História Megalomania - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Interativa, Original, Suspense, Terror
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Palavras 3.313
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Orange, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo Um: Plano para as férias.


A noticia do suicídio do garoto chamado Nathan Graey se espalhou rápido pela cidade e, dando exatos três dias depois, seu namorado, Scott Hallen Wolve, cometeu suicídio. Para a policia local não se tratava nada mais do que um mero suicídio causado pelo sentimento de solidão após a morte do jovem Nathan, mas para alguns jovens, tanto aqueles que eram próximos de Scott, suspeitam que poderia ter alguma coisa a mais envolvida, e quando o vídeo do interrogatório do Allan acabou vazando por acaso, as pessoas especularam que o garoto poderia estar envolvido em algo, desde que teria sido ele quem cometeu o assassinato por causa do efeito de alguma droga até a teoria de que ele poderia estar possuído por algum espírito.

Claro, isso não passava apenas de teorias e boatos vindos de adolescentes com mentes criativas (ou apenas maliciosas) com tédio da vida e querendo que algo mais emocionante aconteça no cotidiano.

E mesmo depois de ter se passado um pouco menos de um mês do ocorrido alguns alunos ainda falavam do suposto “suicídio” de Scott. Chegando a bolar teorias de que poderia ter sido influenciado ou até mesmo assassinado pelo espírito vingativo do namorado, que ele, na verdade, era um sacrifício, e a mais louca de todas: que isso poderia ter sido uma espécie de ritual para trazer Nathan de volta a vida.

E, sinceramente, Matthew estava cansado de ouvir toda aquela bobagem na sua sala de aula. Suspirou fundo em meio às vozes tumultuadas, pegou o seu livro de historia em mãos e então o bateu na mesa, fazendo o barulho ecoar pela sala e fazendo os alunos se calarem aos poucos para poder falar.

— Agora que todos estão em silêncio... — Disse sério, examinando os rostos de cada um dos seus alunos. — Podemos parar de falar do ocorrido há alguns meses e nós focarmos no assunto de agora, mais precisamente no que acabei de passar no quadro. Alguém entendeu a matéria que passei sobre Woodrow Wilson? — Perguntou, vendo um garoto de cabelo castanho avermelhado preso em uma trança levantar a mão. — Sim, Maxwell, diga o que sabe.

— Acho que o Scott pirou na batatinha se pensava que cometer suicídio iria trazer o namorado de volta a vida. — Comentou, ouvindo pequenas risadas de pessoas ao fundo que acharam graça tanto do comentário quanto da decisão do garoto em se matar, o ridicularizando mesmo depois de morto.

— Isso não tem graça nenhuma, Neil. — Repreendeu Matthew, olhando sério para as pessoas que riram do comentário ruivo. — Receber a noticia de que uma pessoa próxima cometeu suicídio, além de ser doloroso, pode ser traumático, e essa “piada” infame é muito cruel e de completo mau gosto.

— E qual o problema? Nem ele e nem o Nathan estão aqui, então não preciso ter travas na língua. — Disse com indiferença, colocando o cotovelo na mesa e apoiando a cabeça na mão, olhar indiferente, chegando próximo ao de tédio total pelo sermão, praticamente ignorando aquilo como se não fosse nada. — Nem que se ele estivesse vivo alguém iria se importar.

— Neil! — Dessa vez quem o repreendeu foi uma garota de cabelos pretos e lisos sentada ao seu lado. Sua expressão variava entre repreensão e diversão, talvez não querendo parecer que também achou graça do comentário. — Isso não é jeito de se falar, ainda mais se tratando de pessoas mortas.

— Como se você se importasse, Khyara, queridinha. Além de hipócrita também é uma falsa por ter iludo o coitado do garoto com as suas conversas Online. — Debateu com uma voz debochada. Matthew pigarreou para tentar chamar a sua atenção, conseguindo. — O que foi? É verdade. Todos nessa sala são uns hipócritas por estarem se preocupando com um garoto que já morreu sendo que antes, ou o ignoravam, ou simplesmente faziam piada consigo, mas agora não temos mais nada a fazer e nem o que lamentar. Fim da historia.

