História Meet you in the stars tonight - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, Zacky Vengeance
Tags Amor, Romance, Synyster Gates
Exibições 19
Palavras 3.267
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpem pela ausência do Jimmy mas não consigo escrever sobre ele sem cair em lágrimas, sou dessas... :/
Acho que nenhum baterista vai aparecer aqui. Não que ele não esteja lá, ele está, apenas não vou escrever sobre ele.

Capítulo 2 - 02


Eu vou gravar um clipe. Com cinco homens lindos. Tem bem mais de cinco homens lindos aqui, devo confessar. Porém, meu namorado que ninguém pode saber que é meu namorado está aqui ao lado acertando alguns detalhes com o Ryan. Normalmente ele não acompanha as modelos nesse tipo de trabalho, mas dessa vez ele veio conferir tudo pessoalmente por motivos de: eu. Ciumento demais. Acho fofo... mesmo minhas amigas achando esse comportamento possessivo...

Ponto de vista do Pierre

Se eu não precisasse salvar a agência já teria cancelado essa palhaçada toda. Esses caras são o sonho de todas as menininhas e de todas as mulheres que conheço. Até minha mãe é apaixonada por esse gigantão que é vocalista!

- Hey cara, você que é o agente dessas modelos? – um nanico se aproximou de mim. Tive que olhar para baixo para conseguir ter uma conversa com esse ser.

- Sou sim, você é?

- Johnny Christ – ele me estendeu a mão.

- Pierre – me apresentei.

- Uau, mandaram benzaço na escolha dessa loira que vai ser a protagonista!

Ele não pode estar falando da minha namorada! Não pode, mas está! Ela é a única loira entre as modelos.

- Se eu fosse você não falaria nada, ela tem um namorado extremamente ciumento...

- E ele está aqui, por acaso?

- Não. Mas ele é um grande amigo meu.

- Relaxa então... o que os olhos não veem, o coração não sente!

Eu preciso respirar fundo e contar até 10 para não surrar a cara desse anão!

Fim do ponto de vista do Pierre

 

De volta ao ponto de vista da Lilly

Que figurino sucesso! Eu pareço um corvo, preciso dizer que amei? Não sei explicar muito bem esse negócio, mas é todo cheio de uma plumagem preta. A maquiagem também é bem carregada, esse batom vinho me deixou muito sexy, adotarei pra vida.

- Ficou linda – meu Deus, Synyster Fucking Gates está falando comigo, como faz pra respirar mesmo? – prazer, Synyster.

Eu sei quem você é, mon amour! Que homem. Controle, Lilly, seu namorado e amor da sua vida está há alguns passos apenas. E te observando, que sacana!

- Obrigada, Syn! – já me sinto intima, percebam – e a reciproca é verdadeira, você também está lindo – sorri sem graça. Aí o que é que ele fez? Isso mesmo, deu um daqueles lindos sorrisos de lado que só ele tem. Quero morrer? Quero! Para minha sorte, ele se afastou. Ainda bem. Eu realmente estava prestes a morrer por falta de oxigênio.

- Você fez sucesso mesmo, hein? – Pierre chegou com seu ar blasé...

- Baby, pra mim só existe um homem no mundo: você! – aham...

- Eu vi você com sorrisos para cima do pica-pau ali...

- Quem?

- Aquele cara com o cabelinho de pica-pau. Não se faça de sonsa, Lilly. Ele estava aqui há um segundo!

- Eu sou educada, Pie.

- Pois não seja tanto assim.

- Minha educação não depende do seu nível de ciúmes – esse papo já está me irritando. Ele respirou profundamente antes de continuar.

- Eu tenho que ir. Minha mãe tem consulta de rotina justo hoje e eu preciso cuidar da agência. Por mim, eu fecharia por essa tarde para ficar aqui de olho em você. Esses caras estão te comendo com os olhos! – eu revirei os meus olhos nessa hora – Venho depois te buscar. Queria muito te dar um beijo, mas não podemos dar bandeira... o que a gente fez foi praticamente dar um golpe. Me liga, manda mensagem de minuto a minuto. Se qualquer um deles der em cima de você, me avisa. Sou capaz de meter um processo nesses caras e...

