História Mêldir - A Terra Desolada - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 7
Palavras 2.436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Howdy! Aqui esta uma fic minha e dos meus amigos, sobre um antigo mundo medieval. Mêldir é um dos cinco continentes em Qtora, como citado acima. Essa fic é totalmente focada em Mêldir, e suas crônicas.

A visão da fic é dos olhos do meu personagem, que na verdade é o mais gostoso da fic.

Good Reading!

Capítulo 1 - Cap 1: O Perigo no Norte


 

Acordo em minha cabana depois de uma longa noite de sono. Sinto-me descansado e cheio de energia, que eu nunca imaginaria que precisaria naquele dia. 

Hey, hey, hey... Estamos passando algo, não? Sim... Nem fiz as apresentações ainda, fiz? Bem, podem me chamar de Gared. Gared Pelnodo. Eu sei, eu sei... Nome estranho pra caralho né? 

Como eu me descreveria? Hm, digamos que eu tenha em torno de 1, 85 de altura, magrelo até o osso, cabelo meio grande castanho (deixo pra imaginarem), olhos verdes florescentes, uma cara perfeita de dar inveja, e um sorriso ajustado, que quando quero, fico parecendo um maníaco. 

Digamos que eu viva em uma cabana no meio de uma floresta chamada, Floresta Straysvink. Nome meio bizarro, mas acho que comparado à outros nomes, até que é meio razoável. 

E aí cai a pergunta que não quer calar, por que raios eu vivo em uma cabana no meio de uma floresta que muitos chamam de assombrada, sem contato com ninguém? 

Bem, em primeiro lugar eu nunca disse que não tinha contato com alguém. Segundo, é meio que meu trabalho viver aqui. Não é muito bem meu trabalho, mas ao mesmo tempo é. 

Deixa eu explicar. Eu sou um Ranger, um dos dez que existem no reino. O trabalho de um ranger é "cuidar", ou seja proteger e vigiar uma certa área. 

Eu fui ordenado a vigiar nos arredores de Straysvink, um vilarejo no coração da floresta. Sem falar que essa floresta tinha uns 3 quilômetros de comprimento e uns 2 de altura. 

Ou era isso que os mapas diziam ao menos. 

Eu construí minha cabana a uns quinhentos metros da vila, para que não fosse incomodado, e perto suficiente caso houvesse algum tipo de problema. 

Também havia as montanhas de Dram para o norte, onde ficava a sociedade dos anões. Mesmo que ficasse á 5 quilômetros de caminha da minha cabana, eu precisava de carvão, e a única fonte confiável era um amigo que eu tinha lá. 

Os anões tem a tendência de visar o ouro e coisas brilhantes, como aquelas joias, até armaduras feitas de prata e ouro; os anões adoravam aquilo como se fossem deuses. Por causa disso os anões tendiam a ser as vezes trapaceiros, mentirosos, e coisas parecidas pelo seu ouro. 

Mas o contato que eu tinha lá era confiável, afinal eramos velhos amigos. O que isso significava, um descontozinho dos irmão. 
Mesmo assim, com tantos rumores e boatos sobre algo lá em cima, o nosso rei não tem se importado muito. Ele era Meric terceiro, filho de Meric o Sábio. Meric segundo com o seu título de o Sábio, foi o rei que havia conquistado Mêldir para acabar com as guerras e conflitos constantes dos tempos antigos. Mas Meric terceiro, apenas com 17 anos assumiu o trono, sendo muito jovem para governar. A única coisa que ele vem fazendo é ficar em seu castelo curtindo a vida enquanto pessoas estão desaparecendo e vilas distantes sendo queimadas. 

É por isso que nós, os rangers estamos aqui. Nós mantemos a paz e fazemos o que o rei não faz. Somos uma organização independente sabe? Mas há coisas preocupantes... Dois dos nossos acabaram não dando mais relatos e reportes, e o local de vigias dos dois ficava no norte. Eles sumiram sem nenhum sinal ou pista, desaparecendo completamente do mapa. 

Mas chega de história por agora, pois o carvão está acabando. 

Sabe o que isso significa? Se o meu carvão estava acabando, o carvão da vila também estava. E nós precisávamos de carvão para as tochas e fogueiras, principalmente nesse inverno mais congelante que gelo. 

Na verdade os dois são a mesma coisa, mas invernos duram mais que gelo. 

E daí vem a pergunta, por que eu tinha que buscar carvão para a vila? Bem, na verdade eu não tinha, mas como nesses tempos não havia nada de interessante pra fazer, tipo, por que não? 

Pego minhas coisas; um casaco tão pesado que o frio implorava para eu tirá-lo; meu arco feito por mim mesmo, da mais pura árvore que tem o belo nome de Pervalho. 

Eu sei, é um nome bosta. Diga isso pra pessoa que deu o nome, não pra mim. A pessoa que nomeou-a, deve ter a nomeado quando estava recostado em um carvalho. 

Continuando a lista, hm... 

Tem alguma coisa faltando? Ah, sim, sim, sim. 

Quase esqueço da minha faca-espada, a Manteiga. 