Matthew já estava pronto para mandar aquele garoto para a diretoria quando o sinal bateu e imediatamente todos os alunos se levantaram, não dando tempo para deixá-lo terminar com a bronca por ter perdido tanto tempo da sua aula com coisas desnecessárias. Deixando apenas que cada aluno saísse e advertindo da última prova que iria ter semana que vem, parando o seu olhar no garoto Neil. Antes dele sair da sala, Matthew o chamou:

— Neil Maxwell, quero ter uma conversa com você acompanhando do seu pai para amanhã depois da aula. — Avisou, recebendo um rolar de olhos do garoto ruivo. — É sério. Se não melhorar esse comportamento eu serei forçado a-...

— “A” o quê? — Interrompeu-o bruscamente, vendo Matthew ficar com o olhar mais sereno e até mesmo levemente mais irritado. — Eu só disse o que todo mundo pensa, é a verdade! Ninguém realmente liga pro garoto que cometeu o suicídio e sim saberem do por que ele fez aquilo, falar mal dele e da vida que tinha.

— Mesmo assim. — Continuou, ainda levemente irritado pela interrupção — Não é pelo que vocês querem falar e sim por causa do que os familiares deles estão sentindo. Francamente, vocês jovens não têm um pingo de empatia?

— Sinceramente? Não. — Respondeu, ouvindo sua amiga Khyara o chamar do lado de fora da sala, impaciente. Acenou em resposta, informando que já iria acompanhá-la, vendo essa bufar. — Bem, boa sorte para chamar o meu pai aqui e fazê-lo te ouvir, queridinho. – Deu uma piscada, saindo pela porta da sala, mas, antes de sumir completamente da vista do homem ele parou, virando rosto em sua direção e então disse, provocando. — Boa sorte em seu serviço de cidadão politicamente correto, se é que existe algo assim de verdade hoje em dia. — E então saiu, deixando o professor sozinho em sua sala.

Essa não era a primeira vez que tinham uma briga na sala por causa de algo assim. Neil frequentemente chamava a sua atenção com esse tipo de atitude, acabando por ser levado para a diretoria e ter o pai chamado mais de uma vez na mesma semana, porém quase não adiantava e muitas vezes acabava em mais briga entre pai e filho, briga essa que também era puxada por Neil, mas na maioria, se não sempre, o seu pai o ignorava, encerrando a reunião com um clima tenso acompanhado de um silencio quase mortal.

Vê-los brigando desse jeito toda vez quando tinham uma reunião era quase de quebrar o coração de Matthew, não apenas por que a relação que eles tinham não era muito saudável como também o fazia se lembrar de sua filha. A pequena garotinha que poucas vezes tinha a oportunidade de ver e que era o mundo para si, Matthew não conseguia vê-la brigando consigo ou sendo uma má aluna para chamar a sua atenção.

 Não era como se Neil fosse um mau aluno, apesar da sua falta de concentração na aula ainda conseguia tirar notas razoáveis, o verdadeiro problema era que sempre parecia que o garoto queria fazer as pessoas se sentirem mal por causa dos seus segredos, sempre lançava um comentário maldoso ou tratava de um tema sério com humor negro. Coisa que Matthew detestava, ainda mais se tratando dos seus alunos e conhecendo razoavelmente bem os problemas que eles tinham.

E Neil não era uma exceção a tudo isso.

— Senhor Howarth? — Chamou uma mulher batendo na porta. Seus cabelos loiros amarrados em um rabo de cavalo foi o que, sem dúvida alguma, chamou mais a atenção do homem assim que a viu pela primeira vez. A segunda coisa foi os seus olhos verdes com um tom próximo ao cinza e, apesar de muito bonitos, também transmitiam seriedade e autoridade.

— Sou eu. — Respondeu Matthew assim que conseguiu sair de seu transe — O que deseja, Senhorita?...

— Aurora. — Disse com um semblante serio, entrando na sala e ficando a poucos passos de distancia do professor. — Aurora Parker Budwicz, sou da policia local e esse aqui é o meu parceiro, Dimitry. — Proferiu, se referindo a um homem de aparência andrógena atrás dela. Matthew estaria mentindo se dissesse que não o notou adentrar junto com a mulher.

