História Meet you in the stars tonight - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, Zacky Vengeance
Tags Amor, Romance, Synyster Gates
Exibições 7
Palavras 3.644
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais um capítulo! o/

Capítulo 3 - 03


No último capítulo: “Tô parecendo louca dentro do elevador. Agora que ele abriu em meu andar, sai quase dando pulinhos. Mas minha alegria durou pouco. Quando abri a porta do apê, dei de cara com Pierre, com uma cara de quem acabou de chupar limão.

- Onde você estava, Melissa? – ele me perguntou com um ar de desprezo...”

 

- Eu que pergunto o que você está fazendo aqui no meu apartamento?

- Tenho sua chave, já esqueceu? Você está cheirando a álcool! Onde você estava? – Pierre começou a gritar. E eu comecei a chorar. A bebida não tinha me deixado completamente bêbada, mas eu estava mais sensível.

- Não grita comigo! – ele parece ter se arrependido desse ato e me abraçou.

- Desculpa, não quis ser rude. Mas eu preciso saber onde você estava e por que desligou o celular.

- Não desliguei, acabou a bateria – ultimamente eu tenho mentido demais – eu estava em um barzinho e bebi uns dois drinks. Encontrei a Agatha que estava fazendo a divulgação da nossa peça! Como tive um dia cansativo, eu decidi sair com ela para papear.

- Tinha algum homem junto?

- É claro que não!

- E ninguém no bar deu em cima de você?

- Não, amor!

- Nem aqueles caras daquela banda, durante a gravação do clipe?

- Ninguém deu em cima de mim! Para com isso! Não vamos brigar, vai. Dorme comigo? Amanhã tenho que trabalhar, só quero um banho e minha cama.

Ele bufou.

- Só você e a Agatha?

- Se minha palavra não é suficiente, liga para a Agatha! – eu sabia que embora ela fosse amiga do Pierre também, ela jamais desmentiria minha versão.

- Não vou fazer isso. Mas não quero mais você saindo sem me avisar!

- Amor, eu estava com ela!

- Já entendi, Lilly. Vai tomar banho pra gente dormir, vai.

Será que colou? Ai, céus! Preciso de uma ducha beeem gelada para relaxar!

NO DIA SEGUINTE

Estou no estúdio de gravação do clipe e hoje a gente finaliza essa bagaça! O que me faz lembrar que hoje é terça-feira e eu tenho ensaio da peça a noite. Na sexta-feira ela vai estrear, ai que frio no estômago! Mas esse assunto vai ter que ficar para eu pensar depois porque Synyster Gates acaba de entrar aqui todo arrumadinho, com um perfume que está me deixando tonta e com beleza suficiente para distribuir e acabar com a feiura do mundo!

- Lilly? Lilly, você está me ouvindo? – Ryan me chamava e teve que enfiar aquela face com nariz proeminente na minha fuça, ofuscando minha bela visão de um certo guitarrista.

- Desculpa, Ryan! Eu estava pensando na peça...

- Peça? Que peça? – droga, esqueci que ele não estava ontem no bar.

- Numa peça de um quebra-cabeça aí, nada de mais... - mexi no cabelo e olhei para o outro lado na intenção de disfarçar.

- Hum, sei... – poxa, essa voz é de quem está desconfiado. Por que sou uma péssima mentirosa? – esqueça esse seu quebra-cabeça porque agora você precisa gravar. Você fica alí naquele cenário à direita. Movimente-se como se estivesse ouvindo o som da banda pela primeira vez e analisando a letra, os acordes. Demonstre com o corpo que você está curtindo, que a sonoridade está te consumindo, mas mantenha uma expressão de curiosidade. Você está descobrindo a música, não esqueça.

- Pode deixar, chefe! – fui lá desempenhar meu papel. Com excelência. Porque como eu já falei um milhão de vezes, sou uma ótima atriz.

O dia transcorreu assim: almocei com os meninos, nos conhecemos melhor, fizemos brincadeiras e piadinhas, demos risada, bebemos umas cervejas durante a gravação, até que tudo acabou. Agora vou novamente pegar um táxi para ir direto para o ensaio. Pierre não deu as caras aqui, mas ligou de meia em meia hora, sem exageros. Atendi todas, não estou a fim de brigas hoje.

- Já vai embora? – Synyster perguntou quando eu pegava minha bolsa.

- Já! Embora não, vou ensaiar. Tenho mais trabalho!

- Beleza, eu te levo – disse mostrando a chave do carro dele.

- Hummm... ok, aceito!

