História Medicine - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Life Is Strange
Personagens Chloe Price, Mark Jefferson, Maxine Caulfield, Nathan Prescott, Rachel Amber, Victoria Chase
Tags Aventura, Chloe Price, Drama, Life Is Strange, Max Caulfield, Pricefield
Exibições 94
Palavras 3.242
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Música do capítulo: Haunting - Halsey

Avisos de gatilho do capítulo: N/A

Capítulo 8 - Chapter VIII - Haunting


Chapter VIII – Haunting

10 de novembro de 2013

Chloe estava em uma das cabines do banheiro do hospital já há algum tempo. Não queria ter de lidar com as pessoas – e isso se resumia a Ryan e Vanessa – e explicar tudo o que aconteceu constantemente, preferindo isolar-se no silêncio. Ela tirou seu celular do bolso de sua calça, checando o horário. Era meia noite e quarenta, e a garota punk não havia conseguido dormir ou descansar por cinco minutos sequer sem que fosse interrompida pela ansiedade em seu peito.

A garota de cabelos azuis considerou que talvez fumar um pouco lhe ajudaria. Ela sabia que seus baseados estavam acabando e bem, dessa vez Frank não estava ali para resolver aquilo – não que ele fizesse falta, muito pelo contrário – mas ela tinha de admitir que teria de se virar quando a droga acabasse. Provavelmente procuraria outra coisa que a ajudasse a substituir a maconha, talvez cigarros comuns, talvez seus remédios para depressão. A grande verdade era que a dependência de Chloe não era química, e sim psicológica, de forma que ficar sem seus baseados não seria um problema se ela tivesse qualquer outra substância que distraísse seu corpo e, principalmente, sua mente.

Ela saiu do banheiro, colocando seu celular de volta em seu bolso enquanto passava pelo corredor do hospital. A garota pôde ver Vanessa e Ryan provavelmente dormindo sentados no sofá da sala de espera, e embora acreditasse ser uma boa ideia avisá-los de que ficaria do lado de fora por um tempo, achou melhor não acordá-los.

Chloe ajeitou sua jaqueta em seu corpo ao sair do hospital, tentando diminuir a quantidade de vento frio que atingia seu corpo. Ela entrou em sua caminhonete, logo procurando por um isqueiro no porta-luvas para que pudesse acender seu baseado. A garota punk dava curtas tragadas enquanto checava seu celular, respondendo rapidamente uma das típicas mensagens de sua mãe – os famigerados ‘boa noite’ e ‘eu te amo’. Ela não mencionou o fato de estar em um hospital com Max, o que menos precisava era ter de explicar tudo o que havia acontecido. A garota havia até controlado seu impulso de pesquisar sobre concussões cerebrais e causar mais preocupação a si mesma.

Ela ligou o rádio, procurando por qualquer música que não acabasse lhe irritando no momento. Estar nervosa ou preocupada sempre lhe causava irritação com as menores coisas como uma música enjoativa ou a etiqueta da jaqueta que lhe pinicava. Nesses momentos era como se cada inconveniência tentasse fazê-la consciente de que estava na merda, e de que talvez devesse estar ali. A garota de cabelos azuis tentava imaginar o que William pensaria dela naquela situação. Não a Chloe de uma realidade alternativa – quase que alguém que enganava a si mesma em relação à sua personalidade na opinião da garota – mas a Chloe real, a garota que havia passado por todas as merdas possíveis e tentava não se afogar em suas inseguranças e no medo de ser abandonada toda vez que acordava.

Mudar acontecimentos do passado nunca foi uma boa ideia, Chloe reconhecia isso – principalmente tendo como prova a tentativa de Max de fazê-lo – e entendia que não havia nada que poderia fazer em relação ao seu pai. Mas doía. Era cruel que por mais que ela tivesse certo controle sobre sua vida e suas escolhas, os resultados não se encaixassem no que ela considerava ideal. A garota sentia como se parte de seu cérebro soubesse que consequências existiam e que tentar imaginar ‘o que seria se’ nunca havia adiantado em nada, enquanto outra parte ainda lhe fazia permanecer sufocada na ideia de poder ter seu pai ao seu lado de novo, de poder ter Max e Rachel.

