História Meio Doce, Meio Amargo - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Hoseok, Yoongi, Yoonseok
Exibições 147
Palavras 7.506
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bem, primeiro eu gostaria de pedir perdão por ter demorado tanto pra fazer o último capítulo. Acontece que, eu trabalho e estudo. Alguns imprevistos aconteceram e me impediram de atualizar a fic... eu estou bem chateada. Odeio prometer as coisas e não cumprir ;-; sorry
Segundo, eu agradeço muito pelos favoritos! Sério, muito obrigado :3
Pra alguns pode até parecer pouco, mas pra mim é muito importante. Cara, alguém leu o que eu escrevi e gostou! Isso é muito gratificante.
Enfim, leiam aí ^3^ ♡
E LEIAM AS NOTAS FINAIS!!!
Vlw. Flw ♡♡♡

Capítulo 2 - Meio Amargo


Acordei e abri os olhos lentamente. A luz entrava pelas persianas da janela e eu pisquei incomodado pela claridade. Tentei me espreguiçar, mas fui impedido pelo corpo da Fanny, que estava enroscado no meu. Sorri com aquilo. A Fanny sempre ia ao meu quarto no meio da noite, deitava ao meu lado e dormia comigo. Havia virado um hábito e eu até que gostava. 

Fazia dois anos que eu e a Fanny morávamos juntos. Lembro -me do dia que ela me chamou para comprarmos uma casa e morarmos juntos. Eu havia acabado de contar aos meus pais sobre a minha opção sexual e, bem, eles não reagiram da melhor forma. Meu pai tentou me agredir, mas foi impedido pela minha mãe. Depois de várias ofensas, ele disse que ou eu desistia dessa história de homossexual, ou eu podia esquecer que tinha família e ir embora da casa dele. Não preciso dizer o que eu escolhi, certo?

Suspirei pesadamente e me estiquei para pegar o celular na cômoda. Assim que vi as horas, dei um salto da cama, o que fez com que a Fanny caísse com tudo no chão. 

- AI! - Ela disse com cara feia, esfregando as nádegas. - Se não queria que eu dormisse na sua cama, era só falar. 

- Oh, desculpe! Não foi minha intenção. - Falei segurando o riso. Alguém me explica porque é tão engraçado ver pessoas caindo? - Caso você não se lembre, nós trabalhamos e só temos meia hora para nos arrumar. - Falei, tirando a blusa e correndo em direção ao banheiro. Ele resmungou alguma coisa antes de eu fechar a porta. 

Acabei de tomar banho e corri em direção ao meu armário. Fanny já tinha saído do meu quarto e provavelmente já estava tomando banho.

Olhei para as minhas roupas por alguns longos segundos, e no fim, optei por uma blusa branca simples, sobretudo marrom e uma calça de couro justa. Eu não era expert em moda, mas digamos que eu sabia arrasar coração, através dos meus modelos.

Acabei de me arrumar, e olhei para o lado quando a porta do meu quarto se escancarou, revelando uma Fanny parcialmente vestida, segurando dois modelos de roupa na mão. 

- Vestido justo ou saia lápis? - Observei por alguns segundos. 

- Saia lápis. - Ela fez um sinal afirmativo com a cabeça e se virou pra sair. - Coloca aquele salto preto que eu te dei, e aquela blusa branca com decote. - Gritei para ela, e ouvi um "OK" gritado em resposta. Como disse antes, não sou expert em moda. 

Peguei alguns livros que eu havia trazido para casa, e que precisava devolvê -los. 

Depois que acabamos de nos arrumar, corremos para a saída. Estava extremamente tarde, e eu estava completamente atrasado. A Fanny não estava tão preocupada como eu. Ela tinha caído "nas graças" do chefe, por isso, não tinha problemas em chegar tarde.

Saímos do edifício e uma forte rajada de vento nos saudou. Fiquei feliz por ter optado pelo sobretudo. 

- Eu odeio chegar tarde no trabalho. - Comentei e fiz uma cara emburrada. 

- Não precisa pegar dois ônibus e o metrô todo dia pra chegar no trabalho. - Ela respondeu simplista. - Tem um atalho que você pode pegar. - Aumentei a minha careta. Eu sabia de qual atalho ela estava falando. 

- Não vou passar por aquele beco. Odeio becos.

- Pensei que odiasse chegar tarde no trabalho. - Ela revirou os olhos. - É bem mais rápido e você sabe que não tem problema nenhum ir por lá. O fundo de várias casas de pessoas respeitosas ficam naquela rua. - Ela me olhou de lado e eu dei um suspiro cansado. Vencido. 

- Tá bom! - Revirei os olhos. - Me ensina a ir, pelo menos. 

- Simples. Você segue reto e vira à esquerda. Anda um pouco e logo você vai avistar uma cafeteria. Depois só atravessar a rua e entrar na rua que fica ao lado da sapataria. Só isso. - Fiquei impressionado. Era realmente muito próximo. Mas não ia deixar ela saber disso.

- Então tá. Se eu não chegar em casa, você já sabe que eu quero que toquem "Don't Please" em meu enterro. - Falei meio brincando, meio sincero. 

- Aish! Que pessimista! Não fala essas bobagens. Vai dar tudo certo. - Ela se inclinou e me deu um beijo estalado na bochecha. Sorri e acompanhei com os olhos ela se afastando. Dei um suspiro cansado e inicie o meu caminho, indo em direção ao beco que ficava ao lado do nosso apartamento. 

- Seja o que Deus quiser. - Falei baixinho, parando em frente ao beco. Inicie a caminhada, andando o mais rápido possível. Eu olhava em volta assustado. Eu odiava becos. A idéia de ficar preso em um lugar fechado com apenas duas alternativas de fuga, me deixava transpirando de medo. 

Depois de alguns minutos caminhando, pude ver o final do beco e alguns que carros passavam. Sorri largo e corri para sair logo daquele lugar. 

