História Mein Lieber Deutsch - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bernard Duarte, Cristiano Ronaldo, David Luiz, James Rodríguez, Lionel Messi, Mario Götze, Neymar, Thomas Müller, Toni Kroos
Personagens Bernard Duarte, Cristiano Ronaldo, David Luiz, James Rodríguez, Lionel Messi, Mario Götze, Neymar, Personagens Originais, Thomas Müller, Toni Kroos
Tags Amizade, Amor, Bernard Duarte, David Luiz, Futebol!, James Rodriguez, Krodríguez, Neymar, Toni Kroos
Exibições 98
Palavras 2.653
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Voltei do Mundo Inferior dizer que o tio Hades é gente boa! Eu sei que faz eras desde que eu atualizei a fic, mas é que meu notebook morreu de vez, daí eu desanimei. Mas eu consegui voltar a escrever, agora pelo celular. Desculpem se o capítulo ficar pequeno, mas foi o que deu pra fazer. Boa leitura ♥

Capítulo 30 - Capítulo 30


**POV DAVID LUIZ on**

— Davidzinho!

Ouço a voz cantarolada de Ney me chamar mas ignoro, vai ver assim ele vai em bora e me deixa dormir. Cubro minha cabeça com os grossos cobertores e viro de lado na cama, dando as costas para a porta.

— Eu sei que você está acordado, então pare de me ignorar — senti as cobertas serem puxadas de cima de mim.

Tive apenas uma fração de segundos para raciocinar o fato.

— Ah! Nunca ouviu falar em pijama, não? — Perguntou.

Sim eu estava pelado. Ué, dá preguiça se vestir quando se está morrendo de sono e só se pensa em ir pra cama e a culpa não é minha se o Neymar resolveu vir puxar minhas cobertas na manhã da véspera, da véspera de natal, ou seja, do dia 23.

— Nada que você nunca tenha visto —respondo bocejando e me espreguiçando. Me levanto cambaleante e procuro na gaveta da cômoda uma cueca limpa para vestir.

— O que vai fazer hoje? — Pergunta deitando na minha cama e se cobrindo com um cobertor que recolheu do chão.

— Nada ué — dou de ombros. — Ei! Tira os tênis, vai encher minha cama de sujeira! —Alertei e recebi um par de tênis voando em minha direção. — Desgraça — falei tacando o tênis de volta.

Ele riu e continuou enrolado no cobertor. Rindo, saí do quarto e fui até o banheiro para fazer minha higiene. Quando voltei para o quarto o moreno não estava mais lá. Dei de ombros lembrando que ele andava pela minha casa como se morasse aqui, se sentindo bem à vontade. Coloquei uma roupa quentinha e fui pra cozinha, encontrando Neymar lá conversando com a minha mãe enquanto tomava café. Me servi de uma xícara fumegante do líquido e me sentei em uma cadeira ao lado do mais novo.

— Então tia — Ney falou pra minha mãe —, vou te roubar o David hoje — ele disse e eu o olhei. Não tínhamos combinado nada hoje.

— Mas ele ficou de montar a árvore hoje —ela respondeu.

— É importante e eu juro que depois eu ajudo ele — propôs fazendo uma carinha fofa de filhotinho, conseguindo convencer minha mãe.

— Tá, mas não demorem.

— Onde vamos? — Perguntei.

— Comprar umas coisas — deu de ombros.

— Esqueceu os presentes de natal de novo? — O olhei desconfiado.

— É.

Depois de tomar o café, Neymar praticamente me arrastou para a rua, mal dando tempo de mim pegar um gorro já que estava frio. Andamos até o centro que era perto e estava cheio de gente fazendo suas compras assim como nós. Agora uma coisa sobre fazer compras com o Neymar: ele é muito indeciso e enrolado! Andamos por mais lojas do que eu gostaria, meu estômago já roncava de fome e nada do moreno se decidir sobre o que levaria para quem.

Senti sua mão roçar na minha e seus dedos entrelaçarem nos meus enquanto caminhávamos. Olhei para ele com o cenho franzido. Ele parou e se esticou para falar no meu ouvido que Cristiano estava andando com Lionel perto da gente. Me senti incomodado com isso, mas não falei nada.