Chloe não podia deixar de pensar na hipótese de só poder estar viva por conta das mortes de William e de Rachel. Ela não conseguia ver tanto valor em si mesma, pelo menos não tanto valor quanto via na garota loira e em seu pai. A garota punk sabia que tendia a ser autodestrutiva, que não sabia lidar com a vida, que era fraca. Rachel costumava dizer que esses são traços humanos. Chloe era humana demais para o seu próprio gosto.

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10 de fevereiro de 2012

“Às vezes você tenta ser algo que não é.” A garota loira disse enquanto apoiava os pés no braço do sofá antigo, tragando seu cigarro enquanto observava os feixes de luz na parede de tijolos. Claro, poderia ser um ‘esconderijo’ no meio de um ferro velho, mas ainda era o lugar favorito das duas garotas, e elas passavam mais tempo lá do que gostariam de admitir.

“Tipo?” Chloe respondeu, bebendo um gole de sua cerveja e sentindo o álcool descer por sua garganta. Ela se esticou na poltrona, fechando os olhos casualmente por conta da dor de cabeça que persistia, principalmente com seus olhos ardendo depois de passar cerca de uma hora chorando enquanto brigava com Joyce.

“Tipo...” Rachel começou a dizer, ajeitando-se no sofá para que pudesse olhar para a garota punk. “Egoísta. Você tenta se convencer de que é egoísta, mas na verdade está sempre colocando os outros à frente. Só você não percebe isso.”

Chloe revirou os olhos, suspirando. “Rachel Amber, a mãe da psicanálise.” A garota riu com a fala da garota de cabelos azuis, que de fato odiava quando ela fazia aquilo. Odiava principalmente por saber que a loira praticamente sempre estava certa.

“Chlo...” A outra garota começou a dizer, tentando chamar a atenção da garota punk para que ela ao menos a escutasse antes de não levá-la a sério, e apenas continuou a falar quando a mesma lhe encarou. “É sério. Eu realmente não tenho nada contra o egoísmo. Muito pelo contrário, acho que é um dos sentimentos mais humanos que existem. Só que você não é egoísta, por mais que tente se convencer de que é. Você constantemente se anula pelos outros e se culpa muito por tudo.”

A garota punk não respondeu, não tendo muito o que argumentar com Rachel. Ela simplesmente cortou o contato visual, procurando se distrair com qualquer outra coisa do local.

“Você tem o direito de pensar em você mesma, e de ser infantil e cabeça quente bem do seu jeito.” A loira continuou, oferecendo um pequeno sorriso. “Você é uma pessoa incrível, Chlo.”

“Será que meu pai concordaria com você?” A garota respondeu relativamente baixo enquanto continuava observando as paredes. “Imagina só? A filha prodígio e super inteligente, agora estúpida, infantil, maconheira e com uma sexualidade duvidosa.”

Rachel não conseguiu deixar de rir antes de responder. “Ele concordaria comigo sim. E para de falar essas coisas de si mesma. Quer dizer, maconheira e com uma sexualidade duvidosa, sim. Estúpida e infantil, não.” A loira disse com um sorriso e Chloe revirou os olhos, também sorrindo levemente. “Fazer merda ocasionalmente não faz de você uma pessoa ruim, só faz de você uma pessoa tão autodestrutiva quanto qualquer um depois de passar por tanta coisa como as que você passou.” Rachel disse, jogando uma bola de papel amassado que estava no chão em Chloe para chamar a atenção da garota de cabelos azuis. “Acredita em mim.”

“Acredito, filósofa.” Ela começou a dizer enquanto bebia sua cerveja. “Eu só tô... Cansada. De perder todo mundo o tempo todo, de me sentir presa. De tanta merda. Eu não espero nada melhor da minha vida.”

“Aqui vai mais uma da filósofa então. Para de achar que algum dia merdas vão parar de acontecer com você.” Rachel disse, capturando a atenção de Chloe com aquela frase. “Isso sempre vai acontecer, Chlo, com todo mundo. Porque não é a felicidade que tá no fim do caminho, é a morte. Felicidade você vai encontrando no meio do caminho, e pode durar cinco segundos, cinco minutos, semanas ou anos. Você nunca sabe. Mas também nunca vai saber se continuar deitada no chão na primeira vez que cair.”