Quando saí, não pude deixar de imaginar o quanto era bom estar vivo. Sim, eu sou totalmente medroso. 

Caminhei apressado e avistei a cafeteria. Franzi o cenho. Eu simplesmente odeio café! Não consigo entender como as pessoas conseguem gostar dessa bebida amarga.

Olhei a construção e vi um um único cliente sentando do lado de fora. Ele estava de costas para mim.

Quando passei por ele, não pude deixar de olhar, e como se fosse combinado, ele olhou também. Seus cabelos pretos estavam levemente caídos sobre seus olhos, que eram pretos e penetrantes. Por um momento pensei que fosse cair com toda aquela beleza. Nosso contato visual não durou 2 segundos, mas havia me deixado com as pernas bambas.

Desviei o olhar e segui o meu caminho. Permiti um suspiro escapar por meus lábios. Atravessei a rua, e logo avistei a sapataria e a rua que ficava ao lado. Quando entrei, fiquei surpreso ao avistar a livraria na qual eu trabalhava. 

Andei mais rápido e parei quando cheguei na porta. Peguei as chaves no bolso e abri a porta. Sorri ao ouvir o barulho do sino que ficava em cima, e que soava toda vez que alguém abria a porta. 

Assim que entrei, logo tratei de arrumar os livros que eu havia levado para casa. Eu não tinha lido todos, lógico, mas isso já havia virado uma rotina. E também, as pessoas me davam o lugar no ônibus e no metrô, quando me viam com tantos livros nos braços. 

Saí dançando pelos corredores da livraria, colocando cada livro em sua devida seção. Quando o último livro foi guardado, eu parei a dança e olhei para os lados confuso. Pelos meus cálculos, deveria ter 13 livros, sendo que um era o meu diário. Corri os olhos pelas prateleiras, e olhei no balcão de atendimento. Nada. Ele simplesmente não estava ali. Isso só significava uma coisa: eu tinha perdido o meu diário. 

Um desespero repentino se instalou no meu peito. Eu não podia ter perdido. Ele era muito importante. Minha vida inteira se encontrava ali. Senti como se tivesse perdido um parente muito próximo. 

Engoli o bolo que havia se formado na minha garganta e tratei de me acalmar. No dia seguinte, eu procuraria com mais calma. Se tivesse sorte, ninguém o pegaria, e eu poderia acha -lo em algum lugar. Aquela idéia parecia completamente ilusória. Eu sou aquele tipo de pessoa que tem azar, até mesmo no próprio azar.

XxXxXx

Cheguei em casa cansado, triste, com fome e com sono. Não poderia estar pior. Abri a porta do meu apartamento e a vi a Fanny deitada no sofá assistindo algum dorama. Vestia uma das minhas camisas. 

- Nossa! Que cara é essa? - Ela me perguntou levantando uma sobrancelha. 

- Perdi meu diário. - Falei, me jogando no sofá ao seu lado, sentindo o bolo na garganta se formar novamente. 

- Ai, Calma. Não fica triste. Amanhã você procura. - Sorri e ela retribuiu. Me deu um abraço e me puxou para deitar ao seu lado. 

Depois de alguns minutos, o cansaço falou mais alto e eu me levantei. 

- Vou dormir! - Falei me espreguiçando. 

- OK. Boa noite. Vou assistir por mais algum tempo. - Ela disse sem tirar os olhos da televisão. 

Fui em direção ao banheiro e tomei um banho quente. Deixei que a água levasse embora todas as minhas procurações e medos. 

Terminei meu banho e caminhei até o meu quarto com a toalha amarrada na cintura. No caminho, pude ver a Fanny sentada no sofá, enxugando algumas lágrimas, enquanto o mocinho se declarava para a mocinha. Deixei um riso escapar por meus lábios. 

Entrei no quarto e abri meu armário. Peguei uma cueca qualquer e me vesti, arrancando a toalha logo em seguida, jogando -a em algum canto. Me joguei na cama e logo o sono chegou. Deixei meus olhos se fecharem lentamente, mas antes deixei minha mente vagar até aqueles olhos penetrantes, e sorri ao lembrar a quem eles pertenciam. 

XxXxXx 

A manhã logo chegou e com ela, a minha preocupação. Levantei rápido da cama, correndo o mais rápido possível para me arrumar. Ainda era cedo, mas precisava andar rápido, se quisesse encontrar o meu diário e ainda chegar cedo no trabalho. 

Caminhei até a sala e peguei alguns livros que não tinha levado de volta para a livraria no dia anterior. Parei na porta e soltei um beijo para a Fanny que estava na cozinha tomando café. Ela retribuiu. 

- Boa sorte! 

- Obrigado! - Respondi saindo de casa. 

Saí de casa apressado e caminhei em direção aquele beco. Parei em frente à ele e suspirei. Seria um longo dia. 

Fiz todo o meu trajeto andando lentamente e olhando para todas as direções possíveis. O fim do beco havia chegado e até aquele momento, nada. Saí em direção à rua, ainda procurando. Olhei para frente e vi o mesmo homem que havia trocado olhares no dia anterior. Dei um leve suspiro involuntário quando novamente nosso olhos se cruzaram. 

Ele estava vestido da mesma forma do dia anterior. Estava com roupa social e não pude evitar que alguns pensamentos pervertidos passassem pela minha mente. Eu simplesmente amo homens com roupa social. Acho tão sexy... meus pensamentos foram interrompidos, quando ouvi uma voz grave atrás de mim, me chamando. 

- Hey, você aí - A voz chamou e eu olhei para trás confuso. Quando me virei, pensei que os meus olhos estivessem me pregando uma peça. O dono dos olhos penetrantes estava me chamando. 

- Algum problema? - Consegui dizer sem gaguejar e arqueei a sobrancelha. 

