História Meikai - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Amizade, Drama, Ecchi, Hentai, Naruto, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku, Shoujo, Universo Alternativo
Exibições 2.205
Palavras 4.099
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Mais um capítulo segue, boa leitura ♥

Capítulo 14 - A Gratidão


Algumas horas mais tarde, depois de ajeitarem tudo nos quartos, o grupo de quatro assistia TV na sala a espera de Konohamaru, que ligara há pouco tempo informando que estaria em casa nos próximos minutos.

Sakura tentava manter uma conversa leve e agradável entre todos, com ajuda de sua mãe, mas tanto Sasuke quanto seu pai ainda estavam um pouco desconfortáveis com a situação inédita.

A rosada quase agradeceu em voz alta quando ouviu a porta da frente se abrir, revelando seu irmão mais novo. Além de toda a tensão entre os homens, ela estava muito cansada, só queria dormir.

As apresentações foram feitas e a Haruno deu um leve riso ao notar o brilho no olhar de Konohamaru ao olhar admirado para Sasuke, que falava sobre sua moto.

Menos um problema, pensou. O coração do irmão caçula também foi ganho.

- Sabe, oniichan, achei que gostasse de nerds. Aqueles de óculos e com camiseta polo.

Sasuke sorriu e ergueu a sobrancelha para Sakura. Ela estava prestes a bater em seu irmão mais novo.

- Eu não vou nem comentar.

- Filha – sua mãe interrompeu – por que não leva Sasuke para conhecer a cidade? Podem pegar o carro, se quiserem – ela esperava.

- Se formos fazer isso, não vai levar mais do que alguns segundos – ela riu, mas, ao olhar para o Uchiha, percebeu que poderiam passar alguns momentos sozinhos longe de toda essa...agitação.

- Vamos com o carro, então. Voltamos logo.

Sasuke quase correu para a porta da frente enquanto Sakura pegava as chaves do carro. Ele já estava dentro do carro no momento em que ela destravou as portas.

Ele abaixou a cabeça entre as pernas e a Haruno acariciou suas costas, como se acalmasse um animal selvagem.

Ele balançou a cabeça.

- Porra!

Sakura deu uma pequena risada – Poderia ter sido pior.

- Você acha? – perguntou sarcástico.

- Sim, eles poderiam ter falado sobre camisinha e essas coisas.

Sasuke deu um pequeno sorriso, aliviando Sakura. Ela não queria que o moreno pensasse que estava chateada com ele por praguejar, ou a maneira como ele se comportou.

- Aa, isso não teria ido bem.

A rosada se inclinou e deu um beijo no rosto de Sasuke e sorriu.

- Obrigada por ter vindo.

***

- Não acredito que deixei você dirigir – Sasuke comentou, incrédulo, ao andarem pela praça principal da cidade algumas horas depois.

- Eu sei dirigir, tá?

- Acha que sabe, barbeira.

A garota decidiu ignorar com uma careta e puxou Sasuke para dentro de uma cafeteria movimentada. Ela sabia que dirigia mal, mas não tinha necessidade de comentar. Seus pais e amigos próximos já faziam isso o suficiente.

O casal passou o dia inteiro andando e explorando o pequeno território da cidade, até mesmo assistiram um filme no pequeno e único cinema instalado lá. Foi um bom dia, estava correndo tudo bem até agora.

- Vamos comer alguma coisa e ir. Já está escurecendo – ela disse.

- Você mencionou que queria me mostrar algo antes.

- Sim, é uma surpresa.

Eles entraram no café e sentaram em uma mesa do lado de fora, aproveitando os últimos minutos de sol.

Sakura estava esperando que algumas das meninas que ela tinha conhecido no ensino médio passassem por eles. Sasuke estava tão lindo com seu Ray Ban cobrindo seus olhos, e sua camisa revelando os ombros musculosos e costas. Só uma vez ela teria gostado de ter sido invejada pelas meninas que nunca lhe deram nem mesmo um olhar - só para variar. Completamente superficial - e ela não se importava.

Mas quando a garçonete começou a flertar com o Uchiha, como se Sakura não existisse, ela mudou de ideia. O que a irritou foi que a garçonete nem sequer tentou ser sutil.

- O que posso fazer por vocês? – ela disse, enquanto seus olhos percorreram de cima a baixo o corpo inegavelmente forte de Sasuke.

- Sakura? – ele perguntou.

- Hum, eu vou querer um cappuccino com caramelo, por favor.

