História Memento Mori - Capítulo 6


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Quem tá vivo sempre aparece! Espero que gostem, boa leitura.

Capítulo 6 - Necróforo.


Noite encarava Sam.
A garota começa a sentir uma sensação de raiva crescer dentro de si mesma.

- Não quero sua visita. – Diz Noite.

- Nem pra saber como está a sua irmã? – Pergunta Sam.

O homem se aproxima das margens do rio. Noite caminha mais para o fundo. O campo roxo seguia a menina.

- Como está a... – Noite não consegue pronunciar o nome de sua irmã.

Sam ri.

- O que aconteceu com ela? – Noite grita.

- Nada demais. – Responde o homem. – Apenas o que há de acontecer.

A sensação de raiva cresce em Noite.

- Diga à sua mentora que mandei lembranças. – Diz Sam.

O homem desaparece como da última vez, logo em seguida o campo roxo some.

Noite suspira.

- Lili já chegou. – Diz Talita aparecendo sobre o rio.

- Obrigada. – Diz Noite.

Depois de se lavar um pouco mais, a garota sai do rio e se veste novamente, molhando suas roupas.

- Entre logo menina. – Diz Lili, aguardando do lado de fora da casa. – Logo vai nevar.

As duas entram. A lareira já estava acesa, e Tyler estava à mesa, comendo uma banana.

- Serei direta, Noite. – Diz Lili, sentando-se à mesa.

Noite engole em seco.

Lili desaparece dentro da pequena esfera incolor. Quando retorna, Noite não pode acreditar:

Uma linda mulher, de longos cabelos loiros, alta e de olhos de um impressionante roxo vibrante.

- Sente-se, criança. – Diz a mulher.

Noite não ousava desobedecer. A beleza da mulher à sua frente a hipnotizava. A longa túnica preta, que cobria seu corpo e arrastava-se no chão, tinha escrituras bordadas nas quais Noite não sabia ler.

- Ainda sou a mesma Lili que você conhecera. – Diz a mulher.

Noite observava o corpo da nova Lili, em cobiça. A mesma sensação que Nana havia trago para a menina agora estava milhões de vezes mais forte.

- Concentre-se! – Grita Lili.

A casa range. Noite volta a si.

- Lili... – Diz a menina, agora encarando os olhos roxos da mulher.

- Terei de ir. – Diz a mulher. – E infelizmente não posso te ensinar nada.

- Ir para onde? – Pergunta Noite.

- À lugares indesejados. – Responde Lili. – Logo você saberá mais sobre tudo o que está acontecendo. Até esse momento quero que cuide do meu grimório como se cuidasse de sua vida. – Lili ri. – Mesmo que não cuide muito bem de sua própria vida.

Noite olha para a bolsa de couro em cima da mesa, onde o grimório está.

- Para o pagamento de seu débito eu preciso de um último trabalho seu. – Diz Lili.

- Claro, qual? – Pergunta Noite.

- Siga, todas as noites, em direção à estrela d’alva. – Diz Lili. – Quando chegar ao seu destino ajude sua amiga a reencarnar.

- Minha... amiga? – Pergunta Noite. – Você quer dizer a Talita.

- Exatamente. – Diz Lili. – Após a reencarnação da garota fantasma tudo vai voltar a seu curso natural. Tudo irá ser explicado à caminho de seu destino, jovem electi.

Noite suspira.

- O que é electi? – Pergunta a menina.

Lili sorri.

- Saberá logo. – Ela responde.

E mais uma vez Lili se metamorfoseia numa coruja de penugem banca e cinza, com grandes olhos laranja.

Noite olha pela janela. Nevava e a Noite já caíra.

- Senhorita, pode me dizer o que foi isso? – Pergunta Tyler, acordando.

- Isso o quê?  – Pergunta Noite.

- Por que ficaram quietas por tanto tempo? – Pergunta Tyler.

- Não sei. – Responde Noite. – E não temos tempo para saber. Venha Tyler, precisamos ir.

- Oh céus, onde senhorita? – Pergunta o ouriço.

Noite arrumava o grimório em sua bolsa. Logo Tyler está dentro dela. Dentro do grande caldeirão há um pouco de sopa quente. Noite devora rapidamente o resto da comida e sai.

A neve estava alta e espessa. As estrelas não brilhavam muito no céu de Lugar Nenhum.

- Talita! – Noite diz.

A fantasma aparece, de dentro da casa.

- Sim, menina? – Ela pergunta.

