História Medo de amar - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Tags Outlaw Queen, Outlawqueen, Regina Mills, Robin Hood
Visualizações 193
Palavras 2.617
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como eu prometi em algumas respostas no comentário de vocês, não demorei muito com o próximo, viu? Eu estou muito feliz com o retorno que estou recebendo com essa fanfic, é muito gratificante e só me deixa com vontade de escrever mais e mais. Obrigada por favoritarem e comentarem. Vocês são demais! Essa história ainda promete muitas emoções pela frente, sintam todas comigo ❤

Capítulo 6 - Vocês precisam de alguém


Fanfic / Fanfiction Medo de amar - Capítulo 6 - Vocês precisam de alguém

Sentado em uma poltrona dentro do seu escritório, estava Robin, brincando com um copo de whisky, pensamentos iam e vinham, todos envolvendo uma pessoa. Uma mulher para ser mais específico. Regina Mills. O que ela tinha de tão especial que não conseguia passar um dia fora de seus pensamentos desde a primeira vez que pôs os olhos nela? Robin não era assim, não tinha a mínima vontade de ter alguém ao seu lado fixamente. O máximo que se permitia era que alguma mulher o acompanhasse em algum dos milhares de eventos que participava, uma noite de sexo sem compromisso e mais nada. Essa era a vida dele. E a ideia de que essa mulher que mal conhecia pudesse mudar seu dilema, o assustava, porque ele já não parava de pensar nela. Que merda, Robin! Lembre-se de tudo o que a mãe de Roland fez com vocês.

Toma um longo gole do líquido âmbar e sente o caminho quente que a bebida faz por dentro do seu corpo. Para ele era relaxante. Estava prestes a levantar e se servir de mais uma dose quando ouve duas batidas na porta fazendo com que ele voltasse a se encostar na poltrona.

“Entra.” pede e logo a babá de seus filhos e também sua grande amiga aparece com aquele ar de quem iria fazer várias perguntas. Ele já esperava por isso.

“Tudo bem?” quis saber revezando seu olhar entre Robin e o copo nas mãos dele.

“Tudo ótimo!”

“Posso perguntar o que houve entre você e Regina?” cruza os braços sem fazer muita enrolação para perguntar “Você saiu correndo do quarto que ela estava e quando eu perguntei ela não me disse nada.”

“Porque talvez não tenha acontecido nada.” dá de ombros.

“Mas daí entra a parte que eu te conheço melhor do qualquer outra pessoa e sei que você está mentindo. Qual é, Robin? Não me enrola!”

“Eu estou falando... Entrei no quarto, trocamos algumas palavras, dei o colar para agradecê-la e vim para o escritório.”

“O que ela achou do presente?”

“E... Eu... Eu não sei.” coça a nuca e se levanta para longe do olhar inquisidor de Ruby.

“Como assim você não sabe? Droga, parece que está fugindo de alguma coisa.”

“Ela só estava com pressa de ir embora e eu não queria atrasá-la.”

“Mas eu dúvido que Regina não agradeceria.” Robin dá ombros novamente como se aquele assunto pouco lhe importasse e serve-se de mais uma dose de whisky “Sabe o que eu acho? Que você gosta dela.”

“Quê?” ri achando aquilo a coisa mais ridícula que já tinha ouvido.

"Por que você não chama ela pra sair, Robin?"

"Eu?"

"Está na sua cara que você quer conhecer mais dela. Você está interessado, não negue!"

“Eu não vou chamar uma mulher que eu só vi umas três vezes na vida pra sair.”

“Você geralmente chama qualquer uma que acabou de conhecer.” retruca sem paciência “E não estamos falando de casamento aqui, seria apenas um encontro.”

“Dispenso.” ele termina de beber o líquido em um gole só e fecha os olhos ao sentir a queimação.

“Até quando?”

“Até quando o quê?”

“Até quando você vai deixar o que Marian fez com você te impedir de ser feliz? Robin, você precisa de alguém, as crianças precisam de alguém. A Regina é uma mulher incrível que não liga pro seu dinheiro e ama os seus filhos...” ia continuar a falar, porém Robin a interrompe.

“E o que te faz pensar que Regina se interessaria por mim?”

“Sério que você não vê? Ela sempre fica nervosa ao seu lado e cora por qualquer coisa.”