- E o que eu posso trazer para você? – disse a garçonete, chupando o lápis sugestivamente.

Sasuke ergueu as sobrancelhas quando ele respondeu: - Café preto, por favor.

- Oh, concordo – riu a garçonete – Eu não suporto todas essas bebidas falsificadas. Prefiro meu café preto, como deve ser.

Sasuke se aproximou e pegou a mão de Sakura, em cima da mesa.

- Sim? Minha garota gosta de suas bebidas doces, assim como ela.

Sakura corou, grata e feliz com sua exibição pública brilhante, mas a garçonete se virou com um bufo irritado.

- Eu não acredito que ela estava dando em cima de você na minha frente! Quero dizer, que cara de pau.

Sasuke deu a ela seu sorriso sexy.

- Algumas pessoas só não conhecem limites. Mas eu só quero você, então...

O corpo de Sakura começou a superaquecer, então ela ficou aliviada quando a garçonete voltou com o café para distrair sua mente.

- Deixem-me saber se eu posso ajudá-los com qualquer outra coisa – ela disse, mal-humorada e se afastou. Sakura estava grata.

Depois de pagarem, a Haruno conduziu o carro até um dos templos mais antigos da cidade. E o mais deserto também. Estacionou numa área afastada, entre árvores, dando para ver de longe o incrível monumento.

- É lindo, não é? – comentou ela, ao observarem a paisagem do carro.

- Aa.

Ao notá-lo quieto – mais do que de costume – a garota virou o olhar para Sasuke, que encarava a vista sem expressão.

- Está nervoso para amanhã? – perguntou suavemente.

- Hm. Um pouco – ele olhou para baixo – Só...tsc, faz tempo que não tenho essas coisas em família. E amanhã... – suspirou – Amanhã sua família toda vai estar presente e eu tenho medo de foder tudo.

- Ei – Sakura virou de frente e o fez olhar para ela puxando seu queixo – Você não vai, ok? Confia em mim, eles vão te adorar. Viu como meu irmão já idolatra você? É porque você é incrível.

- Sakura, crianças são a parte fácil. Quantas pessoas vão vir afinal?

- Hm, em torno de...quarenta – respondeu incerta e quase entrou em pânico quando viu os olhos de Sasuke se ampliarem – Mas muitos deles são crianças e isso não quer dizer que vamos ter que ficar perto de todos o tempo inteiro – acrescentou rapidamente.

- Tsc – ele balançou a cabeça – Eu espero realmente não foder tudo, nem ter um episódio ou algo assim.

- Não vai – prometeu mais uma vez.

Um tempo se passou, e tudo que se ouvia era o barulho do vento contra as árvores e às vezes, Sakura estalando os dedos, indicando seu nervosismo.

E se ele desistisse?

- Ne – começou o moreno – Quando meus pais morreram, eu jurei pra mim mesmo que nunca teria uma família de novo – comentou olhando para frente e Sakura não ousou interrompê-lo.

- Eu era praticamente uma criança quando aconteceu. Os Uchiha eram uma família muito rica desde sempre, de geração em geração só cresciam cada vez mais. Havia até mesmo uma lenda dizendo que nossos ancestrais eram ninjas habilidosos que possuíam um tipo de poder ocular. Huh – soltou um riso fraco.

- Uau, daria uma boa estória.

- Hn, talvez. Mas não é de todo bom, a riqueza eu quero dizer. Nessa época, meus pais enfrentavam alguns processos, equivocados claro, de gente querendo parte do dinheiro.

- Mas qual era a justificativa pra eles processarem seus pais? – perguntou sem entender muito.

- A parte jurídica é complicada demais para explicar. O que ninguém sabia é que havia uma organização fechada e perigosa também atrás do dinheiro e...bom, mandaram matar todo mundo depois de descobrirem um cofre na minha casa. Itachi estava fora, e eu passei a noite na casa do Naruto. Depois disso foi tudo um borrão...lembro de acordar e ver meu irmão na sala de estar me esperando, lembro do enterro, dos questionamentos da polícia, do que tivemos que passar para que Itachi pudesse cuidar de mim. Faz tanto tempo e ainda assim parece que foi ontem.

- Sasuke-kun, não precisa continuar se quiser – a garota comentou, tentando controlar os sentimentos aflorados dentro de si.

- Eu quero – disse, encarando as mãos – E meio que preciso também. Eu já devia ter te contado – virou o olhar para ela – Você sempre foi paciente e eu agradeço, mas não quero esconder nada agora.