- Me aponte à estrela d’alva. – Diz Noite.

Talita aponta para uma estrela de brilho quase intenso.

Noite caminhava na neve.

- Teremos de passar pela cidade de antes, menina. – Diz Talita.

- Tudo bem... – Responde Noite.

A velha cidade estava coberta em neve. Os sussurros continuavam lá, assim como os fantasmas.

- Senhorita, não podemos dar a volta na cidade? – Pergunta Tyler.

- Ótima ideia. – Diz a garota.

Noite olha para dentro da cidade e, pela primeira vez, vê a aura negra que envolve o lugar.

A garota segue caminhando para a esquerda, a fim de dar a volta na velha cidade.

No meio da caminho havia uma cabana com luzes acesas.

“Não me lembro desse lugar.” Pensa Noite.

Tyler dormia dentro da bolsa.

Noite passa reto à cabana, seguindo de volta ao seu curso.

Conforme o tempo passa, a neve volta a cair e uma madrugada fria se inicia.

Noite tremia com o frio, mas ela havia de continuar seu percurso.

Vez ou outra Tyler acordava e pergunta qual era o objetivo deles, e Noite apenas ficava em silêncio.

Após caminhar por certo tempo, sempre em direção à estrela d’alva, Noite vê uma cabana com luzes acesas.

- Mas... O quê? – Ela diz.

A garota caminha até perto da cabana e vê que era a mesma que vira na última vez.

- Tyler, acorde. – Diz ela.

O ouriço vai acordando aos poucos.

- Sim, senhorita? – Diz ele.

- Veja. – Noite diz, apontando para a cabana.

- Ora... Demos uma grande volta em círculo.

- Estou certa de que não virei em lugar algum, apenas segui reto. – Diz Noite.

A madrugada estava fria.

- Vamos, conseguiremos chegar a algum lugar antes do amanhecer. – Diz Noite, voltando a caminhar.

Após certo tempo, novamente, Noite avista a velha cabana com luzes acesas.

- Mas que droga! – Diz Noite.

Talita não havia aparecido desde que Noite começara a caminhar.

- Tyler, estamos de volta no mesmo lugar. – Diz Noite ao ouriço que acabara de acordar.

Tyler estava sonolento, então limitara-se em produzir um pequeno ruído estranho.

Noite caminha até a cabana e tenta observar por uma janela tão pequena que não passaria sua mão direito. O lugar era simples, com uma lareira acesa, uma mesa e uma cama. Não havia ninguém à vista.

A garota bate à porta.

Silêncio.

Outra batida.

Alguns paços. O som de algo pesado chocando-se com o chão.

A porta abre-se.

- Boa noite. – Diz o homem gordo e alto.

- Erm... – Noite diz. – Boa noite. Eu... eu só queria saber como eu faço pra sair daqui.

O homem ri. Noite o encara, em silêncio.

- Ah, você está falando sério. – Diz ele. – Entre.

Noite hesita, mas logo entra na casa.

- Não há como sair daqui, criança. – Diz o homem gordo, sentando-se à grande cama.

- Deve haver algum jeito. – Diz Noite. – Porque eu preciso seguir a estrela d’alva, e não importa o quanto eu ande, sempre acabo aqui.

O homem ri.

- Sempre foi assim, e assim há de ser para sempre. – Diz o homem, colocando um pouco de sopa dentro de seu pote de madeira.

- Aceita? – Pergunta ele.

- Não, obrigada. – Responde Noite.

A sopa do homem era quase que negra. Alguns cubos de uma duvidosa carne boiavam na gosma.

- Eu... Vou embora. Obrigada por avisar. – Diz Noite.

- Ah, mas já? É raro ter uma companhia por aqui. – Diz o homem. – Ainda mais uma como você.

Noite engole em seco.

- Desculpe, eu realmente preciso ir antes que amanheça. – Diz a menina.

- Permita-me mostrar algo, menina. – O homem diz, levantando-se.

“Ele é realmente alto” Pensa Noite.

O homem arrasta a grande cama e revela uma escada.

- Venha comigo. – Diz ele, descendo.

Após o homem descer, Noite corre até a porta e tenta abri-la, sem sucesso. Ela olha pela janela e vê a neve caindo mais forte do que antes.

- Talita! – Noite sussurra.

Nada.

- Menina? – O homem pergunta. – Venha, não há o que temer.

Noite engole em seco novamente.