“Ruby, eu te pago pra cuidar dos meus filhos e não de mim e da Regina, sabia?” a jovem cai na risada.

“O que eu posso fazer se essa tensão que envolve vocês dois chama a atenção de qualquer um?” o loiro revira os olhos “Agora vou deixar você aqui sozinho e ir fazer o que você me paga pra fazer.” brinca enquanto se dirigia em direção à saída “Mas ó... Pensa em tudo o que eu te falei.” pisca e então o deixa sozinho mais uma vez.

E ele pensou.

Não podia negar para si mesmo o quanto Regina Mills era intrigante, o quanto era linda e até mesmo sexy. Sua beleza era de deixar qualquer um louco, mas o que mais era de se admirar nela, era o grande coração que ela tinha. Por ser um homem com uma ótima condição financeira, a maioria das mulheres que ele conhecia tinha algum interesse, mas o fato dele não estar procurando por ninguém o fazia não dar muita bola para isso. Por que Regina tinha que ser diferente? Isso dificultava tudo.

Decidido a parar de pensar nisso, Robin saí de seu escritório pessoal e entra em seu quarto. Tudo o que precisava no momento, era um banho relaxante e passar um tempo com os seus filhos. Sua agenda era muito ocupada, qualquer tempo livre era dedicado aos seus pequenos.





>>>>






“A gente tem que pensar em alguma coisa.” Roland diz batendo os dedinhos no queixo.

“Eles precisam se beijar, Land.”

“Eles quem?” Robin entra no quarto assustando os dois.

“Papai!” Valentina pula na cama fazendo o homem sorrir.

“O que vocês estão aprontando, hem?”

“Eu estava contando uma historinha de príncipe e princesa pro Land.” levanta os braços para explicar e só então ele percebe o que ela estava vestindo. Um suéter na cor vermelha muito, muito maior que ela.

“Valentina, de quem é isso?” pergunta, pois nunca havia visto o mesmo.

“Tia Gina esqueceu aqui.”

“Você deveria guardá-lo na sua mochila do ballet para não esquecer-se de entregar a ela amanhã.”

“Eu quero dormir com ele.” cruza os braços.

“Promete não esquecer dele amanhã?” ela sacode a cabeça positivamente.

“Papai?” Roland o chama “No próximo final de semana o senhor vai viajar de novo?”

“No próximo não.”

“Então nós vamos ao Jardin d'Acclimatation?”

“Acho que podemos ir sim, faz um bom tempo que eu venho prometendo.”

“Eba!” o menino comemora e Robin sorri bagunçando os cachos dele “E a gente pode chamar tia Regina?”

“Isso!” Valentina concorda.

“Tudo o que vocês vão fazer agora tia Regina têm que participar?” cerra os olhos.

“Sim. Nós temos muitos amigos adultos: tio Killian, tio Will, Tio John... Mas só a Ruby e a tia Regina de mulher feminina.” Robin ri do jeito que a menina fala “E ela fala que eu sou o anjinho dela.”

“Ela fala é?” se derrete ao ver todo o carinho que sua menininha falava de Regina.

“Fala.”

“Ela é muito legal, papai.”

“Okay, vocês venceram.” ele levanta as duas mãos como se estivesse se rendendo “Podem chamar a Regina.”

Roland e Valentina comemoram a novidade enquanto Robin sentia seu coração encher de alegria de ver as duas pessoas que mais amava no mundo felizes. Ele faria qualquer coisa pelos dois, qualquer coisa mesmo, pois tudo o que realmente importava para eles, era o bem estar de suas crianças.

Após passarem algum tempo brincando, Robin colocou os dois pra dormir contando a história favorita de cada um. Seguiu para o seu quarto, onde passou mais um tempo trabalhando em seu laptop até que o sono o atingiu em cheio.





>>>>






“Chapeuzinho, você pode me levar mais cedo pro ballet?' quando a babá ia responder, Robin surge já arrumado para o trabalho.

“Eu levo você, meu amor.” ele se serve com uma xícara de café e se vira pra Ruby “Só precisa ir buscá-la, está bem?”

“Sim, mas por quê?” pergunta estranhando já que era uma raridade ele estar tão disponível logo cedo.

“Tenho que falar com Regina.”

“Sobre...?”

“Desde quando você se tornou tão fofoqueira?” dá um gole no café.