Sorrindo e limpando uma lágrima que escorria de seus olhos, Sakura concordou e esperou o Uchiha continuar.

- Bem, depois de tudo, a polícia investigou e conseguiu prender a maioria deles, mas até hoje há alguns que fugiram e nunca conseguiram achar.

- Mas e o dinheiro? E o Itachi? Conseguiu ficar com você, certo?

- O dinheiro foi recuperado, acharam escondido em um dos esconderijos deles. E sim, Itachi conseguiu minha guarda. Foi por causa do nosso dinheiro. Tínhamos suficiente para que ele pudesse cuidar de mim até mesmo sem trabalhar pelo resto da vida. Na época ele estava na faculdade, o que complicou um pouco. Mas deu certo, o que foi uma sorte, porque logo surgiu o meu...problema e sem ele eu não iria conseguir.

Tudo o que Sakura podia fazer era acenar com simpatia horrorizada.

- Eu sinto muito que você teve que passar por tudo isso. Nossa, faz o problema de tanta gente parecer ridículo.

- Bom, não é uma competição nem nada assim. Passamos pelo que temos que passar. E, de certa forma, eu agradeço por isso. Não teria te encontrado se fosse diferente – comentou baixo e olhando pela janela, tentando esconder o rubor subindo em seu pescoço.

Sakura riu baixinho, ainda que um pouco surpresa. Sasuke não era de falar muito, ainda mais de seus sentimentos ou coisas assim. Ele ainda nem devolveu o seu “te amo”. Bom, com o tempo, talvez, ele passasse a amá-la também. Era o que Sakura esperava.

- Pensando dessa maneira, acho que até eu seria egoísta e também agradeceria.

- Hn, não acho que seria egoísta. Itachi me disse uma vez às vezes as pessoas têm que se sacrificar se quisermos atingir um bem maior, mesmo que alguém tenha que sofrer no meio do caminho. Eu acredito nisso agora.

- Ele parece ter sido uma pessoa tão incrível.

- Ele era – respondeu com um sorriso – Itachi é a pessoa mais bondosa que eu já conheci em toda minha vida. Puxou isso da minha mãe.

- Como eles se chamavam? Seus pais.

- Mikoto e Fugaku – o rapaz sorriu ao falar – Meu pai era um homem rígido e fechado, quase não podíamos dizer o que ele estava pensando.

Igual a um certo alguém, a garota pensou.

- Era por pequenos atos que ele falava. Minha mãe mudou isso um pouco nele. Ela, por outro lado, era doce e carinhosa, assim como meu irmão.

- Será... – começou um pouco envergonhada – será que eles gostariam de mim?

Sasuke soltou um riso seco.

- Tenho certeza que sim.

- Seu pai?

- Ele ficaria feliz que encontrei alguém que me deixe mais leve. Que me faça sentir assim como minha mãe o fazia sentir. Depois de tudo isso, enfrentar a morte de Itachi foi a gota d’água que eu precisava para me fechar totalmente para o mundo. O que eu queria era uma vida sem laços, para não perder tudo de novo. Até você – ele olhou para ela nos olhos, finalmente, e sorriu – Então por isso Sakura, arigato.

De repente, os olhos da Haruno estavam muito cheios de lágrimas para ela continuar a escutá-lo sem chorar. Ela cobriu o rosto com as mãos, soluçando. Sasuke então soltou o cinto de segurança, movendo-se para puxá-la em seus braços.

- Não chore por mim. Por favor, não chore.

Ele falou as palavras em seu cabelo enquanto as lágrimas molhavam sua camisa. Por vários minutos, Sakura chorou todo o stress e a tensão do dia, e a dor que sentia das palavras de Sasuke.

Ele evitou falar sobre a doença, mas ela sabia. Oh, como ela sabia. Tornou tudo pior. E, como se não fosse suficiente, ele ainda teve que perder a única pessoa que tinha.

Ela não conseguia dizer nada sem tornar tudo pior. Sabia o quanto seus pais e ela estavam ralando por causa de sua faculdade, mas pelo menos ela era normal. Em seguida, ela se odiou por pensar assim. Normal é uma palavra tão forte.