Ela desce as escadas.  A parte de baixo era feita de várias pedras bonitas. O lugar era alto o suficiente para que o homem gordo pudesse ficar de pé.

Noite caminhava atrás do homem, em silêncio. Tochas iluminavam o local.

- Senhorita... Poderíamos ir embora? – Cochicha Tyler.

- Também queria, mas não dá. – Responde Noite, também cochichando.

Noite vê um grande quadro, com a pintura de uma grande família de pessoas altas e bem gordas.

- Essa é a minha família. – Diz o homem. – E este sou eu. – Ele diz, apontando para a criança gorda no quadro.

- Onde estão? – Pergunta Noite.

Silêncio.

- Venha. – Diz o homem.

Eles continuam caminhando. Vários quadros continuam aparecendo ao decorrer do caminho. Vários deles eram de insetos e besouros.

- É aqui. – Diz o homem. – Entre.

Ele abre a porta. Noite o acompanha com uma sensação desesperadora dentro de si.

Era uma sala cheia de vidros com insetos empalhados dentro. Borboletas, besouros dos mais diversos tipos, aranhas, abelhas... E só. Vidros e vidros por todo o lado da grande sala.

- São lindos não? – Pergunta o homem.

Noite silencia. Ela continua olhando ao redor da sala.

- Eles não conseguiriam sobreviver lá fora, sabe? – O homem diz. – Lá fora quase não há insetos. E tê-los na minha coleção é uma coisa muito importante.

Noite vê, embaixo de seus pés, uma marca vermelho-escura.

- Há tempos não recebo uma visitante para contemplar meu trabalho. – Diz o homem.

- Certo... – Diz Noite dando um passo para trás.

A marca vermelho-escura estava ali, seca.

- Sabe, estou sozinho há tanto tempo. É bom ver um rosto novo. – Diz o homem.

- Eu... Eu tenho que ir, infelizmente. – Diz Noite.

- Poxa!

Silêncio.

- Fique um pouco mais, posso te mostrar uma nova sala. – Diz o homem.

- Eu realmente tenho que ir. – Diz Noite.

O homem ri.

- Não seja uma inútil fazendo algo inútil como tentar sair daqui. – Diz ele. – Fique e faça algo de útil. Eu já disse que é impossível sair daqui. Não sem passar pela cidade.

Noite engole em seco. O homem se aproxima. A garota corre.

A risada do homem ecoava pelo longo corredor cheio de tochas. Os quadros de insetos amedrontavam a menina.

A escada que ela usara para descer sumira.

- Não há como fugir. – Diz o homem.

Apenas sua voz podia ser ouvida.

Noite tira o grimório de sua bolsa. Tyler se esconde, transformando-se numa pequena bolinha de espinhos.

A risada do homem ficava mais alta.

A garota abre o livro e passa os olhos por várias palavras. Suas mãos tremiam.

O tom alaranjado das tochas fazia com que as sombras do lugar fossem mais intensas.

 

- Venha comigo, apenas mais uma sala. – Diz o homem, aparecendo à frente à luz de uma das tochas.

Noite encosta-se a uma parede atrás dela. Não havia pra onde correr a não ser para frente.

- Afaste-se... – Diz a menina.

O homem ri. Ele ria do desespero da menina.

Ele caminhava em direção à Noite, o que fazia com que o homem parecesse mais alto a cada passo.

- Eu disse pra se afastar. – Diz a menina.

A queimação do pentagrama em seu pescoço não era a maior preocupação de Noite, que tremia com os passos do homem à sua frente.

Outra risada.

- SE AFASTE! – Grita noite.

Um impulso. O homem para de rir.

- Uma devedora. – Diz o homem, observando Noite.

Ele ri. Seu sorriso era tão grande que, literalmente, ia de orelha a orelha. Seus dentes eram amarelos.

Noite estende o braço em direção ao homem.

- Não chegue mais perto. – Diz Noite.

O homem para.

- Deixe-me ir ou...

Noite hesita.

- Ou? – Diz homem.

Ele ri.

- Está óbvio que você é uma devedora sem treino.

Noite engole em seco.

O homem começa a correr até ela.

- Não se mexa! – Ela grita.

A marca incendeia. A cor roxo-claro que emanava da marca, agora emanava da mão de Noite.  O grande homem gordo congela no lugar. A cor que emanava das mãos de Noite brilha no homem, por um breve segundo, e desaparece.

Noite suspira, aliviada.

- Vadia. – Diz ele, parado em seu lugar. – Você sabe o que vou fazer contigo?

