História Melody in their Lines - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, Kai, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Baekhyun, Exo, Sebaek, Sehun
Exibições 168
Palavras 3.725
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente, fic nova pros cês. Espero que gostem, eu me dediquei muito a ela. Como podem ver ela é uma SeBaek, que é um shipp que quase não tem fic, então resolvi fazer uma.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Melody in their Lines - Capítulo 1 - Capítulo 1

° Baekhyun POV °

 

Passei pela porta já bufando e demonstrando minha tamanha raiva misturada com decepção por mais um dia estressante e chato na faculdade. Jongdae estava a minha frente todo arrumado, já que era sábado e ele provavelmente iria sair e tentar me obrigar a ir junto.

- Que tal nós irmos...

- Não, você sabe que eu não quero mais sair de casa para me divertir ou sei lá o que. - Disse me jogando no sofá que estava ao meu lado.

- Mas Baekhyun...

- Já falei que não Jongdae.

Bom meu nome é Byun Baek-hyun, mais conhecido como Baekhyun. Aparentemente eu sou o único jovem de 24 anos que não quer sair e que não gosta de música.

- Um dia você vai se arrepender de não ter aproveitado mais a vida por causa dele.

- Claro, pode ir agora. - Falei ligando a televisão e colocando num filme qualquer esperando o típico sermão que estaria por vir.

- Baekhyun, você sabe que eu já cansei de falar isso para você, mas se for necessário eu vou repetir muitas vezes. Você precisa se divertir, não pode viver trancado em casa sozinho. Não sei se me entende, mas como seu amigo, te ver assim sempre pra baixo me deixa triste, nem sequer ouve uma música, você amava a música. Eu sei que aquilo o traumatizou, mas você tem que seguir em frente e esquecer ele. Espero que me entenda e veja pelo meu lado.

- Tudo bem, da próxima vez eu prometo que vou pelo menos me esforçar para ir contigo mesmo eu odiando música e festas. - Me curvei ainda sentado e deu um leve sorriso para ele.

- Conto contigo. Eu vou indo que eles já estão me esperando. Qualquer coisa me liga que eu venho correndo. Tchau.

Ele saiu pela porta acenando para mim e sorrindo de boca fechada. Deitei-me no sofá mesmo que com o desconforto, já que o móvel era pequeno como a casa. Eu e Jongdae dividimos essa casa já faz um bom tempo, cada um tem seu quarto. Ele consegue pagar o aluguel com o salário que ganha em um restaurante onde trabalha como chefe da cozinha. Já eu consigo pagar as contas com o pequeno dinheiro que ganho escrevendo pequenos poemas e histórias para algumas editoras.

A faculdade eu consegui por meio de uma bolsa, mesmo que não gostasse de direito, que era o que cursava, continue estudando mesmo assim. Fitei o teto pensativo de como a minha vida estava no poço, uma mera nota de música me fazia chorar e entrar em desespero. Encolhi-me no sofá e abracei minhas pernas começando a soltar algumas lágrimas lembrando como Jongdae me achou aquele dia.

 

Um ano atrás:

 

Estava encolhido no pequeno sofá da minha casa amarrado pelos braços e pernas, me sacudia e chorava sem parar tentando me soltar das cordas. Não vestia absolutamente nada e meu corpo estava cheio de marcas e hematomas sangrando. Já fazia muitas horas que permanecia ali, tanto que minhas forças já estavam totalmente esgotadas, havia desistido de tentar fazer qualquer coisa, só sabia chorar e me contorcer.

Ouvi um ruído vindo da porta da frente, logo me encolhi por medo e aflição dele voltar e acabar o que havia começado.

- Baek? - Alguém havia me chamado, sua voz era muito parecida com a de Jongdae que já dividia a casa comigo.

- Jon-Jong-dae?

Tentei o chamar mesmo que com minha voz trêmula e fraca. O menor apareceu no início da sala conseguindo me ver naquele estado muito deplorável, sua única reação foi colocar a mão na boca.

- Baekhyun? O que aconteceu? Meu deus!

- Jong-dae!

Ele veio até mim desatando os nos e retirando todas as cordas que me apertavam. Sentou-me no sofá ajeitando meu corpo no do dele, Jongdae me abraçou mesmo naquele estado e afagou minha cabeça enquanto chorava em seu peito. Levantei minha cabeça encarando o rosto do menor.

