História MedHeart - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags Amizade, Comedia, Comedia Romantica, Drama Médico, Romance
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Palavras 11.610
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction MedHeart - Capítulo 2 - Capítulo 1

Antonietta

 

Estacionei meu carro ao lado de um Audi R8 Spyder, também conhecido como carro do Alexander Tullio Mazzeti ou melhor amigo do meu irmão mais velho. Desci do carro pegando meu jaleco, meu café e minha bolsa. Olhei para o carro ao lado do meu: Será muita maldade riscar ele? O Alec vai me matar muito? Mas ele merece, a última vez que eu cheguei do trabalho ele estava com o pé sujo no meu sofá branquinho.

Deixa para lá. Não to afim de me estressar no meu primeiro dia depois de dois meses de férias na casa dos meus pais. Apesar de que o Matt já vai me querer me matar por ter colocado o meu carro na vaga dele, mas a culpa não é minha se um desprezível mini cooper rosa, que infelizmente eu sei bem quem é a dona, estava no meu lugar.

Parei de divagar em frente aos carros e comecei a andar na direção da entrada do hospital. Mas antes de entrar parei para admirar o lugar que eu estava morrendo de saudades: o hospital Michelangelo Caravaggio, o qual o meu papa é dono.

Okay, não ele sozinho. Constantine Matteo Cappellini V, Vincenzo Bertoli Mazzeti – ou para mim apenas zio Bert – e o Jorge Wilson dividem as ações em 50, 45 e 5% do nosso querido hospital. Constantine Matteo Cappellini VI – ou mi fratello – é o diretor e o Alec é o vice-diretor.

Meu papa colocou o Matt como diretor depois que decidiu se aposentar, o Matt cuida do hospital, meu irmão mais novo o Ottaviano Rafael Cappellini, cuida da metalúrgica – ele e a Donatella (mi mama) são os únicos engenheiros da família – e eu cuido da produtora – apesar de ser a chefe dos cirurgiões, mas eu consigo dar um jeito – é minha família não foca só em uma coisa.

Parei de admirar o hospital e voltei a andar, passei pela captiva branca ao lado da onde deveria estar o meu carro, isso significa que a Katherine ivy Blake – aka minha melhor amiga – já esteja aqui, isso é milagre, ela chegar cedo no hospital .

Voltei a andar entrando no hall do hospital. Fui andando na direção da recepção. Já na entrada eu vejo as duas recepcionistas, uma era a Ellen e a outra eu não conhecia. Estava entrando pela porta dos funcionários que dava direto no nosso estacionamento.

- Você não pode passar por aí. E não acho adequado tipo de pessoas como você entrar nesse renomado hospital, nem dinheiro deve ter – falou a que eu não conhecia. Não gostei dela, nunca nesse hospital rejeitamos qualquer paciente, mesmo se esse paciente tiver dinheiro ou não, não nos importamos. E isso ainda é preconceito.

- Vanessa você é louca? Desculpe doutora Cappellini, ela é nova aqui e não conhece a senhora – Falou a Ellen

- Tudo bem Ellen, não me chame de senhora, hein – fiz careta – E depois eu vou conversar com o Matteo sobre isso, os modos de uma recepcionista tratar os pacientes – falei olhando a outra, séria – Agora tenho que ir, bye bye – dei tchau e entrei no elevador

Apertei no meu andar que é o sétimo e esperei, as portas se abriram e eu fui em direção a minha sala e lá estava a Samantha na mesa dela na frente da minha sala, ela é a minha recepcionista.

- Buongirno Sam – falei de frente para a mesa dela a assustando

- Annie? – ela perguntou surpresa e eu tive que rir

- Não, um fantasma – tombei a cabeça, e em um segundo ela estava me abraçando

- Que bom que voltou, não aguentava mais o ser que estava no seu lugar, nunca mais entre de férias, entendeu? – falou depois de nos separar e eu ri

- Relax, Sam, para que todo esse estresse, I’m Back

- Isso porque não foi você que teve que aguentar a Carolina Wilson por dois meses

- Por que ela ficou aqui? Sendo que nem médica ela é? Não acredito que o Matteo permitiu – falei com raiva e indo em direção a porta da minha sala coloquei a mão na maçaneta e a ficha caiu – Espere um segundo, se você teve que aguentar ela, isso quer dizer que ela ficou no meu lugar? Não me diga que ela ficou na minha sala – pedi respirando fundo e fechando os olhos enquanto rodava a maçaneta

- Er... digamos que sim – pude sentir o sorriso amarelo que a Sam deu

Abri os olhos e vi o que o meu consultório se transformou, tinha coisas rosas para todos os lugares em que olhasse, as coisas dela estava em cima da minha mesa, assim como sua bolsa.

- Hoje eu mato alguém – trinquei os dentes

- Teoricamente você não pode falar isso sendo uma médica, Annie – a Sam falou atrás de mim

- Samantha, Shiu – avisei

- Quer que eu suma com tudo isso? – ela perguntou rindo da minha cara – Por favor deixa eu colocar fogo – pediu

- Pode queimar tudo, só não queime a pessoa porque isso eu vou fazer – sorri sadicamente– E é para você destruir tudo mesmo, e relaxe que não vou deixar nada acontecer com você – sorri para ela – Agora onde está aquela vadia?

- Provavelmente no refeitório com o Doutor Mazzeti

- Ótimo posso me livrar de dois de uma vez – deixei minhas coisas em uma mesa na sala e dei meu café para a Sam

- Boa sorte – disse a Sam enquanto eu ia para o elevador novamente, só que dessa vez para o primeiro andar

**

As portas do elevador se abriu revelando o andar só de refeitório, o andar era todo livre e tinha no núcleo um “buraco” – vamos colocar assim – que dava visão para o térreo, e por todos os lados tinha cadeiras e mesas em mármore preto espalhadas. Tinha máquinas de café e “guloseimas” – que vocabulário de velha eu usei agora – espalhadas também. Tinha a cantina do Tio Olavo, que cuida da cantina desde que eu me lembre por gente. E no canto tinha a porta para a cozinha onde fazia a comida para os pacientes. Apenas nesse andar o poço do elevador é de vidro, dando visão para os que estão dentro do mesmo ver o andar e os que estão fora ver os que estão no elevador, mas apenas o elevador comercial. O de transporte de pacientes era normal.

Dei dois passos saindo do elevador e encarei o local tentando identificar os dois seres. Até que uma voz me chamou a atenção e eu acabei os encontrando junto com mais uma pessoa.

- E preste atenção sua rapariga – e logo cedo Katherine Blake caçando confusão – A próxima vez que eu ouvir algo parecido com o que acabou de sair desse lixo que você chama de boca pode ter certeza que você fica sem língua – ela disse apontando o dedo no meio da cara da Carolina Wilson

- Kath calma – pediu o ser ao lado da vadia Wilson

- Calma porra nenhuma, Alec, e não se meta – apontou um dedo mandando o vice-diretor do hospital ficar quieto, e o mesmo obedeceu

- Só falei a verdade, não tenho culpa se você tomou as dores da sua amiguinha – falou a puta loira

- Olha aqui sua vadia de zona de quinta categoria, não me deixa perder o controle se não eu vou dar nos dois lados da tua cara – falo a Kath mexendo o dedo e a cabeça mostrando que a briga estava ficando séria, então acho que eu tenho que ir lá, não posso deixar a Kath bater nessa vadia antes de mim.