Noite passa por ele, encarando seus pequenos olhos pretos.

- Eu vou cortar a sua cabeça fora. – Ele diz. – Enquanto eu te fodo. Que nem um louva-a-deus.

Noite começa a correr. O corredor era longo e interminável. A garota passa pela porta do quarto cheio de insetos empalhados e continua correndo.

- Senhorita, o que faremos agora? – Pergunta Tyler.

- Não sei. – Diz Noite. – Realmente, não sei.

Uma porta de madeira, larga e alta, estava no fim do corredor.

Noite ouve um zumbido.

Ela entra.

Um mau-cheiro insuportável adentra as narinas da garota, que fica em choque.

Uma sala com vários corpos, alguns em decomposição. Alguns deles nus. Corpos de mulheres, homens, velhos, crianças, bebês e animais.

Noite ouve novamente um zumbido. Ela fecha a porta atrás de si e desce uma escadaria.

- Senhorita... Não vamos conseguir. – Diz Tyler.

- Calado! – Diz Noite.

Uma grande pilha de corpos em decomposição, inchados exalando chorume estava bem no centro da sala. Machados, serras, correntes e outras coisas estavam presas à parede.

A porta se abre.

O homem encara a sala, sorrindo.

- Você não vai conseguir se esconder menina. – Diz ele. – Conheço esse como conheço o meu pau.

Noite segura o vômito. Lágrimas escorriam de seus olhos, enquanto ela se escondia entre os corpos em decomposição.

Um estrondo.

- Sabe o que eu tenho na mão, criança? – O homem diz. – Um machado. E bem afiado pra poder cortar sua cabeça. Decidi que vou fazer diferente.

Outro estrondo.

Pequenas larvas brancas começam a andar pelo corpo de Noite.

- Vou cortar um membro seu de cada vez, enquanto eu te fodo, claro, e depois arranco seus olhinhos lindos. – O homem diz. – E depois, corto sua língua. E antes de você morrer, corto sua cabeça fora.

O homem ri.

Outro estrondo, este mais perto de Noite.

- Ah claro! – O homem diz rindo. – Lembre-se: Eu vou te estuprar enquanto faço todas essas coisas.

Outra risada.

Um estrondo bem em frente à Noite. Os corpos cobriam a menina. Ela prende a respiração. Por entre as brechas de luz ela podia ver um braço.

- Te encontrei. – Diz o homem.

Noite grita. Os corpos que estavam em cima da menina voam pela grande sala.

O campo de força roxo reaparece.

O homem ri.

- Criança! – Ele grita, batendo no campo com seu machado. – Isso não vai te salvar!

A cada batida do machado Noite podia sentir sua marca queimar. Ela chorava, mas não mais por si mesma, e sim por cada um ali naquela sala. Cada criança, cada mulher, homem; Chorava por cada ser humano.

- Eu sinto a dor de vocês. – Ela diz, chorando. – Eu sinto muito!

Noite realmente sentia. Ela conseguia sentir em si mesma a dor, o desespero, a angústia de cada alma ali presente.

Sussurros e gritos. Cada uma das almas presas ali não descansaria até ver aquele homem morto.

- Sabe! – O gordo diz. – Eu empalho os corpos que gosto. Os que eu não gosto, coloco ovos e enterro.

Mais uma machadada no campo de força roxo. Noite havia parado de chorar.

- S-senhorita? – Tyler diz de dentro da bolsa.

O homem se aproxima de Noite com o machado em mãos. Seus longos cabelos negros começam a flutuar ao redor de si mesma. Seus olhos brilhavam em roxo-claro, assim como suas duas mãos.

O homem se distancia.

- Ser vil, sua alma não pertence mais a este mundo. Sua existência causa dor e sofrimento, seu coração é imundo.
Tal coisa não merece existir. – Recita Noite. – Tal coisa merece explodir.

Pouco a pouco o grande homem gordo vai inchando, inchando tanto até que em um momento suas vísceras explodem pela sala e seu sangue jorra pelo chão.

Os olhos de Noite voltam à cor normal e o pentagrama em seu pescoço não queima mais. Ela cai de joelhos no chão daquele lugar imundo e fica em silêncio.

- Senhorita. – Diz Tyler. – Precisamos achar uma saída, o que acha?

Noite sorri.

- Certo Tyler. Precisamos. – Diz Noite.

Todas as almas ali haviam se libertado. Noite não sentia mais a dor e o sofrimento, mas estranhamente sentia um ódio exorbitante.

