História Melhores Amigos - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Personagens Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Farosella, Fogasella, Henrique Fogaça, Paola Carosella
Visualizações 207
Palavras 1.991
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, gente! Voltei com uma história. Resolvi escrever para ocupar mais minha mente, pois estou passando por alguns problemas. A ideia da fic saiu de uma história real que ouvi. Resolvi fazer adapatação e dar continuidade. Não é nenhuma ideia mirabolante. Pensei em ser universo alternativo, porém não vai ser tanto assim (até tentei, mas não sou tão criativa para isso, é fato), então vocês podem notar algumas coincidências explícitas ou coisas parecidas.

Vou escrevendo de acordo com o retorno de vocês, ou seja, se tiver aprovação. Não gosto de demorar a postar, portanto procurarei atualizar rápido.
Eu sou bem detalhista, talvez até demais, então eu procuro escrever assim também. Peço desculpas a quem não gostar (mas fique a vontade pra sugerir qualquer coisa. Eu até agradeço ❤).
E uma última observação: eu adoro ler hot e essa história tem classificação +18, ou seja, vai ter hot. Porém não vai ser logo. E vocês vão entender o motivo no decorrer da história. Mas prometo que quando chegar o momento, eu vou dar aquela caprichada pra compensar a espera.

Capítulo 1 - Um



Era mais uma terça-feira de trabalho e Paola já se encontrava na sua loja de empanadas e café cuidando de tudo que era preciso. La Guapa só abria às 9h da manhã, com exceção das segundas-feiras, que era dia de folga dos funcionários. A loja era um marco muito importante na vida da argentina, que mora no Brasil há 10 anos, lugar que ela escolheu como refúgio de tantas coisas.

Paola era filha de italianos, cujas famílias nunca aceitaram o relacionamento amoroso dos filhos, o que os obrigou a fugir do país para viver esse amor após Ilze descobrir que estava grávida. Dois anos depois, Alberto faleceu vítima de uma pneumonia e, desde então, Ilze vivia triste e preocupada com sua vida e a da filha pequena. A vida das duas não fora muito fácil, mas Paola sempre foi dedicada e desde cedo dava aulas particulares para ajudar em casa. Era apaixonada por cozinhar, que durante muito tempo foi seu passatempo nas longas esperas por sua mãe chegar a sua casa após o dia todo trabalhando e estudando. Mas não era uma carreira fácil, tampouco tinham condições para se
aventurar mundo a fora para aprender. Por fim decidiu ser professora de inglês, pois sempre foi muito autodidata e aprendeu o idioma sozinha.

Foi nesse mundo que Paola conheceu James, americano nato que gostava de viajar e estava fazendo intercâmbio pela América do Sul para aprender o idioma local. James passou a dar aulas na mesma escola de idiomas que Paola trabalhava e assim trocaram muitas experiências e logo se apaixonaram. James também era jovem, mas mais experiente, dez anos mais velho que Paola, que na época tinha 21 anos. Era bem de vida e viajava mais por lazer. Com ele aperfeiçoou seu inglês e conheceu alguns lugares no mundo, nunca perdia a oportunidade de conhecer a gastronomia dos locais visitados, e adicionou francês aos idiomas falados. Anos depois, juntos, pois James resolvera ficar na Argentina por causa desse amor, resolveram abrir a própria escola de idiomas.

O casal morava junto, como marido e mulher, e também com a mãe de Paola, que enfrentava uma depressão profunda. No auge dos seus quase 28 anos tudo parecia perfeito: Paola estava casada com um bom homem por quem era muito apaixonada e que cuidava muito bem dela, sua escola era uma das mais requisitadas em Buenos Aires, sua mãe apresentava uma grande melhora e ela já fazia planos para estudar o que tanto desejou: gastronomia. Tudo parecia fluir bem até o dia que chegara em casa, a noite, após um longo dia de trabalho e burocracias, pois James estava em uma viagem de negócios há alguns dias. Nessa noite de quarta-feira Paola encontrou sua mãe sem vida, com várias caixas de seus antidepressivos vazias por cima da cama. Precisou do seu marido, mas só encontrou os braços de Daniela, sua melhor amiga. James havia sumido e consigo levou todo o lucro da escola, que acabou em falência. Paola passou longos meses trancada, em casa, sendo ajudada por Daniela e Alda, mãe da sua amiga. Até o dia que decidiu se reerguer. Como uma fênix. Juntou o dinheiro que ainda tinha, vendeu tudo que conseguiu, inclusive da herança da mãe, e resolveu viajar por alguns lugares. Um desses lugares foi o Brasil, por qual ela se apaixonou, e decidiu que seria seu novo ponto de partida. A nova Paola nascia no dia em que ela se matriculou numa escola de gastronomia, na cidade de São Paulo, onde ninguém a conhecia, tampouco entendia o que ela falava.