“É mais fácil do que ficar caindo o tempo todo.” Chloe disse, deixando sua garrafa no chão e cruzando os braços.

“É mesmo. Mas aí você não pode ficar esperando alguma coisa boa acontecer, porque a felicidade não vai criar pernas e ir andando até você.” A loira falou, mostrando a língua para a garota punk quando a mesma lhe olhou.

Ela provavelmente estava certa. ‘Levantar’, contudo, seria uma opção para Chloe, se ela ao menos encontrasse forças para fazê-lo.

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15 de dezembro de 2007

“Chloe, cuidado com os fios!” Joyce praticamente gritava enquanto lutava para conseguir carregar as três caixas com decorações de natal empilhadas em seus braços até que William, que montava a árvore, levantou-se para ajudá-la.

A garota sentou-se no sofá enquanto suspirava, cruzando os braços e as pernas enquanto observava a confusão na sala, com partes da árvore espalhadas e as luzes de natal emboladas no chão. Não é que Chloe não gostasse dessa época – pelo contrário. Ela gostava do clima do natal, da neve, das decorações e principalmente da comida. Mas era cansativo ter de lidar com tanta bagunça e correria e não conseguir passar muito tempo com seus pais às vezes por isso, além de aguentar a irritação de Joyce. Sua mãe era extremamente pontual e gostava das coisas em absoluta ordem, e esse era o ambiente perfeito para que ela se estressasse com qualquer coisa no meio do nervosismo.

“Ah, não consigo encontrar a última caixa de luzes. Não vamos conseguir completar a árvore assim.” Joyce disse, vasculhando uma das caixas grandes com várias decorações. “Eu vou comprar mais. Enquanto isso você e Chloe terminam de montar a árvore. Quero ver ela pronta quando eu chegar aqui.” A mulher disse com um sorriso enquanto pegava sua carteira e saia pela porta. Ela poderia ter dito brincando, mas William e a garota sabiam que quando Joyce queria algo pronto, era bom estar de fato pronto a tempo.

“Vai ajudar ou deixar seu pai sozinho pra entrar nessa enrascada com a dona Joyce?” William perguntou numa tentativa de animar a filha, tendo percebido que ela parecia um pouco abatida nos últimos dias.

A garota tentou forçar um sorriso, levantando-se e sentando-se ao lado do pai enquanto pegava uma das partes da árvore de natal e se distraía brincando com a mesma.

“O que foi, Chloe?” William disse preocupado, colocando uma mecha dos longos cabelos loiros da garota atrás da orelha da mesma. Ela quase tentou mentir e dizer que estava tudo bem, mas não só confiava em seu pai como também sabia que ele saberia se ela estivesse mentindo. Ele sempre sabia.

“A Max.” A garota disse depois de alguns segundos em silêncio, ainda procurando distrair-se com a árvore e com as decorações espalhadas pelo chão. “Ela me contou que os pais dela estão... Pensando em se mudar. Ano que vem.”

William suspirou, acariciando o ombro da filha. “Não é por isso que vocês vão parar de conversar, não é mesmo?” Ele disse, oferecendo um sincero sorriso à garota. “Vocês são melhores amigas, não são? Não é a distância que vai mudar isso.”

Chloe apenas assentiu, dando um pequeno sorriso enquanto tentava parar de pensar em tudo aquilo. Ela confiava em seu pai e sabia que ele estava certo, mas algo parecia diferente e ela não sabia explicar, não sabia contar para William ou para qualquer um. A garota sabia que a amizade que tinha com Max era mais forte que qualquer coisa como a distância, mas ela ainda tinha medo, e se sentia ansiosa de uma forma que não poderia explicar.

“Tem mais, não tem?” O homem perguntou, ainda com a mão no ombro de Chloe, como se lesse os pensamentos dela, como ele quase sempre fazia. Ele conhecia a filha muito bem, e Chloe sabia disso. A garota engoliu seco, procurando palavras que simplesmente não conseguia encontrar. Ela suspirou, abaixando a cabeça e tentando desviar o olhar.