- Já chega, Pierre – o cortei – vai trabalhar porque já já eu vou entrar na personagem e preciso de concentração.

- Você está linda!

Sorri com o comentário e quase dei um selinho nele. Já esqueci que não posso na frente de todos. Eu amo esse homem! Mas tá liberado desejar um pouco as perdições aqui na minha frente né? Desejo não é traição... talvez seja pecado...

- Beijo meu amor. Não esquece de avisar sobre tudo o que acontecer aqui, estarei com o celular - ele me disse antes de ir embora.

DEPOIS DE UMA TARDE DE GRAVAÇÕES

Eu acabei de tirar toda aquela maquiagem, mas deixei esse batom bafo! Coloquei a troca de roupa que eu trouxe dentro da bolsa. Pierre mandou uma mensagem há alguns minutos dizendo que não poderia me buscar, a mãe dele encontrou uma amiga depois do médico e ele precisou continuar lá na agência. Me resta ligar para um táxi...

- Hey, vamos a um bar, topa? – Johnny me perguntou todo animadinho. Eu conversei bastante com os meninos hoje e olha, não basta serem lindos, tocarem extremamente bem, ainda precisam ser simpáticos. Que raiva que eu tenho de semi-perfeições, viu.

- Não vai rolar, JoJo! – já disse que me sou mega intima né?

- Ahhh, por que não? – ele fazia beicinho tipo criança. Synyster se afastou dos outros meninos e veio em nossa direção, passando o braço nos ombros do amigo.

- E aí, bóra pro bar? – Syn me perguntou.

- Não vai dar, meninos...

- Por quê? – Syn fez a mesma pergunta que Johnny.

- É por causa do seu namorado ciumento? – Johnny me surpreendeu.

- Como você sabe que meu namorado é ciumento? – Eu não acredito que Pierre arrumou um jeitinho de marcar território.

- Seu chefe me contou – Johnny completou.

- Ah, claro – rolei os olhos – mas é por isso mesmo. Ele detestaria saber que, além de passar o dia com vocês, ainda saí para beber. Além do mais, sou fraca pra bebida e amanhã nós temos mais gravações, não esqueçam!

- Não vamos esquecer! – Johnny disse, me dando um beijo demorado na bochecha – até amanhã então, linda!

Muito fofo!

Eu já ia virando para ir embora quando senti uma mão segurando meu braço.

- É sério isso? Você não vai por que um cara te proibiu de ir? Seu namorado veio do passado viajando em uma máquina do tempo? Por que esse pensamento arcaico dele, de que namorada tem que se privar de viver, é muito ridículo.

Ele tinha razão.

- Eu me coloco no lugar dele. Um lugar cheio de músicos bonitos. Imagino como deve ser difícil! Pense se fosse com você! – respondi.

- Em primeiro lugar, eu não namoraria com alguém que eu não confiasse. Você é linda, é compreensível o ciúme e é até natural, provavelmente muitos caras vão dar em cima. Mas ciúme que passa disso e parte para a proibição já é demais. Você não devia deixar ele mandar em você. Você fez amigos aqui hoje, que mal tem beber umas com a gente e relaxar depois de um dia de trabalho? Se ele acha que você sai por aí pegando geral, talvez não seja o cara certo pra você. – ok, acabei de ter uma aula de filosofia com o professor mais sexy do mundo.

Não preciso pensar por muito tempo. Brian está certo.

- Ok, eu vou. Mas vou embora cedo! Amanhã teremos mais trabalho!

Synyster sorriu e me puxou para um abraço, me pegando de surpresa.

- Garota esperta!

 

Ponto de vista do Syn

ALGUNS MINUTOS ANTES

- Cara, uma pena que a Lilly não vai com a gente... – Johnny dizia cabisbaixo.

- E como você sabe que ela não vai? – perguntei já desconfiando das segundas intenções desse anão. Porra Johnny, podia escolher qualquer uma das outras três modelos aqui, mas não, a única que chamou minha atenção ele quer pra ele.

- Ela namora.

- E...?

- E o namorado é um ciumento da porra.