- Vamos ver se você tem coragem suficiente, querida – falou a vadia se levantando, e eu apressei o passo chegando a tempo da Kath bater nela

- Ela pode não ter, mas eu com certeza tenho – falei logo depois dando um soco no nariz dela

- NINA – e essa foi a Kath se jogando em cima de mim – QUE SAUDADES, COMO VOCÊ VOLTA ASSIM E NÃO ME AVISA – falou nos separando – amei seu novo cabelo metade lilás metade azul - passou a mão, bagunçando ainda mais, meu cabelo

- Kath eu estou tentando matar uma pessoa, depois eu te conto tudo o que aconteceu nesses últimos dois meses, juro – disse e olhei fixamente para a puta loira que tinha a mão no nariz

- Como você ousa bater em mim? – perguntou perplexa só falando agora

- Bati e bato de novo, se você ousar ameaçar a Katherine ou mexer nas minhas coisas – a olhei de braços cruzados

- Essa sua amiguinha vai para rua hoje mesmo – ela falou e por baixo da mão ela estava com um sorriso que me irritava

- Vamos ver então, se de tanto o seu pai perturbar acontecer alguma coisa com a Kath, pode ter certeza que você vai desejar morrer quando cair na minha mão – apontei o dedo na cara dela

- Chega, Nina – falou o Alec me segurando pela cintura e me puxando dali

- Pode apostar se você se atrever a tocar um átomo seu nas minhas coisas novamente, você morre – falei apontando o dedo para ela enquanto o Alec me tirava dali, ele me colocou dentro do elevador – Está bem Alec, me solte – pedi e assim ele fez, me encostei na parede do elevador cruzando os braços e ele apertou o botão para o décimo terceiro andar – Porque o décimo terceiro? Meu consultório é no sétimo

- Nós vamos para a minha sala. Você quebrou o Nariz da Carol, acha mesmo que eu vou deixar você ir assim para a sua sala? – perguntou me olhando óbvio e eu revirei os olhos para o apelido da putiane

- Qual é Alexander? – pedi descruzando os braços e jogando o meu corpo para frente para o olhar

- Não, Nina. – cruzei os braços novamente soltando meu corpo contra a parede do elevador – você sabe que agora o senhor Wilson vai ficar perturbando o Matt para demitir a Kath – me olhou agora sério, falando que eu tinha feito merda

- Mas o Matt não vai demiti-la – disse óbvia

- Então isso quer dizer que vai envolver nossos pais, e o cargo meu e do Matteo estarão em jogo, assim como o seu também vai poder estar

- E você sabe que nossos pais não mudaram nada, só mandaram o Jorge calar a boca. Eu não sei o que essa meretriz faz aqui. Isso é um hospital não um prostibulo – a obviedade emanava da minha voz enquanto o elevador se abria e ele segurava o meu pulso me levando para a sala dele, chegamos no mesmo eu entrei e me joguei no sofá preto de couro que se encontrava no canto, ele fechou a porta se jogando na poltrona.

- Eu sinceramente não sei porque vocês duas se odeiam. E isso é o que? Dês dos dez anos? – ele perguntou, mas estava muito claro que eu não responderia, até porque ele sabia o motivo – E acontece a mesma coisa com a Kiara e a Carina – ele falou pensativo, essas duas são as gêmeas vadias irmãs dele, ambas tem 19 anos

- Não tenho nada contra elas – dei de ombros para a ultima pergunta

- Não parece – me olhou – essa é uma tatuagem nova – ele falou e chegou perto para poder ver, é o R2D2 do Star Wars atrás da minha orelha direita, ele passou a mão nela

- Alec, para – falei quando ele deslizava sua mão para o meu queixo

- Por que não admite de uma vez que me ama? – perguntou sorrindo convencido

- Porque minha mãe ensinou que não posso contar mentiras – sorri de lado

- Por que é tão difícil assim admitir? – continuou com o sorrisinho

- Não é difícil, apenas não é verdade. É tão difícil assim aceitar que nem todas as mulheres desse hospital querem seu corpo nu na cama delas? – perguntei sorrindo sarcástica

- Será que existe mesmo? – e como sempre convencido

- Doutor Mazzeti t... – entrou sua nova secretária, a qual eu não conheço, nunca me dou bem com as secretárias dele e do Matt

 – Desculpe interrompe-los – não parecia estar nada arrependida

- Tudo bem, já estou de saída – falei me levantando enquanto o Alec jogava suas costas na poltrona tombando a cabeça para traz

- Nina, o Matt sabe que você voltou? - Perguntou me fazendo olhar para traz

- Provavelmente não – dei de ombros saindo da sua sala e indo para o elevador com sua secretária me seguindo com o olhar

Apertei o botão do meu andar e esperei por alguns minutos logo a porta já abriu, de cara encontrei a Sam na mesa dela.

- E então? – me perguntou e eu contei as coisas até a hora que o Alec me levou para o elevador – Mas então, se você entrou no elevador com o Doutor Mazzeti onde ele está? – fez cara maliciosa

- Na sala dele – dei de ombros indo para a minha sala – Qual o horário do primeiro paciente?

- Ás sete e meia

- Estarei esperando lá dentro, quando eles chegarem pode mandar entrar – disse por fim entrando dentro da minha sala.

Lembra que eu falei para o Alec que nem todas a mulheres do hospital querem ele? Então na verdade são apenas três que não querem o corpo nu dele na cama delas. A Kath, a Mye e, logicamente, Eu. Todo o resto morreria se o Alec pelo menos fizesse o que fez comigo a minutos atrás, bem todas que eu conheço pelo menos, já que essas novas eu não posso saber. E sim até a Sam morre por ele e pelo Matt.

Acho que citei um nome que vocês ainda não conhecem: Mye Castro, uma das neurocirurgiãs do hospital, além de ser uma das minhas melhores amigas.

Vocês devem estar se perguntando: Se eu sou a chefe das cirurgiãs, eu sou cirurgiã do que? E se eu sou Cirurgiã porque eu vou consultar?

Primeiro: Sou Cirurgiã-geral e neurocirurgiã, sou apta para operar qualquer um com qualquer coisa. Segundo: Porque além de Cirurgiã eu sou clínica geral, fazendo assim consultas.

 

 

Katherine

Cheguei mais cedo que o normal hoje no hospital, e olha que eu nem tinha consulta marcada cedo. Saí de casa sem tomar café, então depois de deixar as coisas na minha sala fui para o refeitório, me sentei em uma mesa qualquer e o Thales, o lindo do atendente filho do seu Olavo da cantina, veio me atender:

- Bom dia Doutora Blake – falou com aquele sorriso radiante dele

- Bom dia Thales – sorri de lado, eu ainda vou pegar ele, mas vamos com calma

- Vai querer o de sempre? – me perguntou depois que o respondi

- Ah com certeza, mas com um expresso duplo dessa vez e se quiser acrescentar me mandar um whatsapp depois, eu aceito – levantei uma sobrancelha ele me olhou mordendo o lábio

- Vou trazer o seu pedido – falou saindo logo depois, lindo como sempre

Meu dia tinha começado ótimo, só estava faltando a Nina para dar em cima do Thales junto comigo, mas tudo bem só falta um mês para ela voltar, e ela realmente estava precisando de férias. Ela estava pegando plantão a quatro meses seguidos praticamente, nem dormindo direito ela estava.

Tudo isso porque terminou com o nojento do Eduardo, sério eu odiava ele desde a primeira vez que eu o vi, ele ainda estava dando em cima da Putilson – apelido carinhoso para a Carolina Wilson – fala se não é filha da putagem. Ainda bem que ela terminou com aquele traste, até o Matteo e o Alec eram melhores que ele. O melhor é que o Eduardo apanhou feio do Alec e do Matteo, mas a Nina ainda não sabe já que foi depois que ela foi para a Itália.

Pelo menos alguma coisa de bom aquele traste do Matteo fez, que foi mandar a Nina de férias, além de bater no Eduardo claro. Por falar na Nina eu tenho que levar o Frued para tomar banho, o Yorkshire Terrie mini que o Rafa deu para ela, o Frued mede um pouco mais que a palma da minha mão <3

- ...Mas fala a verdade, Le, o hospital está muito melhor sem ela. Poderia continuar assim para sempre – e meu dia acaba de ser estragado, retiro o que eu disse, quero a Nina de volta agora. Por que porra a Putilson veio sentar tão perto de mim, ATRÁS de mim sendo que tem o refeitório INTEIRO para ela sentar pqp.

- Para com isso Carol, a Nina é a Chefe dos cirurgiões, além de ser filha do acionista majoritário – e essa era a voz do Alexander, isso mesmo Alec, continue defendendo a Nina

- Aqui está Doutora Blake – falou o Thales me entregando os Cupcakes e o meu expresso

- Obrigado, Thales, e não esquece, hein? – pisquei para ele que riu

- Amor dá para nos atender aqui logo? Está o vice-diretor aqui, acho que ele tem prioridade em relação a médicas de segunda classe – falou a Putilson, ela acha o que? Que é dona daqui? Tá tudo bem, talvez ela seja um pouquinho dona daqui, com uma mão levei minha xicara de café até os lábios e com a outra levantei meu dedo do meio para traz na direção dela, sem nem virar o rosto

- Le, como você e o Ma podem aceitar funcionárias assim? – falou inconformada com o Alec, me dá um nó no estomago, um refluxo toda vez que ela fala esses apelidos nojentos deles

- Não é assim também, Carol, a Kath aqui só está abaixo da Nina, então pare com isso – falou o Alec, isso Alexander me defenda, por isso eu sempre irei te ajudar

- Que seja, voltando. Você não acha que deveríamos melhorar o líder dos cirurgiões? Até por que ela tem a gravadora já, e ela tem um problema muito sério, além de ser vadia e querer dar até para o atendente desse refeitório... – e ela continuou falando e falando da Nina.