- Isso aqui é seu? - E mais uma vez, pensei que meus olhos estivessem me pregando uma peça. Ele estendeu a mão e o vi segurando o meu diário. Meus olhos arregalaram -se e antes que eu pudesse perceber, meu corpo se chocou contra o corpo do dono dos olhos penetrantes em um abraço desajeitado. Sentir o seu corpo no meu, me trouxe uma sensação boa e pude perceber suas mãos pousadas timidamente na minha cintura. Como se uma luz tivesse sido ligada em minha mente, me dei conta de que estava abraçando um completo desconhecido e me afastei depressa. 

- Desculpa - Senti minhas bochechas arderem - Eu não tive intenção...

- Tudo bem. Tenha cuidado com as suas coisas da próxima vez. - Ele disse aquilo como se fosse minha culpa ter perdido o diário. 

- Como você achou? - Deixei a curiosidade falar mais alto e tombei a cabeça para o lado. 

- Eu estava tomando café e vi no chão. Como você estava passando, supus que era seu. - Ele respondeu simplista. Deveria ter caído da minha mão sem que eu percebesse, já que estava com vários livros no momento. 

- Ah, sim... - Deixei um sorriso aparecer nos meus lábios, mas logo ele sumiu quando um pensamento apavorante passou por minha mente. - Você não leu, né? - Perguntei tentando disfarçar o meu desespero. 

- O quê? - Ele engasgou um pouco e o vi ficar vermelho, ele olhou para o lado, mas ignorei aquela reação. 

- É claro que não. Porque eu iria ler um livro de um completo desconhecido? - Ele disse e fez uma cara emburrada, enquanto cruzava os braços. OK, falei besteira. 

- Oh, desculpe - Falei tentando não demonstrar a minha vergonha - Não quis te ofender... Isso não é um livro comum. É um diário, e eu não sei o que faria sem ele. Minha vida inteira está aqui - Falei, resolvendo contar a verdade sobre o "livro". Isso não era da conta dele, mas me senti bem falando. - Mas enfim, obrigado por ter me ajudado. Te devo essa. - Dei meu melhor sorriso de desculpas. 

- Tudo bem. - Ele retribuiu o sorriso, e meu Deus, que sorriso lindo. Suas gengivas ficavam à mostra de uma forma fofa. Eu poderia ficar olhando para ele o dia inteiro. Ele me devolveu o diário e no percurso, nossos dedos se encostaram e eu senti uma carga elétrica percorrer o meu corpo. Não sei bem ao certo o que aquilo significava, só sei que tinha gostado muito. 

- Obrigado novamente. - Dei outro sorriso. Já estava me virando para ir embora quando ele me chamou novamente. Olhei para ele, e pude vê -lo engoli em seco. 

- Espera! Você quer tomar café comigo? - Aquele pedido me pegou desprevenido. Eu até ficaria feliz, se não fosse o meu único problema, o café. Franzi o cenho. Eu odiava café, mas resolvi aceitar. Olhei as horas e vi que ainda tinha algum tempo até meu expediente começar. Aceitei o pedido e logo nos sentamos. 

Já estávamos conversando por algum tempo. Ele era um cara interessante, e o modo como a sua boca se movia enquanto falava, fazia com que leves arrepios passassem pelo meu corpo. A conversa estava rendendo, quando de repente lembrei que tinha emprego e olhei as horas novamente. Estava completamente atrasado. Levantei abruptamente. 

- Meu Deus! Olha as horas, eu já estou atrasado - Espalmei a mão na testa em frustração, peguei meus livros que havia deixado na mesa e saí apressado. Só quando havia chegado na livraria, fui perceber que nem tinha me despedido. 

Continuei com a minha rotina e só quando o último livro foi colocada em sua prateleira, fui perceber que faltava um. Eu só podia ter esquecido em cima da mesa, quando estava tomando café com "o cara dos olhos penetrantes". Um sorriso involuntário correu sobre os meus lábios. Aquilo significava que eu teria que vê -lo de novo. 

XxXxXx 

Cheguei em casa com mais disposição do que o normal. A Fanny estava na cozinha comendo e me chamou com a mão, quando passei pela porta. 

- E aí, achou? - Ela perguntou quando me aproximei e sentei ao seu lado. 

- Sim. Na verdade, acharam por mim.

- Quem? - Ela perguntou enquanto tirava um pedaço do bolo que estava comendo e colocava na minha boca. 

- Um cara aí. Ele me devolveu e disse tinha caído enquanto eu andava. - Respondi de boca cheia. 

- Hmm... e ele era bonito? 

- O quê? - Engasguei de leve. - Eu nem reparei. - Senti minhas bochechas formigarem. Ela olhou para mim e estreitou os olhos. 

- Não minta para mim, Jung Hoseok. - Ela falou séria. A Fanny sabia ser assustadora quando queria. 

- Aish! Eu não sei. Talvez ele tenha um sorriso doce; talvez suas mãos se movam graciosamente; talvez seus olhos sejam penetrantes; talvez os seus lábios se curvem de maneira provocadora quando encostam na xícara de café. - Falei rápido, sentindo meu rosto corar. 

- Café? Vocês tomaram café? - Ela perguntou com as mãos espalmadas na mesa. Seu bolo ali, completamente esquecido. 

- Sim...

- Mas você odeia café. - Ela me cortou.

- Sim, mas ele me pediu tão bonitinho... eu não quis recusar. - Falei coçando a nuca, envergonhado. 

- Ai meu Deus... - Seus olhos se arregalaram. - Você está apaixonado! - Ela gritou e começou a dar vários pulinhos na cadeira. 

- O quê? - Engasguei - Está ficando louca? Como eu posso me apaixonar por uma pessoa que mal conheço? 

- Não sei! Mas você está falando igualzinho as garotas apaixonadas dos doramas! - Ela disse com um brilho nos olhos. Balancei a cabeça negativamente. 

- Isso é ficção. Essas coisas não acontecem na vida real .

- Claro que sim! Olha você...