— viemos aqui para fazer algumas perguntas sobre o caso de Nathan, se importaria? — Perguntou Dimitry, ficando ao lado da mulher.

— Não, de maneira nenhuma senhor... E senhorita. — Respondeu, dando uma última olhada rápida para a janela, vendo um grupo de jovens se reunindo do lado de um carro, cumprimentando uns aos outros e então entrando no veiculo, sumindo de sua vista.

 

Logo o sol sumiria no horizonte, deixando o laranja no céu ser tomado por um roxo médio para, em seguida, se transformar em azul escuro que era decorado com as poucas estrelas que se podia ver na poluição luminosa da cidade. Entretanto, nenhum daqueles jovens estava ali para reclamar, pelo menos, não da luz. Logo as férias de verão iriam chegar em duas semanas e eles estavam ali para decidir os planos de onde iriam ficar e aproveitar o tempo fora do colégio.

— Talvez a gente devesse alugar alguma cabana simples perto de um rio ou cachoeira para aproveitar o verão. — Comentou uma garota de pele morena que mexia inquieta nas pontas dos longos cabelos castanhos. Não olhava para alguém em especifico, apenas fitava as luzes da cidade abaixo do morro onde estavam. — Fiz uma pequena pesquisa e tem várias cabanas assim que dá pra alugar por algumas semanas, elas ficam a apenas duas horas de distancia se formos de carro.

— Passar o verão em uma cabana perto de uma cachoeira? Sério, Phêmeder? — Indagou um rapaz razoavelmente alto, cabelos castanhos, mas pareciam negros, talvez tanto pela pouca iluminação quanto por eles serem naturalmente escuros. Apesar de serem raspados dos lados e atrás a parte de cima ainda era grande o suficiente para cobrir as laterais e um pouco dos seus olhos, deixando as pontas batendo na bochecha.

A morena, entretanto, nada disse, apenas deu um olhar de “Você tem alguma ideia melhor do que isso?” tão claro como a água, mesmo com quase nenhuma iluminação.

— Qualé, Edgar! Essa ideia não é tão ruim. — Exclamou um garoto loiro com óculos redondos, encostando o braço no ombro do moreno. — Com o verão vai vir o calor e nada melhor do que um lugar para nos refrescarmos.

— Ou para você se aproveitar e tirar algumas boas fotos dos seus crushers. Conhecendo bem o seu tipo, Renne, digo que vai tentar aprontar isso mesmo seu safadinho. — Comentou com malicia Neil, olhando por cima da cabeça de Phêmeder. O que não foi difícil, pois como todos estavam sentados era fácil se mover para ver os rostos um do outro. — Uma pena que não vou poder aproveitar esse tempo com vocês.

— Por quê? — Perguntou Phêmeder.

— Ele brigou novamente com o professor por causa de uma piada que fez com o Scott e Nathan. — Dessa vez quem disse isso foi Khyara que estava sentada ao lado de Renne. Mesmo com a distancia Neil ainda conseguiu lançar um olhar reprovador para ela, ordenando para que a garota não abrisse a boca, o que, claro, não funcionou. — E ainda por cima ele pode ficar estudando nas férias por isso e por causa das notas que estão beirando no vermelho.

— Eu não tenho culpa de ter déficit de atenção. — Reclamou Neil. — E elas não estão no vermelho, estão próximas.

— Mas tem culpa por fazer essas piadas horríveis. — Rebateu Edgar, ganhando um pequeno tapa indolor da garota de cabelos castanhos ao seu lado. — O que foi? É verdade. Não se pode fazer piadas com pessoas mortas assim.

— Lá vem mais um hipócrita na sociedade... — Murmurou Neil, dobrando os joelhos e ficando com o queixo encostado neles. — Você também nem se importava com ele, na verdade nem falava com o Nathan, e agora quer dar uma de bom samaritano?

Edgar normalmente não discutia sobre esse tipo de coisa, principalmente com Neil, pois sabia que ele não iria mudar a sua opinião, mas ouvir esse tipo de brincadeira de alguém assim atingia o seu limite. Já estava pronto para se levantar e começar um bate boca quando Phêmeder interviu, pousando a mão no ombro do rapaz e o fazendo desistir da ideia.