- Puta que pariu, cala a merda da tua boca guria, só sai lixo da sua boca, sua lata de lixo ambulante – eu falei me levantando não aguentando mais ela falar tanta merda

- Olha do jeito que você fala comigo – ela falou sorrindo cinicamente, vou dar na cara dessa vadia

- Eu falo do jeito que eu quiser – falei cruzando os braços – E preste atenção sua rapariga, a próxima vez que eu ouvir algo parecido sair desse lixo que você chama de boca pode ter certeza que você fica sem língua – falei apontando o dedo no meio da cara dela

- Kath calma – pediu o Alec ao lado dela, na verdade ele não queria se meter, ele só estava fazendo o papel dele para depois ninguém falar que ele não fez nada

- Calma porra nenhuma, Alec, e não se meta – apontei o dedo e ele calou a boca

- Só falei a verdade, não tenho culpa se você tomou as dores da sua amiguinha – essa putilson está querendo apanhar muito

- Olha aqui sua vadia de zona de quinta categoria, não me deixa perder o controle se não eu vou dar nos dois lados da tua cara – ela realmente estava conseguindo me irritar

- Vamos ver se você tem coragem suficiente, querida – falou se levantando, puta que pariu, acho que ela perdeu a noção do perigo

- Ela pode não ter, mas eu com certeza tenho – falou uma voz que eu não ouvia a três dias e logo o nariz da putilson estava sendo amassado por um punho

- NINA – eu gritei me jogando em cima dela – QUE SAUDADES, COMO VOCÊ VOLTA ASSIM E NÃO ME AVISA – gritei para a vagabunda, ela estava com o cabelo diferente de novo – amei seu novo cabelo metade lilás metade azul – passei a mão pelos fios coloridos

- Kath eu estou tentando matar uma pessoa, depois eu te conto tudo o que aconteceu nos últimos dois meses, juro – observe essa vagabunda, fica dois meses longe de mim e me trata assim, vadia, falsiane. Não deu tempo de elogia-la desse jeito, o olhar dela já dava medo e estava fixo no nariz da Putilson

- Como você ousa bater em mim? – perguntou a Putilson perplexa e eu segurei a vontade de rir, porque sinceramente a Nina dá muito medo essas horas

- Bati e bato de novo, se você ousar ameaçar a Katherine ou mexer nas minhas coisas – mandou AQUELE olhar cruzando os braços

- Essa sua amiguinha vai para a rua hoje mesmo – falou a Putilson, pronto fudeo, o Senhor Wilson nunca gostou de mim mesmo, vai me mandar embora na hora que essa vadia falar alguma coisa para ele

- Vamos ver então, se de tanto o seu pai perturbar acontecer alguma coisa com a Kath, pode ter certeza que você vai desejar morrer quando cair na minha mão – falou apontando o dedo na cara dela

- Chega, Nina - falou o Alec pela primeira vez fazendo algo que preste e tirando a Nina dali

- Pode apostar se você se atrever a tocar um átomo seu nas minhas coisas novamente, você morre – falou usando o terceiro pior olhar que ela tem e apontando para a Putilson enquanto o Alec a tirava dali

- Vadia, ela ainda vai se arrepender de ter feito isso – falou a Putilson sozinha e eu a olhei com as sobrancelhas arqueadas – E você também, não pense que isso acabou – falou saindo com a mão no nariz

Eu sinceramente não sei quem ela vai procurar, o Alec acabou de sair com a Nina - sim eu shippo esses dois desde que conheço eles e eles ficam nessa enrolação dês daquela época – o Matteo ainda não chegou e ninguém mais suporta ela aqui. É perigoso ela dar para alguém, para tratar ela.

E falando no diabo olha quem aparece. O nosso querido diretor do hospital, o primeiro e único Constantine Matteo Cappellini VI. E pela cara está muito puto.

- O que foi Matt? Não deu a noite, por isso está com essa cara? – falei sorrindo sarcástica

- É que eu passei no seu ponto e você não estava lá nessa madruga, o que foi era sua folga? – perguntou sorrindo no mesmo tom

- Mas ontem foi o seu dia não o meu. Não me fala que você deu de graça, você sabe que tem que pagar contas – falei cruzando os braços

- Sério, para vocês dois – falou a Mye chegando nos interrompendo

- Mye você sabia que a Nina voltou? – perguntei para a loira platinada

- Como assim ela voltou? – perguntou confusa

- Era exatamente isso que eu queria falar, cadê a vadia da Antonietta? – perguntou o Matt

- Ela acabou de subir com o Alec, depois de quebrar o nariz da Putilson – falei sorrindo orgulhosa

- Mentira que ela quebrou o nariz da Putilson? – falou a Mye chocada e feliz

- O que aconteceu, Kath? – perguntou o Matt

- Mil tretas – dei de ombros

- Tenho mais meia hora até a minha consulta, pode falar à vontade – Falou a Mye se sentando na mesa onde eu estava e o Matt se sentou do lado dela, o vagabundo também estava curioso

- Okay tudo bem, vou contar a vocês – falei revirando os olhos e me sentando no meu lugar, e eu olhei para atrás da Mye onde estava o lindo gato sexy do Adam um dos pediatras do hospital, estava me olhando e quando encontrou meu olhar sorriu

- Katherine - chamou o Matteo me olhando com os braços cruzados

- Depois eu conto, eu tenho que resolver uma coisa agora – falei mordendo o lábio para o Adam e levantando

- Tem porra nenhuma, você vem comigo – falou me puxando pelo braço na direção do elevador e logo me jogou dentro do mesmo apertando um botão qualquer

- Puta que pariu, qual é o seu problema, Matteo? – perguntei irritada

- Qual o meu problema? Quem não tem vergonha de ficar se insinuando no meio do refeitório é você – falou também irritado

- Olha quem fala quem já levou geral do hospital para a cama – falei cruzando os braços

- Quem eu levei o deixei de levar para a cama é problema meu não seu – ele falou com o maxilar trincado

- Então cuida da porra da tua vida e deixa a minha, você não é absolutamente NADA meu para poder opinar – falei e percebi que o elevador tinha parado no andar da Nina e alguém iria entrar. Olhei para a frente e a Samantha me olhava assustada, tá ai uma guria que eu nunca vou engolir, falsiane do caralho. Sai do elevador pisando firme e fui para a sala da Nina sem deixar a vadia da secretária dela falar nada. – Nina, eu vou dar na cara do teu irmão – falei assim que entrei

- Osh o que houve? – ela perguntou confusa me olhando enquanto eu me sentava no sofá da sala dela

- O que houve que ele veio dar um de machista para cima de mim, na hora que eu meter a mão na cara dele ele vai aprender que eu não sou nem as nega nem as branca dele – falei irritada com aquele... aaaah que raiva não posso xingar ele se não eu acabo xingando a tia Ella. Aquele filho da puta adotado.

Antonietta

A Kath chegou batendo a porta e xingando o Matt me dando o maior susto. Mas fazer o que eles sempre acabam brigando cinco segundos depois de ficarem cara a cara.