- Jongdae! Eu fui muito burro! Eu devia ter te ouvido, me desculpe. - Disse em meio às lágrimas que desciam sem controle enquanto Chen, que era um apelido que havia dado para ele, acariciava minha cabeça e me apertava mais com seus braços.

- Eu sinto muito Baek, eu devia ter insistido em te fazer largar ele. Você está todo sujo e com feridas, não quer tomar um banho?

Assenti com a cabeça a levantando, Jongdae me pegou pelos braços e me segurou em seu colo. Ele saiu do sofá com certa dificuldade e me levou para o banheiro. Enquanto o mesmo me levava não pude deixar de não lembrar dos péssimos momentos que tive.

Chen me colocou de pé no piso frio e colocou uns dos meus braços em seu ombro me ajudando a ir até a banheira abrindo a torneira deixando a água sair. Ele esperou um pouco e me colocou na água morna, aquilo estava me deixando mais relaxado. Jongdae se sentou ao meu lado no canto da banheira e me limpou passando com a esponja levemente em meu corpo e em minhas feridas para que não infeccionassem, passava água com a mão enquanto soltava algumas lágrimas.

- Ch-Chen por fa-favor! Nã-não chora!

- Desculpa Baek, é que eu não consigo te olhar sem sentir culpa. Ver você assim todo machucado e com medo. - Disse o mesmo limpando meus cabelos de cabeça baixa fitando o chão e chorando muito.

- E-eu qu-que tenho que te pedir desculpas, eu não te ou-ouvi! Me desculpe Chen!

- Tudo bem Baek, não foi culpa sua, o importante é que você está comigo e seguro.

Depois de limpar o que podia, me levantei da banheira e ele me secou com uma toalha, passando por meus braços e pernas.

- Espera um pouco que eu vou pegar uma cueca e um pijama. - Disse ele saindo do banheiro e me deixando sentado na privada.

Logo veio com as roupas, pediu para que me levantasse e assim fiz. Me ajudou a colocar a roupa íntima e depois o pijama que me deixava mais confortável. Ainda estava meio abalado para falar qualquer coisa, as minhas feridas e meu corpo doíam, me sentia sujo. Jongdae me olhava com tristeza no olhar, tirou uma mexa do meu cabelo que estava grudada em minha testa, acariciou de leve meu rosto e deixou um beijo em minha bochecha logo depois me abraçando.

- Vai ficar tudo bem, eu vou te proteger. Vem comigo, acho melhor irmos dormir.

Jongdae falou pegando em minha mão e me levando para meu quarto, ele abriu a porta e me ajudou a deitar em minha cama. Cobriu-me e deitou junto comigo se encaixando atrás de mim envolvendo seus braços em meu peito, acariciou minha cabeça e voltei a chorar e soltar alguns soluços com a dor que sentia. Acabei por dormir em seus braços pensando em como havia sido burro em não acreditar no meu melhor amigo.

 

Aquele foi o pior dia da minha vida, principalmente pela culpa que sentia. Ainda não superei tudo o que havia acontecido, mas sempre que tentava superar voltava para o fundo do poço. Jongdae tentava me ajudar, me animando ou me consolando, mas nada ajudava e eu sei o que quanto dói para ele me ver assim, mas eu não consigo ir contra o passado e esquecer isso.

Algumas lágrimas pequenas e insignificantes desciam sobre meu rosto, mas eu havia prometido para Jongdae que eu não nunca mais iria chorar por isso, e era isso que eu tentava não fazer. Limpei meu rosto com a manga do meu moletom, suspirei e voltei a sentar no sofá assistindo o que passava na televisão, o que não me chamava atenção e que só estava me deixando com tédio.

E tédio num sábado de noite é pior coisa que existe. Levantei-me e fui até a estante da sala, abri a gaveta que tinha bem embaixo do móvel e peguei um caderno e um lápis. Voltei ao sofá sentando de pernas cruzadas e com o caderno apoiado nas pernas. Peguei o lápis e comecei a escrever frases, um tanto tristes e em sua maioria de amor que não fora correspondido ou que acabou, bem típico de adolescente apaixonado sabe.

A folha já estava enchendo de frases e palavras, poemas e pequenas histórias de paixão, não era o assunto que gostava de escrever porque me deixa triste, mas é a única coisa que eu consigo escrever, então vamos fazer o que? Isso mesmo, continuar a escrever.

Aquilo já estava um tédio também, arranquei a folha do caderno e a amassei jogando em um canto da casa.

