História Medium - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Bo Burnham, Diabo, Drama, Espíritos, Ficção, Lendas Urbanas, Médium, Mistério, Original, Romance, Sobrenatural, Suspense, Terror, Violencia
Exibições 5
Palavras 1.327
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Capítulo 05. "SOMBRAS" (Parte 2)


Subi até o quarto de Jimmy, o irmão de Hannah, com a mesma me guiando até lá e não consegui parar de pensar o que poderia fazer ela ficar daquele jeito e o que seu irmão tinha haver com isso.

Ela abriu a porta e o garoto estava sentado na cama, encarando a parede a sua frente com um misto de curiosidade e pavor em seus olhos.

Olhei para a parede e estava vazia, não havia nada ali. Mas, assim que pus um pé dentro do quarto, a presença me invadiu em cheio.

Estava fraca, como um rastro que seja lá o que estava ali antes deixou quando saiu. Poucas criaturas poderiam deixar um rastro como aquele, mas só uma coisa era certa: Seja lá o que fosse, era poderoso.

Hannah tocou meu braço, me tirando do pequeno e vergonhoso transe no qual eu havia entrado quando senti aquilo e eu pisquei algumas vezes, voltando ao normal.

Caminhei até Jimmy e sentei em sua cama. Ele olhou pra mim de relance, mas logo voltou seu olhar para a parede.

"A coisa estava ali?" perguntei

O garoto apenas fez que sim com a cabeça e Hannah se aproximou, visivelmente preocupada com o irmão.

"E o que ele estava fazendo?"

"Ele estava parado, me olhando. Não disse o que queria."

"A coisa machucou você?"

"Não. Como eu disse, ele estava apenas me olhando."

"E quem exatamente era 'ele'?"

"Um homem de chapéu e olhos vermelhos. Ele me assustou esta noite. Ele me acordou de madrugada. Acho que queria algo. Se queria não disse nada."

Senti meu sangue gelar e fiquei estática por alguns segundos.

"Jimmy, você disse que era um homem de chapéu?"

"Sim. E ele parecia ser feito de fumaça. Não sabia que fumaça era gente também..." o garoto falou pensativo, tentando compreender o ocorrido com sua mente de uma criança de sete anos de idade

Olhei para Hannah e dei a ela o meu melhor olhar de 'vocês provavelmente correm perigo', fazendo-a engolir em seco.

Levantei da cama e puxei a garota para o corredor, deixando Jimmy sozinho, ainda olhando para a parede.

"O que foi? O que é esse 'homem de chapéu' que meu irmão viu?"

"Vocês precisam sair daqui agora, Hannah. Isso é uma coisa que eu não posso lidar sozinha. Seria preciso ter no mínimo dois mediums experientes pra lidar com isso, e eu não sou dois mediums, muito menos experiente."

"E o que exatamente é isso?"

Mordi o lábio inferior, pensando se deveria falar ou não. Ela já estava assustada o suficiente. Mas eu sabia que ela não iria parar de me irritar até saber o que era.

"O Homem de Chapéu é um cara bem famoso entre os mediums, na verdade. Ele é parte do Povo das Sombras, uma raça de seres sobrenaturais que vivem no plano que antecede o nosso. Eles geralmente são inofensivos e só aparecem no Primeiro Plano para nos observar. Um livro da coleção do meu pai na verdade fala sobre isso, eles nos acham... interessantes; Seres formados de matéria e completamente ignorantes aos planos que consistem a realidade. Eles gostam de aparecer e nos pregar peças, aparecendo na nossa visão periférica antes de perderem o controle e voltarem para seu plano-"

"Liz, eu não preciso de uma aula de história sobre um povo sobrenatural de um universo paralelo..."

"Na verdade, eles não são de um universo paralelo. Estão no mesmo universo que nós, apenas separados por uma fina linha de realidade e-"

"Liz!"

"O quê?"

"Para de bancar a nerd e vai direto ao ponto! Quem é esse homem de chapéu?"

"Aí é que está. Ninguém sabe ao certo..."

"O que? Como assim?"