- Mas o que porra aconteceu para vocês estarem juntos? – perguntei segurando a risada

- Primeiro ele tá puto com você – avisou

- Disso eu já sabia – dei de ombros

- O que tu fez? – perguntou desconfiada

- Não muda de assunto – adverti

- Não estou – deu de ombros

- Kath, você está fazendo a mesma coisa que eu, quando fujo de um assunto – falei levantando uma sobrancelha

- Para com isso Valentina – brigou comigo querendo acabar com o assunto

- Okay, depois eu pergunto para o Matt – falei dando de ombros, e ele me olhou estreitando os olhos, iria falar alguma coisa, até o telefone da minha sala tocar

- Doutora Antonietta? – perguntou uma voz de mulher do outro lado, não reconhecia essa voz e todos do hospital me chamam de Doutora Cappellini, não Antonietta

- Depende, quem é? – perguntei desconfiada

- Aqui é da sala do diretor e ele está convocando a sua presença

- Manda ele ir para puta que pariu, se ele quer falar comigo, manda ele mesmo me ligar, ou ele vir até a minha sala que é a mesma distância – falei revirando os olhos para o telefone, ele acha o que? Me tratando assim, eu não sou nenhuma das vadias dele, eu sou a irmã mais nova dele

- Desculpe, mas a senhora percebeu com a secretária de quem está falando? E quem a senhora está xingando? – ela perguntou realmente séria

- Foda-se, com quem eu estou falando ou xingando. Só transmita as palavras que eu falei para o Constantine – falei desligando – Pode isso?

- Era a vadia da Brenda, né? Viu que rapariga nojenta? – falou a Kath deitada no sofá que tem na minha sala

- Eu sei lá quem é – dei de ombros – Só sei que o Matteo está muito metido para o meu gosto, como ele pode mandar uma secretária me “convocar” – falei chocada

- Eu avisei que seu irmão era um idiota – dei de ombros e logo o telefone começou a tocar de novo. Sabe o que eu tinha reparado? A Sam não atendeu o telefone, caiu direto na minha sala. Muito estranho isso.

- Alô? – atendi

- Annie, o doutor Cappellini no telefone – e falando da pessoa, ela atendeu o telefone

- Okay, pode passar, Sam – quando falei o apelido dela, a Kath fez careta, ela odeia a Sam e eu não faço a mínima ideia do porque

- Nina, você tem que parar de xingar o diretor do hospital para a secretária dele – ele falou sem nem dizer um oi

- E você tem que parar de mandar secretárias me “convocarem” acha que eu sou o que, querido? Uma de suas negas?

- Okay, foi mal, agora sobe aqui, quero falar contigo

- Sério?

- Rápido – falou desligando

- Osh isso foi um pedido ou uma ordem? – falei para mim mesma mesmo com o telefone já desligado

- Ele te chamou na sala dele?

- Sim – falei me levantando

- Vishi, nem quero ver – falou a Kath fazendo careta – Eu vou para a minha sala também – falou se levantando do sofá e então seguimos para o elevador falando várias coisas, mas nenhuma que se aproveitasse.

Descemos um andar para a Kath ir para a sala dela, e depois eu subi para o último andar a sala do Diretor e do Vice-diretor. A porta do elevador se abriu e eu segui corredor a dentro até a sala do Matt. Cheguei e uma guria me olhou de cima a baixo com desprezo, passei por ela já entrando na sala do meu fratello.

- Hey você nã... – a tal da Brena foi interrompida por mim

- Me chamou, fratello? – perguntei sorrindo de lado e ela se calou

- Você deveria ser anunciada – falou se levantando e me encarando

- Não na sala do meu fratello – falei me jogando em seus braços o abraçando

- Estava com saudades suas, pirralha – falou retribuindo o abraço

- Qual é Matt? Sou só três anos mais nova que você – falei desfazendo o abraço e me jogando em uma das cadeiras/poltronas de frente da mesa dele e ele sentou em cima da mesa – Sua mama não te deu educação não? Senta na cadeira – briguei

- Foi a mesma educação que fez você quebrar o nariz da Carol – sorriu convencido como se tivesse ganhado e eu revirei os olhos para o apelido

- Per favore, não repita esse nome perto de mim – falei levantando o dedo e mexendo a cabeça

- Okay, não vou brigar contigo por causa disso – falou se levantando da mesa – Apesar de agora eu ter uma dor de cabeça por causa de você – falou sorrindo travesso

- Ah é verdade, por falar em dor de cabeça o que tu aprontaste com a Katherine para ela estar puta?

- Più?

- Ou respeita ai que só eu posso chama-la assim – briguei

- Scusa – levantou a mão se rendendo – Ancora più importante, porque porra você colocou seu carro na minha vaga? – perguntou me olhando estreitando os olhos

- Porque a sua querida substituta para mim colocou o carro no meu lugar

- É mesmo, por que voltou tão cedo e sem me avisar? – perguntou, é sempre assim, sempre começamos um assunto e não terminamos. Nunca ficamos muito tempo em um mesmo assunto

- Porque o Rafa iria para a Itália e eu cansei de lá – dei de ombros enquanto ele voltava a se sentar na mesa, até que um ser abre a porta sendo seguido pela vadia da secretária do Matt

- Desculpe senhor Constantine, eu não pude para-lo – falou abaixando a cabeça

- Tudo bem Brenda, esses dois podem entrar sem serem anunciados – sorriu e ela sorriu tímida saindo

- Querida – a chamei antes de sair – Deixa eu te ensinar uma coisa, para você não é senhor Constantine, é Doutor Cappellini, agora que já aprendeu pode sair – falei fazendo um gesto com a mão

- A rainha ciumenta de volta, amo – falou o Alec deixando um beijo demorado na minha bochecha

- Sai, Alexander – o empurrei rindo

- Eu sei que você me ama Antonietta – sorriu de lado se jogando na cadeira ao meu lado de frente para a mesa do Matt

- Sério, se vocês querem se pegar, vão para a sala de vocês – falou meu querido fratello fazendo graça

- Não fode, Matteo – revirei os olhos

- E então Matt, já está tudo pronto para hoje? – perguntou o Alec com aquele sorriso que mistura animação, malicia e diversão

- Lógico – o Matt deu o mesmo sorriso

- O que eu estou perdendo aqui? – perguntei estralando os dedos e chamando a atenção deles

- Ainda não contou para ela? – falou o Alec para o Matt

- Eu ia contar quando você invadiu minha sala – o Matt levantou uma sobrancelha

- De novo, que porra eu estou perdendo aqui? – perguntei cruzando os braços

- Primeiro: pare de falar palavrão, deixa só a Dona Donatella saber disso – revirei os olhos para a fala do Matt e o Alec riu fazendo eu mandar um olhar mortal para ele, sério muitas pessoas têm sorte que eu não solto laser pelos olhos, nem que eu posso matar alguém mentalmente – Segundo: Amanhã você não precisa vir trabalhar de tarde, fica com o plantão da noite, Okay?

- Por que isso? – levantei uma sobrancelha

- Vou dar uma festa hoje, e como é sexta todos irão, por isso você só entrará amanhã ás seis e meia no hospital – falou sorrindo divertido

- Não se preocupe, bambina, vou estar aqui com você amanhã – sorriu o Alec, só existe duas pessoas no mundo que me chama assim: Cappellini V, também conhecido como meu papa, e Alexander. Em resposta mostrei meu adorável dedo do meio, o que fez ele alargar o sorriso.

- Sério? Festa? Eu cheguei ontem, Matt – choraminguei jogando minhas costas no encosto da cadeira, praticamente deitando. E ele pulou da mesa

- Exatamente por isso, principessa – falou segurando meu rosto

- Não me chame assim – falei revirando os olhos enquanto ele apertava minhas bochechas – Só a mama me chama assim

- Eu também – sorriu me dando um beijo na testa e soltando minha bochecha

- Não, você e o Rafa me chamam assim de intrometidos – falei cruzando os braços e ele rio

- Não importa quem chama você assim, Bambina, você vai na festa hoje e pronto – piscou praticamente deitando na sua cadeira, assim como eu.

- Desde quando você manda em mim, Mazzeti? – perguntei me arrumando

- Não comecem vocês dois, e sim, Nina, você irá – falou o Matt sorrindo – Nem que eu tenha que ir no seu apartamento te arrastar até lá

- Pode deixar que isso eu mesmo faço, é só eu entrar na porta da frente do meu apartamento – falou o Alec sorrindo, porque mesmo meu apartamento tem que ficar de frente para o dele? Merda.

Antonietta

 

Depois de DOIS meses, não foi nenhum dia, nenhuma semana, foram DOIS meses na Itália na casa dos meus pais de férias do hospital, mas graças a Dio mio eu voltei. Eu deveria ficar mais um mês lá, mas aguentar o senhor Constantine Matteo Cappellini V e a senhora Donatella Eleonora Cappellini, e ainda meu querido irmão mais novo Ottaviano Rafael Cappellini que iria chegar, seria quase impossível. Então encurtei minhas férias e voltei para o meu tão amado país: Brasil.