Mas, mais tarde, quando ele já tinha comprado tudo que queria — e me feito carregar a maioria das sacolas —, estávamos à espera de um ônibus pra voltar pra minha casa, por pura preguiça do meu amigo que não queria ir andando, foi que a situação se repetiu.

— Ney, desse jeito não dá mais — falei suspirando pesado.

— Não dá o quê? De que jeito? —Perguntou muito próximo de mim, posição a qual havia adotado diante a presença do português.

— Isso — me afastei dele um passo. —Não dá mais pra mim ficar fingindo namorar você! Desculpa te falar isso assim mas, o Cristiano não está nem aí pra você, ele está com o Messi agora e está feliz. E... eu... — suspirei. Não estava com muita coragem de o encarar agora mas mesmo assim eu o fiz e vi seus olhos levemente arregalados, esperando uma continuação.

— E você...? — Incentivou a continuar.

— Eu gosto de você, tipo gosto mesmo! Ah, porra, eu te amo, okay?! Não amo feito amigo, amo tipo mais que isso —praticamente despejei as palavras em cima dele, que só me olhou estático por um tempo. — Por favor, diz alguma coisa — implorei, o que pareceu o despertar de seu transe.

— Isso é sério?

— Claro, Ney — disse suspirando cansado.

— Desde quando? — Perguntou ainda me olhando atento.

— Desde o tempo que você me contou que era gay, acho que desde então eu comecei a te ver com outros olhos.

— E porque nunca disse nada?

— Por medo de estragar nossa amizade, mas acho que acabei de fazer isso — dei um meio sorriso amarelo. Ele apenas baixou a cabeça, encarando seus dedos que brincavam nervosamente com as alças de uma pequena sacola que carregava. — Vem, nosso ônibus chegou — quebrei o silêncio incômodo quando avistei o ônibus vindo.

Seguimos o caminho curto em silêncio, nenhum de nós falava nada. Merda David seu idiota, tinha que estragar tudo! Droga, não sei nem por que fui me iludir desse jeito, era óbvio que o Neymar nunca iria me querer como algo a mais que amigo e acho que agora nem isso nós somos mais. De agora em diante sempre vai haver esse clima estranho, pesado entre a gente. Eu Estraguei tudo! Como sempre.

Mordi fortemente a parte de dentro do meu lábio inferior, sentindo os olhos arderem, o nariz formigar ligeiramente e o bolo se formar em minha garganta. Merda! Eu não posso chorar dentro de um ônibus desse jeito, mas a simples perspectiva de minha relação, seja lá qual for, com ele esfriar me causa um estranho aperto no peito, uma sensação ruim. Pisquei rapidamente os olhos afastando as lágrimas.

Me levantei de onde tinha sentado ao lado do Ney no ônibus ao nos aproximarmos da minha casa. Ele me seguiu. O senti segurar meu braço quando parei em frente a porta de casa. Me virei de frente para ele e o encarei.

— David, não quero que as coisas fiquem estranhas entre nós. Eu ainda sou seu melhor amigo — ele suspirou. — Eu... eu só preciso de um tempo pra digerir isso, tá? Agora vamos, temos uma árvore para montar — ele sorriu e me puxou para dentro de casa.

Minha mãe estava na sala vendo TV, passamos direto por lá, parando no meu quarto para guardar as sacolas do Ney e depois fomos em direção ao sótão, onde ficava a caixa com os enfeites e a árvore. O local estava uma completa bagunça, caixas e mais caixas espalhadas por todos os cantos, isso sem falar na poeira acumulada. Depois de algum tempo e muitos espirros, conseguimos encontrar as caixas necessárias e fomos para a sala com elas.

Montar a árvore com Neymar hoje foi estranho, o clima entre a gente estava, querendo ou não, diferente. Se fosse antes, nós montaríamos a árvore em meio à brincadeiras e provocações bobas, mas hoje está chato e desanimado, silencioso demais. O silêncio cortado apenas pelo som da TV que minha mãe assistia e por uns e outros "me alcança aquele enfeite, lá".

— Ney, você vai acabar derrubando tudo desse jeito — o moreno estava tentando colocar a estrela no topo, mas não alcançava e eu estava me divertindo com essa teimosia.

— Eu to quase conseguindo — falou sem muita convicção.

— Me dá aqui, deixa que eu coloco a estrela — falei indo mais perto de onde ele estava.

— Não! Eu quero colocar! — Fez bico e eu ri pois ele ficava fofo fazendo birra.

