História Meet Me In Paradise - Capítulo 17


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Categorias David Luiz, Lukas Podolski, Neymar
Personagens David Luiz, Personagens Originais
Tags Ber, Bernard, Bernard Duarte, Brasil, David, David Luiz, Futebol!, Geezer, Luiz, Lukas Podolski, Mesut, Mesut Özil, Neymar, Neymarzete, Oezil, Ozil, Podolski, Poldi
Exibições 68
Palavras 2.308
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu tô tentando voltar, juro! Obrigada para quem não desiste de mim, amo vocês!!

Capítulo 17 - Emma, emma, cada um com seu problema


Despedi-me do pessoal e pedi para que eles aproveitassem a festa, lógico, com a minha cara de choro já recomposta. Apenas Lexy percebeu que eu estava mal e queria vir comigo, mas eu a obriguei a ficar lá, já que estava aproveitando o tempo com Kroos. Ozil tirou seu casaco e o colocou sobre meus ombros antes de sairmos do salão. Agarrei-me a eles como uma capa protetora que bloquearia todo sentimento ruim em mim.

No meio do caminho paro bruscamente e balanço a cabeça.

— Ann? Está tudo bem? — Ozil me observa um pouco confuso, suspiro e forço um sorriso, mesmo que triste.

— Bem não está, mas não vou foder uma noite inteira com você e meus amigos por causa dele. — Disse tentando não pensar no que acabara de ver. Olhei para cima tentando conseguir falar e não chorar ao mesmo tempo. — Que tal a gente ficar, virar alguns copos como fazíamos na nossa época? — Algumas lágrimas escaparam, mas eu as limpei o mais rápido que consegui.

— Você tem certeza? Acha que consegue lidar com toda a situação? — Ele disse apreensivo perto de mim, tirando uma mecha de cabelo que grudava no meu olho.

— Tenho. Só não deixe ele chegar perto de mim, em nenhuma hipótese. — Ele balançou a cabeça como uma promessa de que não deixaria. Eu agradeci, ele sorriu, pegou minha mão e voltamos para o salão.

A primeira coisa que vi no salão era David, sentado em uma mesa, com cara de irritado e com o celular na mão, ligando intensamente para alguém. Só então depois de alguns minutos percebi que meu celular vibrava intensamente. Olhei na tela e vi seu número e sua foto sorridente. Ele ergueu a cabeça e me percebeu em minha mesa. Fiz o movimento de deslizar para a esquerda bem nitidamente para que ele visse que eu estava ignorando a chamada dele.

Ele se levantou e veio em minha direção. Ozil levantou a mão e 5 seguranças apareceram ao nosso redor, disfarçados de acompanhantes na festa.

— Ann! Vamos conversar! Foi um mal-entendido. — Eu balancei a cabeça. Ele parecia desesperado. David tentava passar a barreira de seguranças mas era em vão. David respirou fundo e balançou a cabeça negativamente, voltando para sua mesa.

Eu peguei um copo que estava em cima da mesa e virei de uma vez. Ozil riu.

— Ei, vá devagar. A ressaca costuma ser pior que um coração partido. — Olhei fazendo careta. Essa expressão “coração partido” era extremamente familiar e dolorosa.

— Ann, David está me enchendo o saco, ele quer falar com você. — Lexy sentou-se do meu lado com mais um copo de bebida. Dei de ombros.

— Eu não quero vê-lo, nem pintado de ouro, nem se fosse Berni, do Bayern. — Eu disse frustrada dando um gole na bebida que era muito amarga. Lexy e Oxil riram da minha careta.

— Eu pedi o que tinha de mais forte lá. Achei que estava precisando. — Coloquei o copo discretamente em cima da mesa. Acho que não conseguiria tomar isso.

— Onde está Poldi? Queria falar com ele. — Eu disse. De súbito meu irmão parecia a melhor ideia no momento.

— Ele está na piscina conversando com a ruiva. — Olhei e direção à área da piscina e lá estava ele. Não parecia mais tão animado quanto na primeira vez. Fiz uma careta, algo estava errado.

Avisei Ozil que iria conversar com ele e que não precisava me seguir.

— Poldi. — Cutuquei levemente seu ombro e ele se virou aliviado em me ver.

— Meu Deus eu fiquei preocupado com você! — Ele disse me puxando em um abraço. — Que bom que não foi embora. — Ele deu um beijo na minha testa e isso fez com que eu quase desabasse. Ele se preocupava comigo de uma maneira boa, que fazia eu me sentir segura em algum lugar do mundo.

— Amanda eu vou conversar um pouco com ela, nos falamos depois. — Poldi se despediu dela e me puxou para o outro lado, num local mais vazio.

— Eu vi o que aconteceu lá, quase fui socar a cara daquele Brasileiro, mas... — Ele disse passando a mão em meus cabelos, que já estavam sem penteado por sinal.

— Foi frustrante se você quer saber. — Interrompi ele.

