguindo por hemorragia – respondeu

- Não tinha nada de queimaduras, certo?

- Não

- Okay, valeu – desligou.

Ficou pensando ainda com o celular na mão: o carro não havia pegado fogo enquanto o Tobias ainda estava dentro do carro. O carro pode apenas ter explodido quando a gasolina começou a vasar e já não tinha mais ninguém dentro? Poderia, mas não demoraria tanto assim e pelo menos chamuscado o corpo estaria. Alguém poderia ter colocado o fogo depois discretamente para assim eliminar provas que poderiam estar escondidas no carro e causado o “acidente”, mas qual seria o propósito de tentar algo contra o Tobias?

Ele continuou tentando responder essa pergunta, mas nada parecia ser um motivo que faria alguém ir tão longe. Voltou para perto do amigo, guardando seu celular no bolso.

- E então especialista? – provocou e o mais novo saiu de baixo do carro, onde havia se enfiado para analisar melhor

- Freios foram cortados e provavelmente colocaram fogo para esconder isso. Mas mesmo colocando fogo, quando você corta o fio do freio a liga na parte de baixo do carro deixa uma marca, que não seria tão fácil assim vocês acharem. Só sei disso pois sou obrigado a saber sobre as propriedades e formas. Além de que não foi queimado por causa do tanque de gasolina que vazou, o carro do Alec era mexido, eu mesmo desenhei e produzi peças forte o suficiente para o carro dele, para que coisas assim não acontecesse – falou as anomalias que achou

- Esse carro é do Mazzeti? – perguntou o Lucas surpreso e confuso

- Sim, faz uns três anos que ele tem esse carro e não empresta ele para praticamente ninguém. É o xodó dele e agora está destruído – riu o Rafael

Então quer dizer que o Mazzeti, que nunca empresta seu precioso carro para ninguém, resolve de uma hora para outra emprestar seu carro para o Tobias. Justo quando acontece um acidente com seu carro, conveniente não? Mas por que o Alexander faria algo contra o Tobias, sendo que ele foi ajudar na cirurgia? Algo não está se encaixando... A menos que não fosse para o Tobias. Como o Mazzeti usa esse carro a anos e todos sabem que ele não empresta para ninguém, podem ter mexido no carro para que fosse usado pelo Alexander e convenientemente nesse dia, por algum milagre, ele emprestou o carro para o Tobias e usou o outro.

Então no final a vítima visada não era o Tobias e sim o Alexander. Mas por que? – pensava o detetive concentrado, enquanto isso o engenheiro colocava sua blusa, qual havia tirado para entrar em baixo do carro.

- Hey Luke, me dá uma carona até o apartamento da Nina – pediu o mais novo tirando o outro de seus pensamentos

- Eu vou para lá também, vamos aproveitar e levar alguma coisa para ela comer – disse

A alguns minutos para o corpo ser enterrado

Katherine

O velório foi tranquilo. Todos nós viramos a noite aqui, mas todos ainda estavam abalados, principalmente a Dona Rosa, que chorava inconsolavelmente. Sabia que a Antonietta estava segurando o choro e que se não fosse por todas as pessoas aqui e por ser a última vez que estaria vendo o rosto do Toby, ela também estaria chorando incessantemente.

Eu estava sentada encostada no Matt que tinha um braço sobre o meu me abraçando de lado. A Nina tinha saído com o Rafa para tomar um pouco de ar fresco, já que, segundo ela, o cheiro da funerária estava dando dor de cabeça nela.

A tia do Toby havia chamado um padre, já que a família era católica e ele chegaria a qualquer minuto para fazer a missa antes do corpo ser liberado e enterrado.

Só foi eu pensar que o padre chegou sendo seguido pelos dois Cappellini. Todos se levantaram e depois dele olhar para o Toby e cumprimentar a família ele começou a falar as palavras de conforto e fazer a missa. Quando ele começou a minha mente vagou para muitos anos atrás.

Flash Back On ~

Eu estava completamente arrasada por ter visto o infeliz do Matteo com gracinha com um patricinha da escola. Não estávamos namorando ainda, mas mesmo assim eu já gostava daquele traste, ainda que só fizesse dois meses que eu o conhecia.

De repente a porta do meu quarto foi arrombada por um menino e uma menina. A menina nomeada Valentina Cappellini, escancarou as janelas do meu quarto deixando a claridade entrar, enquanto o menino, nomeado Tobias Sumpter, puxava sem nenhuma gentileza as cobertas que estavam me escondendo.