— Tá bom então — falei antes de o pegar pelas pernas firmemente e o levantar até que ele alcançasse o topo da árvore.

Ele soltou um gritinho surpreso, mas não reclamou. Agora ele alcançava para colocar a estrela no seu lugar. Vi um flash vindo de trás de nós e quase derrubei Neymar e árvore por conta do susto.

— Mãe!? — Reclamei ainda segurando o moreno.

— É que estava tão bonitinho — ela falou olhando a foto no celular.

Revirei os olhos e afrouxei os braços, deixando Neymar deslizar até o chão. Ele manteve as mãos que estavam em meus ombros e ficou me encarando por uns instantes.

— David, eu...

— Espera — o interrompi ao sentir meu celular vibrar no meu bolso.

Me afastei do moreno enquanto desbloqueava a tela, vendo que era uma notificação de marcação do instagram. Minha mãe havia postado a foto e marcado Neymar e eu.

— Sério mãe?!

— Ficou bonito, ué — ela deu de ombros.

Analisei a foto, até que tinha ficado bonitinha mesmo. Eu segurando Neymar enquanto ele esticava o braço com a estrela na mão. Deslizei um pouco até chegar em uns comentários que já tinha.

"Estão namorando?" "Que fofo (∩_∩)" "Finalmente (͡° ͜ʖ ͡°)"

Esse último era do Bernard, os outros eram de umas tias minhas. Minha família sabia da minha sexualidade, no começo foi muito estranho pois tinha todo esse negócio do preconceito, mas depois de um tempo eles aprenderam a respeitar minha escolha. Agora nas reuniões de família, em vez das tias perguntarem das "namoradinhas da escola", perguntavam dos "namoradinhos".

Depois de terminarmos de arrumar a árvore e a bagunça de caixas, Neymar foi pra casa. Fiquei atoa nas redes sociais e vendo TV até dar sono e ir dormir.

...

...

No dia seguinte, que era véspera natal, fui acordado muito cedo pela minha mãe para ajudar a arrumar e limpar a casa. Mereço.

Passar o dia escravizado não é legal.

À noite a família do Neymar e Bernard vieram para a ceia, já que as nossas famílias eram amigas. Depois de comer fizemos todo aquele negócio de trocar presentes. Dei para o moreno um moletom do Capitão América, pois como Neymar mesmo diz, ele tem um tesão no Steve. Esse presente ficou meio irônico, já que ele comprou pra mim um moletom do Homem de Ferro.

Mais tarde eu estava me sentindo meio excluído, já que os adultos conversavam entre si e Bernard e Neymar mantinham uma conversa animada até demais.

Fui para o meu quarto e me encostei no parapeito da varanda, sentindo o vento frio em meu rosto enquanto eu mexia no celular distraidamente.

— David — me assustei e quase derrubei o celular ao ouvir a voz de Neymar soar atrás de mim seguido de seu toque em meu braço.

— Ah, oi Ney — dei um sorrisinho e continuei a olhar para o celular em minhas mãos.

— Dav, posso falar com você? —Perguntou se apoiando no parapeito ao meu lado.

— Claro — respondi, agora olhando para ele que fitava o chão e brincava com os dedos.

— Então, eu estive pensando sobre o que você me disse ontem, sabe. E... eu acho... que, se você quiser, claro, a gente podia, você sabe, er... namorar — disse baixo ainda sem me encarar.

— Olha Ney, eu não quero que você fique comigo por dó ou pena — falei firme e ele me encarou.

— O que? Não! Não é nada disso. Eu acho que gosto de você também David, só fui muito trouxa por não ter visto isso antes. A gente passou tanto tempo fingindo namorar, porque não fazer isso de verdade? — Falou com mais convicção.

— Isso é sério mesmo? — Perguntei ponderando. — Você quer realmente isso?

— Claro que sim, David — respondeu me olhando nos olhos.

Depois de tantos anos sendo o melhor amigo do Neymar, eu aprendi a ler suas expressões perfeitamente, e aquele olhar exalava sinceridade. Não fiquei pensando muito, apenas quebrei o espaço que tinha entre nossos corpos e colei meus lábios aos dele. Desajeitadamente guardei meu celular no bolso e com a mão livre o puxei para mais perto, colocando a outra mão em seu rosto. O beijo era calmo, eu o sentia acariciar meu pescoço e ombro com suas mãos. Terminamos o beijo com selinhos, enquanto eu me sentia sorrir feito um idiota. Ele também sorria, mas timidamente.