— Ele se afastou dela Ann. — Encarei Podolski confusa. Ele estava defendendo David? — Ozil te puxou de lá, mas depois ele afastou a garota, deu uma bronca nela e falou em alto e bom som que você era namorada dele e que ela não devia ter feito isso.

— Mas eu vi ele retribuindo, sorrindo quando ela deu um selinho nele, colocando a mão na cintura dela. — Eu disse prendendo a respiração para não chorar, mas não estava dando muito certo.

Poldi passou a mão sobre meus olhos limpando minhas lágrimas.

— Ele estava sem graça lil sis, e depois que ele te viu saindo chorando ele tentou correr até você, mas os seguranças de Ozil impediram. — Fiz uma careta. — Além do mais Emma pegou um pedaço de papel e mostrou o que parecia ser uma espécie de contrato, o que fez David bufar e sentar ao seu lugar na mesa.

— Por que está defendendo ele Poldi? Você nem gosta dele! — Eu disse irritada, estavac om raiva de David e queria que o mundo o odiasse também.

— Eu já passei por isso Sis. E se na época ela tivesse alguém que a aconselharia desse jeito, provavelmente nossa história seria mais fácil. — Ele disse olhando para Amanda Palmer.

Eu o abracei escondendo meu rosto em seu peito. Eu estava bem perdida era verdade. Frustrada pelo que aconteceu.

Eu queria perdoar David, mas as lembranças de cada momento ecoavam irritantemente em minha cabeça e faziam meu peito doer, principalmente o beijo.

— Não sei o que fazer agora. Ozil está lá me esperando. — Poldi suspirou e fez um carinho no meu cabelo.

— David está te esperando no coreto de dança. Vá falar com ele, eu cuido do Ozil. Vá sem as pedras Sis, deixe ele se explicar e então decida se o melhor é continuar nisso ou terminar. — Ele disse me olhando bem nos olhos, deu um beijo na minha testa e foi para dentro do salão.

Tomei coragem e segui em direção ao coreto, um lugar mais afastado do espaço da festa. Passei por um monte de adolescentes bêbados e irritantes que dificultavam para dar espaço e gritavam coisas como “para qual jogador você dá mais”. Cheguei ao local que estava iluminado apenas com algumas velas, e lá observei David debruçado sobre a madeira que cercava o coreto e dava para um lindo lago. Meus saltos fizeram barulho ao tocarem o chão de madeira e ele se virou. Em segundos vi sua expressão preocupada se tornar aliviada.

— Não chegue perto. — Disse antes que ele viesse até mim. David conseguia fazer um estrago nos meus pensamentos se estivesse por perto.

— Ann, me desculpe por aquilo. Foi minha culpa, eu sei. — Ele disse passando as mãos nos cabelos. — Foi uma burrice mesmo ter aceitado isso tudo, não ter conversado com você antes. — Ele dizia andando para lá e para cá. — Só quando você chegou com Ozil eu me toquei o quão idiota estava sendo, ele está aqui só como seu amigo, mas isso incomodou muito.

— Foi uma burrice mesmo David, eu te implorei para que me ouvisse, mas acho que você sabe como eu estava me sentindo.

— Mas, Ann! Por que você não fala para mim porque odeia tanto ela? Fica difícil de imaginar assim. — Fiz uma careta.

— Eu não gosto de falar sobre isso David! — Eu disse passando por ele e me debruçando no coreto. Todo esse nervosismo e o copo que eu virei estavam socando meu estômago em dores.

— Ann, nós precisamos conversar. — Ele disse frisando o “precisamos”. — Isso tudo foi um erro de comunicação nossa, de orgulho e de segurar nossos sentimentos para nós. — Ele se debruçou no coreto também.

— David me dá um tempo! — Eu disse basicamente chorando. — Eu odeio ela, isso não é o suficiente? Eu preciso aguentar tudo isso agora, aguentar você saindo com ela, passando uma semana com ela! E eu simplesmente a odeio. Ela já me bateu, me queimou, infernizou minha vida, cortou meus cabelos e me prendo em armários! Ela já espalhou fotos nuas minhas enquanto tomava banho no vestiário da quadra. Eu odeio falar sobre isso! Você está feliz agora?

Eu disse surtando enquanto me lembrava de algumas coisas que Emma havia feito.

David me olhou espantado.

— Droga Ann, porque você não me disse antes. — Ele disse puxando ainda mais os cabelos. — Dorga. — Ele passava as mãos pelo rosto.

Eu apenas suspirei e me virei para que ele não me visse chorando.

— Mas, por que não fez ela parar? — Balancei a cabeça irritada.

— Por que ninguém acreditou em mim. — Eu disse olhando bem nos olhos dele, para que ele soubesse que se encaixava perfeitamente nesse grupo de pessoas.

— POR QUE NINGUÉM QUERIA ACREDITAR QUE A FILHA DE UM DOS MAIORES EMPRESÁRIOS DO PAÍS ERA UMA VADIA. — Eu disse gritando e andando ao redor dele, como se toda aquela lembrança tivesse se transformado em puro ódio.