- Eu não estou apaixonado. - Cortei -a, enquanto me levantava e saía, deixando -a sozinha na cozinha. Fui em direção ao banheiro, onde tomei um banho e fui ao meu quarto. Me joguei na cama e o sono logo apareceu, mas antes de mergulhar nas profundezas do meu inconsciente, um último pensamento perpassou na minha mente: "será que realmente eu estou apaixonado?"

XxXxXx 

No dia seguinte, acordei mais cedo que o habitual e vi a Fanny deitada ao meu lado. Me arrumei depressa e já estava quase saindo quando ouvi uma falsa tosse atrás de mim. Olhei para trás e vi a Fanny vindo em minha direção com um sorriso no canto dos lábios. Ela olhou as horas em seu relógio. 

- Porque tão cedo? - Ela parou em minha frente e cruzou os braços. 

- Eu preciso ver aquele cara de ontem. - Seu sorriso se alargou. - Eu esqueci um livro enquanto tomávamos café. 

- "Esqueceu", né? - Ela fez aspas com os dedos. 

- Olha, você nem comece. - Falei balançando a cabeça. 

- Tudo bem! - Ela levantou os braços como se estivesse se rendendo. - Mas só aviso que quero ser a madrinha. 

- Oras! Faça -me o favor. - Revirei os olhos e saí de casa batendo a porta. Pude ouvi -la rindo. 

XxXxXx 

Quando saí do beco e olhei para frente, pude ver o Yoongi, esse era o seu nome, e ele sorriu largo quando me viu. Não sei bem o porque, mas corei e retribui o sorriso. Ele se aproximou e eu o encarei. Não era possível um ser humano ser tão lindo. Eu era um pouco mais alto que ele, mas sua presença transbordava autoridade. Não sei quanto tempo fiquei o encarando. 

- Hum... oi? - Ele coçou a nuca e eu me toquei do quão estranho eu deveria estar parecendo, o encarando daquele jeito. Pisquei algumas vezes pra tentar disfarçar. 

- Oi! - Fui direto ao assunto. - Eu acho que esqueci...

- Os livros? - Ele me cortou e eu corei, o que fez com que ele risse. Uma risada gostosa de se ouvir. 

- Isso. - Dei um sorriso largo.

- Bem, já que estamos aqui, que tal um café? - Café mais uma vez. Eu simplesmente odeio café, mas depois que eu conheci o Yoongi, percebi que o café tem os seus atrativos. 

Depois de algum tempo conversando, meu horário havia chegado e eu me levantei para ir embora, mas antes que fizesse isso, uma idéia, bem idiota, passou por minha cabeça. 

Me despedi, e disfarçadamente, deixei um dos livros que eu carregava na mesa. Parece que eu e o Yoongi, iríamos nos ver com muita frequência. 

XxXxXx 

Já se fazia três meses que eu e o Yoongi nos conhecíamos e eu vivia a mesma rotina: acordava horas antes do horário habitual, saía de casa com os olhares maliciosos da Fanny sobre mim, me encontrava com o Yoongi, tomávamos café enquanto conversávamos sobre algum assunto aleatório, então eu ia embora, mas nunca sem antes "esquecer" um livro sobre a mesa, a fim de que o Yoongi pudesse me devolver no dia seguinte. Ele provavelmente já havia desconfiado, mas nunca se importou em perguntar. 

Eu havia me apegado ao Suga de uma forma muito intensa. Sim, Suga, era assim que eu o chamava. 

FLASHBACK: ON

" - Por que você está me olhando dessa forma? - Ele me perguntou enquanto bebericava o seu café e me olhava com a sobrancelha erguida sobre a xícara. 

- Que forma? - Perguntei enquanto tomava um gole do meu. 

- Sei lá. Desse jeitinho meio sonhador. - Senti as bochechas corarem.

- É que... eu... te acho... meio do-doce - Falei com muita dificuldade. Era difícil articular as palavras com o Yoongi me olhando tão profundamente. Ele riu. 

- Você é a primeira pessoa que me diz isso. - Ele continuou me encarando. 

- Eu ainda não descobri se são os seus olhos, seu sorriso ou se é a cor da sua pele que contribui para essa minha idéia... hmm... Suga - Falei, dando o apelido que me ocorreu de repente. Ele corou. 

- Suga? Sério? Mas não combina comigo! - Eu ri e ele também. - Já que é assim, fique a vontade para me chamar do que quiser, Hobi. 

- Hobi? Oras. Nem faz sentido. - Ri do apelido um tanto quanto fofo que ele me deu. 

- Não precisa fazer sentido pra dar certo. 

Eu corei.

Ele riu. "

FLASHBACK: OFF

Eu sempre me perguntei como seria passar mais do que alguns minutos com o Yoongi; como seria vê -lo com outro tipo de roupa, ou sem nenhuma. 

Pensamentos como esse sempre me ocorrem quando eu estou me aproximando da cafetaria. E hoje não seria diferente. Saí mais cedo do que o habitual e o Yoongi ainda não havia chegado. Esperei por alguns minutos e logo avistei o mesmo. Ele se aproximou e não pude deixar de sorrir. 

- Olá. - Ele retribuiu o sorriso. 

- Oi... - Sentei e observei atentamente o Yoongi. Ele parecia nervoso. Como se estivesse querendo me perguntar algo, mas estivesse com medo. 

Nós conversamos bastante, sobre diversos assuntos. O Yoongi continuava com a mesma expressão preocupada. 

Havia chegado o horário do meu expediente e eu me levantei para ir embora. Me despedi dele e me virei para ir embora, mas me surpreendi quando senti alguém me puxando pelo braço. Olhei para trás, era o Suga. 

- Ahn... sabe, você não precisa me devolver o livro hoje... - Falei a primeira coisa que veio em minha mente. A única coisa que veio, pra ser sincero. 

- O que? Ah, não. Não é isso. - Alívio. Ele riu nervoso. - É só que, eu queria te perguntar se você não quer sair comigo qualquer dia desse pra comer alguma coisa...? - Olhei surpreso para ele e sorri. Então era por isso que ele havia ficado tão estranho. 

