História Medicine - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Exibições 50
Palavras 1.203
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - Capítulo Treze


Crianças corriam de um lado para o outro, algumas alimentavam os patos no lago, outras faziam questão de esbarrar em mim sem se preocuparem se iriam me machucar ou não, mas o dia estava tão lindo que eu não conseguia parar de sorrir. Estava tudo muito verde. A grama era tão macia que minha vontade era deitar nela, os pássaros cantavam alegremente e as flores exalavam um cheiro adocicado. Sofia caminhava em minha direção, segurando dois sorvetes nas mãos. Ela estava linda, usava shorts, camiseta do Capitão América e um par de tênis branco, seus cabelos estavam soltos e ela usava um laço também branco. Já eu optei por usar um vestido rosa claro e sandálias, meus cabelos presos em uma trança lateral. 
- Kaki, trouxe sorvete de morango para mim e chocolate para você, está bem?
- Sim. Acho que sim. 
- Chocolate é o seu preferido. 
Ela fala me entregando e eu dou de ombros, sentando debaixo de uma árvore. 
- Então é esse o tal parque?
- Sim. Você gostou?
- É um belo lugar. As pessoas aqui parecem felizes. 
Ela concorda com a cabeça. 
- Sofi, me conta uma história?
Sofia arqueia uma sobrancelha e me encara. 
- Uh. Era uma vez…
- Não. Não é uma estória. Eu quero que você me conte uma história, a minha, a desse parque. 
- Quando eu era criança, bom, a mais ou menos nove ou dez anos atrás, você costumava me trazer aqui com a… Lauren. A gente adorava esse parque, eu principalmente. Pelo que lembro, você e Lauren ficavam perto do lago, enquanto eu brincava no balanço e no escorregador. É um lugar especial, Kaki. 
Aceno com a cabeça, respirando fundo.
***
POV LAUREN

- Mamãe, eu vou poder entrar no lago?
- Claro que não. 
- Mas eu quero brincar com os patos. 
- Filho, você pode alimentá-los sem entrar no lago. Água é muito perigoso e é proibido a entrada. 
- Água faz bem para a saúde.
Abro a boca, mas volto a fechá-la. Era impressionante a forma como Noah conseguia me deixar muda com suas respostas afiadas e rápidas. 
- De qualquer forma, mocinho, você vai poder fazer tudo o que quiser, menos entrar no lago e nem adianta fazer cara feia. 
Noah revira os olhinhos, mas logo volta a sorrir e começa a correr. 
- Olha, o moço do sorvete!
- Noah, volte aqui! Noah, não me faça correr atrás de você. 
Começo a correr. 
- Noah Jauregui, se eu te pegar você vai esquecer o seu nome de tanto que vai apanhar. 
- Moço? Moço? Tem de baunilha?
- Claro, garotão. 
Consigo escutar os dois conversando ao me aproximar. 
- Noah, da próxima vez que me fizer correr feito louca atrás de você eu vou te bater. 
- Ihhh, acho que sua irmã está brava. 
- Não é minha irmã, é minha mãe. Ela parece meio chata com esse bico, mas ela é boazinha. 
Olho para o sorveteiro e sorrio. 
- Pelo jeito seu filho é bastante esperto. 
- Esperto até demais. 
Falo tirando o dinheiro do bolso e entregando a ele. 
- Obrigada, moço. 
Agradeço e meu filho segura minha mão. 
- A senhora não quer?
- Não, filho. A mamãe está de dieta. 
- Mas a senhora não precisa de dieta. Está tão magrinha. 
- E você é um puxa saco. 
Falo apertando o nariz dele. 
- Não sou puxa saco, sou sincero. 
- Às vezes custo acreditar que você só tem três anos.
***
Enquanto meu filho brincava no balanço, eu estava sentada em um banco, estudando. Já ouviram dizer que médico nunca para de estudar? Pois bem, é a mais pura verdade. O tempo vai passando e novas doenças vão surgindo e eu precisava estar a par de tudo, já que as pessoas à partir do momento que entravam no meu hospital entregavam suas vidas em minhas mãos. Por mais difícil que fosse, eu gostava da minha profissão. Meu ambiente de trabalho era agradável, eu amava os meus colegas, desde o faxineiro até o neurocirurgião, eram todos como minha segunda família, por mais que às vezes eu tivesse que ser arrogante com as recepcionistas por não estarem fazendo os serviços, ao invés disso, contando sobre a ex namorada do marido que apareceu com um bebê alegando ser seu filho, contudo me fazia bem ter que acordar cedo, vestir o meu jaleco e ir para o hospital. Balanço a cabeça e levanto os olhos do livro, me lembrando que uma miniatura minha estava ali presente, brincando ou pelo menos tinha. Para o meu desespero, Noah não estava no balanço, nem na gangorra, nem no escorregador e nem em lugar algum do parque. Sinto minhas pernas ficarem bambas e as lágrimas ameaçarem cair. Isso não estava acontecendo. Levanto e começo a caminhar rapidamente.
- Moça, você… Você viu meu filho? Um garotinho, três anos, olhos claros. 
Pergunto com a voz falhando e a mulher nega com a cabeça. 
- Noah, cadê você? Pelo amor de Deus!
Passo a mão no cabelo e olho em volta. Onde estava o meu menininho? Me aproximo de uma garotinha. 
- Hey, princesa. Pode me ajudar?
- Oi. Claro. 
- Eu perdi meu filho. Será que você não o viu? Ele tem três anos, olhos claros, cabelos pretos e lisos, é bem pequeno. 
- Uh. Ele está usando uma camisa azul?
- Sim. Sim, ele está. 
- Óculos de sol?
- Oh, meu Deus! Está. 
- Bom, moça, se for o garotinho que eu vi, ele foi em direção ao lago. 
- Ao lago? Meu Deus! Obrigada. 
Começo a correr, meu coração de mãe me dizendo que algo havia acontecido, mas logo sinto o alívio ao ver a pequena figura perto do lago, ele estava no colo de uma mulher, mas parecia bem. Me aproximo. 
- Noah! 
Quase senti meu coração sair pela boca quando a mulher se virou e percebi seus olhos arregalarem e o rosto ficar pálido. 
- Lauren?
- Camila? O que você…
- Mamãe!
Meu filho grita, pulando no chão e correndo ao meu encontro. Me abaixo e o envolvo em um abraço apertado. 
- Filho? Como assim, Lauren? O que?
- Noah, você está bem? O que aconteceu? 
- Estou bem. Eu só queria brincar com os patos. 
- Filho! Meu Deus, filho. Olha para a mamãe, nunca mais faça isso, entendeu? Você… Você quase me matou. 
Ele concorda com a cabeça e me abraça novamente. 
- A moça me ajudou. 
- A moça. Ai meu Deus. 
Percebo Camila me olhando e levanto. 
- Estava conversando com Sofi perto da árvore quando percebi que ele ia pular. 
- Pular? Ele?
- Acho que ele queria nadar com os patinhos, não é mesmo, campeão?
Ela se dirige a Noah que sorrir. 
- Mas eu já disse a ele que existe um monstro muito malvado dentro da água e que é melhor ele ficar longe ou vai ser levado. 
- Oh, meu Deus! Camila, muito obrigada. 
- Lauren, posso te fazer uma pergunta?
- Claro. 
- Você é mesmo mãe desse menino? O que está acontecendo?
Suspiro e fecho os olhos. 
- Noah, fique aqui com Sofia, sim? A mamãe precisa conversar com a Camila. 

 

 



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