Noite caminha pelo corredor longo e quase sem fim. Ela observa o lugar onde a escada estivera anteriormente. A luz da cabana do homem gordo brilhava.

- Senhorita, como iremos subir? – Pergunta Tyler.

- Temos de descobrir. – Diz Noite, pegando o grimório de Lili dentro de sua bolsa.

Depois de certo tempo de procura ela lê uma magia de levitação.

- Certo, vamos tentar. – Diz Noite.

Tyler fica observando com a cabeça para fora da bolsa.

Noite se concentra e encara fixamente um dos pontos onde deveria estar a escada, logo fecha seus olhos.

Tyler ainda a observava silenciosamente.

Logo a garota levita a alguns centímetros do chão. Tyler fica maravilhado, mas não diz nada. Aos poucos Noite vai subindo mais e mais. A garota abre os olhos.

- Tá dando certo! – Ela diz, sorrindo.

Ela flutua o suficiente para encostar no teto da parte de baixo da casa. Noite flutua um pouco mais e chega à cabana. Suas pernas tremem de fraqueza.

- Bom trabalho, senhorita Noite. – Diz Tyler.

- Obrigada. – A menina diz sorrindo.

A garota se senta na cama, mas a ideia de descansar naquela casa onde o homem gordo vivia a abominava.

- Vamos Tyler. – Diz Noite.

- Mas... Senhorita, nós temos que descansar e...

- Já estou bem, não podemos perder tempo. – Diz a menina, se levantando.

Noite caminha pra fora da casa. A porta se abre sem nenhuma resistência.

A neve ainda caía. A noite ainda estava fria. A cidade continuava ali.

- Temos de ir por dentro da cidade. – Diz Noite. – Foi o que o homem gordo disse.

- Certo. – Tyler Diz.

 Noite volta a caminhar. A cabana atrás deles se apaga. Ela desmorona.

Um urro sai de dentro dos escombros.

Noite vira-se e mais uma vez vê aquela figura encapuzada, pele como carvão, um braço maior que o outro e com um cheiro de putrefação: Lucífago Rofocale.

Noite começa a correr para dentro da cidade. As almas de lá continuam seus afazeres infinitos. O demônio adentra a cidade numa velocidade alta.

- Talita! – Grita Noite.

Nenhum sinal da garota fantasma.

O demônio urra. A terra treme. Noite se desequilibra, mas continua correndo.

- Oh céus! Hoje não é o nosso dia de sorte. – Diz Tyler voltando a ser uma pequena bolinha de espinhos dentro da bolsa de couro.

As pernas de Noite começaram a tremer. Ela estava fraca depois de tudo o que acontecera na casa do homem gordo.

A criatura urra novamente. Noite cai ao chão.

- Talita! – Ela grita.

Mais uma vez, nada.

Logo grandes correntes reluzentes prendem o demônio no chão, que urra.

Logo Noite vê, atrás do monstro, um garoto. Ele recitava alguma coisa que ela não conseguia ouvir. As correntes reluzentes começam a brilhar mais intensamente e Noite cobre os olhos. Assim que os abre, a garota vê que mais uma vez o demônio sumira.

O garoto caminha até noite e lhe oferece a mão. Ela limpa os joelhos que estão sujos e ralados.

- Obrigada. – Ela diz ao garoto.

Ele era consideravelmente alto. Aparentava a mesma idade que Noite. Cabelos cacheados que caíam à altura do ombro e olhos cor de mel.

- O que você tá fazendo aqui, nesse fim de mundo? – Pergunta o garoto.

- Tô indo pra fora dele. – Diz Noite. – É o meu trabalho.

- Entendo. – Diz o garoto. – Você quase se fodeu legal.

Ele ri.

- Sério, se aquela coisa tocasse em você, você estaria mortinha agora. Tipo, você seria um desses fantasmas. – Diz ele. – Como devo te chamar?

A garota o encara.

- Noite. – Ela responde.

O garoto ri segurando sua barriga, como se ela fosse cair ou algo assim.

- O que tem de tão engraçado? – Pergunta Noite.

- É que... – O garoto diz, parando de rir. – É que eu sou Dia. 


Notas Finais


Eu juro que depois eu reviso! É que agora eu tô ocupado (mentira!)...
Enfim, espero que estejam gostando, e espero que tenham paciência de aguentar a minha demora de postagem eauheahuhuea Enfim, até mais ver.
See ya!


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