— De qualquer forma. — Disse ela. — Ainda temos tempo para poder juntar algum dinheiro e alugar alguma cabana para passar as férias. Eu e Edgar trabalhamos de meio período, Renne já tem algum dinheiro acumulado dos seus avos e a Khyara pode pedir um pouco de dinheiro emprestado do irmão.

— E enquanto aos seus outros amigos? — Perguntou Renne, ajeitando o óculos no rosto. — Não vai esquecer de chamá-los.

— Ainda não consegui contato com eles. — Admitiu. — Pelo o que soube aqueles três estavam muito ocupados por causa das provas antes das férias, mas vou ver se dá para receber alguma resposta deles. — Antes que o grupo pudesse terminar de discutir sobre o assunto o celular de Khyara tocou, mostrando que era o irmão dela. Soltou um suspiro sem paciência antes de atender, demorando um minuto conversando e então desligou o aparelho e prosseguir com a conversa. — É o meu irmão, está preocupado por que estou até tarde fora de casa.

— Quer que te acompanhamos? — Sugeriu Edgar junto com Phêmeder, porém a garota recusou educadamente a proposta.

 E então Khyara se levantou do chão, limpou a grama que ficou presa no shorts e fez uma última pergunta aos amigos antes de ir embora.

— Todos vão poder fazer sua parte para as férias? — Perguntou, recebendo a confirmação de todos, com exceção de Neil que permaneceu com a cabeça baixa e sem dizer nada. — Então amanhã nos encontramos no parque para ter certeza de que todos conseguiram cumprir sua parte.

E então seguiu descendo o moro, desaparecendo por um momento na escuridão e depois aparecendo novamente no poste de luz mais próximo. Acessando em direção aos amigos para, só então, continuar com o caminho até em casa.

 

— O que quer dizer com “onde eu estava ontem à tarde?” — Perguntou incrédulo o professor, não acreditando no questionamento da loira a sua frente.

— Senhor Howarth, eu sei que as perguntas podem o desagradar, mas preciso que as responda para que possamos cumprir o nosso trabalho. — Disse a loira com um tom calmo, porém autoritário, ignorando o olhar do negro. — Agora, vou repetir a pergunta e quero que me responda corretamente dessa vez. Onde estava ontem por volta das cinco e meia?

— A resposta não é óbvia? Estava dando aula aos meus alunos. Que coisa absurda para se perguntar! — Reclamou, ainda sem acreditar no que aquela pergunta teria em relação com Nathan. — O suicídio foi há quase um mês, por que esse tipo de coisa de repente?

— Não podemos dizer. — Respondeu o homem ao lado da mulher, cortando qualquer resposta que essa poderia dar. Comparado a Matthew esse não tinha um físico muito chamativo, na verdade, era bem magro por sinal. O que chamava mais a sua atenção, claro, além da aparência andrógena, do cabelo raspado no lado esquerdo e a pequena cicatriz nesse mesmo lado era as queimaduras que ficavam a amostra no pescoço. Talvez um ferimento provocado no trabalho Matthew pensou. — É uma informação sigilosa — Completou.

— E por que perguntam esse tipo de coisa para mim?

— Pois precisamos investigar todos que tinham tido uma aproximação suspeita com Nathan. — Respondeu Aurora, tirando mais um pedaço de paciência que Matthew poderia ter.

Como ele poderia ser um suspeito sendo que foi o que mais ajudou o garoto a tentar se recuperar? Isso era um absurdo! Ainda mais depois do depoimento que deu há algumas semanas atrás, Matthew não podia acreditar no que estava ouvindo. Primeiro foi o caso dos policiais que suspeitaram dele e ficaram em sua cola mais do que o necessário por causa de sua cor, suspeitando de que ele poderia ter feito algo com Nathan, e agora isso? Era inacreditável.

Ele sinceramente esperava que não fosse por causa da sua pele que estava sendo questionado daquele jeito.