“A Max é muito importante pra mim.” Ela começou, mal percebendo que balançava um de seus pés num ato de ansiedade. “E eu gosto muito dela.”

“Sim, ela é sua melhor amiga.” William disse, tentando ajudar a garota a achar as palavras para o que quer que ela quisesse dizer.

“Não. Não é assim, é... Diferente. Não que ela não seja a minha melhor amiga, ela é!” A garota dizia, se confundindo no meio das suas próprias palavras. “Eu não... Não sei explicar. Eu me sinto estranha.” Chloe podia sentir seus olhos ardendo levemente, algumas lágrimas começando a se formar.

“Chloe. Você sabe que pode confiar em mim, não sabe?” William falou, sorrindo levemente para a garota, já imaginando do que se tratava. Chloe assentiu antes de tentar se acalmar em alguns segundos e continuar a falar.

“Eu... Acho que eu gosto dela...” A garota falou, parando por um segundo para enxugar suas lágrimas. “Não só... Como amiga. Eu não sei se isso tá certo... Se eu sou estranha.”

William soltou uma baixa risada antes de puxar a filha em um abraço forte. “Você não é estranha.” Ele disse, dando um beijo na testa da garota. “Isso é completamente normal, Chloe. Não deixe ninguém te dizer que você está errada em ser você mesma, independentemente do que se trate.”

“Mas... Ela é...” A garota interrompeu o pai, sem ter certeza de tudo o que estava sentindo em relação a si mesma.

“O que? Uma garota?” William perguntou, Chloe assentindo levemente ainda com a cabeça baixa. Ele segurou o queixo da filha, levantando-o para que ela o olhasse. “E...?” A pergunta do homem foi retórica, sabendo que a garota não teria o que dizer sobre aquilo e finalmente entenderia o que ele queria dizer. “Filha, você é uma pessoa incrível. Você é boa, não causa mal a ninguém, é extremamente inteligente e carinhosa. As pessoas podem falar o que quiserem, mas amar alguém não faz de ninguém uma pessoa ruim ou estranha. Você tem 14 anos, ainda vai passar por muita coisa e está começando a entender seus sentimentos e a vida.” Ele completou após alguns segundos de silêncio de Chloe, enquanto acariciava os cabelos dela.

A garota abraçou William fortemente, apenas o soltando quando ambos ouviram a porta abrir. Foi questão de segundos para que se encarassem sabendo que haviam esquecido completamente de montar a árvore, tentando o fazer rapidamente antes que Joyce percebesse que não tinham terminado. Ela perceberia, claro.

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As lembranças de Chloe foram interrompidas quando ela percebeu que restava apenas uma pequena parte do baseado, dando uma última tragada antes de apagá-lo na porta da caminhonete, jogando-o no lixo do automóvel em seguida. Ela então se deu conta de que algumas lágrimas já haviam escorrido pelos seus olhos, e tudo o que menos queria era continuar pensando. Continuar contemplando suas memórias, suas culpas e seus medos. Ela estava com Max, e era apenas isso que ela tentava pensar, mesmo que reconhecer aquilo lhe trouxesse mais insegurança ao lembrar-se do fato de que a morena estava em uma cama de hospital e a garota punk tentava ignorar a possibilidade de aquilo ser sua culpa.

A garota de cabelos azuis aumentou o som do rádio, fechando os vidros e encostando a cabeça no banco do carro. Levou alguns segundos para que mentalmente se convencesse de virar a chave da caminhonete que estava no contato, ligando o automóvel e decidindo dirigir um pouco. Isso geralmente a ajudava a se distrair e não pensar em nada que lhe deixasse ansiosa. O simples sentimento de pisar no acelerador enquanto a música alta dentro do carro não lhe deixava prestar atenção em sua própria mente lhe acalmava de uma forma estranha, mas ela não questionava.

40 km/h.

Ela aumentou ainda mais o som, estava em uma rádio qualquer e tocava alguma música dos Arctic Monkeys que ela acreditava ser Old Yellow Bricks – nunca havia sido muito boa em memorizar nomes de músicas.

60 km/h.

