História Melodias do meu coração - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Rap Monster
Tags Bangtan Boys, Bangtan Sonyeondan, Bts, Jikook, Jimin, Jungkook, Romance, Yaoi
Exibições 18
Palavras 2.150
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Pansexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


...uaaaaaah...ah, desculpem! Eu demorei um pouquinho, não? Eu tenho me sentido tão cansada ultimamente e ainda estou com a cabeça meio cheia pelas provas de admissão das escolas federais que já estão se aproximando. Eu estou tão nervosa e quero estudar muito, mas eu tenho tanto sono...
Eu também estou escrevendo uma outra fic que está me animando muito! Ontem (eu costumo escrever as notas antes de postar, senão não falo nada) eu terminei o último capítulo dela, mas ainda nem comecei o segundo *risos*.
Espero que vocês gostem do capítulo. Eu fiz ele com uma intenção mas...acabei mudando o ponto e ficou assim: meio paranoico e bobinho (WELCOME TO MY MIND!).

Capítulo 3 - A melodia da amizade


Adolescentes normais costumam passar as noites de domingo em festas regadas a bebidas alcoólicas e música alta e (muitas vezes) ruim. Eu nunca fui muito normal e sempre tive certeza de que isso era um dos casos de coisas-que-você-diz-que-vai-mudar-e-não-muda, também muito aplicado para promessas de início de ano.

Passei todo o sábado e parte da sexta-feira encolhido no sofá sub meu macio e quentinho cobertor, em uma maratona de filmes de ficção científica e animes, contando com o indispensável Star Wars e longas horas de Gintama intercalado com OVAS de Shingeki no Kyojin e Kuroshitsuji.

Dormir era uma coisa que eu fazia muito bem, que eu amava e odiava e odiava ainda mais depois que acordava desnorteado, com mal-hálito, cabelo desgrenhado, cara amassada e uma dificuldade para abrir os olhos maior do que a da maioria das pessoas. O ponto é que dormir é um saco e um tempo muito mal gasto. Se esses cientistas querem tanto algo para inventar, eu proponho algo que nos prive de sono. Entretanto, como ninguém ainda se propôs a seguir o que eu digo, eu ainda precisava dormir. E foi o que eu fiz lá pelas sete e meia da manhã, quando meu corpo finalmente cedeu depois de mais de vinte e quatro horas sem dormir, acordando uma e treze da tarde, com baba escorrendo pelo canto da boca e uma sensação quente enjoativa que me fazia sentir doente e depressivo.

Depois de um almoço muito nutritivo (vulgo o resto da pizza de ontem que lembrei estar na geladeira), tomei um banho bem demorado e agora estou foleando as páginas superbrancas de um livro que acabei comprando em versão econômica pela internet por pura falta de atenção. As páginas cada vez me dando mais náuseas e decidi que se queria ler aquele livro, seria melhor comprar a versão original e pessoalmente, para evitar cometer novamente tal equivoco.

Se quero comprar livros, o melhor é ir até o shopping, mas tal pensamento ativava cada célula-da-preguiça que existia em mim. E se alguém inventasse um aparelho que contabilizasse as células-da-preguiça, eu com certeza seria diagnosticado com priguicisse crônica com alto gral de contagiosidade. Um ser altamente perigoso para uma sociedade agitada que nem sabia o que era sedentarismo e com grandes e cansativos sonhos para o futu...uaaaaaah...

Enfim, depois de duros minutos me questionando sobre o por quê de eu não poder sair de casa só de pijama sem ser julgado pela sociedade e por que todo mundo gosta de julgar  tanto de ninguém é verdadeiramente tão bom assim (isso é como serial killers puritanos), estava pronto e a caminho do shopping, desejando secretamente não encontrar ninguém e ainda assim encontrar alguém em especial.

Nos últimos meses, meu coração e minha mente se recusam a trabalhar em harmonia, se transformando em pólos cadas vez mais distantes. A minha mente quer ser a sádica e meu coração o masoquista. Minha mente não quer encontrar ninguém que me conheça, não conheça ou pense que conheça, mas meu coração quer mais que tudo encontrar aquele garoto. Parecem água e gelo. Estão prestes a se matar. Desejam mais que tudo domesticar o outro, mas um não pode se manter sem o outro do lado, assim como as pernas de uma mesa, então acaba por exitar. Eu quero estar à beira do abismo e ao pé da montanha. Quero me jogar para a morte e me agarrar à vida com tudo o que tenho e não tenho.

