História "Melhores amigos" - Capítulo 24


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Categorias Originais
Tags Romance
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Palavras 1.837
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 24 - Boate...


--Arthur--

 

Acordei em minha casa, com Emma ao meu lado, ela parecia estar acordada, e chorava.

-O que foi Emma?-pergunto me virando pra ver seu rosto.-Foi alguma coisa que eu fiz? 

-Foi uma coisa que eu não fiz.

-E o que coisa seria essa? 

-Amar você. -foi um choque pra mim, eu de fato nunca amei Emma, mas era muito apegado a ela. E só de pensar em deixá-la eu me apertava.-Eu tentei, mas sinto que aquela fase de casal apaixonado acabou.

-É ele, não é?-falei me referindo ao meu sócio. 

-É ele.

-Não vejo sentido em te prender a mim, sem nenhum motivo.-eu disse com tristeza, não amava ela, era muito apegado a ela , eu me apaixonei por Emma, cresci profissionalmente com ela, e me imaginar separado dela me deixava triste.-Como você disse, nossa fase acabou.

-Não seja tão frio Arthur.-ela chorava.-Eu percebi que acontece a mesma coisa com você. 

-Eu sou apegado muito a você, e te ver separada de mim me dói muito.

-Também me dói, mas eu não quero ser frustada, não quero continuar assim.-derramei minha primeira lágrima. 

-Tudo bem, terminamos.

-Não quero que aja desse jeito.

-Como você quer que eu faça? Saia pulando de alegria pela casa? 

-Quero que sejamos amigos ainda. Ainda vamos trabalhar juntos.

-Eu, você e ele.

-Por favor...Arthur, não faça assim.

-Nós terminamos por aqui. Acabou. Amigos agora. 

-Amigos de verdade? 

-Quase fomos casados, o que pode dar errado?-no mesmo tempo ela tirou a aliança.

-Faça alguém feliz.

-Quem poderia ser essa pessoa? 

-Eu acho que você sabe.-se calou ,talvez esperasse alguma palavra minha.-Até segunda Arthur.-se levantou da cama, já com roupas.-Hoje é sábado, vai sair pra algum lugar.

-Não sei não. 

-Arthur! Não vai ficar depressivo assim, por favor.

-Eu tenho muitos livros pra ler ,processos pra estudar...

-Tem quanto tempo que não se diverte mesmo, de verdade? 

-Nós saíamos todo fim de semana.

-Eu falei diversão. Não uma saidinha pra um restaurante. 

-Quatro anos.

-Nossa Arthur. 

-É minha querida, não é só você que não foi feliz aqui.

Ela saiu do quarto, me deixando sozinho, com uma aliança na mão, totalmente pelado e coberto por um fino lençol. E no final, eu queria sair mesmo correndo pela casa. Eu me libertei, e não tinha sensação melhor. Eu não era feliz com ela, não mesmo.

Abri a gaveta do criado mudo, joguei aquela aliança em algum lugar e peguei uma caixinha vermelha.

Eu nunca teria dado a aliança da caixinha vermelha pra alguém como Emma. A aliança da caixinha vermelha era da minha vó, e ela me disse pra dar pra alguém que me faça feliz.

É, vó, acho que não vou conseguir cumprir isso. 

 

***

 

Aquela boate era lotada, e lotada de mulheres bonitas. . 

 

 

 

 

 

-O que você tá fazendo aqui Arthur?-era novamente Letícia.

Estava começando a ter uma sensação de dejá-vu.

-Vim comprar laranja.-sou muito engraçado. -O que se faz em uma boate? 

-Nossa tô morrendo aqui com sua piada.

-Obrigado.-ia embora de novo.

-Está procurando uma nova distração? 

-Não, só diversão mesmo. 

-Terminei com ela.-pude ver um sorriso no rosto dela. 

-Você tá bêbado? 

-O que acha? 

-Nossa, que grosso.

-Licença Letícia. 

-Vai pegar alguém?-isso era ciúme?  

-Tá vendo aquela ruiva ali?-apontei pra ela.-Não deve ter mais de vinte e três anos, acho que é uma boa.

-Que nojento.

-Nunca fiquei com uma ruiva, mas eles dizem que são bem melhores que as morenas.-ela ficou vermelha de raiva.-Letícia, não precisa tentar ficar com ruiva. 

-Sai daqui, vai pegar a ruivinha vai.

