História Meia Noite em Madri - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Faz parte sentir saudade de você... 🎶
Boa noite! O capítulo de hoje será sequências de memórias ok? Tô explicando p não ficar confuso p vocês haha. Coloquem uma música romântica a preferência de vocês, eu coloquei Life After You - Daughtry
Boa leituraaaa 💗

Capítulo 7 - Momentos no Tempo


Fanfic / Fanfiction Meia Noite em Madri - Capítulo 7 - Momentos no Tempo

"Você nunca supera a perda de alguém que ama, você aprende a viver com ela."

Santos, São Paulo
 

Novembro de 2009

Era mais um dia de semana como qualquer outro, e pra variar, eu estava estudando. Só que dessa vez eu não estava estudando em casa, na minha cama quentinha e confortável como eu queria. Eu estava numa padaria, bem acompanhada de um café, com alguns livros, apostilas e folhas e mais folhas com resoluções e anotações. Como eu disse, eu preferia estar em casa, mas estava impossível se concentrar em algo já que os meus priminhos estavam lá fazendo a maior zona. Minha mãe havia se oferecido para tomar conta deles para a minha tia.

- Por hoje chega! - falei baixinho comigo mesma, juntei minhas coisas e desocupei a mesa. Assim que cheguei na porta esbarrei em um homem que entrava, mesmo sem olhar para ele eu podia saber que era um homem por conta do impacto dos nossos corpos. - Me desculpa, eu sou tão... - me calei assim que arrumei meus óculos e levantei o olhar para ver o tal homem que naquele momento me ajudava a recolher minhas coisas espalhadas pelo chão.

Ele me olhava com um sorriso tímido. E caramba, era tão bonito o sujeito! Pele branca, cabelo escuro, um pequeno indício de barba crescendo e olhos azuis. Lindos olhos azuis.

- Mais cuidado. - ele disse num inglês perfeito

Todos da padaria estavam nos olhando, senti meu rosto queimar. Por que eu tinha que ser tão atrapalhada? Apenas dei um sorriso sem jeito para o tal gringo e sai de lá. Por um momento me arrependi de não ter passado um pouco de maquiagem quando sai de casa, meu cabelo também não estava no seu melhor dia...

- Hey! - uma voz distante gritou e assim que me virei pude ver o tal homem vindo em minha direção com uma folha na mão. Parei de caminhar e logo ele me alcançou. Nessa fração de segundos eu tive o privilégio de ver seu corpo, forte e atlético. - Você esqueceu isso. - balançou a folha

- Ah meu Deus! Se eu perdesse isso teria que fazer tudo de novo. - falei em inglês também e agradeci mentalmente à mim mesma por ter feito o curso quando eu tinha 15 anos. - Obrigada... Eu nem sei como te agradecer.

- Mas eu sei! Perdi meu café tendo que vir até aqui. Que tal você me acompanhar num outro? - ele continuava com aquele sorriso tímido

- Mas eu nem sei o seu nome.

- Ricky. - ele estendeu a mão - Ricky Edwards Donovan.

- Aurora Sampaio.

Ficamos juntos até o fim daquela tarde.
Ricky Edwards, 21, era um jovem soldado do exército americano e estava de férias pela América do Sul. Algumas semanas depois do nosso encontro ele me informou que ao invés de continuar o seu tour pelo meu continente, ele ficaria o resto das suas férias em Santos por um motivo especial que com o tempo eu fui descobrir.

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Charlotte, Carolina do Norte (E.U.A)

Agosto de 2011

- Eu preciso que você fique de um lado porque eu vou ficar na direita, tá?

- Ricky, para de me dizer o que eu tenho que fazer. Eu sei como remar uma canoa. - tentei me convencer de que eu não estava pagando mico

- Tá bom, mas fica na esquerda.

- Eu tô remando feito uma maluca e a gente não chega a lugar nenhum.

- É porque você está remando do lado errado, não estamos em sincronia. Deve ser novidade pra você.

- Ooh! Desculpa, Cristiano Ronaldo das canoas. Eu não costumo fazer isso todos os dias.

- Escuta só! Você deve estar cansada. Por que não larga o remo e deixa comigo?

- Haha! Sem chance. Eu não quero ouvir mais nada! - o contrariei

- Você é bem teimosa, e fica tão atraente assim... Diga "X" pra mim. - ele pegou a minha câmera

- Ricky, guarda isso. Essa câmera é muito cara.

- Ah, interessante quando a magia vira contra a bruxa. - ele se referia as vezes que eu tirava milhares de fotos dele, mesmo sem ele querer - Hm... Não saiu direito mas você entendeu.