Dez anos depois, com seus quase 38 anos, Paola era uma empresária bem sucedida, dona de um dos cafés mais frequentados da cidade, prestes a inaugurar sua segunda loja. Era geniosa, desconfiada, brava, nada fácil de se lidar, mas com um coração gigante, amorosa e muito generosa. Fez uma nova família na cidade e tocava suas lojas na companhia de sua amiga Daniela, que também resolveu se aventurar na gastronomia e vir para o Brasil a convite de Paola, e tendo como sócia a amiga Ana Paula. Ganhou uma mãe chamada Dalva, a Dadá, que cuidava de sua casa e dela com o amor mais puro que podia existir. Também tinha Henrique, seu melhor amigo e confidente. Foi colega de curso e em meio a toda desconfiança da mulher, ganhou sua afeição.

Ele era gentil, respeitoso, leve e divertido. Além de tudo, fora o único, em meio a tanta gente da turma, que a ajudava a se sentir mais a vontade com o novo lugar, se comunicar melhor e ensinava o português a ela. Foi com as aulas extras de português que os, até então desconhecidos, se tornaram grandes amigos. Henrique havia abandonado dois cursos superiores, onde tentava se encontrar, e seu emprego num escritório para se dedicar também à gastronomia, que tanto amava. Havia saído de um relacionamento conturbado e em meio a tantas histórias os dois foram se achando. Hoje também era um empresário bem sucedido e vendia os melhores hambúrgueres da cidade no seu Cão Veio. Nas horas vagas ele ainda se divertia com sua outra paixão: a música.

Paola não era só empresária, fazia questão de colocar a mão na massa, literalmente, e preparar o que seria servido na sua loja. Todos os dias de serviço da loja ela estava lá, pontualmente, às 7 da manhã.

Estava na cozinha terminando de cortar o pão que ela mesma preparava quando ouve a porta se abrir e ele se anunciar:


- Bom dia! Já preparou meu café? – ele pergunta em tom de brincadeira se aproximando da morena e dando um beijo em sua bochecha.

- Você é um abusado mesmo, né? – ela fala rindo – Vai olhar se a água do café já ferveu e cuide disso.

- Isso são modos de tratar um cliente, dona Carosella? – brincou enquanto ajeitava suas coisas por ali.

- Cliente, não. Mas amigo folgado, sí – ela falou rindo o fazendo rir também.


A cozinha já estava a todo vapor, apesar de não ter muitos funcionários, pois a loja era pequena. Ela os serviu numa mesa de canto ali na cozinha mesmo, mais reservada, e se sentou enquanto Henrique coava o café quentinho na hora.


- Ai, que delicia... que cheiroso!

- Sim, eu sei que eu sou tudo isso mesmo – ele fala para provocá-la e recebe um tampa da mulher e algumas gargalhadas.

- Primeiro tapa do dia. Eu já disse que amo quando você me convida para tomar café aqui?

- E você pensa que eu não sei? – ela fala enquanto beberica o café quente – você adora comer por conta da casa.

As brincadeiras e risadas eram um dos grandes temperos dessa amizade. Mas Henrique sabia que ela o havia chamado ali para conversar sobre algo.


- E aí? O que cê manda?

- Sabe o Alexandre?

- Sei, seu lanchinho da vez – ele falou o apelido com desdém enquanto tomava mais um gole do seu café e encarava Paola.

- Henrique! – ela o repreendeu, mas segurando uma risada.

- O que tem ele?

- Ele me pediu em namoro – ela falou receosa. O homem à sua frente fingiu se engasgar e soltou uma das suas risadas tão conhecidas. 
– Coitado! Falou o que não devia – e emendou mais uma risada. Paola assistia a reação do homem tentando segurar o riso também. - Essa é a hora que você mete o pé na bunda dele e vai olhar outros cardápios...

- No... é que dessa vez é diferente – ela disse um tanto tímida e ainda com receio. O homem que antes soltava risadas muda o semblante de imediato ao ouvir aquilo. 

Como assim? Paola nunca mais tinha se relacionado profundamente com ninguém, dizia não querer nada sério, que não acreditava mais no amor, muito menos em casamento, que só teria relacionamentos casuais e se alguém quisesse fazer a morena correr, era só propor compromisso. Ele já tinha perdido as contas de quantas vezes aquela história já tinha acontecido. Mas agora ela diz que é diferente...?