Só pra saberem, faca-espada, é meio termo de uma espada e uma faca, dã. Pros monkeys que não entenderam, uma faca-espada é quando a arma não é uma espada nem uma faca.  Ou seja, ela não tem tamanho ou forma pra ser uma espada, mas é grande o suficiente pra não ser uma faca. 

Capiche? 

Bem, deixando isso pro lado, eu saio de casa e já dou de cara com um dos maiores problemas dessa região, o frio. 

Parece que hoje em especial, o tempo decidiu dar uma zuada e começou uma nevasca. 

Ótimo, simplesmente ótimo. 
 

Se não tivesse colocado o meu casaco, certamente já teria morrido de hipotermia. 

Dei alguns passos pesados na neve e avanço lentamente na floresta. Não sei como está tão ruim, afinal isso é uma droga de floresta não? 

Olho ao redor e começo a pensar, "talvez eu deveria visitar o posto de guarda do vilarejo só para checar", "é, e o posto ainda fica no caminho das montanhas" penso e viro em direção as montanhas. 

O tempo foi passando... E quando finalmente cheguei no posto, olho para cima e vejo que tinham se passado mais ou menos uma hora e meia, de acordo com a posição do sol. 

-Quem está aí? - perguntou o vigia ao ver a minha silhueta, com o arco abaixado - Gared? 

-Oi - respondo trincando os dentes, ao chegar no posto e o guarda faz uma expressão de alívio - Só vim aqui pra checar como está a vila... 

-Ah sim, a vila está ótima como sempre, mas como deve imaginar o suprimento de carvão está baixo... - responde o homem de um jeito meio nervoso. 

Eu descobri recentemente que a vila por algum motivo tem medo de mim, a não ser o prefeito.O prefeito em si era um velho de oitenta anos que gostava de chá Verxo ( fusão de chá verde e roxo), e costumava me repreender toda vez que eu falava oque ele chamava de "palavrões". 

Mas eu até que tinha certo respeito pelo velho. Afinal, quando eu cheguei na vila pela primeira vez, ele foi o único amigável e aberto pra mim. Respondeu todas as perguntas que eu fiz e me deu um pouco de Verxo. Por mais de sua aparência aquele troço era realmente muito bom. Outra coisa que o velho fazia era magia. Ele me disse que era um dos magos aposentados do reino, que havia servido dos tempos de Meric, o sábio. Eu mesmo vi ele fazer magia uma vez, quando uns ladrões haviam ameaçado a vila um tempo atrás. Digamos que aqueles bandidos se arrependeram de ter pisado naquela floresta. "Na verdade, eles deram de bons coelhos". 

-Eu vou buscar o carvão. Quanto a vila precisa pra este mês? - indago o vigia, até porque eu precisava do número exato de pacotes e dá quantidade de carvão nesses pacotes. 

O guarda me deu uma plaqueta contendo números e estatísticas. Como eu já estava acostumado, entendo e guardo a plaqueta no meu casaco. 

-Não quer esperar a nevasca parar? - pergunta o guarda.

-Ela já está passando... - falo e aponto para o céu, onde em um ponto que as nuvens de nevasca estavam se dissipando. Mesmo que doesse olhar para cima com a neve pegando em meus olhos, ainda dava pra ver claramente que a tempestade estava prestes a acabar.

Como eu havia dito, a neve parou de cair. Agora a única cosia que restava era a neve no chão, mas isso realmente não era um problema muito grande não.

E assim eu comecei a jornada até as montanhas.

Como eu mencionei antes, o caminho até as montanhas era longo. Da floresta a gente só podia ver o pico da montanha que bordava a floresta, e logo quando saíamos da floresta dava pra ver o resto da montanha. Especificamente no ponto mais baixo da montanha havia meio que um "estabelecimento" que era comandado por anões. Eu mesmo havia visitado aquele lugar antes, várias vezes pra dizer. Lá no estabelecimento tínhamos que explicar o porquê de estarmos ali e os nossos negócios. Eles faziam isso porque a nação dos anões normalmente é fechada ao povo. Alguns aldeões dizem que anões praticam magia, só por serem criaturas mágicas. Eu que vi muita coisa nessa vida, nunca vi algum anão praticando magia.

Mas eu acho que vocês manjaram dos anões né?

Bem, continuando, a viagem até a montanha era longa, e ainda a neve não ajudava em nada. Na primavera era bem mais fácil se localizar e ver o caminho, principalmente os buracos e quedas durante a trilha.

A neve tapava os buracos e quedas, criando armadilhas altamente perigosas no meio do caminho. Por mim, eu usava essas armadilhas como meio de diversão. Como não havia nada para fazer durante o caminho, simplesmente pulava de um meio-fio para outro; espetava os buracos (falando nisso, havia um dia que encontrei carcaças de uma perna humana em um dos buracos, e fiquei tipo, que merda é essa cara?)

Parando com as nojeiras, depois de praticamente uma hora de uma dolorosa caminhada até a montanha, finalmente chego no estabelecimento anão.  Quando coloco os meu pés lá, os anões me olham feio, até reconhecerem que era eu!