Mesmo assim, os desafios de Sasuke eram muito mais difíceis do que os dela. E então ela percebeu o quão terrivelmente deve ser não ser capaz de participar de uma conversa sobre a família, não saber como será seu humor daqui uma semana, se vai se lembrar de algo importante, se vai destruir alguma coisa ou dizer coisas que podem magoar os outros. Ela não podia imaginar nem a metade disso.

Mas essa era a realidade da vida de Sasuke. Não admira que ele se envolveu em uma fachada de hostilidade, tentando manter todo mundo longe dele.

Quando ela finalmente foi soluçando suas últimas lágrimas, o moreno puxou a camisa e enxugou seus os olhos.

- Melhor?

Ela assentiu com a cabeça.

- Sinto muito.

Sasuke beijou seu cabelo novamente.

- Não sinta. Não por mim.

Finalmente, ela ficou composta suficiente para tirar a cabeça de seu esconderijo. Ela agradeceu e descansou a cabeça no peito de Sasuke, e ele desenhou círculos preguiçosos sobre o ombro dela com os dedos.

- Será que você poderia não contar a ninguém sobre minha...condição? Acho que só pioraria a situação se sua família soubesse.

- Eles jamais negariam você por esse motivo. Mas se é o que você quer, eu não conto.

Eles então ficaram ali, em silencio, em um momento de paz necessário.

- Acho melhor voltarmos, kaasan vai começar a me ligar.

Sasuke fez uma cara engraçada mas assentiu. Ela então dirigiu para casa, se sentindo leve e despreocupada. Sasuke deu mais um passo adiante, confiava plenamente nela e se sentiu confortável o suficiente para contar sua história.

A palavra que resumiu o dia de hoje para a rosada foi: gratidão.

***

O jantar foi um caso ruidoso, e em primeiro lugar Sakura estava preocupada sobre como Sasuke iria lidar. Mas, graças a Kami, seu irmão fez questão de se sentar perto de seu namorado e ela não tinha ideia de que um fanático por motocicleta se escondia sob a superfície adorável de seu irmãozinho.  

Pobre Sasuke, mal foi permitido levar uma mordida da excelente lasanha e salada que sua mãe tinha feito, antes que uma cascata de perguntas derramasse.

- Ouvi dizer que o ajuste do escape é muito fácil de errar em uma Harley – disse Konohamaru – O estoque de tubos 1 ¾ do cabeçalho de duas polegadas são difíceis de bater.

Sasuke concordou.

- Claro, mas eles não são ajustáveis. Supertrapp fazem silenciadores ajustáveis. Você só precisa instalar núcleos defletor.

Ajustável, não ajustável, não havia nada de interessante sobre aquela conversa, pelo menos para Sakura.

- Nem seu pai sabe do que eles estão falando – Mebuki resmungou no ouvido da filha para logo soltar um riso baixo – Olha só a cara dele.

A Haruno também riu quando viu seu pai tentando acompanhar a conversa masculina do ambiente, até soltava uma palavra ou duas, mas ficou tão perdido quanto um “cego em um tiroteio”.

- Acho que nem mesmo ele sabia que Knonohamaru entendia dessas coisas – a rosada murmurou de volta para a mãe, que concordou.

Após o jantar, Sakura perguntou se o namorado gostaria de um banho. Ele aceitou, e subiu para o banheiro aliviado por um momento sozinho, Sakura achava.

- Acho que está ocorrendo tudo bem, apesar de tudo – Mebuki falou enquanto lavava a louça.

- Sim, mas o maior problema é amanhã. Sasuke-kun não lida muito bem com multidões.

- Bom, faremos o possível para que ele se sinta em casa. A família vai gostar bastante do Sasuke, vê como seu irmão já quer ir embora com ele? – ela riu e Sakura acompanhou – Sem nenhum esforço dele, imagino.

- É verdade, eles se deram muito bem.

- Sim. Mas, bem, tem algum motivo em especial que explique por que Sasuke esteja ansioso para amanhã?

Sakura estremeceu. Queria contar a verdade, mas ao mesmo tempo fez uma promessa ao Uchiha. Seria tão mais fácil se ele permitisse contar. Seus pais seriam úteis, e também ajudariam a evitar situações muito estressantes.

- Na verdade sim – a rosada chegou mais perto da mãe para falar mais baixo e encostou na bancada – Mas ele não quer que eu conte.

Mebuki desligou a torneira e se virou para a filha.

- Não quer que conte pra nós? – Sakura assentiu – Ora, é direito dele, só posso esperar que um dia ele confie em nós o suficiente para contar, seja lá o que for.