Voltei a beijá-lo, mas dessa vez mais afoitamente, o apertando em meus braços enquanto explorava sua boca com minha língua. Beijar ele agora era diferente de o beijar enquanto estávamos fingindo namorar, agora não havia aquela sensação de culpa, de ser usado, só a sensação boa de conquista.

Quando o ar faltou, passei a distribuir beijos em seu rosto e pescoço, o fazendo rir baixinho.

— Ah eu sabia que vocês dois se amavam! — Ouvimos a voz de Bernard soar atrás de nós, nos separamos rapidamente.

— Cara, você é chato, hein — Neymar murmurou irritado.

— Também amo vocês, meus fãs — falou fazendo um gesto exagerado. —Continuem, só não vão gemer muito alto sabe, seus país estão aqui hoje — disse sorrindo malicioso.

— Vai se foder — Neymar falou mas sorriu depois.

... ...

— Hey James, Stony chegou — Toni gritou para dentro de casa após abrir a porta e dar uma boa olhada no meu moletom do Homem de Ferro e o do Capitão América do Ney, que tinha seus dedos entrelaçados nos meus.

— Quem? — O colombiano perguntou enquanto entrávamos na casa dele. — Há! Eu já sei de tudo! — Falou apontando para nossas mãos juntas.

— Bernard linguarudo — reclamei brincando para o baixinho que estava folgadamente jogado no sofá assistindo TV. — Belo suéter — apontei rindo para a peça de roupa de lã, com estampas de renas azuis em um fundo branco.

— Minha avó fez pra mim — disse orgulhosamente. — Tem meu nome aqui, ó — virou de costas apontando para a barra que, pelo suéter ser alguns números maior que o garoto, ficava exatamente encima da bunda e tinha escrito "James".

— Pare de apontar sua bunda para todo mundo que chega aqui — Toni diz tentando parecer sério. — Meu — diz pondo seus braços em volta do colombiano, e suas mãos no nome na barra do suéter, ou seja, na bunda de James e lhe beijando nos lábios possessivamente.

— Arranjem um quarto — Neymar murmurou brincando.

Ao ouvir a frase do moreno, Toni apertou mais James contra si, o fazendo ofegar.

— Uh, pornô ao vivo — Bernard disse malicioso.

Os dois se separaram rindo enquanto se juntavam ao baixinho no sofá.

Ficamos a tarde toda na casa do James fazendo muitos nadas. Toda vez que tínhamos um tempo à sós, Neymar e eu aproveitávamos, claro, para "dar uns amassos".

— Ah esse fogo de início de relacionamento — James disse ao nos flagar no meio de um beijo quente no sofá à noite.

— É eu lembro de você e do Toni nas salas vazias no intervalo no colégio — sorri maliciosamente para o colombiano que corou levemente.

— Bons tempos — diz sonhadoramente.

Depois do jantar ficamos na sala jogando conversa fora, até Taylor aparecer com um semblante preocupado pedindo para falar com James. O colombiano a seguiu até a cozinha, para que pudessem ter privacidade.

Algum tempo depois ele saiu de lá torcendo um envelope nas mãos. Seus olhos estavam vermelhos, ele provavelmente tinha chorado.

— Toni — sua voz soava insegura. — Eu... eu preciso te falar uma coisa — disse nervosamente.

O alemão concordou e os dois subiram para o quarto. Não sei quanto tempo depois disso eles começaram a discutir, dava para ouvir de onde estávamos suas vozes alteadas, não dava para entender o que diziam, só que pareciam discutir muito. Minutos depois ouvimos passos na escada, vendo Toni sair batendo a porta com os olhos vermelhos. James veio atrás dele na mesma situação, mas o alemão já havia saído.

**POV DAVID LUIZ off**

Notas Finais


Se algum dia eu vou terminar essa fanfic? Não tenho provas mas tenho convicção. Pretendo termina-la logo pois não vou conseguir estender muito essa história sem sentido, provavelmente mais uns quatro ou cinco capítulos. Quero comentários de vocês, estou aberta a críticas e sugestões sobre o futuro da história, dêem suas opiniões! ♥ bjs amores.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...