Qual é? Eu estava cansada e ia me cansar mais ainda! Tá, confesso que no fundo eu queria ficar perto dele também. Me sinto tão suja por isso, mas a sensação de ficar ao lado dele é tão maravilhosa que vale a pena. Deve ser isso que um viciado em drogas faz. Usa, sente uma vibe maravilhosa e inexplicável e depois se sente um lixo. Mas a sensação é tão “boa” com a droga que ele volta a usar, mesmo sabendo que vai se sentir de novo um lixo. A diferença é que um viciado vai acabar se transformando no próprio lixo se não parar enquanto eu não faço ideia de onde essa história vai dar.

Eu já estava dentro do carro quando ele abriu a porta do motorista e sentou-se ao meu lado. Ahhh, o perfume! Aquele perfume envolveu o carro inteiro. Os vidros fechados e o ar condicionado ligado me davam a sensação de que se eu fechasse os olhos, poderia jurar que estava dentro de uma loja de perfumes bem caros.

- Tá tudo bem? – ele me perguntou.

- Tá sim, por quê?

- Sei lá, você estava dando um sorriso estranho, sozinha aí, nem me ouviu perguntar o endereço de onde você vai ter ensaio...

Despertei na hora, me arrumei no banco, limpei a garganta e passei o endereço.

- Desculpe por eu viver distraída. Sou pisciana e isso deve explicar alguma coisa.

- Na verdade não explica porque eu não acredito em horóscopo.

- Como você é estraga prazeres, Synyster!

- Como você é linda quando fala de signos, Lilly!

Eu ri e dei um soquinho no ombro dele, que também riu. Liguei o rádio e estava tocando One do Metallica. Comecei a cantar, olhando para fora e uma voz começou a me acompanhar. Olhei pro lado e Syn me olhava com o canto dos olhos, para não tirar a visão do trânsito. Trocamos um sorriso e continuamos cantando, juntos.

Quando ele estacionou na frente do teatro em que eu ensaiaria, começou a me encarar com um sorriso fraco nos lábios.

- O que foi? – perguntei.

- Já disse que você é linda?

Fiquei vermelha, tenho certeza.

- Já disse sim... e acho que eu também disse o quanto você é lindo, certo? – sorri sem jeito. OPA! Ele levou sua mão até o meu rosto e deslizou o polegar na minha bochecha. Ar, cadê você?

- Eu preciso ir, Syn. Já estou atrasada para o ensaio!

Ele olhou para baixo, tirado a mão de mim, soltando uma risadinha irônica.

- Ok, Lilly. Vai lá. A gente se vê algum dia?

- Provavelmente... – como eu não tinha pensado nisso? O meu trabalho com a banda acabou e eu acho que não os verei mais! Por que não peguei o telefone de todo mundo? Não pode ser, de repente um desespero me consumiu – eu realmente preciso ir – dei um beijo demorado na bochecha dele, tentando disfarçar minha tristeza repentina – espero te ver novamente – conclui, descendo do carro. Senti uma mão segurar meu braço. Olhei para ele, que pareceu pensar melhor no que ia fazer e logo me soltou.

- Também espero te ver novamente – dito isso, ele me deu um aceno, ligou o carro e foi embora. Eu fiquei por alguns segundos na calçada pensando em como esse cara mexia comigo como se eu tivesse 13 anos e estivesse paquerando o cara mais popular da escola e de repente eu recebesse um “oi” dele, sabe? E daí uma escola de samba começa a tocar dentro do seu estômago, com direito a muitas pessoas dançando? Pois é... mas eu realmente preciso ensaiar! Entrei no teatro, jogando minha bolsa em uma das primeiras cadeiras e “escalando” o palco.

- Oi, gente! – gritei pra todos os atores, produtores e ao nosso diretor.

- Olá princesinha do rock! – Agatha deu um pulo pra cima de mim, me derrubando no chão.

- Você já contou pra todo mundo, não é?

- Contei inclusive que eles vêm nos assistir!

NOSSA, COMO ESQUECI DISSO? Talvez eles viessem! Tomara que eu consiga vê-lo de novo. Quer dizer, vê-los. Todos eles. Especialmente o Syn. Não, espera... ai, tô confusa! Por que me sinto uma completa idiota pensando num cara que não é meu namorado? As vezes até esqueço que eu sou comprometida com um lindo, que está em casa me esperando e que eu amo muito!

- Já contou ao Sr. Ciúmes que você fica nua na peça? – Isadora, a atriz substituta da minha personagem e minha outra melhor amiga, perguntou.