Eu fui comemorando a minha volta e nem me apresentei. Soddisfazione, Antonietta Valentina Cappellini, chefe dos cirurgiões do hospital Michelangelo Caravaggio, tenho 25 anos, sou Italiana, mas moro no Brasil desde que nasci, por mais que sempre fica-se viajando para a Itália. Meus pais se mudaram para lá novamente para curtir a aposentadoria deles já que eles passaram todas as empresas para nós, os filhos, administrarmos. O Rafa, meu irmão mais novo, ficou como diretor da Metalúrgica, meu irmão mais velho como diretor do hospital e eu com a gravadora.

O Hospital Michelangelo Caravaggio. Tem as ações divididas em três: 50% são do Constantine Matteo Cappellini V – Sim meu papà – 45% são do Vincenzo Bertoli Mazzeti – meu zio, melhor amigo do meu papà – e 5% são do Jorge Asafe Wilson – uma pessoa que não me importo – E estes são os três donos do Michelangelo Caravaggio. O diretor do hospital como eu disse é meu irmão mais velho o Constantine Matteo Cappellini VI, o vice-diretor é o chato e insuportável Alexander Tullio Mazzeti, o filho mais velho do zio Bert e melhor amigo do meu irmão Matt.

Acho que deu para perceber que nossos nomes não são tão comuns assim, certo? Isto porque nossos nomes são dos nossos antepassados. O meu por exemplo foi o nome da minha bisavó. O Matt é o nono a usar esse nome, pois antes dos números teve Constantine Matteo Cappellini Filho e logo depois Neto, então depois mudou para I, II, III e assim por diante, e segundo meu papà o filho mais velho do Matt será o VII.

Agora vou parar de me apresentar e contar sobre a minha família e focar na história que é o que vocês realmente querem saber. Então vamos lá.

Finalmente cheguei ao estacionamento do mais famoso hospital da região, fui dirigindo até a minha vaga, que é ao lado da Captiva branca da minha Mignotta – sim só eu posso chama-la assim – Katherine Ive Blake que também é uma das cirurgiãs do hospital.

Quando cheguei a minha vaga um mini cooper rosa estava a ocupando, eu conheço muito bem esse carro, agora eu não sei o que está fazendo no hospital, muito menos o que está fazendo na minha vaga. Respirei fundo e segui para uma vaga qualquer, que era justamente do lado do Audi R8 Spyder preto o carro do Alexander Mazzeti. Isto significa que meu irmão não está ai já que este é justamente o lugar onde a BMW X6 preta dele deveria estar, mas foda-se, agora é onde eu vou estacionar.

Estacionei meu carro, peguei meu celular, meu crachá, minha bolsa preta, meu jaleco e peguei meu café que estava no meio dos bancos. Abri a porta do carro fechando a mesma com o pé, tranquei o mesmo apertando o botão na chave.

Fui andando na direção da recepção. Já na entrada eu vejo as duas recepcionistas, uma era a Ellen e a outra eu não conhecia. Estava entrando pela porta dos funcionários que dava direto no nosso estacionamento.

- Você não pode passar por aí. E não acho adequado tipo de pessoas como você entrar nesse renomado hospital, nem dinheiro deve ter – falou a que eu não conhecia. Não gostei dela, nunca nesse hospital rejeitamos qualquer paciente, mesmo se esse paciente tiver dinheiro ou não, não nos importamos. E isso ainda é preconceito.

- Vanessa você é louca? Desculpe doutora Cappellini, ela é nova aqui e não conhece a senhora – Falou a Ellen

- Tudo bem Ellen, não me chame de senhora, hein – fiz careta – E depois eu vou conversar com o Matteo sobre isso, os modos de uma recepcionista tratar os pacientes – falei olhando a outra, séria – Agora tenho que ir, bye bye – dei tchau e entrei no elevador

Apertei no meu andar que é o sétimo e esperei, as portas se abriram e eu fui em direção a minha sala e lá estava a Samantha na mesa dela na frente da minha sala, ela é a minha recepcionista.

- Buongirno Sam – falei de frente para a mesa dela a assustando

- Annie? – ela perguntou surpresa e eu tive que rir

- Não, um fantasma – tombei a cabeça, e em um segundo ela estava me abraçando

- Que bom que voltou, não aguentava mais o ser que estava no seu lugar, nunca mais entre de férias, entendeu? – falou depois de nos separar e eu ri

- Relax, Sam, para que todo esse estresse, I’m Back

- Isso porque não foi você que teve que aguentar a Carolina Wilson por dois meses

- Por que ela ficou aqui? Sendo que nem médica ela é? Não acredito que o Matteo permitiu – falei com raiva e indo em direção a porta da minha sala coloquei a mão na maçaneta e a ficha caiu – Espere um segundo, se você teve que aguentar ela, isso quer dizer que ela ficou no meu lugar? Não me diga que ela ficou na minha sala – pedi respirando fundo e fechando os olhos enquanto rodava a maçaneta

- Er... digamos que sim – pude sentir o sorriso amarelo que a Sam deu

Abri os olhos e vi o que o meu consultório se transformou, tinha coisas rosas para todos os lugares em que olhasse, as coisas dela estava em cima da minha mesa, assim como sua bolsa.

- Hoje eu mato alguém – trinquei os dentes

- Teoricamente você não pode falar isso sendo uma médica, Annie – a Sam falou atrás de mim

- Samantha, Shiu – avisei

- Quer que eu suma com tudo isso? – ela perguntou rindo da minha cara – Por favor deixa eu colocar fogo – pediu

- Pode queimar tudo, só não queime a pessoa porque isso eu vou fazer – sorri sadicamente– E é para você destruir tudo mesmo, e relaxe que não vou deixar nada acontecer com você – sorri para ela – Agora onde está aquela vadia?

- Provavelmente no refeitório com o Doutor Mazzeti

- Ótimo posso me livrar de dois de uma vez – deixei minhas coisas em uma mesa na sala e dei meu café para a Sam

- Boa sorte – disse a Sam enquanto eu ia para o elevador novamente, só que dessa vez para o primeiro andar

**

As portas do elevador se abriu revelando o andar só de refeitório, o andar era todo livre e tinha no núcleo um “buraco” – vamos colocar assim – que dava visão para o térreo, e por todos os lados tinha cadeiras e mesas em mármore preto espalhadas. Tinha máquinas de café e “guloseimas” – que vocabulário de velha eu usei agora – espalhadas também. Tinha a cantina do Tio Olavo, que cuida da cantina desde que eu me lembre por gente. E no canto tinha a porta para a cozinha onde fazia a comida para os pacientes. Apenas nesse andar o poço do elevador é de vidro, dando visão para os que estão dentro do mesmo ver o andar e os que estão fora ver os que estão no elevador, mas apenas o elevador comercial. O de transporte de pacientes era normal.

Dei dois passos saindo do elevador e encarei o local tentando identificar os dois seres. Até que uma voz me chamou a atenção e eu acabei os encontrando junto com mais uma pessoa.

- E preste atenção sua rapariga – e logo cedo Katherine Blake caçando confusão – A próxima vez que eu ouvir algo parecido com o que acabou de sair desse lixo que você chama de boca pode ter certeza que você fica sem língua – ela disse apontando o dedo no meio da cara da Carolina Wilson

- Kath calma – pediu o ser ao lado da vadia Wilson

- Calma porra nenhuma, Alec, e não se meta – apontou um dedo mandando o vice-diretor do hospital ficar quieto, e o mesmo obedeceu

- Só falei a verdade, não tenho culpa se você tomou as dores da sua amiguinha – falou a puta loira

- Olha aqui sua vadia de zona de quinta categoria, não me deixa perder o controle se não eu vou dar nos dois lados da tua cara – falo a Kath mexendo o dedo e a cabeça mostrando que a briga estava ficando séria, então acho que eu tenho que ir lá, não posso deixar a Kath bater nessa vadia antes de mim.