- Ele vai, kaasan. Aconteceu o mesmo comigo. Ele passou por muita coisa.

- Imagino que sim, perder os pais tão cedo assim – suspirou – não é fácil. Mas fico feliz que ele tenha você.

Sakura sorriu pra ela.

- Também. Bom, só quero pedir que você e otosan não peguem no pé dele amanhã. Já está tenso o suficiente.

- Claro, filha. Vou falar com seu pai. Ele se comportou muito bem hoje. Espero que continuem assim. Agora, vá lá pra cima, está tarde e amanhã quero ajuda de todos na cozinha.

- Hai. Boa noite, mãe.

Sakura subiu as escadas feliz, por ter uma mãe compreensiva e que confiasse nela. Estaria tudo bem se cada um fizesse sua parte amanhã.

Ao chegar perto do banheiro, o Uchiha saiu, já vestido, e deu um sorriso de canto ao ver a rosada.

- Bom banho? – ela perguntou.

- Aa. Quero ir pra cama.

- Claro, minha mãe já fez a segunda cama no quarto do meu irmão pra você.

Sasuke coçou a cabeça e se aproximou da garota para sussurrar.

- Quero ir pra sua cama.

A Haruno riu, e cruzou os braços, um pouco sem graça.

- Você sabe que não vamos poder dormir juntos por enquanto. Não faça isso mais difícil.

- Hn? Não vamos dormir junto? – o rapaz pareceu só perceber agora.

- O que? Você acha que meus pais vão liberar a minha cama pra nós dois? Sério, Sasuke-kun?

- Não, Sakura. Não estou falando de dormir no sentido literal.

- Ah, claro, é muito diferente. Se não podemos dormir juntos, não podemos fazer mais nada – respondeu divertida.

- Nada me impede de entrar no seu quarto de madrugada – a garota engasgou.

- O que? Mou, Sasuke-kun, claro que não.

- Por que não? Ninguém vai saber – insistiu, se aproximando mais.

- Eles podem descobrir. De jeito nenhum.

Ele parou e imitou sua posição, cruzando os braços.

- Hn. Então você não me quer?

Sakura suspirou.

- Não é isso.

- Vou pro seu quarto então. Hoje – sem dizer mais nada, ele deu um beijo na base do pescoço da garota e entrou no quarto de Konohamaru, fechando a porta.

Sakura suspirou. Estava morrendo de medo de ser pega no meio da madrugada, mas o perigo a deixava mais excitada ainda. Só podia esperar pra ver.

Depois de um banho e de se despedir de todos, entrou no quarto antigo e foi para cama. Logicamente não conseguiu dormir, mesmo estando cansada da viagem exaustiva e do longo dia.

Olhou no relógio. 3:37. Talvez ele esteja cansado demais, afinal de contas.

***

A Haruno acordou com um toque firme em suas costas e suspirou.

- Já vou ajudar na cozinha mãe, mais cinco minutos.

Logo ouviu uma voz, definitivamente não a da sua mãe, no seu ouvido.

- Adivinha quem.

Na mesma hora ela abriu os olhos e viu o encarar negro de Sasuke em cima de si. Estava sem camisa, só a calça de moletom cobria sua metade inferior, revelando o profundo V de seu quadril.

- Achou que eu não vinha? – perguntou com uma expressão divertida.

- Achei.

- Eu tô aqui. Agora fica bem quietinha pra ninguém ouvir – ele disse, e atacou com os lábios sedentos o pescoço feminino.

Após isso, Sasuke levantou a cabeça e ela pensou que ele iria beijá-la, mas em vez disso pegou sua mão e chupou seus dedos, um por um, preguiçosamente envolvendo a língua em torno deles.

Ela já estava ofegante, seu corpo formigando por mais de seu toque.

Ele terminou no dedo mindinho e se inclinou em direção a ela. Mais uma vez ela pensou que ele iria beijá-la e levantou o rosto ansiosamente em direção ao moreno. Ao contrário, ele lambeu a base de sua garganta, colocando um rastro de beijos molhados até o peito.

Ela sentiu as mãos empurrando para cima sua camiseta, até que Sasuke agarrou seus seios, e ela engasgou enquanto seus dentes apertaram sobre o mamilo esquerdo, e sua mão acariciava e apertava o direito.

Seu corpo levantou automaticamente em direção a ele enquanto ela respirava fundo. Ela sentiu seus quadris prensarem em uma protuberância dura na frente de sua calça.