- O que foi, Blake? – se sentou ao meu lado me fazendo o olhar

- Certeza que foi o Matt – disse a minha melhor amiga subindo na minha cama e depois se sentando do meu outro lado cruzando as pernas como índio.

- Por que seria seu irmão? – escondi o rosto no travesseiro emburrada

- Para, Katherine, todo mundo sabe que você gosta do Constantine – o Toby deitou a cabeça no meu travesseiro ao lado da minha cabeça que eu estava escondendo – E então? O que o Matteo fez? – perguntou curioso

- Ele estava com a Ângela – falei contra vontade

- Aaaah com a Ângela? Se fosse com a Andressa ou com a Laila, tudo bem, mas com a Ângela? Por favor, né Katherine? – a Nina falou revoltada e eu funguei mesmo não chorando, mas a vontade estava grande

- A Laila não é aquela menina loira acobreado com os olhos verdes, que parece que agora trabalha como modelo e sempre foi apaixonada pelo Matteo? – perguntou o Toby, eu não conhecia a menina, mas do jeito que ele escreveu eu até me encolhi

- Ela mesma, se o Matt estralar os dedos ela vai com ele. Se ele pedir ela se joga na Br, mas ele nunca levou ela a sério. Já com uma certa mulata, não posso dizer o mesmo – cantarolou a guria mimada.

- Chega por sofrer por macho, Blake – o Toby mudou sua postura – Não importa com quem ele estava de gracinha: Ângela, Laila ou o caralho a quatro. Não quero ver você pelos cantos chorando por causa dele. Agora você vai levantar, entrar naquele banheiro e tomar um banho bem tomado. Vamos separar sua roupa, vai fazer sua maquiagem e depois vamos sair para ele se arrastar e sofrer por você, não o contrário. Agora, anda, levanta essa bunda da cama – bateu na minha bunda e me arrastou da cama para o meu banheiro me trancando lá dentro

- Você tem quinze minutos – falou com uma voz divertida a menina do outro lado

Dois anos depois

- Você vai mesmo embora, Kath? – me perguntou a Nina segurando o choro, mas o nariz vermelho e a linha da boca dela entregavam

- Eu vou, encrenqueira mimada – a abracei bagunçando o cabelo dela e ela me apertou – Mas não se preocupe, vamos nos falar sempre, Okay? – perguntei nos separando

- Okay – assentiu com a cabeça também.

No aeroporto comigo estava minha família, a qual eu já me despedi, o Alec, a Nina e o Toby, já que o Simon tinha ido para a França duas semanas atrás e eu estava a caminho da Suíça agora.

- Vê se não some – disse o Toby, o último a se despedir

- Você também não e cuida deles para mim – pedi e o apertei

- Pode deixar, mas você também se cuide. Não importa o que tenha acontecido entre você e o Matteo que fez você tomar essa decisão, não guarde isso no coração. Sentimentos ruins não devem ser guardados, só vão te fazer mal. Não deixe a magoa que você está sentindo por ele agora, acabar com o amor que está guardado no seu coração e transformar isso em ódio. A gente só é feliz quando decide ser feliz, ninguém nos traz felicidade ou nos faz feliz. Esse poder está em nossas mãos – pronto eu já estava chorando m seus braços – Como disse Vinicius de Morais: “A vida só se dá para quem se deu, para quem amou, para quem chorou, para quem sofreu, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada” – citou a música e eu já soluçava, porque sim, estava doendo muito o rombo que o Matteo fez no meu coração – Aproveita lá, até porque no final desse filme todo mundo morre.

Flash back Off ~

Ao lembrar dessa última frase dele eu desabei em lágrimas abraçando o Matt que estava ao meu lado.

Que no final desse filme todo mundo morre eu sei, mas porque você teve que ir agora? E quem vai me dar os melhores concelhos e me aguentar, além da Nina, chorando por causa do Matteo? Quem vai ser o nosso pai do grupo? O que cuida da gente e nos dá bronca quando precisa? Quem vai estar do nosso lado em todos os momentos agora?

O padre finalmente terminou a missa e colocaram o caixão dentro do carro funerário, e agora iriamos nos separar para ir para o cemitério.

- Eu não vou no cemitério – falei, não quero ver colocarem ele embaixo da terra

- Eu também não vou – falou a Nina vindo para o meu lado

- Então eu... – interrompi a Thalia

- Não, vocês todos vão e nos represente lá. Eu vou com a Ni para casa – disse por fim, enlacei o braço dela e nos levei para o meu carro, dando a partida

- Não esquece de passar naquela flor e cultura – a Nina lembrou, estávamos com a mesma ideia, mesmo praticamente não tendo nos falado dês do que houve com o Toby.