 

 

Enquanto caminhava em direção a livraria, penso nos meus pais. Eles ligaram hoje, dizendo (como todos os outros anos) que fariam o possível para vir no meu aniversário esse ano. Ás vezes, eu acho que minha mãe não sabe que ela finge se importar (um pouquinho mais do que o meu pai, mas não o necessário para ser real), porque ela faz isso por ela. Para poder, em algum momento da vida, ter uma breve sensação de missão cumprida, que me criou com tudo que eu precisava e isso me deixava feliz. Ela só deveria ter aprendido que afeto também é preciso para uma criança crescer feliz.

Meu pai não fingia se importar e quando o fazia, era um atuação tão ruim que nem se ele se amasse um pouco mais do que amou a vida inteira poderia dizer que era algo digno de qualquer prêmio barato e sem importância. Que eu me lembre, eu só aprendi duas boas lições com ele. 1: Pessoas mentem e, a não menos útil, 2: mulheres sempre estão certas. Não porque elas sempre estão realmente certas, mas se elas insistem que você está errado, não vai aceitar o contrário (o que faz ser bem mais fácil deixar que ela pense que está realmente certa e evitar uma longa e desnecessário discussão).

Parei pouco antes de alcançar a livraria e passei a caminhar em direção a um pequeno espaço preenchido por balas, revistas, jornais, hqs e mangás, postos separados e bem organizados nas prateleiras que cobriam as pequenas paredes. Peguei os novos volumes dos mangás que já lia e mais dois que ainda estavam no volume um enquanto o cara atrás do balcão me encarava e sorria ligeiramente quando me virava para conferir se ainda me fitava.

E eu conheço esse olhar. Conheço esse sorrisinho despretensioso que tem muitas mais prevenções do que a maioria das pessoas imagina. E, principalmente, conheço o cara da banca que já havia de passado uma cantada saída da quinta esquina de uma cidade nojenta que parece o cú do diabo (embora eu não tenha nada contra o diabo) e que sabe que é mais de vinte anos mais velho que eu e que eu sou menor de idade. E isso tudo somado ao fato do mal-humor que eu fico sempre que não durmo direito me faz querer cada vez mais (provavelmente agora bem mais do que segundos atrás, antes de ele começar a olhar a minha bunda sem nenhuma descrição) mandar ele se foder e sufocar ele pelo lugar-onde-o-sol-não-bate com os mangás (o que eu não me permito fazer pelo simples fato de amar e respeitar muito Yana Toboso e Sebasenção).

Pus os mangás sobre a bancada e sorri levemente, por pura educação que eu não deveria sair distribuindo como pão aos pombos – de graça e fácil. Peguei algumas notas na carteira e paguei, pegando a sacola e saindo o mais rápido o possível dali.

Andei até a livraria, em frente a banca e entrei. Estava quase que completamente vazia, não tendo pessoas o suficiente nem para encher os dedos de uma de minhas mãos.

Caminhei até as prateleiras do canto do fundo da livraria, onde costumam ficar os livros que mais me agradam. Encontrei o último de Matthew Quick, Garoto 21, e decidi dar uma chance a leitura. Não que eu tenha uma fixação por ele ou que ao menos já tenha lido algum livro dele (nenhum tinha chego a me interessar), mas, veja bem, eu não me prendo a autores. Não me importa de onde são ou quem são. O que importa é como escreve e sobre o que escreve. Eu nunca tive nenhuma fixação por autores, com exceção de David Levithan. Me pergunto se existe algo de Levithan escreveu que seja menos que muito bom ou incrível (digo isso como a pessoa que perdeu a conta de quantas vezes molhou Dois Garotos Se Beijando, incapaz de conter o choro).

Segurei o livro entre o braço e o corpo junto ao que vim com a pretensão de comprar. Avistei um título que chamou-me a atenção em uma prateleira no alto, me esticando um pouco para pega-lo. Falho. Talvez se eu fosse alguns centímetros mais alto conseguiria alcançar. E é em horas como essa que eu odeio ser baixo demais.

