História Meio Sangue - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos, Rebelde (RBD)
Personagens Alfonso Herrera, Anahí, Christian Chavez, Christopher Uckermann, Dulce Maria, Maite Perroni, Personagens Originais
Tags Mitologia Grega, Os Olimpianos, Percy Jackson, Rbd, Rebelde
Exibições 8
Palavras 2.982
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Saga, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá! Comecei essa fanfic faz um pouco mais de 2 anos. Infelizmente tive que abandona-la, porém resolvi dar procedimento a essa e com isso muda-la um pouco. O motivo de abandonar essa fanfic foi o pouco tempo que tinha para escreva-la... ainda não tenho muito tempo e então não posso afirmar postar regularmente. Após o inicio de Novembro (Enem para ser mais específica) terei bastante tempo livre e ai poderei postar até mesmo diariamente. Peço aos que puderem que comentem para saber suas opiniões, para que eu posso melhorar a história.
Boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo


 

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Outubro, 3 de 2015

Christopher estava ansioso para tudo acabar. O colégio, sua estadia em uma cidade pequena, mas principalmente este final de semana. Após seis meses voltaria a encontrar seu pai e isso era algo que Christopher não desejava mesmo. Não pelo fato de seu pai ser o culpado por toda mudança em sua vida, quando o mesmo se separou de sua mãe e por consequência  teve que se mudar para o interior. Não é por isso, ele afirmava para si próprio.

- Não está se esquecendo de nada, né? São dois dias de viagens e não tem a mínima possibilidade de voltar para buscar suas coisas.

- Sim, Marie! –Christopher respondeu rápido sem dar muita importância.

-Marie? Isso é jeito de falar com sua mãe?-Disse batendo a mala do carro.

-Certo.-Respirou antes de continuar.- Não estou me esquecendo de absolutamente nada... Mãe.- Falou de maneira pausadamente.

Ela o olhou de maneira suave e terna, isso surpreendeu o garoto. Esperava um olhar severo e logo depois reclamação de seu modo de falar, de suas ironias ou brincadeiras. Porém dessa vez ela parecia não ter reparado ou então simplesmente ignorou e isso era o que o deixava mais aflito.

-Sei que você não quer encontra-lo, mas é preciso Chris.-Marie disse se aproximando do menino e estendendo sua mão para toca-lo.-Será apenas dois dias e depois tudo voltará ao normal.

-Sei disso.-Se afastou de sua mãe e se encostou no carro.-Mas só de pensar o tempo que vamos gastar só ter para esses dois dias com “o pai do ano” me deixa com raiva e a...-Foi interrompido por Marie.

-Aquela não é a garota que você gosta?- Apontou para a menina que passava no outro lado da calçada.

-Gasolina.-Completou seu raciocínio.

-Por que não fala com ela antes de irmos?-Continuou Marie. Enquanto abria a porta do carro e entrava.

-Hmmm... Estou bem sem ser ignorado pele menina mais gostosa da cidade. Talvez em uma próxima.- Entrou no carro.

-Você que sabe! Deve ter se despedido de seus colegas pelo menos.-Marie deu a partida no carro e saiu da garagem para a rua.

-Você quis dizer internet. Sim mas tem sinal na estrada então não ficaremos muito tempo afastados.-Um sorriso torto e irônico surgiu no rosto de Christopher.

-É por isso que você não transa.-Marie disse, fazendo com que o sorriso de Christopher sumisse.

Depois de ter ficado sem argumentos, o garoto resolveu fitar a janela. A cidade tenha um centro comercial pequeno e a maior parte era de residências. Com isso a estrada não ficava tão longe já que grande parte da população trabalhava em outras cidades. Em volta da cidade ficavam as fazendas que eram a economia da cidade. Christopher já tinha se encontrado com diversos animais no caminho para escola, a maioria das vezes esses animais fugiam de seus currais.