- Acho melhor ir dormir. - Disse a mim mesmo já me levantando do sofá e me dirigindo ao pequeno banheiro do corredor.

A casa não era muito grande, e os cômodos então nem se fala, mas dava para caber eu e Chen então estava até de bom tamanho para o pouco que era o aluguel.

Abri a porta do banheiro já desanimado, o problema era que eu não queria ir dormir, mas ia fazer o que em casa sozinho. Peguei uma escova de dente e coloquei a pasta dental na mesma, molhei a ponta e coloquei na boca enquanto ia para meu quarto arrumar a cama.

Esfreguei um pouco os dentes com a escova e entrei em meu quarto que estava bem escuro e medroso que sou, corri até o interruptor ligando a luz rapidamente e olhando para todos os lados.

Suspirei e fui até minha tão amada e pequena cama puxando os cobertores e colocando os três travesseiros na cama, um para a cabeça, um para abraçar e o outro para as pernas. Talvez eu seja carente? Provavelmente. Terminei de escovar os dentes indo até o banheiro, abri a torneira e enxaguei a boca.

Sequei as mãos e o rosto na toalha pendurada, fiz as minhas necessidades um tanto quase que dormindo de pé. Pisquei os olhos tentando não dormir no banheiro que nem Jongdae quando chega bêbado em casa. Sai de lá indo diretamente para minha aconchegante e amada cama me jogando nela e me cobrindo sentindo o doce cheiro delas, já que as mesmas haviam sido lavadas de manhã, peguei meu travesseiro e o abracei com força encolhendo as pernas e enterrando a cara no travesseiro.

Desde aquele dia que Chen me encontrou amarrado, tenho muitos pesadelos, tipo muitos mesmos, por isso ele sempre vinha dormir comigo, nem que fosse num colchão no chão do meu lado. Só que como eu achava que estava sendo um peso para ele, comecei a dormir com um monte de travesseiro, e até agora está funcionando para não ter pesadelos.

Eu odeio ter que dormir cedo pelo simples fato que eu demoro muito para dormir, mesmo muito cansado como hoje, eu demoro umas duas horas para adormecer. Só que por sorte hoje parecia que o mundo não estava conspirando contra minha pessoa e eu já estava pegando no sono, só que parece que mesmo sendo meia noite e meia, as pessoas insistem em colocar som alto na rua, será que elas não percebem que tem gente querendo dormir? Peguei meu travesseiro e cobri minha cabeça com ele para tentar abafar o som, o que deu certo.

Senti meus olhos pesarem cada vez mais, meu corpo estava todo relaxado, o som de fora já havia parado. Antes que pudesse dormir, a porta do meu quarto foi aberta, e eram cerca de uma hora da manhã e o medo já me cercava por a minha porta estar sendo aberta naquela hora.

- Baekhyun?

- Jongdae o que está fazendo tão cedo em casa? - Perguntei tirando o travesseiro do meu rosto e me sentando na cama.

- É que eu não queria te deixar sozinho por tanto tempo. - Disse ele se aproximando da cama de cabeça baixa.

- Se eu disse que ia ficar bem! Podia ter ficado na festa.

- Desculpa.

- Mais alguma coisa Chen?

- Posso dormir com você? Está frio e você pegou todos os cobertores quentes pra você.

Revirei os olhos e ergui os cobertores para que ele viesse dormir, ele se deitou do meu lado e eu virei pro outro lado para não sentir o cheiro da bebida que emanava dele.

- Boa noite Baek. - Ele colou suas costas nas minhas soltou uma risada, apenas revirei os olhos por ele está provavelmente bêbado.

- Boa noite Sr. Bêbado. - Fechei os olhos e ouvi outra risada de Jongdae que me fez rir junto. Encolhi-me um pouco e logo adormeci.

 

° Sehun POV °

 

- Sehun... Sehun! SEHUN!

- Que foi meu deus? - Disse me virando na cadeira que estava para a pessoa chata que estava gritando no meu ouvido.

- Presta atenção na letra, eu sei que não gosta de escrever e ler essas coisas, mas por favor, só ouve pelo menos.

- Tá bom Jongin, começa de novo.

- Ok.

Revirei os olhos e fingi que o estava escutando enquanto viajava em meus pensamentos, mas especificamente no passado. Como eu queira esquecer o passado, mesmo ele que foi quem me tornou hoje.

