História Medos - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Personagens Originais
Exibições 57
Palavras 1.389
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo único


Eu sempre amei Teatro. Sempre amei o fato de me sentir livre, de esquecer por miseras horas os problemas da vida real, amava o fato de não precisar ser eu ali.

Mesmo as aulas - de teatro - sendo sempre monótonas elas nunca perdiam a graça. Mas um dia eu perdi o ar, não conseguia pensar. Era como se meu cérebro tivesse em curto.

O professor pediu para que fizéssemos um círculo e depois fez uma pergunta: "Qual o seu maior medo ?". Cada um ali respondeu, mas quando chegou na minha vez eu travei. Eu não sabia. Não sabia o meu próprio medo. Por que ?

Então respodi "Borboletas", era mentira. Não tinha medo de borboletas pelo contrário eu as achava magnificas.

Um mês depois o professor faz a mesma pergunta e novamente todos responderam, alguns mudando drasticamente de medo, e de novo eu travei.

Já havia se passado 31 dias e eu ainda não sabia, como uma pessoa pode saber ressolver equações matemáticas mas não saber o próprio medo ?

No dia era o meu aniversário por isso eu mais algumas amigas saímos para comemorar ou tentar pelo menos.

Foi naquele bar que eu te vi. Você estava sentado em uma mesa ao lado de uma garota. A luz batia em seu rosto o que realçava sutilmente seu rosto. Você era lindo.

Eu não conseguia parar de te encarar, mas meus amigos estavam todos tão bêbados que nem perceberam. Fiquei triste quando te vi ir de mãos dadas com aquela garota.

Os três próximos dias foram tediosos eram pessoas e mais pessoas me parabenizando por uma coisa que nem achavam realmente importante.

Era o começo do outono a brisa gelada acariciava com cuidado o meu rosto, no chão um mar de folhas mortas e marrons, o céu num tom de cinza típico da época. Foi quando eu te vi pela segunda vez.

Você estava sentado de baixo de uma árvore e dessa vez sem a garota de cabelos negros. Tinha um caderno de desenhos em mãos e lápis espalhados pela toalha quadriculada estendida no chão.

Você estava concentrado na paisagem bem a sua frente. Você havia pintado o cabelo de um vermelho vivo e com a ajuda da luz que passava entre os galhos secos das árvores te deixavam ainda mais encantador.

Respirei e fui em sua direção. O espaço ia diminuindo e meu coração ficava mais agitado. Estava com medo de sua reação afinal não era tão comum uma moça tomar iniciativas, mas não sabia se iria aguentar esperar você vir até mim.

E aquele foi o primeiro dia em que nos falamos. Era estranhamente adorável o jeito como sorria mostrando os dentes e fechando seus pequenos olhos. Sua voz era tão calma e sedosas. Você ficava mais perfeito a cada minuto.

Um mês. Dois meses. Três meses já havia se passado, o inverno estava chegando e os dias ficando cada vez mais frios e torturantes.

A gente havia combinado de se encontrar no nosso lugar especial. Naquele parque, de baixo daquela árvore que nos vimos pela segunda vez.

Você, assim como eu, estava embrulhado por roupas de frio o que o deixava extremamente fofo.

Me sentei ao seu lado e você me encarou com seus pequenos olhos negros e disse "Eu gosto de ti" meu coração disparou, um silêncio momentâneo invadiu o local e ficamos mais vermelhos que pequeninos tomates.

"Eu também, Jimin" respodi.

E você me beijou. Um beijo calmo e doce. Um beijo delicado e gelado. E aquela árvore, aquele lugar virou mais do que especial, virou o símbolo do nosso amor.

Um ano depois a gente já estava namorando. Mas nos últimos meses você estava estranho, não me olhava nos olhos, não andavamos mais de mãos dadas, você não me buscava mais nas aulas de teatro, como sempre fazia nas terças-feira, era quase raro sairmos porque estava sempe com mal estar. E quando nos víamos estava sempre a digitar eu seu aparelho móvel ou distraído de mais.

No nosso aniversário de namoro você desmarcou pois estava gripado, então como uma boba preparei uma sopa aluguei alguns dos seus filmes preferidos e sai no meio de uma nevasca.