— Mas eu estava aqui e, não, não tenho noção de ninguém que possa ter saído em algum lugar nesse horário.

— Nem mesmo os outros professores? — Perguntou Dimitry, recebendo uma resposta negativa com a cabeça. — Tudo bem então, senhor Howarh. Obrigado pela ajuda e nos perdoe o incomodo. Esperamos que tenha uma boa noite — Disse, e então saiu da sala acompanhado da loira. Indo até o lado de fora da escola e parando ao lado da viatura policial.

— Isso é muito estranho... — Murmurou a mulher, deixando o seu parceiro com um olhar de interrogação. Logo Aurora percebeu esse olhar e tratou de responder. — Não me olhe desse jeito como se não me entendesse. Não é possível que só eu esteja achando essa situação estranha, Dimitry.

— Infelizmente... — Disse ele com um ar pesado e um tanto confuso. — Eu também estou achando tudo isso muito estranho. Como pode um corpo, depois de tanto tempo sendo investigado, sumir de repente? Ainda mais se tratando de que o caso era de suicídio.

— Eu não faço ideia. — Admitiu. — Mas temos que achar alguma ligação com isso tudo, o que pode demorar um pouco. Eu só espero que aquele outro garoto não esteja sofrendo muito.

— Está falando do irmão do suicida? O tal de Allan? Ele vai superar, ele tem que superar de alguma forma...

Aurora duvidava um pouco disso, mas não comentou nada. Não iria adiantar de nada discutir sobre esse tipo de coisa, afinal, não são todos que são capazes de superar algo assim com facilidade. Ela havia visto o olhar daquele garoto no interrogatório e, apesar da expressão relaxada e quase neutra, era possível, para os mais atentos, perceberem o olhar de tristeza que Allan tinha.

Talvez a noticia do suicídio tenha sido um choque tão grande que deve ter sido difícil para o garoto digerir tudo de primeira, absorvendo as informações, se acostumando com a ideia de que nunca mais iria ver o irmão mais novo. Aurora nunca se acostumava com isso, com o choque no olhar das pessoas que recebiam a noticia de que nunca mais veriam os parentes, amigos e familiares amados, e a sensação que a mulher sentia era horrível, quase imperdoável, pois não podia fazer mais nada para ajudá-los além de trazer a justiça.

Mas do que adianta a justiça se todos que amamos foram embora?

— Acho melhor parar de pensar nessas coisas... — Sussurrou a loira entrando na viatura acompanhada do homem. — Quero acabar logo com o meu trabalho para ir embora.

E sem mais esperar ligou o carro, saindo do colégio e andando nas ruas iluminadas da pequena cidade de Snow Witch Hills. Encerrando um dia longo e cansativo de trabalho, mas ainda não admitindo, nem por um segundo, que aquele caso acabou, tampouco se sentia satisfeita com o que conseguiu hoje. As perguntas se formavam em sua mente e não parecia que existia alguma resposta lógica para aquilo tudo, o que deixava Aurora mais confusa e frustrada por não conseguir cumprir completamente o seu trabalho.

Mesmo que o suicídio de Nathan ainda tenha tido um motivo não fazia nenhum sentido Scott se matar, ainda mais com o garoto sendo alguém feliz e rodeado de amigos, e isso era algo muito estranho, curioso para dizer no mínimo, e com o sumiço dos corpos o caso parecia ter piorado, deixando todos do departamento de investigação espantados. Não fazia sentido alguém roubar o corpo de um suicida, a menos que não tenha sido realmente um suicídio.

— Acho melhor ficarmos até tarde no trabalho e investigar isso mais a fundo, o que acha Dimitry? — Disse a loira, animada e com um sorriso fechado no rosto, mas esse se abriu ainda mais com a cara de desanimo do homem ao seu lado, não aguentando e dando uma pequena risada no fim. — Sabia que você iria ficar do meu lado.

— O que posso fazer? Tenho que aguentar o animo da minha melhor amiga para coisas assim... Só espero que não me faça ficar cansado ao ponto de acabar dormindo lá que nem você fez há três semanas. — Zombou, acompanhando o sorriso da loira e também acabando por dar um pequeno sorriso.



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