-Você que pediu.-vi ela mostrando o dedo pra mim. Saí do lugar, passando por muitas pessoas, ainda pudia sentir o olhar dela. 

Cheguei na ruiva, eu já estava com planos de ficar com ela, agora então...olhei de novo pro bar, e ela tinha os olhos em mim. Eu estava bêbado, mas não significava que eu poderia desreipeitar a ruiva. Fui com calma.

-Oi?-falei no ouvido dela.

-OI.-ela gritou, por causa da música alta.

-Qual seu nome?-já dançava perto dela. 

-Beatriz.

-Que nome lindo!-menti, eu odiava esse nome.-Eu sou Arthur. 

-Você é muito gostoso Arthur.

-Você é muito linda Beatriz.-ela estava sendo fácil. 

-Quer dançar?-olhei de novo pro bar, e Letícia ainda prestava atenção. E provavelmente bebia Whisky. 

-Quero.-começamos a dançar ali mesmo, e eu não acreditei, foi ela que me beijou.

Enquanto ela me beijava não parava de pensar na Letícia, e de que eu não queria beijar essa tal de Beatriz, eu não queria pegar mais ninguém naquela boate só a Letícia, e meu deus, eu não podia fazer isso com a Letícia, a deixar com ciúmes desse jeito, era injusto. Eu queria a Letícia, só Letícia. Parei o beijo e fiquei tentando imaginar umas desculpas do porquê eu fiz isso.

-Beatriz, você entendeu errado as coisas.-olhei pra ela.-Eu sou gay.-ri de imaginar isso, mas não podia simplesmente falar que eu não queria ela, porque eu estava pensando em outra.

-Mil desculpas, de verdade.-ela me olhava incrédula.-É porque eu pensei que você...e eu também...-ela se enrolava.-Você também não parece, e...

-Tudo bem miga, eu entendo.-tentei soar meio gay.-Eu só queria aquele boy que veio com você. 

-Meu amigo. Ele, ele é hétero, acho que não rola.

-Foi bom te conhecer Beatriz. 

-Depois a gente marca de ir no shopping. 

-Tá bom.-isso nunca ia acontecer,nunca mesmo.

 

 

Caminhei até o bar, bem eu corri até o bar, e vi uma cena, que me corroeu por dentro, Letícia conversando com outro cara. Antes que eu interrompesse pedi mais uma dose de tequila. Tinha que tomar coragem. Bebi minha dose, e fui até eles.

-Ela tá acompanhada cara.-disse pro homem que tava com ela.-É melhor você sair.

-Você tá acompanhada, Letícia?-ele perguntou.

-Ela está acompanhada sim, amigão. Dê licença por favor.

-Eu repito. Está acompanhada, Letícia?

-Eu. Não. Estou. Acompanhada.-ela disse. Parecia me desafiar.

-E eu repito. Ela está acompanhada. -olhei pra ela.-E se você não sair daqui, vou ter que resolver as coisas de outra maneira. 

-Eu não saio daqui.

-Então vai sair por mal.-falei pela última vez, antes de socar a cara dele.

Eu estava brigando com o cara na balada, formou uma rodinha em volta de nós, e eu batia, mas apanhava também. Ele era bom de briga, não podia negar, mas eu também era. Eu mais batia do que apanhava, o que é bom. Letícia continuava observando aquilo tomando seu whisky, e não fez nada pra separar, talvez viu que eu estava na vantagem, e...sei lá. 

Aquela briguinha estava durando demais, fiquei sem paciência, nenhum segurança venho separar, nem nenhuma pessoa. Acabei com tudo, o chutei em suas partes íntimas, e depois soquei seu olho. Acabou, eu ganhei. Ele no chão, e eu rindo.

-Eu falei que ela estava acompanhada, cara.-ele não respondeu. Voltei pra Letícia, um pouco machucado, mas nenhum arrependimento. 

-Você é ridículo, Arthur. 

-Aquele cara só queria te comer.

-E não era sua intenção ontem comigo, hoje com a ruiva, e tantas outras vezes?

-Você não merece esse tipo de tratamento. 

-E outras pessoas merecem? Machista.

-Eu nunca fiz isso com ninguém.

-Nossa, senhor responsável.-ela me olhou, e reparou bem no meu rosto.-Você tá bêbado e machucado. Quantas doses? 

-Três. E você? 