Passei na flor e cultura favorita do Tobias e segui para o edifício da Nina. Estacionei e descemos, subimos no elevador, parando por alguns segundos no apartamento da Nina para pegar uma Smirnoff e depois subimos para o terraço do prédio, era restritamente proibido subir ali e não tinha a vista mais alta ou bonita da cidade, mas era um dos nossos lugares favoritos.

Nos sentamos perto da beira e ficamos olhando para a cidade a nossa frente, dei uma rosa para ela e ela abriu a garrafa dando um gole e passando para mim.

- Aqui jaz Tobias Felipe Sumpter, melhor amigo, melhor pessoa do universo e a única pessoa que não merecia. Eu espero que você esteja me ouvindo, Toby, do lugar onde você estiver. Confesso que eu não sei como eu vou conseguir viver sem ti. Não importa se ficávamos um dia ou três meses sem nos ver, você foi aquele que sempre esteve comigo desde que nos conhecemos. Podíamos não estar grudados toda hora, mas sempre que eu precisava você aparecia. Você me apoiou e nunca me julgou, sempre estava com o seu colo pronto para eu poder chorar e choramingar sofre minha vida, mesmo tendo a vida mil vezes pior do que a minha. – a Nina fez uma pausa respirando fundo, passei a garrafa para ela

- Você esteve lá quando precisávamos de um puxão de orelha e sempre foi o melhor a nos dar concelhos, mesmo não sendo bom para seguir os próprios, e para nos confortar. Tinha as melhores e mais certas palavras para cada momento. Foi o que nos livrou de muitas merdas e se não fosse por você era nós que não estaríamos mais aqui ou estaríamos mortas. Muito obrigado por absolutamente tudo o que fez por mim, na verdade por nós – olhei para a Nina e lágrimas silenciosas saia de seus olhos enquanto eu falava – Não deixe de nos olhar, sei que é pedir demais, mas sempre esteja com nós, vai ser muito difícil sem você aqui e me desculpa por todas as vezes que te preocupei e te xinguei.

- Saiba que te amamos muito e verdadeiramente. Espero que agora, onde quer que você esteja, esteja bem, pois você merece nunca mais sofrer na vida. Não se esqueça, que não importa o que o homem que te botou no mundo tenha te chamado ou ti falado, nada daquilo era verdade. Sei que você guardava tudo o que aquele monstro te dizia no fundo do coração, mesmo me falando milharas vezes para não fazer a mesma coisa, e não deveria ter feito isso. Você se tornou um dos médicos mais respeitados desse pais sem a ajuda dele e conseguiu o que queria: Que a tia Rosa vivesse como uma rainha. Todos nós temos muito orgulho de ti e te amamos de mais.

- Sim, te amamos muito e por favor, fique em paz – eu disse por fim e jogamos a rosa no ar.

Deitei no chão olhando para o céu que já começava a querer escurecer. Senti a Nina se deitar ao meu lado e ficamos observando em silêncio.

Narrador

Em algum lugar do Brasil:

- Fez o serviço? – uma voz falou através do telefone

- Mandei fazerem, mas uma outra pessoa estava com o carro – outra voz respondeu

- Você não mexeu no carro do Mazzeti? – a primeira voz começou a ficar nervosa

- Sim, foi no carro do Mazzeti, mas parece que ele havia emprestado para outra pessoa

- Que outra pessoa?

- Seu filho

- Que filho? Não tenho filho. Não posso chamar aquela aberração de filho

- Era ele que estava no carro.

- Tudo bem, não tivemos nenhuma perda. E conseguiu se infiltrar no hospital?

- Isso foi fácil. Eu falei que dessa parte eu cuidava. Eles nem desconfiaram.

- Pelo menos uma notícia boa. Agora continue com o plano.

- Só acho que não foi uma boa ideia ter mandado colocar aquela bomba no carro da Cappellini

- Concordo, mas está tudo sobre controle agora. Consegui colocar gente dentro da polícia, eles não vão achar mais nada.

- Não é mais fácil comprar os detetives ao invés de gastar com mais gente?

- Eles não são compráveis, senhor.

- Quem está com o caso?

- Um tal de detetive Vilela e detetive Moraes

- Já ouvi sobre um Moraes, mas ele é promotor e o Vilela que eu conheço já se aposentou a anos. Não conheço esses. Qual quer coisa se eles derem problemas, apague.

- Pode deixar. Vamos conseguir destruir a família Cappellini e a família Mazzeti, começando com o bem mais precioso deles, essa merda de hospital.

- Foi pela destruição deles e apenas por isso que me aliei a você, Wilson.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...