História Medium - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Bo Burnham, Diabo, Drama, Espíritos, Ficção, Lendas Urbanas, Médium, Mistério, Original, Romance, Sobrenatural, Suspense, Terror, Violencia
Exibições 4
Palavras 1.081
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - Capítulo 11. "A MORTE" (Parte 2)


Meus músculos doíam e eu tinha a impressão que a força com a qual fui jogada na parede e a pancada com as costas na lata de lixo tinham me feito quebrar alguma coisa, mas eu não me importava com isso.

Meu corpo pedia para que eu deitasse naquele beco e esperasse inutilmente que a dor passasse. Mas minha mente estava a mil, a ponto de por como prioridade não a dor, mas achar algum jeito de trazer Bo de volta.

Entrei na loja correndo, percebendo que respirar doía e correr doía ainda mais. Ignorei o grito de dor que queria sair de minha garganta e passei pelas araras de roupa, vendo minha chefe gritar meu nome.

"Aonde você pensa que vai?" ela falou, andando rapidamente em minha direção e percebendo que eu estava machucada "O que aconteceu com você?"

"Eu–" parei para soltar um gemido de dor. Falar aparentemente doía também "Eu não posso explicar, preciso ir pra casa."

"Você vai é sentar e esperar uma ambulância, você está pálida e sua cabeça está sangrando!" ela disse

Franzi o cenho e passei a mão pela testa, sentindo o sangue pela primeira vez. Mas aquilo não importava agora.

"Eu tenho que ir..."

"Elizabeth, sente-se." ela disse, com autoridade

Mordi meus lábios e a olhei, querendo muito sentar para que a dor passasse, mas não podia.

"Pode descontar isso do meu salário." e então comecei a correr, ignorando os gritos de Jenna

A dor era infernal mas eu precisava aguentar até chegar em casa. Sentia que iria desabar a qualque momento, mas mantive minhas pernas em movimento.

Assim que avistei minha casa, a dor pareceu aumentar e eu podia sentir as lágrimas de dor correndo pelo meu rosto, junto com o sangue.

Abri a porta de casa, desabando de joelhos na entrada, sem ar e com meus músculos completamente consumidos pela dor.

Ouvi duas vozes vindas de dentro da casa. Uma era de meu pai, a outra não reconheci na hora, apesar de ter a sensação no fundo de minha mente que eu a conhecia.

"Bo... Ele foi... Eu não..." murmurei, a voz falha e sentindo a dor enquanto as palavras saíam

Senti dois pares de braços me segurarem antes de eu apagar completamente.

-

Quando eu acordei, a dor de cabeça pareceu me dar um tapa em cheio. Estava quase anoitecendo lá fora. Tentei me mexer mas a dor que veio com o movimento me fez gritar.

Abri os olhos e olhei para baixo, notando que eu estava com uma camisa folgada, provavelmente do meu pai, e podia sentir alguma coisa na minha pele, fora a camisa.

Levantei um pouco para ver o que era e haviam faixas na altuda da minha costela. Nas faixas brancas haviam palavras em uma língua estranha.

Magia de cura.

Meu pai odiava recorrer à magia para qualquer coisa. Era muitas vezes perigosa pois, se feita errada, poderia acabar matando alguém.

Magia não é a magia que as pessoas conhecem. Poderes mágicos, varinhas e todas essas coisas. Eram simplesmente uma adaptação de uma habilidade de um povo de outro plano.

Palavras tem poder, e este plano em questão havia criado palavras ainda mais poderosas. Se escritas e usadas corretamente poderiam fazer qualquer coisa, desde curar, até mesmo matar uma pessoa.

Os mediums acabaram aprendendo essa linguagem e usam para casos de emergência.

Nunca havia aprendido essa linguagem e meu pai também não. Era confusa e complicada, mas um dia, quem sabe, poderia dar um jeito de aprendê-la.

Respirei fundo e permaneci deitada, esperando que a magia fisesse seu trabalho. E então me lembrei de Bo.

Lágrimas começaram a brotar em meus olhos. Ele tinha sido levado para longe. Um plano do qual não poderia voltar.

Mas eu precisava tentar. Ele não queria ir, e eu não queria deixá-lo ir. Tinha que fazer alguma coisa.

Me movi novamente, notando que a dor tinha diminuido. As palavras nas faixas estavam quase se apagando, o que queria dizer que faltava pouco para que eu melhorasse.

Assim que as palavras se apagaram completamente da faixa, me movi e já não sentia dor. A magia havia funcionado, e muito bem.

Levantei da cama e corri escada abaixo, vendo meu pai conversando com outra pessoa e senti mais vontade de chorar ainda quando vi quem era a pessoa.

O homem com quem meu pai falava tinha cabelos castanhos e olhos escuros, muito semelhantes aos meus. Era mais baixo que meu pai, porém mais forte e tinha um semblante sério no rosto.

Assim que os dois homens notaram minha presença, ele me lançou um sorriso e eu corri para abraçá-lo.

Eu devia ter desconfiado. Meu pai não sabia a linguagem da magia, ninguém do meu lado paterno sabia. Mas todos do meu lado materno sim.

"Tio... O que você ta fazendo aqui?" perguntei, ficando feliz em vê-lo

"Vim visitar vocês. Não esperava encontrar você completamente machucada quando chegasse aqui..."

"O que aconteceu, Elizabeth?" meu pai perguntou, preocupado

Respirei fundo e olhei para os dois. Não havia motivo para esconder deles aquilo. Meu pai já sabia da existência de Bo, mesmo que nunca o tenha visto, e meu tio... Bem... Ele era meu tio.

Contei a eles tudo, inclusive como conheci Bo, já que meu tio não fazia idéia da existência dele, e falei sobre o que havia acontecido mais cedo.

Eles me escutaram, concentrados em minhas palavras. Assim que terminei de falar o que aconteceu, meu pai sentou-se no sofá com uma expressão pensativa e meu tio começou a caminhar de um lado para o outro.

"Eu preciso tentar trazê-lo de volta..." falei, me sentindo cansada graças ao dia que eu estava tendo

"Não sei como trazer um espírito dos planos mais profundos para cá, principalmente quando a morte já o reclamou, mas eu sei de um jeito para você falar com a morte..."

"Não." meu pai falou, seriamente enquanto olhava para o meu tio "Jack, ela não irá fazer isso. Eu sei no que você está pensando. Perigoso de mais."

"Matthew, é a única forma. Eu posso ir se for preciso. Elizabeth é como a mãe, não vai desistir dessa idéia até fazê-la.

Meu pai passou as mãos no rosto, como se estivesse irritado com tudo isso.

"Eu tenho que fazer isso. Eu tenho que trazer ele de volta. Não pode ser ninguém mais." falei

"Por que?"

"Eu só sinto que tem que ser eu."

"Os meios são dolorosos." meu tio interviu

"Eu aguentei bastante dor hoje, posso aguentar mais um pouco."



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