- Claro que quero. - A resposta era óbvia. Não sabia exatamente o que estava fazendo, mas me aproximei dele e depositei um beijo tímido em sua bochecha. Fui me afastando até que um pensamento me ocorreu. Me virei para ele, e o mesmo ainda estava me olhando. 

- Yoongi, pensei que você nunca fosse me convidar. - Me virei e saí correndo, antes que ele pudesse perceber o sorriso enorme que havia se formado nos meus lábios. 

XxXxXx 

- Está nervoso? - A Fanny me perguntou do sofá, enquanto eu me levantava pela milésima vez para ir olhar a minha aparência no espelho do quarto. O dia do encontro havia chegado e eu não podia estar mais inseguro. 

- Tá tão óbvio assim? - Ela riu. - Estou tão ansioso. E se tudo der errado? - Falei, fazendo uma careta involuntária. 

- Calma. Vai dar tudo certo! Vocês se conhecem há tanto tempo, o que poderia dar errado? - Ela perguntou simplista, e eu não pude deixar de concordar, afinal, o que poderia dar errado? Dei um suspiro cansado. 

- Tem razão. - Sorri e ela retribuiu. Logo em seguida, ela olhou as horas em seu relógio e olhou desconfiada para mim. 

- Ahn... eu não quero te deixar ainda mais nervoso, mas... você já está atrasado. - Olhei para o meu próprio relógio e quase caí com o susto. Estava realmente muito tarde. 

- Ai meu Deus! Como pude deixar isso acontecer? - Corri em direção a saída, enquanto ouvia a Fanny rir do meu desespero. Olhei para trás e soltei um beijo. 

- Boa sorte! - Ela retribuiu o gesto. 

- Obrigado! - Dei uma piscadela para ela e finalmente saí. 

Andei rápido, mal prestando atenção às coisas que estavam há minha volta. Queria chegar o mais rápido possível ao restaurante, onde eu e o Yoongi íamos jantar. 

Quando avistei o restaurante, apertei o passo e logo estava em frente a sua vidraça. Olhei para dentro e avistei o Yoongi em uma mesa mais ao fundo. Suspirei feliz e deixei um sorriso bobo brincar em meus lábios. 

Quando finalmente decidi entrar, vi uma mulher - muito bonita, por sinal - correr em direção ao Yoongi e sentar na cadeira que estava vazia ao seu lado. Pelo modo como conversavam, supus que já se conheciam. Resolvi ignorar e entrar, mas quando estava prestes a fazer isso, vi uma cena que me desestruturou.  

Ela se jogou nos braços do Yoongi e eles se beijaram. Minhas pernas ficaram bambas e eu pensei que fosse desmaiar. Dei as costas para aquela cena e corri. 

Corri como se não houvesse amanhã. Era meio difícil, pois as lágrimas dominavam os meus olhos, e dificultavam minha visão. Me encostei em uma parede qualquer e me arrastei até o chão.

Mal podia acreditar no que tinha visto. Como ele pôde fazer uma coisa dessas comigo? Me levantei e corri até meu apertamento. Entrei no saguão e subi as escadas correndo. Meti a chave na fechadura e abri a porta com brutalidade. Fanny estava pintando as unhas  do pé em cima do sofá. Ela olhou assustada para minha direção e quando viu o meu estado, veio correndo em minha direção e me abraçou. 

- O que aconteceu? Porque você está chorando? - Ela pôs as mãos no meu rosto e corria os olhos pelo mesmo. Não consegui responder de início. Meu choro era desperado.

- E-ele estava co-com o-o-outra pesso-ssoa - Mal consegui dizer, pois meus soluços roubavam o espaço. 

- Calma! Senta aqui e me explica direito. - Ela me arrastou até o sofá, onde me colocou sentado e com muita dificuldade, contei a história. Quando acabei a Fanny me olhava com um misto de perplexidade e pena. 

- Olha, eu tenho certeza que deve haver alguma explicação para isso. - Ela acariciou o meu rosto e me deitou em seu colo. 

- A explicação é que ele é uma cafajeste! - Falei com a mágoa mal contida na voz. Ela acariciava o meu rosto

Ficamos daquele jeito por muito tempo, até que o sono chegou e eu fui para o quarto. Quando deitei na cama, pensei que o sono logo viria, mas ao invés disso, uma torrente de lágrimas inundaram os meus olhos e eu chorei a noite inteira. 

Quando amanheceu, olhei para a janela e ainda estava escuro. Olhei as horas, ainda era de madrugada. Então tive uma idéia.

Me levantei e rapidamente me arrumei para ir ao trabalho. Saí de casa e o sol estava nascendo despreocupado no horizonte.

Minha idéia era ir ao trabalho mais cedo, para evitar me encontrar com o Yoongi. Essa idéia era completamente equivocada, já que eu poderia ir pelo meu antigo caminho, mas algo me levava aquela rua; algo em mim tinha a necessidade de passar em frente a cafeteria. Não sabia o que era, só sei que precisava disso. 

Essa cena se repetiu durante muito tempo. Todos os dias, eu saía mais cedo de casa, parava em frente à cafeteria e observava o estabelecimento fechado por alguns longos segundos, depois seguia o meu caminho. 

XxXxXx 

- Hoseok... Hoseok acorda! - Acordei sendo balançado. 

- O que é? - Murmurei ainda sonolento. 

- Você não vai trabalhar hoje? 

- Claro que sim! - Respondi, me virando para olhar para a Fanny. Ela estava arrumada. 

- Então acho melhor se apressar - Ela olhou seu relógio e o virou para mim. - Está  atrasado. 

Levantei abruptamente da cama e corri contra o tempo. Eu não podia me atrasar, pois aquilo só significava uma coisa: eu veria Min Yoongi. 

Acabei de me arrumar corri para a rua. Minha corrida foi completamente em vão, pois assim que avistei a cafeteria, avistei também o Yoongi. Ele estava em pé, de costas para mim. Se eu passar rápido, talvez ele não me note, pensei. 