- Nem me fale nisso, Isa. Ele vai me matar! – eu não tinha contado para o Pierre e nem sabia como fazer isso.

- Não vai não, porque a gente mata ele antes, não é, Ag? – ela perguntou num tom brincalhão, envolvendo nós três nessa conversa.

- Meninas, já chega de conversinhas! Estão com os textos mais do que passados, espero! – essa era a voz do Fabio, nosso querido e severo diretor. Hora de ensaiar.

TRÊS DIAS DEPOIS – ESTREIA DA PEÇA

Terça a noite, quarta, quinta e hoje durante o dia inteiro foi uma correria que só. Eu mal tive tempo de ver o Pierre e ele andou me enchendo de perguntas sobre a história da peça. Eu não contei que interpretaria uma prostituta. Eu não mencionei as cenas de nudez. Eu não sei como ele vai reagir.

Durante a semana também expliquei detalhes sobre minha mentira de ser modelo para Agatha e Isadora. Confessei também que tinha uns tremeliques perto do Synyster, mas elas achavam que era algo normal, porque achavam todos lindos. Eles são lindos mesmo, mas com o Syn é diferente, ele é mais que lindo e eu sinto uma necessidade de estar perto dele! Mas nada disso importa nesse momento. Agora estou aqui, prestes a entrar no palco. Já ouço as vozes da plateia. Não sei se os caras do Avenged realmente vieram. Fizemos a oração que sempre fazemos antes de entrarmos em cena, todo o elenco junto, de mãos dadas. Eu estava com meu figurino, feito especialmente para ser tirado facilmente, peça por peça. Minha maquiagem carregada aumentava o tamanho dos meus olhos e destacava minha boca. É agora! COMEÇOU!

Minha primeira cena no palco era sozinha, uma porção de devaneios da minha personagem. Ela interagia com algumas pessoas da plateia. Por causa dos holofotes eu quase não enxergava as pessoas, só as que se sentaram nas primeiras três fileiras. Não vi ninguém conhecido. Pablo, meu amigo que dividia cena comigo, entrou nesse momento no palco. Era uma cena onde minha personagem Lola e o personagem dele, Lucas, estavam prestes a transar, mas ainda estavam na frente do pensionato em que ele morava, só nos amassos. Pierre deve estar me odiando nesse exato momento. Quando os dois iam entrar na pensão, surge uma prostituta de luxo, que passeava por alí. Era a personagem de Agatha, a Mag.

Mag se aproxima de Lola, analisando-a:

- Já pensou em ganhar dinheiro com essa sua beleza angelical, bela moça?

- Como é que é?

- Você está se esfregando pelas ruas com esse homem. Não faça isso de graça, querida! Você pode cobrar muito por isso. Uns mil dólares, só para começar.

Lola é muito ingênua e não consegue entender do que exatamente Mag está falando. É quando ela decide explicar, puxando Lola para a beira do palco.

- Vê toda essa maré de pessoas? Homens e mulheres atarefados, que precisam se aliviar, precisam descontar todas suas raivas em uma bela noite de fantasias. Por exemplo...

Nesse momento, a personagem dela começa a andar de um lado pro outro procurando alguém da plateia para interagir.

- Moço, você! Não gostaria de ter uma noite de sexo selvagem com uma bela donzela?

Olhei para o escolhido da vez e meu coração quase parou. ERA JOHNNY CHRIST! Inspira, expira, não é você, Lilly, é sua personagem, a Lola!

Johnny respondeu que sim com a cabeça.

- Então se aproxime. Menos se você não tiver quinhentos dólares em dinheiro no bolso...

Ele hesitou alguns segundos.

- Tudo bem, não precisa ter esse dinheiro todo não, moço, se aproxime!

Dessa vez ele veio até o palco e teve auxílio da produção para subir.

- Minha amiga não vale 500 dólares? – ela virou minha personagem, dando um tapa na bunda dela, depois de levantar a saia. Eu não conseguia enxergar a reação deles. Céus, será que Synyster está vendo isso também?

- Vale – ouvi Johnny dizer. Mag virou Lola de volta.

- Ela valeria até mil, não é?

Johnny sorriu e não respondeu nada.

- Veja! – Mag puxa Lola e abaixa o corpete dela, deixando a mostra um dos seios, que ela rapidamente esconde.

- Não seja medrosa, você veio vestida ao mundo? – Mag censurava Lola, antes de puxar com força a peça, que simulava uma rasgada, deixando minha personagem completamente nua na parte de cima, escondendo os próprios seios com as mãos cruzadas em frente.

- O que é isso? – minha pobre personagem se assustava.