“Desde quando o assunto me interessa.” sorri “Espero que tenha pensado no que eu te disse ontem.” diz enquanto deixava a cozinha.

“Vocês adultos tem uns assuntos muito estranhos.” Robin ri e ela pula da cadeira.

“Está pronta?” ela mexe a cabeça positivamente “Vou dar um beijo no Roland e já desço pra gente ir.”

Minutos depois, Robin e Valentina já estavam a caminho do Paris Opera Ballet School, a menina não parava de tagarelar sobre o quão animada estava para o seu primeiro dia de ballet com outras meninas da sua idade. Por muito tempo ela insistiu para que Robin a matriculasse em alguma aula de ballet, desde muito pequena nutria uma paixão por aquele estilo de dança, e ele claro, procurou saber quais eram as melhores academias de Paris, Valentina era a criança mais doce do mundo e merecia o melhor que ele tinha para oferecer.

“Papai, me leva primeiro para ver tia Gina.”

“Não pensei que fosse me pedir diferente.” sorri enquanto estacionava o carro próximo a academia de dança.

Ele desce do carro e retira Valentina da cadeirinha. Os dois entram no Paris Opera Ballet e a pequena solta a mão de Robin para correr em direção ao balcão, por não dar altura para que enxergasse a recepcionista, ela dá umas batidinhas na madeira como se estivesse batendo em uma porta.

“Moça?”

Mary Margaret sorriu e deu a volta no balcão, se agachando em seguida para dar atenção à menina.

“Olá, Valentina!”

“Você sabe quem eu sou?” pende a cabeça para o lado estranhando aquilo.

“Claro! Não é você a garotinha que conquistou Regina?” Valentina dá um largo sorriso e afirma com a cabeça “Eu sou Mary Margaret, uma grande amiga dela.”

“Você me lembra a Branca de Neve.” a pequena constata.

“E você é mesmo encantadora.” aperta a bochecha dela.

“Onde está tia Gina?”

“Vocês sabem a sala que ela dá aula, certo?” intercala seu olhar entre Robin e Valentina “Geralmente, antes de iniciar suas aulas, ela gosta de se aquecer, então vocês podem encontrá-la lá.”

“Obrigada, Branca de Neve!” ela agradece e sai andando na frente.

“Ela é adorável!” sorri ficando de pé “E muito educada, parabéns, Sr...?”

“Robin. Robin de Locksley.” estende a mão.

“Prazer!”

“Obrigada, Srta. Mary Margaret. Agora deixa eu ir atrás daquela menininha.” ela sorri e assente voltando para o seu posto.

Ele caminha rapidamente na intenção de alcançar Valentina, viram alguns corredores e então se aproximam da sala que Regina dava aula e lá estava ela. Dançando e girando como na primeira vez em que ele a viu, mas agora era diferente. Ela estava acompanhada. Um rapaz magro, cabelos castanhos e um pouco maior que ela a conduzia de forma majestosa para lá e para cá. Ela sorria genuinamente e mais uma vez Robin se via hipnotizado por aquela mulher. A dançarina deu um salto incrível e em seguida girou até cair nos braços do rapaz com quem dançava, e então a música chegou ao fim. Uma mulher ruiva e sorridente aproximou-se dos dois batendo palmas.

“Vocês são o melhor casal da história do ballet.”

“Não exagera.” Regina sorri colocando umas mechas de cabelo atrás da orelha. Ela ficava tão linda sem graça, e esse fato não passou despercebido por Robin.

“Fala sério, Rê! É inegável a química que nós temos.” o outro bailarino a puxa para um abraço e beija os cabelos dela.

Robin sente um negócio em seu interior, ele sabia o que era, mas decidiu ignorar ou fingir que era outra coisa até porquê só fazia uma semana que ele conhecia aquela mulher, não havia motivos para aquilo.

“Acho que temos visita.” a ruiva aponta para à porta e o rosto de Regina se ilumina ao ver Valentina.

“Meu anjinho!” Regina se agacha e abre os braços para receber a garota que não demora em correr para agarrá-la “Como você está?”

“Estou bem! Gina, eu amei a dança!”

“Você viu? Logo estará fazendo tudo isso também.” ela ouve um pigarro vindo de trás dela e revira os olhos “Valentina, essa aqui é Zelena, ela é professora de teatro aqui na academia e também minha amiga.”