"Veja bem, os cristãos dizem que ele é o próprio diabo que aparece para atormentar as pessoas. Uma teoria estúpida, pra falar a verdade. Se o diabo existir, ele é um ser do último plano tão poderoso que se chegasse a vir para o Primeiro Plano iria causar um distúrbio nas linhas da realidade e acabar misturando os planos-"

"Liz, você está bancando a nerd de novo..."

"Desculpe, acontece..."

"Mas se ele não é satã então o que ele é?"

"Alguns dizem que é só um espírito perdido vagando pelo mundo e nos observando, mas os mediums tem outra teoria. Para meu povo, o Homem de Chapéu é um mensageiro de maus agouros. Todos que já o viram acabam perdendo alguém. Segundo alguns mediums que já o viram dizem que ele tentou falar com eles, o que era meio difícil pois eles ficavam com tanto medo que nunca o deixavam falar, sempre corriam e davam o jeito de expulsá-lo do Primeiro Plano."

"Espere, então se ele apareceu para o meu irmão..."

Hannah ameaçou começar a chorar e eu segurei seus ombros com força, fazendo-a olhar para mim. Sua aura estava começando a me contagiar e eu estava prestes a entrar em desespero com ela, mas consegui me conter e afastar a aura dela de mim.

"Hannah, vai ficar tudo bem. Nada vai acontecer nem com você, nem com seu irmão."

"Mas você disse-"

"Eu posso estar errada. É apenas uma teoria. Ele poderia estar ali apenas pra ver seu irmão, curioso, como as outras pessoas de sombra."

"Mas Jimmy disse que ele o acordou e ficou olhando para ele como se quisesse algo."

Abri a boca para dizer algo mas me contive. Se aquela coisa quisesse alguma coisa com Jimmy, não poderia ser bom. Tudo que eu li a respeito do Homem de Chapéu nos livros do meu pai não eram coisas boas.

"Olha, vamos fazer assim então: Você e Jimmy dormem lá em casa até meu pai voltar e dar um jeito nisso."

Ela pareceu relaxar um pouco e assentiu com a cabeça.

"Meus pais estão viajando este mês, então não tem problema eu sair de casa. Eles não telefonam mesmo, vai ser como se eu nunca tivesse saído."

-

Resolvi ir para casa arrumar meu quarto para que Hannah e Jimmy pudessem dormir lá por algumas noites. Terminei de colocar o colchão extra no quarto e desci as escadas, pronta para ir chamar os dois quando ouvi batidas na porta.

A lembrança da criança batendo freneticamente na porta me veio a cabeça, mas me aliviei ao sentir a presença, ao mesmo tempo em que fiquei irritada.

O que ele queria agora?

Abri a porta, pronta para dar um fora em Bo, quando a segunda presença me atingiu em cheio, me paralisando no local onde eu me encontrava.

Minha respiração parou e meu coração estava mais rápido que o recomendável para que eu não tivesse um ataque cardíaco. Em minha frente eu podia ver o corpo de Bo. Sem dúvida nenhuma era ele ali. Mas, assim que consegui levantar o rosto, vi o que havia de diferente.

Bo tinha um sorriso presunçoso nos lábios e sua cabeça estava levemente inclinada para o lado, como um cachorro confuso. Nada de anormal. O problema eram seus olhos.

Bo tinha olhos azuis brilhantes, que, mesmo estando morto, tinham uma chama de vida neles. Para ser sincera, eu gostava de seus olhos, por mais irritante que aquele brilho neles fosse. Mas não eram os olhos dele que eu via.

No lugar do azul havia um vermelho vivo, como sangue. Suas pupilas estavam tão pequenas que parecia que iam desaparecer a qualquer momento.

Ele alargou ainda mais o sorriso assim que viu o estado em que eu me encontrava. Ele começou a falar, e em meio a sua voz normal, eu conseguia ouvir algo como um sussurro distante, falando as mesmas palavras.

"Meia noite, Elizabeth. E é bom que esteja lá na hora. Já chegou o tempo em que alguém deve ouvir o que tenho a dizer. E lembre-se: Aprenda a ouvir o outro plano também."

Assim que disse essas palavras, Bo se contorceu e gritou. Uma forma escura deixou o corpo dele e desapareceu, deixando Bo caído no chão, tentando recuperar os sentidos, e eu, completamente aterrorizada.



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