Eu estava errada em querer te fazer se sentir melhor ? Estava errada de me preocupar ? Estava errada de ir até o seu apartamento ? Estava errada de querer ser uma boa namoranda ?...Sim eu estava.

A porta do seu apartamento estava trancada mas isso não era problema já que tinha uma cópia da chave. Tudo estava uma bagunça o que era muito estranho já você é obcecado por limpeza.

Coloquei tudo na mesa de centro e comecei a te procurar pela casa. Na escada que dava no andar de cima estava cheio de roupa espalhada.

Eram roupas femininas.

Subi as escadas com cuidado e a cada

degrau os gemidos eram mais audíveis, meus olhos estavam ardendo por conta das lágrimas seguradas.

A porta do seu quarto estava encostada e pela brecha pude ver o seu cabelo vermelho e aquela garota de cabelos negros.

Tentei sair sem fazer barulho, mas a minha falta de atenção e meus olhos embasados pelas lágrimas não ajudaram.

Poucos segundos depois de eu ter quebrado o seu vaso preferido você apareceu enrolado em um lençol.

Seus cabelos tingidos estavam grudado em sua testa por conta do suor, seu abdômen definido estava amostra. Você estava igual ao dia em que fizemos pela primeira vez. No dia em que perdi a virgindade para o homem que amava, ou pelo menos achava que amava.

Você tentou dizer alguma coisa mas eu apenas dei as costas e sai correndo. Mesmo com a neve cobrindo a metade das minhas pernas e congelando minha carne eu não parei de correr.

Eu nunca chorei tanto na minha vida, nem quando minha gata, Bora, tinha falecido.

Uma semana depois você tentou falar comigo, e eu te ouvi. Foram as piores coisas, cada palavra era como uma facada. Eu estava desolada, era como se meu mundo tivesse perdido a cor.

Segurando o choro como sempre fazia apenas respondi "Sabe qual foi o meu maior erro, Jimin? Ter acreditado em você. Em ter acreditado no seu amor. Eu espero que seja feliz, mesmo não sendo comigo. Adeus". Por quê tinha que ser tudo tão complicado ? Por quê tinha que ser tão dolorido ?

Eu parei de fazer tudo que eu mais amava, porque tudo me lembrava você. O teatro tinha perdido a graça, o outono tinha virado a pior estação do ano. Você tinha arruinado tudo.

Um ano e meio depois você já tinha casado com a menina dos cabelos negro - que não são mais negros e sim loiro - e eu estava determinada a serguir minha vida, mesmo que fosse difícil.

O primeiro passo para voltar tudo ao normal era as aulas de teatro. Então me rematriculei na escola de artes cênicas.

Minha vida tinha voltado ao que era antes, talvez um pouco mais sem graça do que antes, mas a mesma em poucos meses.

E lá estava eu em formação circular com vários outros alunos, e de novo o preofessor fez aquela perguta que anos atrás teria me assustado e me feito ficar sem reação.

Cada um respondeu o seu medo e quando chegou em minha vez respirei devagar e disse: "Meu maior medo é não ser amada. Medo de ficar sozinha. Medo de ficar igual aquelas senhoras que moram em casas enormes com vários gatos e que não esquecessem o nome de nenhum deles. A alguns anos atrás eu não fazia a menor ideia de qual era o meu medo por isso eu dizia que tinha medo de borboletas, mas a grande verdade é que eu tenho inveja delas que não precisam de um amor pra ser feliz e voar por aí, eu definitivamente queria ser uma borboleta."

Não me arrependo e ter ido atrás de Jimin, o garoto de cabelo cor de fogo, naquele dia. Eu sofri mais quem não sofre ? Eu sou agradecida a ele que me fez conhecer a mim mesma. Agradecida por todos os momentos felizes que ele me proporcionou. Agradecida por me fazer enchegar que eu sempre quis voar só tinha medo pra adimitri. Graças a ele hoje eu sou uma bela e delicada borboleta voando por ai, feliz por sentir a brisa e apreciar o azul do céu.

Minha mãe disse uma vez que para não termos medo de alguma coisa ou alguém era preciso infrentá-lo.

Park Jimin era o meu pesadelo.


Notas Finais


Olá~

Espero que tenham gostado dessa oneshot, eu a escrevi no começo do ano e havia postado no mês de maio na minha outra conta, e agr estou postando aqui.

Votem e comentem

xoxo,


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