Quando passei pelo Yoongi, me senti vitorioso, mas logo essa sensação foi embora, quando senti uma mão me puxando e me virando. Me deparei com um par de olhos pretos e penetrantes. O que havia ali? Seria tristeza? 

Sem que eu pudesse evitar, minhas pernas me levaram até Min Yoongi, e vi que ele fazia o mesmo. Então, como um dia ensolarado, nos abraçamos. Foi um abraço cheio de saudades e logo eu estava chorando. Aquela ação foi involuntária, mas soube no mesmo instante que precisava daquilo. E ele também estava chorando. Fiquei surpreso - e feliz -.

Nos afastamos e o Yoongi me olhava fixamente. 

- Só me diz porque... ? - Ele fechou os olhos e pude perceber que ele tentava controlar a respiração. 

- Você estava bem ocupado naquele dia - Falei, demonstrando toda a minha mágoa - Não queria te atrapalhar. 

- Se você está falando da louca que me beijou, saiba que eu não queria aquilo. - Ele disse ainda me olhando. - Derrubei ela do meu colo e ela foi embora. Era um caso antigo, mas desde que eu conheci você, não consigo mais ficar com ninguém. - Uma vergonha absurda invadiu o meu ser. 

- E-eu não sabia - Senti minhas bochechas corarem e abaixei a cabeça. - Sinto muito. 

- E porque você sumiu esse tempo todo? 

- Eu pensei que você estava com aquela garota. Eu não soube reagir, então saí correndo. Não vi que você a tinha empurrado. - Eu queria sair correndo dali. Não acreditava que havia passado esse tempo todo longe do Yoongi, sem ele ter feito nada. Olhei envergonhado. - Sinto muito. 

- Não precisa se desculpar. - Ele foi se aproximando e meu coração palpitou. Ele pôs as mãos em meu rosto e me puxou para perto. Finalmente estava acontecendo. Em um piscar de olhos, nossos lábios se encostaram e pude sentir o doce que havia nele. Nosso beijo começou calmo, mas eu não queria calmaria e logo pedi passagem com a língua, e ele cedeu. Infelizmente, a falta de ar resolveu nos atrapalhar e nos afastamos. Minhas bochechas estavam pegando fogo. 

- Acabamos de nos beijar. - Falei um tanto incrédulo, passando a mão pelo rosto. 

- Sim. 

- Nos beijamos no meio da rua - Mal podia acreditar no que havia acontecido. Fechei os olhos e sorri de canto. 

- Sim. - Ele sorriu também. 

- Caralho Yoongi - Suspirei e dei um sorriso soprado. Tudo aquilo era muito surreal. Meus pensamentos estavam longes de serem puros. - Bem que poderia ser em um lugar mais reservado. 

- Que tal na minha casa? - OK. Chegamos aonde eu queria. Ele ficou vermelho e não pude deixar de sorrir. 

- Achei que nunca fosse pedir. - Dei o meu melhor olhar malicioso. 

- Vem. - O Yoongi me puxou pelo braço. Provavelmente estávamos indo ao seu apartamento. 

Chegamos no edifício e empurramos a porta giratória. Quando entramos, não pude deixar de ficar impressionado com a construção. Yoongi chamou o elevador e assim que ele chegou, nós entramos. As portas mal haviam se fechado e o Yoongi já estava me prensando contra a parede. Ele mordeu os meus lábios, eu já não estava mais aguentando e o puxei pelo pescoço e voltamos a nos beijar. A língua do Yoongi percorria pela minha boca e logo pude sentir a minha ereção. Eu poderia chegar ao meu ápice somente com aquele beijo. As mãos do Yoongi contribuíam para aquele prazer. Uma de suas mãos apertava a minha bunda e a outra, sem nenhum pudor, acariciava o meu membro. Nossos corpos estavam absolutamente colados e pude sentir a sua ereção na minha perna. 

Saímos do elevador e andamos até a porta do seu apartamento. Ele pegou as chaves no bolso e tentou inutilmente, achar o buraco da fechadura, mas era quase impossível com o beijo desesperado que estávamos dando, e por esse motivo, precisamos parar para o Yoongi poder abrir a porta. 

Logo a porta foi aberta, e ele me empurrou para dentro, me prensando na porta. Nosso beijo foi ainda mais selvagem e logo o Yoongi percorria os seus lábios pelo meu rosto, pescoço e clavícula. Meu coração batia forte em meu peito. 

Ele suspendeu a minha camisa e deu vários beijos  em meu tórax. Ele dirigiu os lábios até o meu mamilo esquerdo e deu uma leve mordida. Permiti que um gemido arrastado escapasse pelos meus lábios. Aquilo, sem dúvida, era muito bom. Puxei -o pelos cabelos e senti meu membro latejar .

Ele foi descendo, até chegar em meu abdômen, distribuindo vários beijos, até chegar na barra da minha calça, mas o impedi. Com uma velocidade que eu duvidava ser a minha, puxei o Yoongi e selei os nossos lábios; rapidamente inverti as nossas posições e desci minhas mãos até a sua calça, abri o botão e desci o zíper. Yoongi me olhou surpreso. Ele provavelmente não imaginava que eu tivesse esse lado audacioso. Sorri maliciosamente para ele. 

Fui suspendendo a sua blusa, ele me ajudou a tira -la e logo ela estava jogada em algum canto. Segurei a sua calça e a abaixei juntamente com a sua cueca. Ele ficou vermelho, e não pude deixar de sorrir com aquela atitude.

Me ajoelhei e segurei o seu membro. Fiz um esforço muito grande para não deixar meu queixo cair, mediante aquele tamanho. Olhei para ele e passei a língua pelos lábios, provocando -o. Coloquei a sua glande na boca e fiz uma leve sucção e obtive a reação desejada. Yoongi se arrepiou por completo e eu entendi como uma permissão para continuar. Comecei com movimentos leves, passando a língua por toda a sua extensão e voltando para o início. Vez ou outra, eu olhava para o Yoongi e sorria, ao observar as suas expressões.