Oh Sehun, 22 anos, moro em Seul na Coreia do Sul, em uma casa alugada que quase não tenho dinheiro para pagar porque trabalho como um rapper de uma banda que toca em bares e em shows da cidade, mas que não tem nenhum reconhecimento ou chance de crescer.

Como a vida pode ser bem injusta não é mesmo, eu poderia estar agora me formando em medicina e morando em uma mansão junto de meus pais horríveis. Mas eu que não iria seguir os passos e conselhos daquele velho.

O problema de eu não querer ouvir as músicas dos integrantes da minha banda, é que elas são quase sempre de amor verdadeiro, o que eu nunca acreditei, bom pelo menos até hoje nunca amei ninguém. Sai dos meus devaneios quando ouvi meu nome sendo chamado na rodinha que estávamos com todos os integrantes da banda, ou seja, três comigo. Kim Jong-in ou Kai que toca guitarra e canta, Kim  Minseok ou Xiumin que toca bateria. E claro eu, Oh Sehun que é o rapper.

- E ai Sehun? O que achou?

- Está boa, que tal nós ensaiarmos agora? - Perguntei indo até ao pequeno palco que usamos para deixar os instrumentos e às vezes ensaiar um pouco, já que toda semana Jongin aparecia com uma música nova.

- Sehun você não ouviu nada do que dissemos mesmo em? Nós vamos sair hoje, eu até falei ontem que já tinha planejado para irmos numa festa hoje.

- Ah eu não vou mesmo.

- Sehun! Larga de ser chato faz muito tempo que não sai! Cadê o Oh Sehun divertido que tínhamos. - O menor do lugar que era Xiumin se levantou de onde estava sentado.

- Esse Oh Sehun não existe desde quando eu parei de acreditar em sentimentos. Querem ir? Vão, eu vou para casa já que não vamos ensaiar. - Disse pegando meu casaco que estava no encosto da cadeira que estava sentando.

Estava saindo da garagem, sim a gente ensaia na garagem da casa do Jongin, é único espaço que temos para ensaiar onde não faz muito barulho, já que tivemos muitos problemas com vizinhos.

- Sehun! Por favor! Vem com a gente.

- Já disse que não Kai! Eu não vou a lugar nenhum! - Me virei para ele que estava parado na porta da garagem me encarando.

- Tudo bem Sehun, mas da próxima você não escapa, nem que eu tenha que te levar a força.

- Tchau.

Revirei os olhos e dei as costas para Jongin que apenas acenou para mim. Comecei a andar pela rua no quase escuro, já que o bairro da casa do Kai não era uns dos melhores da cidade. A noite estava fria como sempre.

Nos meus passos largos e rápidos pensava como eu iria ter um futuro bom sendo que só trabalhava em uma banda que quase não dava dinheiro. O vento frio soprava em meu rosto me fazendo ter calafrios contínuos, odeio frio, mas também odeio calor, sempre preferia o clima ameno.

A música sempre foi meu jeito de conseguir ter algo para continuar a viver. A música sempre foi meu jeito de me expressar, foi algo que me fez querer levantar todo dia da cama. Minha vida mudou muito em um dia para outro, de um dia ótimo para o pior dia da minha vida. Jongin e Minseok foram às pessoas que mais me ajudaram naquela época, já éramos amigo antes daquilo acontecer mais de uns tempos para cá nossa amizade só cresceu.

Só que eles são aqueles tipos de pessoas que gostam de ir a festas, beber até encher a cara e pegar metade das pessoas da balada. Eu sempre jurei que eles dois tinham algo a mais do que só amizade, mas nunca me contaram nada sobre isso.

Estava quase chegando a casa já, dava para ver "minha" pequena casa de onde estava. Fui até a porta dela e abri com as chaves que tinha. A residência era bem pequena onde só cabia praticamente eu. Larguei minhas coisas no sofá e caminhei até a geladeira e peguei uma garrafa de bebida.

A abri com a mão mesmo e dei um grande gole, nunca foi aquele homem que bebeu até não poder levantar mais, mas nesses tempos eu ando bebendo muito, principalmente por causa da depressão. Sim, eu tenho depressão e é a pior coisa que uma pessoa pode ter, nunca contei para ninguém, odeio pensar que alguém pode se preocupar.

Sai dos meus devaneios e sentei em minha poltrona que era o único lugar que eu poderia sentar para assistir um pouco de televisão sem ser no chão. Dei mais um gole atrás do outro, o programa que passava na tela do aparelho nem mais me distraia. A bebida já fazia um grande efeito em mim, já havia secado a garrafa.