“Melhor amiga.” corrige e se ajoelha para falar com a garota “Você é linda, sabia disso?”

“Você também!” sorri e logo faz uma careta “Mas eu estou confusa.”

“Com o quê?” Zelena pergunta.

“Eu pensei que Mary Margaret era melhor amiga da Gina.”

“Ah, é?” cerra os olhos “Foi a Regina que falou isso?”

“Não. Foi a Mary.” a essa altura Daniel já não conseguia evitar as risadas.

“Mary Margaret é mesmo uma convencida, ela vai se ver comigo.”

“Olha como você fala na frente dela, Zelena.” Regina a repreende.

“Desculpa!”

“Na verdade, ela disse que era uma grande amiga de Regina, querida.” Robin se pronuncia pela primeira vez fazendo com que Regina olhasse pra ele.

“Isso! Esse é o Robin, meu pai.” Valentina o apresenta para Zelena.

“Olá, Robin!”

“Olá!”

“E você é o namorado da Gina?” a menina agora encarava o rapaz que estava em pé atrás de Zelena e Regina.

“Valentina!” chama a atenção da filha apesar de querer saber muito a resposta.

“Nossa, tenho que ir.” Zelena diz olhando o relógio em seu pulso “Almoço?” pergunta olhando para Regina e Daniel que confirmam com a cabeça.

“Anjinho, por que você não vai com a tia Zel? Ela te mostra a sua sala, eu infelizmente não posso ir, pois minha aula já vai começar.”

“Tá bom!”

“Tenho que ir também. E a propósito, pequena, eu sou Daniel, amigo da Regina.” o bailarino sorri amigavelmente e em seguida se retira.

“Vamos?” Zelena estende sua mão para Valentina.

Ela se despede de Robin e Regina e as duas saem deixando-os sozinhos. A tensão que surge é imediata, eles não tinham como negar o nervosismo que tomava conta deles cada vez que estavam na presença do outro. Regina o encarou e nem se deu conta de quando prendeu a respiração deixando se levar pela beleza de Robin de Locksley.

“Você vai ficar para aula?” Regina tenta descontrair para disfarçar como se sentia perto dele.

“Eu não me importaria de ter aulas com você.” abre um sorriso e Regina engole em seco “Mas hoje, na verdade, eu vim lhe fazer um convite.”

“Um convite?”

“Sim, é... No sábado, eu levarei as crianças ao Jardin d'Acclimatation e queria saber se você gostaria de se juntar à gente?”

“Ah, claro! Sábado é ótimo pra mim, eu adoraria, Robin!” sorri feliz pelo convite.

“Tem mais uma coisa.” ele coça a nuca e Regina estranha a repentina mudança no comportamento dele.

“Pode falar.” incentiva.

“Eu gostaria de saber se...”

Até quando você vai deixar o que Marian fez com você te impedir de ser feliz?

As palavras de Ruby ecoavam na cabeça de Robin enquanto ele tentava criar coragem para o que falaria a seguir. O loiro não lembrava da última vez que ficara tão nervoso ao pensar em chamar uma mulher pra sair, além disso, qual era a pior coisa que ela poderia responder exceto o não? Respirando fundo, ele decide perguntar de uma vez.

“Eu gostaria de saber se você sairia comigo algum dia.”

Assim que ele solta o que tanto queria dizer, umas meninas começam a entrar na sala para a aula que logo começaria. Regina permanecia estática, essa era a última coisa que esperava ouvir do rapaz. Ela abriu a boca uma, duas, três vezes, mas não conseguia formar uma só palavra para responder.

“Bom dia, professora! Eu preciso te perguntar se...” uma das alunas que se aproximavam dos dois, para de falar quando pensa ter interrompido algo.

“Eu... Eu acho melhor eu ir.” Robin diz e anda em direção à saída.

“Eu atrapalhei alguma coisa?”

“Não, querida! Me espera aqui, já volto.” diz já correndo atrás do homem “Robin?”

Ele já estava virando o corredor, quando ouve a voz dela, ele vira em direção à morena e ela abre um sorriso que foi capaz de acelerar o coração dele.

“Eu adoraria sair com você algum dia.”


Notas Finais


Quando será que vai rolar essa saída? Não vejo a hora de escrever.

Não deixem de dizer o que acharam. É muito importante! Podem falar comigo no twitter também: @mrsvaughan7. 😘


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