Nada acontecia nesse lugar e isso incomodava extremamente Christopher, ele cresceu em uma cidade grande onde existia diversidade de tipos de pessoas. Ele acreditava que em sua cidade atual só existia dois tipos de pessoas: As que amavam a simplicidade e tranquilidade da cidade e as que estavam esperando a melhor oportunidade para fugir desse lugar. Bem, ele fazia parte da segunda mas nunca entendeu o por quê de sua mãe se encaixar na primeira.

Seus pensamentos foram bruscamente interrompidos com o barulho de uma sirene. O carro da policia tinha cortado o carro de sua mãe, fazendo a mesma desviar da pista para não colidirem.

-Meu Deus! O que está acontecendo ali?- Exclamou a mãe do garoto, parando o carro.- Fique aqui. Entendeu Christopher? Não saia do carro.- Ela nem esperou qualquer resposta do filho, saiu do carro e correu em direção a uma grande multidão que se formava perto da pista.

Um animal foi atropelado provavelmente.

Foi o pensamento do garoto, ele sabia que qualquer coisinha um pouco fora da rotina a cidade enlouquecia. Mas chamar a policia era uma novidade para o rapaz. Sua mãe estava demorando e tomado por certa forma de curiosidade saiu do carro ao encontro da grande multidão. As pessoas choravam e outras demonstravam estar em estado de choque, a policia tentava cercar o local mas com tantas pessoas sua tarefa estava quase impossível. Foi em então que um grito surgiu no meio da multidão.

-Meu filho! Não pode ser!-Gritava uma mulher. Christopher reconheceu aquela  voz mesmo com o choro e a aflição na fala da mulher. Quando a mesma passou por ele, pode ter certeza que era sua vizinha Sra. Evans.

Ela correu em direção de uma árvore que estava perto do encostamento da estrada. Christopher a seguiu até se deparar com a pior imagem que pudesse imaginar. Na árvore seca que por causa do Outono estava sem folha se encontrava um corpo. Era um homem, o filho da Sra.Evans o único que ainda morava na cidade, seu rosto tinha uma expressão fria mas o seu olhar... era isso o que mais perturbava Christopher, seus olhos  tinham sido arrancados e apenas um vazio e sangue ocupava o local deles. O corpo do homem estava pendurado nos galhos nu e com uma abertura do pescoço até seu abdômen. Seus órgãos se encontravam em outros galhos, que em posição formavam juntos um círculo com uma estrela ao centro. Christopher deu um passo para trás e foi quando uma mão tocou seu ombro brutalmente.

-Vamos sair daqui agora! – sua mãe disse o arrastando para o carro.

Assim que chegaram no carro, Marie começou a dirigir e não comentou nada do que havia ocorrido. Sua expressão era de medo e ela suava frio em suas têmporas, olhava fixamente para frente. Era como se não conseguisse encarar Christopher. Ele estava acostumado a ver coisas desse tipo em filme e series mas ter visto aquilo pessoalmente era de sobre maneira diferente.

-Eu sabia que um dia algo desse tipo ia acontecer.- A voz de Marie soou fraca quebrando o silencio o qual se encontravam.

-Como assim?- A duvida surgiu do garoto.

-Tem uma pessoa que você deve conhecer e está na hora. Essa merda finalmente chegou e... eu devia ter falado com você antes mas... –Ela chorava e suas palavras ficavam difíceis de entender. Então ela dava pausas e fitava Christopher enquanto as fazia.-Você vai me odiar por ter escondido.

-Para! Mãe do que você está falando?

-Vamos mudar o rumo de nossa viagem e você vai saber de tudo. Isso eu te prometo.

Christopher não conseguia entender muito, achou que aquela situação tinha mexido com sua mãe. As palavras dela surgiam em sua cabeça repetidamente.

Está na hora.

Devia ter falado com você antes.

Vai me odiar.

Você vai saber de tudo.

Isso eu te prometo.

Prometo ela disse para ele, mas ele sabia que na verdade era para si própria. 

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Outubro, 4 de 2015

Anahí estava empolgada para a viagem. Seria a primeira viagem sem seu pai, não que ela não gostasse dele pelo contrario ela o amava, mas poder sair com seus amigos sem a superproteção do pai era incrível. Não seria uma viagem longa em menos de cinco dias estaria de volta, mas para seu pai esses dias seriam como uma eternidade.