Levantei-me da poltrona meio tonto, deixei a garrafa do lado da poltrona. Subi as escadas que levavam para meu quarto e banheiro ainda cambaleando. Cheguei ao banheiro abrindo a porta e já me despindo. Entrei no box ligando o chuveiro e deixando a água quente descer sobre meu corpo me relaxando e tirando um pouco da ressaca que já começava. Minha cabeça parecia que ia explodir de dor. Desliguei a água pegando a toalha que estava pendurada num suporte na parede, sequei meu corpo inteiro e deixei o cabelo molhado mesmo.

Sai do banheiro junto com o vapor da água, corri até meu quarto me vestir, já que o piso era gelado e o frio que já fazia não ajudava. Peguei uma roupa íntima e um pijama quente e os vesti me sentindo mais confortável. Joguei-me na cama cansado e derrotado pelo dia cheio.

Fechei os olhos e comecei a lembrar de como minha vida era antes daquele dia, odiava lembrar ele, mas não importava no que estava pensando ou como havia sido meu dia, sempre tudo retornava para minha cabeça.

Eu morava na mansão dos meus pais, minha vida era ótima, estudava na melhor faculdade da cidade. Tinha milhares de amigos, alguns que eram em sua grande maioria só ligavam para quanto dinheiro que eu tinha, os únicos que continuaram ao meu lado independente da minha situação financeira e social foram Minseok e Jongin. Eles me ajudaram na pior das partes da vida. Kai me ajudou me deixando morar em sua casa por um tempo até que tivesse dinheiro suficiente para alugar alguma casa ou apartamento. Xiumin me ajudava me dando um pouco de dinheiro quando precisava para roupas ou comida, já que nunca deixei e nunca vou deixar eles me derem coisas sem que eu pagasse. Tanto que quando tiver dinheiro suficiente irei pagar os dois. Eu os agradeço muito por tudo que fizeram por mim.

Meus pais nunca mais ligaram para mim, nem se importaram de me ver mais, ver se seu filho estava bem. Tudo bem que preferia que eles nunca mais voltassem a ter contato comigo, mas sei lá, isso machuca lá no fundo. Eles sempre me diziam que me amavam muito independente de qualquer coisa, mas hoje me odeiam. Eu sinto nojo deles só de me lembrar dos rostos deles. Se puder não quero nunca mais ver a cara deles, nem pisar no mesmo lugar que estiverem.

O pior de tudo isso, é insegurança que tenho sobre meu futuro, não quero ser aquela pessoa que vive à custa de outra, não quero morar na rua ou pior. Eu gostaria de ter uma vida, de ter um trabalho, não que a banda não fosse um trabalho, mas queria algo mais consistente.

E sobre amor, nunca senti por ninguém, há uns tempos atrás me achava estranho por isso, achava que era anormal. Tudo mundo tinha alguém ao seu lado, menos eu que sempre foi o sozinho. Hoje nem ligo mais se vou achar alguém que me ame e que eu consiga amar, até porque acho isso uma tremenda bobagem. O amor só serve para iludir as pessoas de um falso sentimento de alegria e segurança.

Às vezes quero saber como é sentir isso, se é como dizem. Sentir calafrios ao ouvir a voz da pessoa, se sentir bobo ao lado da pessoa, só em ver a pessoa sorrir como nunca sorriu, sentir a mais pura felicidade de estar ao seu lado. Às vezes só queria saber como alguns dizem, ser uma pessoa "normal".

Sai dos devaneios e abri os olhos e observei a janela que ficava a lado da minha cama. As estrelas brilhavam no céu como nunca, milhares e milhares espalhados pelo céu, cada uma com seu brilho, diferentes do jeito delas. Um pequeno brilho começou a se deslocar, aquilo só podia ser uma estrela cadente.

- Eu não acredito nisso, mas não custa tentar. - Me sentei na cama colocando os pés no chão frio e juntei as mãos olhando para a estrela que passava, fechei os olhos e apertei minhas mãos. - Eu desejo poder amar alguém, poder sentir a mais pura felicidade.

Abri os olhos e o pequeno brilho já não podia ser visto no céu. Suspirei e deitei de volta na cama me cobrindo por inteiro e fechei os olhos soltando uma pequena lágrima. Abracei as minhas pernas e dormi rapidamente.

Continua...


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Se puder favorite e comente, agradeceria muito. Desculpem qualquer erro *3* Se quiserem dar uma opinião podem deixar s2


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