Vi um braço passar ao lado da minha cabeça e pegar facilmente o livro que eu tanto batalhei para alcançar. Virei-me para para a pessoa que sorria sem mostrar os dentes. Era um rapaz bem mais alto que eu, tez parda, fios destingidos e covinhas profundas e inegavelmente fofas.

Ele estendeu o livro para mim e prontamente o tirei de sua mão, pondo-o junto aos outros, entre o braço e o corpo.

– Sou Kim Namjoon – estendeu-me a mão. Apertei, sorrindo um pouco em resposta ao leve e quente aperto que senti. – Eu já te vi na escola.

– Hum...acho que eu também já te vi. – Menti. Eu não acho que já o vi, eu já havia o visto centenas de milhares de vezes. Nos corredores, no pátio, no refeitório, na sala de aula, na quadra e até mesmo no banheiro masculino. E eu sempre reparava nele (isso porque era impossível não o fazer). Mas ultimamente eu não tenho tido mais tempo para reparar em outras pessoas que não seja o menino da sala de música. Estou apaixonado demais para isso.

– Isso é legal – eu acho. – Sussurrou a última parte, coçando a nunca por um momento, soltou um suspiro e prosseguiu: – Escuta, eu estava pensando eu tomar um café. Quer vir comigo? Eu pago.

Embora eu não precisasse que ele pagasse e nem apreciasse café, eu aceitei. Porque, veja bem, não é todo dia que pessoas legais como Kim Namjoon tentam ser legais comigo. Fora que ele não anda com ninguém, não fala com ninguém, e nem olha para ninguém. E ele também não é o tipo de cara que me chamaria para algo só para zoar comigo. Se ele já reparou em mim e veio falar comigo, não tinha por que ser rude com ele. Ele pode muito bem ter se identificado com outro garoto calado.

E agora estou pensando que ele sabe bastante coisas de mim. Bem, talvez não seja nada, mas alguém saber o meu rosto tão bem a ponto de me reconhecer parece muito para mim. Talvez ele até mesmo saiba o meu nome e...eu percebo no instante em que entramos na porcaria da cafeteria (aproximadamente cinco minutos após pagar os livros e andar lentamente até o terceiro piso) que Park Jimin não pode nem sequer lembrar das regras básicas de como fazer amigos.

Se apresentar, Jimin, penso comigo mesmo, Essa é uma regra essencial (embora eu não precise dela para me apaixonar). E assim que nos sentamos na mesa vi a chance perfeita para fazer dessa gaf uma pequena piada, mas Namjoon foi mais rápido com ao perguntar:

– Você vai querer o que?

E então meu cérebro virou um pequeno bug em um gigantesco jogo chamado Socializar na Terra (em que eu claramente era pior que horrível multiplicado por um zilhão) e eu, mecanicamente entrei em alerta vermelho, massageando os nós dos dedos e sorrindo como se estivéssemos em um funeral.

– Hã, eu...eu sou Park Jimin.

Um claro e nítido Game Over aparece subitamente na tela e agora mais do que nunca eu sei que nerds só são bons em jogos de verdade e não em jogos de verdade de verdade. Mas então Namjoon sorri, dessa vez mostrando suas brilhantes fileiras de dentes.

– Eu sei.

ALERTA VERMELHO.

STALKER.

ELE É UM MALDITO STALKER F.D.P!

SAI DAÍ! AGORA!

ELE VAI TE MATAR, TE ESQUARTEJAR E TE PENDURAR PELO PESCOÇO DE UMA JANELA COM SUAS AS SUAS PRÓPRIAS TRIPAS COMO CORDA!

MATA ELE ANTES QUE ELE TE MATE!

JOGA ELE DA JANELA MAIS PRÓXIMA! Pera, no shopping não tem janela. JOGA ELE DA ESCADA ROLANTE E FOGE!

E, embora minha mente esteja dando algo que eu gentilmente chamaria de a.d.p. (ataque de pelanca), eu consigo lembrar que eu também sou um stalker maldito, com provavelmente menos álibi e um vítima melhor. Então está tudo bem que ele saiba o meu nome (embora ninguém devesse saber porque, ei, sou eu) e eu esteja um pouco assustado.