-Não contou para ele,né?- Perguntou Emma, a melhor amiga de Ahaní.

-Claro que não! Se ele souber que os meninos irão será adeus viagem.-Respondeu Anahí se juntando a Emma na cama.

-Annie eu realmente não sei como você aguenta seu pai, ele é tão...

-Protetor?-Sugeriu Annie.

-Conservador.-Concluiu Emma.-Por exemplo, se ele souber que sou bi nunca mais poderei entrar nessa casa.-Riu a garota.

-Mas ele está melhorando!Me deixou viajar e até mesmo fazer uma tatuagem.

-Ele só deixou você viajar porque ocultamos algumas coisas e a tatuagem... Todos sabemos que você tem pavor de agulhas, vai desistir da tatuagem assim que encontrar com a Senhora agulha.-Emma sempre estava dois passos a frente de Annie e isso a incomodava as vezes.

-Certo...-Se deu por vencida.-Me ajuda a fazer a mala.

-Annie! A viagem é daqui a uma semana!-Disse Emma assustada.

-Oras, não é você que conhece tudo de minha pessoa?-Indagou Anahí.-“Todos sabemos que você tem pavor de agulhas e bla bla bla”-Falou imitando Emma.-Deveria saber que gosto de arrumar mala...-Foi interrompida por uma almofada na cara.

-Cala boca, garota.-Disse Emma após atirar a almofada.

Uma batida na porta fez a atenção de ambas as garotas fitarem a porta. Quando ela se abriu um homem de porte alto, cabelos grisalhos e olhos verdes estava as encarando.

-Pai!-Exclamou Annie, se levando da cama e indo em encontro ao seu pai.

-Anahí...-Disse ele abraçando a filha.-Emma.-Cumprimentou a garota que ainda se encontrava na cama.

-Sr.Enrique.-Falou a garota o cumprimentando com a cabeça.

-Espero não estar interrompendo nada.-Olhou paras as duas meninas, com um sorriso suspeito.

-Nunca. Estávamos falando da viagem.-Disse Annie.

-Nada de drogas.-Falou Emma ganhando um olhar reprovador de Annie.

-Quando sua visita for embora...-Disse Enrique ignorando o último comentário.-Venha até meu escritório, precisamos conversar.

-Oh! Não quero atrapalhar esse momento de pai e filha. Vou indo.-Emma levantou da cama e pegou sua mochila.

-Mas e a mala?-Annie argumentou.

-Outro dia. Até mais Annie!-Emma passou pelos dois.-Sr.Enrique.-Falou e se retirou do quarto.

-Não vai leva-la até a porta?-Indagou Enrique.

-Ela sabe o caminho.-Disse Annie com um largo sorriso.-Me diga o que ia falar, estou curiosa!

-É um assunto delicado.-Disse Enrique.-Preciso que confie em mim, as coisas estão mudando e você está crescendo...

-Eu confio em você pai. Mas... Seja mais direto.

-Você vai para um acampamento.-Disse Enrique de maneira mais direta possível. O olhar de dúvida e surpresa surgiu em Annie.

-Pai! Do que você está falando? Fumou alguma coisa? Estamos no meio do Outono e você sabe do que odeio acampar. Isso é por causa da viagem, né?

-Calma, Anahí. Falei que precisava confiar em mim. Não é um acampamento qualquer é para pessoais especiais...-Assim que falou percebeu que tinha usado a palavra errada.

-Está falando que não sou normal?

-Não é isso... Precisa saber a verdade, estar preparada e eu não posso cuidar de você para sempre.

-O que isso tem haver com acampar?

-Não é sobre acampar, Annie. É sobre sua mãe.

-“Regra número 1: Não fale ou pergunte sobre sua mãe”. Era isso que você me dizia sobre ela e agora vem com essa de ter algo de minha mãe para me contar?-Anahí estava irritada. Como qualquer criança sempre sonhou em ter ou conhecer sua mãe, mas isso era algo que seu pai não gostava de falar e então ela se acostumou com isso. Gostava de inventar histórias, as vezes sua mãe era uma super modelo famosa outras uma medica na África. E agora seu pai depois de tanto esconder toca nessa ferida da alma de Anahí.