- Não acredito nisso! – fechei a cara. Odeio homem que não entende que eu preciso desesperadamente pegar a mulher dele ~porque eu quero e posso~ e fica dando uma de ciumento e mandando na mulher! É por isso que merece tomar chifre, pra não ser otário que pensa que a namorada é um produto e que ele é o dono. Eu vou ensinar exatamente essa lição pro namoradinho da Lilly, ah se vou... e de brinde vou libertá-la de um escroto – Ela vai sim, Christ, garanto.

- Cara, aposto que não vai! – Johnny disse aposto? Ouvi direito? Opa! Desafio aceito!

- Apostado – estendi a mão.

- E estamos apostando o que exatamente? – ele me perguntou.

- Se você ganhar, eu saio do nosso triângulo pegajoso. Se eu ganhar, você quem sai.

- Ah cara, você só pode estar me zoando. As minas sempre preferem você! – o baixinho se irritou.

- De onde você tirou isso?

- Se eu ganhar a aposta já vou ter que sair do caminho porque aposto que ela prefere alguém mais alto... – ele disse num tom de deboche que me fez rir.

- Se você não percebeu, ela é mais baixa que você, logo, você é mais alto... – dei um tapa na cabeça desse nanico.

- É, você tem razão... - ele disse com ar pensativo, enquanto passava a mão na cabeça – mas tenho certeza que ela não vai pro bar. Então, você vai ter que entregar a chave do seu pipi pra mim, porque mesmo se ela não me quiser, você não vai poder pegar também... assim a aposta fica mais justa!

Tudo bem, little J. Eu confio na minha capacidade de convencê-la a ir.

- Fechado!  - essa está mais do que ganha.

- Só mais uma coisa. O que é um triângulo pegajoso?

- Tipo um triângulo amoroso, mas sem amor, só pegação.

- Ahhh, entendi – ele caiu na gargalhada, o que me fez dar gargalhadas também, atraindo Matt e Zacky.

- Também quero rir – o balofo disse.

- Explica aí Syn, vou lá falar com ela – Johnny foi na direção em que Lilly estava.

- Se ela disser não, me dê cinco minutos para eu convencê-la a dizer sim, não esquece!

- Combinado, mas eu duvido...

- Já tá apostado, man! – sorri de lado.

 

De volta ao ponto de vista da Lilly

NO BAR

Estou sentada ao lado do Matt, paralisada na cadeira, porque não estou acostumada a ficar do lado de uma perfeição dessas. Na minha frente está Johnny, falando sobre várias coisas que eu não entendo... eu bebia uma cerveja para acompanhá-los, com uma expressão normal, mas por dentro eu estava num desespero só. Pierre já tinha me ligado algumas vezes, não atendi e ainda desliguei o celular. Tenho vergonha da maneira que eu deixo o ciúme dele me dominar.

De repente, senti um puxão no meu braço, que me levantou da cadeira e em seguida me envolveu em um abraço.

- Amiga mais linda que eu tenho, o que você está fazendo aqui? – epa, essa voz eu conheço! Agatha!

- Eu que te pergunto isso! – respondi sorrindo, quando percebi que ela havia endurecido o corpo e arregalado os olhos. Falou entre dentes:

- Não olhe agora, mas... sentados na sua mesa estão os caras daquela banda lá, Avenged Sevenfold!

Ela tem algum sério problema mental, afinal, ela devia se tocar que já que eles estão na “minha mesa”, era óbvio que eu sabia da presença deles. Agora ela começava a passar o olhar por cada um deles e sorrir feito boba.

- Ai meu Deus, você conhece eles? – parece até que ela tinha descoberto a cura de alguma doença rara quando constatou isso.

- Sim, longa história, ami! – respondi baixo.

- E cadê o Pierre? – pra que lembrar disso agora, dona Agatha?

- Não sei, só sei que aqui ele não está.

Agora o queixo dela caiu.

- Como assim? Você é louca? Ele vai te matar!

- Sem drama que agora não estamos num palco!

- Ok, mas eu vou ligar pra ele assim que eu sair daqui!

- Você nem brinque com uma coisa dessas!