– Você está com uma expressão de...pânico? – você é ótimo em adivinhar coisas Namjoon, quero lhe dizer. – Oh, você não acha que eu sou um perseguidor por saber o seu nome, acha? – outra ótima dedução. – Eu só ouvi o professor falar o seu nome e memorizei.

E isso é o que te faz mais suspeito. O que tem de errado com você? Por que memorizar o meu nome? Você acha que ninguém nunca antes ouviu o meu nome? Pode apostar, muita gente ouviu. Você acha que alguém liga? Nem eu mesmo. Então, diz o que você quer e pare de tentar.

E esse seria um discurso perfeito para muitas coisas. Pare eu me impedir de me machucar. Para impedir você de me machucar. Para não criarmos esperança em uma amizade que nunca verá a primavera, estará sempre em outono: numa doce decadência. Mas eu quero tentar. Eu quero mesmo tentar ter algum amigo que saiba dizer algo mais que "miau". Quero tentar fazer alguém se importar comigo e quero tentar me sentir não tão sozinho.

– Não, tudo bem – sorri abertamente, vendo no reflexo do vidro atrás de si meus olhos se mostrarem quase que como dois riscos. – Eu vou querer chocolate quente.

– O.k., vou fazer nossos pedidos.


Notas Finais


Mais da metade desse capítulo foi escrito de noite/madrugada em uma rotina meio ler-escrever-água-hora-de-aventura-ler-escrever-comer-pra-crescer-ler-escrever-samurai-jack-ler-escrever que seria chata pra muita gente mais que eu adoro (principalmente quando eu estou lendo meus livros nada héteros de David Levithan que eu estava enrolando a um tempinho para ler). E eu fiquei em grande conflito interno enquanto escrevia: Kim Namjoon ou Min Yoongi, mas eu resolvi colocar o Namjoon porque...porque...porque eu quis – e precisava de alguém realmente mais alto pra fazer sentido (vocês já viram o Jimin perto do Yoongi? Essas empresas mentem na altura (embora isso não seja de hoje, né Taeyang?)(tanta porra dentro da outra tá certa?Acho que não, mas eu gostei). A youtuber disse que o Yoonginnie deve ter uns 1,70 e cada centímetro conta). Eu nem ia colocar outras pessoas no meio dessa história, mas bateu uma peninha do Jimin. Se até eu tenho gente que me ature, ele também deve ter.
Alguém aqui já leu Dois Garotos Se Beijando? Eu realmente amo esse livro (ele está em uma disputa com meu amado Simon vs. a Agenda Homo-Sapiens pelo primeiro lugar no quesito livros na minha pirâmide de favoritismos, que se encontra bem atrás de Park Chanyeol, Kim Namjoon, Seo Johnny, Zhang Yixing, Jung Joonyoung e Min Yoongi e talvez um pouco antes de mangás e animes – nesses, Yana Toboso reina). Chorei muito em muitas partes dele. Tipo, na parte do rádio eu chorei muito. Parecia que tinha alguém no meu ouvido dizendo aquelas coisas (e provavelmente tinha/tem mesmo), então doeu MUITO. E na hora dele descrevendo o espancamento? Vou até parar senão choro.
Uma observação: eu notei que não tem quase diálogos nos capítulos, o que é bem diferente de quando eu era mais nova e só sabia fazer diálogos e seguidos de "ela disse" e "ele disse" (e que me parece uma referência idiota a Thalita Rebolsas agora) e fazia ações e pensamentos que renderiam páginas durarem apenas algumas frases mal-feitas. Me senti amadurecida agora. (V)itory!
Vocês querem o Kookie? Pois não dou! Também sou proja de Do Kyungsoo, treinada no pandemônio junto do Léo e sentadinha do lado do Junhoe e na frente do repetente T.O.P., pelo professor Kihyung. Então vai demorar um pouquitizinho mais pro Kookie aparecer.
Eu estou escrevendo (ainda) o capítulo quatro e eu estou um pouco...travada e...só não criem grandes expectativas com o próximo capítulo. Eu apreciaria se alguém que lê essas notas comentasse sobre o que vocês querem ver aqui, creio que isso pode me ajudar ou, sei lá, não comentem.
Tchauzinho, pu(jin)s!


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