-Entendo sua indignação. Achei que estava preparado para te proteger mas cada vez percebo que não tenho esse poder, só você Anahí.-Ele respirou profundamente antes de prosseguir.-Talvez ainda não seja o momento para...-Um grito o interrompeu.

-O que foi isso?-Falou Annie assustada.- Pai! Parece estar vindo da rua. Vamos ver!-A menina saiu do quarto correndo indo em direção as escadas.

-Anahí! Qual é o seu problema? Volte aqui! Pode ser perigoso!-Gritava com ela porém a mesma continua a correr na direção dos gritos.

Depois de abrir a porta de casa logo encontro um pequeno grupo que tentava de maneira vã acalmar uma mulher. Anahí se aproximou, era muito curiosa. A mulher que se debatia e gritava a encarou com o olhar mais perverso que Annie poderia se lembrar.

-Você! O que fez com minha filha?! Era para ela estar com você! Minha filha...-A mulher voltou a chorar.

Annie não conseguia entender o porquê da mãe de sua melhor amiga estar agindo como uma louca, até seus olhos verdes encararem a cena mórbida horrível. Emma com seus cabelos azuis estava pendurava em uma árvore, morta. O coração de Annie se apertou assim como seu estômago. Sua melhor amiga estava aberta do pescoço ao abdômen e seus olhos havia sido arrancados sem nenhuma piedade. Anahí se ajoelhou no chão, estava em estado de choque. Não poderia imaginar como uma pessoa pode fazer algo do tipo... Não com Emma. Era Emma sua melhor amiga que estava mutilada, nua, presa em uma árvore com uma morte terrível. Não pode e nem queria conter as lágrimas. Não tinha mais forças e então um braço forte a sustentou e a retirou do chão.

-Lembre-se confie em mim.

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Outubro, 5 de 2015

Alfonso não entendia bem o porque que todos acreditavam que crescer em um orfanato era horrível. Sua vida inteira esteve dentro de um e não poderia negar que isso às vezes o entediava mas também não poderia reclamar. Ele tinha um certo receio de sair do orfanato e com a proximidade dos 18 anos, isso apenas aumentava. Lá ele tinha comida, uma cama e até amigos... Na verdade era isso o que ele mais gostava no orfanato, as pessoas o idolatravam era temido pelos garotos e amado pelas garotas. Isso o fazia se sentir bem, ajudava o seu grande ego.

-Não deveria estar na aula, Poncho?-Perguntou o Sr.Bates, ele era o substituto do diretor do orfanato. O antigo teve que ser retirado do posto depois de uma crise psicológica. Sr.Bates já estava quase um ano em sua função e Alfonso realmente agradecia pelos ataques psicológicos do antigo diretor, pois ele preferia muito mais o substituto.

-Sim.-Respondeu com tranquilidade como se não estivesse fazendo nada fora do normal.

-Poderia me dizer o motivo que mais uma vez o fez matar aula?-Indagou o homem.

-Você está realmente perguntando isso para um adolescente?-Poncho riu.-Primeiramente, a escola é uma droga.

-Alguma relação com sua dislexia?

-Por que sempre pergunta sobre isso?

Poncho amava o orfanato mas não podia dizer o mesmo da escola. Não conseguia se destacar naquele lugar, em parte por ter pessoas de fora do orfanato e por sua dislexia. Para conseguir compreender uma simples frase no quadro era um verdadeiro sacrifício. As letras se misturavam com símbolos e às vezes precisava decifrar esses símbolos.

-Bem...-Disse Sr.Bates se levantando da cadeira e pegando suas muletas. Ele era manco e não andava sem suas muletas, isso facilitava a vida de Poncho quando precisava voltar para o quarto sem ser pego após o toque de recolher.-Preciso me retirar, tenho um compromisso importante. Mas não me esquecerei do senhor.

-Ninguém esquece.-Rebateu Poncho com um largo sorriso.