- Vamos ver se você tem coragem suficiente, querida – falou a vadia se levantando, e eu apressei o passo chegando a tempo da Kath bater nela

- Ela pode não ter, mas eu com certeza tenho – falei logo depois dando um soco no nariz dela

- NINA – e essa foi a Kath se jogando em cima de mim – QUE SAUDADES, COMO VOCÊ VOLTA ASSIM E NÃO ME AVISA – falou nos separando – amei seu novo cabelo metade lilás metade azul - passou a mão, bagunçando ainda mais, meu cabelo

- Kath eu estou tentando matar uma pessoa, depois eu te conto tudo o que aconteceu nesses últimos dois meses, juro – disse e olhei fixamente para a puta loira que tinha a mão no nariz

- Como você ousa bater em mim? – perguntou perplexa só falando agora

- Bati e bato de novo, se você ousar ameaçar a Katherine ou mexer nas minhas coisas – a olhei de braços cruzados

- Essa sua amiguinha vai para rua hoje mesmo – ela falou e por baixo da mão ela estava com um sorriso que me irritava

- Vamos ver então, se de tanto o seu pai perturbar acontecer alguma coisa com a Kath, pode ter certeza que você vai desejar morrer quando cair na minha mão – apontei o dedo na cara dela

- Chega, Nina – falou o Alec me segurando pela cintura e me puxando dali

- Pode apostar se você se atrever a tocar um átomo seu nas minhas coisas novamente, você morre – falei apontando o dedo para ela enquanto o Alec me tirava dali, ele me colocou dentro do elevador – Está bem Alec, me solte – pedi e assim ele fez, me encostei na parede do elevador cruzando os braços e ele apertou o botão para o décimo terceiro andar – Porque o décimo terceiro? Meu consultório é no sétimo

- Nós vamos para a minha sala. Você quebrou o Nariz da Carol, acha mesmo que eu vou deixar você ir assim para a sua sala? – perguntou me olhando óbvio e eu revirei os olhos para o apelido da putiane

- Qual é Alexander? – pedi descruzando os braços e jogando o meu corpo para frente para o olhar

- Não, Nina. – cruzei os braços novamente soltando meu corpo contra a parede do elevador – você sabe que agora o senhor Wilson vai ficar perturbando o Matt para demitir a Kath – me olhou agora sério, falando que eu tinha feito merda

- Mas o Matt não vai demiti-la – disse óbvia

- Então isso quer dizer que vai envolver nossos pais, e o cargo meu e do Matteo estarão em jogo, assim como o seu também vai poder estar

- E você sabe que nossos pais não mudaram nada, só mandaram o Jorge calar a boca. Eu não sei o que essa meretriz faz aqui. Isso é um hospital não um prostibulo – a obviedade emanava da minha voz enquanto o elevador se abria e ele segurava o meu pulso me levando para a sala dele, chegamos no mesmo eu entrei e me joguei no sofá preto de couro que se encontrava no canto, ele fechou a porta se jogando na poltrona.

- Eu sinceramente não sei porque vocês duas se odeiam. E isso é o que? Dês dos dez anos? – ele perguntou, mas estava muito claro que eu não responderia, até porque ele sabia o motivo – E acontece a mesma coisa com a Kiara e a Carina – ele falou pensativo, essas duas são as gêmeas vadias irmãs dele, ambas tem 19 anos

- Não tenho nada contra elas – dei de ombros para a ultima pergunta

- Não parece – me olhou – essa é uma tatuagem nova – ele falou e chegou perto para poder ver, é o R2D2 do Star Wars atrás da minha orelha direita, ele passou a mão nela

- Alec, para – falei quando ele deslizava sua mão para o meu queixo

- Por que não admite de uma vez que me ama? – perguntou sorrindo convencido

- Porque minha mãe ensinou que não posso contar mentiras – sorri de lado

- Por que é tão difícil assim admitir? – continuou com o sorrisinho

- Não é difícil, apenas não é verdade. É tão difícil assim aceitar que nem todas as mulheres desse hospital querem seu corpo nu na cama delas? – perguntei sorrindo sarcástica

- Será que existe mesmo? – e como sempre convencido

- Doutor Mazzeti t... – entrou sua nova secretária, a qual eu não conheço, nunca me dou bem com as secretárias dele e do Matt

 – Desculpe interrompe-los – não parecia estar nada arrependida

- Tudo bem, já estou de saída – falei me levantando enquanto o Alec jogava suas costas na poltrona tombando a cabeça para traz

- Nina, o Matt sabe que você voltou? - Perguntou me fazendo olhar para traz

- Provavelmente não – dei de ombros saindo da sua sala e indo para o elevador com sua secretária me seguindo com o olhar

Apertei o botão do meu andar e esperei por alguns minutos logo a porta já abriu, de cara encontrei a Sam na mesa dela.

- E então? – me perguntou e eu contei as coisas até a hora que o Alec me levou para o elevador – Mas então, se você entrou no elevador com o Doutor Mazzeti onde ele está? – fez cara maliciosa

- Na sala dele – dei de ombros indo para a minha sala – Qual o horário do primeiro paciente?

- Ás sete e meia

- Estarei esperando lá dentro, quando eles chegarem pode mandar entrar – disse por fim entrando dentro da minha sala.

Lembra que eu falei para o Alec que nem todas a mulheres do hospital querem ele? Então na verdade são apenas três que não querem o corpo nu dele na cama delas. A Kath, a Mye e, logicamente, Eu. Todo o resto morreria se o Alec pelo menos fizesse o que fez comigo a minutos atrás, bem todas que eu conheço pelo menos, já que essas novas eu não posso saber. E sim até a Sam morre por ele e pelo Matt.

Acho que citei um nome que vocês ainda não conhecem: Mye Castro, uma das neurocirurgiãs do hospital, além de ser uma das minhas melhores amigas.

Vocês devem estar se perguntando: Se eu sou a chefe das cirurgiãs, eu sou cirurgiã do que? E se eu sou Cirurgiã porque eu vou consultar?

Primeiro: Sou Cirurgiã-geral e neurocirurgiã, sou apta para operar qualquer um com qualquer coisa. Segundo: Porque além de Cirurgiã eu sou clínica geral, fazendo assim consultas.

 

 

Katherine

Cheguei mais cedo que o normal hoje no hospital, e olha que eu nem tinha consulta marcada cedo. Saí de casa sem tomar café, então depois de deixar as coisas na minha sala fui para o refeitório, me sentei em uma mesa qualquer e o Thales, o lindo do atendente filho do seu Olavo da cantina, veio me atender:

- Bom dia Doutora Blake – falou com aquele sorriso radiante dele

- Bom dia Thales – sorri de lado, eu ainda vou pegar ele, mas vamos com calma

- Vai querer o de sempre? – me perguntou depois que o respondi

- Ah com certeza, mas com um expresso duplo dessa vez e se quiser acrescentar me mandar um whatsapp depois, eu aceito – levantei uma sobrancelha ele me olhou mordendo o lábio

- Vou trazer o seu pedido – falou saindo logo depois, lindo como sempre

Meu dia tinha começado ótimo, só estava faltando a Nina para dar em cima do Thales junto comigo, mas tudo bem só falta um mês para ela voltar, e ela realmente estava precisando de férias. Ela estava pegando plantão a quatro meses seguidos praticamente, nem dormindo direito ela estava.

Tudo isso porque terminou com o nojento do Eduardo, sério eu odiava ele desde a primeira vez que eu o vi, ele ainda estava dando em cima da Putilson – apelido carinhoso para a Carolina Wilson – fala se não é filha da putagem. Ainda bem que ela terminou com aquele traste, até o Matteo e o Alec eram melhores que ele. O melhor é que o Eduardo apanhou feio do Alec e do Matteo, mas a Nina ainda não sabe já que foi depois que ela foi para a Itália.

Pelo menos alguma coisa de bom aquele traste do Matteo fez, que foi mandar a Nina de férias, além de bater no Eduardo claro. Por falar na Nina eu tenho que levar o Frued para tomar banho, o Yorkshire Terrie mini que o Rafa deu para ela, o Frued mede um pouco mais que a palma da minha mão <3

- ...Mas fala a verdade, Le, o hospital está muito melhor sem ela. Poderia continuar assim para sempre – e meu dia acaba de ser estragado, retiro o que eu disse, quero a Nina de volta agora. Por que porra a Putilson veio sentar tão perto de mim, ATRÁS de mim sendo que tem o refeitório INTEIRO para ela sentar pqp.

