História Medo de amar. - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Totalmente Demais
Tags Gerlili, Totalmentedemais
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Palavras 1.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção
Avisos: Álcool, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Medo de amar. 4


Os primeiros raios de sol invadem a cortina da sala despertando o casal de amigos que se assustam ao notar que dormiram juntos.
— Que horas são? – o rosto marcado pelas almofadas denunciam o sono profundo que Lili teve.
— 6:30. Acho melhor a gente subir antes que aqueles dois nos vejam e pensem besteira.
— Você tem razão! Até mais tarde. – disse Liliane ao subir correndo para o quarto com um sorriso no rosto. Germano, por sua vez, continuou alguns minutos no sofá, fez um breve alongamento para tentar aliviar a dor nas costas e sorrio lembrando da noite passada.
Mais tarde, todos estavam postos à mesa para tomar o café da manhã.
—Dona Liliane, se precisar de alguma coisa é só me chamar.
— Dona Francisca, a senhora poderia providenciar um remédio de dor muscular pra mim?
— Dois, por favor. Eu também estou precisando. – completa Germano.
— Também pudera! Com tantos quartos pela casa e vocês resolvem dormir no sofá? Tenho certeza que uma conchinha na cama não causaria tanto efeito.
— Para o mundo que eu quero descer!!! Quem dormiu no sofá? – indaga Flávia
— Nada. Não está mais aqui quem falou. Com licença, já volto com as aspirinas.

Flávia e André fizeram um questionário aos dois que trataram de desconversar. Em seguida, Lili e Germano tomaram o remédio e todos foram aproveitar a piscina.
Os raios de sol cada vez mais quente demonstrava o cair da tarde. Após um breve diálogo, optam por passar a tarde em casa, onde fariam um churrasco e aproveitariam com mais privacidade. Germano e André se encarregaram de cuidar da churrasqueira, dispensando os possíveis churrasqueiros que sempre atendem a família de Lili quando passavam alguma temporada em Angra. Beneficiaram-se a tarde toda. No decorrer da mesma, houve troca de olhares entre Germano e Lili, e algumas provocações, para não perder o costume. Ademais, não houve nada tão impactante.
No ruir da noite, aclararam a comparecer à um luau que teria na orla da praia do Bonfim. Arrumaram-se em seus respectivos quartos e dirigiram-se até o local. Havia muitas pessoas e uma música animada ecoava através de um som que se encontrava em um carro que achava-se ali, enquanto os instrumentistas se preparavam para tocar os violões. O ambiente estava a caráter: senhoreava alguns pufs, tapetes de palha e uma pequena quantidade de banco, afim de acomodar todos. Não havia muitos lugares disponíveis devido ao sucesso do evento. Como os amigos haviam chegado tarde, não tiveram o privilégio de escolher o lugares que se acomodariam.
— Amiga, fica com o celular ligado. Você também, Germano. Até mais! – despediu Flávia, ao sentar em um tapete com o namorado.
— Aquele puf é enorme, cabe nós dois. Vamos antes que alguém sente. – disse Germano ao apressar os passos e sentar-se, deixando um espaço para amiga.
— Vou buscar algo para beber, você quer alguma coisa?
— Ah, pode ser o que você for beber.
— Ok!
Não demora muito para que o rapaz retorne e acomode-se.
— Caipirinha? Parece que adivinhou meu gosto.
— Pois é. Peguei uma cerveja para mim, mas não sabia se você gostava então...
— Ah, eu gosto também. – o interrompe e adiante bebe um pouco do líquido no copo, com auxílio do canudo de plástico.
O gosto sobre bebidas alcoólicas vira um pauta entre eles. Acabam de discorrer sobre, quando a bebida de ambos acaba.
— Você tá linda, Lili. – com afeição a acariciou no rosto.
— Ah não! Logo você? Pensei que fosse mais original. Mas aí você me vem com esse papo de Dom Juan conquistador.
— Eu to falando sério, Liliane. Você mexe comigo. – aproxima-se da garota, ainda sentados.
— Tá dizendo isso porque não ficou com ninguém ainda?
— Se eu quisesse outras garotas, eu não estava aqui com você.
O silêncio se fez ali. Só se ouvia se fundo a rapaziada animada ao som de “medo de amar.”
“Você diz que eu te assusto, você diz que eu te desvio. Você diz que eu sou um bruto e me chama de vadio. Você diz que eu te desprezo, que eu me comporto muito mal. Você diz que eu nunca rezo e ainda me chama de animal. Você não tem medo de mim, você tem medo é do amor que você guarda para mim. Você não tem medo de mim, você tem medo é de você. Você tem medo é de querer me amar!”
O trecho da canção alertou Germano do real motivo de nunca ter acontecido nada entre eles além da forte troca de olhares. Era medo. Medo de amar. Medo de ser amada.
— Quando meus lábios tocarem os seus, você vai sentir a sensação de ter dado o primeiro beijo da sua vida. – sussurrou no ouvido da moça. — Eu tenho certeza de que ninguém nunca te beijou de verdade. Pelo menos não da maneira que pretendo beijá-la. — sem delongas, choca os lábios ao dela, que, por sua vez, de início, tentou resistir, mas deu passagem à língua do rapaz e ali travaram uma guerra por espaço.
— Preciso tomar um ar. – afasta-se do rapaz, com a respiração descompassada.
— Eu não paro de pensar em você, Lili.
— Nem eu! – confessa, sentindo-se mais leve e beijando-o novamente.
Adiante, depois muitos beijos trocados, Germano entrelaça seus dedos ao de Liliane e ambos se entreolham com ternura. A penumbra da noite os dava uma sensação de que o que estava acontecendo, já havia sido escrito.
— Tenho muitos outros beijos para lhe dar.
— Quero receber todos, mas tenho medo.
— Não precisa ter medo. Nós vamos com calma, e vamos respeitar o tempo. – a presenteou com um selinho.
— Eu sinceramente não acho que isso possa dar certo. – admite, recostando-se no peito do amado.
— O não a gente já tem, agora correremos atrás do sim. E se você quiser tanto quanto eu, dará certo sim.
— Eu quero, mas são muitos impedimentos. Coisas maiores que a gente.
— Pode existir sim coisas maiores que a gente entre nós, mas não vejo nada maior que o sentimento.
— Ninguém pode saber, tudo bem? Fica só entre nós dois.
— Se você prefere assim, vou respeitar. Mas vai ser difícil me controlar todos os dias.
— Eu tenho tanto medo... – suspira.
— Faz assim: vamos tentar até amanhã, depois até quarta, e deixa a vontade mostrar até quando.
— Combinado! – sorri e levanta o rosto, beijando-o novamente.
“Você tem medo é de querer me amar.”



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