- Olha, troca de lugar comigo porque eu já saquei que você está na ponta mais fácil.

- Não - ele riu - É uma canoa, não tem ponta mais fácil.

- Troca logo. - tentei ir até ele e me desequilibrei

- Ow ow ooow!! Não anda não, não and... - eu já estava na água!

- Eu não sei nadar. - me desesperei e a cada movimento meu parecia que eu só piorava as coisas

- Eu termino a frase ou espero você se secar? - Ricky debochou

- Cala a boca. Me ajuda logo.- falei impaciente

- Boas novas! Eu salvei a câmera. - ele disse num tom divertido e tirou mais uma foto

- Eu não sei nadar, eu não sei nadar.

- Levanta. Fica em pé.

Quando me dei conta que de pé a água não ultrapassava o meu quadril...
Ricky gargalhava e continuava a tirar foto.

- Aé? - me aproximei do barco e o puxei

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Charlotte, Carolina do Norte (E.U.A)

Julho de 2015

- Meu País precisa de mim! - Ricky segurava o meu rosto e me olhava tão fundo que parecia que ele queria fazer com que eu sentisse o que ele sentia, só com aquela ação.

Mas eu não aceitava.

- Eu também preciso de você. - gritei com os meus olhos já marejados

- Você não entende.

- Não me diga que eu não entendo. Eu suporto tudo, Ricky, tudo! Menos saber que o homem que eu amo está sendo enviado em uma missão suicida. Você não sabe do que eles são capazes.

- Já chega. - ele pegou a mala - Meu vôo sai amanhã as 8h00. - eu não queria encará-lo, mas pelo reflexo pude ver que ele ficou parado um tempo me olhando. - Você é tudo o que eu tenho. - sua voz embargou e logo ele saiu pela porta.

Eu não tive forças pra ir atrás dele. Ricky estava tão mal quanto eu e por um lado eu me sentia culpada de deixá-lo ir daquele jeito, me sentia egoísta por quere-lo só pra mim e aterrorizada com antecedência só de pensar o que ele passaria. E assim fiquei o resto da noite, com tantos pensamentos e sentimentos indescritíveis, eu não consegui dormir.

...

No dia seguinte...

- Ricky, Ricky - eu gritei ao avista-lo e corri pelo aeroporto em sua direção

Ricky se virou assustado e seus olhos trasmitiram o quanto ele estava surpreso e emocionado com a minha presença.
Ele largou a mala e o quepe no chão e pulei em seu colo. Sentir seu corpo no meu era a minha morfina, ainda mais depois de ontem. Eu nunca tinha me dado conta do quanto eu o amava, eu faria qualquer coisa por ele e na minha posição eu não tinha como impedi-lo de lutar pelo o que ele acreditava. Eu tinha consciência de que o conheci assim.
Deixá-lo ir já estava acabando comigo, agora, deixá-lo ir sem me despedir me mataria.

- Ah, meu Deus. Eu te amo tanto, tanto. - Ricky me abraçou mais forte ainda e beijou várias vezes o meu rosto

- Eu não podia deixar você ir assim. - desci de seu colo e segurei em seu rosto - Promete que vai me escrever?

- Eu sempre escrevo não é? - ele sorriu e me abraçou novamente - Eu te prometo que tudo vai terminar antes do que você imaginar. E aí volto pra sempre.

- Seja cuidadoso com a sua vida.

- Ela é preciosa para você?

- Sim. Ela é preciosa para mim.

Nos abraçamos novamente e nos beijamos em seguida. Uma voz feminina ecoou pelo aeroporto anunciando a última chamada de um dos vôos. Ricky se desprendeu de mim, me olhou no fundo dos olhos e colocou minha mão junto com a dele sob o lado esquerdo do meu peito.

- Eu sempre estarei aqui, sempre sempre sempre.

Beijei respectivamente a testa de Ricky, o queixo, a bochecha esquerda e em seguida a direita. Formando assim uma cruz, era a minha forma de deseja-lo proteção além das orações. Ajeitei seu quepe e dei-lhe um último beijo.
Só Deus sabe quando nos veríamos novamente.






 

"Ele foi para o céu, então eu tenho que ser boa, assim poderei ver o meu amor quando eu deixar esse mundo."


Notas Finais


Algumas curiosidades:

● Aurora tinha 17 anos quando conheceu o Ricky

● Quando Ricky disse que ela era tudo o que ele tinha, não foi exagero. Ele cresceu em um orfanato e o único amor que conheceu foi o de Aurora

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Bommm! Eu gostaria de saber o que vocês acharam do antigo casal...
Até o próximo capítulo, minhas pinrinpinpillas💗🐊


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