-Ainda voltaremos a conversar e... Tente não aprontar enquanto eu estiver fora.-Disse abrindo a porta de sua sala, esperando a saída do garoto da mesma.

-E desde quando  faço isso?-Falou Alfonso saindo da sala.-Tenha um bom dia Sr.Bates.-E saiu pelo corredor.

-Você não sabe como irei precisar disso...-Disse Sr.Bates em uma voz fraca.

Poncho estava acostumado a matar aula junto com seu grupo, porém dessa vez resolveu sair sozinho da escola. Teria prova de Química e sabia que seria uma influência negativa se convidasse os garotos, eles nunca negariam nada a Poncho. Mesmo possuindo um grande ego, ele não ferraria os colegas só por que não se importa com suas notas.

Quando chegou em seu quarto, percebeu que não era tão divertido matar aula sozinho. Tudo estava tão quieto e tedioso. Resolveu dormir e quando acordou não conseguia ter ideia de quanto tempo tinha ficado dormindo. A escuridão tinha invadido seu quarto, como um visita inesperada. Apesar disso não havia nenhum sinal de vozes indicando a chegada dos garotos do colégio. Se levantou da cama ainda um pouco mole por ter acabado de acordar e resolveu seguir pelo orfanato vazio.

Quando passou pela sala do Sr.Bates ouviu uma voz aflita de uma mulher. Levado pela curiosidade aproximou da porta com cuidado e colou seu ouvido a mesma.

-Você me prometeu que quando as coisas complicassem me ajudaria!-Falava a mulher.

-Sim, mas não creio que as coisas tenham chegado a esse nível.-A voz do Sr.Bates agora predominava na sala.

-O senhor acha que um corpo aberto, preso em uma árvore é algo que se encontra normalmente em uma cidadezinha?-Prosseguiu a mulher. Poncho não conseguia compreender a conversa.

-Sei que está assustada mas tem que entender que um mortal faria esses tipo de coisas!-Poncho achou de certo modo engraçado a utilização da palavra mortal.

-Dave! Eu sei do que estou falando! Fala com ele,por favor.-A mulher implorava. O garoto percebeu que a mulher tinha usado o primeiro nome do diretor, o que dava a entender que eram próximos.

-Sabe que se ele descobrir antes da hora certa só piorará as coisas. O cheiro de um semideus fica mais forte depois que o mesmo descobre ser um... E isso irá atrair monstros. –Poncho começou a acreditar que Sr.Bates estava ficando louco.

-Monstros?-Sussurrou Poncho.-Que merda é um semide...-A porta se abriu fazendo com que Poncho perdesse o equilíbrio e caísse para dentro da sala aos pés do Sr.Bates.

-É ele sua nova missão,Dave?-Indagou a mulher.

-Alfonso! Deve saber que é extremamente errado espionar a conversa dos outros.-Disse Sr.Bates ignorando completamente a pergunta da mulher.

-Do que vocês estão falando? Que missão é essa? Monstros?-Poncho tinha se levantado e começou a exigir explicações. Sabia que não tinha esse direito até a mulher o inserir nessa situação. Agora não era apenas uma questão de curiosidade.

Sr.Bates não pode responder porque a chegada de um homem alto de cabelos grisalhos tomou a atenção de todos naquela sala.

-Me desculpem a interrupção.-Começou falando o homem.-Mas preciso tratar de assuntos urgentes com o senhor.-Se referia a Dave.

-Não!-Falou a mulher em alta voz.-É a segunda vez que sou interrompida e não irei sair daqui ou deixar Dave sair até que possa resolver minhas coisas.

-Eu entendo a senhora, mas meu caso é muito urgente...-Assim que terminou a frase uma menina de grandes cabelos loiros e olhar marcante de dor entrou na sala e se posicionou em frente ao homem.

-Certo! Chame seu filho Marie e teremos a conversa.-Disse Sr.Bates por fim se sentando em sua cadeira. E tudo indicava que seria uma longa conversa.

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Notas Finais


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Obrigada e espero que tenham gostado.
Até uma próxima!


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