Já era tarde de qualquer forma, tarde o suficiente para as ruas estarem praticamente vazias e silenciosas, sendo iluminadas somente pela lua e pelas luzes dos postes. Era o ambiente perfeito para acelerar ainda mais a caminhonete, sem se importar com faróis ou com outros carros.

80 km/h.

A sensação de dirigir naquela velocidade no meio apenas do barulho da música ajudava Chloe a esvaziar sua mente cada vez mais. Por alguns segundos ela pôde se esquecer de tudo que havia acontecido e que estava acontecendo, de todos e dela mesma.

A garota constatou que sua mente acabou se distraindo até demais naquela situação, uma vez que seus pensamentos foram interrompidos pelo exagerado som da buzina de outro carro, Chloe tendo que desviar a caminhonete num movimento rápido para que não colidisse com o automóvel que atravessava o cruzamento. Ela continuou a dirigir, agora em menor velocidade, até que estacionou próxima a uma calçada alguns metros à frente. A garota punk esfregou os olhos, tentando retomar sua noção antes de soltar um longo suspiro e abaixar o volume do rádio.

Ela não estava tentando fazer algum tipo de burrada, mas quase o fez de qualquer forma. O grande problema em dirigir para esquecer-se dos seus problemas era que, às vezes, a garota de cabelos azuis acabava se esquecendo até demais e se distraindo facilmente. Chloe já estava acostumada a correr riscos até demais, mas não queria mais aquilo – na mesma medida em que não queria mais que seus pensamentos continuassem atormentando-a constantemente.

A garota já estava cansada. Cansada de cair tantas vezes e esgotar todas as suas energias tentando se levantar, algo que era cada vez mais difícil. Mas ela ainda tentaria, nem que continuasse desabando e cambaleando. Ela se levantaria por Rachel, por William, e principalmente por Max.

Chloe ligou a caminhonete novamente e fez o retorno em uma das ruas próximas, dirigindo de volta ao hospital. Logo que entrou no local e chegou ao andar em que Maxine estava internada, foi recebida por Vanessa, que já estava acordada há algum tempo.

“Chloe! Onde você estava, querida?” A mulher perguntou com uma das mãos no ombro da garota punk, sua voz baixa e nitidamente cansada.

“Eu não... Não estava me sentindo bem. Precisava tomar um ar então fui lá fora.” A garota respondeu, procurando distrair sua mente de lembrar-se do fato de que além de tomar um ar ela quase aproveitou para se envolver num acidente de carro.

“Espero que esteja se sentindo melhor.” Vanessa disse com um pequeno sorriso. “Liberaram as visitas ao quarto de Max há algum tempo, mas ela ainda não acordou. Estou esperando Ryan para me levar pra casa, você passaria um tempo com a Max?”

“Claro.” Chloe respondeu rapidamente, quase que não dando a chance de Vanessa continuar a falar. Ficar com a outra garota nunca seria um fardo para ela, muito pelo contrário.

“Ótimo.” A mulher sorriu levemente antes de concluir. “Preciso tomar um banho e descansar um pouco. Sinto minha cabeça prestes a explodir.”

“Entendo...” A garota punk respondeu com um pequeno – e relativamente forçado – sorriso. Não estar com dor de cabeça era lucro nos últimos dias.

Após algum tempo, Ryan e Vanessa saíssem do hospital e fossem para casa, enquanto Chloe ficava no quarto onde Maxine estava internada. A morena tomava soro por meio da veia além de respirar com a ajuda de um cateter nasal, e ainda estava dormindo. Ver ela naquele estado machucava a garota de cabelos azuis de uma forma que palavras não poderiam explicar.

Não levou muito tempo para que Chloe pegasse no sono deitada na poltrona ao lado da cama, imersa em seus pensamentos e em suas inseguranças.


Notas Finais


Me perdoem pelo hiatus enorme, não esqueci da fic (principalmente com todo esse feedback maravilhoso que tô recebendo e que tem me deixado muito feliz), mas como a vida não tá fácil pra ninguém, cês sabem né. Enfim, tá aí o capítulo 8, espero que vocês gostem porque esses foi um dos meus capítulos favoritos de escrever <3


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