- Para com isso Carol, a Nina é a Chefe dos cirurgiões, além de ser filha do acionista majoritário – e essa era a voz do Alexander, isso mesmo Alec, continue defendendo a Nina

- Aqui está Doutora Blake – falou o Thales me entregando os Cupcakes e o meu expresso

- Obrigado, Thales, e não esquece, hein? – pisquei para ele que riu

- Amor dá para nos atender aqui logo? Está o vice-diretor aqui, acho que ele tem prioridade em relação a médicas de segunda classe – falou a Putilson, ela acha o que? Que é dona daqui? Tá tudo bem, talvez ela seja um pouquinho dona daqui, com uma mão levei minha xicara de café até os lábios e com a outra levantei meu dedo do meio para traz na direção dela, sem nem virar o rosto

- Le, como você e o Ma podem aceitar funcionárias assim? – falou inconformada com o Alec, me dá um nó no estomago, um refluxo toda vez que ela fala esses apelidos nojentos deles

- Não é assim também, Carol, a Kath aqui só está abaixo da Nina, então pare com isso – falou o Alec, isso Alexander me defenda, por isso eu sempre irei te ajudar

- Que seja, voltando. Você não acha que deveríamos melhorar o líder dos cirurgiões? Até por que ela tem a gravadora já, e ela tem um problema muito sério, além de ser vadia e querer dar até para o atendente desse refeitório... – e ela continuou falando e falando da Nina.

- Puta que pariu, cala a merda da tua boca guria, só sai lixo da sua boca, sua lata de lixo ambulante – eu falei me levantando não aguentando mais ela falar tanta merda

- Olha do jeito que você fala comigo – ela falou sorrindo cinicamente, vou dar na cara dessa vadia

- Eu falo do jeito que eu quiser – falei cruzando os braços – E preste atenção sua rapariga, a próxima vez que eu ouvir algo parecido sair desse lixo que você chama de boca pode ter certeza que você fica sem língua – falei apontando o dedo no meio da cara dela

- Kath calma – pediu o Alec ao lado dela, na verdade ele não queria se meter, ele só estava fazendo o papel dele para depois ninguém falar que ele não fez nada

- Calma porra nenhuma, Alec, e não se meta – apontei o dedo e ele calou a boca

- Só falei a verdade, não tenho culpa se você tomou as dores da sua amiguinha – essa putilson está querendo apanhar muito

- Olha aqui sua vadia de zona de quinta categoria, não me deixa perder o controle se não eu vou dar nos dois lados da tua cara – ela realmente estava conseguindo me irritar

- Vamos ver se você tem coragem suficiente, querida – falou se levantando, puta que pariu, acho que ela perdeu a noção do perigo

- Ela pode não ter, mas eu com certeza tenho – falou uma voz que eu não ouvia a três dias e logo o nariz da putilson estava sendo amassado por um punho

- NINA – eu gritei me jogando em cima dela – QUE SAUDADES, COMO VOCÊ VOLTA ASSIM E NÃO ME AVISA – gritei para a vagabunda, ela estava com o cabelo diferente de novo – amei seu novo cabelo metade lilás metade azul – passei a mão pelos fios coloridos

- Kath eu estou tentando matar uma pessoa, depois eu te conto tudo o que aconteceu nos últimos dois meses, juro – observe essa vagabunda, fica dois meses longe de mim e me trata assim, vadia, falsiane. Não deu tempo de elogia-la desse jeito, o olhar dela já dava medo e estava fixo no nariz da Putilson

- Como você ousa bater em mim? – perguntou a Putilson perplexa e eu segurei a vontade de rir, porque sinceramente a Nina dá muito medo essas horas

- Bati e bato de novo, se você ousar ameaçar a Katherine ou mexer nas minhas coisas – mandou AQUELE olhar cruzando os braços

- Essa sua amiguinha vai para a rua hoje mesmo – falou a Putilson, pronto fudeo, o Senhor Wilson nunca gostou de mim mesmo, vai me mandar embora na hora que essa vadia falar alguma coisa para ele

- Vamos ver então, se de tanto o seu pai perturbar acontecer alguma coisa com a Kath, pode ter certeza que você vai desejar morrer quando cair na minha mão – falou apontando o dedo na cara dela

- Chega, Nina - falou o Alec pela primeira vez fazendo algo que preste e tirando a Nina dali

- Pode apostar se você se atrever a tocar um átomo seu nas minhas coisas novamente, você morre – falou usando o terceiro pior olhar que ela tem e apontando para a Putilson enquanto o Alec a tirava dali

- Vadia, ela ainda vai se arrepender de ter feito isso – falou a Putilson sozinha e eu a olhei com as sobrancelhas arqueadas – E você também, não pense que isso acabou – falou saindo com a mão no nariz

Eu sinceramente não sei quem ela vai procurar, o Alec acabou de sair com a Nina - sim eu shippo esses dois desde que conheço eles e eles ficam nessa enrolação dês daquela época – o Matteo ainda não chegou e ninguém mais suporta ela aqui. É perigoso ela dar para alguém, para tratar ela.

E falando no diabo olha quem aparece. O nosso querido diretor do hospital, o primeiro e único Constantine Matteo Cappellini VI. E pela cara está muito puto.

- O que foi Matt? Não deu a noite, por isso está com essa cara? – falei sorrindo sarcástica

- É que eu passei no seu ponto e você não estava lá nessa madruga, o que foi era sua folga? – perguntou sorrindo no mesmo tom

- Mas ontem foi o seu dia não o meu. Não me fala que você deu de graça, você sabe que tem que pagar contas – falei cruzando os braços

- Sério, para vocês dois – falou a Mye chegando nos interrompendo

- Mye você sabia que a Nina voltou? – perguntei para a loira platinada

- Como assim ela voltou? – perguntou confusa

- Era exatamente isso que eu queria falar, cadê a vadia da Antonietta? – perguntou o Matt

- Ela acabou de subir com o Alec, depois de quebrar o nariz da Putilson – falei sorrindo orgulhosa

- Mentira que ela quebrou o nariz da Putilson? – falou a Mye chocada e feliz

- O que aconteceu, Kath? – perguntou o Matt

- Mil tretas – dei de ombros

- Tenho mais meia hora até a minha consulta, pode falar à vontade – Falou a Mye se sentando na mesa onde eu estava e o Matt se sentou do lado dela, o vagabundo também estava curioso

- Okay tudo bem, vou contar a vocês – falei revirando os olhos e me sentando no meu lugar, e eu olhei para atrás da Mye onde estava o lindo gato sexy do Adam um dos pediatras do hospital, estava me olhando e quando encontrou meu olhar sorriu

- Katherine - chamou o Matteo me olhando com os braços cruzados

- Depois eu conto, eu tenho que resolver uma coisa agora – falei mordendo o lábio para o Adam e levantando

- Tem porra nenhuma, você vem comigo – falou me puxando pelo braço na direção do elevador e logo me jogou dentro do mesmo apertando um botão qualquer

- Puta que pariu, qual é o seu problema, Matteo? – perguntei irritada

- Qual o meu problema? Quem não tem vergonha de ficar se insinuando no meio do refeitório é você – falou também irritado

- Olha quem fala quem já levou geral do hospital para a cama – falei cruzando os braços

- Quem eu levei o deixei de levar para a cama é problema meu não seu – ele falou com o maxilar trincado

- Então cuida da porra da tua vida e deixa a minha, você não é absolutamente NADA meu para poder opinar – falei e percebi que o elevador tinha parado no andar da Nina e alguém iria entrar. Olhei para a frente e a Samantha me olhava assustada, tá ai uma guria que eu nunca vou engolir, falsiane do caralho. Sai do elevador pisando firme e fui para a sala da Nina sem deixar a vadia da secretária dela falar nada. – Nina, eu vou dar na cara do teu irmão – falei assim que entrei

- Osh o que houve? – ela perguntou confusa me olhando enquanto eu me sentava no sofá da sala dela

- O que houve que ele veio dar um de machista para cima de mim, na hora que eu meter a mão na cara dele ele vai aprender que eu não sou nem as nega nem as branca dele – falei irritada com aquele... aaaah que raiva não posso xingar ele se não eu acabo xingando a tia Ella. Aquele filho da puta adotado.

Antonietta

A Kath chegou batendo a porta e xingando o Matt me dando o maior susto. Mas fazer o que eles sempre acabam brigando cinco segundos depois de ficarem cara a cara.