David não conseguia pensar na sua garota passando por tudo isso. Ele viu uma Ann Livy mais nova, se escondendo nos cantos da escola, sendo torturada em silencio sem pedir ajuda.

Eu havia voltado, aquela velha rabugenta Ann Livy havia voltado e eu estava feliz em encontrá-la em mim. Ela era fria, sem emoções e não podia ser machucada, porque não se importava com nada nem com ninguém.

— Eu vou cancelar tudo isso. — Ele disse distante com a voz sumindo.

— Não, não vai não. Você já fez suas escolhas David, e eu cansei. Eu não preciso de alguém que não acreditou em mim. — Ele me olhou em choque.

— Ann, por favor! Eu errei. — Ele disse se aproximando de mim. Eu senti algo dentro de mim acelerar, mas eu reprimi o mais rápido que consegui.

— Como todo mundo. — Eu disse sem emoção. — Aposto que se não tivesse me visto lá nem teria parado o beijo.

Ele ergueu meu rosto e eu via dor em seus olhos. Mas aquilo havia parado de me incomodar por agora, não sei se era só minha parte indiferente reinando, ou se ela estava em conjunto com o álcool.

— Ann, não faz isso comigo, eu estou me desculpando, eu errei! Ann eu vou consertar isso! — Ele pegou meu rosto em suas mãos, mas eu me afastei. Ele me beijou e eu não retribui. Era como se eu não estivesse mais presente de alma.

Comecei a chorar novamente.

— Olha para mim por favor, você também comete erros, me perdoa. — Ele disse baixinho.

— Acho que precisamos de um tempo David. — Eu disse tirando os meus sapatos e deixando-os cair no lago. — Estamos brigando muito ultimamente. Eu, confiei, me entreguei de corpo e alma a você e ainda assim você não confiou em mim.

Eu disse ainda enxugando meus olhos embaçados.

— Não faz isso comigo. — Ele disse segurando o ar para não se render ao choro também. — Por favor. — Ele me abraçou. — Por favor. — Ele disse perdendo o folego.

— Eu sei que não dá para cancelar o contrato, que ele é irrevogável e você pagaria uma multa três vezes maior por ele. Emma fez questão de deixar uma cópia para mim.

Ele se afastou e socou uma das vigas que sustentavam o teto do coreto.

— Eu não acredito. Eu nunca quis bater em uma mulher, mas ela está conseguindo. — Ele deu outro soco.

Suspirei e puxei o braço dele afim de evitar que ele continuasse com isso e quebrasse os dedos. Ele parecia sem chão.

— O ano acabou David, eu não vou mais precisar vê-la. Eu não quero mais vê-la. — Disse dando um beijo em sua mão. Ele parecia realmente arrependido por tudo. — Mas você vai ter que arcar com as consequências, então... Terminamos por aqui. — Eu disse tomando folego.

— Não. — Agora algumas lágrimas escorriam pelo rosto dele, mas ele logo as secou. — Eu amo você, porque não pode entender isso? Eu vou mudar, vou me comportar! ANN!

Ele estava desesperado. Ouvir “eu amo você” foi um tiro em meu peito e me fez chorar ainda mais.

— Desculpa, mas eu não suporto essa ideia de você estar com ela. Eu não consigo aceitar e na minha cabeça se passa mil atrocidades que a velha Ann é capaz de fazer.

Eu disse tentando não gritar, não bater nele!

— São só duas semanas, eu te espero, juro! Mas, até você não se livrar completamente dela, eu não quero ver sua cara. Por que vai ser sempre assim, esse inferno.

David estava incrédulo e acho que agora com raiva de mim.

— Eu não acredito que você está fazendo isso comigo.

— Olha como a gente começou David! A história está se repetindo! — Eu disse cansada.

— E você está facilitando as coisas! — Ele gritou pela primeira vez. — E se eu gostar de ficar com ela?

Arregalei os olhos, ele estava mesmo me provocando com isso? MESMO?

— Isso aconteceria com a gente junto ou não. E provaria que esse “eu te amo” é desespero.

Ele me olhou chocado, como se eu tivesse pisado em seu calo.

— Não é desespero. Eu amo você. Mas, parece que só eu amo. — Ele disse chateado. Ele se virou e se debruçou na base do coreto novamente.

Fechei os olhos e suspirei. Como ele ousava duvidar de mim?

— Eu amo você. — Disse o abraçando por trás e depositando um beijo em suas costas. — Mas, não queria falar isso nessas circunstâncias.

— Então fica comigo. — Ele se virou para mim e segurou a minha mão.

— Não posso fazer isso comigo. Até logo. — Eu disse dando um beijo em sua mão e saindo do local sem olhar para trás. Trombei com Emma no caminho e um milhão de fotógrafos indo em direção ao coreto. Arrisquei olhar para trás e vi um semblante triste igual ao meu. Um flash tirou minha visão dele, então a multidão o cercou e eu fui embora.

 


Notas Finais


Bom, é isso <3 Daqui duas semanas tentarei postar mais! Estarei de férias!!!!


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