- Você está acabando comigo. - Pude perceber quando o Yoongi prendeu um gemido, quando eu coloquei a sua glande em minha boca e fiz movimentos circulares com a língua. 

- Você quer que eu intensifique mais? - Coloquei o seu membro por completo em minha boca e senti a sua glande no fundo da minha garganta, o que fez com que ele gemesse alto com o contato. Eu adorei ouvir aquele som. Como eu estava afim de provoca -lo, iniciei os movimentos de maneira calma e lenta. Após alguns minutos, ele me segurou pelos cabelos e estocou com força o seu membro em minha boca. Ele logo estava ditando o ritmo; ele ia forte e fundo, fodendo a minha boca. Seus gemidos eram altos e nem um pouco contidos. Era como música em meus ouvidos. 

Ele chegou ao ápice, enchendo a minha boca. Ele deu um suspiro satisfeito e eu engoli todo aquele líquido. Yoongi me puxou, me colocando sobre os meus pés, e nos beijamos furiosamente. Um beijo cheio de vontade e muita língua . 

Ele me puxou pelo braço e me levou até seu quarto. Ele me agarrou pela cintura e tirou a minha blusa sem pressa, deixando vários beijos pelo caminho. Suga, me puxou pelo pescoço e voltamos a nos beijar. Caminhamos às cegas até a sua cama enorme. Ele me jogou de maneira bruta na cama e eu não pude deixar de sorrir. Adorava aquilo. 

Ele subiu lentamente na cama, ficando em cima de mim. Ele distribuiu vários beijos em meu rosto, e parando para dar atenção ao meu pescoço, me marcando com várias mordidas. Ter a boca do Yoongi em meu pescoço, era uma sensação maravilhosa, e logo imaginei como seria tê -la em outra parte do meu corpo. 

- Yoongi... Aahh. - Um gemido manhoso e arrastado escapou dos meus lábios.

Ele foi descendo, até chegar à um dos meus mamilos e revezava entre morder e chupar. Aquela sensação era maravilhosa. 

- Yoongi... eu... eu... - Deixei a frase morrer quando senti o contato da sua língua entrando em meu umbigo. Meu Deus, aquela língua era maravilhosa. Senti que podia perder a consciência a qualquer momento, com todo aquele prazer. E as fisgadas que eu sentia em meu membro, não estava me ajudando em nada. 

- Sim, o que você quer? - Ele perguntou com a voz rouca, isso só fez com que o meu tesão aumentasse. Yoongi abaixou a minha calça e eu levantei o quadril para ajuda -lo. 

- Eu quero... eu quero... Aahh. - Um gemido alto saiu dos meus lábios quando senti o meu membro ser abocanhado por completo e ser sugado com força. Arqueei as costas. Eu seria capaz de voar. 

Yoongi era bom no que fazia, eu tinha que admitir. Logo minhas mãos se dirigiram ao seu cabelo e eu comecei a controlar a velocidade. 

Quando estava quase no meu ápice, Suga tirou o meu membro de sua boca e eu gemi em protesto. Meu rosto estava em chamas e ele sorriu para mim. Observei seus dedos se erguerem vindo em direção à minha boca e eu entendi o que ele queria, então, da maneira mais profana que consigui, chupei os seus dedos.  Ele retirou os dedos da minha boca e os dirigiu até a minha entrada, onde iniciou movimentos circulares, me fazendo ansiar por um contato mais íntimo. Ele introduziu o primeiro dedo. Meu gemido saiu quase que involuntariamente. Fechei os olhos e me remexi na cama, esperando pelo próximo. Ele colocou o segundo e meu gemido saiu mais alto. Sem perder tempo, ele introduziu o terceiro dedo e o meu gemido saiu mais alto do que o planejado. Provavelmente o mais alto que já tinha dado até aquele momento. Eu já havia feito aquilo várias outras vezes, mas modo como o Yoongi movimentava os seus dedos, me faziam ter a absoluta certeza de que eu ainda precisava muito conhecer o prazer verdadeiro. 

Ele revezava a velocidade. Ora ia depressa, ora ia extremamente devagar. Eu já não sabia se gemia manhoso ou se gritava de prazer. 

Ele retirou os dedos de dentro de mim e se posicionou entre as minhas pernas. Senti seu membro na minha entrada, e sem aviso, Yoongi enterrou com uma única estocada o seu membro em meu interior. Nós gememos juntos. Suga, repousou a sua cabeça em meu pescoço e logo começou a me estocar de maneira leve, mas mesmo assim, pude sentir firmeza. Meus gemidos eram arrastados.

Yoongi logo se cansou daquele ritmo e começou a me penetrar com mais força. Ele ia forte e cada vez mais fundo, atingindo a minha próstata, me fazendo gemer esganiçado. Ele ia tão fundo, que logo pude sentir seus testículos batendo em minhas nádegas. Nunca pensei que pudesse aguentar tudo aquilo.

Depois de um tempo, ele parou e eu o olhei indignado. Ele sorriu para mim e se inclinou novamente sobre o meu corpo, chupando o lóbulo da minha orelha. 

- Diga -me Hoseok, você quer que eu continue? - Ele sussurrou em meu ouvido com a voz rouca, por conta do prazer que estávamos sentindo. 

- Qu-quero - Gaguejei. Era difícil formular frases coerentes com o Yoongi sussurrando daquele jeito em meu ouvido.

- O que exatamente você quer? - Oh, então ele estava afim de me provocar? Cravei as minhas unhas em suas costas e sussurrei em seu ouvido :

- Quero que você me foda, Daddy.

- Já que é assim... - Ele disse de forma provocadora. Pegou uma das minhas pernas e colocou sobre o seu ombro, prendeu minhas mãos nas suas e as jogou para cima. 

Sem demora, Yoongi me penetrou com força e brutalidade. Gemi. 