- Mas o que porra aconteceu para vocês estarem juntos? – perguntei segurando a risada

- Primeiro ele tá puto com você – avisou

- Disso eu já sabia – dei de ombros

- O que tu fez? – perguntou desconfiada

- Não muda de assunto – adverti

- Não estou – deu de ombros

- Kath, você está fazendo a mesma coisa que eu, quando fujo de um assunto – falei levantando uma sobrancelha

- Para com isso Valentina – brigou comigo querendo acabar com o assunto

- Okay, depois eu pergunto para o Matt – falei dando de ombros, e ele me olhou estreitando os olhos, iria falar alguma coisa, até o telefone da minha sala tocar

- Doutora Antonietta? – perguntou uma voz de mulher do outro lado, não reconhecia essa voz e todos do hospital me chamam de Doutora Cappellini, não Antonietta

- Depende, quem é? – perguntei desconfiada

- Aqui é da sala do diretor e ele está convocando a sua presença

- Manda ele ir para puta que pariu, se ele quer falar comigo, manda ele mesmo me ligar, ou ele vir até a minha sala que é a mesma distância – falei revirando os olhos para o telefone, ele acha o que? Me tratando assim, eu não sou nenhuma das vadias dele, eu sou a irmã mais nova dele

- Desculpe, mas a senhora percebeu com a secretária de quem está falando? E quem a senhora está xingando? – ela perguntou realmente séria

- Foda-se, com quem eu estou falando ou xingando. Só transmita as palavras que eu falei para o Constantine – falei desligando – Pode isso?

- Era a vadia da Brenda, né? Viu que rapariga nojenta? – falou a Kath deitada no sofá que tem na minha sala

- Eu sei lá quem é – dei de ombros – Só sei que o Matteo está muito metido para o meu gosto, como ele pode mandar uma secretária me “convocar” – falei chocada

- Eu avisei que seu irmão era um idiota – dei de ombros e logo o telefone começou a tocar de novo. Sabe o que eu tinha reparado? A Sam não atendeu o telefone, caiu direto na minha sala. Muito estranho isso.

- Alô? – atendi

- Annie, o doutor Cappellini no telefone – e falando da pessoa, ela atendeu o telefone

- Okay, pode passar, Sam – quando falei o apelido dela, a Kath fez careta, ela odeia a Sam e eu não faço a mínima ideia do porque

- Nina, você tem que parar de xingar o diretor do hospital para a secretária dele – ele falou sem nem dizer um oi

- E você tem que parar de mandar secretárias me “convocarem” acha que eu sou o que, querido? Uma de suas negas?

- Okay, foi mal, agora sobe aqui, quero falar contigo

- Sério?

- Rápido – falou desligando

- Osh isso foi um pedido ou uma ordem? – falei para mim mesma mesmo com o telefone já desligado

- Ele te chamou na sala dele?

- Sim – falei me levantando

- Vishi, nem quero ver – falou a Kath fazendo careta – Eu vou para a minha sala também – falou se levantando do sofá e então seguimos para o elevador falando várias coisas, mas nenhuma que se aproveitasse.

Descemos um andar para a Kath ir para a sala dela, e depois eu subi para o último andar a sala do Diretor e do Vice-diretor. A porta do elevador se abriu e eu segui corredor a dentro até a sala do Matt. Cheguei e uma guria me olhou de cima a baixo com desprezo, passei por ela já entrando na sala do meu fratello.

- Hey você nã... – a tal da Brena foi interrompida por mim

- Me chamou, fratello? – perguntei sorrindo de lado e ela se calou

- Você deveria ser anunciada – falou se levantando e me encarando

- Não na sala do meu fratello – falei me jogando em seus braços o abraçando

- Estava com saudades suas, pirralha – falou retribuindo o abraço

- Qual é Matt? Sou só três anos mais nova que você – falei desfazendo o abraço e me jogando em uma das cadeiras/poltronas de frente da mesa dele e ele sentou em cima da mesa – Sua mama não te deu educação não? Senta na cadeira – briguei

- Foi a mesma educação que fez você quebrar o nariz da Carol – sorriu convencido como se tivesse ganhado e eu revirei os olhos para o apelido

- Per favore, não repita esse nome perto de mim – falei levantando o dedo e mexendo a cabeça

- Okay, não vou brigar contigo por causa disso – falou se levantando da mesa – Apesar de agora eu ter uma dor de cabeça por causa de você – falou sorrindo travesso

- Ah é verdade, por falar em dor de cabeça o que tu aprontaste com a Katherine para ela estar puta?

- Più?

- Ou respeita ai que só eu posso chama-la assim – briguei

- Scusa – levantou a mão se rendendo – Ancora più importante, porque porra você colocou seu carro na minha vaga? – perguntou me olhando estreitando os olhos

- Porque a sua querida substituta para mim colocou o carro no meu lugar

- É mesmo, por que voltou tão cedo e sem me avisar? – perguntou, é sempre assim, sempre começamos um assunto e não terminamos. Nunca ficamos muito tempo em um mesmo assunto

- Porque o Rafa iria para a Itália e eu cansei de lá – dei de ombros enquanto ele voltava a se sentar na mesa, até que um ser abre a porta sendo seguido pela vadia da secretária do Matt

- Desculpe senhor Constantine, eu não pude para-lo – falou abaixando a cabeça

- Tudo bem Brenda, esses dois podem entrar sem serem anunciados – sorriu e ela sorriu tímida saindo

- Querida – a chamei antes de sair – Deixa eu te ensinar uma coisa, para você não é senhor Constantine, é Doutor Cappellini, agora que já aprendeu pode sair – falei fazendo um gesto com a mão

- A rainha ciumenta de volta, amo – falou o Alec deixando um beijo demorado na minha bochecha

- Sai, Alexander – o empurrei rindo

- Eu sei que você me ama Antonietta – sorriu de lado se jogando na cadeira ao meu lado de frente para a mesa do Matt

- Sério, se vocês querem se pegar, vão para a sala de vocês – falou meu querido fratello fazendo graça

- Não fode, Matteo – revirei os olhos

- E então Matt, já está tudo pronto para hoje? – perguntou o Alec com aquele sorriso que mistura animação, malicia e diversão

- Lógico – o Matt deu o mesmo sorriso

- O que eu estou perdendo aqui? – perguntei estralando os dedos e chamando a atenção deles

- Ainda não contou para ela? – falou o Alec para o Matt

- Eu ia contar quando você invadiu minha sala – o Matt levantou uma sobrancelha

- De novo, que porra eu estou perdendo aqui? – perguntei cruzando os braços

- Primeiro: pare de falar palavrão, deixa só a Dona Donatella saber disso – revirei os olhos para a fala do Matt e o Alec riu fazendo eu mandar um olhar mortal para ele, sério muitas pessoas têm sorte que eu não solto laser pelos olhos, nem que eu posso matar alguém mentalmente – Segundo: Amanhã você não precisa vir trabalhar de tarde, fica com o plantão da noite, Okay?

- Por que isso? – levantei uma sobrancelha

- Vou dar uma festa hoje, e como é sexta todos irão, por isso você só entrará amanhã ás seis no hospital – falou sorrindo divertido

- Não se preocupe, bambina, vou estar aqui com você amanhã – sorriu o Alec, só existe duas pessoas no mundo que me chama assim: Cappellini V, também conhecido como meu papa, e Alexander. Em resposta mostrei meu adorável dedo do meio, o que fez ele alargar o sorriso.

- Sério? Festa? Eu cheguei ontem, Matt – choraminguei jogando minhas costas no encosto da cadeira, praticamente deitando. E ele pulou da mesa

- Exatamente por isso, principessa – falou segurando meu rosto

- Não me chame assim – falei revirando os olhos enquanto ele apertava minhas bochechas – Só a mama me chama assim

- Eu também – sorriu me dando um beijo na testa e soltando minha bochecha

- Não, você e o Rafa me chamam assim de intrometidos – falei cruzando os braços e ele rio

- Não importa quem chama você assim, Bambina, você vai na festa hoje e pronto – piscou praticamente deitando na sua cadeira, assim como eu.

- Desde quando você manda em mim, Mazzeti? – perguntei me arrumando

- Não comecem vocês dois, e sim, Nina, você irá – falou o Matt sorrindo – Nem que eu tenha que ir no seu apartamento te arrastar até lá

- Pode deixar que isso eu mesmo faço, é só eu entrar na porta da frente do meu apartamento – falou o Alec sorrindo, porque mesmo meu apartamento tem que ficar de frente para o dele? Merda.



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