Corajosa, ela desceu a mão e apertou seu membro, fazendo sua respiração engatar.

Um gemido baixo passou seus lábios, e um mais alto em seguida, assim que sentiu os dedos de Sasuke fazer o mesmo com ela.

- Sakura – ele sussurrou, puxando­a para perto enquanto agarrava a mão dela em seu membro – Tire a calcinha e a blusa.

Rapidamente ela fez isso, enquanto ele estendeu a mão para sua mesa de cabeceira, pegando o pacote que tinha deixado lá. Ela ouviu o farfalhar enquanto ele puxava o pacote de papel alumínio e o abria. Então ele se levantou, abaixou a calça e desenrolou o preservativo sobre sua ereção.

Ela ficou surpresa e alarmada quando ele a colocou com a barriga pra baixo.

Não, ela pensou horrorizada.

Mas não foi o que ela pensou que seria. Sasuke puxou seus joelhos para cima e chegou entre as pernas, posicionando-se em sua entrada.

Alívio, surpresa, espanto passaram através dela.

Por um momento ela pensou que ele queria tentar na parte de trás, mas não foi isso. E essa posição era incrível – sentia-o tão profundo e ele gemeu baixinho, empurrando para dentro e para fora dela em longos golpes de preenchimento.

- Oh, porra – ele disse e Sakura só tentou gemer baixo em resposta, estremecendo quando o sentiu puxar para trás lentamente, antes ele empurrou de volta mais forte.

O corpo dela pulou num espasmo quando sentiu a ponta da ereção contra um ponto sensível dentro dela, e um grito suave passou seus lábios.

- Sasuke­-kun!

- Shh, Sakura. Não queremos que seus pais vejam uma cena tão imprópria, não é mesmo? Fique quietinha.

Sasuke apertou os braços ao redor dela enquanto se afastava novamente, empurrava de volta, cada vez mais forte e enterrou o rosto em seu cabelo.

- Merda, Sakura, você é tão perfeita – ele gemeu, empurrando dentro dela novamente – Tão apertada, molhada e quente.

- Só para você – ela sussurrou em resposta, sorrindo levemente quando ele empurrou duramente contra ela.

- Melhor que seja só para mim – ele rosnou, repetindo suas bombeadas rígidas continuamente.

Sua mente nublou, quando Sasuke obedeceu às suas necessidades inconscientes e acelerou o ritmo.

Sakura saboreou a sensação de estar sendo abraçada por trás, ouvindo cada som que saiu da boca suja do namorado, enquanto ele sensualmente fez amor com ela.

A rosada estremeceu com um impulso especial que enviou estrelas para seus olhos, o movimento foi repetido, deixando sua boca se abrir num grito silencioso.

- Merda, você parece tão perto – ele murmurou enquanto agarrava seus quadris e começar a bater com mais força contra ela – Eu vou fazer você gozar agora.

Sakura não tinha certeza o que a fez querer gritar mais, a sensualidade pura de sua revelação, ou como ele bateu nela como um louco, parecendo com uma fome animal.

A situação perigosa, deixava tudo mais sensual, e sem poder fazer muito barulho, a garota mordeu o travesseiro para abafar seus gemidos. Fiel às suas palavras, Sasuke a fez entrar naquele frenesi quase imediatamente.

- Isso foi incrível – ela murmurou enquanto ele permanecia ofegante.

- Hn. Eu realmente quero outra rodada – ele respondeu, escondendo o rosto em seu pescoço.

Sua risada quase sem fôlego chegou aos ouvidos de Sasuke, e então ela o sentiu mover os quadris lentamente contra seu traseiro e seu membro latejante balançou dentro dela.

- Nós podemos fazer de qualquer maneira e em qualquer lugar que você queira, Sakura – ele sussurrou entre um beijo, deslizando a mão para baixo a seu núcleo quente – Só preciso de você de novo. Eu preciso estar dentro de você mais uma vez.

Sasuke mordeu seu lábio inferior e rosnou: – Eu preciso foder você.

E mais uma vez, eles se perderam um no outro enquanto a manhã não chegava.


Notas Finais


Como estão? Não demorei tanto assim, né? Espero que tenham gostado, esse capítulo clareou um pouco sobre a história de Sasuke e teve um hentaizinho no final pra agradar vocês >^<
Desculpem por qualquer erro de português, não revisei com muita atenção.
Bem, é isso. Boa semana a todas e até a próxima.


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