- Assim ela vale uns mil dólares?

Johnny fez que sim. A plateia reagia à cena.

- Pois então, aproveite!

Mag empurrava Johnny para cima de Lola, mas o puxava rapidamente de volta:

- Mas só depois de me pagar os mil dólares. Não tem? Mesmo se tivesse, o preço acabou de subir, saia daqui! – empurrava gentilmente ele de volta para a plateia.

- E caso você ache que não vale a pena... – Mag dizia, fazendo Johnny tornar a olhar para o palco. Nesse momento, ela tira minha saia, me largando apenas de calcinha no palco, recebendo um “oooohhh” do publico, dando uma risada escandalosa. Fim de cena.

Depois, a história continua mostrando a saga das duas como prostitutas, com simulações de sexo (mas vestidos, eram em forma de dança). No final da história, nada foi pelo dinheiro, mas sim pelas aventuras sexuais. Foi uma cena rápida de nudez, mas fiquei pelada na frente de Johnny Christ, ai céus...

Depois do fim do espetáculo, voltamos todos aos nossos camarins. Eu dividia o meu com Agatha e Isadora, mas elas ainda não estavam lá, porque ficaram agradecendo as pessoas que foram nos assistir. Eu estava tirando minha maquiagem em frente ao grande espelho, quando avisto Marilene na porta do camarim, me dando em breve aceno.

- Lene! Entre! Cadê o Pierre?

- Lilly, parabéns minha querida! Quanto ao Pierre... ele já foi embora. Longa história.

Ponto de vista do Pierre

Minha linda namorada vai estrelar numa peça chamada Devassa. Sei que haverão cenas de sexo, mas em forma de dança. Não sei exatamente a história. Eu e minha mãe sentamos no meio do teatro para termos uma boa visão do palco. A peça começou. A personagem de Lilly estava muito sensual para o meu gosto, mas como ela sempre fala, não é ela, é a personagem... opa, quem é esse cara? Ah, reconheço, é o Pablo, que faz teatro com elas... mas o que é isso? BEIJO? Eu não sabia dessa cena, comecei a bufar e me remexer desconfortavelmente na cadeira.

- Filho, é atuação! – minha mãe percebendo minha raiva pegou em meu braço e tentou me acalmar. Juro que estou tentando relaxar, mas não está rolando. Agatha entrou em cena e atrapalhou o momento entre minha namorada e aquele ridículo, ainda bem. Ag faz uma prostituta? E ela chama Lilly para se prostituir, é isso mesmo? Mas que merda, Melissa! Não creio, A Ag chamou alguém da plateia para subir no palco! Peraí, eu conheço esse cara... JOHNNY CHRIST! Não é possível que esse gnomo veio ver a MINHA namorada! Mas o que foi isso? A parte de cima do corpete que Lilly usava foi rasgada, ela está praticamente nua nesse palco. Levantei rapidamente, preciso tirá-la de lá.

- Onde você pensa que vai, mocinho? – minha mãe me segurou.

- Ela não tem esse direito, mãe! – eu disse quase explodindo de raiva. Fiz força e continuei andando em direção ao palco, mas minha mãe novamente veio atrás.

- Não atrapalhe a peça que ela se dedicou tanto para fazer!

- Com que direito ela faz isso? – percebi que na fileira em que eu parei estava o resto da banda do Johnny. Minha raiva era tanta que eu queria explodir aquele teatro com todo mundo dentro. Aquele cara com cabelo de pica-pau me viu e acenou. Eu me aproximei dele, pensando no soco que eu daria em todos.

- Cara, que delícia! – ele disse aos outros - Como é mesmo o nome dele? Alguma coisa com sinistro... olhei para o palco para ver ao que ele estava se referindo ao dizer “delícia” e minha namorada estava sem a saia, só de calcinha fio dental na frente de todo mundo! Ela pirou de vez?

- Pra mim chega dessa palhaçada! – puxei meu braço bruscamente das mãos de minha mãe e saí do teatro. Depois eu terei uma séria conversa com a Lilly, porque se eu continuar agora nesse lugar vou cometer algum crime.

Fim do ponto de vista do Pierre

De volta ao ponto de vista da Lilly

Eu continuava conversando com a Lene e estava realmente preocupada com a reação do Pierre. Ele foi embora! Tentei ligar, mas deu caixa postal. Eu estava quase chorando. Ouvi alguém tossir falsamente na porta do camarim e olhei para ver quem era.

- Synyster? – arregalei os olhos.