- Não é brincadeira. Aliás, tem uma maneira de você consertar isso. – A expressão dela era séria, mas eu sabia que ela não podia estar falando sério sobre avisar o Pierre, por mais que eles também fossem amigos.

- Como? – perguntei.

- Me apresente já pra banda! – ela não resistiu e sorriu. E eu sorri de volta, como ainda não tinha a apresentado?

- Meninos, essa aqui é minha amiga Agatha – chamei a atenção deles.

- OI AGATHA! – eles responderam em coro.

É claro que ela não ia ficar só no oi e foi cumprimentar um por um com um beijo no rosto. Quando chegou no Zacky, ele a chamou pra se sentar em nossa mesa.

- Ixi, hoje é dia da folga da Lilly, mas eu ainda tenho que trabalhar! – ela disse, enquanto eu sofria um ataque do coração.

- Folga? – Matt perguntou.

Eu sorri sem jeito, minha sorte é que Agatha percebeu que eu escondia alguma coisa. Amigas que conseguem sentir o que a outra sente = muito amor.

- Ela com certeza está confundindo! Eu trabalhei hoje durante o dia, Ag, esqueceu? Gravei com os meninos.

A cara de surpresa com essa minha revelação que ela fez não ajudou em nada para sustentar minha mentira. Mas acho que eles nem perceberam.

- Ah... sim... verdade. Eu lembrei agora! – ela fez uma atuação de “sou muito esquecida, mas é tudo verdade” – bom, eu realmente preciso ir. Foi um prazer conhecer vocês. Eu estava aqui deixando uns panfletos pra nossa peça – ELA NÃO ESTÁ CONTANDO ISSO, MEU DEUS! – aliás, se quiserem ver a Lilly num momento mais íntimo, compareçam!

Eu devo estar parecendo uma luz bem colorida de pisca-pisca de natal, porque senti primeiro minhas bochechas ficarem vermelhas e queimarem de vergonha, depois tenho certeza que fiquei roxa de raiva, aí nesse exato momento sinto que estou ficando verde e com vontade de vomitar.

Explico: Agatha trabalha comigo numa companhia de teatro e nós estamos prestes a estrear uma temporada com uma peça escrita por um artista local, chamada “Devassas”. Com esse nome, vocês já podem imaginar que cenas infantis não vão existir. Na verdade, Agatha interpreta uma prostituta de luxo chamada Mag, que leva minha personagem, Lola, para trabalhar com ela. Temos cenas de nudez, insinuações sexuais e por mais que seja uma personagem incrível, não quero os caras do Avenged lá, me vendo sem roupa.

- Você atua? – Synyster deu o ar da graça. E que graça!

- Sim, lá na agência todas as modelos têm aulas de teatro e eu acabei gostando da coisa e... e é isso. – conclui rápido para não começar a mentir mais do que já tinha mentido.

Agatha percebeu que falou demais. Mandou um beijo no ar pros meninos e me abraçou.

- A senhora vai me ligar ao sair daqui e contar tudinho! Ouviu bem? – ela sussurrou ameaçadoramente em meu ouvido.

- Sim senhor sargento! – bati continência disfarçadamente só para ela ver e voltei a sentar. Matt levantou-se para ir ao banheiro e Synyster pulou uma cadeira, para sentar ao meu lado.

- E aí, tá aproveitando sua noite?

Um calafrio percorreu meu corpo só de sentir ele tão próximo de mim.

- Muito – disse bebendo o resto da minha cerveja.

Brian me estendeu seu copo com whisky e eu prontamente peguei e dei um gole.

Duas horas depois, eu já estava me sentindo bem altinha com a bebida. Conversava com todos os meninos, em especial Synyster, que me contava coisas engraçadas que aconteciam durante as viagens.

- Tudo tá muito bom, mas eu estou ficando alta demais, então melhor eu ir embora... – anunciei.

- Ahhhh não, Lilly! Fica mais! – Zacky pediu.

- Não vai dar, preciso dormir e evitar uma possível ressaca! Mas não precisa sentir saudade, amanhã a gente se vê, bebê! – sorri pra ele.