Aqui vai umas aparências de anões;

Tinha uns que eram altos (pra altura dos anões), médio e baixos; tinha o Oin, que a sua característica principal era ter a barba mais grossa da região. Também tinha o Glain, que parecia mais um vacouro (=mistura de vaca com touro) na bebida, sério, vi com meus próprios olhos aquele anão beber quinze canecas de cerveja de uma vez sem soluçar.

Mesmo com todo mundo falando mal deles, afinal, eles eram seres vivos querendo sobreviver como todos nós. Seres pacíficos ainda por cima, que normalmente ficavam em suas montanhas minerando e construindo cidades magníficas, como diziam as lendas. 
Infelizmente, nunca tive a oportunidade de ver uma, mas quem sabe um dia né...

-Carvão de novo? - pergunta Mein, o anão "porteiro", com aquele seu sorriso aconchegante, quase emanando felicidade - Até parece que foi ontem que foi a última fez que veio aqui...

-A última vez que eu vim aqui foi mês passado... - resmungo de volta e me lembro de algo bem importante - Ah, e onde está  Gendly?

-Gendly? Ele está lá minerando como sempre.... Provavelmente no bloco C.

E assim eu adentrei a montanha pelo caminho da mina. O caminho era iluminado por tochas roxas, parte da "magia" dos anões. O segredo era um mineral que eles colocavam nas tochas e coisas do tipo; era algo como carvão, só que mais durável e valioso.  

As minas eram um labirinto de túneis, intermináveis, com encruzilhadas por toda a parte e múltiplas escolhas de caminhos. Parecia que só os anões conheciam os caminhos de verdade, de algum modo. Mas pra aliviar, os anões haviam posto placas em toda encruzilhada e túneis.

O túnel inicial dava só para um lugar. 

Esse lugar era meio que a central da montanha. Os pisos eram feitos de mármore, as paredes eram feitas de quartzo. Havia alguns detalhes em ouro e outros em o que parecia ser diamante. Dentro da central em si, havia meio que um bar onde os anões se encontravam e obviamente bebiam cerveja ali. Também havia um ferreiro ali, para a confecção de armas e armaduras. Mas no centro era a seção importante. Lá havia três túneis que levavam para cada seção da montanha.

A seção A era os dormitórios, e a cantina da montanha. Pelo que ouvi, eles fizeram o bloco A para que desse a impressão que eles estivessem em casa. O bloco B era formado por um conjunto de mercantes anões, que vinham com seus descontes de lugares exóticos, e vendiam coisas nunca vistas pelos anões.

O bloco C continha as famosas minas. Lá, os anões mineravam as suas coisas favoritas, minérios. Diferentes tipos de diamantes, platina, prata, ouro, esmeraldas, safiras, rubis, e coisas do tipo.

Lá era o meu destino. Acho que eu não tenho opção á não ser achar o Gendly, né?

Entro no túnel C e já me deparo com um monte de puzzles, coisas do tipo de escolhas e mais escolhas ( o que não sou muito bom). Perdi a noção do tempo de acordo que eu andava nos túneis, nem sabia quantas horas haviam passado.
Até que quando tudo parecia perdido, avistei um anão que me parecia familiar. Um anão de cabelos castanhos e com uma barba estilosa, avisto Gendly, vindo em minha direção. Quando o anão me avista ele abre um sorriso, mas algo em seu rosto demonstrava preocupação.

-Gared! O que você está fazendo aqui? - exclama Gendly ao me ver, mas sua expressão fica séria. - Você não ouviu? O bloco C foi interditado...

-Interditado? Como as.... - e antes que eu pudesse terminar a pergunta, se ouve um som de uma criatura que eu não reconheci de cara. Mas a mesma criatura aparece de repente do túnel. Ela tinha uma cor de verde-meleca, enquanto usava uma roupa de couro rasgada até os pedaços. Em suas mãos carregava uma pequena espada enferrujada que parecia ter uns 100 anos. Sua cara era a parte pior. Tinha um nariz grande e olhos vermelhos vivos, como se ela não tivesse outro objetivo, a não ser matar.

A criatura deu o bote para cima de Gendly, mas eu fui mais rápido e quando tudo aquietou, a criatura tinha uma flecha alojada no pescoço. O sangue jorrava e tinha um tom verde, como o da criatura.

-Por Odin, o que é isso?! - fala Gendly em choque.

Eu presto um pouco mais de atenção na criatura. Eu a reconheço; era uma criatura que eu não via a muito, muito tempo....

-Pelos deuses.... Isso é um goblin!

E no momento que eu disse isso o túnel estremece. De repente, sons de movimentação em massa ecoam pelos túneis, e os sons de dezenas de milhares de goblins começam a ficar mais altos. 

Gritos também ecoam da direção que ficava a central, e pelos sons parecia que caos havia se espalhado por lá. Foi quando eu avisto no túnel que nós estávamos, pelo menos uma dúzia de goblins surgindo na escuridão, com mais vindo atrás.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!


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