- Parabéns, Lilly. Sei que a etiqueta recomenda que se traga flores ao visitar uma atriz em seu camarim, mas eu não sou exatamente o rei da etiqueta, então...

- Synyster? Synyster Gates? Uau, você é bem mais bonito pessoalmente, rapaz. Matt também está aqui? – Essa foi a Marilene falando. Se controle dona Lene!

- Está sim, logo na frente do palco.

- Lilly minha filha você me dá licença, viu? Preciso trocar umas palavrinhas com ele! – não é que minha sogra tem ficado muito saidinha desde que os meninos surgiram na vida dela? Ela saiu e me deixou sozinha com Synyster.

- E aí, cadê seu namorado ciumento? Ele deve ter amado sua cena nua. Aliás, você consegue ser ainda mais linda sem roupa, com todo o respeito que é possível ter quando se fala disso... – ele riu e eu com certeza virei um pimentão.

- Ele não reagiu muito bem mesmo... foi embora no meio da peça.

- Hummm – ele levantou as sobrancelhas – isso quer dizer que ele nem vai levar a artista que ele tem o privilégio de namorar para comer alguma coisa depois dessa estreia?

- Quer dizer exatamente isso, ele até desligou o celular...

- Você está bem com isso?

- Ahhh... eu esperava mais compreensão com o meu trabalho – eu falei essa parte com a voz embargada. Estava prestes a chorar.

Syn se aproximou de mim e levantou meu rosto.

- Quer conversar sobre isso? Ou sobre outra coisa, sei lá?

- Eu não sei, Synyster...

- Ok, ouça minha proposta: você janta comigo e se quiser, conversamos sobre o assunto. Se não, você mata a fome e comemora um pouco sua grande estreia, que tal?

Tem como ele ser mais perfeito? Acho que não! Pierre não me apoiou nesse momento. E eu realmente estou morrendo de fome.

- Eu aceito! – sorri

Ele deu um sorriso lindo e completou:

- Não tem flores, mas tem comida, quer coisa melhor?

Eu queria responder que sim, queria algo melhor: eu queria ele! Mas eu não posso sentir essa atração por ele. Eu namoro e eu amo meu namorado. Pelo menos é o que eu tento me convencer todos os dias, que eu ainda amo muito o Pierre.

 

Ponto de vista do Synyster

NO SÁBADO, DIA SEGUINTE A ESTREIA DA PEÇA

- Seu gay, onde você estava ontem a noite, hein? – Zacky me perguntou, enquanto Johnny me olhava desconfiado.

- Eu fui comer alguma coisa...

- Com?

- Comida, isso mesmo.

- Nossa, como ele é engraçadinho, aplausos para o humorista – Zacky zombou e Johnny riu.

- Com quem será que ele estava, não é? – Johnny ironizou – Já até entendi qual foi o prato principal da noite.

- Eu estava com a Lilly, algum problema nisso? E se você pensou em comida japonesa, então você realmente entendeu qual foi o prato principal.

- E aí, cara, como foi? – Johnny sentava perto de mim, querendo saber detalhes.

- Um jantar normal, ué – respondi.

- Não queremos saber do jantar e sim do que rolou depois – Zacky explicou, como se eu fosse retardado.

- Caras, não rolou nada! Ela é minha amiga, uma garota comprometida.

- Desde quando você tem amigas? – Zacky arqueou uma das sobrancelhas.

- Desde quando você se importa se a garota é comprometida? Aquele dia lá no bar você deixou claro que queria pegá-la, cara – Johnny fez o mesmo que Zacky, mas acrescentou uma pequena observação. Eu realmente estava louco, ainda mais depois que a vi nua, pra pegar ela. Mas não sei o que exatamente me impediu. Eu tive a melhor oportunidade de todas, ela estava abandonada pelo namorado e eu estava sendo o cara legal. Mas decidi bancar o amigo que aconselha-la a seguir a carreira em vez de se submeter ao namorado...

- Tô falando que não rolou nada! Ela estava bem mal porque o cretino do namorado dela ficou puto por causa da peça. Então ofereci meu ombro. Ela é uma garota legal, mas infelizmente namora um otário.

- Não acredito que não teve uma sobremesa de nome Lilly depois do seu jantar japonês – Zacky falou.

- Cara, se eu tivesse pegado, contaria. Somos amigos e ela estava precisando conversar. Isso é tudo!

Que saco, eles estavam tentando me tirar do sério, só pode. Saí da sala em que estávamos e percebi que eles trocavam risadinhas. Filhos da mãe, não acreditaram em mim.

Fim do ponto de vista do Synyster


Notas Finais


espero que gostem! ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...