-Quatro. Mas pretendo mais.

-Vamos então. 

-Beber com você? Eu não. 

-Tá. Então fica aí do lado mesmo, e eu nesse lugar e vamos beber.

-Engraçadão, hein? 

-Muito obrigado.

Pedi mais uma garrafa de vodca. A mistura no meu organismo de vodca e tequila, me deixava louco. E eu gostava da loucura.

-Vai beber essa inteira? 

-Vai ser como nos velhos tempos.-sorri ao lembrar, de dividirmos as bebidas.-Quer ser a primeira? 

-Tanto faz.-e eu entreguei a garrafa pra ela, que destampou e secou metade da garrafa.-Sua vez, Arthurzinho.-fiz o mesmo, uma garrafa já tinha ido.

-Agora, eu gosto de deitar e deixar o efeito vir.

-Eu gosto de dançar pro efeito vir.-ela sorriu. Mas deitou a cabeça no balcão, como eu.

Não demorou muito pro efeito começar a chegar. Pedi mais duas doses de tequila, uma pra mim e uma pra ela.

-Vamos ver quem vira mais rápido?

-Não aposte coisas que sabe que vai perder, Arthur.-fizemos que nem os velhos de bar com pinga. Ela terminou mais rápido. E pediu mais duas.

-Minha chance.-viramos também,dessa vez eu ganhei.-Uma pra desempatar?-pedi outra, e ela ganhou.

-Eu sempre ganho Arthur.-o efeito da bebida estava começando em nós dois.

Ela se levantou na mesma hora, e foi caminhando meio sem rumo, fiz o mesmo, mas eu tinha um rumo, seguir Letícia. Estava a seguindo, mas ela estava longe demais, até fazer uma pausa, e eu a alcançar. 

A puxei pro meu corpo, pra perto de mim. Eu podia ouvir todos os batimentos do seu coração, e ver o quão descompassada estava a sua respiração. Eu também estava daquele jeito. Estávamos parados só nos olhando, e eu não conhecia uma pessoa mais bonita, inteligente, maravilhosa, que Letícia. De uma coisa eu posso ter certeza, eu a amo. 

Tentei a beijar, mas ela me fez desviar pro seu pescoço arrepiado. Aquilo ia ser difícil, mas eu gosto de desafios, e ela valia a pena.

A virei de costas pra mim, e comecei passar as mãos sobre seu corpo, pude sentir cada curva, e ela também se mexia de acordo com a música que tocava, não consegui identificar a música, e nem queria. 

Ela fez as minhas mãos deslizarem até sua cintura, onde ela parou minhas mãos. Se virou no mesmo momento, fazendo minhas mãos caírem em sua bunda. Letícia estava de saltos, o que a deixava mais alta, normalmente devia ter uns 1,72, e com os saltos ficava mais alta. Eu tenho 1,90. E ela teve um pouco de esforço pra morder minha orelha. Passou raspando em mim, e com certeza queria sentir meu volume, era difícil não ficar excitado com aquilo. Depositou beijos em meu pescoço, e eu não conseguia mais segurar a vontade de beijá-la. Já não me importava de tentar fazer o difícil, eu ia me entregar sim. Não consegui, eu a beijei. Beijei com toda a vontade que havia dentro de mim. Beijei desesperadamente sim.

Com muito custo nos separamos, minha boca estava vermelha, tinha um corte ocasionado pela briga. Meu olho doía, mas não me importava com nada disso. Não me importava de muita gente da boate terem nos visto quase nos engolindo.

-Preciso ir embora, Arthur. 

-Quer que eu te leve? 

-Vim de carro.

-Quer passar na minha casa? 

-Quantas você já levou pra aquela cama? 

-Serve o sofá? 

-Cala a boca, Arthur.

-Ai, Regina George.

-Eu te odeio, senhor advogado.

-"Meu nome é Letícia Peres Santin, e eu sou a melhor engenheira da cidade, faço projetos em menos de um mês, e construo prédios em no máximo um ano"-gritei imitando ela.

-"Sou Arthur Castro Gomes, e sou sério, confiante e lindo. Sou o melhor advogado da minha empresa, tenho uma super casa, bem planejada...tenho empregada, ela passa todos os meus ternos. Não tenho coração, não me iludo mais, e eu sou o rei da porra toda."-também me imitou.

-Vai embora então Letícia. 



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