- É, a Lilly tem razão galera, vou indo nessa também – Synyster avisou.

Eu procurava algum número de táxi salvo em meu celular quando ouvi isso. Gelei tanto por dentro que achei que tinha engolido a Elsa e ela estava cantando let it go no meu estômago.

- Posso pegar uma carona no táxi que você vai pedir? – Syn chegou perigosamente perto de mim.

- C-c-c-la-ro – droga, gaguejei! Vocês sabem o quanto é difícil estar do lado de um homem lindo, todo tatuado, sexy, perfumado, com uma pitada de cheiro de whisky caro, pedindo para ficar dentro de um carro com você? Até esqueci quem é Pierre! Se ele fizer com uma mulher metade do que ele faz com aquela guitarra... foco na atendente do outro lado do telefone, Lilly!

Depois de pedir por um táxi, convidei Brian para ir esperar na rua até que ele chegasse. Nos despedimos dos outros caras, e fomos para a frente do bar.

- A quanto tempo você namora? – ele me perguntou.

- Cinco anos...

- E por cinco anos você tem obedecido as ordens que ele te dá?

- Não me leve a mal, Synyster, mas não quero falar sobre meu relacionamento.

- Ok, desculpa – ele colocou as mãos dentro dos bolsos e começou a chutar pedrinhas no chão. O silêncio começou a ficar desconfortável. Ainda bem que o táxi chegou! Ele abriu a porta traseira para que eu entrasse e logo depois foi para o outro lado, entrando no carro também.

- Vamos deixar ela em casa primeiro – Syn avisou o motorista, fazendo um sinal com a mão para que eu passasse o endereço. E assim eu fiz.

- Há quanto tempo você é modelo?

Quase engasguei com minha própria saliva.

- Você só quer saber há quanto tempo eu faço as coisas, é? Não tem interesse em mais nada?

Ele me olhou de jeito brincalhão.

- Olha, até tenho interesse em muitas outras coisas, mas você não pode me ajudar com isso.

Eu ri. E fiquei nervosa, é claro. Aquilo seria uma indireta? Não, aposto que é o álcool no meu sangue.

- Vamos falar sobre você – eu e a arte de mudar de assunto drasticamente – como é ser filho do melhor guitarrista do mundo?

- Muito obrigado pela parte que me toca – ele se fingiu de ofendido – mas na verdade concordo com você. Se não fosse ele, eu não seria quem sou hoje. Com certeza ele é o melhor!

- Que bonitinho! – droga, eu não sei não me derreter com declarações de amor entre familiares!

- O quê?

- O jeito que você fala todo orgulhoso do seu pai.

- Chegamos! – o motorista anunciou.

- É aqui que eu fico – disse ao Brian.

- Motô, espere aqui uns minutos, por favor – Syn disse e virou-se para mim – vou te levar até o portão.

Eu queria dizer que não precisava. Mas no fundo eu queria que ele me acompanhasse. Não sei explicar, mas a companhia dele me trazia uma paz que eu não sentia há anos. Ele caminhou ao meu lado até a portaria do meu prédio.

- Nos vemos amanhã? – ele perguntou.

- Claro! – respondi.

Ele me deu um abraço apertado e beijou minha cabeça um pouco acima da minha orelha, o que me causou arrepios. E ele percebeu.

- Frio? – perguntou arqueando uma sobrancelha.

- Sim, tô congelando aqui fora – menti toda sem graça.

- Uhum – ele deu uma risadinha maliciosa – até amanhã, Lilly.

- Até, Brian – sorri, tomando o rumo do meu apartamento. Eu sorria sem motivos. Eu sabia que Synyster estava me dando mole e nunca senti atração por outros caras a ponto de achar que eu poderia trair o Pierre. Tô parecendo louca dentro do elevador. Agora que ele abriu em meu andar, sai quase dando pulinhos. Mas minha alegria durou pouco. Quando abri a porta do apê, dei de cara com Pierre, com uma cara de quem acabou de chupar limão.

- Onde você estava, Melissa? – ele me perguntou com um ar de desprezo...


Notas Finais


Coitadinho do Johnny, achando que todas preferem o Syn! ♥


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