Suas estocadas eram violentas, meus gemidos eram altos e eu sabia que a qualquer momento, chegaríamos a nosso ápice. 

Ele soltou uma de minhas mãos e rapidamente eu agarrei o seu pescoço, mas acho que só estava afim de me segurar. 

Ele levou a sua mão solta até o meu membro esquecido e tratou de masturba -lo na mesma velocidade das suas estocadas. Eu estava delirante e febril com todo aquele prazer. O barulho dos nossos corpos se chocando, mais o barulho dos nossos gemidos, transformava toda aquela cena ilusória e surreal. Não é possível que dois seres humanos obtenham tanto prazer. 

Não demorou muito e eu já estava me desfazendo na mão do Yoongi, e ele logo em seguida, se desfez em meu interior. 

Ele suspirou e tombou para o lado. Eu estava extremamente cansado. Podia sentir o suor escorrer pelo meu pescoço e o cheiro de sexo exalava por todos os poros dos nossos corpos. Fechei os olhos e alguns segundos depois, senti mãos me puxando e um beijo ser depositado em minha testa. Abri os olhos e encarei o dono dos olhos penetrantes. 

- Que tal um banho? - Ele perguntou e passou a mão carinhosamente em meu rosto. 

- Eu não sinto as minhas pernas - Falei com toda a sinceridade que tinha. Ele riu e eu acompanhei. 

- Eu te levo no colo - Ele se levantou e eu pensei que estivesse blefando, mas ele me arrastou e me pôs em seu colo, me levando até o banheiro. 

Foi, sem dúvida, o melhor banho que já tomei em toda a minha vida. 

Voltamos para a cama, e ele se deitou de frente para mim. Joguei meus braços em seu pescoço, ele me arrastou para mais perto e abraçou o meu quadril. Entrelaçamos as pernas. 

Descansei minha cabeça em seu peito, e ele repousou a sua no topo da minha. Era incrível o modo como nos encaixavamos perfeitamente bem. Ficamos um tempo naquela posição. 

- Suga? 

- Sim? 

- Acho que me apaixonei por você no primeiro momento em que te vi. - Afundei a minha cabeça em seu peito. Não estava seguro do que estava falando. Talvez fosse cedo demais. 

- Eu me apaixonei por você no momento em que você sorriu pra mim. Então percebi que queria ser o motivo daquele sorriso para sempre. - Meu mundo caiu. Por um momento, pensei que estivesse ficando louco, pois não era possível que eu tenha escutado aquilo. Em um ímpeto de felicidade, virei meu corpo por cima do Yoongi, e prendi seus braços em minhas pernas. Comecei a apertar as suas bochechas.

- Que FOFO - Disse manhoso em cima do Yoongi e logo ele já estava impaciente. 

- Ho-seok para... - Ele tentou se soltar. 

- Você...

- Para...

- É tão...

- Eu já mandei você...

- Fofo... - Com um leve descuido meu, Yoongi rapidamente se soltou e segurou meus pulsos, me olhando fixamente. 

- Que caralho Hoseok. - Achei divertido o modo como ele disse aquilo. Ele era fofo até mesmo falando palavrão. Fingi espanto. 

- Isso é coisa que se fale? Onde estão os modos? Cuidado com essa boca suja. - Suga me olhou com deboche e no mesmo instante eu me arrependi do que tinha dito. 

- Ah, é? E o que aconteceu com o "quero que você me foda Daddy " ? - Dessa vez eu realmente me espantei e escondi o rosto com as mãos. Senti meu rosto corar furiosamente. 

Suga se moveu em baixo de mim e senti suas mãos tirarem as minhas do meu rosto. 

- Você fica lindo quando está vermelho. - Não pude deixar de sorrir com aquele comentário e ele retribuiu. Aprendi a amar aquele sorriso. 

- Hobi... - Ele hesitou - Você aceita ser o açúcar do meu café? 

- Pensei que você gostasse de café amargo. - A frase saiu antes que eu pudesse evita -la. Franzi o cenho.

- Sim, mas quando se tem um Hoseok em sua vida, você faz questão de querer adicionar tudo o quanto é doce nela. 

Novamente um ataque de fofura. Dei um suspiro e ia levantando minhas mãos até a sua bochecha, mas antes que eu pudesse avançar, ele segurou meus pulsos. 

- Nem pense em fazer isso. 

- Aish! Que chato! - Naquele momento eu gargalhei e ele me acompanhou. 

Instantaneamente, nos abraçamos e eu descansei minha cabeça na curvatura de seu pescoço. Naquele momento eu pude perceber que era ali que eu queria estar. 

- Suga... - Hesitei. Não sabia se era o momento certo para dizer aquilo. Mas afinal, se não fosse agora, quando seria? - Acho que te amo. 

- Eu tenho certeza de que te amo, Hobi - Ele apertou seus braços ao meu redor, e eu fiz o mesmo. 

XxXxXx 

Mais tarde, naquele mesmo dia, eu ainda me encontrava na casa do Yoongi. Eu estava de costas para ele, na famosa posição de "conchinha", se não fosse suas mãos percorrendo o meu ombro, eu poderia jurar que ele estava dormindo. 

Estava refletindo sobre tudo o que havia me acontecido nos últimos meses. 

Éramos tão diferentes. 

Não havia sentido naquilo tudo. 

Mas como o mesmo havia dito:

Não precisa fazer sentido para dar certo. 


Notas Finais


Ai meu Deusinho! Acabou ;-;
Cara, eu tô morrendo de vergonha kk
Eu fico com vergonha de ler fic +18 SOZINHA, imagina escrever um negócio desse ;-;
Gzuis!
Qualquer erro, me perdoem! Não vou ter tempo para revisar.
Enfim, obrigado por ter chegado até aqui.
E obrigado, mais uma vez, pelos favoritos!
E então, qual o shipp dessa vez?
Peça o seu ^-^ ♡
FUI!
ATÉ A PRÓXIMA!
:3 ♡♡


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