- Como assim? – ele conseguiu perguntar sentindo sua garganta seca.

- Ah, Henrique. Sei lá... meio que... cansei. Não sou mais nenhuma menina, si? Estou prestes a fazer 38 anos, estou na terapia há tantos anos, venho trabalhando isso... eu gosto dele. Ele é muito atencioso, mas não me sufoca, sabe? Teve muita paciência comigo... você bem sabe como eu enrolei ele... – enquanto a mulher falava, Henrique se sentia esquisito e seu estômago parecia que estava revirando.


- Henrique? – a mulher chama a atenção dele – Fala alguma coisa!

- Você aceitou?

- Ainda não disse nada. Fui pega de surpresa.

Henrique enfia mais um pedaço de pão na boca e Paola faz o mesmo e toma seu café. Depois de um silêncio um tanto constrangedor, ele diz:


- Você merece ser feliz, Paola. – Ela retribui o que ele disse com um sorriso tímido, evidenciando suas covinhas.

- Queria tanto acreditar no que você diz... – ela baixa o olhar para a xícara à sua frente e contorna sua borda com a ponta do dedo.

- Você não acredita que eu quero que você seja feliz?

- No! No é isso. É que você... tá estranho. Ele tenta quebrar o clima com uma risada.

- Fui pego de surpresa também, né? Te conheço há 10 anos e você é a minha amiga mais pegadora e do coração mais indomável dessa cidade...

- Henrique!!! Deixa de ser exagerado... – ela ri de volta e o estapeia no braço de novo. Ele precisava achar graça de algo. – Você também é mó pegador, não assume ninguém... nesse tempo todo só te vi com duas namoradinhas sérias, que durou o que? Um? Dois meses? – ela gargalhou zombeteira.

- Engraçadinha! Todas ciumentas... (principalmente com ciúmes de você, ele apenas pensou). Não tenho paciência pra ciúmes descabidos. Prefiro viver em paz.

- Huuuum. Tá bem! Quero que você conheça ele – mais uma vez ela surpreende o homem de uma maneira que nada o agradava. Quero que diga o que acha dele, como já fez com tantos outros: “Ô, Paola, cai fora. Mó cuzão esse aí” – ela tenta imitá-lo e ele não se agüenta com aquela cena. Ambos caem na gargalhada novamente. Se ela soubesse como ele amava aquela risada dela...

- Beleza. Mas cê sabe que eu sou sincero e dig... Foram interrompidos por uma voz estranha a Henrique.

- Bom dia! Desculpa invadir sua cozinha assim, mas a Daniela autorizou – o homem muito elegante se defendeu. Paola se levantou e o beijou na bochecha.

- Ale! Imagina! Já está na hora de visitar a obra? – ela questionou olhando as horas.

- Não. Na verdade, estava passando aqui e resolvi entrar pra tomar um café e te ver, enquanto não dava a nossa hora... – Henrique se encontrava estático olhando aquela cena, em que fora totalmente excluído. Seu peito ardia, sua boca estava seca. O sorriso que ele tanto amava agora era pra ele. Alexandre Veras. O engenheiro de obra da nova loja de Paola. Se conheceram por causa disso e nos últimos meses estavam “se pegando, só uma diversão”, segundo ela. Foi tirado dos seus pensamentos com Paola apresentando Alexandre para ele.

- É um prazer – estendeu sua mão a Henrique – Paola já me falou muito de você – Alexandre sorria simpático e aquilo irritou Henrique mais ainda. Enxugou rapidamente sua mão na calça jeans, efeito daquele momento, e apertou de volta num sorriso forçado.

- Prazer, cara! – se limitou a dizer. – Eu já vou indo, Paola. – o homem se apressou em dizer recolhendo suas coisas que estavam na cadeira do lado.

- Mas a gente nem terminou... ainda tá cedo.

- Na verdade não. Nem vi o tempo passar e preciso receber mercadoria de uns fornecedores. Você sabe como é, tenho que ta em cima – ele se justificou já com sua jaqueta no corpo. Passou por ela e deu um beijo rápido na sua bochecha e maneou sua cabeça para Alexandre e saiu desejando bom dia.


Notas Finais


Obs: Quero que vocês imaginem a Paola com o cabelo grande (como se fosse assim: https://uploaddeimagens.com.br/imagens/2017-10-09_21-20-16-png ) e o Fogaça com a aparência mais jovem (como se fosse assim: http://jbr-arquivos-online.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2016/06/07211310/henrique_fogaca.jpg ).

Eu espero que curtam. Beijos!


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